"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

junho 05, 2013

Os vigaristas no poder imaginam que enganação não tem prazo de validade



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Nos primeiros quatro meses deste ano, informou o jornalista Lauro Jardim em sua coluna, a Petrobras ficou pior no retrato desenhado por números perturbadores. 

E o déficit da balança de petróleo e derivados registrou um recorde histórico:
6 bilhões de dólares.
Mais de 12 bilhões de reais.
É coisa de assustar economista argentino.
Mas insuficiente para incutir algum juízo na cabeça baldia de Dilma Rousseff.

A presidente continua recitando que tudo vai bem no Brasil Maravilha, constata o comentário de
1 minuto para o site de VEJA.

Há 15 dias, por exemplo, durante o comício em Pernambuco que festejou o banho de mar inaugural do navio Zumbi dos Palmares, Dilma fez um dueto com Graça Foster para cantar as glórias que iluminam os horizontes da Petrobras.

Em 2018, adivinhou a presidente da empresa, a produção terá chegado a 4 milhões de barris por dia.

Foi a senha para outra decolagem em dilmês rústico:
“E eu quero, dessa história, contar o melhor pra vocês:
o melhor não é, não está aqui hoje, no presente, só.
O presente é o momento que nós temos de comemorar.
Mas o melhor é o futuro.
E acho que uma das coisas importantes que a Graça Foster falou aqui é que a Petrobras vai produzir, daqui a pouco, 4 milhões de barris. Depois, ela vai produzir, daqui mais um pouco, 5 milhões de barris.”


Desde agosto de 2006, quando Lula anunciou a Conquista da Autossuficiência que nunca existiu, os parteiros do Brasil Maravilha dedilham a lira do delírio sempre que o tema é a Petrobras.

Em setembro de 2009, na discurseira triunfalista transmitida por uma cadeia nacional de rádio e TV, o palanque ambulante proclamou a Segunda Independência, financiada pelas jazidas do pré-sal, concedeu ao colosso no fundo do mar o título de “Dádiva de Deus” e reduziu a traidores da pátria os que haviam ousado duvidar da eficácia da Petrobras.


Entre a Conquista da Autossuficiência e a Proclamação da Segunda Independência, Dilma Rousseff descobriu o pré-sal.
 “É um recurso tão importante para a nossa geração e próximas que é de fato um conjunto da população brasileira”, desandou em agosto de 2008.

“Isso define o princípio que vai nortear o governo sobre seu uso, que é tomar todas as medidas para transformar esse grande recurso em fonte que vai permitir que os brasileiros tenham melhoria da educação, das condições que permitirão que avancemos em direção à sociedade do conhecimento, que inova e faz pesquisa, e pela forma que chegamos ao pré-sal”.

Quem ouviu o palavrório só conseguiu entender que a candidata à Presidência não conseguia expressar de modo inteligível o que achava do assunto. Passados quase cinco anos, está claro para o Brasil que pensa que Dilma não diz coisas compreensíveis sobre assunto algum. 

 
Apesar disso, ou por isso mesmo, a Doutora em Nada ameaça o país com um segundo mandato. Os vigaristas no poder imaginam que enganação não tem prazo de validade.


Transcrito do Original em :

A INDECÊNCIA DO "brasil" OU : Dez anos de lulopetismo

Passada uma década de exercício do governo pelo Partido dos Trabalhadores (PT), é possível fazer uma avaliação das suas realizações e fracassos, à luz do que os anglo-americanos chamam de "a prova da história". 

O Partido dos Trabalhadores chegou ao poder com duas cartas de navegação. Uma, inspirada num modelo social-democrático e elaborada rapidamente por recomendação dos marqueteiros políticos de Lula, tendo sido publicada com o título de Carta ao Povo Brasileiro, ou simplesmente Carta do Recife, em junho de 2002.

Outra, datada de dezembro de 2001, é denominada de Carta de Olinda, escrita nos laboratórios da direção do Partido dos Trabalhadores, sob a influência de José Dirceu e com a aprovação de Lula. 

 
Nela, a militância do partido deixava claro o modelo de governo que pretendia pôr em prática:
um socialismo estatizante inspirado no regime cubano e próximo do ideal bolivariano que Hugo Chávez buscava implantar na Venezuela.


Na Carta ao Povo Brasileiro, elaborada pelos assessores de marketing eleitoral de Lula, sob a coordenação de Antonio Palocci (que logo depois seria ministro da Fazenda do primeiro governo Lula), ficava claro que o candidato petista, caso fosse eleito presidente da República, honraria os contratos internacionais assinados pelo Brasil, manteria o regime democrático de liberdades e de tripartição de poderes, respeitando a Constituição vigente, a rotatividade do poder entre os partidos, bem como a economia de mercado e os marcos da política macroeconômica fixados no Plano Real e implementados nos dois governos social-democráticos de Fernando Henrique Cardoso.

