"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

setembro 24, 2012

Mercado eleva projeção de juros e inflação, diz BC

 
 O mercado mudou suas apostas e não espera novo corte no juro até dezembro. Após seis semanas projetando a Selic a 7,25% no encerramento de 2012, a pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira mostrou que os analistas agora espera juros de 7,50%.

Para o fim de 2013, a expectativa foi mantida em 8,25%.

E, pela primeira vez após sete reduções seguidas, os analistas deixaram inalterada a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012, a 1,57%. Para 2013, a expectativa foi mantida em 4%.

O BC aumentou as dúvidas no mercado sobre uma redução adicional do juro na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) ao diminuir as alíquotas do recolhimento compulsório dos bancos, injetando na economia em torno de R$ 30 bilhões para impulsionar a oferta de crédito.

Depois dessa decisão, o mercado de juros futuros passou a mostrar uma maioria das apostas em manutenção da Selic, com a minoria ainda indicando um novo corte de 0,25 ponto percentual na reunião de outubro do Copom.

- O BC adotou as medidas para dar fôlego aos bancos pequenos e médios, mas também têm efeito sobre a demanda. Então isso limitaria o espaço para a política monetária - afirmou o estrategista-chefe do WestLB, Luciano Rostagno.

O mercado elevou seus números para a inflação neste ano pela décima primeira vez seguida, para 5,35%, ante 5,26% anteriormente, ainda mais afastada do centro da meta do governo, de 4,5%, pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Dados divulgados na semana passada mostraram que os alimentos continuam pressionando os preços ao consumidor, com destaque para o IPCA-15, que acelerou a alta em setembro para 0,48%.

Fonte: Boletim Focus Banco Central

- O IPCA-15 apresentou aceleração motivado pelo repasse dos preços do atacado para o varejo depois da recente valorização dos preços das commodities agrícolas... Mas esse aumento de preços não gera pressão para a economia porque é transitório - afirmou o economista Felipe Queiroz, da Austin Rating.

Para 2013, a estimativa para o IPCA foi mantida em 5,50%.Na quinta-feira, o Relatório de Despesas e Receitas, que serve de parâmetro para a execução orçamentária, reduziu a previsão de crescimento do PIB neste ano para 2%, ante 3% anteriormente.

A pesquisa Focus desta segunda-feira mostrou também que o mercado manteve a previsão de que o dólar encerrará este ano a R$ 2.

brasil maravilha dos FARSANTES : Superávit comercial cai para US$ 454 milhões na 3ª semana do mês. No ano, saldo positivo soma US$ 15,3 bilhões, queda de 32% ante mesmo período em 2011



O superávit comercial da terceira semana de setembro caiu para US$ 454 milhões, o menor apurado nas três semanas deste mês. 
 O resultado se deu com a redução tanto de importações quanto de exportações, segundo divulgou nesta segunda-feira o Ministério do Desenvolvimento (MDIC).

A queda nas exportações de produtos básicos (como matérias-primas e produtos agrícolas e minerais) foi o que mais contribuiu para a queda nas exportações na semana passada. 

Os embarques na semana passada somaram US$ 4,957 bilhões, queda de 11,8% ante o que foi apurado na semana anterior.
Segundo o MDIC, foi registrada queda de 24% nas vendas de produtos básicos e de 0,2% nos manufaturados. Já os embarques de semimanufaturados cresceram 15,9%.

As importações somaram US$ 4,503 bilhões na semana passada, também menores que os US$ 4,974 bilhões apurados na segunda semana do mês. 

Segundo o MDIC, essa redução se deve a queda nos gastos com combustíveis e lubrificantes, aparelhos eletroeletrônicos, veículos automóveis e partes, adubos e fertilizantes e farmacêuticos.

No mês, o saldo comercial está positivo em US$ 2,128 bilhões, com exportações de US$ 15,022 bilhões e importações de US$ 12,894 bilhões.

No acumulado do ano, o saldo positivo da balança comercial chega a US$ 15,298 bilhões, abaixo dos US$ 22,519 bilhões registrados no mesmo período do ano passado, queda de 32%.

As exportações somam US$ 175,620 bilhões e as importações somam US$ 160,322 bilhões.

AU, AU, NO MIAU, MIAU ? Oposição pretende obstruir sabatina do novo indicado ao STF



A oposição vai tentar obstruir, nesta terça-feira, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, a sabatina do ministro do Superior Tribunal de Justiça, Teori Zavascki, indicado pela presidente Dilma Rousseff para o Supremo Tribunal Federal (STF). 

