"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

julho 10, 2012

Funcionários da Petrobras protestam contra valor de PLR

Funcionários da Petrobras em pelo menos oito Estados promoveram paralisação de cerca de duas horas, ontem, para protestar contra a proposta de Participação nos Lucros e Dividendos (PLR) de 2011, apresentada pela estatal. Segundo o coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), João Antônio de Moraes, entre 10 mil e 15 mil trabalhadores participaram do movimento.

Os funcionários da estatal questionam a redução de 7,8% do montante a ser distribuído aos trabalhadores a título de PLR, em relação ao valor pago em 2010, sendo que houve acréscimo de 2,3% do total a ser repartido entre os acionistas, pelo mesmo período.

Ontem, a Petrobras apresentou à FUP e a representantes de diferentes sindicatos explicações para a redução de 7,8%, mas não conseguiu convencer os trabalhadores a aceitar a proposta.

Em nota enviada à imprensa na sexta-feira, a Petrobras informou que "o lucro líquido da empresa teve uma queda de 7,8% de 2010 para 2011, e o montante de recursos destinado ao pagamento da PLR é proporcional a esse resultado, com o mesmo percentual de redução".

Marta Nogueira | Do Rio Valor Econômico

E NO brasil 300%"PREPARADO" : Receita abaixo do previsto reduz "arsenal" contra crise

A notícia de que a arrecadação está R$ 20 bilhões abaixo do esperado, publicada anteontem pelo Estado, foi recebida com preocupação no governo. Fontes confirmam que os efeitos da crise apareceram com mais força nos recolhimentos dos tributos em junho. O caixa magro reduz o poder de fogo do governo para combater a crise.

Se as receitas estão abaixo do projetado ficará mais difícil conceder novas desonerações tributárias. Além disso, há risco de o governo ter de cortar gastos, como os de investimento, para atingir a meta fiscal deste ano.

"O que preocupa é que fica cada vez mais difícil fazer política anticíclica", disse o economista Mansueto Almeida. Não há, segundo ele, como aumentar investimentos e desonerações tributárias. "O problema é a necessidade de mais contingenciamento de gastos", disse o professor Reginaldo Nogueira, do Ibmec-MG, referindo-se ao cumprimento da meta das contas públicas.

O resultado primário - a diferença entre receitas e despesas (exceto gastos com juros) - deverá ser de R$ 139,8 bilhões para o setor público em 2012. O valor equivale a 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB). Se as receitas estão abaixo do projetado, ou o governo corta despesas ou não atinge a meta fiscal.

Um resultado primário menor do que 3,1% do PIB não seria grande problema, segundo avaliam analistas de fora do governo. A maioria deles projeta algo como 2,5% do PIB e ainda assim não haveria prejuízo para o controle da dívida pública - a principal razão pela qual o governo faz superávit primário. A queda dos juros reduz o endividamento. Um saldo mais modesto, portanto, não seria problema.

O governo, porém, insiste em perseguir os 3,1% para este ano. "Não anunciarão um primário menor porque atrapalharia a estratégia de juros", disse Mansueto. Optou-se por uma postura conservadora porque ninguém sabe qual é a taxa de equilíbrio: onde os juros vão parar quando a crise passar.

Dados preliminares da arrecadação de junho mostram que os recolhimentos estão abaixo do esperado pelo quarto mês seguido, com frustração da ordem de R$ 20 bilhões no ano. Os dados se referem à receita administrada - impostos e contribuições diretamente arrecadados pela Receita Federal.

Parte dessa perda pode ser compensada com outras receitas, como pagamento de dividendos por empresas estatais. Esse dinheiro serve para cumprir a meta do resultado primário e, eventualmente, oara investimentos.
Mas não para financiar novas desonerações.

LU AIKO OTTA O Estado de S. Paulo

julho 09, 2012

De costas para o Nordeste

O Nordeste deu a Dilma Rousseff algumas de suas votações mais consagradoras em 2010. Não é exagero dizer que a presidente deve sua eleição à região. Mas tamanho apoio não vem sendo retribuído à altura:
o governo federal tem dado pouca atenção aos estados nordestinos, castigados pela pior seca dos últimos 30 anos.


Atualmente, 1.134 municípios do semiárido encontram-se em situação de emergência devido à estiagem. Além do suplício que a falta de chuvas causa à vida das pessoas, apenas em termos de produção agropecuária estima-se que o Nordeste perderá R$ 12 bilhões neste ano. Numa situação assim, é imperativa a ação do poder público.

Sobre minorar o sofrimento dos afetados pela seca, o governo federal diz muito, mas faz quase nada. Em abril, o Planalto enviou medida provisória ao Congresso para amparar vítimas da estiagem no semiárido brasileiro. Nela, foi autorizada despesa extra de R$ 706,4 milhões para ações de socorro como o seguro-safra, defesa civil e auxílio financeiro emergencial. Passados quase três meses, porém, apenas 4% dos recursos foram aplicados.

