"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

abril 18, 2012

CONFIRMADO ! SELIC/SPREADS/TX JUROS - Copom reduz juros para 9% ao ano


O Banco Central (BC) cortou os juros básicos da economia (Selic) em 0,75 ponto percentual, para 9% ao ano, na reunião do colegiado realizada nesta quarta-feira.

A decisão foi unânime e era esperada por praticamente todos os analistas do mercado financeiro e aplicadores.

O Copom considera que, neste momento, permanecem limitados os riscos para a trajetória da inflação. O Comitê nota, ainda que, até agora, dada a fragilidade da economia global, a contribuição do setor externo tem sido desinflacionária, afirmou o colegiado, em comunicado divulgado ao final da reunião.

Em março, após acelerar o ritmo de corte, o Copom avisou que era alta a probabilidade de a taxa Selic se deslocar para patamares ligeiramente acima dos mínimos históricos, e nesses patamares se estabilizar:
o que foi entendido pelo mercado que ficaria no nível estabelecido nesta quarta-feira pelo BC.

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) está acumulada em 5,24% nos últimos 12 meses.

A previsão do BC é que o índice usado oficialmente pelo governo encerre o ano em 4,4%, portanto, abaixo da meta de 4,5%. Nas contas dos analistas, a taxa de juros real está abaixo de 4% ao ano.


Pelos dados recentes de inflação mais moderada que o esperado, o coordenador de Política Econômica do Conselho Federal de/TX JUROS :

O Globo

SAI A CRACOLÂNDIA E ENTRA O "INSTITUTO" DO "CRACA" CACHACEIRO E MENSALEIROS. POBRE BRASIL.Câmara/SP aprova cessão de área pública ao Instituto Lula

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou, no fim da tarde desta quarta-feira, em primeira votação, o projeto de lei de autoria do prefeito Gilberto Kassab (PSD) que concede ao Instituto Lula, por 99 anos, uma área pública no centro da capital paulista onde hoje está localizada a Cracolândia.

No local será instalado um museu, batizado de Memorial da Democracia. A sessão da Casa foi marcada por tumulto e xingamentos. Um manifestante contrário à proposta acusou o vereador Roberto Tripoli (PV) de agressão.

Durante o debate, que durou mais de 2 horas, o clima esquentou. Tripoli, que é líder do governo na Casa, subiu até a galeria, onde estavam alguns manifestantes do movimento Revoltados Online, contrários ao projeto, e chegou a partir para cima do grupo.

Houve discussão e troca de ofensas. Um dos manifestantes disse que foi golpeado na boca pelo vereador. Tripoli, no entanto, nega a agressão e confirma que houve troca de xingamentos, apenas.

A confusão teve de ser apartada pela Polícia Militar (PM). Pouco antes do tumulto, os vereadores Carlos Apolinário (DEM) e Agnaldo Timóteo (PR) já tinham, em plenário, xingado os manifestantes, que gritaram durante a sessão.

O projeto foi aprovado com 37 votos a favor, 10 contra e uma abstenção e será, agora, encaminhado para uma segunda votação antes de sancionado pelo prefeito.

Pela proposta, a Prefeitura cederá um terreno de 4,3 mil metros quadrados localizado na Rua dos Protestantes, onde o Instituto Lula pretende erguer um museu, batizado de Memorial da Democracia, que abrigaria o acervo documental referente ao mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e também ofereceria cursos para a população.

O Instituto Lula, segundo a Câmara Municipal, tem um ano para apresentar o projeto do edifício, a partir da aprovação da proposta do Executivo pela Casa, e mais um ano para iniciar as obras

O Globo

(cracas)

ACOORDAAA Lewandowski ! Data de julgamento do mensalão depende do ministro


Revisor do processo do mensalão, o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), anda irritado com os colegas devido à pressão para que entregue logo seu voto à presidência da Corte. Antes disso, não é possível marcar o julgamento.

Na semana passada, no intervalo da sessão, Lewandowski foi tirar satisfações com Gilmar Mendes, que disse publicamente que o julgamento precisa ser realizado o quanto antes. Testemunhas dizem que o diálogo foi áspero. Nesta quarta-feira, em conversa com jornalistas, negou que seja alvo de pressões dos colegas.

