"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

setembro 20, 2010

O USO E FINALIDADE DO ENVELOPE NA ADMINISTRAÇÃO DA CASA VIL.

Parece não ter fim a torrente de escândalos que inunda o governo Lula e, mais especificamente, a pasta que até outro dia foi chefiada por Dilma Rousseff.

A turma da ex-ministra e agora pretendente a presidente da República está enredada nas mais tenebrosas transações. Caraca!

Nas explicações do PT e do governo, a candidata não sabia de nada do que acontecia em torno de sua antiga sala no Palácio do Planalto.

Lula, muito menos.

E eram coisas pesadíssimas, como tráfico de influência, cobrança de propina, nepotismo descarado e até mesmo a farta distribuição de pacotes de dinheiro vivo como pagamento de corrupção.

Ao mesmo tempo, a campanha eleitoral atribui à petista qualidades de grande executiva.

Dá para acreditar?

Das duas uma: ou Dilma é uma péssima administradora, incapaz de perceber o que se passa sob seu nariz, ou então tem tudo a ver com este mar de lama que assola o Planalto.

Com qual versão ficar?

A mais nova reportagem da revista Veja joga mais luz nos subterrâneos petistas. Deixa claro que no governo Lula o país deixou de ter uma Casa Civil, substituída por uma verdadeira casa da mãe Joana - ou será da "tia" Dilma, como a chamavam os alopradinhos de Erenice Guerra?

(...)

Nunca é demais lembrar que Erenice Guerra e Dilma Rousseff são unha-e-carne.

Estiveram lado a lado desde os primeiros momentos do governo Lula, ainda antes da posse.

São quase oito anos juntinhas.

A pergunta que não quer calar é: onde estava Dilma enquanto esta rede de falcatruas se expandia? Na melhor das hipóteses, estaria inaugurando pedras fundamentais e obras inacabadas do PAC ou em algum palanque pelo Brasil afora. Seria, assim, uma administradora tremendamente incapaz.

A outra alternativa - que, convenhamos, é bem mais provável - é ainda pior: Dilma conhecia tudo o que se passava sob seu nariz.

Já se sabe que muitas das reuniões ocorreram no quarto andar do Palácio do Planalto.

Em sua edição de ontem, a Folha de S. Paulo mostrou que o nome de "tia" Dilma era utilizado pelos meninos de Erenice para avalizar as transações.

A candidata petista recusa-se a esclarecer as dubiedades que cercam o caso. Chama a descoberta do balcão de negócios montado na Casa Civil de "factóide".

Mostra-se, cada vez mais, um envelope fechado, que provavelmente esconde dentro uma má surpresa para o destinatário.

Ninguém sabe ao certo o que Dilma pretende para o país, já que se recusa a por no papel e divulgar seu programa de governo - algo que "nunca" acontecerá, segundo o responsável por coordenar a sua elaboração, o czar obscurantista Marco Aurélio Garcia.

É o velho horror petista à luz.

A forma mais efetiva de avaliar o que Dilma nos reserva é mirar suas atitudes pregressas e as escolhas que fez.

Suas nomeações são um primor:

Erenice, Silas Rondeau (defenestrado do Ministério de Minas e Energia sob suspeita de irregularidades),

Milton Zuanazzi (responsável por lançar a Anac no voo cego que resultou na morte de centenas de passageiros nos dois maiores acidentes aéreos da história brasileira),

Fernando Pimentel (o ex-prefeito de Belo Horizonte especializado em dossiês criminosos).

E por aí afora.

Sobre o que esperar de um governo Dilma (toc, toc, toc, bate na madeira) há outras indicações, tão ou mais explícitas.

Vocalizadas pelo "companheiro de armas" José Dirceu, elas dão conta de que, com Dilma, o PT vai finalmente implantar seu real projeto de poder, em que, entre outras coisinhas, provavelmente a imprensa não disporá de tanta liberdade quanto hoje.

Palavras do "chefe da quadrilha" do mensalão petista.

Mesmo com todo o esforço do PT para esconder quem realmente é sua candidata, pouco a pouco os eleitores brasileiros tomam conhecimento de uma realidade nada agradável.

Dilma revela-se péssima administradora, sem um programa de governo explicitado, aliada dos mais atrasados e danosos políticos do país, conivente por anos com um enorme esquema de corrupção montado

dentro de seu gabinete.

Isso não é café pequeno.


A DESENVOLTURA DA POLÍTICA TIRIRICA DO ÉBRIO E SUA CONTINUIDADE NUM POSSÍVEL MANDATO DA "COISA"

O estado normal de Lula, em política, está cada vez mais abalado, rumo à anormalidade.