O Nordeste é enaltecido em discursos oficiais, mas continua sendo vítima de práticas predatórias, arcaicas, inescrupulosas. Enquanto a seca avança, obras que poderiam servir para aplacar o problema apodrecem sob o sol inclemente. E instituições públicas que deveriam zelar por uma vida melhor para o sertanejo servem de butim para alimentar as alianças petistas.

Tome-se o que acontece, por exemplo, no Dnocs e no Banco do Nordeste. Bem geridos, poderiam ser instrumentos poderosos no combate à seca, mas, nas mãos do PT, são tratados como meras moedas de troca na partilha de poder. Fatiados entre partidos da base aliada, vira e mexe surgem no noticiário policial alimentando escândalos de desvio de dinheiro público.

O Nordeste também tem se notabilizado por ser a região onde as obras federais caminham mais lentamente. O caso mais emblemático é o da transposição das águas do rio São Francisco. Encampada pelo ex-presidente Lula como a redenção da seca, está longe, muito longe de alcançar o objetivo: seja porque efetivamente não se prestará a esta finalidade, seja porque sua conclusão fica cada dia mais distante.

Atualmente, segundo o Jornal do Commercio, grande parte das obras está paralisada. Dos 14 lotes, seis estão com obras suspensas. São eles: o 3, em Salgueiro (PE); o 4, em Penaforte (CE); o 5 em Jati (CE); o 6 em Mauriti (CE); o 7 em São José de Piranhas (PB); e o 9 em Floresta (PE). Todos tiveram seus contratos rescindidos por suspeita de irregularidades e agora aguardam a realização de novas licitações.

A transposição não tem data para acabar e o governo é incapaz de dizer quanto ela irá custar. O orçamento, que começou em R$ 4,5 bilhões, já chegou a R$ 8,2 bilhões, mas continua mirando o céu como limite. Antes prevista para 2010, a obra ficará pronta, na melhor das hipóteses, em 2015 - até hoje apenas 36% foram executados. Somente um trecho de 4 km do Eixo Norte foi entregue até agora, executado pelo Exército.

Mas o Nordeste não precisa apenas de mais água. Necessita também de infraestrutura adequada para acelerar o seu desenvolvimento. Se depender do ritmo de outro grande empreendimento da região, o da ferrovia Transnordestina, ainda terá de esperar muito. A obra é outro exemplo de abandono e inépcia.

A ferrovia é privada, mas conta com grosso recurso do BNDES. Seu custo já subiu 20%, para R$ 5,4 bilhões, mas pode crescer mais R$ 1,3 bilhão, de acordo com O Estado de S.Paulo. A Transnordestina está em construção há cinco anos, mas até agora só um terço da obra ficou pronta, impedindo o Nordeste de escoar sua produção até os portos de Suape (PE) e Pecém (CE) de forma mais barata e competitiva.

Em fevereiro, a presidente da República foi pessoalmente aos canteiros de obras da transposição e da ferrovia. Na ocasião, foi enérgica e garantiu que o tempo dos atrasos havia ficado para trás. Não foi o que aconteceu e os dois empreendimentos permanecem em marcha a ré.

Uma região com as características do Nordeste merece atenção especial de qualquer governo que pretenda imprimir uma marcha de desenvolvimento equilibrado ao país. Reclama políticas estratégicas e estruturantes para lançá-lo num salto à frente, que já se manifesta na intensa ampliação de seu mercado de consumo.

Na era petista, o Nordeste tem servido de mote para a retórica afinada do governo federal. Mas não recebe em troca o que lhe prometem. Os nordestinos são credores da eleição de Dilma Rousseff, mas, até agora, o que a presidente da República fez foi virar-lhes as costas. A região merece mais atenção e respeito, e não castigo.

Fonte: Instituto Teotônio Vilela
De costas para o Nordeste

BNDES, O RIO QUE CORRE PARA O MAR : 64% - BNDES usa verba do Tesouro para grandes empresas


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está utilizando a maior parte dos recursos subsidiados que recebeu do Tesouro para financiar empresas poderosas como Petrobrás e Vale. Dos R$ 240 bilhões repassados ao banco, 64% foram aplicados em projetos de grandes empresas.

A informação consta de relatório produzido trimestralmente pelo BNDES e entregue ao Congresso. Na versão mais recente, que engloba os recursos recebidos entre janeiro de 2009 e março deste ano, a lista de empresas beneficiadas pelos financiamentos inclui gigantes como Fibria (celulose),
Oi (telecomunicações),
Ford e Fiat (montadoras).


