"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

janeiro 28, 2012

A GERENTONA/FRENÉTICA E EXTRAORDINÁRIA FAJUTA E MAMULENGA ESTÁ "MUDANDO" O brasil : Investimento diminui 8,1%

Apesar de arrecadar um volume nunca antes visto em impostos, a dificuldade da presidente Dilma Rousseff em colocar ordem no governo em seu primeiro ano de mandato sacrificou a execução dos investimentos em 2011.

Os valores gastos com esse fim chegaram a R$ 47,5 bilhões, numa queda de 8,1% em relação a 2010, se considerado o avanço nominal do Produto Interno Bruto (PIB), e ficaram aquém do desejado, segundo avaliação feita pelo secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin.


O governo foi obrigado a cortar verbas destinadas a obras para conseguir economizar R$ 93,5 bilhões (2,26% do PIB) e cumprir a meta de superavit primário (montante usado para o abatimento de juros da dívida), que era de R$ 91,8 bilhões.

Além das trocas de equipes nos ministérios responsáveis pelas obras, Augustin atribuiu o baixo desempenho à dinâmica dos projetos.

"Foi o primeiro ano de mandato e é natural que o investimento seja menor. O início do Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC2), assim como foi o PAC1, concentrou a preparação das obras e não os pagamentos", disse.


Equilíbrio
Para 2012, o secretário espera uma aceleração nos desembolsos nessa conta já no primeiro trimestre. Mesmo com a queda nos investimentos, Augustin defendeu o resultado fiscal apresentado pelo Tesouro.

"Foi um superavit feito com base em receitas, mas também com o controle das despesas. É uma balança equilibrada, que não pende para apenas um lado", afirmou.

Comparadas ao avanço do PIB, as despesas com custeio avançaram 3% em 2011. Já os gastos com pessoal caíram 1,8%.

janeiro 27, 2012

E NA CASA DA OBSCURIDADE, OCIOSIDADE E CÍRCULOS VICIOSOS : Senado volta a contratar FGV sem licitação para realizar concurso

Contratada sem licitação, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) deve arrecadar cerca de R$ 15 milhões com as inscrições para o concurso do Senado.

A alegação do Senado é que a contratação direta da entidade se deve à necessidade de "reposição imediata" de parte das 650 aposentadorias ocorridas desde 2008.

Serão preenchidas 246 vagas, além das que estão ocupadas por 3.174 servidores efetivos, 3053 comissionados e os 3 mil terceirizados. O valor total das inscrições será da FGV.

Chega-se aos R$ 15 milhões, pela estimativa da Casa de que 80 mil pessoas se inscreverão pagando os seguintes preços: os que disputarem as 104 vagas do nível médio, com salário inicial de R$ 13.833,64, pagarão R$ 180.

Os concorrentes das 133 vagas de nível superior de analista legislativo, salário de R$ 18.440,64, pagarão a inscrição no valor de R$ 190. E é de R$ 200 o preço da inscrição na disputa do maior salário, de R$ 23.826,57, para as 9 vagas de consultor.

Procurados, Senado e FGV não quiseram se manifestar. A entidade não retornou a ligação e na Casa prevalece a informação de que somente o presidente da comissão responsável pelo concurso, Davi Anjos Paiva, pode falar do assunto.

Com um detalhe: o órgão de imprensa tem de aguardar a ligação de Paiva, o que não ocorreu.

As provas serão realizadas dia 11 de março, podendo o candidato fazer as provas para os cargos de ensino médio é a de consultor pela manhã e a de analista à tarde, o que deve aumentar a arrecadação da FGV.

Até agora, a Diretoria-Geral do Senado publicou sete retificações aos editais do concurso sobre a mudança de termos ou de normas.

A senadora Ana Amélia (PP-RS) pediu esclarecimentos sobre vários pontos do concurso, entre eles o valor da inscrição que considerou "elevada" e a dispensa de licitação. Ela considerou "vagas" as respostas prestadas por Davi Paiva.

Ele afirma que o valor da inscrição foi calculado "levando-se em consideração os altos custos provenientes da realização do certame em todas as capitais". Diz ainda que "candidatos hipossuficientes" (carentes) podem se escreve gratuitamente.