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- Ninguém pressiona juiz do Supremo Tribunal Federal. Jamais ocorreu isso na história. Nem os próprios colegas têm condições ou teriam condições de pressionar outro colega. O juiz da Suprema Corte é absolutamente independente. A Constituição lhe garante isso - afirmou.

Perguntado se a briga com Gilmar realmente ocorreu, Lewandowski desconversou e não respondeu. A pressão não ocorre somente via imprensa. Há cerca de um mês, um ministro do STF conversou com o revisor do caso sobre a importância de incluir o processo na pauta o mais breve possível.

Desafiou-o, dizendo que ele não deveria agir como o coveiro do mensalão.

Na terça-feira, outro colega procurou Lewandowski para pedir que ele apronte seu voto ainda neste semestre. A resposta não teria sido muito animadora para o interlocutor.

Entre os ministros do STF, tem sido uma constante a ideia de que o processo deve ser julgado ainda neste semestre. Isso porque, no segundo semestre, haverá apenas dez ministros na Corte, com a aposentadoria de Cezar Peluso.

Também há a preocupação de não misturar o julgamento do mensalão, um processo que afeta diretamente a vida política do país, com o processo eleitoral, que se inicia em julho.

O processo foi aberto em agosto de 2007 para investigar se o mensalão realmente existiu. Segundo denúncia do Ministério Público, o governo federal pagava propina para parlamentares da base em troca de apoio em votações importantes.

São 38 réus acusados de crimes como formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, peculato e corrupção.

O Globo

JURO EXPIATÓRIO - BECO SEM SAÍDA! GERENTONA E BUFÃO SEM "Software" PARA COPIAR...

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O Comitê de Política Monetária do Banco Central deve dar mais uma machadada nos juros hoje.
É positivo que a taxa continue em queda, mas o arsenal de medidas necessárias para ressuscitar a economia exige outras ações por parte do governo.


Os juros são hoje apenas parte do problema.


É quase unânime que a Selic cairá a 9% ao ano, a partir desta quarta-feira. Com isso, a taxa irá se aproximar de seu piso histórico, o que é ótimo.
Mas é igualmente verdade que o Brasil ainda continua descolado do resto do mundo neste quesito, cobrando juros muito acima da média.


Atualmente, o país desponta como vice-líder no ranking mundial de juros.
São 4,1% reais, isto é, já descontada a inflação, ao ano.
Com o possível corte previsto para hoje, cairíamos para 3,4%.
A líder Rússia cobra 4,2% e a média das 40 principais economias mundiais é de 0,6% negativo, segundo
levantamentoda Cruzeiro do Sul Corretora.

Como o próprio nome diz, a taxa básica é apenas uma referência de mercado.
Na prática, quem precisa recorrer às linhas das instituições financeiras paga valores muito mais salgados:
no cheque especial, nos cartões de crédito e no crédito ao consumo, são cerca de 300% ao ano e, em empréstimos para os negócios de menor porte, em torno de 60% anuais.


Por isso, nada mais simpático aos olhos da população do que lançar uma guerra sem precedentes à "ganância" dos bancos, como fez o governo nos últimos dias.

Eles foram transformados na Geni da vez, e justamente na hora em que a equipe econômica petista mais era cobrada pelos insucessos de sua política econômica. Coincidência?
Possivelmente, não.


É certo que os bancos não têm pendor para mocinho de cinema, mas não são os únicos a cometer vilanias. As taxas que cobram de seus clientes em suas operações de crédito também devem muito a penduricalhos e encargos determinados pelo próprio governo.

Segundo o Banco Central, o spread - diferença entre o que um banco paga a quem investe seu dinheiro lá e o que cobra de quem toma emprestado - no Brasil só é menor do que no Zimbabwe:
em fevereiro, por exemplo, os bancos pagaram, em média, 9,7% ao ano para obter recursos e emprestaram aos correntistas a uma taxa de 38%.


Desta diferença, um terço equivale especificamente à margem de ganhos dos bancos. Tudo o mais são despesas:
quase 22% são impostos cobrados pelo leão, sobretudo IOF e contribuição social; 29% devem-se à inadimplência; 13%, a custos administrativos e 4%, ao recolhimento compulsório ao BC de parte dos depósitos à vista.


Para baixar os juros, a única medida efetiva do governo até agora foi determinar que Banco do Brasil e Caixa cortassem imediatamente, e na marra, suas taxas.