O dinheiro repassado pelo governo ao BNDES é subsidiado pelo contribuinte porque os juros cobrados pelo banco das empresas são menores que as taxas pagas pelo Tesouro para obter esses recursos no mercado.

Levantamento feito pelo governo e enviado ao Tribunal de Contas da União (TCU) estima o custo do subsídio em quase R$ 23 bilhões apenas no ano passado.


Para o professor do Insper, Sérgio Lazzarini, as grandes empresas tem acesso a outras fontes de financiamento e não vão deixar de investir sem o apoio do BNDES. Ele avalia que esse é um dos motivos pelo qual o banco estatal cresce, mas a taxa de investimento não reage.

"É a lógica dos campeões nacionais. A visão de que o Estado é indutor do crescimento e o BNDES é o instrumento", diz Felipe Salto, economista da Tendências.


Polêmica. Desde que o Tesouro iniciou os repasses ao BNDES para amenizar os efeitos da crise global, o tema gera polêmica. O diretor do Instituto de Economia da Unicamp, Fernando Sarti, defende que o subsídio é necessário para financiar o investimento, que é uma atividade de risco.

"Não é porque grandes empresas recebem recursos, que as pequenas ficam de fora", diz. Com os repasses do Tesouro, o BNDES apoiou 666.561 projetos -62% desse total provenientes de pequenas e médias empresas.


Para Júlio Sérgio de Almeida, consultor do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), as pequenas e médias empresas se retraem na crise e cabe as grandes sustentar o investimento. "As grandes empresas investem e aumentam a demanda por produtos das pequenas e médias."

Em nota enviada ao Estado, o BNDES afirma que o comportamento dos desembolsos de recursos provenientes do Tesouro é similar aos dados gerais do banco. Nos desembolsos totais, as grandes empresas também representam 64%.

O BNDES sustenta ainda que a participação das micro, pequenas e médias (36%) atingiu a maior proporção relativa da história.


A indústria da transformação recebeu a maioria dos recursos do Tesouro (40,2%), seguida pela infraestrutura (37,2%). A concentração geográfica é grande, com 66,2% dos recursos para Sul e Sudeste.

RAQUEL LANDIM O Estado de S. Paulo

E NO brasil maravilha DO FILHO..DO brasil E SUA GERENTONA/FRENÉTICA/EXTRAORDINÁRIA : Em busca do planejamento perdido

Para quem atuou no governo antes dos anos 90, era fácil perceber que não existia mais planejamento de longo prazo no Brasil. Quase 100% das energias eram concentradas no equacionamento do problema central, a inflação crônica e ascendente, e seus desdobramentos nocivos.

A sensação era de que o curto prazo era péssimo, mas uma hora as atenções se voltariam para o futuro, em que o Brasil sempre foi visto com muito otimismo. Não éramos o "país do futuro"?

Só que, mesmo tendo comemorado os 18 anos de vida do bem-sucedido Plano Real, o País parece ainda voltado basicamente para o curto prazo. Ou seja, falta planejamento estratégico de longo prazo, algo que é trivial para a maioria das empresas.

Falo de algo bem simples:
metas macroeconômicas básicas,
diagnóstico dos principais problemas
e delineamento de caminhos para chegar lá.

Em parte isso pode ser explicado pelas crises recentes.
É difícil falar de longo prazo quando estouram crises da magnitude das crises americana e europeia.

Mas o fato é que, no geral, os dirigentes políticos tendem a pensar principalmente na sua manutenção no poder, o que encurta fortemente o horizonte de tempo de suas análises, como se não fosse fundamental ter um roteiro básico de prazo mais longo para ir orientando os passos do País em suas ações diárias, anticrise ou não.

Bom, esse roteiro pode até existir na cabeça de alguns, mas os sinais emitidos sobre o seu conteúdo são sempre muito fracos. Seguem dois exemplos para ilustrar o significado da falta de planejamento de longo prazo.

Primeiro, a questão da poupança pública.
Os dados sobre a decomposição da poupança interna do País são complicados de analisar, mas há pouca dúvida de que a tendência da taxa de poupança pública seja descendente nas últimas décadas, e talvez tenha sido mesmo negativa em vários anos mais recentes no âmbito federal.

Isso explica a queda dos investimentos públicos e uma série de mazelas que a falta destes e a não substituição por um mínimo de inversões privadas têm causado. Como a carga tributária tem subido velozmente no mesmo período - o que é péssimo, por vários motivos conhecidos -, isso significa que os gastos correntes, não importa os seus eventuais efeitos favoráveis, têm crescido demasiadamente.

Como nenhum sinal na direção contrária tem sido emitido, é provável, tudo o mais mantido inalterado, que a poupança pública continue caindo à frente, e com ela os investimentos públicos e a capacidade de produção da economia, ou seja, o crescimento sustentável do Produto Interno Bruto (PIB).