Ele distorce, a seu favor e de seus amigos, tudo que é ruim.
A ruindade, para Lula, são os outros, não, por exemplo, a aberração de suas leniências e afeições políticas, nacionais e internacionais.

Em Filósofos na tormenta, Elisabeth Roudinesco fala dos filósofos franceses engajados.
De um deles, Georges Canguilhem, conta que, depois de formado em filosofia, estudou medicina e fez pesquisa sobre o normal e o anormal (patológico), em termos de saúde e política.

Para Lula, seus amigos, que notoriamente não prestam, são pessoas maravilhosas. Elucubrações psicológicas à parte, ele vangloria-se de descobrir gente boa, como criador de políticos geniais e honestos.

Mas tais criaturas são moeda falsa, como o Bolsa Família, que oculta o desemprego real do país.

Sem ela, quantos desempregados seríamos?
Por que, então, proibir que o bolsista trabalhe?
Isso é escravidão disfarçada!

Outra mentira vem do Amapá.
A polícia prendeu o governador e seu candidato à sucessão como patifes, sob cartaz no qual posavam com Lula.


A ex-ministra Dilma Rousseff, julgada por ele a fina flor do preparo para governar o país, preside o Conselho Administrativo da Petrobras.


É eficiente?
Pois, por incúria, ela não zelou pela plataforma da empresa, cujos dutos estão enferrujados e podem gerar uma tragédia.

Amigo de Lula, o governador Sérgio Cabral, do Rio, na última eleição de prefeito da capital carioca, a fim de derrotar o candidato Gabeira, decretou, malandramente, feriado a sexta-feira pré-domingo eleitoral, para estimular a fuga de eleitores rumo à região dos lagos.

Lula deve ter achado o golpe do amigo uma boa safadeza, que tirou votos de Gabeira.

O infalível Lula teve de livrar-se de muitos aliados, pelos quais pusera a mão no fogo. Um, indiciado como chefe da quadrilha do mensalão; outros, incompetentes. Para alguns Lula gravou elogios mentirosos.

Após falar em “extirpar” o DEM, como Hitler e Stalin faziam, Lula, para fugir à classificação ruim de Canguilhem, deve estancar a lama que surge, de novo, na Casa Civil, e lamentar os tiriricas que macularão o Congresso e o tornarão mais frágil.

.Se o próprio Lula não quis tiriricá-lo!

Rubem Azevedo Lima Correio Braziliense

O BRASIL DO ÉBRIO E O SEU "ESTADO" .

Pode procurar em qualquer lugar do Brasil de hoje, em qualquer setor da economia, e você vai encontrar empresários, executivos e administradores empenhados em alcançar ganhos de produtividade.

É a resposta correta ao ambiente de estabilidade macroeconômica.

Se o planejamento não será destruído pela inflação, se os lucros não serão devorados por uma moeda sem valor, então vale a pena - na verdade se torna obrigatório - buscar eficiência dentro do próprio negócio.

Agora, imaginem a sensação dessa gente de bem, do lado moderno do País, ao verificar que uma boa conexão em Brasília vale mais do que a criatividade e o esforço físico das pessoas envolvidas nas empresas.

O "capitalismo de compadres" tem esse efeito destruidor sobre o espírito empreendedor, sem o qual nenhum país vai para a frente.

De que adianta ter uma boa ideia e preparar um bom projeto se, para levá-lo adiante, precisa-se de uma decisão ou de um favor de alguém do governo?

A conexão para viabilizar o projeto acaba se tornando mais importante do que o próprio projeto.

Vamos logo fazer as ressalvas de praxe: é claro que o mercado não funciona sem o Estado, as leis, os controles e as garantias institucionais; é claro que é indispensável a atuação dos governos em educação, saúde, segurança, transporte; é claro que é razoável a presença do Estado estimulando, de algum modo, setores novos da economia ou setores mais complicados.

Mas é claro também que o Estado no Brasil vai muito além desses pontos. Isso se manifesta em vários níveis. Os dois primeiros separam a atuação do Estado como regulador e fiscalizador da ação direta na economia.

No primeiro nível estão, por exemplo, as agências reguladoras.

No segundo estão as estatais, os bancos e as empresas públicas, além do próprio governo quando atua como construtor de estradas, portos, hidrelétricas, etc.

Certamente, em todos esses níveis de intervenção estatal pode haver eficiência e espírito público. Imaginem, por exemplo - para ir ao limite -, que os diretores das agências e das estatais fossem contratados no mercado por competentes e reconhecidas consultorias privadas de gestão de recursos humanos.