Infelizmente, ao contrário do que apregoa a publicidade oficial, não será todo mundo que conseguirá dinheiro mais barato, como
comprovoua Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, logo depois dos anúncios, na semana passada.

Botar o bode dos juros na sala é oportuno para um governo que se vê às voltas com sérias dificuldades para animar a economia, como está acontecendo agora no país.

É preciso, sim, baixar as taxas, mas é igualmente necessário que se ataquem os gastos públicos, que se aumente a poupança e o investimento, que se melhorem as condições de competitividade.

Sem isso, vamos sempre esbarrar em limites, como a inflação.


"Ao fazer um apelo público aos bancos privados para que eles aumentem o volume de crédito, o governo menospreza o funcionamento do sistema financeiro brasileiro. Como se sabe, a limitação da oferta de crédito é imposta pelo próprio Banco Central, para evitar a disparada da inflação", avaliou a revista Época em sua edição desta semana.

A gestão Dilma Rousseff ainda não conseguiu promover ações objetivas em prol da melhoria da estrutura produtiva nacional. Suas tentativas são, muitas vezes, desconexas, voluntaristas, desfocadas ou, em alguns casos, crassamente equivocas e distorcidas - como o apelo ao protecionismo e a concessão de benefícios fiscais apenas a amigos do rei.

As barbeiragens cobram seu preço:
neste ano, a perspectiva é de que o Brasil cresça, novamente, abaixo da média global, regional e dos países emergentes, como
previu ontem o FMI.

Como tem sido a tônica desde os anos Lula, vamos, mais uma vez, ficar para trás.
E não vai adiantar o governo ficar apontando os culpados de sempre.


Fonte: Instituto Teotônio Vilela
Juro expiatório

Bicheiro envia recados ao Congresso


De malas prontas para o presídio da Papuda, no Distrito Federal, Carlinhos Cachoeira é um homem pressionado que começa a mandar recados ao Congresso.

Ao longo da última semana, O GLOBO ouviu pessoas próximas ao bicheiro, que relatam a indignação de Cachoeira por ser tratado como o líder máximo de uma organização criminosa.


Cachoeira rejeitou proposta para ser beneficiado pela delação premiada. Porém, de acordo com o relato de familiares, pensaria em comparecer à CPMI, caso instalada, para responder às perguntas sobre o seu envolvimento com políticos de diferentes partidos.

Segundo os mesmos interlocutores, por ora, os políticos graúdos, "verdadeiramente amigos da família", não o abandonaram. Apesar do regime rigoroso no presídio de segurança máxima de Mossoró, Cachoeira recebe relatos sobre a evolução do noticiário.

A transferência do bicheiro para Brasília, prevista para ontem, deve ocorrer apenas entre hoje e amanhã. A advogada de Cachoeira, Dora Cavalcanti, diz que a defesa não referenda as "especulações" sobre o estado de ânimo do cliente.

- Ele está abalado fisicamente. Ele esteve doente, mas recebeu apenas soro - afirmou a advogada.

Roberto Maltchik O Globo

PETEBRAS : Agora, incêndio na sonda P-16 em Santos

Na última sexta-feira,13, ocorreu um incêndio na sonda de perfuração P-16 da Petrobras, na Bacia de Santos. Segundo a companhia, o incêndio ocorreu por volta das 17h10 no sistema de admissão de ar em um dos motogeradores.

A sonda estava realizando os trabalhos em um poço para produção no campo de Baúna, a 213 quilômetros da costa, na Bacia de Santos.

Segundo a Petrobras, o fogo foi debelado pela brigada de incêndio e o sistema auxiliar de energia foi acionado. A companhia informou que não houve feridos nem vazamentos.

A sonda e o poço se encontram em condições seguras, e as causas do acidente estão sendo apurados, assim como os danos materiais, segundo a empresa. A Petrobras disse ter comunicado o acidente às autoridades competentes.

O medo da CPI da 'Tia do PAC'

Materializou-se um pesadelo do comissariado petista. Foi ao ar o grampo em que o empresário Fernando Cavendish, dono da empreiteira Delta, diz:
"Se eu botar 30 milhões na mão de um político, eu sou convidado para coisa para c.... Pode ter certeza disso, te garanto".