O objetivo é tentar adiar sua posse no Supremo e evitar o risco de um pedido de vista do processo do mensalão, o que suspenderia o julgamento. Oposicionistas ressaltam que não há nada contra o ministro e que pretendem votar a favor de sua indicação. O único problema seria a pressa.

Líder do PSDB, o senador Álvaro Dias (PR) pretende solicitar, ainda nesta segunda-feira, ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e ao presidente da CCJ, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), o adiamento da sabatina para depois das eleições.

- Ele tem um currículo que atende os pressupostos básicos para ser indicado para o Supremo. O problema é a pressa, que autoriza a suspeição sobre o objetivo de sua indicação quanto ao julgamento do mensalão - afirmou o líder do PSDB.

A sabatina está marcada para 14h na CCJ e a sessão no plenário, para votar a Medida Provisória do Código Florestal, 16h. A oposição pretende estender a sabatina para que a sessão da Comissão de Constituição e Justiça seja suspensa antes da votação da indicação de Zavascki. 

Pelo regimento do Senado, as comissão têm que suspender os trabalhos quando começa a ordem do dia no plenário. 
O governo tem pressa em votar a MP do Código Florestal porque ela perde a validade no dia 8 de outubro.

Dias pretende perguntar a Zavascki, na sabatina, se ele votará ou não no processo do mensalão, e se pretende pedir vista. Mas lembra que perguntou o mesmo na sabatina do ministro Dias Toffoli e ele disse que se declararia impedido, o que não aconteceu.

Diante desse clima, Zavascki desistiu de ir ao Senado nesta segunda-feira se apresentar a senadores, em busca de apoio. Segundo Dias, ele desmarcou a conversa temendo passar a impressão de que estava pressionando a Casa.

Da ala independente do PDT, o senador Cristovam Buarque (DF) também criticou a celeridade do processo de apreciação da indicação de Zavascki, embora tenha elogiado o ministro. Cristovam não faz parte da CCJ.

- Essa rapidez está conspurcando um dos melhores nomes para a Corte Suprema. A presidente indicou um nome que não poderia ser melhor, em um momento que não poderia ser pior. É uma maldade com o Teori, que em vez de chegar lá ungido, chega com a pergunta se vai votar ou não, pedir vista ou não do processo do mensalão.

O Globo

LEGALIZAR PARA QUEM ? LIBERAÇÃO? QUE DROGA ! A PRIORIDADE É PREVENÇÃO.

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Nos dias de hoje, não faltam declarações de apoio à liberação das drogas e à descriminalização de entorpecentes. 

Os resultados das pesquisas parecem, no entanto, não merecer a mesma importância para informar a população sobre os elevados riscos de experimentação, seja em nome do prazer, seja em busca da remoção de algum desconforto.

O discurso pela liberação vem se sustentando no fracasso da política de repressão às drogas. A posição de um país vizinho, o Uruguai, alimenta a possibilidade do nascimento do narcotráfico, favorecendo a criação de um mercado negro, com ricas vantagens impossíveis de serem controladas.

Na Holanda, um dos países mais tolerantes no uso de drogas, o tráfico nunca foi banido, e usuários, após consumir a quantidade permitida por lei, procuravam a droga nas mãos dos traficantes para saciar uma compulsão crescente.

O aumento do consumo e a precocidade com que os jovens vêm experimentando variados tipos de drogas alertam especialistas numa direção comum: 
é preciso trabalhar na prevenção! 

A prevenção no sentido de educar, conscientizar o jovem para assumir atitudes responsáveis na identificação e no manejo de situações de risco que a droga pode causar e que possam ameaçar a sua dignidade.

A droga uma vez disponibilizada irá aumentar a oferta e, portanto, o consumo, indo na contramão da redução da demanda. O consumo representa um grave problema de saúde pública, com sérios prejuízos para as famílias e para oEstado. 

A questão fundamental é: 
por que um governo desejaria estabelecer e financiar um sistema que venha tornar seus cidadãos doentes e dependentes?

Não precisamos da Justiça para legalizar o caminho que conduz os jovens a uma destruição catastrófica num prazo muito curto. Avançar culturalmente na compreensão do processo de consumo de drogas significa caminhar em direção à liberação de substâncias químicas que alteram o ânimo, o comportamento e a consciência?

