"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

dezembro 05, 2009

VALE A PENA VER DE NOVO : A "DRUPA"


PARA ESCÂNDALOS LEIS EXISTEM, É SÓ APLICÁ-LAS



Mudar lei a cada novo escândalo é pôr tranca em porta arrombada, diz especialista

Sugerir mudanças na legislação a cada vez que surge um novo escândalo de corrupção é como colocar tranca em uma porta que já foi arrombada. 


A metáfora é da cientista política Maria Victoria Benevides, professora da Faculdade de Educação da USP e fundadora do PT, partido que criticou duramente durante o escândalo do mensalão e seus desdobramentos.

Para ela, bastaria aplicar as leis já existentes.

Embora critique as instituições, Maria Victoria lembra que a sociedade brasileira, terreno fértil de uma cultura de corrupção que extrapola a política, também tem culpa pela impunidade.

Leia a entrevista com Maria Victoria Benevides.
 

TÁ EM CASA



 Dois integrantes da comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em turnê pela Europa foram diagnosticados como portadores da gripe suína. 
A revelação foi feita na tarde de ontem, em Hamburgo, última etapa da visita oficial à Alemanha, e confirmada pela assessoria presidencial. 
Os funcionários são um segurança da presidência e um membro da tripulação, suboficial da Aeronáutica. 
Seus nomes não foram divulgados pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), que os acompanha em Hamburgo. 
O objetivo é o de que suas famílias fossem informadas antes da imprensa.

As suspeitas de gripe surgiram na noite de anteontem, quando os dois membros da delegação tiveram febre de 38,5°C. Às 20 horas de ontem, eles foram examinados em um hospital de Hamburgo.
Apesar disso, seguiram trabalhando. 
Hoje, quando ambos já estavam no aeroporto, à espera do embarque para o Brasil, o resultado do exame foi divulgado. 

Segundo a assessoria presidencial, os dois funcionários portadores da gripe tiveram contato com Lula ao longo de duas etapas da turnê europeia: 
Estoril e Lisboa, em Portugal, e Hamburgo. 
Nenhuma medida preventiva havia sido adotada em relação à saúde do presidente até o início do voo para o Brasil, no meio da tarde de ontem. 
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

FICANDO TUDO DO "JEITINHO QUE ERA"




O ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci seguiu a mesma linha de outros petistas em São Paulo e retomou as articulações para a corrida estadual do ano que vem. 
Palocci, que vem mantendo uma postura discreta quando o assunto é a eleição, procurou o Palácio do Planalto recentemente, em busca de um aval para iniciar a montagem de uma candidatura ao Palácio dos Bandeirantes.

Na conversa que teve em Brasília, Palocci ouviu o mesmo recado que vem sendo repassado ao PT: 
não é ruim que o partido esteja preparado para lançar um candidato, mas a prioridade ainda é convencer Ciro a desistir da disputa presidencial. 

Também ficou acertado que, provavelmente, nada será decidido antes de março.

CALOTES ELEITORAIS



“Garantir segurança pública de qualidade à população.”
Então candidato ao governo do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral assegurava aos eleitores, em sua campanha de 2006, que todo o estado teria policiais “ocupando as ruas de dia, de noite e de madrugada”.

O que afirmou ser um “compromisso”, não uma promessa, caiu por terra à medida que o crime e a violência cresceram, principalmente na capital - com confrontos pesados entre policiais e traficantes, que culminaram na derrubada de um helicóptero por traficantes, em outubro deste ano.

Uma estratégia comum entre os políticos: dizer que o governo anterior aumentou os impostos, que os índices atuais são inadimissíveis e que uma de suas prioridades será reduzir as taxas cobradas da população e fazer o dinheiro do trabalhador render.

Marta Suplicy entrou nesse barco na campanha de 1999, à prefeitura de São Paulo.

Como que tomada por uma amnésia da promessa feita aos eleitores, as medidas colocadas em prática depois da posse em nada lembravam o que havia sido dito pela então candidata.

A história se resume no apelido com o qual ela deixou a prefeitura, ao fim de seu mandato: Martaxa.

“Reduzir o número de impostos” é promessa recorrente entre os governantes brasileiros, talvez porque o peso da carga tributária sempre foi (e ainda é) uma das principais reclamações dos brasileiros.

Fernando Henrique Cardoso repetiu a mesma promessa nas duas candidaturas à Presidência, em 1994 e 1998: garantiu a realização de uma reforma fiscal, que aumentaria a receita e diminuiria o número de impostos.

Mas FHC repetiu o costume dos antecessores e deixou de lado esse compromisso.

A carga tributária brasileira seguiu crescendo. E ao brasileiro continuou restando uma parte pequena demais do salário.

José Serra colocou seus mandatos seguintes em jogo ao garantir aos eleitores de São Paulo que cumpriria integralmente seu período à frente da prefeitura de São Paulo, na campanha eleitoral de 2004.

