"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

abril 15, 2013

Sua Excelência, o tomate!


Ao contrapor a realidade como limite ao excesso de idealização, o deputado Ulysses Guimarães dizia a interlocutores “sonháticos” que na política manda “Sua Excelencia, o fato”, agora representado pelo tomate inflacionário, vilão que trouxe para as ruas a preocupação econômica até então circunscrita aos especialistas.

O fato impõe sério revés à estratégia do Planalto de manter no âmbito técnico o debate sobre a economia e põe em xeque o diagnóstico precoce de que sua fase negativa não afetaria o bolso do eleitor a tempo de influir na campanha presidencial de 2014.

Mais cedo ainda do que supunham mesmo os mais pessimistas, as imagens de consumidores revoltados em supermercados ganharam espaço nos telejornais exibidos no horário nobre, o tomate virou piada nacional nas redes sociais, e os candidatos de oposição a presidente Dilma Rousseff ganharam a munição eficiente para difundir a dúvida sobre sua capacidade gestora.

“Sua Excelência, o tomate”, é o figurino recente da "Velha senhora”, a inflação, dada como a única ameaça à reeleição da presidente se, em médio prazo, não for contida.

Para enfrentá-la, aumentam-se os juros o que, por sua vez, encarece investimentos e põe um freio na anestesia do consumo, ópio do eleitorado.

O governo, que receia mais do que demonstra, prepara-se para essas providências, cuja protelação pretendia estender, dispondo-se a pagar o preço após a reeleição da presidente Dilma.

Mas a conta chegou mais cedo, combinando inflação e falta de investimentos e exibindo a insuficiência das desonerações em série como antídoto eficaz.

João Bosco Rabello O Estado de S. Paulo

PRIVATIZAÇÃO PETRALHA

Não existem diferenças conceituais entre as privatizações dos anos 1990 e a venda de ativos que está promovendo a Petrobras, documentada em longa reportagem da "Época". 

Ambos os episódios derivam da necessidade de fazer caixa. 
O anterior, de demanda do próprio Estado, sufocado por longa série de iniciativas desastrosas, e o atual, da maior das estatais brasileiras, que precisa levar avante seu ambicioso plano de investimentos. 

Quando conduziram as primeiras concessões em seus governos, os próceres petistas cuidaram de fazer crer que eram tratativas distintas. As privatizações teriam alienado patrimônio público, e as concessões não eram admitidas como tal, pois, após o prazo contratual, os ativos retornariam ao controle estatal. 

Simples sofisma, incapaz de ocultar a dura realidade da maior eficiência da gestão privada. Entretanto, pelo que se verifica da matéria na revista, a Petrobras está vendendo parcela substancial de seu patrimônio. 

A operação é conhecida como "Feirão", e inclui refinarias, poços de petróleo, equipamentos, participações em empresas, redes de distribuição etc. Curiosamente sua condução está a cargo de uma gerência que se intitula de "Novos Negócios", quando mais apropriado seria alcunhá-la de "Velhos Negócios" - ou seja, aqueles que não são mais necessários aos fins da companhia. 

Trata-se, de fato, de privatização, porque estamos falando da maior empresa pública brasileira e de bens valiosos que estão contabilizados em seus ativos. O que impressiona neste caso, e o distingue fundamentalmente das privatizações, é a falta de transparência com que o assunto é conduzido. 

As dezenas de operações dos anos 1990 foram executadas no âmbito do PND (Programa Nacional de Desestatizações). Cabe recordar que havia audiência prévia do TCU (Tribunal de Contas da União), gestão do processo pelo BNDES, avaliações por consultores independentes e ampla divulgação de condições através da publicação de extensos editais elucidativos. 

Mas, sobretudo, a venda em hasta pública, aberta a quem estivesse em condições de competir, mediante leilões cristalinos na Bolsa de Valores. 

E, mesmo assim, as privatizações foram alvo dos mais veementes e incivilizados protestos oriundos do petismo e seus aliados. 

A reportagem documenta a venda de metade da participação na Pesa - Petrobras Argentina - a um determinado empresário portenho, que seria velho parceiro dos governos Kirchner. 

Algumas perguntas estão sem resposta. 
Quais foram as condições do negócio? 
Houve algum tipo de competição? 
Como foi estabelecido o preço? 
Existiriam outros interessados? 
E as demais alienações? 
Como serão conduzidas? 

A Petrobras vem apresentando uma sólida e consistente perda de valor em Bolsa, resultado da descrença em sua gestão. A caixa-preta do "Feirão" só contribui para o agravamento desta tendência. 

Era melhor que a companhia adotasse os mesmos critérios de transparência com que foram implementadas as privatizações da década de 90.