Sobre a contratação direta da FGV, informa que com a "realização do processo licitatório, além da demora, corria-se o risco de contratar instituição sem a tarimba necessária para prestar o serviço, o que poderia ser prejudicial ao Senado".

É praxe no Senado contratar a FGV sem licitação. Em 1995, na primeira gestão do senador José Sarney (PMDB-AP) na presidência da Casa, a FGV foi contratada por R$ 882 mil - o que equivaleria hoje pela atualização do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) R$ 2,87 milhões - para fazer uma reforma administrativa na Casa.

O dinheiro foi pago em quatro parcelas, mas não houve sinal de execução da tal reforma. Em 2009, novamente com Sarney, a FGV voltou a ser contratada para fazer outra reforma, mas a proposta apresentada não agradou.

E o texto que propõe mudanças na estrutura da Casa, e que será votado em fevereiro na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), foi feito por servidores da Casa.

AO GOSTO DO 'FREGUÊS' - EMPREGO/DESEMPREGO : o brasil maravilha com "marquetingue" e O REAL SEM MARKETING .

As diferenças entre Caged e a pesquisa do IBGE

Na última quarta-feira, o Ministério do Trabalho anunciou que foram criadas 1,9 milhão de vagas formais em 2011, um número 25% menor do que o de 2010. Apesar da criação de postos de trabalho, o desempenho foi pior.

Ontem, a Pesquisa Mensal de Emprego, calculada pelo IBGE, mostrou que a taxa de desemprego alcançou seu menor patamar desde 2002, 4,7% em dezembro.

A aparente incoerência entre dados do mercado de trabalho não existe. Há diferenças claras entre as duas medições que explicam o número diferente.

O Cadastro Geral de Empregados e Desempregos (Caged), do Ministério do Trabalho, é um registro administrativo. Mede os contratados com carteira de trabalho assinada e em todo o território nacional.

A Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE tem abrangência geográfica menor, só alcançando seis regiões metropolitanas (Recife, Salvador, Belo Horizonte, São Paulo, Rio e Porto Alegre). Além disso, investiga o emprego sem carteira assinada e os conta-própria.


brasil maravilha com "marquetingue" :

O mercado de trabalho brasileiro bateu todos os recordes em 2011. A taxa de desemprego de dezembro, divulgada ontem pelo IBGE, chegou a 4,7%, a menor desde que começou a série histórica da pesquisa, em março de 2002.

A taxa média anual também foi a menor, 6%, frente a 6,7% de 2010, mesmo com o crescimento menor da economia no ano passado. O rendimento, apesar da inflação mais alta em 2011, teve ganho real de 2,7%, chegando ao seu maior nível: R$1.625,46.

A parcela de empregados com carteira assinada também alcançou seu melhor patamar: 48,5% dos trabalhadores.

- São recordes que vêm acompanhados de aumento na qualidade do trabalho. Em um momento de recessão, pode até haver aumento da ocupação, mas costuma vir acompanhada de informalidade e redução nos rendimentos. Não é o caso - afirmou o gerente da pesquisa, Cimar Azeredo.

(...)

EUA têm taxa de 8,5%. No Coreia, 3%

Na comparação internacional, o Brasil se destaca, com um nível de desemprego bem inferior ao dos Estados Unidos (8,3%), da zona do Euro (10,3%) e até dos vizinhos Argentina (7,4%) e Chile (7,2%). Mas, na Coreia do Sul, a taxa é bem inferior: 3%.


Brasil Real Sem Marketing :

BRASÍLIA, 24 Jan (Reuters) -

Como reflexo do arrefecimento da atividade econômica, a geração de empregos formais no Brasil recuou pouco mais de 25 por cento em 2011 e ficou abaixo da estimativa do próprio governo, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério do Trabalho nesta terça-feira.

Depois de fechar 408.172 postos de trabalho em dezembro, o ano terminou com 1.944.560 novos empregos criados com carteira assinada, pior desempenho desde 2009, ano afetado pela crise internacional e quando a abertura superou os fechamentos em 1,398 milhão de postos no Brasil. Em 2010, haviam sido criados pouco mais de 2,6 milhões de novos postos.

