"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

janeiro 16, 2014

BRASIL REAL ! NO brasil maravilha DOS DESAVERGONHADOS : Inflação: o bom, o ruim e o feio

Relatório de banco europeu conclui que a carestia no Brasil é uma dor de cabeça maior do que se imaginava

O retrato do Brasil no exterior não para de piorar. Relatório feito pela equipe de pesquisa em América Latina do BNP Paribas, um dos maiores bancos da Europa, classifica a inflação brasileira como ruim e preocupante, por se manter teimosamente acima da meta oficial. Há quatro anos, a alta de preços no país extrapola, e muito, o índice de 4,5%, estipulado pelo governo como ideal. E para 2014 a expectativa é de, novamente, uma carestia longe desse patamar.

Ao analisar o cenário econômico dos principais países do continente, o documento diz que a inflação no Brasil tem demonstrado ser uma “dor de cabeça” muito pior do que a maioria das pessoas imaginava. Previsões de consenso do mercado e do próprio Banco Central para este ano, lembra o relatório, indicam um aumento constante dos preços. “A carestia permanece teimosamente acima da meta e com uma composição preocupante”, alerta o texto.

Em tom pessimista, o banco europeu lembra que os preços administrados — como tarifas de energia, ônibus e combustíveis — estão sendo segurados artificialmente pelo governo, enquanto a inflação do mercado se firma em “dígitos altos”. Para a instituição, estratégias como essa podem até aliviar o cenário momentaneamente, mas, cedo ou tarde, as pressões voltam como “vingança”.

Parodiando o título de um famoso filme do diretor italiano Sergio Leone (The Good, the Bad and The Ugly), o BNP Paribas dividiu países latino-americanos em três blocos: os de inflação boa, ruim e “feia”. No primeiro grupo, figuram Chile, Colômbia, México e Peru, todos com índices de preços contidos. Do lado “feio”, amargam descontrole da carestia (na casa dos dois dígitos) e políticas ultraintervencionistas Argentina e Venezuela. No meio do caminho, e sozinho, está o Brasil, cujas expectativas de inflação têm aumentado, na contramão dos outros países do continente.

Ao comparar os índices, o documento deixa claro que o país, após um longo período em consonância com a maioria de seus vizinhos, tem se desviado do
bloco, nos últimos anos, permanecendo desde 2010 longe do centro da meta. “A inflação tem ficado mais perto da marca dos 6%, o que, por si só, já a faz ser considerada alta para os padrões internacionais”, comenta o banco. Em 2013, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou em 5,91%.

No ano passado, o Chile cravou a meta da inflação no país: 3%. 
A Colômbia conseguiu um índice de 1,9%, consideravelmente abaixo da meta de 3%. México e Peru — os outros dois países do grupo com inflação boa, segundo o BNP Paribas — superaram a meta, mas com uma discrepância bem inferior à observada no Brasil: 
as taxas ficaram em 4% e 2,9%, contra metas de 3% e 2%, respectivamente.

Filme queimado
Quadro inflacionário no Brasil é um dos piores da América Latina 

Situação boa            Situação ruim            Situação feia

Chile, Colômbia,               Brasil                 Argentina e 
México e Peru                                            Venezuela

Os números
Custo de vida brasileiro supera a meta oficial e apresenta composição preocupante 

Indicadores       Brasil        Chile        Colômbia        México        Peru
Meta                  4,5            3,0             3,0                3,0       2,0
Índice geral         5,9            3,0             1,9                4,0        2,9
Inflação dos     
alimentos             8,5            4,9            0,9                 4,0       2,2
Inflação dos 
combustíveis        6,2            6,6           -1,4               10,2       7,4  


Correio Braziliense

janeiro 15, 2014

ENQUANTO ISSO NO brasil maravilha DOS FARSANTES E EMBUSTEIRA 1,99 DESAVERGONHADA... "0,35 ponto percentual, pergunta-se: se é tão pequena, por que negá-la?" OU : Aposentado paga a conta



Incapaz de manter a taxa básica de juros (Selic) em níveis civilizados por tempo que mereça comemoração, já que o Banco Central vem sendo obrigado pela ameaça da inflação a devolvê-la aos dois dígitos, o governo acaba de fazer mais uma vítima de sua necessidade de repor os prejuízos do dever de casa não cumprido. 

Não faltaram avisos, nos últimos anos, de que a não realização de reformas estruturais nos tempos das vacas gordas cobraria, mais tarde, o preço político do controle mais severo dos gastos públicos, sob pena de o governo passar o vexame de não cumprir as metas de superavit primário, único remédio viável para reduzir a dívida pública e evitar que ela crescesse.

Os tempos de aperto vieram com a crise financeira mundial de 2008, que tornaram tudo mais difícil e, mesmo com os animadores sinais de retomada na maior economia do planeta (a dos Estados Unidos), ninguém de juízo se arrisca a definir a velocidade das melhoras.