Como podemos chamar de evolução leis que colocam em risco a vida das pessoas? E como podemos envolver nas discussões sobre políticas públicas para o desenvolvimento sustentável o uso de drogas que colocam em perigo o discernimento essencial para salvar o ser humano de sua autodestruição?

- Precisamos que legisladores e magistrados assegurem aos jovens-cidadãos a certeza de encontrar amparo para o amadurecimento consciente de suas escolhas, com responsabilidade e clareza. 

 É urgente, portanto, que ações preventivas contra o uso das drogas sejam promovidas e discutidas por todos.
 
Maria Sílvia Napolitano é coordenadora da Coordenadoria Especial de Promoção das Políticas Públicas de Prevenção à Dependência Química da Prefeitura do Rio

Tem rabo de gato. Focinho de gato. Olhos de gato. Pelo de gato. Mia como um gato. MIAU!MIAU!MIAU! ????????

"Sou inocente e não cometi nenhum crime. Fui só presidente do PT"
José Genoino 

Tem rabo de gato.
Focinho de gato.
Olhos de gato.
Pelo de gato.
Mia como um gato.

Mas está longe de ser um gato, segundo a malta dos que nada veem demais na escolha em tempo recorde do ministro Teori Zavascki para a vaga do ministro Cesar Peluzo no Supremo Tribunal Federal (STF).

E também na pressa com que estão sendo tomadas as providências para que ele assuma o cargo o mais rapidamente possível.

Porta-vozes de Dilma juram que ela quer distância do julgamento do processo do mensalão. Trata- se de herança pesada deixada pelo governo anterior.
 Logo... Logo, por que ela se envolveria com a manobra esperta de indicar um ministro para influir no resultado das votações do processo?

Ou pior:
para tentar adiar o julgamento, como sempre foi desejo expresso de Lula?
Mas a escolha foi relâmpago
 (Miau!).
Dois dias após anunciada, 
Teori começou a bater perna no Senado atrás de votos 
(Miau! Miau!).
Renan Calheiros (PMDB-AL) pediu para relatar a indicação de Teori
(Miau! Miau! Miau!).
Esvaziado pela eleição, o Senado foi convocado para aprovar o novo Código Florestal.
De quebra, aprovará o nome da predileção de Dilma para o STF
(Miau! Miau! Miau! Miau!).

Teori tem fama de homem sério.
Por sério não se prestaria a ser peão de jogada política.
Sua seriedade, porém, o impediria de retardar o exame do seu nome pelo Senado.

Uma vez no STF, deixaria de ser considerado sério só por estar disposto a exercer de imediato a função de juiz?
Que juiz sério e responsável votaria sem antes estudar detidamente o que tivesse de votar?

Para estudar, só pedindo vistas (Miau! Miau! Miau! Miau! Miau!).

Sentado numa daquelas cadeiras do plenário do STF, um ministro só deve satisfações à sua consciência.

Cada um à sua maneira, é assim que procedem, por exemplo, os ministros Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski. Graças a Lula ambos ganharam assento no STF. Lula está furioso com a independência de Joaquim e satisfeito com o bom comportamento de Lewandowski.

Não cobrem de Lula apego férreo ao princípio da separação dos poderes.

Lula concorda com todos os princípios que balizam o sistema democrático desde que possa ignorá-los sempre que lhe convier.
O mensalão atingiu em cheio a soberania do Legislativo.
Lula foi contra o suborno de deputados?
Marcos Valério deu a entender que Lula só não caiu porque ele, José Dirceu e Delúbio jamais contaram o que sabem.

Acusação tão grave ficou sem resposta de Lula.
O que ele teme?
Que Valério faça novas revelações?
E que elas acabem forçando a Justiça a processá-lo?

O PT e partidos aliados acusaram "setores conservadores" da sociedade de pressionarem o STF para que faça do julgamento do mensalão um meio de "golpear a democracia" Santo Deus! Como se o STF fosse formado por um bando de tontos.

Sandices! Sandices à farta que aos ignorantes impressiona, e somente a eles.

Digam lá:
em que parte do mundo civilizado já se ouviu falar de ameaça de golpe contra um ex-presidente? Golpeia-se presidentes; ex, não. 
O PT denuncia a iminência de um golpe contra Lula! Ahahahahah!