Seriam respeitados os tratados internacionais, bem como a gestão democrática da política externa administrada pelo Itamaraty, seguindo a tradição de não intervenção na política interna dos outros países e o convívio pacífico do Brasil com as demais nações.

 
A classe média foi conquistada pela Carta ao Povo Brasileiro.

Contrariamente ao que tinha ocorrido nas eleições presidenciais anteriores (de 1990, 1994 e 1998), a opinião pública deu decisivo apoio ao candidato Lula. Nos seus programas eleitorais anteriores, ele tinha apresentado plataformas inspiradas num modelo de socialismo à maneira cubana, polarizadas pelo marxismo-leninismo.

A Carta de Olinda repetia esse modelo.

A duplicidade de ""cartas de navegação"" somente se revelaria à opinião pública após a posse de Lula em 2003, mais concretamente depois da divulgação do affaire do "mensalão", em 2005, e serviria sempre como uma espécie de chantagem do partido sobre a opinião pública, com o governo ameaçando colocar na rua os "movimentos sociais" para efetivar reformas radicais.

O que os petistas procuravam, segundo a Carta de Olinda, era, em primeiro lugar, no terreno econômico, instaurar um sistema produtivo de tipo socialista centrado na intervenção direta do Estado como empresário.

Isso implicava a escolha, por cooptação, daqueles empresários que deveriam ser os "campeões de bilheteria" e a aproximação direta do governo com o povão, mediante políticas sociais distribuidoras de renda, mantendo numa espécie de limbo a classe burguesa identificada como inimiga dos pobres.

Ponto-chave das políticas sociais petistas foi o programa Bolsa Família. Era a reedição do velho modelo elaborado pelo Marquês de Pombal, na segunda metade do século 18, e que o primeiro-ministro português recomendava pôr em prática no Brasil ao seu sobrinho governador do Maranhão. 

 
Nestes dez anos de governo petista, observa-se que o partido sob o comando do Lula foi se afastando aos poucos do programa social-democrático original expresso na Carta ao Povo Brasileiro para se alinhar com a Carta de Olinda, num crescente fortalecimento do Executivo sobre os demais poderes públicos e com um claro estatismo na área econômica.

O principal programa da área social, o Bolsa Família, se bem beneficiou 50 milhões de brasileiros pobres, tornou-os reféns da dádiva oficial, ao ter ficado em segundo plano a geração de empregos que garantissem a continuidade da saída da pobreza.

A angústia vivida pelos beneficiários desse programa nas últimas semanas, diante do boato de que o benefício seria cortado, revela a sua precariedade.

O mecanismo institucional que tornou possível financiar os empresários cooptados foi o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com operações de financiamento pouco transparentes, que abrem a porta ao desperdício do dinheiro público e à corrupção.

O "mensalão" revelou a face perversa do estatismo na área política, com o Executivo comprando o apoio da base aliada num esquema de corrupção jamais visto.

Foi conferido um caráter mais político do que técnico a uma próspera estatal como a Petrobrás, descapitalizando-a e afastando o País da autossuficiência energética.

O que, no fundo, inspirou os petistas não foi o reforço ao capitalismo, mas a construção do que eufemisticamente se chama de "capitalismo de Estado", que, em realidade, não é mais do que o reforço ao patrimonialismo, com a volta da inflação. 

 
O PT busca tornar-se um partido hegemônico, constituindo-se, sob a inspiração da filosofia gramsciana, como o "novo príncipe" da política brasileira.

Em conclusão:
o Brasil passou a viver, na última década, uma espécie de esquizofrenia política proveniente da duplicidade de programas em conflito, adotados pelas duas cartas de navegação referidas. 

 
Um programa que conduziria ao reforço do modelo social-democrático está sendo socavado por outro, de índole declaradamente patrimonialista. Esse é o mal que, a meu ver, atrapalha hoje em dia a administração petista. 
 
Ricardo Nérez Rodríguez 
Dez anos de lulopetismo 
Membro do Centro de Pesquisas Estratégicas "Paulino Soares de Sousa", da Universidade Federal de Juiz de Fora (MG), é professor emérito da ECEME

junho 04, 2013

ENQUANTO ISSO ! O BRASIL DA FARSANTE "MAIS PREPARADA"1,99 SEGUNDO O CACHACEIRO PARLAPATÃO FICA : De costas para o mundo



O déficit comercial recorde é mais um dos itens da safra de más notícias que o governo Dilma Rousseff vem produzindo. 

O comércio exterior brasileiro sofre as consequências de uma política externa que se fechou em copas, perdeu o bonde da história e hoje purga resultados desastrosos. 
 
Com o PT, o Brasil deu as costas para o mundo.

