"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

maio 25, 2014

HOJE/AQUI/AGORA MAIS “espectros fantasmagóricos” VERDADEIROS DA "PARLAPATÃ" DESAVERGONHADA 1,99 : Inflação corrói nova classe média

A escalada da inflação atinge de forma perversa a parcela da população brasileira que ascendeu para a classe C e passou a consumir produtos e serviços antes inatingíveis. O dragão abocanhou R$ 73,4 bilhões desse grupo nos últimos 12 meses, segundo estudo do Instituto Data Popular, feito a pedido do GLOBO. A classe C movimenta cerca de R$ 1,17 trilhão por ano, calcula o instituto.

Nos últimos 12 meses, a inflação acumula alta de 6,28%, pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A mordida no orçamento só não foi mais doída porque a renda da classe C continuou a subir. No entanto, ainda em fase de expansão, a nova classe média já está dividida. Boa parte se encontra em uma “zona de rebaixamento” e corre o risco de voltar à classe D por causa das condições da economia brasileira: 
combinação de inflação persistente e juros altos.

Segundo uma estimativa construída pela corretora Gradual, dos 108 milhões de pessoas da classe C, cerca de 10 milhões estariam na fronteira da classe D e seriam mais vulneráveis a um rebaixamento. Elas ascenderam à classe média (grupo que, segundo os critérios da Data Popular, tem renda familiar de R$ 1.216 a R$ 4.256) com o aumento dos ganhos salariais no passado, mas ainda têm renda errante que pode diminuir ao sabor do quadro econômico.

O dilema na mesa do Banco Central é se deve controlar a inflação de serviços, que atualmente roda em 8,99%, por meio de uma elevação da taxa básica de juros a tal patamar que jogaria a nova classe C de volta ao subconsumo da classe D (com o aumento do juro, o crédito fica mais caro) — explica o economista-chefe da Gradual, André Perfeito.
Na visão de Perfeito, o governo tem gasto além da conta e isso coloca combustível na inflação, que prejudica não apenas a classe média, mas principalmente os mais pobres.

O presidente do Data Popular, Renato Meirelles, acrescenta que o debate tem de ser ainda mais amplo: 
a melhoria de vida da população passa necessariamente por aumento da produtividade e de investimentos.

Não dá para ficar apenas na corda bamba de segurar a demanda num país que tem demandas tão reprimidas como o Brasil — afirma Meirelles.

A assistente social carioca Cátia Soares de Sant'Anna trabalha em Angra dos Reis de segunda a quarta. As filhas ficam sob o cuidado da mãe dela no Rio. Desde o ano passado, diz que sentiu os preços subirem e alterou hábitos de consumo.

Antes eu fazia compras num mercado e só me preocupava com o produto. Hoje me preocupo com o valor. Compras, só no "dia da carne" ou no "dia da fruta". Vestuário também é preciso pesquisar. Não tem outra saída, tenho que planejar o que fazer com o salário — conta.
E esse planejamento incluiu o lazer das filhas: 
evitar ao máximo gastar fora de casa é uma regra. 
Se a família sai, o lanche vai preparado na bolsa. 
Cátia tem renda de R$ 1.335 — era de R$ 7 mil até 2012, quando se separou e perdeu o emprego.

Vaudiram Mendes Novais ganhava cerca de R$ 1.600 como garçom. 
Precisou sair do emprego e passar um tempo com a família na Bahia. Quando voltou para Brasília, não achou mais vaga em bares e restaurantes com o mesmo rendimento. Resolveu trabalhar como vendedor no quiosque de livros do cunhado e o salário caiu para R$ 1.200.

No supermercado, já senti o aumento dos preços e com a queda do meu salário cortei o supérfluo, como doces e biscoitos, e fiquei com o necessário:
 arroz, feijão e carne. E consegui baixar a conta do mercado de R$ 300 para R$ 200.

70% acreditam que preços subirão

Vaudiram não é o único que teve de ajustar as compras ao limite do orçamento. De acordo com o levantamento do Data Popular, 85% dos brasileiros acham que não conseguem ter mais o que adquiriam no passado com os mesmos recursos. Além de comprar menos, a pesquisa de preço voltou a ser tendência para os consumidores.

O brasileiro está mais criterioso e pesquisa mais preços na hora de comprar e isso não é só a classe C, é geral — diz Renato Meirelles.

Segundo o Instituto Data Popular, 70% dos brasileiros apostam que os preços aumentarão ainda mais em 2014. E duas em cada três pessoas acham que não está fácil pagar as contas.

Rochelle Matos é uma delas. 
Até melhorou de vida no último ano. 
Deixou de ser caixa de supermercado para vender artigos esportivos. 
O salário saltou de R$ 1.108 para cerca de R$ 1.500. 
O dinheiro, entretanto, parece estar mais curto. 