O PT está no poder há dez anos. Oito dos atuais dez ministros do STF devem o emprego a Lula e a Dilma.

E, contudo...

Há um golpe em marcha contra Lula! 
Ouve-se ao longe o barulho produzido pelo atrito com o asfalto das esteiras dos tanques a caminho de São Bernardo. 

No país da jabuticaba, golpe contra ex-presidente é coisa nossa! 
Quanto a golpe a favor... Miau! Miau!

O Globo 

ENQUANTO ISSO... brasil maravilha dos FARSANTES SEGUE "MUDANDO" : Endividado, brasileiro não paga condomínio

Com 43% da renda comprometida com dívidas, muitas famílias estão sendo obrigadas a escolher as contas que serão pagas no fim do mês. E, para desespero de muitos síndicos, a fatura está sobrando para os condomínios.

Como a multa por atraso é de apenas 2% mais juro de 1% mensal e as administradoras relutam em encaminhar os nomes dos inadimplentes para o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), a opção está sendo quitar o cartão de crédito e reduzir os débitos no cheque especial, cujas taxas de juros giram em torno de 10% ao mês.

Não à toa, o calote nos condomínios disparou, girando em torno de 20% no Distrito Federal e na maior parte do país, índice três vezes maior do que os 7% considerados aceitáveis.

Na avaliação dos sindicatos da habitação de condomínio estaduais (Secovi) e da Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (Abadi), ainda que o atraso não tenha alcançado um nível alarmante, os números atuais mostram que os riscos de descontrole são grandes, pois a inadimplência está avançando mesmo com o forte aumento da renda dos trabalhadores — pelos cálculos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o ganho real (acima da inflação) foi de 8,3% nos últimos dois anos.

 A ideia dos síndicos é fazer uma ampla campanha de recuperação de crédito para estancar a sangria no caixa dos condomínios.
(...)
Para o advogado do Sindicato dos Condomínios Residenciais e Comerciais do Distrito Federal (Sindicondomínio-DF), Délzio Oliveira, o aumento do calote nos condôminos foi estimulado depois da publicação, em 2002, do novo Código Civil, que reduziu de 20% para 2% a multa sobre o atraso.

 Além desse encargo, o inadimplente paga juros mensais de 1% e correção monetária.

 "Se atrasar o condomínio, a pessoa arcará com encargos entre 15% e 16% ao ano. No cartão de crédito, por exemplo, a taxa sobe para 238% ao ano, em média. Por isso, o brasileiro prefere ficar devendo para o condomínio", explica.

A presidente da Abadi, Deborah Mendonça, aconselha aos síndicos que, em casos graves de inadimplência, recorram à Justiça.

"A associação estimula a cobrança das dívidas formalmente, pois um condomínio com alto índice de inadimplência é um condomínio falido", define. Ela explica que, geralmente, os síndicos procuram os tribunais somente depois de três meses de calote na dívida. "Primeiro há o diálogo e o envio de cartas de cobrança. Depois, a ação na Justiça", completa.

O advogado Ricardo Trotta vai além e lembra que, desde 2008, os síndicos ganharam o direito de protestar a dívida, o que permite negativar o devedor no SPC com mais agilidade.

Para ele, no entanto, falta iniciativa, por parte dos administradores, na hora de recorrer à Justiça. "Por mais que o número de ações tenha crescido, ainda não é comum que os síndicos recorram aos tribunais. Eles querem evitar o desgaste dentro do condomínio. Afinal, você cruza com os devedores todos os dia no elevador", diz.

No entanto, aos que pagam condomínio que fiquem atentos às cobranças indevidas.

 "É importante conferir, por exemplo, se as taxas extras são legais. Se não, podem caracterizar improbidade administrativa por parte dos síndicos. "Nesses casos, os moradores podem e devem relatar o caso por meio de uma ação judicial", aconselha.