A última previsão da pasta era de que seriam abertas 2,4 milhões novas vagas em 2011. Essa expectativa foi deteriorando-se ao longo do ano passado com o agravamento da crise.

O ministério chegou a projetar a abertura de 3 milhões de empregos neste ano.

O ministério informou que o setor que mais contribuiu com a abertura de postos em 2011 foi o de serviços, com 925.537 novos empregos. Em seguida aparecem comércio, com 452.077, e construção civil, com 222.897 postos.

NEGATIVO

O resultado de dezembro é o pior para o mês desde 2009, quando haviam sido fechadas 415.192 vagas.

Tradicionalmente, o último mês do ano são demitidas mais pessoas do que contratadas por conta de entressafra agrícola, término do ciclo escolar, e queda no consumo no final do ano.

Entre os 25 setores analisados pelo Ministério, houve mais contratações do que demissões em dezembro apenas entre instituições financeiras, serviços médicos e odontológicos, e extrativa mineral.

As maiores quedas do emprego ocorreram nos setores de indústria de Transformação, com fechamento de 146.004 postos, e serviços, com um saldo negativo de 84.096 empregos.

Até 2008, a média mensal no último mês do ano era de cerca de 300 mil fechamentos de postos de trabalho fechados.

Em dezembro de 2008, foram cortados 655 mil postos. Desde então, os saldos negativos passaram a superar a casa de 400 mil.

MAIS :

De volta à fila do desemprego

CASA DA CASTA E OCIOSIDADE : Salário de nível médio do Senado mais parece de nível superior

O salário de R$ 13.833 que o Senado está oferecendo para nível médio no concurso, marcado para o dia 11 de março, representa quase sete vezes a média do contracheque pago a quem ingressa no Executivo com a mesma escolaridade, que varia entre R$ 2.000 e R$ 2.500 (nas estatais).

São 104 vagas e quem conseguir passar nas provas vai receber o equivalente a quem tem doutorado na Fiocruz, no Instituto Evandro Chagas, no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) e no Inmetro, por exemplo.

É praticamente o mesmo salário auferido por servidores do Executivo, com curso superior nas chamadas carreiras de Estado, como advogado da União, procurador, auditor fiscal e diplomata, segundo dados do Ministério do Planejamento.

A remuneração paga pelo Senado no nível médio é ainda, disparado, a melhor se for comparada aos maiores contracheques iniciais para este nível nas agências reguladoras, que está na casa dos R$ 4.900.

Veja a comparação em
Salário de nível médio do Senado mais parece de nível superior

brasil e Rio maravilha(deles) : Mídia mundial apreensiva por Copa e Olimpíadas

O desabamento de três prédios no coração do Rio de Janeiro foi notícia no mundo inteiro, provocando questionamentos sobre a cidade que vai sediar nos próximos anos a Copa do Mundo, em 2014, e as Olimpíadas, em 2016.

Em matéria sobre o caso, o "Wall Street Journal" afirma que a tragédia chama a atenção "para a infraestrutura caindo aos pedaços da cidade que se prepara para abrigar dois eventos esportivos internacionais":

 Repercussão da tragédia na edição eletrônica do Wall Street Journal Foto: Reprodução de internet
"Os aeroportos, avenidas e outras infraestruturas da cidade estão envelhecidos, e sofreram com a falta de cuidados durante as décadas de fraco crescimento econômico. As autoridades esperam que, com os eventos esportivos e o boom da economia, possam dar uma revitalizada na cidade litorânea", diz o jornal, lembrando ainda que o Rio vem sofrendo uma série de explosões ligadas a vazamento de gás.

O site internacional da BBC aposta no mesmo tom, mostrando preocupação pelo "estado da infraestrutura do Rio, enquanto o Brasil se prepara para receber dois eventos esportivos de grande porte".

Em seu site, o "Washington Post" montou uma fotogaleria com 15 imagens da tragédia, com o título simples e direto:
"Prédios do Rio de Janeiro desabam".

Ao lado das imagens de escombros e buscas por sobreviventes, o jornal assinalava que corpos haviam sido encontrados, mas 21 pessoas continuavam desaparecidas.

O site do britânico "The Guardian" exibia um vídeo de um minuto, destacando que algumas pessoas que passavam pelo local sentiram um forte cheiro de gás após a queda dos edifícios.


