"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

novembro 07, 2013

ENQUANTO ISSO NO brasil maravilha DA EMBUSTEIRA 1,99 : SOB CONTROLE ! Inflação oficial acelera para alta de 0,57%. O tomate voltou a liderar alta entre alimentos, avançando 18,65% em outubro, diz IBGE



A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,57% em outubro, ficando 0,22 ponto percentual acima da taxa verificada em setembro, de 0,35%. No ano, o IPCA acumula alta de 4,38% e em 12 meses, de 5,84%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A alta em outubro, de 0,57%, é a maior desde fevereiro de 2013, quando a taxa havia ficado em 0,60%. Desde fevereiro, a inflação vinha se mantendo abaixo do patamar de 0,60%, chegando próxima a zero em julho. O resultado veio dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que esperavam uma taxa entre 0,53% e 0,64%, e abaixo da mediana, de 0,60%

Em outubro, o tomate voltou a liderar a alta da inflação, com o aumento de 18,65% nos preços. No Rio de Janeiro, o tomate subiu 52,69%. Entre os principais impactos individuais no IPCA, porém, aparece no topo do ranking o item carnes, que deteve 0,08 ponto percentual do indicador.

O grupo de alimentação e bebidas foi responsável pelo maior impacto no IPCA de outubro. A alta dessa classe foi de 1,03%, ante 0,14% no mês de setembro. Com isso, a contribuição ficou em 0,25 ponto porcentual dos 0,57% de alta do IPCA. O avanço do grupo Vestuários foi maior (1,13%), mas o impacto final no IPCA foi de 0,07 ponto porcentual.


Entre os grupos, o segundo maior impacto veio da Habitação, com 0,08 ponto porcentual, apesar da desaceleração na passagem do mês, para 0,56% (ante 0,62%). Também aceleraram em outubro os preços de artigos de residência (de 0,65% em setembro para 0,81% em outubro), despesas pessoais (de 0,20% para 0,43%) e comunicação (-0,04% para 0,08%). Na contramão, tiveram recuo na taxa os grupos transportes (0,44% para 0,17%), saúde e cuidados pessoais (0,46% para 0,39%) e educação (0,12% para 0,09%).

Preços livres
A consultoria Rosenberg & Associados faz a divisão do IPCA entre os preços administrados pelo governo e os preços livre. No grupo de itens com preços livres, o ritmo de alta se intensificou e atingiu 0,7%, contra 0,41% em setembro. Foi a maior taxa desde fevereiro deste ano, quando os preços livres haviam subido 1,13%. Quanto aos preços administrados, a Rosenberg informou que houve suave desaceleração, com a taxa passando de 0,16% em setembro para 0,14% no mês passado.

Yolanda Fordelone, do Economia & Negócios
(Com Idiana Tomazelli e Maria Regina Silva , da Agência Estado)


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novembro 06, 2013

"Guvernu-bomba"



Bateu o pânico no governo, diante da constatação da evidente piora das condições econômicas do país, em especial a deterioração das contas públicas, cada vez mais deficitárias. Ministros se esgoelam para tentar provar o improvável: que a situação vai bem. Inútil. Contra fatos não há argumentos.

A mais nova onda de pessimismo foi detonada na semana passada, com a divulgação dos resultados fiscais de setembro. Ato contínuo, os agentes de mercado reagiram elevando os juros futuros e impulsionando a alta do dólar - foram 4% nos últimos dias. Tais preços são os principais termômetros de febres altas na economia.

O déficit de R$ 9 bilhões é o maior para meses de setembro desde que o país começou a aferir com seriedade o desempenho das contas do governo. No ano, o superávit já caiu pela metade na comparação com o mesmo período de 2012, para R$ 45 bilhões. Ninguém crê que, em apenas três meses, o governo consiga poupar os R$ 66 bilhões necessários para cumprir a meta de 2,3% do PIB anunciada em maio.

O superávit acumulado em nove meses - 1,3% do PIB - é o mais baixo dos últimos 15 anos. Mas a situação pode ser ainda pior: expurgado de truques contábeis e receitas extraordinárias para engordar as receitas, o resultado é de magro 0,7% do PIB, segundo cálculos de Alexandre Schwartsman, na Folha de S.Paulo. Há uma evidente incapacidade de poupar e produzir os resultados fiscais necessários para segurar o endividamento público do país.

A gestão Dilma quer fazer crer que os gastos sobem por uma opção preferencial do governo pelo social, conforme sustenta hoje o Valor Econômico. Trata-se de explicação a posteriori, na tentativa de dourar a pílula da expressiva piora nas contas. Na realidade, o governo não faz a menor ideia do que está acontecendo. Há claro descontrole.

As despesas em geral subiram 13,5% no ano, bem acima do previsto, superior à alta das receitas e muito além do pibinho. As desonerações fiscais também estão maiores do que se estimava: há apenas seis meses, dizia-se que a conta ficaria em R$ 70 bilhões, mas já se sabe que está beirando R$ 80 bilhões. A questão é: que resultados produziram, além de benefícios localizados e pontuais?

O que ninguém do governo consegue explicar é por que os investimentos não acontecem. Porque esta tem sido a promessa desde o início da gestão Dilma, e fora reiterada no início do ano como a pedra de toque de 2013. Já estamos em novembro e nada aconteceu. Cadê?

Em termos nominais, os investimentos cresceram somente 2,9% neste ano; se descontada a inflação, diminuíram. Em números: enquanto as chamadas despesas primárias subiram R$ 79 bilhões no ano até agora, os investimentos aumentaram apenas R$ 1,3 bilhão.