A versão impressa dessa conversa surgiu em maio passado, numa reportagem da revista "Veja". Ela descrevia uma briga de empresários, na qual dois deles, sócios da Sygma Engenharia, desentenderam-se com Cavendish e acusavam-no de ter contratado os serviços da JD Consultoria, do ex-ministro José Dirceu, para aproximar-se do poder petista.

A conta foi de R$ 20 mil.
À época, o senador Demóstenes Torres, hoje documentadamente vinculado a Carlinhos Cachoeira, informou que proporia uma acão conjunta da oposição para ouvir os três empreiteiros.

Deu em nada, como em nada deram inúmeras iniciativas semelhantes. Se houve o dedo de Cachoeira na denúncia dos empresários, não se sabe.


Diante do áudio, a Delta diz que tudo não passou de uma "bravata" de Cavendish. O doutor, contudo, mostrou que sabe se relacionar com o poder. Tem 22 mil funcionários e negócios com obras e serviços públicos em 23 Estados e na Capital.

No Rio de Janeiro, participa do consórcio da reforma do Maracanã. Seu diretor regional de Goiás era interlocutor frequente de Carlinhos Cachoeira. Na última eleição, Cavendish botou R$ 1,1 milhão no cofre do Comitê Nacional do PT e R$ 1,1 milhão no do PMDB.

Em ambos os casos as doações foram legais.
Em apenas quinze meses, durante o segundo mandato de Sérgio Cabral, de quem Cavendish é amigo, a Delta conseguiu contratos no valor de R$ 1,49 bilhão, R$ 148 milhões sem licitações. Suas contas com o PAC chegam a R$ 3,6 bilhões.


Talvez o comissariado petista pensasse que o grampo de 2009 seria sepultado. Seu erro foi, e continua sendo, acreditar que pode empurrar esse tipo de conta para mais tarde.

Se o comissário Ruy Falcão acreditou que a CPI em torno das atividades de Carlinhos Cachoeira exporia a "farsa do mensalão" (rótulo criado por Lula), enganou-se. O PT tem um encontro marcado com as malfeitorias de seu comissariado.

Desde 2004, quando apareceu o primeiro grampo de Cachoeira, no qual ele corrompia um servidor que se tornaria subchefe da Casa Civil, a questão é simples: corta na carne ou continua a contaminar o organismo.


O que o comissariado vem fazendo é mostrar-se poderoso o suficiente para dobrar as apostas. Tamanha é sua onipotência que há nele quem creia ser possível contaminar ministros do Supremo Tribunal Federal.

Luiz Marinho, prefeito de São Bernardo e ex-ministro de Lula, condena a possibilidade de o ministro José Dias Toffoli vir a se declarar impedido de julgar o mensalão, mesmo tendo sido assessor do PT, da Casa Civil de José Dirceu e advogado-geral da União de Lula.

Nas suas palavras:
"Ele não tem esse direito." (O ministro Ricardo Lewandowsky, em cuja mesa está o processo do mensalão, pertence a uma próspera família de São Bernardo, em cuja Faculdade de Direito diplomou-se.)


Passaram-se sete anos do surgimento da palavra "mensalão" e o PT continua adiando a hora da faxina. Na semana passada os comissários flertaram com a ideia da criação de uma CPI que supunham letal para a oposição.

Em poucos dias, descobriram que estavam enganados.

Elio Gaspari O Globo

abril 17, 2012

De saída da presidência do STF, Peluso critica colegas e Dilma

De saída da presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Cezar Peluso disse que o futuro da Corte é preocupante e que o trabalho da ministra Eliana Calmon na Corregedoria Nacional de Justiça não gerou qualquer resultado.

Em entrevista publicada no site Consultor Jurídico, Peluso criticou a presidente Dilma Rousseff, por ter tirado do orçamento deste ano o aumento do Judiciário, e o senador Francisco Dornelles, que ele afirma estar a serviço dos bancos.

Peluso deixa a presidência do tribunal nesta quarta-feira, 18.
De acordo com outros ministros, Peluso pode antecipar em algumas semanas sua aposentadoria e não voltar do recesso de julho.
Na entrevista, Peluso afirma que o futuro do Supremo é preocupante.


"Há uma tendência dentro da corte em se alinhar com opinião pública. Dependendo dos novos componentes", disse.