O "Le Monde" também optou por uma fotogaleria, afirmando que "o desabamento de três prédios deu um ar de campo de guerra ao bairro histórico do Rio de Janeiro". O jornal francês informou ainda que a região é muito frequentada durante o dia, mas fica quase deserta à noite.

Em matéria intitulada "Cinco mortos e desaparecidos no desabamento de três prédios no Rio de Janeiro", o argentino "Clarín" diz que as causas da tragédia ainda são desconhecidas, mas informa que as investigações se concentram principalmente na possibilidade de problemas estruturais nas construções.

A notícia ganhou a manchete da seção internacional do site chileno Emol, com a matéria "Sobe para cinco o número de mortos por desabamento de três edifícios no Rio".


A notícia ganhou destaque até mesmo na TV russa Primeiro Canal.
Em matéria de um minuto, o apresentador afirmou que o prédios desabaram após uma explosão.

O Globo


COM A FACA NOS DENTES

Partidos da base de apoio de Dilma Rousseff voltaram a expor a luta renhida que travam por nacos de poder.

PT, PMDB, PSB e PP estão, novamente, envolvidos em casos escabrosos de disputa por porções do Estado para uso político-partidário.

Pelo que, afinal, brigam tanto?
Pelo bem do país é que não é.


A crise do momento foi detonada depois que um afilhado político do líder do PMDB na Câmara foi posto sob suspeita de malversação de dinheiro público.

Trata-se de irregularidades milionárias cometidas de forma recorrente nos últimos anos no Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), da alçada do Ministério da Integração Nacional.


Uma cabeça já rolou e outras estão ameaçadas de cair. Fala-se agora em mudar toda a estrutura subordinada à Integração, desde o Dnocs à Sudene, passando pela Codevasf.

Mas o que poderia ser uma evolução em direção a uma maior eficiência da máquina pública revela-se mera briga por feudos. A sensação é de um regresso à era medieval.


Especificamente neste imbróglio, se engalfinham os peemedebistas, o PSB do ministro da Integração e o Planalto. Pouco interesse eles mostraram pelas falcatruas em si, tratadas como mero "fogo amigo", percalços de um governo naturalmente fatiado.

Pouco se interessaram em perceber que o órgão de obras contra as secas mal atua para atenuá-las.


O Globo mostra hoje(26/1) a penúria em que vivem municípios nordestinos afetados pela falta d'água. Do Dnocs que tanta sanha provoca nos políticos aliados ao petismo, as populações pouca atenção recebem, na forma de esporádicos caminhões-pipa, se tanto.

Enquanto isso, no extremo sul do país agonizam cidades gaúchas e catarinenses castigadas por estiagem severíssima, sem apoio algum.


Este é apenas "mais um capítulo da conhecida novela da degradação da administração pública causada pela norma lulopetista de barganhar cargos pela via do fisiologismo, do toma lá dá cá", resume o jornal em editorial na edição de hoje(26/1).

Não é só na Integração Nacional que a barganha rola solta. Também na saúde, comensais do governo petista atracam-se na lama. Lá o que PT e PMDB disputam é o butim da Funasa.

Os peemedebistas estão contrariados por perder poder desde que Alexandre Padilha assumiu o ministério. Melhorias efetivas no órgão de orçamento polpudo e alta capilaridade? São desconhecidas.


Neste caldo de enfrentamento, uma declaração do líder do PMDB, padrinho dos caciques do Dnocs defenestrados ou em processo de defenestração, resume bem os valores e o ânimo que movem este governo e seus "aliados".

"O governo vai brigar com metade da República, com o maior partido do Brasil? Que tem o vice-presidente da República, 80 deputados, 20 senadores? Vai brigar por causa disso? Por que faria isso?", disse Henrique Eduardo Alves à Folha de S.Paulo.

Ele pôs a faca nos dentes para, em seguida, lembrar o envolvimento dos ministros petistas Fernando Pimentel e Paulo Bernardo em escândalos que o PMDB ajudou a abafar. Parece coisa de máfia, e é.

Assim como é mafioso o que acontece no Ministério das Cidades, novamente nas manchetes policiais. O caso da participação em negociações com empresários e lobistas interessados num projeto milionário da pasta, revelado pela Folha no fim de semana, resultou ontem na demissão do chefe de gabinete Cássio Peixoto.