NEY CARVALHO/O Globo
Privatização petista

abril 14, 2013

UMA GOVERNADORA E O DESASSOSSEGO NA "CASTA" ! NA HORA DE BENEFICIAR A "PLEBE" II ... Direito dos aposentados

O projeto de lei que assegura aos aposentados pelo Regime Geral de Previdência Social (RGPS) que voltaram a trabalhar o direito de renunciar aos benefícios para requerer ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) o recálculo da nova aposentadoria, com a incorporação do período adicional de contribuição, repara uma injustiça e deve reduzir substancialmente a quantidade de ações abertas na Justiça por segurados que reivindicam esse direito.

Apresentado em 2010 pelo senador Paulo Paim (PT-RS), o projeto que permite a renúncia à aposentadoria para recálculo do valor do benefício foi aprovado, na forma do substitutivo do senador Paulo Davim (PV-RN), pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado em caráter terminativo.

Se não houver recurso para votação em plenário, seguirá para a Câmara.

O projeto cria a figura da "desaposentadoria". 
Com ela, os aposentados do INSS que voltaram a trabalhar com registro em carteira poderão se beneficiar da contribuição previdenciária que são obrigados a recolher, mas que, pela legislação atualmente em vigor, não lhes rende mais nada.

Ou seja, o projeto restabelece o verdadeiro significado da contribuição previdenciária, que é um recolhimento que o segurado do RGPS faz durante sua fase ativa com o objetivo de assegurar uma renda durante o período de inatividade.
Como a legislação não prevê a possibilidade de renúncia ao benefício, o INSS rejeita todos os pedidos de desaposentadoria apresentados por beneficiários que querem solicitar nova aposentadoria, a qual levará em conta o tempo adicional de contribuição, a idade do trabalhador e sua expectativa de vida no momento da solicitação, elevando o valor do benefício.

Muitos aposentados que voltaram a trabalhar - estima-se que haja de 500 mil a 700 mil pessoas nessa situação - tiveram de recorrer à Justiça para obter esse direito.

Estão nesse caso segurados que começaram a recolher a contribuição cedo, e, por isso, se aposentaram quando eram relativamente jovens, e os que optaram pela aposentadoria proporcional, mas continuaram trabalhando.

O governo estima que haja, no momento, 24 mil processos com pedido de reconhecimento do direito à desaposentadoria. Alguns já chegaram ao STJ.

O grande número de processos dessa natureza levou o STF a escolher, em 2011, um dos recursos que chegaram até lá para ter efeito de repercussão geral, isto é, para que sua decisão seja seguida por todas as instâncias do Judiciário.

Mas ainda não há data para o julgamento, pois o relator do processo era o ministro Ayres Britto, que se aposentou.

Em recurso apresentado por aposentados do Rio Grande do Sul em 2010, o ministro relator, Marco Aurélio Mello, votou a favor do recálculo do benefício quando o aposentado volta a contribuir, mas o julgamento foi suspenso por um pedido de vista.
Sempre que derrotado em ações desse tipo - o que acontece na grande maioria dos casos -, o INSS tem exigido dos segurados a restituição dos valores recebidos enquanto ele esteve aposentado. Para o relator do projeto, senador Paulo Davim, isso é "inadmissível", pois, a seu ver, o segurado "fez jus aos proventos decorrentes do benefício da aposentadoria".

Por isso, em seu substitutivo, incluiu um parágrafo estabelecendo que a renúncia à aposentadoria "não implica devolução dos valores percebidos enquanto esteve aposentado".

O governo, como sempre age em casos como esses, já apresenta cálculos bilionários. Em 20 anos, a desaposentadoria poderá custar de R$ 50 bilhões a R$ 70 bilhões, segundo suas estimativas. Qualquer que seja o custo, porém, o projeto apenas restabelece o direito do segurado ao benefício proporcional ao valor e ao tempo de contribuição.
Mesmo assim, o governo quer barrar o projeto ainda no Senado, alegando que não há dinheiro.

Mas ele existe, por exemplo, para pagar a aposentadoria da governadora do Maranhão, Roseana Sarney, como servidora do Senado - onde foi admitida sem concurso público - com benefício vitalício de R$ 20,9 mil, que se somará aos R$ 15,4 mil que receberá de aposentadoria como governadora. 

Estadão

SEM "CADEIA"... DE RÁDIO E TV ! AOS CRÉDULOS ÚTEIS DO MODÊLO PETRALHA DA GERENTONA FARSANTE DE "GUVERNÁ" : Benefícios tarifários se diluem

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Já começam a se desfazer os benefícios para os consumidores de energia elétrica da redução das tarifas anunciada duas vezes em rede nacional de televisão pela presidente da República, em setembro do ano passado e em janeiro deste ano, como mostrou a reportagem de Renée Pereira, no Estado de anteontem.