Absurdo?

De jeito nenhum.

Isso é até bastante comum pelo mundo afora. O atual presidente do banco central de Israel, Stanley Fischer, um economista americano, foi contratado assim, numa espécie de concorrência global.

Aliás, basta abrir as páginas de classificados da revista The Economist: toda semana aparecem editais oferecendo vagas de diretores e presidentes de companhias públicas em diversos países, sem restrição de nacionalidade para os candidatos.

O Brasil, e especialmente no governo Lula, está no lado exatamente oposto. As nomeações são politizadas, cargos repartidos na base de apoio. Isso escancara as portas do "compadrio" e da pura e simples corrupção.

Reparem, um diretor de estatal ou de agência, contratado pela competência, terá compromissos com os resultados fixados por ocasião da admissão.

Por exemplo: a diretoria dos Correios terá como objetivo dobrar o faturamento em tantos anos e reduzir o prazo de entrega da correspondência em tantas horas. Cumpriu, recebe o prêmio; não cumpriu, está fora.

Um diretor nomeado pelo partido tem compromisso com o partido e com os companheiros em geral.

Note-se que o presidente Lula consagrou como correta a tese de que é preciso colocar os companheiros e aliados, por critérios políticos, nos postos de governo, nas agências reguladoras e nas companhias públicas.

O compromisso com o partido ou com o presidente pode ser cumprido de maneira legal, mas mesmo assim causando danos.

O governo pode impor programas e obras, sem roubalheira, mas que só se justificam política e eleitoralmente.

Por exemplo, a Petrobrás, tempos atrás, apresentou ao presidente Lula um plano de investimentos mais modesto.

O presidente mandou ampliar para os gigantescos programas atuais. É grande o risco de a empresa estar se metendo em projetos caros demais, de baixa rentabilidade.

Lula também está forçando os bancos públicos a aumentarem seus empréstimos, desde para grandes empresas escolhidas pelo governo até para famílias comprarem a casa própria.

Os empréstimos podem ser ruins e o dinheiro pode não voltar.

Por que dizemos "pode"?

Porque isso só se saberá mais à frente. Mas o precedente é este: estatais e bancos (incluindo o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal) quebraram exatamente com esse tipo de política econômica.

Já vimos esse filme.

E notem.

Os dirigentes, nomeados politicamente, nem pensam em contestar as ordens vindas do governo.

Neste caso, temos erros de política. Mas esse sistema inevitavelmente acrescenta a corrupção.

Para dizer francamente, quanto mais Estado na economia, mais corrupção.

Exemplo?

Os países socialistas, de economia inteiramente estatal, bateram todos os recordes de corrupção e ineficiência.

O governo FHC havia saneado estatais e bancos e introduzido regras técnicas e de mercado para seu funcionamento.

O governo Lula repolitizou tudo.

Com as consequências que já vemos por aí. Se conseguiram estragar os Correios - com ineficiência e corrupção -, por que não conseguiriam estragar a Petrobrás ou a Caixa Econômica Federal?

É isso aí: nessas atividades econômicas, quanto menos Estado, melhor. Deixem nas mãos dos empreendedores privados.

São mais eficientes do que os amigos do rei.

E não roubam.

Carlos Alberto Sardenberg - O Estado de S.Paulo

Quanto mais Estado, mais corrupção

JORNALISTA. E-MAIL: SARDENBERG@CBN.COM.BR / CARLOS.SARDENBERG@TVGLOBO.COM.BR

setembro 19, 2010

E QUANDO MAMÃE CAI NA VIDA ?

Pela primeira vez em nossa História, o poder caiu nas mãos duma facção empenhada na dissolução e no desaparecimento da Nação.

Querer democracia no Brasil é como plantar café na Groenlândia. Não dá.


E se der, é porque plantaram uma coisa e nasceu outra diferente, por mutação causada pelo clima.

No caso do Brasil e países semelhantes, plantando democracia, o que nasce é oclocracia. É outro regime, mais aclimatado, que brota naturalmente no solo pátrio, tal como o caruru, a barba de bode e a tiririca.

Oclocracia é a ditadura da ralé legitimada pelo voto da maioria, entendendo-se como ralé não apenas a pior parte do povão, mas também o rebotalho da classe média e da elite, mancomunados contra você, sua família e o seu País.

Não se iluda, caro leitor.

Se você acha que isso que aí está não é a "verdadeira democracia", nem a "democracia que queremos", então sua idéia de democracia estava errada.