A balança comercial acumula rombo de US$ 5,4 bilhões neste ano até maio, conforme divulgou ontem a Secex. Trata-se do pior resultado em 20 anos, isto é, desde que a série histórica passou a ser tabulada pelo governo. 
Para se ter melhor noção do desastre, um ano atrás o país exibia superávit acumulado de US$ 6,3 bilhões.

É preciso registrar que o déficit atual está fortemente influenciado por uma manobra contábil urdida pelo próprio governo. Para impedir que o superávit de 2012 não caísse mais do que caiu (35% em relação a 2011), o registro de operações de compra e venda externa de combustíveis pôde ser postergado.

Como maquiagens nunca terminam bem, desde janeiro a balança brasileira vem sofrendo impacto de negócios com petróleo e derivados que, na realidade, aconteceram no ano passado. No total, US$ 4,6 bilhões foram sendo contabilizados ao longo destes cinco primeiros meses do ano - o estoque se encerrou em maio.

Mesmo sem estas operações, a balança brasileira estaria deficitária em US$ 800 milhões. Ou seja, com ou sem manobras, o país teria produzido seu primeiro resultado negativo para o período de janeiro a maio desde 2001 e a pior marca desde 1998.
 
O resultado de maio, embora superavitário (US$ 760 milhões), foi o menor para o mês em 11 anos.

O Brasil sofre a síndrome da perda de competitividade. Nossas exportações encolhem, ao mesmo tempo em que as importações não param de subir. O produto nacional não tem fôlego para concorrer com o que vem de fora. No ano, as exportações caem 2,8% na comparação com janeiro a maio de 2012; as importações, em contrapartida, aumentam 9,8%.


Bens made in Brazil estão perdendo espaço no exterior. 
 O Estado de S.Paulo informa hoje que entre 2008, a partir do início da crise internacional, e 2011, o país perdeu US$ 5,4 bilhões em vendas para Argentina, 
México, 
Peru, 
Colômbia, 
Chile, 
Equador, 
Venezuela, 
Paraguai e Bolívia. 
De lá para cá, deve ter ficado sem mais outro naco.

A participação em mercados mais ricos, como o norte-americano, e mais robustos, como o chinês, também está em queda. "Nos EUA (tradicional destino de itens manufaturados), a fatia do país caiu cerca de um terço, para 1,1% de tudo que os americanos importaram de janeiro a março", registra a Folha de S.Paulo.

Nos negócios com os norte-americanos, saímos de um superávit de US$ 5 bilhões em 2002 para um déficit de US$ 5,6 bilhões em 2012. Já o comércio com os europeus, superavitário ao longo de uma década, passou ao vermelho, numa virada que começou em 2011 e vem se aprofundando: 
nossas exportações para lá caíram 7% neste ano até maio.

O país colhe os frutos podres de uma opção equivocada - mais uma - adotada em sua política externa. Presos a ideologias ultrapassadas, os governos petistas desdenharam a aproximação com nações mais desenvolvidas e orientaram seus esforços para mercados inexpressivos do mundo em desenvolvimento.

Fechamos apenas três acordos comerciais nos últimos dez anos.
O Brasil fez justamente o contrário do que estão fazendo nações que estão dando muito mais certo que nós. É o caso de Chile, Colômbia, México e Peru, que se juntaram num mercado de US$ 2 trilhões e população de 209 milhões de pessoas em torno da Aliança para o Pacífico.


O quarteto - cujo acordo que isenta de tarifas 90% dos produtos comercializados entre si entra em vigor no fim deste mês - concentra, ainda, 35% do PIB e 49% dos investimentos diretos estrangeiros da América do Sul. 


Cada um deles cresceu em 2012 acima de 3,1%, a média do PIB na região e muito mais que nosso pibinho de 0,9%. 
É de se perguntar: 
quem está fazendo a coisa certa?

A atitude dos governos do PT isolou o Brasil do resto do mundo. Alijou nossas empresas das cadeias produtivas globais. Apequenou nossa pauta exportadora e empobreceu nosso parque industrial.
 

O erro perpetrado por Lula e mantido pela presidente Dilma prejudica a inserção do país no mundo, nos tolhe a competitividade e atrasa nosso desenvolvimento.

O Brasil precisa de mais e não de menos comércio com o mundo.
Fonte: Instituto Teotônio Vilela
De costas para o mundo

No quebra-cabeça da economia nacional, governo fez desaparecer muitas peças nos últimos anos


https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgfo1h1frhR9_rgP5j4HVI1N-Pl8rrJzdikfzfwjKa_rt1HScjPCKs7ADinG8_qQ781mMXjupGgRdsYy_ds7UBi7xGwyB_zSj6BtaurZMno39Vhof0ORCg4ZlskIO2bhYXFN9M2zLvqaIo/s400/efeito+domin%C3%B3.gif A economia brasileira cambaleia à beira do precipício, mas as autoridades do governo de Dilma Vana Rousseff continuam firmes com a gazeta da prosperidade. 
O palavrório ufanista ganhou força com o crescimento da produção industrial em abril (1,8%), mas a realidade é bem diferente. 
 