Ele estaria "desmotivado". O que não dá para entender é como seu superior, o ministro Mário Negromonte, ainda continua lá.

A presidente da República prometeu para este início de ano uma reforma ministerial que se mostrou inexistente. Todas as trocas na sua equipe - com exceção, talvez, de Graça Foster na Petrobras - foram feitas de maneira reativa, para jogar ao mar mais um suspeito de corrupção denunciado pela imprensa.

Dilma Rousseff deve ter achado que agora poderia levar seu governo adiante, com cobranças apaziguadas após as primeiras baixas. Mas as primeiras semanas de 2012 deixaram claro que seu governo, em boa medida, está carcomido por interesses espúrios, por brigas comezinhas, por disputas menores - em síntese, sem rumo e sem alma.

São pecados de uma gestão que, até agora, não mostrou a que veio. Não se enxerga numa única disputa de poder protagonizada pelo PT e seus aliados o interesse público como motivação.

Tudo gira em torno de brigas por estruturas paralelas, fontes sujas de receita, negócios escusos.

Que projeto de país, afinal, nos oferecem?


Fonte: Instituto Teotônio Vilela

janeiro 26, 2012

BRASIL ASSENHOREADO E SAQUEADO POR VELHACOS! O CACHACEIRO ASQUEROSO O FILHO...DO BRASIL TRANSFORMOU A REP. NUM COVIL. VAGABUNDAGEM POLÍTICA ENRAIZADA: dnocs/funasa/judiciário/min.cidades etc.



Verba do Dnocs é para o RN, mas a seca é no RS


O Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs) pagou R$ 9,3 milhões por serviços de uma consultoria de engenharia, que, de acordo com a Controladoria Geral da União (CGU), teria apenas repetido informações que a autarquia já dispunha.

Os pagamentos à Hydras Engenharia e Planejamento Ltda, com sede em Salvador, foram feitos entre 2008 e 2010 e, segundo a diretoria do Dnocs, R$ 800 mil estão retidos por suspeitas de irregularidades.

Em documento oficial, a diretoria- geral do Dnocs afirma que a direção de infraestrutura hídrica, comandada até 2011 por Cristina Peleteiro, uma engenheira indicada pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), pressionava pela efetivação dos pagamentos e teria se negado a calcular o tamanho do prejuízo.

O relatório da CGU diz que os pagamentos de R$ 9,3 milhões foram superfaturados. E aponta que a consultoria atuou em duas obras de grande porte: a Barragem Figueiredo (CE) e o projeto de Irrigação Tabuleiros Litorâneos (PI), incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento.

Entretanto, tal acompanhamento já estaria em curso pelos responsáveis por serviços de supervisão. "Todos os dados referentes à execução físico- financeira do contrato de construção constavam em ambos os relatórios.
(...)
Foi evidenciada, assim, superposição de atividades entre o contrato de consultoria e aqueles de supervisão".
Em agosto de 2011, a direção do Dnocs teria tomado ciência das irregularidades. Só em novembro o diretor-geral do Dnocs, Elias Fernandes, teria determinado a abertura de sindicância, "inércia" criticada pelos auditores.

Em novembro de 2011, por meio de ofício, a diretoria do órgão afirma que não pode ser considerada omissa porque "a atuação do departamento tem sido dificultada quando necessária a atuação junto à diretoria de Infraestrutura Hídrica, comandada até junho de 2011 pela engenheira Cristina Peleteiro, indicada pelo ex-ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima".

Ainda afirma que a diretoria "incessantemente" pugna pelo pagamento das faturas pendentes.
O ex-ministro Geddel Vieira Lima disse ontem que desconhece o caso da Hydras Engenharia e Planejamento.

Ele contou que foi ele quem pediu uma auditoria da CGU. Sobre a diretora de Infraestrutura, Cristina Peleteiro, foi só elogios. Disse que é uma pessoa "da maior seriedade" e confirmou que foi ele quem a nomeou .

A Hydras não se manifestou.
Por meio de nota, a direção do Dnocs limitou-se a dizer que "está analisando os argumentos da empresa". "Cautelarmente, o Dnocs reteve o pagamento da empresa até que seja concluída a análise".