Para fazer frente a tão acachapantes constatações de desvirtuamento da política econômica, ministros como Guido Mantega, Gleisi Hoffmann e Ideli Salvatti se esfalfam para, numa ação articulada, dizer que a situação está sob controle. Arno Augustin, secretário do Tesouro, vai mais longe e diz que os críticos estão produzindo um "ataque especulativo" contra a proba gestão Dilma. Só pode ser piada.

O Planalto também gasta energia denunciando uma "pauta-bomba" do Congresso destinada a inflar ainda mais os gastos públicos, mas quem está explodindo as contas é o próprio governo. É a própria gestão da presidente, na sua maneira irresponsável e voluntarista de enfrentar os problemas do país, que dá margem para propostas perdulárias.

"O governo Dilma se comporta como se tivesse sido surpreendido. Nenhum dos figurões de Brasília esperava pela trombada na área fiscal (receitas e despesas públicas), que parece consumada. E reagem como baratas tontas que tivessem levado esguichada de inseticida", sintetiza Celso Ming n'O Estado de S.Paulo.

Estamos assistindo os estertores de uma tentativa fracassada de inventar uma nova fórmula de política econômica no país. A leniência fiscal, o incentivo desmesurado ao consumo e o descompromisso com a inflação produziram uma onda de desconfiança e perda de credibilidade. Foram para o lixo conquistas tão arduamente alcançadas pelo Brasil depois da estabilização da moeda com o Plano Real e da adoção dos preceitos da responsabilidade fiscal. 
Temos um governo-bomba prestes a explodir.

ITV 
Governo-bomba

O TEMPO É O SENHOR DA RAZÃO ! A NADA E COISA NENHUMA FAZENDO "ISTÓRIA" E PROVANDO INCOMPETÊNCIA - DEU NO FT : Brasil pode ser primeiro Bric a perder grau de investimento já em 2014.


O Brasil pode ser o primeiro Bric a perder o grau de investimento. A avaliação consta de texto publicado nesta quarta-feira, 6, pelo jornal britânico Financial Times com o título "As chances do Brasil de um downgrade". Ao citar analistas do banco britânico Barclays em São Paulo, a publicação diz que "muito possivelmente" o País pode ser o primeiro entre os quatro grandes emergentes (Bric é o acrônimo para o grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China) a perder o título. Se a economia nacional não crescer rapidamente e a situação fiscal continuar em deterioração, dizem os economistas, o downgrade poderia vir no início de 2014.

O Brasil obteve o grau de investimento em abril de 2008, pela Standard & Poor's (S&P). Em maio de 2008, foi a vez da Fitch Ratings e em setembro de 2009, a Moody's também deu uma nota grau de investimento para o País.

"Os resultados fiscais de setembro vieram muito mais fracos que o esperado. O surpreendente resultado foi impulsionado principalmente por um forte aumento das despesas extraordinárias durante o mês, mas as receitas menores que o esperado também ajudaram a intensificar o déficit", disseram os analistas Bruno Rovai e Marcelo Salomon, citados no texto da coluna "Beyondbrics" publicado na página 30 do jornal. "Continuamos céticos de que essa tendência poderá ser revertida especialmente considerando que as eleições serão realizadas em outubro do próximo ano", completaram os analistas.

Como os demais economistas do mercado, os analistas do Barclays apontaram a queda do superávit primário e o aumento da dívida líquida do setor público como sinais de preocupação. Para Rovai e Salomon, o quadro "pode pavimentar o caminho para o rebaixamento da classificação soberana no início de 2014". "Um rebaixamento de qualquer uma das agências de rating colocaria o Brasil à beira do status de 'junk'", diz o jornal, ao lembrar que a Standard & Poor's e a Moody's pioraram a perspectiva para a nota brasileira nos últimos meses.

"A boa notícia para o Brasil é que ele não é o único Bric que está andando sobre o gelo fino. A Índia também é vista amplamente como uma candidata para o rebaixamento dos ratings", diz a reportagem do FT. 

Fernando Nakagawa, correspondente da Agência Estado

PARA REGISTRO ! AOS "ADORMECIDOS E BONS DE COPO" : = A PÁTRIA SOMOS TODOS NÓS =



Importante : 
RESPOSTA DE UM CORONEL A UMA CARTA ABERTA ÀS FORÇAS ARMADAS BRASILEIRAS.

Realmente quem tem de resolver os efeitos do voto mal dado são os civis ( pois que é certo que a maioria dos militares não votou nesses patifes!). Nem adianta olhar para o nosso lado a pedir ajuda.

O QUE DIZER DIANTE DE FATOS?


Meu Caro ...
Sou CORONEL da RESERVA do EXÉRCITO BRASILEIRO.
No dia 18 DEZ 1965, às 10 hs, em solenidade pública e aberta, com a presença obrigatória do Presidente da República, diante do PAVILHÃO NACIONAL desfraldado, fiz um Juramento de defender a Pátria com a própria vida se preciso fosse.


Ano passado e este ano a Presidente descumpriu a LEI e não foi às Solenidades Militares. Após 31 MAR 64, até disfarçado tive que sair à rua. 
Os CIVIS nos agrediam de todas as formas e usando todos os meios.

OS CIVIS elegeram LULA e reelegeram. 
Não satisfeitos, elegeram a Dilma. 
Tenho absoluta certeza que irão eleger um ou outro em breve. 
Portanto, venho pedir ao brilhante amigo virtual, que não coloque o pedido para que as FORÇAS ARMADAS resolvam o que os CIVIS é que fizeram e irão ter que resolver!!!

Nós existimos para DEFENDER A PÁTRIA e não para resolver as besteiras que os CIVIS fazem e ainda se dão ao desplante de querer que nós façamos algo.

O Brasil está tendo o que pediu e votou livremente para ter. Queriam DIRETAS, achincalharam o atentado do Rio Centro e NADA fizeram com relação ao atentado estúpido do Recife. Lamarca nos traiu e o fuzilamos.