Em abril, a produção de petróleo no País registrou queda de 4,9%, na comparação com o mesmo mês de 2012. De acordo com a Agência Nacional do Petróleo (ANP), no quarto mês do ano a produção brasileira de petróleo atingiu a marca de 1,923 milhão de barris por dia, volume 3,8% maior que o registrado em março.

Em maio, a venda de veículos novos caiu 5,25%, o que pode significar um desaquecimento do mercado, apesar de todos os incentivos do governo e os esforços dos fabricantes. 

 
Não há como imaginar qualquer possibilidade de recuperação da economia com um cenário cujas peças não se encaixam, mesmo com os palacianos tentando vender a ideia que a turbulência é passageira e que o Brasil continua sendo o país de Alice, aquele das maravilhas.

A falta de perspectiva se confirma com a decisão do Banco Central de, por enquanto, não intervir no mercado de câmbio, deixando a moeda norte-americana flutuando livremente. Nesta terça-feira (4), a cotação do dólar ultrapassou a casa de R$ 2,14. 

Ou seja, a inflação terá como adversária apenas a Selic, a taxa básica de juro, que em recente decisão Copom saltou para 8% ao ano e deve encerrar 2013 em 8,25%.

Essa conjuntura complexa explica as recentes previsões nada otimistas para o crescimento da economia em 2013. Depois do pífio avanço de 0,6% do PIB no primeiro trimestre, alguns respeitados economistas já trabalham com previsão de crescimento da economia abaixo de 2,5%. 

Sempre lembrando que o ainda ministro Guido Mantega rompeu o ano garantindo que o crescimento econômico deste ano ficaria na casa dos 4%. 

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E NO DE(s)CÊNIO DOS FARSANTES ... O fim de uma era: Consumo menor e calote fazem banco frear crédito


A maior cautela dos bancos privados na concessão de financiamentos - motivada pelos ainda elevados índices de inadimplência e pelas incertezas quanto à recuperação da economia - fez aumentar significativamente o volume de dinheiro no caixa das instituições. 
 
E, em vez de direcionar este montante ao crédito de pessoas e empresas, um enorme volume de recursos está sendo girado em aplicações de curto prazo entre os próprios bancos e o Banco Central.

O enxugamento do dinheiro para crédito coincide com um momento de vendas fracas e queda no consumo.

Estudo da Austin Rating, com base nos balanços de 126 bancos, mostra que, enquanto o total das operações de crédito cresceu 16,4% no ano passado, totalizando R$ 2,23 trilhões, os recursos que os bancos tinham em operações de curto prazo, como aplicações interfinanceiras de liquidez (AIL) e em títulos mobiliários, avançaram 33,5%, atingindo R$ 2,14 trilhões. 

 
Ou seja, para cada real emprestado a clientes os bancos tinham quase a mesma quantia alocada no mercado aberto. Na prática, o crescimento menor dos empréstimos significa menos dinheiro para investimentos de empresa e consumo de pessoas físicas.

Para manter a rentabilidade, as instituições privadas têm buscado aumentar as receitas com serviços, como seguros e cartões. Os balanços do primeiro trimestre confirmam que a postura dos bancos pouco mudou em relação a 2012.


Dados de 23 bancos analisados pela Austin mostram que as operações de liquidez saltaram 47,1%, contra 16,7% do crédito.

- A contrapartida da redução da taxa de crescimento do crédito, nos bancos privados principalmente, foi o crescimento do volume de ativos, da liquidez do sistema - afirma Luis Miguel Santacreu, analista de bancos da Austin.


Descompasso entre banco público e privado 

 
Por trás desse aumento da liquidez no sistema bancário estão as próprias medidas do governo para estimular o crédito, como a redução dos depósitos compulsórios (que os bancos são obrigados a recolher no Banco Central) no ano passado. Os bancos também estão captando mais depósitos com o contínuo aumento do número de correntistas, decorrente do aumento da renda e da ascensão da chamada nova classe média.

As compras de dólares pelo Banco Central a fim de calibrar a taxa de câmbio, que o obriga a vender títulos da dívida pública para gerar reais, também são usadas pelos bancos para remunerar o excesso de caixa.

- Diferentemente do que desejava o governo, o dinheiro adicional que tem entrado no sistema bancário não tem ido para a economia real, na forma de mais investimentos para empresas ou renda ao consumo, mas está girando no mercado aberto - diz Santacreu.

O esforço dos bancos privados para "limpar" suas carteiras e baixar a inadimplência teve efeito direto no ritmo de contratação de novos financiamentos, observa Luiz Rabi, economista da Serasa Experian. Mais seletivos e exigentes, essas instituições encerraram 2012 com volume de créditos 7,6% maior que o do ano anterior.