Roberto Maltchik O Globo 

janeiro 25, 2012

INDÚSTRIA DA SECA

Infelizmente, o semiárido continua a impulsionar uma indústria de escândalos nos órgãos federais.

O da vez envolve o centenário Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs). Novamente, um braço do Estado é usado para produzir benefícios privados e dividendos político-partidários. Repete-se lá uma tônica disseminada na gestão petista.

Ontem, O Globo divulgou os resultados de um relatório da Controladoria Geral da União (CGU) apontando prejuízo de R$ 312 milhões na gestão de pessoal e em contratações irregulares feitas pelo órgão, subordinado ao Ministério da Integração Nacional.

"O relatório de 252 páginas revela uma sucessão de pagamentos superfaturados, contratos com preços superestimados e 'inércia' da direção do órgão para sanar irregularidades que prosperaram ao longo da última década", informou o jornal. As contas do Dnocs de 2008, 2009 e 2010 também foram consideradas irregulares.

Repetindo o mesmo vício do ministro da Integração, o chefe do Dnocs também privilegiou um estado em detrimento dos demais na liberação de verbas. Se Fernando Bezerra desequilibrou os repasses em favor de Pernambuco, o diretor-geral do Dnocs, Elias Fernandes, superfaturou os recursos para o Rio Grande do Norte de seu padrinho político, o deputado Henrique Eduardo Alves, líder do PMDB na Câmara.

De 47 convênios firmados com municípios para ações de defesa civil, 37 contemplaram prefeituras potiguares, que ficaram com 43% dos recursos liberados. Segundo a Folha de S.Paulo, 20 dessas cidades no RN são administradas pelo PMDB.

A maior parte dos contratos (23) tem irregularidades, envolvendo empresas de fachada, conforme aponta a CGU.Um diretor do Dnocs já caiu e o chefe-geral equilibra-se no cargo.

O noticiário político de hoje diz que os atritos produzidos na área detonaram uma rusga brava entre o PSB do ministro Bezerra e o PMDB dos apadrinhados de órgãos ligados à Integração Nacional - que incluem ainda Sudene e Codevasf, agora também sujeitos ao crivo do escovão.

É de indignar ver comandantes de instituições que deveriam se dedicar a buscar saídas para o semiárido engalfinhando-se em torno de cargos e não de propostas, programas e soluções para problemas que ainda afligem milhões de brasileiros.

O episódio atual não destoa, no entanto, da parca atenção efetiva que a gestão petista tem dado ao Nordeste. Há muita propaganda e oba-oba em torno de feitos supostamente "históricos" para a superação dos atrasos da região, mas a dura realidade difere bem disso.

Obras espetaculares como a transposição do rio São Francisco e a construção da Transnordestina serviram muito bem para abrilhantar os programas de TV da então candidata a presidente da República. Mas até hoje não produziram um benefício efetivo sequer para a população nordestina.

A mais longeva obra inconclusa do Nordeste, a ferrovia foi prometida para o fim do governo Lula.

Hoje apenas 10% de seus 1.728 km estão prontos, mas, mesmo assim, só são utilizados para transportar material para a construção da própria Transnordestina. Se tudo correr bem, com pelo menos quatro anos de atraso a promessa será cumprida.

Outra promessa lulista, a transposição do São Francisco já encareceu 40% e sequer ficará pronta no governo atual. Parte da estrutura já feita, construída às pressas para figurar na campanha eleitoral de Dilma, hoje apodrece sob o sol inclemente. Nenhuma gota d'água chegou ao sertão.

O Nordeste vem apresentando taxas chinesas de crescimento nos últimos anos.

Muito se deve ao empreendedorismo e ao esforço próprio de seu povo.

O governo central pouco ajuda neste processo de superação.
A região quer emancipação e progresso, e não continuar a servir de subterfúgio para que a política miúda siga produzindo escânda
los em série.

Fonte: Instituto Teotônio Vilela

O brasil maravilha da GERENTONA/FRENÉTICA/EXTRAORDINÁRIA 1,99 FAJUTA : Investimento insuficiente. O rombo nas contas externas não para de crescer.