Cortamos nossos males na carne!
Mas os CIVIS ficam em barezinhos da vida tomando cerveja de forma livre e cômoda, defendendo um pústula do Che Guevara, um frustrado frouxo e assassino, ou Fidel, comprando no Paraguai, apoiando Comunismo que faliu e deixou a Rússia e seu Povo na maior baderna mundial e com um estado mafioso impressionante. Os CIVIS, foram fundo na infeliz propaganda do Gerson, um jogador ímpar, "levando vantagem em tudo". Beleza!!!!

O que é feito de Tiradentes, Rui Barbosa, Barão do Rio Branco e tantos outros do passado? Ah! agora é o copista Paulo Coelho, o pústula do Jorge Amado! Os CIVIS deveriam se olhar no espelho e, se não o tem, peçam emprestado, e tomar VERGONHA NA CARA!!! Se fizeram besteira, vão lá e concertem!!!

Por que tem que ser as FORÇAS ARMADAS????

Para começar, vão estudar e ver que não existimos para isto. E mais: cometemos um grande erro em 1964, mais pelo motivo de nossos Generais à época terem ido à II Grande Guerra e terem no sangue a execração pelo que viria.
Mas os tempos mudaram!!!

Acordem!!!
Agora nossos Generais se aprontam para defender a Pátria de um ataque de um poder externo. Não de um câncer pútrido,
cachaceiro,
vagabundo,
safado, 

aliado a ladrões,
 incompetentes e prostitutas ladras de banco.

Isto é responsabilidade do POVO (CIVIS!!!) que devem ser tão ou mais valentes que nós. Nós damos, por opção, nossa vida à Pátria, em qualquer lugar, a qualquer hora, de qualquer forma.


Os CIVIS exigiram que a Academia Militar passasse a 4 ou até 5 anos, por causa das Universidades. Mas na AMAN, nosso regime é integral!!! 24 horas por dia, 7 dias por semana, 30 dias por mês!!!

E no curso de nossa vida, temos que pagar nossos uniformes.
Eu tenho 71 anos e meio de idade. Fiz 19 mudanças na vida militar, sendo 4 em 1 ano!!! Descontam, na fonte, 27% de Imposto de Renda, para pagar certos cartões corporativos que aí existem, verdadeira pornografia!!!
Agora, como se não bastasse o Legislativo e Executivo em disparada roubalheira e insanidade, o Judiciário(!!!!!) entrou no esquema. 


E aonde estão os CIVIS? 
Tomando chopp, água de coco, na praia ou nos estádios vendo futebol e à noite novelas?????!!! Ohhhh, meu!!!!! Nós temos hombridade, dignidade, abnegação. Todos os anos, recebíamos mais de 3 milhões de jovens "mocorongos" e a ferro e fogo, como se nossos filhos fossem, os transformávamos em HOMENS, com TODOS os documentos. Cansei de chorar aos prantos com eles e os familiares, ao fim do ano, quando davam "baixa".


Estou cansado de ouvir as maiores asneiras sobre fronteiras, amazônia e falta de água e oxigênio. Em minha vida, o que mais odiei, foram os BURROS, que são impossíveis de endireitar.

Eu era Ajudante de Ordens de um General de Exército e, quando findou meu tempo na função, poderia escolher o melhor lugar para servir. 
Pedi (e quase fui preso) para ir Comandar o 4º Pelotão de Fronteira, à margem esquerda do Rio Negro, que divide a Colômbia da Venezuela e entra no BRASIL. Era DEUS no Céu e Eu na Terra! Era uma área Militar, com 850 habitantes.

Além de Comandante, era Diretor e Professor do Colégio (do Maternal ao final do 2º Grau). O Padre fugiu na véspera de São Sebastião, sagrado para o lugar. Quem "Teria que conduzir a Missa???..." Sou Espírita Kardecista! Houve um "CULTO". Os Homens falavam o que o Padre deveria falar e as Mulheres o que cabia aos fiéis. Eu fiz o Sermão e li o Evangelho.

Todo mundo estava lá.
Foi a Missa mais linda do lugar.
Ah!!! Não posso ler o Evangelho?
Pois em Brasília eu gostava de ir à Missa da Igreja de São Judas Tadeu na Asa Norte. O Padre Roberto era Gaúcho... Quem lia o Evangelho? ÉHHH!!!

E ao ser interpelado por um CIVIL, o PADRE ROBERTO respondeu:
- A Igreja é minha; o Padre sou eu; e ele é que lê o Evangelho!!!
Um dia perguntei por que? E ele disse:
Você nos leva àqueles tempos com sua voz e eu sou gaúcho grosso!

E a Amazônia tem floresta, água e oxigênio a dar com o pau. NUNCA ACABARÁ!!!! Se for num jato 747 de Brasília a Manaus, passará 4 HORAS vendo SELVA e RIO, a 900 Km/h!!!!! Tem muito CIVIL tomando cerveja ao invés de ESTUDAR e procurar AMAR E CONHECER NOSSA PÁTRIA. É!!! NOSSA!!! Não é quintal para as FORÇAS ARMADAS. Cada macaco no seu galho!!!

A PÁTRIA somos todos nós. E quem fez a besteira, agora, vá concertar. NÓS, NÃO!!! Quiseram até pederasta em quartel!!! Que que é isto???!!! Pederastia é CRIME!!! E se fosse acatável, DEUS teria criado Adão, Eva e Ivo.... E viver na Amazônia só para os FORTES. É maravilhoso, mas não é fácil.