Em 2012, o governo anunciou uma redução, em média, de 16,2% das tarifas de energia das residências e de 28%, das empresas. 
Esses porcentuais foram elevados para 18% e 32%, respectivamente, quando a legislação foi aprovada, em janeiro.

Mas, passados menos de três meses, a rotina de reajustes das tarifas foi retomada. As regras dos contratos de concessão preveem que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aplique, periodicamente, os reajustes previstos.


Quando isso foi feito, a surpresa:
houve diminuição ou quase eliminação dos benefícios alardeados pela chefe do governo.

Conforme os cálculos da comercializadora de energia Comerc, que se baseou nos números oficiais da Aneel, tarifas médias de alta-tensão aplicadas aos consumidores industriais das áreas das distribuidoras Cemig e CPFL, que tiveram reduções originais de 20% até 25,7%, foram reajustadas pela Aneel e o benefício caiu para porcentuais entre o máximo de 17% e o mínimo de 0,85%.

Para os consumidores residenciais, os reajustes da Aneel foram menores e os benefícios, mais bem preservados.

O valor das atuais contas de eletricidade seria ainda maior se o governo não tivesse aliviado a situação das distribuidoras, financiando os gastos decorrentes da aquisição de energia térmica. 
As usinas térmicas geram energia a custo mais elevado e operarão a plena carga, neste ano, para desobrigar as hidrelétricas de consumir mais água dos reservatórios, afetados pelo regime de chuvas.

Mas estão previstas novas pressões sobre o custo da energia para os consumidores - e poderão ser fortes. O governo estuda, segundo o jornal Valor, mudar as regras dos leilões de energia nova deste ano. O objetivo é conferir confiabilidade ao sistema elétrico, evitar atrasos na construção dos empreendimentos e assegurar um aumento do volume de energia comercializável.

Atualmente, é grande a distância entre a capacidade nominal das usinas e a oferta real de energia. O presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Maurício Tolmasquim, já admite o risco de alta de preços da energia eólica.


A modicidade tarifária de que Dilma Rousseff falava quando ministra e, agora, como presidente está de novo ameaçada.
O Estado de S.Paulo 

abril 13, 2013

BRASIL REAL ! DE(S)CÊNIO DOS FARSANTES E CRÁPULAS COMO O CACHACEIRO PARLAPATÃO E SUA GERENTONA FALSÁRIA : Inflação salga alimentos básicos como farinha de mandioca e feijão

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Na casa do aposentado Luiz Carlos da Fonseca, 58, só ele vai ao supermercado. A cada mês, diz, compra a mesma lista de produtos. Mas os gastos aumentam, e a culpa, na sua percepção, é dos preços dos alimentos.
 

"Há um ano, fazia a compra do mês com R$ 450. A despesa foi subindo cada vez mais, e, no mês passado, cheguei a gastar R$ 700." 
 
O ex-garagista, pai de quatro filhos e morador do subúrbio carioca de Del Castilho, controla todo o orçamento da família. 
"Minha mulher é muito gastona", justifica.

Fonseca sentiu no bolso a alta persistente dos alimentos desde o fim do ano passado, intensificada neste primeiro trimestre quando a alimentação no domicílio subiu 5,58%, quase o triplo da inflação média pelo IPCA no período (1,94%). 

 
A Folha fez um levantamento com os 146 produtos alimentícios pesquisados pelo IBGE em 11 capitais e regiões metropolitanas do país e constatou que 117 deles, ou 80%, ficaram mais caros no trimestre passado.

E os reajustes não foram nada modestos: 
5 produtos tiveram alta maior do que 50%, 
13 tiveram reajuste maior que 20% 
e 33 superaram 10%. 
             Só 29 ficaram mais baratos.                   

William Mur/Editoria de Arte/Folhapress

No topo da lista, aparecem hortaliças e frutas como 
tomate (o campeão, com 60,9%), 
repolho (58,15%), 
açaí (55,66%), 
cebola (54,88%) 
e cenoura (53,3%). 

Outros aumentos de destaque são de produtos típicos e básicos do prato do brasileiro, como batata (38,11%), 
farinha de mandioca (35,18%), 
 feijão-carioca (22,85%) 
e mandioca (22,18%).

SEM FARINHA
Fonseca, adepto do hábito de anotar todas as despesas, reparou nos preços mais altos. "Eu pagava menos de R$ 2 pelo quilo da farinha de mandioca, que não faltava lá em casa. No mês passado, estava a R$ 7. Simplesmente não comprei." 