Porém, o calote (medido pela taxa de atrasos com mais de 90 dias em seus financiamentos) passou de 5,1%, em dezembro de 2011, para 5,4% no final do ano passado.

No mesmo período, a inadimplência dos bancos públicos (Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal) permaneceu estável em 1,8%, enquanto eles aumentaram em 27,9% os seus financiamentos.

O descompasso se repete este ano. De janeiro a abril, o crédito nos bancos privados avançou 6% em relação a igual período de 2012, enquanto o calote recuou a 5,2%. 

 
Nos públicos, os empréstimos subiram 29% e a inadimplência foi a 2%.

- A inadimplência cai muito lentamente e isso faz com que os bancos privados reajam também lentamente. Daí essa montanha de dinheiro no mercado aberto. A torneira dos bancos privados está entupida - diz Rabi, acrescentando que os bancos tiveram R$ 92 bilhões em perdas com calote em 2012.

Se a inadimplência não contribui para destravar o crédito, tampouco a perspectiva de alta dos juros ajuda. 

 
O ciclo de aperto monetário, com a alta da Taxa Selic de 7,25% para 8% pelo Comitê de Política Monetária (Copom), encarece o crédito e dificulta a queda na inadimplência - condição que, em tese, tende a manter a oferta de crédito restrita.
Ronaldo D"Ercole O Globo

junho 03, 2013

GERENTONA FALSÁRIA 1,99, A "MAIS PREPARADA" EM NADA E COISA NENHUMA IMPLODE NOSSA COMPETITIVIDADE

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A safra de más notícias na economia parece não ter fim.

É o pibinho que cresce quase nada;
a inflação que o governo petista alimentou e agora corre desesperadamente para segurar;
os juros que sobem na contramão de todo o resto do mundo;
o dólar que dispara e encarece tudo;
os rombos crescentes e astronômicos nas contas públicas.

Mas um indicador resume com precisão a indigência em que o país foi enfiado pelo governo da presidente Dilma Rousseff:
o que mede a nossa competitividade em relação ao resto do mundo.

Por sorte do governo, a divulgação do novo ranking global aconteceu no meio do feriadão e passou meio despercebida na leva de más novas. Mas ele merece ser analisado em detalhes, porque a fotografia que traz do país é muito feia.

O Brasil voltou a cair no ranking feito pelo International Institute for Management Development (IMD), uma das maiores escolas de negócios no mundo, sediada na Suíça. Figuramos agora na 51ª posição numa lista que tem 60 países. 

No ano passado, o país estava em 46º lugar. 

 O tombo foi grande, mas uma visão em retrospectiva revela queda ainda mais espetacular. Em 2010, o Brasil ocupava a 38ª posição no ranking do IMD. Isto significa que, nos anos Dilma, perdemos 13 colocações e nos tornamos o país com o pior desempenho no período.

Repetindo:
ninguém caiu tanto no mundo no quesito competitividade nos últimos três anos quanto o Brasil da presidente Dilma. Desde 2011, as nossas quedas no ranking do IMD foram constantes e sucessivas.

Na lista geral, agora só estão abaixo de nós a Eslovênia, 
a África do Sul, 
a Grécia, 
a Romênia, 
a Jordânia, 
a Bulgária, 
a Croácia, 
a Argentina e a Venezuela, nesta ordem.

Todos, de certa forma, já estavam no buraco.
A novidade é que o Brasil foi se juntar a eles nos últimos anos.

Os Estados Unidos recuperaram o topo da lista, que tem ainda Suíça, Hong Kong, Suécia e Cingapura, nesta ordem. São países cujo sucesso baseia-se em orientar sua atividade manufatureira para a exportação, diversificar os produtos fabricados, fortalecer pequenas e médias empresas e apostar fundo na disciplina fiscal, segundo avalia o IMD.

Olhando-se os fatores que compõem o indicador geral fica mais clara a cota de participação do governo da petista no desastre brasileiro:
no quesito "eficiência governamental", que mostra como as políticas públicas colaboram ou não para a competitividade do país, estamos em 58º lugar, à frente apenas da Argentina e da Venezuela - quem mais, senão eles, poderia sair-se tão mal?

O que impede o naufrágio completo do Brasil é o desempenho no item "eficiência nos negócios". Mesmo caindo 13 posições desde 2010, ainda estamos em 37º lugar neste quesito. Em "desempenho econômico", o Brasil surge em 42º e em "infraestrutura", em 50º, sem alterações relevantes nos últimos anos. 
 
O IMD analisou o desempenho dos países ao longo dos últimos 25 anos, durante os quais vem fazendo, sistematicamente, o acompanhamento sobre a competitividade das economias ao redor do mundo.

Com crueza, dividiu os países estre "vencedores" e "perdedores".
Adivinha onde o Brasil ficou?
(Em 1997, estávamos na 34ª colocação.)