Na hora de listar o que deixou de comprar, ela dispara sem nenhuma dúvida:
Roupa e sapato! — conta antes de dar uma boa risada. — Isso era uma coisa que eu comprava muito mais antes.

Já na família da recepcionista Kelly Lucy Pimenta, o corte no orçamento foi carnívoro. Ela, o irmão gari, a irmã manicure e a mãe podóloga tiraram a picanha do fim de semana da lista de compras. O contrafilé também desapareceu da geladeira. E sonhos de consumo foram adiados.
Queria trocar de celular e comprar um tablet, mas só Deus sabe quando.

Kelly está entre os 54% da população do país que fazem parte da classe média, segundo os critérios do Instituto Data Popular. Mesmo com os brasileiros que estão na zona de rebaixamento, a projeção é que essa camada da população aumente e chegue a 58% em 2023, ou seja, 125 milhões de pessoas.

Só que para caber mais gente no andar de cima da pirâmide social será preciso investir e estancar o processo inflacionário estrutural em curso— arremata o economista André Perfeito.


O Globo

GABRIELA VALENTE (EMAIL · TWITTER)
Colaboraram Clarice Spitz e Luciano Abreu

BRASIL REAL DE HOJE E OS VERDADEIROS “espectros fantasmagóricos”(AQUI E AGORA) DA "PARLAPATÃ" DESAVERGONHADA 1,99 : Valor do investimento cai pelo 3º ano


O cenário incerto da economia, marcado por baixo crescimento do mercado doméstico e das exportações, provocou uma piora nas intenções de investimento da indústria. Pesquisa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), obtida com exclusividade pelo 'Estado', mostra que um terço (33,5%) das empresas não pretende investir em 2014, o maior resultado em três anos. 
No ano passado, 19,9% estavam nessa condição.

Entre as que vão investir, o desembolso será 4,7% menor neste ano e deve somar R$ 175,1 bilhões, o terceiro ano seguido de queda. Em 2013, os investimentos industriais somaram R$ 183,7 bilhões. A pesquisa consultou cerca de 1.200 empresas, de todos os portes, entre fevereiro e abril, e retrata a expectativa dos empresários da indústria nacional.

A decisão de frear investimentos nas fábricas é confirmada pelo resultado do Índice de Confiança de Investimentos da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que caiu 6,7% em abril e teve o maior recuo desde janeiro de 2009, no auge da crise global.

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"A expectativa de que a economia vai acelerar não é grande e há risco de racionamento de energia", observa o superintendente adjunto de Ciclos Econômicos da FGV, Aloisio Campelo, responsável pelo indicador, que reúne as expectativas dos executivos dos setores ligados a investimentos - máquinas, construção civil, incluindo insumos e serviços de engenharia.

"Este ano, a perspectiva de crescimento é baixa, 2015 provavelmente será de ajuste e o mercado internacional está se recuperando numa velocidade muito menor do que se imaginava", afirma José Ricardo Roriz Coelho, diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia, responsável pela pesquisa. Esses fatores explicam o recuo do investimento.

Coelho destaca que a maior retração, de 7,2%, aparece nos investimentos em máquinas e equipamentos, que somam R$ 110,7 bilhões. Mas há recuos, porém menores, nos investimentos em gestão (-1,4%) e em pesquisa e desenvolvimento (-1,9%). O único setor no qual há intenção de aumento de investimento é o de inovação (2,2%).
Investimento defensivo.

"Os empresários estão fazendo investimento defensivo", afirma Roriz. Isto é, eles não expandem a capacidade de produção, mas investem para fabricar com custo menor para manter sua participação de mercado.

Alfredo Ferrari, diretor de vendas da Ergomat, fabricante de tornos e centros de usinagem - máquinas usadas por outras indústrias -, é um exemplo de empresário que optou pelo "investimento defensivo". Nos últimos dez anos, a empresa investiu todos os anos na ampliação da produção. Mas, neste ano, não vai investir em aumento da capacidade e concentrou os recursos em inovação. 

Os desembolsos estão direcionados para desenvolvimento de uma máquina nova, de alta tecnologia, que chega ao mercado no começo de 2015. "Demos um trégua nos investimentos em capacidade por causa da situação de mercado", diz Ferrari. No primeiro trimestre, a receita da empresa caiu 10% em relação igual período de 2013.
Já a Asvac, fabricante de bombas para plataformas de petróleo, decidiu não investir em 2014. "Foi a primeira vez que isso aconteceu em 31 anos", conta o sócio, Cesar Prata. No final de 2013, a empresa encolheu 20%, porque a Petrobrás ampliou as compras de fornecedores estrangeiros. E a decisão de não investir veio na sequência.