Democracia é isso mesmo.

E ponha na cabeça: todos os ideais prometidos da democracia foram atingidos.

Finalmente chegamos ao Paraíso: o povão está no poder por intermédio de seus legítimos representantes.

Nunca, nem mesmo na Primeira República, houve sistema eleitoral tão manipulado e controlado - sem que ninguém lhe possa pôr defeito.

Nunca a oposição - digo a oposição de verdade - esteve tão marginalizada, tão esquecida, tão falando sozinha.

Pela primeira vez em nossa História, o poder caiu nas mãos duma facção empenhada na dissolução e no desaparecimento da Nação.


Embora o Chefe de Estado seja (falso) operário, não se trata de governo de trabalhadores.
Quem o cerca, e apóia, e ocupa o poder, é uma classe de intelectuais que nunca trabalharam na vida, associada ao crime, ao terrorismo e ao narcotráfico, cujo único objetivo é destruir tudo para que só sobrem eles próprios.

É natural que esses indivíduos identifiquem nas Forças Armadas seu principal obstáculo, e é inútil que estas tentem apaziguá-los.

Por mais que se mantenham fiéis à ordem, curvem-se ao revanchismo e se mostrem solícitas ao poder civil, existe entre eles e as Forças Armadas uma insanável incompatibilidade de índole e de propósitos

Por isso os políticos têm tratado de desmontá-las, entregando a segurança nacional e os poderes do Estado a organizações internacionais e inserindo o País num sistema de interdependência que conduzirá inexoravelmente à transferência da nossa soberania a um governo mundial cuja futura constituição ninguém conhece porque está sendo tramada em obscuros centros de influência que, só se sabe ao certo, não estão no Brasil.

Antes, a Política e as Forças Armadas eram expressões distintas, porém complementares, da Nação Brasileira.

Hoje o Brasil mudou.

As Armas continuam onde sempre estiveram, mas a Política, como o câncer, virou-se contra a Nação.

A unanimidade que se anuncia nas próximas eleições não é de estranhar.

Afinal, a metástase é uma forma de unanimidade às avessas.

Vamos às conseqüências.

1. O único setor da sociedade brasileira que permanece institucionalmente imune à desmoralização geral são as Forças Armadas.

2. Não há possibilidade de salvar o Brasil pela via das elei ções majoritárias. O jogo eleitoral só favorece a nomenklatura no poder.

3. A solução só poderia surgir de mobilização da parte mais consciente da população, que conduzisse a virada política fora das regras do jogo.

4.
A mobilização exigiria que pelo menos parte da mídia e dos políticos se voltasse contra a nomenklatura, da qual, convém nunca esquecer, fazem parte.

5. Em condições normais isso não pode acontecer. Mas, nas atuais circunstâncias, a nomenklatura está em processo de ruptura interna.

6. As regras do jogo, inventadas pela própria nomenklatura para perpetuar-se no poder, previam revezamento. Mas uma das facções, que chegou lá graças à conivência da outra, ignorou as regras e está, no momento, a expulsar a sócia para fora da política.

7. Os derrotados, mirando o exemplo da Venezuela, sentem-se inseguros. Sabem que seus antigos comparsas não têm moral, e temem até pela sobrevivência futura. Estão confusos, e hoje lamentam ter ajudado a eliminar a "direita" do cenário político.

8. A "direita", que seria sua natural aliada, continua viva e atuante nas catacumbas.

9. Tudo sugere o cenário em que a facção derrotada da nomenklatura talvez venha a perceber onde está a sua única esperança de sobreviver.

Os militares amam sua Pátria e por ela se guiam.

Mas quando a Pátria se confunde, se divide e se corrompe, é dentro de si mesmas que as Forças Armadas têm de encontrar seu caminho.

Original : Mídia Sem Máscara
A.C. Portinari Greggio/19 Setembro 2010
Artigos Eleições 2010

O OBSCURANTISMO DA CORJA ANINHADA NO (P)ARTIDO (T)ORPE

Consta que o PT e o Planalto ficaram desolados com a divulgação da palestra feita para uma plateia de petroleiros pelo ex-presidente do partido, deputado cassado, réu processado por corrupção e autoproclamado "camarada de armas" de Dilma Rousseff, José Dirceu.

O secretário de Comunicação do PT, André Vargas, chegou a discorrer muito claramente sobre o espírito da coisa.

"O aconselhável é que todos nós, eu, qualquer dirigente do PT, o José Dirceu, falemos pouco, falemos menos ou não falemos de jeito nenhum. Se queremos ajudar a campanha, todos nós temos de falar o menos possível", disse Vargas.