Para quem acompanha o dia a dia da economia brasileira, o ranking da instituição suíça apenas traduz em números o que é evidente a olho nu: 
um país travado, 
estrangulado, 
garroteado por uma má administração.

Uma economia em que consumo e produção estão em flagrante desequilíbrio e os investimentos, principalmente em infraestrutura, simplesmente não acontecem.

Estamos pagando a conta de uma postura intervencionista que interferiu na dinâmica da economia de maneira deletéria, minou a força de agentes econômicos e desorganizou ainda mais a atividade produtiva.

Num mundo cada vez mais competitivo, o Brasil escolheu seguir o caminho mais difícil, que nos levou ao pântano de onde a presidente Dilma Rousseff não demonstra a menor aptidão para nos tirar.

Fonte: Instituto Teotônio Vilela
Dilma implode nossa competitividade

E SOB A "direção" DA GERENTONA FALSÁRIA 1,99, A "MAIS PREPARADA" EM NADA E COISA NENHUMA II ... COM O AVAL DA UNIÃO, DÍVIDA EXTERNA DOS ESTADOS AVANÇA


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Graças ao aval do Ministério da Fazenda, os governos estaduais têm tomado volume inédito de empréstimos no exterior, a despeito de obstáculos legais ao aumento do endividamento público.

Com o impulso de interesses políticos e econômicos na expansão das obras públicas, a dívida externa estadual teve um salto de mais de 50% em apenas um ano.

O montante passou de US$ 12,5 bilhões, em abril do ano passado, para US$ 19 bilhões no mês retrasado. Medida em moeda nacional, a dívida, que não chegava a R$ 20 bilhões no início do governo Dilma Rousseff, hoje se aproxima dos R$ 40 bilhões.

Trata-se do maior ritmo de alta desde o final dos anos 90, quando um colapso das finanças estaduais levou à criação da Lei de Responsabilidade Fiscal e ao monitoramento das operações de crédito pelo Tesouro Nacional.

A atual safra de governadores desfruta de uma liberalidade para o endividamento impensável nas quatro administrações anteriores.

Reação à paralisia econômica do país, o estímulo federal ao investimento desencadeou uma corrida suprapartidária por dólares e projetos de infraestrutura que tende a ficar mais intensa com a aproximação das eleições do próximo ano.

A Fazenda decidiu contornar uma restrição criada em 1997, segundo a qual a União só pode garantir empréstimos tomados por Estados cuja capacidade de pagamento seja classificada como "A" ou "B" em avaliação do Tesouro.

A lei permite que, "em caráter excepcional", a União garanta empréstimos para Estados com nota "C" e "D" em caso de "projeto relevante para o governo federal" com garantias do tomador.

Mas o excepcional virou regra. 
Da administração tucana de São Paulo à petista de Sergipe, Estados mais e menos endividados foram autorizados a tomar novos empréstimos no país e no exterior para objetivos variados.

VITRINES
O governador Geraldo Alckmin conseguiu, por exemplo, US$ 1,1 bilhão para obras do Rodoanel, mesmo com a nota "C" atribuída ao Estado. O Ceará de Cid Gomes (PSB), nota "D", obteve US$ 100 milhões para ações de apoio à agricultura familiar.

Envolvido na organização da Copa de 2014 e da Olimpíada de 2016, o Rio elevou sua dívida externa de R$ 2 bilhões, no fim da primeira gestão de Sérgio Cabral (PMDB), para R$ 5,4 bilhões em 2012.

Houve autorização de empréstimos até para o Rio Grande do Sul do petista Tarso Genro, único Estado cuja dívida total, interna e externa, ultrapassa o teto legal de 200% da receita anual.

Como em todos os casos, o crédito foi aprovado sem dificuldade no Senado, que formalmente dá a última palavra.

Contraída, na maior parte, em organismos como o Banco Mundial, a nova dívida externa estadual ainda pesa pouco nos orçamentos, com juros inferiores às taxas domésticas.

No entanto, além da expansão acelerada, esse endividamento traz o risco ligado à variação do câmbio ainda mais com a tendência atual de alta do dólar.

(GUSTAVO PATU e NATUZA NERY - Folha de São Paulo) 

E SOB A "direção" DA GERENTONA FALSÁRIA 1,99, A "MAIS PREPARADA" EM NADA E COISA NENHUMA... Balança comercial registra pior superávit para meses de maio desde 2002


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A queda das exportações e o crescimento das importações fizeram a balança comercial fechar maio com o pior superávit para o mês em 11 anos. 

Segundo números divulgados há pouco pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o país exportou US$ 760 milhões a mais do que importou em maio.


O superávit só não ficou menor do que em 2002, quando as exportações superaram as importações em US$ 385 milhões.

O superávit caiu 74,3% em relação a maio do ano passado, quando o saldo positivo ficou em US$ 2,962 bilhões. No mês passado, o país exportou US$ 21,824 bilhões, queda de 5,9% em relação a maio de 2012.