Veja o percentual médio de inadimplência nas principais
capitais do país

Cidades
         Índice de atraso

Rio de Janeiro
    11% a 15%

Brasília             10% a 20%

São Paulo         14% a 20%

Fortaleza 
        15% a 20%

Curitiba  
       15% a 20%

Fontes: 
Condomínios, sindicatos estaduaisda habitação (Secovi) 
e Associação  Brasileira das Administradoras de Imóveis (Abadi)

BÁRBARA NASCIMENTO
ANA CAROLINA DINARDO 
 Correio Braziliense

setembro 23, 2012

MAIS UMA PARA OS ANAIS ! UM ARTIGO SOB MEDIDA PARA "US AMARRA CACHORRO" DO "DEUZ", O FILHO... do brasil PARLAPATÃO CACHACEIRO E PRINCIPALMENTE O DÉSPOTA FRUSTRADO



Para o seu próprio sossego pessoal, o ex-presidente Lula, seus fãs mais extremados e os chefes do PT deveriam pôr na cabeça, o mais rápido possível, um fato que está acima de qualquer discussão: 
só existe um meio que realmente funciona, não mais que um, para governos mandarem na imprensa, e esse meio se chama censura. 

Infelizmente para todos eles, essa é uma arma de uso privativo das ditaduras — e nem Lula, nem o PT, nem os “movimentos sociais” que imaginam comandar têm qualquer possibilidade concreta de criar uma ditadura no Brasil de hoje. 

Podem, no fundo da alma, namorar a ideia. 

Mas não podem, na vida real, casar com ela. Só perdem seu tempo, portanto, e se estressam à toa quando ficam falando que a mídia brasileira é um lixo a serviço das “elites”; há dez anos não mudam de ideia e não mudam de assunto. 

Bobagem. 

O que querem mesmo é impedir que esta revista, por exemplo, publique reportagens como a matéria de capa de sua última edição, com as declarações de Marcos Valério sobre o envolvimento direto de Lula no mensalão. 

Ficam quietos porque têm medo de que sejam publicadas as fitas gravadas com tudo aquilo que ele disse, e as coisas piorem ainda mais. Mas o seu único objetivo real é este: eliminar as informações que desejam esconder. 

Até agora, o plano mais ambicioso que lhes ocorreu para chegar aonde querem foi propor algo que chamam de “controle social” da mídia: 

não conseguem explicar bem o que seria isso na prática, mas nem é preciso que expliquem. 

O problema do PT, nessa história toda, é simples: 
“controle social” é algo que não existe no mundo dos fatos. Na vida como ela é, só têm controle verdadeiro sobre um órgão de imprensa os seus proprietários ou, então, o departamento de censura. 

Todo o resto é pura tapeação. 
Mas é isso, exatamente, que o PT propõe. 

Já foi feita, de 2003 para cá, uma boa meia dúzia de tentativas para armar o tal controle, primeiro com projetos de lei que morreram antes de nascer, depois com “audiências públicas” e outras esquisitices. Não saiu, até agora, um único coelho desse mato. 

Falou-se também da “mobilização de setores populares” para pressionar a mídia, mas não se conseguiu mobilizar ninguém. 

Manifestações de massa, para o PT de hoje, exigem ônibus fretados, lanches grátis, patrocínio de alguma estatal — e, francamente, não é assim que se faz uma revolução. Muito dinheiro do Erário tem sido gasto na compra do apoio de uma parte da imprensa, através de verbas publicitárias e outros tipos de ajuda: 
o problema, aí, é que o governo não consegue comprar os veículos que têm mais público. 

Foram criadas, também, brigadas de “blogueiros” que recebem uma espécie de “mensalinho” para falar a favor do governo e contra quem faz críticas a ele; ninguém parece prestar atenção no que dizem. Inventou-se, ainda, uma “TV Brasil”, emissora que serve para apoiar as autoridades e é sustentada com dinheiro público em estado puro. 

Em cinco anos de funcionamento, sua audiência continua vizinha do zero; a esta altura, talvez tenha mais funcionários do que telespectadores. A questão, em todos esses casos, é que imprensa a favor não adianta nada — o que interessa a quem manda é não ter imprensa contra. 

Elogios não salvaram uma única cabeça, entre os doze ministros que a presidente Dilma Rousseff botou na rua até agora, nos casos em que foram denunciados por corrupção no noticiário. 

Não têm resolvido nada no julgamento do mensalão, também revelado integralmente pelo trabalho da imprensa; o STF vem sendo o flagelo de Deus para os réus, triturados um após o outro com sentenças de condenação. Ditaduras entendem muito bem como se controla a imprensa. 


Não desejam aplausos: 
a única coisa que lhes importa é cortar tudo aquilo que não querem que seja publicado. 

Não podendo fazer isso, o PT fica na gritaria. 

Ainda há pouco, o presidente nacional do partido, deputado Rui Falcão, disse que a “mídia conservadora” é instrumento de uma “elite suja e reacionária”, e fez uma ameaça: 
“Não mexam com o PT”. 
E se mexerem — ele vai fazer o quê? 