Esse cenário já era conhecido no fim de 2012 e aconselhava a adoção de política fiscal mais apertada em 2013, para chegar ao fim do exercício demandando criatividade para fechar as contas e, mais grave, para não pressionar a demanda e, com ela, os preços internos.

O resultado da não obediência a esse caderno primário da política econômica foram os arranhões na credibilidade do país por causa dos arranjos contábeis para fechar o ano fiscal e a retomada dos aumentos da taxa de juros, para impedir que a inflação escapasse para muito longe da meta de 4,5%.

Como não fez o dever de casa do controle do gasto em 2013, o governo terminou o ano e inaugurou 2014 em desabalada carreira para não começar tão mal o ano das eleições. Nessa corrida para produzir dinheiro, o risco de fazer cortes imperfeitos e a vítimas injustificáveis aumenta.

O primeiro a ser atingido foi o turista brasileiro, surpreendido com as malas prontas pelo aumento de R$ 0,38 para R$ 6,38 no imposto sobre os cartões de débito pré-pagos. Agora, a punição de inocentes pela má administração fiscal pegou o mais indefeso e sacrificado dos consumidores: o aposentado ou pensionista que ainda ganha acima de um salário mínimo.

Impossibilitados de fazer greve e sem quem os defenda sem demagogia e sonhos irrealizáveis, esses 9,5 milhões de brasileiros acabam de sofrer mais um golpe do governo. Terão o poder de compra de suas aposentadorias um pouco mais diminuído, já que, em vez da inflação oficial de 2013, de 5,91%, terão reajuste de 5,56%.


Este ano, alguém pode pensar que foi menos ruim do que dar apenas os 4,5% do centro da meta de inflação. Mas esse é o falso alívio da ida e da volta do chicote. Serve apenas para acelerar a chegada do dia em que todas essas pessoas receberão apenas um salário mínimo. Aos que argumentam que a diferença no índice de correção foi de “apenas” 0,35 ponto percentual, pergunta-se: se é tão pequena, por que negá-la?

O certo é que, com a repetição de pequenas mordidas como essa, o governo empobrece e humilha milhões de brasileiros que cometeram o “crime” de trabalhar honestamente no setor privado, ajudando a manter os privilégios de inativos do serviço público federal. Injusta no presente, essa política é cega quanto ao futuro de um país que envelhece rapidamente. 
A questão é que, para o governo, o futuro só virá depois das eleições.

Correio Braziliense 

E NO PAÍS DA "COPA DAS COPAS" DOS DESAVERGONHADOS... Orçamento do Ministério do Turismo cai quase pela metade no ano da Copa


No ano em que o Brasil vai receber turistas de todo o mundo, devido ao Mundial da Fifa, o orçamento do Ministério do Turismo foi reduzido em quase 50%. A dotação autorizada para as ações do órgão passou de R$ 2,7 bilhões em 2013, para R$ 1,5 bilhão este ano, caracterizando retração de quase R$ 1,3 bilhão.

O Ministério do Turismo foi o segundo órgão com maior percentual de queda perante a Esplanada, perdendo apenas para a Pasta de Comunicações. O orçamento aprovado no Congresso Nacional ainda não foi sancionado pela presidente da Dilma Rousseff.

Entre os programas do ministério, o que obteve maior diminuição foi o intitulado “Turismo”, com decaída de R$ 1,3 bilhão em relação ao orçamento de 2013. Em 2014, os valores para o programa totalizaram em R$ 1,3 bilhão e no ano passado chegaram a R$ 2,6 bilhões.

Confira tabela

Dentro do programa, praticamente todas as ações sofreram com a diminuição, sendo que apenas duas permaneceram constantes. É caso da ação “Participação da União na Implantação do Programa de Desenvolvimento do Turismo – Prodetur”, voltada para gestão do turismo por meio de fortalecimento institucional, capacitação, elaboração e implementação de Planos Municipais, e também, quando necessário, financiamento de obras de infraestrutura em áreas de potencial turístico. Essa iniciativa permaneceu com seu orçamento em R$ 147 milhões.

Outra ação que manteve seu orçamento constante em R$ 2 milhões foi a referente a promoção de investimentos privados e financiamento no setor de turismo. Esta iniciativa é responsável pelos estudos, pesquisas e divulgação de informações acerca das oportunidades de investimento e financiamento no setor turístico.

Em contrapartida, a ação de apoio a projetos de infraestrutura turística terá cerca de R$ 1,1 bilhão a menos para serem aplicados. O orçamento da iniciativa passou de R$ 2 bilhões no ano passado, para R$ 887,1 milhões neste exercício. O resultado será a dificuldade para investimento em obras nas áreas turísticas dos municípios brasileiros, em plena época da Copa do Mundo.