Uma campanha presidencial em que quanto menos falarem os que estão envolvidos nela, melhor?

O natural seria exatamente o oposto.

Durante a campanha mesmo é que se deve falar muito, os concorrentes precisam ser expostos, responder a tudo e a todos, fazer frente a cobranças de toda ordem, ter passado, presente e futuro muito bem esquadrinhados.

A lei enunciada pelo secretário de Comunicação prega a ocultação.

Em outras palavras, a manutenção do eleitor na ignorância a respeito das coisas como elas realmente são.

Por essa norma não se pode repetir em público o que em particular dizem os petistas por todo lado, graduados ou soldados rasos.

Justificam o engajamento na campanha de uma candidata imposta e antipatizada justamente em nome do "projeto" a que se referiu Dirceu naquela fala menos discutida do que merecia, por causa da queda da ministra da Casa Civil.

O projeto está detalhado em documento aprovado pelo partido em fevereiro último e causador de constrangimento quando apresentado à Justiça Eleitoral como sendo o programa de governo de Dilma.

A campanha reapresentou uma versão "light" provisória, prometendo uma definitiva nunca apresentada.

O assunto morreu na imprensa e, depois, não valia a pena abrir uma guerra entre partidos aliados por causa do programa de governo nem seria produtivo dar destaque ao PMDB em demasia.

Essas coisas devem ser escondidas, assim como deve ser ocultada a proximidade de José Dirceu, bem como a candidata é mantida atrás do biombo de Lula a fim de que a massa do eleitorado não tenha contato mais espontâneo e amiúde com ela.

Por quê?

Porque Dilma não segura a onda, Dirceu é malquisto pelo público, o PMDB é mal falado e o PT divide a "base" - dentro e fora do Congresso.

José Dirceu disse duas verdades:

que o PT considera o governo Dilma sua grande chance de exercer de fato o poder e que considera excessiva a liberdade da imprensa.

Mas se esqueceu de que antes da eleição a palavra de ordem é bico calado.

Cenografia.

Foram 70 dias entre o prazo regulamentar e as duas notificações da Comissão de Ética Pública para que Erenice Guerra apresentasse informações sobre o patrimônio e a família.

Ela ficou 170 no cargo.

Portanto, havia 100 dias que a ministra estava em situação irregular sem que ocorresse aos conselheiros dirigir-lhe a censura feita depois da saída.

O silêncio teria sido menos desmoralizante.

A então ministra não atendeu aos pedidos porque ninguém no governo dá bola para a referida comissão nem para a ética pública.

Certidão.

"Onde está a prova de que eu esteja envolvida?", pergunta a candidata do PT, a propósito da rede de tráfico de influência, extorsão, empreguismo e nepotismo que envolvia sua sucessora na Casa Civil.

A prova é o aval que Dilma deu à nomeação de Erenice.

Dissociar uma da outra seria como considerar que o presidente Lula não tenha responsabilidade alguma sobre o que faça e diga ou venha a fazer e dizer Dilma Rousseff.

Em português.

Pode ser mais sonoro, mas é errado dizer "doa a quem doer".

As coisas doem "em" alguém e não "a" alguém.

DORA KRAMER
O partido oculto

setembro 18, 2010

UMA ÉPOCA EM QUE PREVALECEU O PORRE E A LOUVAÇÃO DE UM BRASIL IRREAL MAS IDEAL NOS DISCURSOS ARDILOSOS.

Nosso "oráculo maior" tem repetidamente anunciado para breve os "amanhãs que cantam" como verdade absoluta.

Diferentemente de seu homólogo délfico, ocupa-se também do passado, para ele, sempre maldito.

Há pouco anunciou, com a ênfase que lhe é peculiar, nossa marcha batida rumo ao Primeiro Mundo para alcançarmos a 4.ª posição entre as economias mais avançadas.

Objetivo extremamente louvável, mas não se podem ignorar os inúmeros obstáculos a vencer e que não se rendem a mero falatório peripatético em palcos eleitoreiros.

Proclamou também como "o maior da humanidade" o investimento da Petrobrás no pré-sal; diante disso, são pífios investimentos como os da Nasa, entre outros muitos.
(...)
Nossa resposta às aspirações indeclináveis de conforto crescente, saúde, segurança e acesso aos bens culturais foi bem modesta até hoje, comparada, por exemplo, com países que emergiram das imensas destruições do último conflito mundial.