O aposentado diz ainda que, diante do preço salgado do tomate (R$ 9 o quilo), levou só três frutos. 

Segundo Priscila Godoy, economista da Rosenberg & Associados, o clima desfavorável e as quebras de safra explicam os reajustes. Pesou ainda, afirma, o custo maior dos fretes com a nova lei que determina a troca de motoristas em viagens longas e os dois aumentos recentes do preço do diesel. 

Um pequeno alívio veio de alguns produtos da cesta básica, que já vinham em queda e mantiveram a tendência após a desoneração promovida pelo governo no início de março. 

"Não sentimos ainda nenhum impacto da queda dos preços dos produtos desonerados." 

Entre os itens que tiveram isenção tributária estão o arroz e as carnes, cujos preços caíram 2,28% e 0,62%, respectivamente, no primeiro trimestre. Ambos integram a refeição básica do brasileiro. 

Angela Maria Ribeiro, dona de casa, diz que nos supermercados da zona oeste do Rio, onde mora com a família, os preços subiram antes da medida do governo de cortar tributos da cesta básica.

 "Tudo ficou mais caro. O arroz, o açúcar e o óleo de soja. Quando veio o desconto, os preços ficaram na mesma." 

A expectativa de analistas é que, a partir de maio, comece a haver redução do preço dos alimentos. 

Variação de preços de todos os itens de alimentação no domicílio no acumulado do primeiro trimestre, em %
Tomate 60,9
Repolho 58,15
Açaí (emulsão) 55,66
Cebola 54,88
Cenoura 53,3
Batata-inglesa 38,11
Farinha de mandioca 35,18
Inhame 33,28
Anchova 27,74
Coentro 25,62
Feijão - carioca (rajado) 22,85
Mandioca (aipim) 22,18
Feijão - macassar (fradinho) 21,47
Laranja - pera 19,44
Banana - prata 18
Mandioquinha (batata-baroa) 17,98
Banana-da-terra 17,77
Alface 16,59
Abóbora 16,11
Couve 15,95
Goiaba 14,08
Maracujá 13,36
Brócolis 13
Ovo de galinha 12,13
Farinha de trigo 12,02
Morango 11,93
Frango em pedaços 11,48
Tilápia 11,44
Abacaxi 10,83
Manga 10,71
Ervilha em conserva 10,51
Couve-flor 10,24
Feijão - mulatinho 10,22
Cheiro-verde 9,97
Pão de forma 9,21
Cação 9,11
Patê 9,09
Corvina (peixe) 8,42
Dourada (peixe) 8,05
Presunto 7,62
Azeite de oliva 7,56
Atum em conserva 7,34
Vermelho (peixe) 7,31
Frango inteiro 7,07
Melancia 7,02
Manteiga 6,15
Macarrão 6,12
Cavalinha (peixe) 5,97
Doce de frutas em pasta 5,82
Merluza (peixe) 5,67
Tangerina 5,58
Leite de coco 5,58
Hambúrger 5,4
Farinha vitaminada 5,21
Milho-verde em conserva 5,17
Bolo 4,8
Coco ralado 4,79
Salame 4,74
Feijão - preto 4,72
Massa semipreparada 4,63
Sardinha em conserva 4,51
Biscoito 4,46
Café solúvel 4,41
Salsicha em conserva 4,38
Pão doce 4,29
Pescada 4,28
Atomatado (molho de tomate) 4,23
Quiabo 4,21
Salmão 4,21
Pão francês 3,87
Farinha de arroz 3,81
Salsicha 3,28
Chocolate e achocolatado em pó 3,26
Carne de porco salgada e defumada 3,21
Sal e condimentos 3,15
Margarina 3,11
Amido de milho 3,09
Leite condensado 3,06
Pão de queijo 3,03
Queijo 3,01
Tempero misto 2,91
Azeitona 2,86
Pepino em conserva 2,84
Leite em pó 2,78
Fermento 2,75
Balas 2,7
Palmito em conserva 2,67
Maionese 2,63
Iogurte e bebidas lácteas 2,59
Fubá de milho 2,58
Alho 2,5
Leite longa vida 2,49
Camarão 2,48
Chá 2,27
Carne de porco 2,07
Peito (corte de carne bovina) 2,05
Carne de carneiro 1,99
Mortadela 1,97
Refrigerante e água mineral 1,96
Caldo concentrado 1,83
Uva 1,83
Sopa desidratada 1,8
Laranja - baía 1,7
Sorvete 1,69
Carne em conserva 1,27
Vinagre 1,27
Linguiça 1,26
Outras bebidas alcoólicas 1,23
Suco de frutas 1,17
Banana - d'agua 1,15
Banana - maçã 0,49
Café moído 0,49
Cerveja 0,31
Caranguejo 0,26
Flocos de milho 0,25
Carne-seca e de sol 0,24
Mamão 0,03
Sal -0,03
Contrafilé -0,08
Maçã -0,12
Pá (corte de carne bovina) -0,26
Costela (corte de carne bovina) -0,54
Alcatra (corte de carne bovina) -0,68
Lagarto redondo (corte de carne bovina) -0,8
Chocolate em barra e bombom -0,86
Cavala (peixe) -0,87
Fígado -1,14
Chã de dentro (corte de carne bovina) -1,15
Acém -1,3
Lagarto comum (corte de carne bovina) -1,33
Patinho (corte de carne bovina) -1,48
Castanha -1,57
Creme de leite -1,89
Músculo -2,11
Arroz -2,28
Pera -2,36
Óleo de soja -2,66
Sardinha -2,83
Tucunaré (peixe) -2,97
Açúcar cristal -3,87
Açúcar refinado -4,77
Filé-mignon -4,81
Serra (peixe) -5,57
Limão -8,14
Pimentão -17,57
Abacate -21,31