Com efeito, em estudo recente, elaborado com parceiros, ficou evidente que a tendência futura de queda da poupança pública federal é explosiva.

Basta que se mantenham:
1) a atual regra de reajuste do salário mínimo, que prevê a correção anual pelo crescimento nominal do PIB;
2) mesmo apenas uma parte da intensidade dos reajustes salariais e do crescimento das contratações governamentais dos últimos anos;
e 3) os demais parâmetros em vigor na área de assistência social.

Além disso, que os fatores demográficos prossigam na direção de transformar o Brasil num país de idosos daqui a algumas décadas, numa velocidade bem maior do que ocorreu nos países mais desenvolvidos.

Nesses termos, era preciso que o País formulasse um roteiro bem elaborado, mesmo que não fosse para corrigir a poupança pública negativa de hoje, mas ao menos para impedir que a situação continue a se deteriorar nos próximos anos.

Mostrar à sociedade os problemas que ocorrerão ou se agravarão nos próximos anos - como os derivados do estado atual de terra arrasada na infraestrutura - pode ser um instrumento de defesa eficiente para conter as pressões por maiores gastos correntes cada vez mais presentes no dia a dia do Congresso Nacional.

A presidente está certa quando diz que não podemos brincar com o aumento de certo tipo de gasto num ambiente crítico como o atual. Mas faltou dizer que, com ou sem crise, é preciso cortar gastos correntes no setor público, para recolocar o País no trilho do maior crescimento sustentado.

Alguém pode argumentar que é preciso o governo gastar mais quando a economia está cambaleando, como agora. A resposta é afirmativa, mas apenas em investimentos comprovadamente produtivos, e não em gastos correntes camuflados de investimento. Assim, reativa-se a economia e, ao mesmo tempo, amplia-se a capacidade de produzir.

Outro exemplo é a falta de uma discussão mais completa sobre as reais possibilidades de crescimento sustentado do País, tema central do planejamento estratégico global. Autoridades vibraram à época quando saiu o crescimento do PIB em 2010:7,5%.

Lá fora, muitos pensaram que o Brasil estava chegando ao patamar chinês de crescimento: 10% ao ano. Agora, diante da perspectiva de o PIB crescer menos de 2%, baixou uma depressão geral.

Ora, se olharmos os fatores objetivos, o Brasil não crescerá mais de 3,5% ao ano de forma sustentável, a não ser que muita coisa mude, uma delas a reversão da trajetória descendente de poupança pública acima mencionada.

Mas isso já é assunto demais para um único artigo.

Raul Velloso O Estado de S. Paulo

O BILHETE "PREMIADO" ! EXPECTATIVA X REALIDADE : A estagnação da Petrobrás

A incapacidade da Petrobrás de atingir as metas de extração de petróleo e gás fixadas por sua administração superior se tornou uma marca do modelo de gestão da empresa desde que o PT passou a controlá-la.

De 2003, primeiro ano do governo Lula, até 2011, já no governo Dilma, em nenhum ano as metas foram alcançadas.


Trata-se de incapacidade gerencial sistemática, que produz fracassos igualmente sistemáticos. Com a produção praticamente estagnada nos últimos três anos - período em que o PIB brasileiro cresceu mais de 10% -, a empresa está montando um plano de emergência para tentar recuperar sua eficiência.

O choque de realismo nos programas e nas metas da Petrobrás, anunciado por sua presidente Graça Foster, é uma boa indicação de que uma nova orientação está sendo imprimida à gestão da estatal. Mas será difícil e demorado remover o peso da herança deixada pelo governo Lula, que usou a empresa para alcançar objetivos políticos.

Planos mirabolantes foram anunciados, mas quase nunca executados - e, quando isso ocorreu, os atrasos e os aumentos de custo foram muito grandes.

À lista de fracassos como o descumprimento das metas de extração, mostrado em reportagem do Estado (1/7), podem ser acrescentados vários outros. Anunciados para agradar a governadores e políticos das regiões que seriam beneficiadas, os planos de construção do complexo petroquímico do Rio (Comperj)
e das refinarias do Maranhão,
do Ceará
e de Pernambuco renderam ao ex-presidente a oportunidade de lançar pedras fundamentais e aparecer como grande realizador de obras, mas nada renderam para a população.

Passados vários anos da exploração política da necessidade de ampliar a capacidade de refino da Petrobrás, pouca coisa avançou. As refinarias do Maranhão e do Ceará mal saíram do papel. A Comperj é um imenso canteiro de obras que não têm prazo de conclusão.

A Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, foi anunciada como resultado da sociedade entre a Petrobrás e a venezuelana PDVSA, de acordo com os delírios terceiro-mundistas e bolivarianos do ex-presidente.

