"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

junho 10, 2010

SENADO : APROVAÇÃO DE ROYALTIES E CAPITALIZAÇÃO DA PETROBRAS.

Natuza Nery/Reuters
O Senado aprovou na madrugada desta quinta-feira o projeto de capitalização da Petrobras sem alterar a proposta que veio da Câmara dos Deputados, o que vai permitir que o projeto agora siga diretamente para a sanção pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Amplamente aguardado pelo mercado, o projeto vai permitir que a Petrobras leve ao mercado uma operação de aumento de capital mais ampla, que além da oferta de ações para os acionistas minoritários contemplará a cessão pela União de direitos de exploração de até 5 bilhões de barris de petróleo em áreas não licitadas do pré-sal.

Com a cessão, a Petrobras aumentará sua capacidade de alavancagem, além de prever levantar um valor estimado entre 15 e 25 bilhões de dólares junto aos acionistas minoritários, montante que será direcionado aos grandes investimentos que planeja, principalmente no desenvolvimento das reservas do pré-sal.

Partilha, distribuição de royalties do petróleo
Amplie:
O Senado aprovou nas primeiras horas desta quinta-feira o projeto de lei que institui o sistema de partilha de produção de petróleo no Brasil e o Fundo Social. Os senadores também decidiram incluir uma emenda que autoriza a redistribuição dos royalties do petróleo para todos os Estados e municípios.

O governo era contra a inclusão do tema dos royalties no projeto. O relator da proposta, Romero Jucá (PMDB-RR), que também é líder do governo no Senado, levou ao plenário um texto que juntava partilha e Fundo Social, mas que excluía a questão dos royalties, que seria analisada posteriormente.

O senador Pedro Simon (PMDB-RS), no entanto, apresentou uma emenda ao texto principal retomando a idéia que tinha sido aprovada na Câmara dos Deputados, de distribuição igualitária dos royalties entre todos os entes da Federação.

Os senadores aprovaram o texto base formulado por Jucá por 38 votos favoráveis e 31 contrários, e a emenda Simon passou com 41 votos a favor e 28 contra.

A emenda estipula ainda que os royalties que deverão ser redistribuídos valem também para as áreas que já foram licitadas pelo governo, o que poderá gerar perdas bilionárias para os principais Estados produtores, como Rio de Janeiro e Espírito Santos.

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