As coisas que o deputado diz não chegam a obter a nota mínima necessária para ser levadas a sério: 
não há exemplo na história de situações em que a imprensa tenha mudado de linha por causa de discurseira desse tipo, ameaças vazias ou “pressões da sociedade”. Veículos independentes não têm medo de insultos, “setores populares” ou líderes políticos com popularidade de 80%; o que lhes quebra a espinha é a força armada, e só ela. 

É melhor, então, o PT segurar a ansiedade. 

 José Roberto Guzzo/Veja

setembro 22, 2012

CHARGE - Amijubi, Zuzeco ou Fuleco? NÃO ! PINTOU UMA EXCELENTE SUGESTÃO PARA BATIZAR O NOSSO SIMPÁTICO TATU-BOLA

 
Autor desconhecido

CÃO RAIVOSO ! E SOBRE O "GOLPE DAZ OPOZISÃO"... Carta de apoio a Lula causa insatisfação no PMDB e aliados


Dirigentes do PMDB afirmaram que o partido foi constrangido a assinar a nota, articulada pelo PT, na qual cinco legendas da base aliada defenderam o ex-presidente Lula e acusaram a oposição de tentativa de golpe, como antecipou a coluna Panorama Político.

O PP e o PR não foram procurados para assinar a Carta à sociedade, mas desaprovaram o teor. Veja também Segundo peemedebistas, o presidente do PT, Rui Falcão, teria chegado com a nota pronta, e já assinada por outros partidos aliados, deixando o presidente do PMDB, Valdir Raupp, numa saia justa.

Depois de chancelar o documento, Raupp avisou o vice-presidente Michel Temer e disse que não teve como não assinar uma nota de solidariedade a Lula. Lideranças do PMDB, além de desaprovarem o texto, alegam que não foram consultados sobre o apoio.

O tom da nota foi considerado péssimo pelo PMDB e fora de sintonia com o momento atual do país, principalmente a parte em que acusa a oposição de práticas golpistas. Esse trecho causou estranheza em dirigentes peemedebistas, já que, de acordo com eles, o Brasil tem uma democracia consolidada e um governo sólido.

É claro que seríamos solidários ao Lula, mas sem atacar, sem radicalismos.
 Faríamos de uma forma mais peemedebista disse um integrante do partido. Membros do PMDB também criticaram Valdir Raupp por assinar o documento proposto pelo PT sem submetê-lo antes ao partido:
Foi um gesto solitário do Raupp.

Ele deveria ter consultado o partido reclamou um peemedebista.
O PP, que não assinou a nota, também reprovou o tom do texto.

Lideranças do partido consideraram um erro de estratégia, já que o documento, segundo eles, acabou jogando mais holofotes sobre a matéria da revista Veja, na qual o publicitário Marcos Valério, operador do mensalão, supostamente acusa o ex-presidente Lula, em conversas com terceiros, de envolvimento com o esquema de corrupção: E política não se faz por escrito afirmou uma liderança do PP.

 A ideia da nota teria sido levantada pela primeira vez no domingo passado, em conversa entre Lula, Rui Falcão e o governador Eduardo Campos (PE), presidente do PSB, em almoço no Centro de Tradições Nordestinas, em São Paulo. 

Na ocasião, Lula reclamou da matéria da Veja. Na terça-feira, Falcão telefonou para o vice-presidente do PSB, Roberto Amaral, e o consultou sobre a ideia da nota.

O presidente do PT enviou então uma primeira versão do texto para o socialista, que reescreveu e fez uma segunda versão. Falcão procurou então Raupp e o PRB do candidato a prefeito de São Paulo, Celso Russomano, enquanto Amaral conversou com Eduardo Campos, com o presidente do PCdoB, Renato Rabelo, e com o do PDT, Carlos Lupi.

Em Niterói, onde participou de evento do PT, Rui Falcão negou que tenha pressionado ou coagido o presidente do PMDB, Valdir Raupp, a assinar a nota. Sobre o mal-estar instalado no partido aliado, não quis comentar. Não posso dar opinião sobre o que acham setores do PMDB. O partido é um aliado de primeira hora do PT, e temos total confiança nisso.