No caso da Whirlpool, que fabrica eletrodomésticos das marcas Consul e Brastemp, os investimentos somarão R$ 500 milhões este ano, com alta de 15% em relação ao ano passado.

Enrico Zito, presidente da unidade para América Latina, diz que os recursos serão aplicados em desenvolvimento de tecnologias e o reflexo deve aparecer nos resultados da companhia em dois ou três anos. "Quando planejamos os investimentos, assumimos que 2014 e 2015 seriam difíceis."
MÁRCIA DE CHIARA - O Estado de S.Paulo

maio 23, 2014

Quem conhece a oposição prefere a oposição

Os resultados da pesquisa de intenção de votos publicada ontem pelo Ibope não deixam margem a dúvidas: quem conhece as alternativas que a oposição põe à disposição do país prefere a oposição. São os ventos da mudança que sopram cada vez mais fortes no Brasil.

Quanto mais os candidatos vão ficando conhecidos, menos brasileiros mantêm-se indecisos. Quanto menos são os indecisos, mais a oposição avança. 
O total dos que pretendiam votar em branco ou anular o voto caiu de 24% para 14% entre abril e maio. Indecisos passaram de 13% para 10%. 
Neste meio tempo, o PSDB veiculou sua bateria de comerciais e seu programa eleitoral na TV. O PT fez o mesmo. 

O povo pôde comparar e parece ter feito suas escolhas.
De abril para maio, todos os principais candidatos cresceram na pesquisa do Ibope. Mas os de oposição subiram mais. Aécio Neves avançou o dobro de Dilma: subiu de 14% para 20%. A petista passou de 37% para 40%. 
Com isso, a vantagem da candidata-presidente sobre os adversários estreitou-se de 13 para 4 pontos percentuais.

Quanto mais a eleição se aproxima, também mais se solidifica nos eleitores o clamor pela mudança: 
65% dos entrevistados pelo Ibope querem que o próximo presidente mude tudo ou muita coisa no próximo governo. Neste segmento mudancista, Aécio já empata tecnicamente com Dilma, destaca O Estado de S. Paulo.

O sentimento de mudança começa a se espraiar por toda a sociedade, por todas as faixas etárias e níveis de renda, em todas as regiões do país. Entre os mais pobres, as intenções de voto em Aécio passaram de 10% para 17%. No estrato de renda acima de cinco salários mínimos, mantiveram-se no patamar de 25%.

Outro dado corrobora a constatação de que quem conhece a oposição prefere a oposição. Entre abril e maio, a taxa de rejeição à candidata-presidente manteve-se estável em 33%. A de Aécio, depois da veiculação das propagandas no rádio e na TV, caiu de 25% para 20% e a de Eduardo Campos passou de 21% para 13%.

A desaprovação ao governo Dilma é a mais alta já registrada pelo Ibope. 
Atingiu 33% e é estatisticamente igual aos 35% que consideram sua gestão ótima ou boa. Pela primeira vez desde o início do mandato, a avaliação negativa também supera a regular. No auge das manifestações de rua de um ano atrás, ruim ou péssimo somavam 31%. Ou seja, desde então o caldo para o governo só engrossou.

Ainda são poucos os que realmente estão atentos às eleições, que acontecem daqui a pouco mais de quatro meses. Segundo o Ibope, 57% dos entrevistados têm pouco ou nenhum interesse na disputa de outubro. Por enquanto.

À medida que o tempo for passando, a Copa do Mundo tiver acabado, o sentimento de frustração que provavelmente advirá em relação ao torneio e seus parcos legados manifeste-se mais forte, a população naturalmente prestará mais atenção aos candidatos e escolherá quem encarna melhor o figurino da mudança.

Entre os 27% que hoje não têm nenhum interesse na eleição, 39% classificam o governo da presidente Dilma como ruim ou péssimo – mais que o dobro dos que a avaliam positivamente neste grupo (17%). Será que, quando forem obrigados a decidir-se, mudarão de opinião? Difícil. Na outra ponta, os 14% que têm muito interesse na eleição optam preferencialmente por Aécio, com 19% das intenções – a petista tem 17%.
As pesquisas de opinião têm deixado claro que os brasileiros estão ávidos por darem novo rumo ao país, ávidos por virar a página de descaso, descalabro e desvios éticos que marca os anos recentes. A campanha que se aproxima deve respeitar este sentimento e apresentar ao eleitor alternativas realistas, e não insistir em fantasmas de quem está morrendo de medo de ver-se apeado do poder.
Este e outros textos analíticos sobre a conjuntura política e econômica estão disponíveis na página do Instituto Teotônio Vilela

BRASIL REAL SEM O MARQUETINGUE do brasil maravilha DA DESAVERGONHADA GERENTONA 1,99 E VELHACOS : Déficit em conta corrente atinge US$ 33,4 bilhões nos quatro primeiros meses do ano


Um dos principais indicadores da saúde financeira de um país, as contas externas brasileiras (resultado da balança comercial, balança de serviços e transferências unilaterais, como remessas de lucros e doações) apresentaram um déficit de US$ 33,476 bilhões no período de janeiro a abril deste ano, segundo informou nesta sexta-feira o Banco Central (BC). O resultado negativo correspondeu a 4,65% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no país).