Assim, a porcentagem de analfabetos em nosso país alcançava 50% em 1950 e hoje, segundo dados do IBGE, ainda temos 20% de analfabetos funcionais, além de 9,8% de adultos iletrados.

Ao longo de nossa vida republicana partimos de diminuta base de acumulação de capital, decorrente de nosso passado colonial, para finalmente desfrutarmos crescimento do nosso PIB de 4% anuais médios.

Valor respeitável, devido a vantagens competitivas dos abundantes recursos naturais e populacionais.
Na atual administração, esse crescimento tem sido em média de 4,3% anuais, colocando-a na 21.ª posição, comparada com administrações republicanas passadas.

Não cabe, pois, o bordão de presumida "herança maldita"... A menos de também incluir-se nela.

A despeito disso, nosso poder de compra por habitante nos situa hoje na 75.ª posição! Apesar do progresso já realizado, mesmo que tardio, a situação da educação é ainda dramática.

Segundo o Academic Ranking of World Universities (2010), a mais prestigiosa de nossas universidades, a USP, foi classificada entre o 101.º e o 150.º lugares, entre as principais instituições de todo o mundo.


As cinco outras universidades de melhor classificação interna estão listadas entre a 201.ª e a 400.ª posições, em ordem decrescente


Nos países da OCDE, 56,7% dos estudantes tiveram desempenho acima da média de 500 pontos.

No Brasil, apenas 15,2% dos estudantes conseguiram esse resultado, isto é, 84,8% ficaram abaixo da média!

O desenvolvimento pressupõe a capacidade de inovar, gerar e/ou apropriar-se de novas tecnologias, frutos da ciência e da engenharia, logo, da educação, cujo panorama, como se viu acima, é desolador.

Não é, pois, surpresa que esse mal também ocorra na inovação, medida em geral pelo número de patentes concedidas.

Recente publicação da Organização Mundial da Propriedade Intelectual lança preocupante luz sobre o nosso quadro.

O Brasil colocou-se na 33.ª posição, em 2006, quanto ao número de patentes registradas por unidade do PIB, expresso em bilhões de dólares.

E é o 23.º em relação ao número de patentes por despesa com investimento em ciência e tecnologia (ano de 2007), na mesma unidade.

No Brasil, 90,5% das patentes aqui concedidas provêm do exterior (não residentes), colocando-nos em 13.º lugar entre os países em desenvolvimento.

Tais fatos estão seguramente vinculados à baixa participação do setor produtivo nos gastos nacionais com pesquisa e desenvolvimento (P&D), de apenas 6% em 1990, que evoluíram para 30% em 1998 e atingiram hoje cerca de 34%.

Nos países industrializados e em alguns emergentes, de mercado aberto, as empresas chegam a despender 60% dos gastos com P&D.

Para superar nosso atraso torna-se indispensável:

1) Melhorar radicalmente o ensino básico, incluindo salário digno para seus professores;

2) aumentar a participação de P&D de 1,4% para 2%, pelo menos;

3) investir na formação de nossos engenheiros - segundo dados em entrevista à CBN, ingressam anualmente nas escolas de engenharia 130 mil alunos e se formam a cada ano apenas 30 mil, dos quais cerca de 20 mil teriam formação insuficiente;

4) reclassificar, por mérito, instituições universitárias, pela abolição do Regime Jurídico Único, que enquadra seus servidores.

Eis um programa mínimo de trabalho para que o próximo presidente comece a romper o espesso manto da fantasia!

José Israel Vargas - O Estado de S.Paulo

FOI MINISTRO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Íntegra: Sob o espesso manto da fantasia...

setembro 17, 2010

TESOURO/BNDES/CONTAS PÚBLICAS - CONTAB.CRIATIVA-ESCAMOTEAMENTO...

(...)
Conquanto os financiamentos do BNDES, bem como os dos demais bancos públicos, tenham sido fundamentais para a manutenção do crédito no auge da crise, é pouco razoável supor que os empréstimos subsidiados do BNDES tenham sido condição "sine qua non" para a realização de todos os investimentos financiados pelo BNDES depois do fim da crise.


Qualquer empresário que tenha acesso aos recursos do BNDES prefere tomá-los por serem mais baratos.

Daí a não realizar o investimento se não conseguir os recursos subsidiados há uma grande distância.

É importante, para a qualidade do debate, que haja um maior esforço por parte do governo em mensurar adequadamente o papel do BNDES no investimento do país.

Também segundo relatos da imprensa, durante a apresentação, o ministro da Fazenda assegurou que seriam buscados mecanismos alternativos aos empréstimos do Tesouro ao BNDES.