A promoção turística do Brasil no exterior também foi bastante afetada. Ao todo R$ 30 milhões foram reduzidos na dotação orçamentária deste ano, tendo em vista que o valor do ano passado para esse fim chegou a R$ 147,4 milhões e esse ano passou para R$ 117,4 milhões.

A assessoria de imprensa do Ministério alega que o orçamento de 2013 foi atípico, devido aos recursos destinados para a preparação turística do Brasil para os megaeventos esportivos. O valor empenhado investido pelo Ministério do Turismo em 2012 foi de R$ 885 milhões, subindo para R$ 1,8 bilhão em 2013. “Como os recursos da ação “Adequação da Infraestrutura Turística Pública para os Grandes Eventos Esportivos” já foram empenhados, a ação foi retirada do orçamento”, explica nota.

O órgão ainda complementa dizendo que as emendas parlamentares também foram responsáveis por essa diferença, passando de R$ 1,9 bilhões em 2013 para R$ 800 milhões em 2014.

Outros programas

Embora o orçamento geral do ministério tenha diminuído em 2014, programas menores do órgão tiveram acréscimos nas dotações. Um dos programas mais incentivados, foi o de gestão e manutenção do próprio Ministério. O orçamento em 2014 é de R$ 134,1 milhões. Esse valor significa um aumento de 7% em relação ao ano passado, em que a dotação inicial foi de R$ 125,9 milhões.

Os recursos destinados ao Ministério do Turismo para a previdência de inativos e pensionistas da União também aumentou, passando de R$ 19,8 milhões em 2013 para R$ 20,2 milhões em 2014.

Expectativa de turistas neste ano 
Segundo pesquisa da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), são esperados 600 mil estrangeiros para a Copa de 2014. Os turistas devem injetar R$ 6,8 bilhões no Brasil. A estimativa foi feita com base no histórico de fluxo de turistas para o país e na procura por ingressos na agência da Fifa.

Porém, a maior parcela das despesas previstas para a Copa de 2014 é de turistas brasileiros. A projeção é que 3 milhões de viajantes nacionais vão gastar R$ 18,3 bilhões, nas 12 cidades-sede do evento.

No ano passado, outra pesquisa da Embratur com turistas estrangeiros que vieram à Copa das Confederações mostrou que apenas 55,6% dos entrevistados consideraram que o país está preparado para o Mundial de 2014. Outros 29% disseram que não está, e 15,4% responderam que não sabiam.

Para o presidente da Embratur, Flávio Dino, a avaliação dos turistas foi impactada pelas manifestações de junho, mês em que ocorreu o evento prévio à Copa. As principais reclamações dos turistas estrangeiros na Copa das Confederações e na JMJ foram em relação ao transporte urbano e aos serviços de internet e telefonia.

Thaís Betat  
Contas Abertas

BRASIL REAL ! A GERENTONA FAJUTA E EMBUSTEIRA 1,99 E SEU brasil maravilha : Contra inflação, consumidor retoma 'compra de mês' em supermercado


Depois de sentir no bolso a escalada da inflação nas compras do supermercado ao longo de 2013, o consumidor começa a adotar estratégias para compensar o aumento dos preços e evitar novas surpresas neste ano.
A terapeuta Maria Elisa Gothardi Soares, 71, tem apostado em compras uma vez por mês para tentar reduzir o impacto das altas em seu orçamento doméstico. "Quando acaba algum item, eu até apelo para o mercadinho do bairro, mas tento agora comprar tudo de uma vez", afirma.
Outra tática da terapeuta é comprar alguns itens em atacadistas, que geralmente cobram mais barato pelo volume de produtos iguais adquiridos pelos clientes. De olho nos preços, ela também varia o cardápio quando percebe que um produto está ficando mais caro. "Se a carne está cara, vou para o peixe ou o frango", diz.

A aposentada Ivanir Sonner, 66, que fazia compras semanais com o marido, também passou a ir apenas uma vez ao mês ao supermercado. "Faço agora compras mais pesadas para economizar", afirma a aposentada, que sentiu principalmente o aumento do preço dos laticínios.

Além disso, Ivanir resolveu substituir algumas marcas por similares mais baratas. "Não me arrependo. Às vezes você está tão acostumada com uma marca que nem percebe que há outras melhores", diz.

Ana Lúcia Pais, 51, é outra que apostou na substituição de alguns produtos.  "Com a inflação, fiquei mais atenta aos preços. Troquei algumas marcas, como a do sal e do óleo de cozinha, e me surpreendi, pois a qualidade era bem próxima à dos produtos mais caros", diz a dona de casa, que vai ao supermercado semanalmente.

"Assim ajusto a lista de compras de acordo com as necessidades de cada semana e evito desperdícios em casa", diz.

MENOS ITENS NO CARRINHO
De setembro para cá, a representante comercial Regina Aparecida Martins Minha, 49, também viu suas compras ficarem mais caras. "Os produtos de limpeza e de higiene pessoal subiram muito em pouco tempo, mais até do que os artigos de primeira necessidade", afirma. Para não se enrolar financeiramente, Regina resolveu reduzir a quantidade de itens comprados.