Marcado pelo conflito travado no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com a ministra Eliana Calmon, Peluso agora afirma que o trabalho da corregedora não produziu efeitos e diz haver suspeitas sobre a intenção dela de se candidatar.

"Até agora ela não apresentou resultado concreto algum, fez várias denuncias. Ela está se perdendo no contato com a mídia e deixando de lado o foco, a procura de resultados concretos", disse ele.

"No mês de setembro ela sai, retorna para o tribunal dela, que é o STJ. Termina o mandato (de corregedora) e volta. (...) Que legado deixou?", questiona.

Na Corregedoria do Tribunal de Justiça de SP, Peluso afirmou que resolvia os problemas que envolviam juízes suspeitos de irregularidades sem alarde.

"Chamávamos os envolvidos e abríamos o jogo: ''Temos tantas provas contra vocês e se não forem para a rua agora iremos abrir processo''. Nunca fizemos escarcéu com esses casos", contou.


Peluso questionou, na entrevista, os resultados da mudança patrocinada no sistema previdenciário do funcionalismo público e disse que o serviço público não atrairá servidores decentes.

"O governo está interessado em um problema imediato político que é diminuir o déficit da Previdência Social, não está interessado com a eficiência da máquina ao longo do tempo", argumentou.

"Ninguém que tenha capacidade e decência irá procurar emprego no setor público, pois ninguém irá se matar para conseguir um cargo público e aposentar-se com R$ 1,5 mil ou correr o risco de fundos que ficarão nas mãos de grandes bancos", criticou.

Na sua gestão, Peluso não conseguiu viabilizar o reajuste dos salários do Judiciário. E afirma que a presidente Dilma Rousseff descumpriu a Constituição ao tirar do orçamento encaminhado pelo STF a previsão de aumento dos salários.

"A Presidência descumpriu a Constituição, como também descumpriu decisões do Supremo. Mandei ofícios à presidente Dilma Rousseff citando precedentes, dizendo que o Executivo não poderia mexer na proposta orçamentária do Judiciário, que é um poder independente, quem poderia divergir era o Congresso. Ela simplesmente ignorou", disse.

Peluso responsabilizou o senador Francisco Dornelles (PP-RJ) pela não aprovação da proposta de emenda à Constituição que mudava a sistemática dos processos e acelerava a tramitação dos processos. A ideia foi combatida por advogados e criticada por alguns ministros do STF.

"A PEC só não foi votada porque o Dornelles complicou. Quem o senador Francisco Dornelles representa?
Ele é do PP ou do BB - dos bancos e bancas.
Estes são os grandes interessados na discussão do sistema", afirmou.

"O Dornelles é senador pelo Rio de Janeiro, mas de fato representa os interesses dos bancos e representantes das grandes bancas de advocacias de Brasília. Ele travou a votação da PEC", afirmou.

Na série de entrevistas, Peluso critica também o resultado do julgamento que declarou a constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa.

"Disse isso no meu voto e repito: nem durante a ditadura militar houve tal medida. Não conheço nenhum lugar no mundo, nem na Rússia comunista se fez isso:
criar uma lei para qualificar um ato já praticado", criticou Peluso.

Estadão

MAIS SOBRE O brasil EMPACADO E SEM "MARQUETINGUE"


O primeiro trimestre do ano foi perdido pela economia brasileira.
A atividade está em declínio, a criação de empregos diminuiu e as famílias encontram-se cada vez mais endividadas.
O país está paradão.


Ontem, o Banco Central divulgou que a atividade econômica caiu 0,23% em fevereiro em comparação com o mês anterior. Foi a segunda vez no ano que isso aconteceu, o que indica falta de vigor capaz de promover recuperação mais consistente, como prometido pelo governo.

Com o resultado de fevereiro, o crescimento do PIB acumulado pelo país nos últimos 12 meses baixou para 2,05%. Este é, pois, neste momento, o ritmo de expansão da economia nacional, sob Dilma Rousseff. Repetindo:
2,05% ao ano.
Não se trata, portanto, de nenhum espetáculo de crescimento...

Analistas econômicos atestam que, neste ano, o crescimento do PIB brasileiro mal ultrapassará os 3%, praticamente repetindo o medíocre desempenho de 2011. Continua no campo das ilusões a previsão oficial de que a expansão possa chegar a 4,5%. Mero desejo.