“Meu propósito, meu compromisso é governar São Paulo (a cidade) por quatro anos”, disse, em um debate na TV, recomendando aos eleitores que não votassem mais nele caso descumprisse a promessa.

O eleitor não seguiu a orientação do tucano.

Dois anos depois de eleito à prefeitura, ele se candidatou ao governo paulista - e venceu.

“Lutar contra a corrupção e melhorar a vida do povo”.

Esse era o slogan repetido pela trinca de ases do PT  Marta Suplicy, José Dirceu e José Genoino  na campanha de Lula em 2002.

E o então candidato completava:
“A turma do PT só pensa nisso”.

O discurso vinha sendo exaustivamente usado desde os tempos de sindicalismo. Lula é, então, eleito para o primeiro mandato de presidente.

E a estrela do PT, até então incorruptível, se trinca com denúncias como a do mensalão, derrubando os altos nomes do partido, como Dirceu e Genoino - acusados de comandar o esquema de suborno de parlamentares.

Quando não pode mais permanecer calado e alheio às denúncias, Lula defende-se dizendo que não sabia de nada.

“É essa injustiça, uns ganhando tanto, outros tão pouco, que vamos corrigir quando eu chegar à Presidência.”

Com essa promessa, o então candidato Fernando Collor iniciou um de seus programas na campanha de 1989, quando garantiu que tiraria qualquer “corrupto e boa vida” do governo.

Mas o homem que surgiu para o cenário nacional como “caçador de marajás” marcou seu nome na história política brasileira como o primeiro presidente afastado por impeachment, depois de uma série de denúncias de corrupção feitas por seu irmão Pedro Collor em entrevista a VEJA.

Ao pedir “mais um voto de confiança” à população, Lula abre seu programa eleitoral, rumo ao segundo mandato, afirmando:
“Ao assumir o governo, uma das minhas primeiras providências foi reforçar o combate ao crime e à corrupção”.
Ele diz que, na verdade, o que aumentou não foi a corrupção, mas sim o combate a ela.

Depois desse exercício de retórica, ele diz que a “luta” continua “doa a quem doer” e que “todos os culpados, sejam quais forem, serão exemplarmente punidos”.
O presidente, no entanto, rasga o compromisso. O presidente do Senado, José Sarney, se mete numa teia de escândalos difícil de se safar.
Quando a oposição começa a pedir sua renúncia, Lula reúne a cúpula do PT e ordena: “É para salvar o Sarney”.
Fonte e Imagens: Veja.com (Leia mais aqui....)

dezembro 04, 2009

LULA COMEÇA A SE DESCAMUFLAR


QUANTO MAIS ALTO O TOPO, MAIOR É A QUEDA



O ELEITORADO

Inconsciente Coletivo

por Jair Portela



O eleitorado brasileiro não se interessa por PIB. 

Desconfia que seja um novo programa do governo para contrapor os descaminhos do Fome Zero. 
Algo do tipo Programa da Inapetência Brasileira.
Ou algum partido nanico que sequer consta nas pesquisas, tipo Partido pró Índio Boliviano.

O eleitorado brasileiro sabe que o tal PIB não está à venda no boteco da esquina, não se bebe nem se come, logo pouco se lhe dá o raquitismo de seus índices. 

Também o eleitorado verde amarelo não leva em conta os ataques do PCC do B que “embeiruteam” (perdão, mas é um mix de biruta com Beirute!) as grandes metrópoles, iluminando os céus de balas cruzadas, perdidas e achadas. 

Quer me parecer que o nosso eleitor não está nem aí para os efeitos de tudo isso. 
Do baixo crescimento econômico, da explosão da violência urbana e de como a coisa pública é tratada pelos ocupantes das salas e celas que comandam nossos destinos.
(Ô psite, caiu um cartucho de AR15 aqui: 
alguns que estão nas salas não deveriam estar nas celas?). 
Enfim, são baixas as luzes que iluminam esta coletividade votante.
Democracia, dizem, é um sistema político fundamentado no princípio de que a autoridade vem do povo e é exercida por ele, delegando comando através de eleições periódicas livres, e no princípio da distribuição eqüitativa do poder.
Pois é e pois bem. 

Vou me atrever a uma barbaridade dizendo algo que não é chique, muito menos politicamente correto e por isso desde já estendo os meus pulsos para ser algemado e preso (lembro aos meus amigos que não fumo, não gosto de bolachas e quanto as quatro visitas íntimas diárias, caso a minha mulher esteja muito ocupada, procurem na minha agenda o número da Angelina Jolie).

A nossa democracia é uma piada de muitíssimo mau gosto.
Já não me iludo com o sistema que tenta me convencer, por exemplo, serem os meus interesses e necessidades iguais aos irmãozinhos do árido nordestino.
Não me convenço ser legítimo o direito que afronta outro direito quando dezenas de desocupados usurpam e dizimam patrimônios invadindo terras.