PEDRO SOARES/DO RIO  

Veja os aumentos nas principais cidades do país

abril 12, 2013

A carestia real


Os petistas sempre encararam a inflação como um mal menor. No governo, continuaram a tratá-la como se fosse assunto do interesse apenas de iniciados, do "mercado" ou de obsessivos por percentuais e vírgulas.
 

Desdenharam do principal:
quem mais perde com a alta generalizada de preços são os mais pobres. A inflação é a mais perversa das formas de injustiça social.

Como quem observa a caravana passar, a gestão petista foi vendo os preços escalarem no país, sem ladrar. Desde junho do ano passado, a inflação acumulada em 12 meses veio subindo, até que, em março, ultrapassou o teto da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional. 

 
Neste ínterim, o governo da presidente Dilma Rousseff só olhou.

Aos poucos, a aceleração dos preços foi ficando incômoda. 
Primeiro, minou o ímpeto dos investidores e dos empresários. 
Se o governo do país não se importa com a inflação, como acreditar na saúde e no futuro de sua economia?

Depois, começou a afetar a confiança dos consumidores, ressabiados com a carestia que viam nas gôndolas, mas na qual ainda se recusavam a crer. E o governo só olhando...

 
Os efeitos foram, então, se disseminando por toda a chamada economia real: serviços, alimentos, combustíveis, bens de consumo. Tudo foi ficando pela hora da morte, deixando as pessoas cada vez mais assustadas. 

O Brasil tornou-se um país muito caro, os preços não param de subir e a dificuldade para sobreviver apresenta-se com todas as suas cores escuras.
 

Os supermercados começaram a esvaziar.

Agora, até o consumo, que ao longo dos últimos anos funcionou como motor do crescimento econômico (aquele que não existiu nos anos Dilma), sente o baque. Em pesquisa
divulgada ontem, o IBGE mostrou que as vendas do comércio varejista caíram 0,4% em fevereiro na comparação com janeiro passado e 0,2% sobre fevereiro de 2012, no primeiro resultado negativo desde novembro de 2003, ou seja, em quase dez anos.

Num reflexo direto da escalada de preços (subiram 13,5% em um ano), alimentos e bebidas estão entre os itens que tiveram as maiores quedas de consumo. "A demanda está diminuindo porque o preço está subindo", resumiu uma técnica do IBGE.


Sua lógica linear e cristalina deveria ser incutida na cabeça dos comissários petistas; até obviedades assim, eles têm dificuldade de compreender.

O governo petista vem tratando a inflação como se fosse uma febrezinha ou uma virose (afinal, qualquer mal-estar hoje é uma virose...). Ministrou-lhe umas dipironas, uns antitérmicos, mas o bicho continuou lá, fazendo estragos no organismo, sem ser incomodado. 
Medicado à base de placebo e paliativo, foi virando doença crônica.  
Tornou-se um monstrão. 

A inflação brasileira está alta e é bem maior do que em países como Chile (1%),
Colômbia (1,8%),
México (3,6%),
EUA (2%)
ou mesmo da zona do euro (1,7%).


Nosso índice geral acumula aumento de 6,59% nos últimos 12 meses e já há um bom tempo não se comporta como o Banco Central prometeu que se comportaria.