Em 2011, bateu recorde ao alcançar US$ 52,6 bilhões, um volume 11,17% maior que o verificado no ano anterior. Para 2012, as expectativas do Banco Central são ainda piores:
US$ 65 bilhões.

Diferentemente do ano passado, não haverá como cobrir esse buraco.

O Investimento Estrangeiro Direto (IED), que até então registrava cifras superiores às do deficit externo e tapava esse rombo, deve ficar em US$ 50 bilhões no ano — o país será obrigado a buscar no mercado financeiro os US$ 15 bilhões de diferença, um dinheiro considerado altamente volátil e que pode fugir do Brasil caso a crise piore.


"O deficit reflete a falta de poupança doméstica.
O setor público não poupa e as famílias também não. Assim, o país fica obrigado a importar poupança para se financiar", explicou Bruno Lavieri, economista da Tendências Consultoria.


Apenas em dezembro, o deficit nas contas externas foi de US$ 6 bilhões, um buraco 72,76% maior que o registrado em igual mês de 2010.

Parte dessa conta, segundo dados do Banco Central, se deve ao elevado volume de gastos em viagens internacionais, a remessas de lucros por filiais a seus países de origem e a desembolsos pesados no aluguel de equipamentos e fretes de navios.

No ano passado, o setor produtivo brasileiro desembolsou US$ 16,7 bilhões com aluguel de máquinas, o maior montante já registrado pelo BC. Em 2010, esse valor havia sido de US$ 13,7 bilhões.

As despesas com transporte também foram elevadas (US$ 14,1 bilhões), 24,82% mais do que no ano anterior. Túlio Maciel, chefe do Departamento Econômico do BC, admite que o rombo nas contas é grande.

"O retrato das contas externas mostrou deficits significativos, o que evidencia maior demanda dos brasileiros por produtos externos", resumiu.

Maciel, entretanto, tentou amenizar o problema. "O deficit é plenamente financiável", disse. Lavieri também considera a situação, por enquanto, controlável.
Para ele, mesmo com o IED sem capacidade de cobrir o buraco, ainda é possível recorrer ao capital especulativo.


Porém, o ingresso de dólares no país por essa via tem sido cada vez menor.
Segundo especialistas, janeiro foi um mês atípico por registrar US$ 6,6 bilhões positivos de saldo líquido, resultado influenciado por capital destinado à bolsa de valores.

"Isso não deve se repetir." (VM)

Sinal de alerta

Apesar dos bons números de 2011, o buraco nas contas externas
dará trabalho neste ano. Faltarão recursos para financiá-lo (Em US$ bilhões)

Transações correntes
2002 -7,6
2003 4,1
2004 11,6
2005 13,9
2006 13,6
2007 1,5
2008 -28,1
2009 -24,3
2010 -47,3
2011 -52,6
2012 -65,0*

*Projeção

Investimento estrangeiro direto
2002 16,5
2003 10,1
2004 18,1
2005 15,0
2006 18,8
2007 34,5
2008 45,0
2009 25,9
2010 48,5
2011 66,6
2012 50,0*

Fonte: Banco Central

Correio Braziliense

O ESTICA E ENCOLHE DO "PARA O BRASIL SEGUIR MUDANDO" DA MAMULENGA E O BUFÃO : Inflação põe o BC em xeque

Os preços dispararam nos primeiros 15 dias do ano e já colocam em xeque a estratégia do Banco Central de continuar reduzindo a taxa básica de juros da economia, hoje em 10,5% ao ano.

A prévia da inflação oficial, o IPCA-15, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), veio acima do esperado e surpreendeu o mercado.

A variação parcial de janeiro alcançou 0,65%, puxada, sobretudo, por itens como alimentação e transporte, que atingiram em cheio o orçamento das famílias.


"O IPCA-15 fecha, em parte, a janela de oportunidade. Será cada vez mais difícil para o Banco Central cortar juros sem passar para o mercado a mensagem errada, de que irá reagir, aumentando a expectativa (de aumento juros) para frente", disse o economista-chefe da Gradual Investimento, André Perfeito.

Apesar da visão pessimista, Perfeito acredita que ainda é possível esperar por novos cortes na taxa básica (Selic), com os juros caindo a um dígito em 2012.