Mas até agora o presuntivo sócio venezuelano não aplicou nenhum tostão nessa obra que está muito atrasada (deveria ter sido inaugurada em 2011, mas só ficará pronta em 2014) e que deveria custar US$ 4 bilhões, mas exigirá US$ 17 bilhões.

A Petrobrás perdeu eficiência e não ampliou sua produção nem sua capacidade de refino. Ela tem sido obrigada a importar cada vez mais combustíveis para abastecer o mercado doméstico. A reação imediata dos investidores diante do quadro real da empresa apresentado por sua presidente, no cargo há apenas cinco meses, não poderia ser outra senão a decepção e a desconfiança.

A estagnação de sua produção, que a está forçando a adotar um plano de emergência, é apenas uma das faces das múltiplas consequências da gestão imposta à empresa de 2003 até o início deste ano. Buscam-se explicações técnicas para a situação a que ela chegou.

Atribuiu-se à queda da eficiência operacional na Bacia de Campos - a principal do País e responsável por até 85% do petróleo consumido internamente - o problema hoje enfrentado pela Petrobrás.


Na semana passada, sua presidente se referiu a essa questão ao expor o Plano de Negócios da empresa para os próximos cinco anos. "É preciso que aumentemos urgentemente a eficiência operacional da Bacia de Campos", disse Graça Fortes.

A ação tornou-se urgente porque nada foi feito desde que surgiram os sinais de que a produção de óleo e gás de grandes áreas produtoras da Bacia de Campos, como o Campo de Marlim, vinha diminuindo, com o aumento da proporção de água no volume de hidrocarbonetos extraídos.

Para enfrentar o problema, a empresa anunciou a adoção do Programa de Aumento de Eficiência Operacional (Proef), voltado especificamente para a Bacia de Campos.

Ao declínio da taxa de recuperação de óleo e gás, normal em campos maduros, é muito provável que tenha se somado a perda de eficiência - que agora, sob os olhos ainda desconfiados dos investidores, sua direção anuncia que pretende recuperar - decorrente do uso político da empresa.

O Estado de S. Paulo

PTBRAS : PÕE REFINARIAS À VENDA NOS EUA E NO JAPÃO

A Petrobras decidiu acelerar a seleção dos ativos no exterior que serão vendidos no programa de desmobilização do portfólio para obter US$ 14,8 bilhões e dar prioridade a investimentos no pré-sal da Bacia de Santos.

No processo, que começou há mais de um ano, a estatal se prepara para vender suas refinarias em Okinawa, no Japão, e Pasadena, nos Estados Unidos. Além disso, vai se desfazer dos 48,5% da Edesur, distribuidora de energia elétrica da Argentina que tem dado prejuízo e está com caixa negativo.

As duas refinarias têm capacidade para processar 100 mil barris de petróleo por dia cada uma e refinam óleo leve. Nunca receberam os investimentos previstos para instalar equipamentos mais sofisticados, capazes de processar também petróleo pesado.

A Petrobras ainda não definiu o critério de venda dos blocos de exploração e produção nos Estados Unidos. Várias áreas da companhia estão trabalhando no assunto. Está sendo preparada uma lista dos blocos exploratórios em fase de desenvolvimento e já em produção naquele país.

Também não foram definidas as empresas que serão convidadas a avaliar essas participações. Na sede da companhia, no Rio, o assunto ainda é tratado com sigilo.

"A lista final está em discussão, mas não deve demorar a sair", explicou uma fonte. A ideia até agora, segundo apurou o Valor, não é sair dos Estados Unidos para simplesmente fazer caixa, mas encontrar parceiros que ajudem a financiar os projetos necessários para desenvolver a produção naquele país e, ao mesmo tempo, financiar o plano estratégico da Petrobras, que prevê investimentos de US$ 236,5 bilhões até 2016.

A princípio, os atuais sócios dos blocos nos EUA onde a estatal tem participação não seriam os melhores, já que tenderiam a querer ser operadores. A preocupação da estatal também será a de procurar parceiros com quem já tenha estabelecido um bom relacionamento.

A Petrobras prevê chegar a dezembro produzindo em torno de 21 mil barris por dia nos Estados Unidos. O maior projeto, e considerado a "menina dos olhos" da companhia no Golfo do México, é o de desenvolvimento da produção nos campos Cascade e Chinook, em águas profundas.

A brasileira tem uma participação de 80%, em parceria com a francesa Total. A estatal instalou ali a primeira FPSO desconectável em operação na região.

A BW Pioneer fica a uma distância de 250 km da costa da Louisiana e pode ser separada dos equipamentos submarinos para navegar e fugir dos furacões que afetam muito a produção de petróleo na região.