As importações, no entanto, encerraram o mês em US$ 21,064 bilhões, alta de 4% na comparação com maio do ano passado e o maior valor já registrado para o mês.

Nos cinco primeiros meses do ano, a balança comercial acumula déficit de US$ 5,392 bilhões, o pior resultado para o período desde o início da série histórica, em 1993. 

Esse rombo é consequência do atraso no registro de US$ 4,5 bilhões de compras de combustíveis pela Petrobras.

Ocorridas ao longo do ano passado, as importações só começaram a ser registradas na balança comercial a partir de dezembro.

Agência Brasil

junho 02, 2013

E NO BRASIL ASSENHOREADO PELA CANALHA... Querem sujar a Ficha Limpa



A iniciativa de flexibilizar a Lei da Ficha Limpa pisa sem pudor na vontade popular. 
É bofetada na cidadania. 

Livrar-se de políticos corruptos que se perpetuavam no poder custou muito esforço aos cidadãos, que bateram em vão às portas do Congresso na busca de medidas aptas a moralizar a gestão da coisa pública.

De frustração em frustração, a realidade se impôs: 
esperar que um clube de vencedores mude as regras que deram assento aos membros do seleto colegiado é acreditar em Papai Noel, Branca de Neve ou Chapeuzinho Vermelho. Os cidadãos, cada vez mais intolerantes com a corrupção, buscaram alternativas. Prevista na Carta Cidadã, a iniciativa popular foi a resposta.

Na era da internet, os ventos sopram a favor da mobilização de pessoas que comungam interesses comuns. Brasileiros tomaram a frente do processo e conseguiram a assinatura de 1,6 milhão de eleitores. Dois milhões apoiaram virtualmente a proposta. Ante a pressão da imprensa e de segmentos organizados da sociedade, senadores e deputados não tiveram saída. Aprovaram o projeto.

Idas e vindas submeteram o texto ao Supremo Tribunal Federal, que, enfim, bateu o martelo. O pleito de 2012 se beneficiou da limpeza moral por que tantos lutaram e todos ansiavam. A inadiável e necessária faxina, porém, corre risco. Coordenado pelo deputado Cândido Vaccarezza, grupo de parlamentares prepara proposta para limpar fichas expurgadas de disputas eleitorais.

A brecha beneficia prefeitos condenados por tribunais de contas que não tiveram os gastos rejeitados pelas câmaras municipais. Em bom português: maus administradores querem fugir da punição e continuar a festa com o dinheiro público. Vereadores julgam politicamente — segundo os interesses particulares, não raro generosamente beneficiados com favores do Executivo.

A avaliação técnica é do TCU. Ignorá-la significa apostar na “mentirinha” lembrada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, ao classificar os partidos políticos nacionais. O gestor finge submeter as contas à Câmara. Os vereadores fingem analisá-las. O eleitor finge acreditar. 


Assiste-se monotonamente à reprise da farsa desde Martim Afonso de Souza. Os personagens mudam. Mas o enredo se mantém. 
 

Não constitui exagero afirmar que a maior conquista da cidadania nas últimas décadas foi a Lei da Ficha Limpa. A impunidade de políticos que se servem da confiança do eleitor para beneficiar-se ou beneficiar quem os beneficia bateu ponto final. 

Quem sai dos trilhos, além de prestar contas à Justiça, perde o privilégio de disputar cargo eletivo. Voltar atrás é, como frisou o ministro Ayres Britto, “desastroso retrocesso”.

Correio Braziliense 

E COM A MAIS "PREPARADA"(1,99) A "BICHINHA PALANQUEIRA"... Eletrobras: perda de R$ 1 milhão por hora

Programa para reduzir custos em até R$ 3,3 bi prevê corte de pessoal e pode incluir fusões e venda de empresas Reestruturação. Costa Carvalho:
"Distribuidoras federalizadas no Norte e Nordeste são herança maldita, mas se tornarão lucrativas" Responsável por 37% da geração de energia do país, o Grupo Eletrobras (Chesf, Eletronorte, Furnas e Eletrosul) está perdendo R$ 1 milhão por hora.

No acumulado de 2013, o dreno nas receitas já contabiliza R$ 8,76 bilhões. As perdas resultam da renovação dos contratos de concessão de usinas e linhas de transmissão, assinada com o governo federal com base na Medida Provisória 579, sancionada pela presidente Dilma Rousseff no início deste ano.

A renovação dos contratos fez com que o grupo sofresse forte queda de valor de mercado, ficando em R$ 8,8 bilhões no último dia 31, bem abaixo dos R$ 18,6 bilhões verificados em maio de 2012.