Esta semana, contudo, descobriu-se que o BNDES teria solicitado ao Tesouro mais R$ 60 bilhões para o ano que vem (OESP, 12/9/2010), quando, ao que se saiba, o país não estará exatamente em crise.

É verdade que o sistema financeiro privado ainda não provê adequadamente recursos de longo prazo para o investimento produtivo e que o BNDES seguirá cumprindo importante papel.

Mas, para que o país possa atingir o crescimento sustentado, é necessário que o sistema financeiro privado aumente sua participação, não que ela diminua.

É equivocada a visão de que o BNDES deva continuar expandindo fortemente seus empréstimos.

É igualmente importante constatar que, caso o Tesouro continue a repassar ao BNDES centenas de bilhões de reais em empréstimos subsidiados, estará contribuindo para elevar em muito o risco fiscal.

Especialmente quando se sabe que o Tesouro está engajado em perigosa contabilidade criativa para escamotear o rombo fiscal que vem sendo gerado.

Por exemplo, o BNDES apura seus lucros com base nos empréstimos subsidiados e transfere dividendos ao Tesouro, melhorando o superávit primário.

Com os empréstimos subsidiados, o BNDES já comprou receitas futuras da Eletrobrás, também aumentando o superávit primário.

Semana passada, foi divulgado que o investimento do BNDES na capitalização da Petrobras será contabilizado como receita extra da União, também ajudando a cumprir a meta fiscal deste ano.

Onde tal sequência de atentados às nossas contas públicas vai parar?

Não bastou o exemplo da Grécia como lição de quão imprudente é o caminho da contabilidade criativa?

Ainda que a dívida líquida apresente tendência de queda, o risco fiscal está aumentando significativamente.

O que ora se faz para encobrir o não cumprimento da meta de superávit primário não difere essencialmente do que se fez, em 1973, durante a ditadura, para esconder o aumento da inflação.

Repito que, ao contrário do que está sendo feito, é preciso que os repasses do Tesouro Nacional ao BNDES, bem como os subsídios e riscos implícitos nos mesmos, fiquem bem explicitados e entrem de forma inequívoca no orçamento da União para que a sociedade civil possa avaliar programas desse tipo, exercendo pressões legítimas sobre o Executivo e o Legislativo.

Esse é o arranjo correto em uma sociedade democrática.

Márcio G. P. Garcia Valor Econômico
Contabilidade criativa e risco fiscal

FASCÍSMO SINDICAL POPULISTA -O PRÍNCIPE MODERNO - NAS VEREDAS DO VEREZA.

Erenice Guerra, nada fez de anormal.

Nada que "O Grande Timoneiro" não passe a mão pela cabeça e minimize, classificando todo esse banditísmo, como "coisa de aloprados...".

É interessante lembrar, que Erenice foi indicada para o cargo por Dilma Roussef, que, agora, concorda com o afastamento da amiga, (sic) "...para que as investigações sejam insuspeitas."

A antropofagía petista, para sobreviver, não hesita em "queimar seus quadros", pela preservação da "causa."

É comportamento de quadrilha mesmo.
Utilízam a máquina publíca, cobram propinas, tudo por um totalitário projeto de poder.

José Dirceu, o retorno!

O chefe do mensalão dá uma palestra, sem saber da presença de jornalísta, que gravou o que Dilma já ratificara, "assinando sem saber...",o programa de governo do PT, que, entre outras aberrações, propõe a censura aos meios de comunicação.
Ditadura sindicalísta a vista
!

Fidel Castro, abre a economia cubana para o "capitalísmo predatório...",depois de 50 anos de um regime de exceção!

Enquanto isso, os primatas petistas, pretendem implantar no Brasil, um sistema históricamente falido e superado. Estatizar os meios de produção...


Controle dos meios de comunicação...
Desapropriações, "julgadas" por um conselho popular...
Nós somos a Venezuela amanhã...

Antonio Gramsci, o ideólogo do partido, comunista italiano que uniu as idéias de Marx à Maquiavel, entronizando o estado como o príncipe moderno, é o grande orientador de petístas como Tarso Genro, Dirceu,e o stalinísta mór, Marco Aurélio Garcia!

Assim, com a provável vitória do poste, o Brasil ,retrocederá á condição de republiqueta, submetido, -não duvidem-, a um fascismo-sindical-populísta!

O PRENÚNCIO DA NEFASTA CONTINUIDADE, SE ELA REALMENTE SE CONSUMAR. AINDA HÁ TEMPO PARA EVITAR.