Além de Cascade e Chinook, a Petrobras tem participação acionária em 175 blocos de exploração naquele país, sendo que 164 desses blocos estão em águas profundas. A estatal é operadora (sócio que decide sobre o projeto e investimentos) em 126 dessas áreas.

A companhia tem ainda projetos exploratórios gigantes nos Estados Unidos, entre eles Saint Malo (operado pela Chevron), Lucius, Hadrian Sul (com Exxon e Anadarko). E estão em fase de aprovação os projetos Stones (operado pela Shell) e Hadrian Norte (Exxon e Anadarko).

Os campos de Tiber (BP) e Logan estão em fase de avaliação.

A área internacional tem previsão de investimentos de US$ 10,7 bilhões entre 2012 e 2016, dos quais US$ 4,7 bilhões foram reservados para projetos em estudo. Para desonerar o caixa da companhia e evitar riscos a Petrobras está buscando associações com empresas no exterior que permitam aumentar a capacidade de financiamento dos projetos.

Cláudia Schüffner | Do Rio Valor Econômico

julho 07, 2012

"PARA O brasil SEGUIR MUDANDO" COM A GERENTONA/FRENÉTICA/EXTRAORDINÁRIA DE NADA E COISA NENHUMA : Brasil deve voltar a ser lanterna na América do Sul , governo Dilma fica abaixo da média.


A cada divulgação de dados oficiais fica mais nítido que a economia brasileira patina pelo segundo ano consecutivo. Neste cenário, analistas dizem que, se o Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país) crescer 2% em 2012, já pode ser considerado um bom resultado, isso poque aumentam as apostas entre 1,5% e 1,8%.

E o ritmo fraco do PIB começa a ser sentido na vida dos brasileiros, que estão mais receosos e temem que a crise se agrave, o que pode esfriar ainda mais a economia.

Mas o que significa para o Brasil crescer 2% ou menos este ano?

Economistas ouvidos pelo GLOBO acreditam que os problemas tendem a ser cada vez mais sentidos pelas pessoas no seu cotidiano e pelas empresas. Uma forte redução dos investimentos causados pela frustração dos empresários, que esperavam crescimento na faixa de 4%, deve dificultar ainda mais a criação de empregos.

Além disso, a renda per capita no país pode ter uma variação muito baixa e o salário mínimo deverá ter um crescimento fraco em 2014 a atual regra faz com que o salário básico da economia seja reajustado levando em conta a inflação do ano anterior e o PIB de dois anos antes.

Nossa projeção de crescimento é de 1,8% este ano e, depois dos últimos dados da produção industrial, está cada vez mais fácil que o crescimento fique perto de 1,5% do que de 2%. Apesar das medidas, como o corte de juros, não está garantido que a economia se aqueça no segundo semestre.

E, se essa perspectiva não mudar, os problemas serão cada vez mais sentidos afirma Armando Castelar, coordenador de Pesquisas Aplicadas do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Para o professor, a criação de empregos fica mais prejudicada.
Ele lembra que um fenômeno pouco usual fez com que, nos últimos anos, o emprego e a renda se mantivessem crescendo acima da economia:
as vagas foram abertas em setores muito específicos e intensos em mão de obra, como comércio, construção civil e bancos, além de parte dos dados representar uma formalização do mercado de trabalho:

A geração de empregos é uma preocupação crescente agora. O fraco desempenho da economia nacional é fruto do baixo investimento. E o investimento tende a continuar baixo com isso, é um círculo vicioso diz Castelar, que defende uma política agressiva para aumentar a infraestrutura, inclusive com a privatização de estradas, aeroportos e portos, para atrair mais investimentos e aumentar as expectativas.

Para o professor Reinaldo Gonçalves, da UFRJ, o baixo crescimento, cerca da metade da média histórica do país como República (4,5%), chega às pessoas:
Uma das consequências será um baixo crescimento do salário mínimo e geração de empregos medíocre avalia, acrescentando que a culpa pelo atual resultado é, indiretamente, da própria presidente Dilma Rousseff. Para ele, o governo fez política eleitoreira em 2010, quando a economia cresceu 7,5% facilitando a eleição da presidente.

Apesar da redução do emprego, ele ainda deve crescer este ano em um volume maior que a expansão da População Economicamente Ativa (PEA). Para o economista Alex Agostini, da Austin Rating, o avanço da PEA é igual ao crescimento populacional, de 1,3% ao ano, enquanto o emprego formal deve crescer este ano 3,5%. Ele prevê uma alta do PIB de 1,9% este ano.

