"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

dezembro 15, 2009

VOCÊ ACREDITA NO FILHO...DO BRASIL ?

Lula quer comunicações na agenda política do país
Noticia
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, abriu a 1ª Conferência Nacional de Comunicação (1ª Confecom), na noite desta segunda-feira, dia 14, em Brasília, conclamando que a comunicação social volte a ser incluída na agenda política do país, e que os candidatos a todos os cargos públicos, “principalmente à Presidência da República”, sejam cobrados a se pronunciar sobre o tema para expor suas convicções e ideias.

Segundo o presidente, o Brasil tem uma legislação ultrapassada, que não leva em conta as mudanças no cenário das comunicações, e que é fundamental enfrentar essa questão com abertura, como se propõe a Confecom, para que depois não se caia em um cenário “caótico”.

O presidente Lula ressaltou, sobretudo, o papel das novas tecnologias para a democratização da comunicação e a necessidade de que o país usufrua delas em prol de seu desenvolvimento social. 

“A convergência de tecnologias deve ser um estímulo à socialização dos meios de comunicação e não à concentração”, defendeu.

As novas tecnologias, de acordo com o presidente, já estão mudando a forma de se fazer jornalismo no país. 
“A indústria da comunicação sempre trabalhou com um modelo vertical”, afirmou. 

“Poucos escreviam e falavam para muitos. 
Existia um núcleo ativo de produtores e uma massa passiva de consumidores. 
A internet mudou o cenário. 

Consumidores de informação passaram a formar redes horizontais, trocando opiniões e tornando-se mais críticos e menos passivos.”


Lula reafirmou seu compromisso com a liberdade de imprensa, e disse que a Confecom se realiza sob esse signo.

“A imprensa apura ou deixa de apurar, publica ou deixa de publicar, opina ou deixa de opinar sobre o que bem entende”, salientou. 
 “Às vezes, há meios que se excedem, publicam inverdades, disseminam calúnias infames. 

Eu aprendi a conviver com isso, porque com liberdade de imprensa a verdade acaba por aparecer.”

Para o presidente Lula, o leitor/ouvinte/espectador sabe discernir a informação que recebe e é um juiz severo dos meios de comunicação.  

“Quem não lhes trata com respeito, acaba perdendo credibilidade. 
Não há melhor juiz para a imprensa do que a própria liberdade de imprensa.”

Sempre destacando o significado da Confecom por seu ineditismo e por reunir os diferentes segmentos interessados na questão, o presidente Lula lamentou que alguns atores tenham se ausentado do debate, “temendo-se lá o quê”. 
Na opinião do presidente, esses setores perderam uma oportunidade histórica de diálogo. 

“Não será enfiando a cabeça na areia ou tentando congelar o passado que lidaremos com a questão. 
Isso vale para todos nós. 

É chegada a hora de uma nova pactuação, capaz de responder às oportunidades que temos diante de nós”, defendeu Lula, apostando que a Confecom produzirá o melhor documento possível para orientar o futuro das comunicações no país.
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É aqui que "mora" o PERIGO. 
Veja as 15 propostas

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