À primeira vista, é um paradoxo.

O mesmo dirigente petista José Dirceu, que batalhou para trazer o PMDB para o governo já no primeiro mandato do presidente Lula e desde o ano passado percorreu o País para construir alianças estaduais que ampliassem a base política da candidata Dilma Rousseff, acaba de colocar na mesa um projeto hegemônico para o PT no eventual governo da sua sucessora na Casa Civil.

Diga quantas vezes queira que a imprensa deturpou as suas declarações, foi exatamente o que fez na sua polêmica palestra da última segunda-feira para uma plateia de petroleiros, em Salvador.

Mas o paradoxo é apenas aparente.

Ao afirmar que a eleição de Dilma será "mais importante" do que a de Lula, Dirceu desenhou um modelo de governo de coalizão em que o seu partido ocuparia um espaço desproporcional ao de seus aliados, incluindo o PMDB que forneceu o vice da chapa de Dilma, deputado Michel Temer.

O PT, argumenta Dirceu, não tem maioria para eleger o presidente, porém, chegando ao Planalto pela terceira vez, tem condições inéditas de conduzir efetivamente o governo, partilhando "o pão", como diria Temer, não o leme do poder.

Isso porque, diferentemente de Lula, "que é duas vezes maior que o PT", mas já não estará lá, Dilma, não sendo "uma liderança que tinha uma grande expressão popular, eleitoral, uma raiz histórica no País", estará fadada a encarnar o projeto político que lhe for servido pelo partido - no qual não tem raízes históricas nem jamais representou uma liderança expressiva.

Falta, naturalmente, combinar com o seu criador.

Em mais de uma oportunidade, Lula deixou claro que pretende ser a partir de 2011 um presidente-sombra, arquivada a idílica lorota de que se dedicaria a ficar assando coelhos no seu sítio.

E Dirceu obviamente não ignora que, a se consumar a vitória de Dilma, terá sido Lula o verdadeiro vencedor.

À parte as ambições pessoais de Dirceu, enquanto espera a sentença da Justiça sobre a acusação de que foi o "chefe da quadrilha" do mensalão, registre-se que o papel que ele tem em mente para os partidos parceiros de Dilma é o mesmo que o seu detrator, o deputado petebista, também cassado, Roberto Jefferson, descreveu já em 2005.

Aos aliados, cargos, verbas e facilidades, mas nenhum assento na mesa das decisões estratégicas. De novo, falta combinar com os russos - a caciquia peemedebista.

Os enxundiosos interesses fisiológicos do partido não excluem que, no pós-Lula, funcione como freio e contrapeso à guinada para a esquerda que o PT procuraria imprimir a um governo Dilma.

Até que ponto essa seja a meta de Dirceu, quando fala em "aprofundar as mudanças, cuidar do partido, dos movimentos sociais, da organização popular", é uma questão em aberto.

O ex-capitão do time de Lula, como este o chamava, é um expert em dosar ideologia, pragmatismo - e negócios, bem entendido.

O certo, de todo modo, é que o PMDB se oporá, como já se opôs no episódio do programa de Dilma, a qualquer iniciativa de "controle social" dos meios de comunicação que Dirceu venha a incentivar, em parte por convicção, em parte para agradar à companheirada com que conta para voltar a ser o número um do partido.

Ele verbera "o abuso do poder de informar" da mídia nacional, um imaginário bloco monolítico, além de aliada por excelência do "poder econômico" - como se o aliado de escolha das elites do capital não fosse, isso sim, o presidente Lula.

O que Dirceu não consegue esconder é o seu ressentimento com a posição do adversário Antonio Palocci na campanha de Dilma.

Ele acusa a imprensa de "pressionar pela constituição do governo", como se fosse ela, e não o presidente Lula, que tivesse planos de poder para o ex-ministro da Fazenda também na eventual gestão de sua sucessora.

A reação do PT à fala de Dirceu foi de puro constrangimento.

Tudo que o partido não precisa é ele dividir o palco com Dilma.

Já basta que a propaganda do tucano José Serra identifique a candidata com o antecessor derrubado pelo mensalão.

"Quem fala pela campanha é o presidente do partido, José Eduardo Dutra", corrigiu o secretário petista de Comunicação, André Vargas.

"Não é o José Dirceu."

- O Estado de S.Paulo

IDEOLOGIA DOMINANTE : A CARTA DE ERENICE ANALISADA POR ARNALDO JABOR. CARACTERÍSTICA DE PESSOA VIL, É PADRÃO DO GOVERNO.