"Se eu comprava cinco litros de leite para durar uma semana, agora compro quatro. Mas não abro mão de marca de qualidade", afirma a representante comercial, adepta das compras mensais.

Foi a mesma decisão tomada pelo aposentado Tarcísio Dorotheu Silva, 61. "Todo mês eu via um aumento de 5% no total das compras. Então decidi cortar supérfluos e estou comprando apenas coisas básicas. Estamos comprando menos para não inflacionar o orçamento", diz.

Essa tendência é confirmada por Paulo Marcos Gomes dos Santos, responsável pela área administrativa da loja do supermercado Extra em Perdizes. "Eles estão segurando mais o dinheiro, tentando economizar. Estão focando mais nos produtos essenciais", diz.

Pesquisar é outra das armas dos consumidores para enfrentar a alta dos preços. A diarista Elenilda Almeida da Silva, 41, costuma checar o preço em vários supermercados antes de ir às compras.


"Faço uma pesquisa para saber onde os produtos estão mais baratos. No final do mês a diferença compensa", diz.

ORIENTAÇÕES
Para Celso Grisi, coordenador de projetos da FIA, entidade privada ligada à USP, a redução do número de idas ao supermercado é uma das principais estratégias contra a inflação. "Se a pessoa comprava quatro vezes ao mês, deve considerar comprar duas, uma no início e outra no meio do mês. É uma forma de tentar não ser vítima da inflação, pois os preços estão subindo rapidamente", diz.

Mas vale lembrar que essa regra não vale para todos os produtos. "É preciso fazer uma compra consciente. Há produtos com data de validade bem curta. Não adianta ir ao mercado e comprar alface para o mês inteiro. Não vai dar certo", afirma o planejador financeiro Valdir Valdir Carlos Jr.

Para ele, pesquisar é sempre válido, mas o consumidor deve evitar compras muito "pingadas". "Veja os preços nos supermercados, mas, antes de comprar um item em um e outro item em outro, coloque na ponta do lápis gastos com gasolina, ônibus ou táxi. Até porque ir a muitos locais consome um tempo desnecessário", diz.

Além disso, a substituição de produtos mais caros por similares mais em conta também é indicada.

O planejador financeiro também lembra que, embora os atacadistas geralmente ofereçam preços mais competitivos, é preciso ter espaço para estocar os produtos e saber se eles serão consumidos antes de expirar seu prazo de validade.

"O momento de inflação que a gente vive não requer atitudes desesperadas. O risco de uma inflação maior sempre vai existir, mas é pouco provável que vejamos aquele cenário de inflação da década de 1980. Vejo um cenário inflacionário, mas não de superinflação", diz.

Segundo Ricardo Rocha, professor de finanças do Insper, instituto de ensino e pesquisa, é interessante que cada um calcule sua própria inflação para que saiba quais itens podem ser cortados.

Para isso, basta anotar todos os gastos e os da família em uma planilha ou caderno e verificar a variação de preços de cada item ao longo dos meses.

Dessa forma, fica mais fácil reorganizar as finanças por meio de substituições simples de produtos e hábitos que não afetam radicalmente a rotina.

Manter uma reserva de emergência na poupança ganha mais importância em época de escalada de preços. "Não são recursos para comprar algo, mas para administrar o orçamento do ano em caso de surpresas, como um conserto em casa ou um tratamento médico", diz Rocha, do Insper.

DANIELLE BRANT/DE SÃO PAULO 
Folha
Editoria de Arte/Folhapress
 

janeiro 14, 2014

Inadimplência cresce 2,33% em 2013; vendas no varejo também tiveram alta

As vendas a prazo no varejo cresceram, em média, 4,12% em 2013 ante 2012, de acordo com informações divulgada nesta terça-feira, 14, pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Sistema de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). O resultado ficou abaixo da expectativa da CNDL, que era de um crescimento de 4,5% no ano.

Em dezembro, houve crescimento de 28,65% ante novembro. O SPC Brasil considera o número "fraco" para o período porque em dezembro de 2012 as consultas para vendas a prazo haviam crescido 32,28% em relação ao mês anterior. Na comparação com dezembro de 2012, o aumento das vendas no varejo no último mês de 2013 foi de 2,9%. A CNDL aponta que o resultado é reflexo de um resultado modesto do Natal e da alta de juros, que impacta no custo dos financiamentos de bens no comércio.

De acordo com as informações da CNDL e do SPC Brasil, a inadimplência aumentou, em média, 2,33% em 2013 ante 2012. O resultado ficou acima da expectativa da CNDL, que era de um crescimento de 2%, nessa base de comparação.