Com isso, o comportamento dos agentes econômicos, agora mais especificamente dos consumidores, também foi sendo afetado. A inflação em alta, sem a correspondente vigilância do governo, foi elevando nas pessoas o receio de consumir, diminuindo-lhes o ímpeto de investir e incutindo-lhes a expectativa de que pior do que está pode ficar.

Olhando para o futuro com ceticismo e vendo que o governo mal se importa se os preços continuam subindo mais do que a meta com havia se comprometido, o ressabiado consumidor incorporou as más expectativas ao seu comportamento.

Percebeu que a inflação decolou e mudou de patamar, para pior, e assumiu atitude que termina por jogar gasolina na fogueira da carestia.

Está acontecendo o óbvio:
inflação aleija,
estropia o consumo,
mutila a capacidade de produzir.


A consequência é ainda mais óbvia: 
golpeada pela alta disseminada dos preços, a atividade econômica padece. Como, aliás, mostrou a prévia do PIB divulgada nesta manhã pelo Banco Central, apontando queda - mais uma - de 0,52% na atividade econômica em fevereiro.

Depois de desdenhar da inflação, insistir em profilaxias equivocadas (como desonerações discricionárias e reduções tarifárias artificiais), aferrar-se a visões ultrapassadas e agir a esmo, ao governo Dilma resta agora como única arma o aumento dos juros - que, por sua vez, tente a esfriar um pouco mais o consumo e a manietar um tanto mais o já trôpego crescimento do país.


 
É o beco sem saída no qual a gestão petista, que não entendeu o mal maior que a perda da estabilidade da moeda representa, se meteu e do qual não sabe como escapar.

Fonte: Instituto Teotônio Vilela

A carestia real

DESASSOSSEGO NA "CASTA" ! NA HORA DE BENEFICIAR A "PLEBE"... Governo corre para brecar proposta de desaposentadoria

O ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, disse nesta sexta-feira que o governo não apoia a proposta que permite ao aposentado elevar o valor da aposentadoria para funcionários que tenham tempo adicional de trabalho e contribuição:
a chamada desaposentadoria.

"Estamos pedindo um prazo para fazermos uma análise, portanto o governo não está apoiando, é preciso deixar bem claro isso, nós não temos como apoiar essa medida pela repercussão que ela tem nos cofres da Previdência. Então a posição do governo é de não apoiar a evolução dessa votação no Congresso", afirmou o ministro.

O objetivo do governo Dilma Rousseff é brecar a proposta ainda no Senado e derrubar o projeto que foi aprovado na quarta-feira na Comissão de Assuntos Sociais da Casa, para evitar um rombo nas contas da Previdência Social.

O ministro da Previdência, Garibaldi Alves Filho, já estimou o impacto da eventual mudança em 70 bilhões de reais para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

"Temos de ter responsabilidade num tempo difícil como esse. Tudo aquilo que onera mais os cofres e particularmente a Previdência precisa da nossa parte um cuidado muito grande", prosseguiu.

O líder do PT no Senado, Wellington Dias (PI), anunciou nesta sexta-feira que o líder do governo na Casa, Eduardo Braga (PMDB-AM), entrará no início da semana que vem com um recurso para fazer com que o projeto da desaposentadoria seja apreciado por mais duas comissões temáticas e pelo plenário do Senado.

Se o recurso for aprovado, a tramitação da matéria será mais demorada e o governo poderá se articular para discutir melhor a proposta.

Na quinta-feira, um dia após o texto ter sido aprovado na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, indicou que o governo poderia mobilizar senadores da base aliada para entrar com recurso para evitar que a matéria fosse remetida diretamente para a Câmara dos Deputados.

Wellington Dias afirmou ainda que Braga quer que a matéria passe pelas comissões de Constituição e Justiça para analisar sua constitucionalidade, e de Assuntos Econômicos, para avaliar os impactos financeiros. O petista disse que o interesse do governo não é barrar a proposta e, sim, debatê-la com mais profundidade.

"A ideia é discutir. Na verdade, há um pedido do ministro da Previdência, pois ele disse que fazer algumas contas para que evite o desequilíbrio maior ainda nas contas do órgão", ponderou Dias. Assim que for apresentado, o recurso terá de ser votado em plenário.

Plano - Na prática, o mecanismo permite ao aposentado renunciar à aposentadoria e continuar trabalhando para, em seguida, pedir um recálculo do benefício para uma nova aposentadoria.

O Brasil possui hoje cerca de 500 mil aposentados que continuam ativos.

O projeto de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS) limita a revisão da aposentadoria a quem voltar a trabalhar e abrir mão do benefício ao fazê-lo. No entanto, o texto não é claro sobre as condições de renúncia à aposentadoria, abrindo brechas para que aposentados que continuam trabalhando e recebendo o INSS sejam beneficiados.