E a riqueza de lá é inimaginável e NOSSA!!! As FORÇAS ARMADAS garantem-lhes isto! Nunca se preocupem. Mas, agora, vocês que são CIVIS (pois esta separação vocês a querem...) providenciem dar fim ao que fizeram. Até mais ver! Minha saudação Militar a todos (Continência),

Sérgio Augusto Pinto De Campos - Cel Inf R/1

Extraído do blog : 

EMBUSTE II ! Custo para explorar pré-sal de Libra pode chegar a US$ 400 bilhões. Valor foi estimado por consultoria internacional e é quatro vezes superior à projeção da ANP



A exploração do prospecto de Libra custará US$ 400 bilhões ao longo dos 35 anos do contrato de partilha, incluindo o bônus de assinatura de R$ 15 bilhões, que deverá ser pago no dia 19, de acordo com o que anunciou nesta terça-feira, 5, a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Por esse cálculo, a Petrobrás, líder do consórcio vencedor do leilão realizado em outubro, teria de arcar com 40% do total ou US$ 160 bilhões. O contrato de partilha será assinado entre 10 e 17 de dezembro.

Os valores foram estimados em estudo da IHS, maior consultoria internacional do setor. Em outro relatório, a consultoria estima em 11,8% a taxa interna de retorno (TIR) do projeto, assegurando 77,5% dos recursos gerados para a União. 


A maior parte dos US$ 400 bilhões é custo operacional (opex), pois o investimento em capital (capex) exigirá cerca de US$ 100 bilhões. Ao longo dos anos, o pico de investimentos em capital seria 2019, para quando está prevista a extração do primeiro óleo de Libra, com cerca de US$ 18 bilhões. O primeiro ano de investimento relevante seria 2016, com cerca de US$ 4 bilhões.

As projeções já incluem o "custo-Brasil", exigências de conteúdo local e inflação relativamente pressionada. Os valores da IHS são bem superiores aos da ANP, que projeta custo total de R$ 200 bilhões (cerca de US$ 100 bilhões). O investimento mínimo fixado pela ANP na fase de exploração é de R$ 610,9 milhões.
Riscos. 
O estudo da IHS foi distribuído a um conjunto de clientes, antes do leilão de Libra, e ressalta que o valor é elevado demais para um projeto sobre o qual as empresas privadas têm pouca influência. "Para uma companhia com ações negociadas em Bolsa é muito difícil justificar um investimento tão grande", diz uma apresentação do estudo, produzida por consultores da IHS baseados no Rio. O relatório expõe os riscos, para investidores, do modelo de partilha da produção e das exigências de conteúdo local.

A partir dos dados levantados pela equipe brasileira, a área de análise macroeconômica da IHS, sediada nos Estados Unidos, elaborou um relatório incluindo diversas variáveis, como preço do petróleo, câmbio, inflação e crescimento. A reportagem teve acesso aos principais dados do relatório.

Segundo o documento, caso o leilão fosse decidido com o lance mínimo, com oferta de 41,65% de óleo lucro para a União - o que de fato ocorreu, com o consórcio formado por Petrobrás, a anglo-holandesa Shell, a francesa Total e as estatais chinesas CNPC e CNOOC -, a TIR do consórcio explorador de Libra seria 11,8%, considerando o preço médio do barril de petróleo a US$ 80,00.

Também nesse quadro, o "government take", ou quanto o governo fica com a renda gerada pela exploração (incluindo a partilha, royalties, impostos etc.), seria de 71,3%. A renda destinada à União ("State take") sobe para 77,5%, pois considera os dividendos da Petrobras. Simulações apontam que seria possível a União obter o mesmo patamar de renda com o modelo de concessão.


Para o consultor John Forman, ex-diretor da ANP, a fase exploratória é mais crítica. "O desafio atual é medir as reservas, ou medir o volume recuperável necessário para justificar os investimentos", diz Forman. Por isso, no momento a incerteza ainda é muito grande. Falta definir números de poços a serem perfurados, quantidade de plataformas, distância entre poços, entre outras variáveis. Conforme uma fonte ouvida pela reportagem, uma das principais incertezas em relação ao investimento necessário, seja em capital, seja na operação, é a produtividade dos poços do pré-sal, ainda pouco conhecida, mas que determinará a quantidade a ser perfurada.

No cenário de US$ 400 bilhões de investimentos, o estudo da IHS considera a perfuração de 144 poços, com a recuperação média de 55 milhões de barris por poço, apontando para reservas totais de 7,5 bilhões de barris. Seriam usadas 13 plataformas flutuantes (FPSOs). Se a produtividade dos poços for inferior, porém, seria preciso perfurar mais, elevando tanto o custo de operação (com mais perfurações) quanto os investimentos em capital (com mais plataformas).
Vinicius Neder - Agência Estado

EMBUSTE ! O JEITO PETRALHA DE "GUVERNÁ" : Governo DA EMBUSTEIRA reduz fiscalização das cidades que recebem dinheiro federal



O governo da presidente Dilma Rousseff reduziu neste ano pré-eleitoral o número de fiscalizações realizadas pela Controladoria-Geral da União em municípios que recebem verbas federais. A CGU, que já chegou a analisar anualmente gastos de 400 cidades por meio do Programa de Fiscalização por Sorteio, só visitou 60 agora em 2013.

Criado em 2003, no primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o programa já avaliou um montante de R$ 19 bilhões de recursos de prefeituras e outros R$ 8,2 bilhões de Estados. Cerca de 20% das contas dos municípios, R$ 3,8 bilhões, apresentaram problemas nos gastos dos recursos federais. É a conta mais aproximada do dinheiro desviado ou mal gasto pelos prefeitos.

Em cada sorteio realizado pelo governo são escolhidas 60 cidades. Só estão incluídos municípios de até 500 mil habitantes.

Em junho, em meio a manifestações de ruas, Dilma foi à TV e prometeu, entre diversos outros compromissos, aumentar o combate à corrupção no País.

Queda. 
O número de prefeituras fiscalizadas se mantém em queda desde 2009. Naquele ano, a CGU fiscalizou 240 prefeituras. No ano seguinte, 180 municípios passaram pela análise do órgão.