Em 2012, o crescimento foi de 12,18% em relação a 2011. Em dezembro, houve queda de 4,44% na inadimplência ante o mesmo mês de 2012. Em relação a novembro, o recuo foi de 1,73%.

Projeção. A CNDL projeta para 2014 uma taxa de inadimplência semelhante a de 2013, de 2,33%, mas "com viés de alta". "Pela primeira vez em vários anos a perspectiva é de uma inversão no panorama positivo do mercado de trabalho", justificou a entidade em nota.

A CNDL e o SPC Brasil esperam um crescimento de 4% nas vendas a prazo no varejo em 2014, menor do que os 4,12% de 2013. "É uma expectativa otimista. Estamos inclusive com viés de baixa", afirmou a economista do SPC Brasil, Luiza Rodrigues. Segundo ela, a massa salarial continuará crescendo menos ao longo de 2014 porque o cenário econômico "é ligeiramente adverso para o comércio", devido à inflação alta e às taxas de juros elevadas.

A Copa do Mundo deste ano, que será realizada no Brasil, terá impactos diferentes entre os setores do varejo, de acordo com Luiza. Setores como o de bebida e alimentos serão beneficiados, mas não impactam o indicador de vendas a prazo. Em relação à compra de televisões, há "grande fôlego" para este ano, porém já foi registrado um crescimento.

A CNDL e o SPC Brasil esperam um aumento de 0,25% da taxa Selic e, depois, estabilidade. "Com poucas contratações, taxas de juros elevadas e inflação alta, há desestímulo para o comércio", disse Luiza. Sobre o aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros, a economista do SPC Brasil afirmou que a entidade espera queda nas vendas ao longo de 2014, mas não tem um dado próprio. Para a linha branca, que também teve o IPI recomposto, a expectativa é de estabilidade nas vendas.

Laís Alegretti, da Agência Estado

E no brasil maravilha DOS FARSANTES A "PRESIDENTA" GERENTONA DA RABEIRA SEGUE BATENDO RECORDES DE INCOMPETÊNCIA : Indústria tem em 2013 déficit comercial de US$ 105 bilhões, o maior da história


 
A balança comercial brasileira de produtos industrializados teve no ano passado o maior rombo da história. O déficit dos manufaturados atingiu US$ 105,015 bilhões, resultado de exportações de US$ 93,090 bilhões e importações de US$ 198,105 bilhões, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Em 2012, o déficit de manufaturados foi de US$ 94,162 bilhões.

O déficit do grupo dos produtos industrializados começou a ser registrado em 2007 e aumenta a cada ano desde 2010 (ver quadro). O rombo da indústria mostra que nem mesmo a desvalorização do real em relação ao dólar no ano passado - mais de 15% - e o Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras (Reintegra) foram suficientes para ajudar na competitividade da produção brasileira.

"Há um consenso de perda da competitividade da indústria brasileira. São problemas em grande medida provenientes dos custos adicionais de logística e falta de inovação", diz Ricardo Markwald, diretor-geral da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex). As transações da indústria também perderam espaço por causa dos poucos acordos comerciais firmados pelo governo brasileiro, afirma Markwald.

Os acordos assinados pelo Brasil são com países pequenos, como Palestina, Israel e Egito. Outros países foram mais ativos nessa assinatura de acordos e têm benefícios tarifários em diversos mercados."

Como reflexo do momento ruim da indústria, os produtos manufaturados perderam representação na pauta de exportação do Brasil. A participação desse grupo de produtos cai desde 2005. Em 2008, ano anterior à crise global, os manufaturados representavam 46,8% do total exportado pelo Brasil para o resto do mundo, mas em 2013 responderam por 38,4% das vendas totais.
"A presença dos manufaturados na pauta de exportação do Brasil é muito baixa para um país que tem um parque industrial como o nosso", diz José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). Prejudicados. O rombo da balança comercial da indústria pode ser exemplificado pelo péssimo desempenho dos setores químico e eletroeletrônico.

Os números da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) mostram que o déficit no setor não para de crescer - no ano passado, foi de US$ 32,2 bilhões, acima dos US$ 28,6 bilhões de 2012. Em 1991, era apenas de US$ 1,5 bilhão. "O déficit aumentou porque não existem investimentos. Se me perguntar sobre 2014, a resposta é que o déficit vai crescer outra vez", diz Fernando Figueiredo, presidente executivo da Abiquim.
A fraca demanda pelos produtos brasileiros fez com que a capacidade utilizada da indústria química ficasse em 82% no ano passado - o ideal é que esteja próximo de 90%.

O déficit em eletroeletrônicos também avançou entre 2012 e 2013 - passou de US$ 32,5 bilhões para US$ 36 bilhões. "Esse número vem crescendo de maneira expressiva ao longo dos anos", afirma Humberto Barbato, presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). O grande entrave desse setor é que as importações acabaram superando as exportações porque é preciso comprar componentes de fora do País para abastecer a indústria local.