A atividade econômica só deve mostrar alguma reação no segundo semestre. Mas, por ora, o lado real da economia exibe redução na geração de emprego, indústrias estagnadas e demitindo, dívidas em alta, inadimplência e crédito contido.

O mercado de trabalho sofre os reflexos da freada. Segundo dados do Caged divulgados ontem, a geração de empregos formais no país no trimestre foi a menor para o período nos últimos três anos:
442,6 mil novos postos. Sobre fevereiro, a queda foi de 36%.


Mais uma vez, a indústria foi o patinho feio da história: no trimestre, a criação de empregos no setor caiu quase 60%. Considerando-se apenas o mês de março, o saldo foi negativo, isto é, houve mais demissões do que contratações - algo que, nos últimos nove anos, só havia acontecido em 2009.

A indústria de transformação perdeu 5.048 postos de trabalho em março. Caíram bastante os empregos no segmento de produtos alimentícios, que teve corte de mais de 25 mil postos no mês, a maior parte no Nordeste. No geral, em 11 estados as demissões superaram as admissões.

Além dos culpados de sempre, o esfriamento da economia também encontra razões em fatores menos notórios. Um deles é a inadimplência, que tem subido continuamente desde o ano passado:
as famílias passaram a comprometer parcela cada vez maior de sua renda com pagamento de juros e amortização de dívidas. A corda apertou no pescoço.


Em consequência, também as instituições financeiras tornaram-se mais cautelosas na concessão de crédito, como é natural - afinal, ninguém quer correr risco de perder dinheiro só por causa de broncas mal-humoradas da presidente da República. Com isso, o consumo refreou.

Outro fator diz respeito diretamente à letargia do governo federal. Os investimentos da União continuam travados, como mostrou o Valor Econômico ontem. Os dados oficiais sugerem que eles cresceram 24% no trimestre, mas trata-se de artifícios contábeis.

O governo passou a computar os subsídios concedidos nos financiamentos do Minha Casa, Minha Vida - antes contabilizados como custeio - como investimentos, inflando-os. Sem a mandracaria, teria havido queda de 18% em relação aos três primeiros meses de 2011.

No transcorrer do ano, vai ficando mais evidente que as previsões otimistas feitas pela presidente e sua equipe econômica no início de 2012 estavam completamente descoladas da realidade.

As ações recentes tomadas pela gestão petista também não parecem ter o condão de alterar profundamente as perspectivas imediatas.
Paradão, o governo assiste a economia adernar.


Fonte: Instituto Teotônio Vilela
Brasil paradão

"PARA O BRASIL SEGUIR MUDANDO" COM A GERENTONA/FRENÉTICA/EXTRAORDINÁRIA DE NADA E COISA NENHUMA : Brasil empaca e frustra Dilma


Prévia do Banco Central para o PIB aponta retração de 0,23% em fevereiro, a segunda do ano. Economistas preveem avanço neste ano inferior aos 4% desejados pela presidente

Se a presidente Dilma Rousseff tinha alguma dúvida de que o crescimento da economia no seu segundo ano de governo tem tudo para ser pífio, ela foi dirimida totalmente ontem.

Pelos cálculos do Banco Central, o nível da atividade recuou pelo segundo mês consecutivo, mostrando que nem a produção nem o consumo estão reagindo aos estímulos dados pelo Palácio do Planalto nos últimos meses.

O IBC-br, prévia do Produto Interno Bruto (PIB), caiu 0,23% em fevereiro. Em 12 meses, apresenta avanço de apenas 2%, metade do que o Brasil pode crescer sem gerar inflação, o chamado PIB potencial.

Apesar de já estar preparada para um resultado fraco no primeiro trimestre, a presidente Dilma não escondeu a decepção.

Ela acreditava que, com o corte da taxa básica de juros (Selic) desde agosto do ano passado e as desonerações de impostos dadas à indústria, especialmente às fabricantes de eletrodomésticos da linha branca, a economia começasse a esboçar alguma reação.

Não é o que ocorre.

Tanto que os especialistas já falam em um avanço de apenas 0,5% entre janeiro e março, taxa que, quando anualizada, mostra um salto de minguados 2,4%, menos que os já criticados 2,7% de 2011.

CRISTIANE BONFANTI Correio Braziliense