Em 2011, já no governo da presidente Dilma Rousseff, a controladoria sorteou 120 prefeituras, mesmo número do ano passado. Este ano, segundo o órgão, não haverá mais fiscalizações no âmbito do programa.

O governo cortou especialmente recursos de passagens e diárias dos auditores. Do orçamento anual de R$ 84 milhões previstos para este ano, à exceção de gasto com pessoal, a CGU sofreu contingenciamento de pelo menos 20%. Também falta dinheiro para compra de equipamentos e material na sede da CGU em Brasília e nas superintendências nos Estados, uma estrutura que emprega 2,5 mil servidores.

"Quando se afrouxa a vigilância das contas, há mais desperdício de dinheiro", diz Claudio Weber Abramo, da organização não governamental Transparência Brasil. Mas ele ressalta que o modelo de sorteio de prefeituras é criticado pelas entidades que acompanham os gastos do governo. Uma das críticas ao sorteio, de acordo com Abramo, é que há um "desvio de atenção" da máquina federal.

Há cinco anos o governo não realiza sorteio de Estados a serem fiscalizados. A CGU ressalta, no caso dos Estados, que o sorteio foi uma experiência que não deu certo - mas defende o sistema nos municípios.

Escritório. 
Diante do novo contexto de cortes, a CGU passou a priorizar as atividades que não implicam viagens de seus auditores e técnicos pelo País.

A pasta tem concentrado esforços em auditorias nas suas dependências em Brasília e nas demais capitais do País.

O contingenciamento e a interrupção de sorteios prejudicaram outras áreas do governo, como o Ministério do Desenvolvimento Social. Nas auditorias nos municípios, os técnicos da CGU investigam, inclusive, os repasses do Bolsa Família.

Casos. 
No único sorteio deste ano, em março, os auditores descobriram que 22 servidores da prefeitura de Piçarra, município paraense de 12 mil habitantes, com renda familiar acima do permitido pela legislação, estavam no cadastro do programa.

Em Itapecerica da Serra, município paulista de 152 mil habitantes, governado pelo PMDB, os auditores constataram, no mês de março, uma série de problemas nas obras de um Banco de Alimentos, para garantir a refeição de estudantes da cidade. O projeto, orçado em R$ 450 mil, não teve acompanhamento de um engenheiro. 

Leonencio Nossa - O Estado de S.Paulo 

novembro 05, 2013

A violência nossa de todo dia


A mais nova fornada de informações sobre a situação da segurança pública brasileira é desalentadora. O Brasil continua sendo um país muito violento, com criminalidade ascendente, participação insatisfatória da União no financiamento do setor e práticas arcaicas de repressão que não contribuem para o combate adequado aos criminosos. Segundo a edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública que será divulgada hoje, 50.108 pessoas foram assassinadas no país em 2012. É a maior marca desde 2008 e representa alta de 7,6% em relação ao registrado um ano antes. O que já estava muito ruim ficou ainda pior, como, aliás, qualquer cidadão é capaz de perceber andando pelas ruas brasileiras.

A taxa de homicídios subiu de 22,5 por 100 mil habitantes em 2011 para 24,3 no ano passado. Vale lembrar que, desde o governo Lula, o governo federal embalava um ambicioso plano para reduzir este patamar à metade, o Pronasci. Mas, como sói acontecer com as promessas petistas, não logrou qualquer resultado positivo.

A omissão federal é, a propósito, uma das evidências reforçadas pelas estatísticas apresentadas no anuário, feito em conjunto pelo Ministério da Justiça e as secretarias de Segurança das 27 unidades da federação. No ano passado, dos R$ 61,1 bilhões investidos em segurança pública no país, somente R$ 7,8 bilhões foram gastos pela União, o que corresponde a 12,7% do total.

Para se ter ideia da subparticipação federal no financiamento das ações de segurança no país, o estado de São Paulo investe praticamente o dobro do que gasta a União (R$ 14,4 bilhões) e o estado de Minas Gerais dispende praticamente o mesmo que o governo federal (R$ 7,5 bilhões).

Infelizmente o anuário traz outros dados lamentáveis. O número de estupros, por exemplo, é assustador e chega a superar o de homicídios dolosos. Foram 50,6 mil e 47,1 mil, respectivamente. A taxa por 100 mil habitantes subiu 18%, para 26. Estima-se que uma das explicações é o aumento das notificações, incentivadas pelas delegacias especializadas no atendimento às mulheres.

O Nordeste continua sendo a região de maior criminalidade no país, de acordo com a mais recente edição do anuário. Alagoas ainda é o estado mais violento, com 61,8 assassinatos por 100 mil habitantes, mesmo com expressiva redução (-14%) em relação a 2011. Em seguida, estão Pará (com 44 por 100 mil), Ceará (42,5), Bahia (40,7) e Sergipe (40).

Além da violência nossa de cada dia, os grandes centros urbanos têm sido palco de manifestações abusivas e ações espasmódicas de vândalos que se somam num caldo de insegurança e intranquilidade. Há, claramente, uma perda do referencial histórico do que vem a ser autoridade contaminando todo o tecido social.

Em resposta, nota-se, na sociedade, um clamor por mais ordem, por mais respeito à lei, sempre garantidos os direitos individuais à livre expressão e à liberdade de manifestação. Os cidadãos de bem querem tranquilidade para trabalhar, criar seus filhos e prosperar na vida. Mas a falta de segurança mina-lhes as perspectivas de um futuro melhor.

O governo federal demorou muito a se envolver diretamente no enfrentamento da criminalidade, atribuição constitucional dos estados. Mas começou a fazê-lo na semana passada, quando percebeu que se avoluma um clamor, ainda silencioso, mas claramente crescente, por maior respeito à lei e à ordem.