O setor eletroeletrônico ainda foi afetado pela queda nas exportações de produtos de telecomunicação, sobretudo de aparelhos celulares. Em 2013, o recuo em relação a 2012 foi de 20%, para US$ 457 milhões. "É uma queda assustadora. Os países que eram os principais mercados brasileiros, como Argentina e Venezuela, colocaram barreiras contra as importações brasileiras", diz Barbato.

O Brasil foi um grande exportador de celulares.
As fábricas foram instaladas no País para abastecer o mercado latino-americano.


Renata Veríssimo e Luiz Guilherme Gerbelli - 
O Estado de S.Paulo

janeiro 13, 2014

Balança comercial registra déficit de US$ 574 milhões no início do ano

A balança comercial brasileira abriu o ano com déficit (exportações menores que importações) de US$ 574 milhões. O valor refere-se ao período de 1° a 12 de janeiro, e resulta de US$ 5,069 bilhões em exportações e US$ 5,643 bilhões em importações. Os dados foram divulgados hoje (13) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

A média diária das exportações, que corresponde ao volume financeiro vendido por dia útil, caiu 0,2% na comparação com janeiro de 2013 e 27,1% na comparação com dezembro. Ante janeiro do ano passado, caíram as vendas de industrializados (7,5%), mas cresceram as de produtos básicos (3,3%) e semimanufaturados (4,9%). Já na comparação com o último mês, houve recuo nas exportações das três categorias de produtos.
Do lado das importações, houve recuo de 11,4% em relação a janeiro de 2013, com destaque para combustíveis e lubrificantes, com queda de 71,7%; leite e derivados, baixa de 38%; e aeronaves e peças, redução de 23,8%. Ante dezembro, houve queda de 6,9% das compras do Brasil no exterior, puxada por combustíveis e lubrificantes (65,6%), aeronaves e peças (36,1%) e adubos e fertilizantes (21,7%).
 
Mariana Branco
Repórter da Agência Brasil

"COISAS" DO CACHACEIRO PARLAPATÃO NO brasil PETRALHA : Casa Civil na mira do MPF. Rosemary foi protegida?

 
O Ministério Público Federal (MPF) investiga a Casa Civil por suposta manipulação do processo que apurou o envolvimento de Rosemary Noronha, ex-chefe de gabinete da Presidência em São Paulo, indicada ao cargo pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em esquema de corrupção e tráfico de influência. A Procuradoria da República no Distrito Federal (PR-DF) também quer saber se a Secretaria-Geral da Presidência, comandada pelo ministro Gilberto Carvalho, fiel escudeiro de Lula, foi omissa em relação ao caso para blindar a petista.

  
Braço-direito de Lula durante os seus dois governos (2003-2010), Rose caiu em desgraça após a Polícia Federal apontar a participação dela em suposto esquema de venda de pareceres técnicos do governo a empresas privadas. Ela teria se aproveitado da relação íntima com o ex-presidente para indicar dois integrantes do grupo investigado, os irmãos Paulo e Rubens Vieira, a cargos de chefia em agências reguladoras. Conforme o inquérito da Operação Porto Seguro e denúncia do Ministério Público, que a acusam de falsidade ideológica, tráfico de influência, corrupção passiva e formação de quadrilha, a ex-chefe de gabinete recebia vantagens para facilitar pleitos da quadrilha.
  
O inquérito sobre as investigações do governo federal a respeito de Rose foi aberto em 18 de dezembro e tem prazo de um ano, prorrogável por mais outro, para ser concluído. A PR-DF dá início à apuração com denúncia — cuja autoria é mantida em sigilo pelo órgão — de que a Secretaria de Controle Interno da Presidência da República (Ciset), embora tenha a função de apurar administrativamente os ilícitos cometidos por funcionários da Presidência, não teria se movido em relação ao caso Rosemary. 

A Ciset é vinculada à Secretaria-Geral da Presidência. As acusações que chegaram à Procuradoria sugerem ainda que a apuração da Casa Civil não teria sido “revisada” pela Ciset. Durante as apurações, teria havido um desgaste entre os dois órgãos do governo. Funcionários da Ciset teriam aberto uma investigação “paralela” à da Casa Civil, que não gostou da interferência. O desentendimento teria sido a causa da demissão do então secretário de Controle Interno, Jerri Coelho, e do então coordenador-geral de Correição do órgão, Torbi Abich Rech, em setembro passado.


Os dois, que não foram localizados pela reportagem, teriam insistido que não era atribuição da Casa Civil investigar o caso Rosemary. O papel seria da Ciset, que tem função de órgão seccional de correição, com área de atuação relacionada aos departamentos integrantes da Presidência da República.


A Casa Civil instaurou sindicância para apurar a conduta de Rose em novembro do ano passado. O relatório listou irregularidades administrativas cometidas pela ex-funcionária e pediu à Controladoria-Geral da União (CGU) a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD). A CGU concluiu pela demissão de Rose e ainda a proibiu de ocupar novos cargos no governo federal.