Caso nenhum recurso seja apresentado no Senado, o projeto segue para tramitação na Câmara dos Deputados.

Veja (com Estadão Conteúdo)

BRASIL REAL II : Inadimplência com cheques cresce em março

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A inadimplência dos consumidores que realizaram pagamento com cheques cresceu em março, segundo pesquisa da Telecheque.

A taxa dos que que não honraram seus pagamentos com cheques foi de 3,15% no período, enquanto em fevereiro esse valor foi de 2,63%.

O índice foi inferior ao registrado no mesmo mês de 2012, de 3,65%.

A falta de fundos foi a principal causa dos atrasos na quitação dos cheques 76,19% dos casos. 
Os demais motivos foram cheques sustados (8,89%),
roubados ou furtados (3,81%), 
fraudados (1,59%) e outras razões (9,52%). 

Agência de notícias

SEM O "MARQUETINGUE" DOS FARSANTES E CANALHAS - BRASIL REAL : Inflação do idoso é maior que a da população em geral, aponta FGV


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A inflação para idosos está maior que a da população em geral, aponta índice divulgado nesta sexta-feira pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

O IPC-3i (Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade) subiu 1,82% no primeiro trimestre de 2013 e acumula alta de 6,34% de alta em 12 meses. Já o IPC-BR (Índice de Preços ao Consumidor - Brasil), também divulgado pela instituição e que considera a inflação geral, aponta alta de 6,16% no mesmo período.

O IPCA, índice oficial da inflação divulgado pelo IBGE, ficou em 0,47% em março e atingiu 6,59% no acumulado dos últimos 12 meses, estourando o teto de 6,5% da meta do governo para 2013.

O acréscimo de 0,23 ponto percentual na taxa verificada pela FGV entre o último trimestre de 2012 e o primeiro deste ano decorre principalmente do grupo alimentação, que passou de 2,13% para 6,52% no período. 
O mesmo ocorreu com o IPCA.

A alta foi puxada principalmente pelas hortaliças e legumes, cuja taxa passou de queda de 13,02% para alta de 46,67%.

Outro componente do índice que pesou para o aumento foi o grupo despesas diversas, que saltou de 1,66% para 4,9%, 
influenciado pela alta de 3,89% para 11,11% do preço dos cigarros.

Transportes (de 1,03% para 1,47%), 
comunicação (de 0,38% para 0,79%) 
e saúde e cuidados pessoais (de 1,36% para 1,5%) também subiram.

A queda do índice para a tarifa de eletricidade residencial (de 2,51% para -17,74%) ajudou o componente habitação a ter redução de 1,49% para 0,74%. Os grupos vestuário (de 2,47% para 0,67%) e educação, leitura e recreação (de 3,39% para 2,45%) também apresentaram redução da inflação. 

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS 

E NO brasil das "mius" maravilhas ... GERENTONA DE NADA E COISA NENHUMA E OS 40 MINISTROS

 
É muito difícil fazer a revolução, é muito difícil vencer, mas as dificuldades mesmo começam quando se chega ao governo - essa frase é de um personagem do filme A Batalha de Argel, de Gillo Pontecorvo.

Sempre me interessei pelo tema na literatura que descreve as transformações na cabeça das pessoas que alcançam o poder.

O personagem de Pontecorvo referia-se a uma guerra de libertação nacional contra o colonialismo francês, algo muito mais dramático do que a vitória da esquerda brasileira em 2002.

Minha experiência no Brasil me leva a ressaltar um ponto decisivo na corrosão dos objetivos estratégicos - quando existem - dos vencedores de uma luta prolongada: o desejo patético de continuar no poder, desde o primeiro dia em que nele se instalam. A contradição entre o discurso modernizador e as atitudes do governo fica muito mais clara no período eleitoral, embora exista todo o tempo.

Dilma Rousseff convidou o empresário Jorge Gerdau para colaborar na racionalização administrativa do governo. Gerdau foi decisivo na modernização do governo do Estado do Rio de Janeiro. Temos uma dívida de gratidão com ele, que investiu dinheiro do próprio bolso no projeto.

O único efeito colateral dessa operação bem-sucedida foi o aumento do prestígio do governador Sérgio Cabral.

Nada de muito grave que não pudesse ser anulado com uma noitada em Paris, a bajulação do dono da Delta, guardanapos amarrados na cabeça e as mulheres exibindo os sapatos Christian Louboutin como se dançassem um passo de cancan.

Apesar de todo o trabalho de Gerdau, Dilma criou mais ministérios. Oficialmente temos 39. Com o marqueteiro João Santana funcionando como ministro especial, podemos chamá-los de a presidente e seus 40 ministros.