A informação foi dada pelo presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto, ao GLOBO, em uma de suas poucas entrevistas exclusivas desde que assumiu o cargo, há dois anos. Ele contou como o grupo - que, com a renovação dos contratos, viu seus ativos encolherem de R$ 31 bilhões para R$ 14 bilhões e, depois, serem reavaliados alcançando R$ 25 bilhões - está reagindo. Manutenção dos investimentos

O executivo fala de um denso programa de reestruturação, que poderá resultar em uma profunda mudança na composição societária do grupo. A meta é conseguir redução de R$ 3,3 bilhões nos custos até 2015. Para isso, José da Costa Carvalho não descarta a fusão de algumas empresas e a venda de outras, como as distribuidoras federalizadas.

Ele também considera a redução de pessoal, com implementação de um programa de incentivo ao desligamento. Mas garante que, apesar de tanta rigidez nos gastos, vai investir R$ 13 bilhões este ano, contra R$ 9,9 bilhões do ano passado, em obras prioritárias, como nas usinas de Jirau, Santo Antônio, Belo Monte e Tele Pires.

- Estamos perdendo R$ 1 milhão por hora. Por isso é importante fazer a redução de custos que estamos implementando - destacou. Carvalho explicou que a perda total no valor dos ativos do Grupo Eletrobras ficou em R$ 6 bilhões.

Isto porque no valor que o governo atribuiu ao patrimônio inicialmente (R$ 14 bilhões), com base nas novas regras da renovação dos contratos, não estavam incluídos os valores da rede básica existente - linhas de transmissão e subestações que entraram em operação até maio de 2000 -, além de obras de melhorias e manutenção, que passaram depois a fazer parte da contabilidade.

- A Eletrobras pleiteou bastante e depois foi atendida com a inclusão dessa rede básica de transmissão - disse.

A empresa, porém, quer aumentar ainda mais o valor de seus ativos. Até o fim do ano, encaminhará à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) todos os gastos adicionais com obras de reformas e melhoramentos em relação aos projetos básicos. Tudo que for aprovado pela Aneel será levado em conta na valoração dos ativos.

E é justamente com a primeira parte - R$ 14 bilhões - dos recursos da indenização que o grupo pretende manter os investimentos de R$ 13 bilhões. Outros R$ 11 bilhões devem entrar com a inclusão na contabilidade dos sistemas de transmissão que não tinham sido registrados. Carvalho Neto disse que os valores que serão recebidos pelas indenizações dos ativos do grupo só poderão ser usados para investimentos.

Gastos de custeio devem cair 30% Para completar os investimentos, segundo o executivo, o Grupo Eletrobras vai recorrer a financiamentos tanto pela Caixa Econômica quanto pelo BNDES, entre outros. Já para os próximos dez anos, a expectativa é de investir montantes que ficarão entre R$ 8 bilhões e R$ 9 bilhões anuais.

Além de tentar aumentar o valor de seus ativos por meio de pleitos junto ao governo, a Eletrobras já deu início a um programa de reestruturação do grupo, chamado de Plano Diretor de Negócios e Gestão do Sistema Eletrobras, que visa à eficiência operacional, expansão sustentável e um novo modelo organizacional do grupo.

A meta é reduzir os gastos com custeio em 30% até 2015, em relação aos R$ 11 bilhões de 2012. Ele acredita que o esforço de redução de custos será maior do que os R$ 3,3 bilhões até 2015, porque até lá entrarão em operação mais 12 mil megawatts.

- A ideia é concentrar os esforços em reduzir todos os gastos, não só em pessoal, material, serviços, consultoria e publicidade - destacou. Na semana passada, a Eletrobras lançou o Programa de Incentivo ao Desligamento (PID), para o qual espera, até o ano que vem, adesão de cinco mil de um total de 27 mil empregados. Ao todo, a companhia prevê gastar R$ 2,1 bilhões, que terá retorno em 13 meses.

- Quem aderir agora tem um plano melhor do que no ano que vem. Modelo societário em revisão A companhia está, neste momento, fazendo licitação para contratar uma consultoria internacional para fazer o novo modelo societário do grupo. José da Costa Carvalho não descarta fusões entre as subsidiárias do Grupo Eletrobras e vendas de participações minoritárias em outras empresas.

- Não recebemos nenhuma restrição do acionista majoritário. Nada é proibido de se propor para aumentar a eficiência operacional. Pode haver fusões, mas também pode se compartilhar recursos entre as subsidiárias - disse.

Mas, se antecipando ao estudo, até o fim deste mês, a Eletrobras vai entregar ao Ministério de Minas e Energia uma proposta com as alternativas possíveis para a venda das seis distribuidoras federalizadas nas regiões Norte e Nordeste, que passam por fortes mudanças de gestão para se tornarem lucrativas.

- Essas empresas estarão relativamente bem equilibradas em 2014 e, já no ano seguinte, estarão dando lucro. Foi uma herança um pouco maldita, mas estamos conseguindo reverter isso - garantiu o executivo.

Ramona Ordoñez O Globo