Brasil deve voltar a ser lanterna na América do Sul

Para economistas, a culpa pela anemia do PIB brasileiro não pode ser integralmente creditada à crise global. O Brasil está se saindo pior que muitos países, o que seria indicativo de problemas estruturais internos. O país deve estar em 2012, pelo segundo ano seguido, na lanterna do crescimento econômico na América do Sul excluindo o Paraguai, que vive um momento de forte turbulência política.

O Brasil deverá, novamente, perder em desempenho para a média da economia global e pode crescer menos até que os Estados Unidos.

Isso é um sinal de um problema estrutural. Porque países como Colômbia, Peru e Chile vão crescer entre 4% e 5% neste ano e nós não? indaga o professor Armando Castelar, da FGV, para quem isso demonstra que o Brasil precisa enfrentar problemas estruturais, como a baixa competitividade, fazer reformas e incentivar o investimento.

Alex Agostini, da Austin Rating, lembra que essa situação deve levar o país a um fraco crescimento de PIB per capita, uma vez que a população se expande cerca de 1,1% ao ano. Além disso, o país deve perder a posição de sexta maior economia do mundo, conquistada no ano passado. O Reino Unido deve voltar a ultrapassar o PIB brasileiro, em dólares:

Aqui o maior problema que ocorre é a cotação do real, pois na comparação internacional o PIB é medido em dólares. Mas se o país crescesse mais ficaria mais fácil defender esta posição afirmou o economista, que espera um PIB brasileiro em 2011 de US$ 2,315 trilhões, US$ 120 bilhões a menos que o britânico.

Ele, contudo, cita alguns benefícios colaterais desta crise, como a redução dos juros.

Desempenho do governo Dilma fica abaixo da média

Além disso, o PIB baixo deve fazer que o governo Dilma tenha uma das menores taxas de crescimento das últimas décadas. O professor Reinaldo Gonçalves, da UFRJ, diz que a situação econômica não é confortável:
Após crescer 2,7% em 2011 e se chegar a 2% este ano, a média fica em 2,37% ao ano. Isso a coloca em 20º lugar entre os 26 presidentes do país, abaixo da média dos dois primeiros anos de Lula, FH, Itamar e Sarney.

O professor conta que, para Dilma repetir a média de 3,5% do primeiro mandato de Lula, o país precisaria crescer 4,6% ao ano em 2013 e 2014. E para chegar à média de crescimento da República, de 4,5%, o desafio é ainda maior: crescer em média 6,7% nos próximos dois anos.

O Globo

julho 06, 2012

O " brasil nos trilhos" DA GERENTONA/FRENÉTICA/EXTRAORDINÁRIA E "PRESIDENTA" : Escândalo sobre trilhos

O trem de planos mirabolantes da Valec está descarrilando.
A Polícia Federal descobriu um esquema milionário de desvio de recursos públicos na estatal que deveria zelar por ferrovias no país.
A empresa converteu-se num pátio de escândalos.


Ontem, a PF prendeu José Francisco das Neves, mais conhecido como Juquinha. Por oito anos, ou seja, durante todo o governo Lula, ele presidiu a Valec, estatal que cuida de obras como a encrencada ferrovia Norte-Sul. Durante sua gestão, embora tocasse empreendimentos importantes para o PAC, cuja "mãe" é hoje presidente do Brasil, não foi incomodado. Até que, um ano atrás, depois de muita lambança, Juquinha foi mandado para casa pela professora Dilma.

Agora, numa operação batizada "Trem Pagador", a PF descobriu que Juquinha tinha enchido os bolsos, não de bala, mas de muito dinheiro. No tempo em que esteve na Valec, sua fortuna - camuflada em nome de esposa, filho e um monte de terceiros - teria crescido 830%, para algo na casa de R$ 60 milhões, como descobriu O Globo. Haja vagão para tanta grana.
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Juquinha chegou à Valec pelas mãos de José Sarney, o bem-tratado aliado do PT que, em 1987, deu início à Norte-Sul por meio de uma concorrência fraudulenta. Em sua gestão, o apadrinhado deixou um rastilho de malfeitorias, trilhos por onde não se trafega, fábricas de dormentes que só produzem prejuízos e licitações destinadas a avançar sobre os cofres do Estado.

Nos inquéritos que resultaram na prisão de Juquinha, a PF já constatou superfaturamento de R$ 129 milhões só na construção de trechos da Norte-Sul em Goiás. As fraudes teriam beneficiado o presidente da estatal e mais três pessoas. A construtora Delta, que tinha contratos de R$ 574 milhões com a Valec, também pode estar envolvida no esquema.

Mas o rombo produzido por Juquinha e sua turma nos cofres públicos deve ser muito maior. Há um mês, o Valor Econômico já havia revelado que cerca de R$ 400 milhões terão de ser gastos apenas para consertar obras malfeitas durante a gestão dele à frente da estatal. Os contratos envolviam uma série de falcatruas.