“As conclusões da CGU levaram em conta, segundo parecer jurídico da controladoria, que a ‘culpabilidade, considerada como índice de reprovação social da conduta, é elevada, tendo em vista que a sociedade brasileira tolera cada vez menos a atuação improba de servidores públicos’”, registra a decisão do órgão.


Em meio às investigações sobre o caso, o Ministério Público e a Casa Civil entraram em conflito. A pasta diretamente ligada ao Palácio do Planalto negou à Procuraria da República em São Paulo acesso às informações sobre o processo de sindicância feito pelo órgão. Para o MP, as informações auxiliariam nas apurações do caso e a recusa foi um obstáculo ao pleno conhecimento dos ilícitos praticados pela ex-funcionária.


A Casa Civil alegou que “o chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República não tem competência para prestar a informação requisitada”. Em nota, a pasta disse que o MPF “descumpriu a própria Lei Complementar do Ministério Público, que estabelece que requerimentos de informações desta natureza sejam previamente submetidos ao procurador-geral da República, procedimento que não foi obedecido neste caso”.


AMANDA ALMEIDA Correio Braziliense 

QUEM NÃO TE CONHECE QUE TE COMPRE ! NO brasil maravilha DOS FARSANTES E GERENTONA DE NADA E COISA NENHUMA : Desastre e fiasco na inflação

O governo descumpriu mais uma promessa e fracassou mais uma vez no esforço de maquiar os índices de inflação. Os preços ao consumidor subiram 5,91% em 2013, mais que no ano anterior, quando a alta havia chegado a 5,84%. A presidente Dilma Rousseff e sua equipe haviam prometido um resultado melhor que o de 2012 e tentaram manter essa retórica até o fim do ano. Mas isso foi apenas parte do fiasco. As autoridades, em vez de atacar as pressões
inflacionárias, tentaram administrar estatísticas.


Controlaram politicamente os preços dos combustíveis, as tarifas de transporte público e as contas de eletricidade, além de encenarem uma desoneração da cesta básica. Também a redução de impostos sobre vários bens duráveis pouco serviu para tornar muito melhor o resultado geral. Todos os truques falharam como freios do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Podem ter impedido um número bem mais feio, mas não evitaram um resultado oficial pior que o do ano anterior e, portanto, mais longe de 4,5%, meta já muito alta
pelos padrões internacionais.


Nada garante um cenário muito melhor em 2014. 

Os primeiros indicadores do ano já trouxeram más notícias. O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) havia fechado dezembro com alta de 0,69%. Nas quatro semanas até 7 de janeiro a variação chegou a 0,73%. Essa pesquisa é renovada semanalmente pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e cobre sempre um período equivalente a um mês. Em São Paulo, a primeira prévia do IPC da Fipe também indicou a aceleração dos aumentos.

Na primeira quadrissemana houve alta de 0,74%, maior que a constatada na última apuração de dezembro (0,65%) e bem mais ampla que a observada na primeira medição do mês passado (0,45%).

As expectativas do mercado também são ruins. 

Na primeira pesquisa Focus do ano, realizada pelo Banco Central (BC) em 3 de janeiro, a mediana das previsões para a alta do IPCA em 2014 chegou a 5,97%. Mas o pessoal consultado na pesquisa havia subestimado o número final de 2013 e ainda apostava em 5,74% - um resultado lamentável, mas pouco melhor que o de 2012. Economistas de instituições financeiras e de consultorias são acusados, muitas vezes, de formular projeções pessimistas para pressionar as autoridades a manter os juros altos. Mas suas estimativas têm sido desmentidas, em alguns casos, por números piores que os previstos. 

Na prática, um aumento do IPCA pouco maior ou pouco menor que o do ano anterior faz pouca diferença, O significado do desvio, neste caso. é principalmente simbólico, político e até moral e nisso consiste sua maior importância. Escancara mais uma vez a baixa qualidade de uma política econômica marcada pela incompetência, pelos erros de diagnóstico e, para dizer o mínimo, pelo empenho em maquiar os sinais e deixar os problemas intactos.
Autoridades tentaram durante algum tempo atribuir as pressões inflacionárias principalmente a fatores externos. O grande problema seria o aumento das cotações internacionais das commodities. Mas em 2013, os produtos agropecuários ficaram 1,76% mais baratos no atacado, segundo a FGV, e o custo da alimentação continuou subindo no varejo.

Continuou subindo porque havia no País um ambiente inflacionário: 
crédito fácil na maior parte do ano, emprego elevado (e pouco produtivo), salários em alta e gastança pública desatada - e dificilmente refreável, agora, em ano de eleição.