Num ambiente de insegurança, a maior ameaçada é sempre a democracia, os direitos individuais, a liberdade de ir e vir. Enfrentar com firmeza a bandidagem deve estar na agenda de qualquer governante que queira construir um Brasil melhor. Se ainda havia dúvidas, o triste retrato revelado pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública é um alerta gritante de que a hora chegou.
ITV

DE(s)CENIO DOS FARSANTES E EMBUSTEIRA 1,99 : "guvernu" cai no "cheque especial". Gastos cada vez mais elevados da máquina estatal fazem o deficit das contas públicas subir 37% na era EMBUSTEIRA.


Sem conseguir aumentar a arrecadação e diante de gastos cada vez maiores da máquina estatal, o governo passou a recorrer como nunca a uma espécie de cheque especial. A conta pode ser medida pela piora da situação fiscal do país. Durante os dois mandatos de Lula, o deficit nominal (receitas menos despesas) médio foi de R$ 80,4 bilhões, no acumulado em 12 meses. Já sob o comando de Dilma Rousseff, essa conta engordou em 37,1%, saltando para R$ 110,3 bilhões.

A situação vem piorando a cada nova divulgação feita pelo governo. Em setembro, chegou ao pior patamar da história. Naquele mês, de acordo com dados do Banco Central (BC), o deficit nominal alcançou incríveis R$ 155,4 bilhões. Como essa despesa é paga por toda a sociedade, é possível dizer que os gastos do governo “roubaram” o equivalente 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB) no período.

A conta é paga por toda a sociedade na forma de gastos cada vez maiores com juros da dívida pública. Em dezembro 2010, no acumulado em 12 meses, a despesa financeira do setor público era de R$ 195,3 bilhões, o que correspondia a 5,18% do PIB. Em setembro passado, o gasto chegou a R$ 229,6 bilhões. Como as riquezas do país aumentaram desde então, a proporção dos juros sobre o PIB diminuiu para 4,91%.

A fatura cresce à medida que os resultados da política fiscal se distanciam das metas. Neste ano, a promessa é economizar o equivalente a 2,3% do PIB para pagar os juros da dívida — o chamado superavit primado. No entanto, até setembro, o resultado ficou em 1,58%, o que leva o mercado financeiro a duvidar da capacidade da equipe econômica de cumprir o previsto em lei. “O dado foi tenebroso. Tornou-se impossível atingir a meta”, disse o economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito.

Pressão
O governo atribui o mau resultado de setembro a um “ponto fora da curva”. Para uma fonte da equipe econômica, o deficit primário de R$ 9 bilhões, o pior resultado já registrado para o mês, não mostra uma “tendência de piora” das contas públicas e, nos próximos meses, haverá uma melhora considerável na política fiscal. Para esse interlocutor, o mercado faz análises “catastrofistas”.

Segundo analistas, os gastos do governo, que crescem sistematicamente acima das receitas desde junho de 2012, estão provocando inflação e, para reduzir a pressão sobre os preços, o BC terá de aumentar ainda mais os juros básicos da economia, hoje em 9,5% ao ano. “Acredito que a Selic vai subir para 10% no fim do mês, e deverá continuar subindo até fevereiro, até chegar a 11% ao ano”, projetou Perfeito.

Luciano Rostagno, estrategista-chefe para o Brasil do Banco japonês Mizuho, disse que o BC não precisaria pesar tanto a mão sobre os juros se o governo fizesse a sua parte e reduzisse os gastos públicos. “A política fiscal atua na contramão da política monetária. Enquanto o BC sobe juros, o governo gasta mais. Nessa situação, o mercado aproveita para cobrar prêmios maiores do Tesouro porque sabe que a inflação já voltou a subir”, disse. A projeção dos analistas ouvidos pelo BC na pesquisa Focus é de que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumule alta de 5,85%em 2013. Até semana passada, a estimativa era de 5,83%.

Preocupado, o governo se empenha em evitar que o Congresso aprove medidas com impacto no orçamento. Ontem, todos os líderes na Câmara almoçaram com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. À noite, em reunião com líderes da base aliada, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, fez um apelo para que fosse mantida a responsabilidade fiscal. Ela frisou que não há condições de ampliar a despesa sem receita. “Isso serve para as pessoas, para as famílias e, mais do nunca, serve para os governos”, resumiu a ministra.

DECO BANCILLON Correio Braziliense 
Governo cai no "cheque especial"

O gigante continua adormecido


O gigante voltou a adormecer.
Seis meses depois das manifestações de junho, o Brasil continua o mesmo. Nada mudou. É o Brasil brasileiro de sempre. Mais uma vez, os fatores de permanência foram muito mais sólidos do que os frágeis fatores de mudança.
As instituições democráticas estavam — e continuaram — desmoralizadas.

Basta observar as instâncias superiores dos Três Poderes.
O Supremo Tribunal Federal chegou ao cúmulo de abrir caminho para a revisão das sentenças dos mensaleiros. Mais uma vez — e raramente na sua história esteve na linha de frente da defesa do Estado Democrático de Direito — cedeu às pressões dos interesses políticos.

O ministro Luís Roberto Barroso — o "novato" — descobriu, depois de três meses no STF, que o volume de trabalho é irracional. Defendeu na entrevista ao GLOBO que o Supremo legisle onde o Congresso foi omisso.

E que o candidato registre em cartório o seu programa, o que serviria, presumo, para cobranças por parte de seus eleitores.
Convenhamos, são três conclusões fantásticas.
Mas o pior estava por vir:
disse que o país não aguentava mais o processo do mensalão.
E o que ele fez?

Ao invés de negar a procrastinação da ação penal 470, defendeu enfaticamente a revisão da condenação dos quadrilheiros; e elogiou um dos sentenciados publicamente, em plena sessão, caso único na história daquela Corte.