O nova gestão da Valec descobriu dormentes adquiridos com preço 36% acima do que seria possível, prejuízo potencial próximo a R$ 200 milhões na aquisição de trilhos e quase mil quilômetros de ferrovias para transportar grãos e minérios sem um único pátio para os caminhões fazerem carga e descarga, como revelou
O Estado de S.Paulo em junho.

A Norte-Sul poderia ser uma vistosa realização, mas, nas mãos do PT, se converteu num comboio de corrupção, ineficiência, roubalheira e incapacidade de gestão. Embora a obra fosse tida como prioritária no PAC, os descalabros que fizeram com que ela atrasasse pelo menos três anos passaram incólumes sob o nariz da "gerente" Dilma Rousseff.

Reiteradamente, a conclusão da Norte-Sul foi prometida por Lula e Dilma para 2010, mas só sairá, se sair, em fins de 2013. O atraso penaliza quem trabalha e produz, notadamente os agricultores do Centro-Oeste brasileiro.

Sem a opção ferroviária, cerca de 12% das cargas ficam pelas estradas, o custo do frete no país sai muito mais caro que o de seus concorrentes e o Brasil perde R$ 12 bilhões por ano entre cargas não transportadas, tributos não arrecadados e prejuízos com o uso de caminhões, como mostrou a Folha de S.Paulo em junho.

O modal ferroviário demanda atenção do poder concedente, de forma a tornar-se mais competitivo e uma opção real para que o país reduza seus dispêndios com logística, que levam US$ 80 bilhões das empresas brasileiras por ano. Mas, hoje, os trilhos estão subaproveitados e os custos são muito mais altos do que poderiam ser num ambiente mais adequado.

No entanto, ao invés de concentrar-se em reformar o modelo, injetando mais concorrência e eficiência, o governo federal prefere apelar para ideias mirabolantes, como a do trem-bala: só o seu projeto de engenharia custará R$ 540 milhões, revela hoje o Valor. O PT insiste em levar adiante a obra, que ninguém sabe sequer por quantas dezenas de bilhões sairá.

Ao mesmo tempo, o governo Dilma quer que as futuras expansões da malha ferroviária sejam tocadas pela encrencada Valec:
programa-se para os próximos anos a construção de 2,7 mil quilômetros de trilhos, em investimentos que podem chegar a R$ 13,7 bilhões, tudo com recursos públicos.


Como Juquinha está cansado de saber, pode ser mais uma chance para o desvio de mais um comboio de dinheiro do contribuinte.

Fonte: Instituto Teotônio Vilela
Escândalo sobre trilhos

VERSO/REVERSO... INFLAÇÃO DE JUNHO FOI MAIOR PARA QUEM TEM RENDA MENOR.

O arrefecimento da inflação oficial beneficiou mais as famílias com renda mais alta do que as com ganhos mais baixos.

Isso aconteceu porque os alimentos continuam registrando taxas altas e pesam mais no bolso de famílias com menor poder aquisitivo.


Ao mesmo tempo, os preços de bens caros e importantes no orçamento das famílias com renda mais alta, como os automóveis, vêm caindo ou desacelerando, apontou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Enquanto a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desacelerou de 0,36% para 0,08% na passagem de maio para junho, a taxa medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) fechou junho aos 0,26%, resultado bem maior do que o da inflação oficial, embora tenha recuado em relação a maio (0,55%).

O IPCA mede o efeito dos preços sobre o orçamento das famílias de 1 a 40 salários mínimos. O INPC mede o impacto dos preços sobre as despesas de famílias que recebem de 1 a 5 salários mínimos.

"Se a gente compara o IPCA com o INPC do mês passado, vê que a redução da inflação foi muito maior no IPCA do que no INPC. Então, na faixa de renda de 1 a 40 salários mínimos, onde o peso dos automóveis e de bens mais caros é maior, a inflação cedeu mais", apontou Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do IBGE.

O subgrupo Veículo próprio tem um peso de 10,08% no IPCA, bem maior do que no INPC, de 6,26%. Já o subgrupo Transporte público, que inclui ônibus, pesa menos no IPCA (4,88%) do que no INPC (7,42%).

O grupo Transportes, principal fator de desaceleração no IPCA de junho, tem um peso de 20,11% no indicador, contra uma influência de 17,06% no INPC.


Enquanto os automóveis registraram deflação no mês, as tarifas de ônibus urbano aumentaram.

"Foi mais beneficiado pela redução da inflação, pelo resultado de junho, quem ganha mais do que quem ganha menos", notou Eulina. "Os alimentícios, embora tenham desacelerado um pouco, ainda aumentaram."

O grupo Alimentação e bebidas tem um peso de 23,19% no IPCA e de 28,37% no INPC.

DANIELA AMORIM/Estado