Eu não pressionei.
Sou presidente do PT e falei diretamente com o presidente do PMDB.
Submeti a nota a ele e dei total liberdade para que ele, se não quisesse, não assinasse. Ele não cogitou isso. E teve a liberdade de mexer no conteúdo, o que não fez afirmou Falcão.

O presidente do PT atribuiu à pressa o fato de o PR e o PP não terem aderido ao manifesto.  Ele disse que na última quarta-feira não houve tempo de procurar os representantes dos dois partidos.

E ironizou dizendo que ainda dá tempo de quem quiser, inclusive a oposição, aderir à carta: A nota está em aberto para quem quiser assinar. Como nós tínhamos problema de timing, quanto mais consultas a gente fizesse, mais tempo a nota demoraria para sair. Não os procurei pela falta de tempo.

A nota é em solidariedade ao presidente Lula e pode incluir até os partidos de oposição, se acharem que os ataques foram indevidos. Falcão comparou o momento vivido por Lula aos do final dos governos dos ex-presidentes Getúlio Vargas e João Goulart.

Para ele, há uma tentativa da direita golpista de assumir o poder:
Temos que prevenir a nossa sociedade contra os aventureiros que atacam a honra do presidente Lula tentando colocá-lo na vala comum de um processo pelo qual ele não deve nada. Vamos lembrar que, em 54, eles atacaram um presidente popular que se suicidou (em referência a Getúlio Vargas).

Em 64, em nome do combate à corrupção e à subversão, puseram 21 anos de ditadura sanguinária na nossas costas. Presidente do PTB e delator do mensalão, Roberto Jefferson criticou o PT pela nota e afirmou que o documento deixa antever a disputa por espaço, em 2014, entre os aliados do governo.

 A briga por 2014 está tão feia que os ditos aliados estão disputando espaço até mesmo em uma mequetrefe notinha disse ele. Na verdade, o PT tinha que agradecer aos céus pela oposição que tem.

Se fosse apenas um pouco parecida com o PT do passado, que usava e abusava da calúnia, da difamação e da denúncia, Lula não tinha deitado e rolado depois do escândalo do mensalão. Na noite de sexta-feira, os pedetistas Critovam Buarque, Pedro Taques e José Antonio Reguffe pediram esclarecimentos ao presidente do partido, Carlos Lupi.

Eles dizem que foi com surpresa que tomaram conhecimento pela mídia de uma nota que você assinou em nome do nosso partido (PDT).

Gostariamos de ter sido consultados antes desta nota assinada em nosso nome, porque se tivéssemos sido consultados seríamos contra.

1. Porque não vemos gesto golpista por trás das falas e matérias. Além de ser um direito inerente às oposiçes fazerem críticas, em nenhum momento tocaram na Presidenta Dilma. Consideramos mais ameaçadores à democracia as consequências dos imensos gastos publicitários feitos pelos governos.

2. As referências à presses sobre os ministros do STF passam imagem de desrespeito ao poder judiciário, que nesse momento vem desempenhando um importante trabalho, reconhecido pela opinião pública como decisivo na luta pela ética na politica.

Mais importante seria mudar o sistema de escolha dos futuros ministros, para que não pesem dúvidas sobre a independência de cada um dele.

O Globo

OPORTUNIDADE PARA NOVOS RUMOS ! Julgamento do mensalão gera discussões sobre os rumos do Brasil

 http://4.bp.blogspot.com/-Fzstq4dHNx8/UEE0uKmwBXI/AAAAAAAABIw/1bUNM-gUvvc/s1600/STF+E+LULA.jpg
O julgamento do mensalão é uma boa oportunidade para discutir não apenas a ética de políticos e magistrados, mas também os rumos do Brasil, na avaliação de analistas políticos.

Diante do cenário em que, pela primeira vez, a polícia do próprio governo concluiu investigação sobre os dirigentes do partido no poder e o Ministério Público os denuncia à Corte suprema, o país se pergunta:
Nossas instituições saem fortalecidas desse processo?

A velha sensação de impunidade que permeia o imaginário melhora ao se assistir a um evento com réus deste porte? O Brasil dá passos importantes no combate à corrupção? Até que ponto estamos fadados, como sociedade, a conviver com ela?

 Autor, ao lado de Timothy Power, de "Corruption and Democracy in Brazil:
The Struggle for Accountability" (ainda inédito no Brasil), o professor da American University em Washington Matthew Taylor vê um paradoxo em todo o processo. De um lado, ele representa um avanço para a democracia e as instituições brasileiras.