A racionalidade foi para o espaço porque existe apenas o patético desejo de continuar no poder.

Como se não bastasse, Dilma resolveu prolongar a redução do IPI dos carros até o fim do ano. Qualquer pessoa sensata que ande pelas ruas das metrópoles brasileiras sabe que estamos chegando ao limite e a falta de mobilidade urbana é ura grande desafio à produtividade nacional. Isso para não mencionar os portos, como o de Santos, com filas quilométricas de caminhões.

Não conseguimos exportar nossa produção com fluidez, a mercadoria adormece no asfalto. E quando importada de avião não consegue ser liberada pela burocracia.

E surpreendente como uma esquerda que se inspirou no marxismo, mesmo sem o ter lido bem, com raríssimas exceções adota o caminho irracional com tanta naturalidade. Falando com um americano do setor de petróleo, ele se mostrou perplexo com a decisão da Petrobras de comprar uma refinaria em Pasadena, nos EUA.

O equipamento é superado, custou alguns milhões de dólares mais do que valia e nos deixou com o mico nas mãos. Não posso afirmar que essa irracionalidade esteja ligada às eleições, assim como a tentativa de entregar ilhas do patrimônio nacional ao ex-senador Gilberto Miranda.

Mas se alguém ganhou dinheiro com o negócio desastroso, os dólares têm toda a possibilidade de aparecer nas campanhas.

Muitos gostam de enriquecer, comprar imóveis em Miami, alugar aviões, etc... Mas o dinheiro da campanha é sempre sagrado: 
the show must go on. 
 
Isso num contexto geral mais obscuro, em que eleitoralmente é possível saber quem ajuda o governo mas pelo fechamento do BNDES, é impossível saber quem o governo ajuda.

O trânsito para a total irracionalidade é mais nítido na esquerda venezuelana, que usa o mesmo marqueteiro do PT. Num dos anúncios criados por Santana, Hugo Chávez aparece no céu encontrando-se com Che Guevara, Simón Bolívar.

Nicolás Maduro, o candidato chavista, vai mais longe:
afirma que o comandante Chávez reaparece em forma de passarinho quando se reza por ele.

Breve teremos passarinhos trinando nos campos verdes, a encarnação de Chávez protegendo nosso sono, aconselhando nos dilemas cotidianos e, claro, batendo pesado na oposição.

Como foi possível sair da leitura de Marx para um realismo fantástico de segunda categoria?

Como foi possível do caldo das teses de Marx sobre Feuerbach, mostrando a origem social do misticismo, ou do tempero de A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado, a crença onde se encontram os ícones da esquerda latino-americana e que eles viram passarinho para nos indicarem o caminho da libertação?

Mesmo sem parecer muito inteligente, não creio que Maduro leve a sério essas histórias da transfiguração de Chávez.

No caso de Lula, posso falar com mais propriedade. 
Ao nomear Dilma a mãe do PAC, houve uma nítida inflexão em suas ideias sobre o mundo. Lembro-me de que em 2002, na Caravana da Cidadania, ao visitarmos São Borja, onde Getúlio Vargas está enterrado, Lula hesitou em levar flores ao seu túmulo.

"Não seria fortalecer um populismo desmobilizante?", perguntou.

Certamente Lula não acredita que a sociedade democrática seja uma réplica da família, na qual os governantes fazem o papel dos pais e os eleitores, de filhos obedientes.

A verdade é que a esquerda no poder deixou para trás muitas convicções. Oscila entre o paternalismo e o misticismo religioso. Suas fontes não são apenas as religiões de origem cristã. Inconscientemente, já pratica o vodu, sobretudo a ouanga, um feitiço para envenenar simbolicamente os adversários por intermédio de seus sacerdotes eletrônicos.

Não percebe que o destino final de seu sonho de poder é a criação de uma nação de zumbis, manipulando gadgets povoando supermercados, mentalmente mortos por falta de oxigênio no cérebro.

Em vez de avançar por meio da prática e da autocrítica, de aprender com os próprios erros e contribuir para o alargamento do horizonte intelectual, a esquerda em alguns países latino-americanos optou pelo atraso e pela superstição simplesmente porque tem pavor de perder o governo, como se não houvesse vida fora dele.

Assim, uma jovem rebelde dos anos 60 se transformou na Mãe Dilma, apoiada pelo Pai Lula, e seu 40º ministro produz filmes sobre a esquerda no céu para os herdeiros de um passarinho chamado Chávez.

A racionalidade foi para o espaço porque existe apenas o patético desejo de continuar no poder

Fernando Gabeira
Dilma e os 40 ministros