O Congresso Nacional continua o mesmo.
São os "white blocs."
Destroem as esperanças populares, mostram os rostos — sempre alegres — e
o sorriso de escárnio. Odeiam a participação popular.
Consideram o espaço da política como propriedade privada, deles.
E permanecem fazendo seus negócios....

Os parlamentares, fingindo atentar à pressão das ruas, aprovaram alguns projetos moralizadores, sob a liderança de Renan Calheiros, o glutão do Planalto Central — o que dizer de alguém que adquire, com dinheiro público, duas toneladas de carne? Não deu em nada. Alguém lembra de algum?

E os partidos políticos?
Nos insuportáveis programas obrigatórios apresentaram as reivindicações de junho como se fossem deles. Mas — como atores canastrões que são — fracassaram. Era pura encenação. A poeira baixou e voltaram ao tradicional ramerrão. Basta citar o troca-troca partidário no fim de setembro e a aprovação pelo TSE de mais dois novos partidos — agora, no total, são 32. Rapidamente esqueceram o clamor das ruas e voltaram, no maior descaramento, ao "é dando que se recebe."

E o Executivo federal?
A presidente representa muito bem o tempo em que vivemos.
Seu triênio governamental foi marcado pelo menor crescimento médio do PIB — só perdendo para as presidências Floriano Peixoto (em meio a uma longa guerra civil) e Fernando Collor. A incompetência administrativa é uma marca indelével da sua gestão e de seus ministros. Sem esquecer, claro, as gravíssimas acusações de corrupção que pesaram sobre vários ministros, sem que nenhuma delas tenha sido apurada.

Tentando ser simpática às ruas, fez dois pronunciamentos em rede nacional. Alguém lembra das propostas? Vestiu vários figurinos, ora de faxineira, ora de executiva, ora de chefe exigente. Enganou quem queria ser enganado. Não existe sequer uma grande realização do governo. Nada, absolutamente nada.

As manifestações acabaram empurrando novamente Luiz Inácio Lula da Silva para o primeiro plano da cena política. Esperto como é, viu a possibilidade de desgaste político da presidente, que colocaria em risco o projeto do PT de se perpetuar no poder. Assumiu o protagonismo sem nenhum pudor. Deitou falação sobre tudo. Deu ordens à presidente de como gerir o governo e as alianças eleitorais. Foi obedecido. E como um pai severo ameaçou:

"Se me encherem o saco, em 2018 estou de volta."
Seis meses depois, estamos no mesmo lugar.
A política continuou tão medíocre como era em junho.
A pobreza ideológica é a mesma. Os partidos nada representam.
Não passam de uma amontoado de siglas — algumas absolutamente incompreensíveis.

Política persiste como sinônimo de espetáculo.
É só no "florão da América" que um tosco marqueteiro é considerado gênio político — e, pior, levado a sério.

A elite dirigente mantém-se como o malandro do outro Barroso, o Ary:
"Leva a vida numa flauta/
Faz questão do seu sossego/
O dinheiro não lhe falta/
E não quer saber de emprego/
Vive contente sem passar necessidade/
Tem a nota em quantidade/
Dando golpe inteligente"


Estão sempre à procura de um "golpe inteligente." 
Mas a farsa deu o que tinha de dar. 
O que existe de novo? 
Qual prefeito, por exemplo, se destacou por uma gestão inovadora? 
Por que não temos gestores eficientes? 
Por que não conseguimos pensar o futuro? 

Por que os homens públicos foram substituídos pelos políticos profissionais? 
Por que, no Congresso, a legislatura atual é sempre pior que a anterior?
 Por que o Judiciário continua de costas para o país?


Não entendemos até hoje que a permanência desta estrutura antirrepublicana amarra o crescimento econômico e dificulta o enfrentamento dos inúmeros desafios, daqueles que só são lembrados — oportunisticamente — nas campanhas eleitorais.


O gigante continua adormecido. 
Em junho, teve somente um espasmo. 
Nada mais que isso. Quando acordou, como ao longo dos últimos cem anos, preferiu rapidamente voltar ao leito. É mais confortável.

No fundo, não gostamos de política.
 Achamos chato. Voltamos à pasmaceira trágica. 
É sempre mais fácil encontrar um salvador. 
Que pense, fale, decida e governe (mal) em nosso nome.

Marco Antonio Villa é historiador

SE A REPÚBLICA ESTÁ ASSENHOREADA POR CANALHAS... O JEITINHO DISTRITAL DE GANHAR SEM TRABALHAR

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Os distritais se apoiam em uma regra que aumenta as possibilidades para justificar as ausências no plenário da Casa, sem que apresentem qualquer tipo de detalhamento. Este ano, três deles faltaram, em média, a cada sessão deliberativa

Cada sessão deliberativa da Câmara Legislativa deste ano teve, em média, três deputados ausentes. Isso significa que as reuniões ordinárias contaram com somente 21 dos 24 parlamentares nesse período. As faltas dos integrantes da Casa comprometem o debate e o andamento de projetos importantes para a sociedade brasiliense.

Reportagem publicada pelo Correio no último domingo mostrou que a Câmara recebeu 283 justificativas de ausências de fevereiro a outubro deste ano. Pelo menos três distritais faltaram a mais de 30% das sessões. Raad Massouh (PPL), cassado na semana passada, Cristiano Araújo (PTB) e Patrício (PT) lideram o ranking dos gazeteiros em 2013 (confira quadro).

A Lei Orgânica do Distrito Federal determina que os deputados que faltarem um terço das sessões sem justificativas devem perder o mandato. Mas os parlamentares apresentam desculpas para todas as ausências, amparados pelo Regimento Interno da Casa — que foi modificado em 2007 para se tornar mais permissivo e possibilitar qualquer tipo de justificativa para matar o trabalho.