A polícia do governo (Federal) agiu com independência e a Justiça foi chamada a agir. De outro, será que o Supremo Tribunal Federal (STF) é o poder ideal para fazer isso? Por que demorou tanto?

Fica a impressão de que o Judiciário brasileiro é muito lento e precisa melhorar diz Taylor, salientando que o STF não seria capacitado para julgar processos penais, dada sua natureza constitucional.

A lentidão da Justiça assim como o fato de os crimes de corrupção terem um período de prescrição relativamente curto se comparado ao de outros países é apontada por Alejandro Salas, diretor de Américas da Transparência Internacional, como determinante para que as sensações de corrupção e impunidade persistam no Brasil.

Apesar dos "significativos avanços institucionais", o país aparece na 73ª posição no ranking da organização, que avalia a corrupção em 182 países. Se o julgamento for conduzido às claras e a opinião pública tiver a percepção de que ele foi justo e transparente, o Brasil pode crescer muito com isso diz.

Outro fator que preocupa, no caso do mensalão, é saber se caso haja condenados as penas serão devidamente cumpridas. Peter Hakim, do Diálogo InterAmericano, com sede em Washington, acha o sistema judiciário brasileiro "disfuncional", no sentido de que acaba beneficiando "bons advogados e réus com dinheiro para pagá-los".

 A Constituição de 88 protegeu bastante o indivíduo, o que é bom, mas acabou também criando infinitas possibilidades de recursos como habeas corpus, de responder a processos em liberdade e cumprimento de penas proporcionais baixas.

Para Leonardo Avritzer, coordenador do Centro de Referência do Interesse Público (Crip) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e autor do "Dicionário Analítico da Corrupção", o julgamento do mensalão é propício para se corrigir distorções do sistema político, como a dificuldade de se governar no presidencialismo de coalisão e na forma de financiamento de campanha.

O presidente precisa conseguir maioria no Congresso para governar, seu partido tem uma bancada que é pequena para isso. São distorções assim que desembocam no mensalão.

As condenações em relação a fatos comprovados podem fazer com que o sistema político faça sua própria reforma acredita o cientista político. Avritzer defende a diminuição do número de partidos e o financiamento público de campanha.

Para ele, no fim das contas o julgamento mostra que "dinheiro público já financia o sistema político brasileiro, só que de maneira ilegal e condenável moralmente".

Autor do livro "Corrupção, democracia e legitimidade", o cientista social Fernando Filgueiras vê o julgamento como resultado de uma "conjunção entre mudanças institucionais e na cultura política brasileira", e também propõe mudanças no financiamento de campanhas.

Pessoas jurídicas não votam e, portanto, não poderiam interferir no processo eleitoral e nem doar recursos para candidatos sugere. Alfredo Valadão, da Sciences Po, de Paris, concorda e fala sobre a importância de se ter "coragem para levar adiante a tão sonhada reforma política".

Reformas que acompanhem esta sociedade modernizada que está surgindo aqui, que pela primeira vez valoriza o indivíduo e se mostra menos tolerante com a corrupção, querendo que os políticos prestem contas do dinheiro que ela paga em impostos explica.

Mas a realidade ainda não é bem assim, na visão de Marco Morel, doutor em História pela Universidade Paris I e autor de "Corrupção mostra a sua cara", lançado no dia do início do julgamento do mensalão.

Morel lembra que uma grande parcela da população não recebe educação de qualidade. Para ele, ainda é forte a sensação de impunidade e a crença de que "o jeitinho brasileiro releva delitos". Em que outro país existe um verbo, "malufar", criado a partir de um acusado de corrupção na lista da InterPol (Paulo Maluf)?

Desde Tomé de Souza (primeiro governador do Brasil, nomeado por Dom João III em 1549), passando por Adhemar de Barros (prefeito e governador de São Paulo entre os anos 50 e 60), aquele do "rouba mas faz", convivemos e somos relativamente condizentes com nossos corruptos.

Está melhorando, mas essa permissividade é um pouco cultural, difícil de transformar acha o escritor.

Filgueiras discorda:
 Se a corrupção fosse a própria identidade do povo brasileiro, não haveria corrupção porque ela seria a regra e não a exceção.

Se assim fosse, também não haveria sentido em construir instituições para tentar manter a corrupção sob controle.

O problema da corrupção no Brasil é institucional e não identitário.

O Globo