Avaliação semelhante tem a economista Tatiana Pinheiro, do Banco Santander. A seu ver, apesar da alta dos preços, é preciso levar em conta que a inflação da primeira quinzena de janeiro deste ano veio mais baixa que no mesmo período de 2011, quando chegou a 0,76%.

E mais:
em 12 meses, a trajetória é decadente, como vem alardeando o BC. Por isso, o Santander acredita que serão feitos mais dois cortes de 0,50 ponto percentual na Selic.


Se a previsão do banco espanhol se confirmar, a taxa chegará a 9,50% ao ano. "Ainda não há motivos para o BC mudar o seu cenário e o peso que vem dando à situação mundial, que ainda pode causar um grande efeito deflacionário" observou Tatiana.

O próprio ministro da Fazenda, Guido Mantega, tratou de pôr panos quentes sobre o resultado do IPCA-15. Para ele, a alta da inflação é momentânea. "A inflação está caindo de um modo geral e ela tem uma elevação sazonal nesta época do ano", sustentou.


Apesar da ponderação do ministro, não será fácil convencer as famílias de que o aumento nos preços é transitório e que ele não deve refluir lá na frente. Quase 70% dos produtos e serviços pesquisados pelo IBGE apresentaram alta em janeiro. Em dezembro, eles eram 64%.

Os itens que mais subiram neste mês e que pesam no bolso dos consumidores envolvem transportes (0,79%) e alimentos (1,25%). Juntos, esses dois grupos foram responsáveis por 0,44% do aumento geral do IPCA-15 de janeiro.


Estratégia
Em transportes, o que mais subiu foram as passagens aéreas: nada menos que 10,54%. Subiram também as tarifas dos ônibus urbanos e intermunicipais.

Nos alimentos, a alta também foi generalizada e não envolveu apenas produtos agrícolas, como tomate (11,22%),
feijão-carioca (10,42%)
e batata-inglesa (4,29%).
A refeição fora de casa acompanhou o movimento e ficou mais cara, em média, 1,63%.


Nos supermercados, não é difícil perceber que os preços dos produtos estão mais elevados. A saída é adotar algumas medidas preventivas para não estourar o orçamento.

A autonôma Carmem Regina da Silva, 47 anos, por exemplo, costuma pesquisar as ofertas antes mesmo de sair de casa.
Ela vai às compras pelo menos uma vez por semana e gasta, em média, R$ 200. "O preço do feijão está bem alto. Como lá em casa não pode faltar, eu compenso a alta levando outras marcas mais em conta", revelou.


Para economizar, a assessora jurídica Rosângela Menezes adota outra estratégia. Ela diminuiu o número de idas ao supermercado. Até há bem pouco tempo, Rosângela ia às compras toda semana e chegava a gastar R$ 500 por mês.

Agora, vai apenas duas vezes por mês e, com isso, chegou a reduzir os gastos em até R$ 180. "Ainda não é o ideal, mas já aliviou um pouco", observou. Mais radical, o farmacêutico Franciney Barbosa dos Santos foge dos preços altos.

Ele decidiu encher o carrinho só nos dias de promoção. Ainda assim, tem desembolsado R$ 100 acima de sua meta. "Nem com as ofertas consigo gastar menos, pois certos produtos, como feijão, carne e verduras, subiram muito", disse.


Famílias com mais dívidas
Os brasileiros iniciaram o ano endividados. Em janeiro, o número de inadimplentes subiu para 58,8%, frente aos 58,6% de dezembro, interrompendo uma sequência de sete meses de baixa. Mas, na comparação com mesmo período do ano passado, a quantidade de pessoas com dívidas caiu.

Em janeiro de 2011, o índice era de 59,4%.

A pesquisa anual realizada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) indica ainda que a maior parte dos débitos (72,3%) é contraída por meio do cartão crédito. "As dívidas crescem neste período do ano em razão dos compromissos assumidos com impostos e material escolar", explicou Marianne Hanson, economista da CNC.

Por outro lado, o número de pagamentos em atraso diminuiu para 19,9% neste mês, contra 22,1% em um ano atrás e 21,2% em dezembro.

ANA CAROLINA DINARDO Correio Braziliense