Estes têm nome, sobrenome, carregam bandeiras e armas, e não são presos, ao contrário recebem mais do que promessas.
Alguém me convenceu que democracia, dos males é o menor.

Leio, releio, ouço e vejo diariamente todos os efeitos da nossa realidade democrática e concluo:
ou somos muito burros ou o regime não presta.
Ou ainda reduzindo, não será o Brasil demasiadamente grande e com realidades regionais muito distintas para que se equilibrem todas as valências? 
Quero dizer que não me parece “democrático” a turma de baixo da linha do Equador, que produz mais e contribui mais ter a mesma importância política da turma de cima. 
É duro entender que o eleitorado brasileiro, principalmente aquele que está na caatinga (dá uma vontade de fazer uma graça!), que pouco lê, pouco vê, pouco ouve e pouco sabe (o presidente já fez jus a sua origem) tem voto válido tanto quanto de qualquer intelectual de notável saber.
Mesmo que esta tal intelectualidade, por vezes, dê demonstrações dignas de alienígenas.


Parece preconceituoso, xenófobo, mas o que está escrito se ampara na democracia que aceita verborragias piores. 

Algo de bom haveria de ter. 
E os democratas que por certo não concordam haverão de defender até a morte o meu direito de manifestação. (obrigado Voltaire).

Sobre inconsciente coletivo, Carl Gustav Jung era suiço, mas duvido que não andasse pensando em nós e na nossa capacidade de escolha quando titulou esta sua tese, que trata da camada mais profunda da psique humana composta de atavismos. 

É a nossa cara.
Extraído do Movimento Verde e Amarelo do RGS

O ONTEM E O HOJE

educação charge

IMAGENS QUE DIZEM TUDO

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

AFINIDADES: 
Lula e Dilma sempre trataram Arruda como um correligionário:
“Há mais entre o céu e a terra do que pode imaginar nossa vã filosofia”

(William Shakespeare) 
- 
 Quando tiver toda a investigação terminada, a Polícia Federal vai ter que apresentar o resultado final do processo. 
Aí quem vai fazer juízo de valor é a Justiça. 
O presidente da República não pode ficar dando palpite.
 Como ele não resiste a dar palpites, e como nesses casos seus palpites sempre favorecem supostos bandidos em apuros, tascou Lula:
- As imagens não falam por si. (lula)

CONTAS EXTERNAS



03/12/2009
Sinal amarelo nas contas externas
Rolf Kuntz

Chamem um exorcista. 


Causa arrepios a evolução das contas externas, com exportações em marcha lenta, importações em alta e um promissor buraco na conta corrente do balanço de pagamentos - US$ 18,8 bilhões nos 12 meses terminados em outubro. 
O brasileiro com mais de 40 anos passou a maior parte da vida num país com inflação elevada e sempre a um passo de uma crise cambial. 

O Plano Real foi lançado há 15 anos, mas a estabilidade só se consolidou na virada do século. 
Em 1999 o País atravessou a última crise do balanço de pagamentos, com um rombo de US$ 33 bilhões nas transações correntes.
Entre 2003 e 2007 o Brasil acumulou superávits na conta corrente.

O saldo comercial, somado às transferências unilaterais (principalmente remessas de trabalhadores no exterior), foi muito mais que suficiente, nesse período, para compensar o déficit estrutural na conta de serviços (royalties, juros, lucros, viagens, fretes e seguros). 


Em 2006 o saldo em conta corrente chegou a US$ 13,6 bilhões. No ano seguinte encolheu para US$ 1,5 bilhão. 

Com a aceleração do crescimento econômico, as importações começaram a aumentar mais que as exportações.
O descompasso se intensificou em 2008.

O resultado da conta comercial encolheu de US$ 40 bilhões para US$ 24,7 bilhões e o buraco em transações correntes ampliou-se para US$ 28,2 bilhões. 

O resultado só não piorou em 2009 porque a recessão freou as importações. 
Mas a tendência mudou, com a reativação da economia. 

De julho a novembro, o saldo comercial foi 17% inferior ao de igual período de 2008.Para 2010 o mercado financeiro calcula um déficit em conta corrente de US$ 36 bilhões, mas isso dependerá de um superávit comercial de US$ 13 bilhões. 

Há quem admita, no entanto, a hipótese de um saldo comercial zero. 

Nesse caso, o déficit nas transações correntes ficará perto de US$ 50 bilhões. 
Será administrável, mas tenderá a aumentar. 

A combinação de crescimento econômico e real valorizado manterá no vermelho a conta corrente. 
 Não haverá tragédia enquanto o ingresso de capital compensar o desequilíbrio. 

Até quando?
 
Fonte InstitutoMillenium