O índice de serviços do IPCA subiu 8,74% em 2012 e 8,75% em 2013, bem mais que a média dos preços nos dois anos (5,84% e 5,91%). Há uma evidente pressão da demanda, complementada, do lado oposto, por fortes pressões de custo. O exemplo mais visível é a sequência de aumentos salariais bem acima dos ganhos de produtividade. Dirigentes do BC, apesar da conversa sobre inflação importada, apontaram mais de uma vez esses problemas.


Mas têm sua fatia de culpa:
assumiram o risco de alinhar sua política às preferências da presidente Dilma. Erraram e só voltaram a elevar os juros quando sua imagem estava manchada. Mas o maior prejuízo foi mesmo para o País..

Notas e Informação
Estadão

janeiro 12, 2014

2014 0 AN0 DA "DESCAMUFLAGEM" DA TAL GERENTONA DE NADA E COISA NENHUMA DO CACHACEIRO PARLAPATÃO : IPCA pode superar teto nas eleições


As projeções mensais para o Índice Nacional de Preços ao Amplo (IPCA) ao longo de 2014, que constam da última pesquisa Focus, feita pelo Banco Central com analistas de mercado, indicam que a inflação vai continuar em alta e voltará a beirar o teto da margem de tolerância (6,5%) no segundo semestre.

No auge da disputa eleitoral, portanto, é possível que a economia viva momento semelhante ao de junho do ano passado, quando manifestações tomaram as ruas do País em meio ao reajuste das tarifas de transporte, mas com a inflação em 6,7% corroendo o poder de compra da população.

Se essas projeções se confirmarem, o pico do IPCA se daria em setembro, próximo de 6,4%. Vale ponderar, no entanto, que essas análises devem ser revisadas já na segunda-feira, dada a surpresa com o
dado de dezembro, que veio acima do teto das estimativas coletadas pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado (entre 5,73% e 5,88%). Há possibilidade, portanto, de que a alta de preços volte até a superar o limite da banda de flutuação bem no meio das eleições - mesmo descartando novos choques de preços, como uma eventual quebra de safra pelo frio nos EUA.

Juros. O mercado até ensaiou uma alta mais forte da taxa de juros no mercado futuro nesta sexta-feira, após a surpresa da inflação de dezembro, com a maior variação mensal em dez anos. Mas a pressão durou pouco. Mais precisamente até que o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, soltasse seu tradicional comentário sobre a alta dos preços no ano, com um tom mais "dovish" (suave), segundo a reação imediata de desaceleração nas taxas futuras.
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Para Tombini, a inflação ao consumidor mostrou resistência apenas "ligeiramente acima daquela que se antecipava". Além disso, o Banco Central continua colocando o câmbio e os choques de preços (gasolina pressionando o setor de transportes) como os principais responsáveis pela persistência do indicador - apesar de ter incluído o mercado de trabalho. "Essa resistência da inflação, em grande medida, se deveu à depreciação cambial ocorrida nos últimos semestres, a custos originados no mercado de trabalho, além de recentes pressões no setor de transportes."

Como o presidente do BC disse em diversas oportunidades, a expectativa era que o IPCA ficasse abaixo do nível do ano anterior (5,84%). O mercado enxergava isso como uma espécie de meta informal, uma vez que o compromisso oficial, de 4,5%, estava fora de alcance. O resultado, no entanto, de 5,91%, frustrou essa projeção e trouxe como agravantes uma piora dos núcleos inflacionários e da dispersão da alta dos preços.

 
Avaliação. 
A economista Alessandra Ribeiro, sócia da Tendências Consultoria Integrada, classificou o IPCA em 2013, de 5,91%, como "desastroso", levando em conta as desonerações feitas pelo governo para controlar a alta de tarifas como da energia elétrica. "Não tem nada para comemorar. É muito ruim, em um ano no qual o governo fez de tudo e tomou medidas que custaram caro."

Segundo Alessandra, esse cenário reforça a expectativa de inflação alta no ano que se inicia, na casa dos 6%, com risco de estouro do teto de 6,5% da meta. "Nessa previsão de 6% existe pouco espaço para a acomodação de choques. Se o ano tiver qualquer choque de câmbio ou de alimentos, há risco de a inflação ficar muito próxima do teto ou passar do teto."

Para o estrategista-chefe do Banco Mizuho do Brasil, Luciano Rostagno, o governo está sem margem de manobra para segurar os preços administrados e a recomposição deles em 2014 se torna um grande desafio no controle da inflação.

Segundo ele, a questão dos preços controlados deixa o cenário igualmente desafiador para o BC. "O governo terá de proporcionar o reajuste dos administrados porque seu espaço fiscal está muito apertado."

Rostagno prevê ainda uma alta da Selic na semana que vem. "Essa alta do IPCA em 2013 acima da inflação de 2012 aumenta a chance de elevação de 0,50 ponto porcentual do juro", completou.


Fernando Travaglini - O Estado de S. Paulo 
/ COLABORARAM GABRIELA LARA E RENATA PEDINI