Há seis anos, os distritais aprovaram uma resolução para alterar o regimento, ampliando o leque de desculpas possíveis. Na época, os distritais Chico Leite (PT) e Rogério Ulysses (atualmente no PR) defenderam a necessidade de detalhamentos para as justificativas de ausências.

Os distritais que participassem de um encontro com a comunidade, por exemplo, teriam que explicar minuciosamente as atividades realizadas. Mas a proposta não passou. Hoje, há oito previsões de justificativas para falta, todas bastante genéricas. Elas vão desde problemas de saúde, participação em atos públicos, em solenidades oficiais e em eventos fora do DF até o “atendimento ao clamor popular vinculado a questões emergenciais.” Esta última foi a desculpa preferida de Raad Massouh, que perdeu o mandato na semana passada.


“Cheque em branco”
O especialista em administração e finanças públicas José Matias-Pereira, professor da Universidade de Brasília (UnB), diz que o custo dos parlamentares está em “um patamar fora da realidade” . “Eleger um deputado é como dar a ele um cheque em branco. Ele tem a obrigação de explicar à população o que está fazendo com esse voto de confiança. É dever do parlamentar mostrar seu desempenho, comparecendo às sessões em plenário, participando de comissões técnicas, fazendo discursos e apresentando projetos de qualidade.

A Câmara Legislativa do DF tem uma deficiência muito grande disso tudo”, diz Matias. “A maioria usa a política para atender interesses próprios e de grupos, sem compromisso efetivo com as atividades da Câmara, onde ele deveria atuar. Os eleitores devem refletir melhor sobre suas escolhas” , acrescenta o especialista.

Apesar de a Lei Orgânica estabelecer a perda de mandato para parlamentares que faltarem a um terço das sessões sem justificativas, não existe essa previsão no Regimento Interno. Pelas regras internas da Casa, a única sanção em caso de ausências não justificadas é o desconto do dia não trabalhado no salário. Em comissões, está prevista a perda de cargos no comando desses colegiados.

Só há sessões na Câmara Legislativa três vezes por semana: de terça a quinta-feira, sempre à tarde. Em cada reunião, os parlamentares têm que assinar uma folha de ponto assim que chegam ao plenário. As sextas-feiras já são oficialmente reservadas para “audiências nos gabinetes dos distritais ou itinerantes”, como previsto no Regimento Interno. Mas muitos deputados preferem visitar o eleitorado ou participar de reuniões políticas bem no horário das sessões deliberativas. 


Os parlamentares ganham salário de R$ 20 mil e podem gastar ainda R$ 20 mil mensalmente de verba indenizatória. 


A assessoria de imprensa de Cristiano Araújo informou que o deputado teve uma agenda externa muito intensa este ano porque ele está na presidência da Comissão de Assuntos Fundiários, que lidera debates como o do Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCUB). Já o petista Patrício alegou que as faltas “refletem uma agenda de compromissos externos às atividades parlamentares na Câmara Legislativa”. Raad Massouh, que perdeu o mandato, não foi localizado.

 
Análise da notícia Acerto de contas com o eleitor
» ANA MARIA CAMPOS


A participação nas sessões é a principal obrigação dos deputados distritais. E olha que essa atribuição nem é tão pesada assim. Na Câmara Legislativa, eles só se reúnem em plenário para deliberação três vezes por semana, à tarde. Matar o serviço, no entanto, é uma prática corriqueira e qualquer justificativa vale.

Esse privilégio é inacessível aos trabalhadores brasileiros, que têm o ponto cortado quando não dão expediente. Não vale a desculpa de “atendimento ao clamor público” ou ausência para entrevistas a rádio e televisão, usada pelos distritais. Tampouco a falta para acompanhar reuniões ou seminários, sem autorização da chefia. Distritais podem tudo.

Quem vota num parlamentar espera, no mínimo, ser representado nas votações. Cabe ao eleitor acertar as contas com os gazeteiros em 2014.


Ranking

Cristiano Araújo (PTB) 32
Raad Massouh (PPL) 32
Patrício (PT) 29
Celina Leão (PDT) 20
Wellington Luiz (PMDB) 20
Israel Batista (PV) 15
Benedito Domingos (PP) 13
Eliana Pedrosa (PPS) 13
Robério Negreiros (PMDB) 13
Agaciel Maia (PTC) 12
Evandro Garla (PRB) 11
Olair Francisco (PTdoB) 10
Wasny de Roure (PT) 10
Aylton Gomes 9
Rôney Nemer (PMDB) 6
Liliane Roriz (PRTB) 6
Washington Mesquita (PTB) 6
Chico Vigilante (PT) 5
Cláudio Abrantes (PT) 5
Joe Valle (PDT) 5
Luzia de Paula 5
Arlete Sampaio (PT) 4
Chico Leite (PT) 1
Dr. Michel (PP) 1


Opinião do internauta
Confira alguns comentários que os leitores fizeram no site do Correio sobre a reportagem que mostrou o ranking dos gazeteiros da Câmara Legislativa:

Wellington Santos
“Ah, se eu pudesse dar tantas desculpas para não ir trabalhar e continuar recebendo! Seria ótimo!”

João Marques
“Coloquem relógio de ponto.
(O deputado) faltou três vezes, cassa o mandato dele, afinal, (os distritais) são empregados do povo.”

Fernando Duarte
“É político demais neste país.
Eles não fazem nenhuma falta!”

Pércio Mello Jr.
“Um absurdo! Eu e todos os trabalhadores vamos cedo todos os dias para o trabalho. Que menosprezo pelos que votaram neles!”

Alex Maurício
“Duvido que um parlamentar crie uma lei para descontar os dias que faltam às sessões.”
HELENA MADER Correio Braziliense