Nos quatro primeiros meses do ano passado, o resultado negativo havia somado US$ 32,939 bilhões – o equivalente a 4,55% do Produto Interno Bruto.

Em abril, as transações correntes registram um déficit de US$ 8,291 bilhões. para 2014, o BC continua apostando em um saldo negativo acumulado de US$ 80 bilhões, ou 3,59% do PIB.

A balança comercial registrou um déficit US$5,66 bilhões nos quatro primeiros meses do ano. Na parte de serviços, que inclui viagens, transportes, aluguel de equipamentos, entre outros, houve um saldo negativo de US$ 4,364 bilhões. 

Os gastos com viagens, especificamente, tiveram um desempenho negativo de US$ 5,9 bilhões. Os gastos no exterior em abril somaram US$ 2,344 bilhões , totalizando no primeiro quadrimestre US$ 8,218 bilhões. Foram os mais altos de todos os tempos.

Lucros e dividendos. 

O saldo de remessas de lucros e dividendos ficou negativo em US$ 3,291 bilhões em abril, informou há pouco o Banco Central. As receitas (US$ 16 milhões) ficaram bem acima das remessas (US$ 2,083 bilhões) no mês passado. No mesmo período de 2013, o resultado foi uma saída líquida de US$ 2,542 bilhões.

No acumulado de 2014, o saldo está negativo em US$ 8,968 bilhões, ante US$ 9,516 bilhões no mesmo período de 2013. O BC informou ainda que as despesas líquidas com juros externos somaram US$ 1,223 bilhões em abril e US$ 4,750 bilhões no acumulado do ano. Em 2013, o gasto com juros totalizou US$ 1,055 bilhões em abril e US$ 4,201 bilhões nos primeiros cinco meses do ano.

Dívida. 
O Banco Central informou há pouco que a estimativa para a dívida externa brasileira em abril de 2014 é de US$ 326,252 bilhões. Em março de 2014, último dado verificado, a dívida estava em US$ 319,986 bilhões. No fim de 2013, estava em US$ 308,625 bilhões. A dívida externa de longo prazo atingiu US$ 288,102 bilhões em abril, enquanto o estoque de curto prazo estava em US$ 38,150 bilhões no fim do mês passado, segundo estimativas do BC. 

A variação na dívida de longo prazo em relação a março se deu, principalmente, por conta das captações líquidas de empréstimos do setor financeiro (US$ 142,191 bilhões) e das empresas (US$ 114,351 bilhões). A emissão de títulos do governo ficou em US$ 36,755 bilhão. 

O Globo/Estadão
ELIANE OLIVEIRA (EMAIL)

maio 22, 2014

ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS


A turma do mensalão agora tem companhia à altura. 
A Polícia Federal suspeita que outra “organização criminosa” tenha sido incrustada no seio da Petrobras, revelando um padrão de ocupação da máquina pública posto em marcha pelo PT. Vai levar tempo até que os estragos sejam devidamente saneados, mas as reações já começam a ocorrer, seja na Justiça, na PF ou mesmo nos fundos de pensão, cansados da gestão temerária e das lambanças do petismo.

A maior empresa do Brasil, patrimônio e orgulho dos brasileiros está hoje, definitivamente, nas páginas policiais. Antes gloriosa, agora a Petrobras é tratada como “seio de uma organização criminosa”, segundo investigação conduzida pela Polícia Federal. Quantas outras organizações desta natureza estão agindo neste momento dentro do governo federal?

Segundo a PF, a escandalosa compra da refinaria de Pasadena, no Texas, teria servido de fonte de recursos para alimentar esquemas de pagamento de propinas. Com seus orçamentos igualmente multiplicados, a construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, também pode ter sido outro manancial de maracutaias.
Todas as evidências disponíveis levam a concluir que há cheiro de queimado no ar. Pasadena foi comprada por US$ 1,2 bilhão – valor que, com gastos posteriores, chegou perto de US$ 2 bilhões – depois de ter sido adquirida meses antes por apenas US$ 42,5 milhões pelos antigos proprietários belgas.

Abreu e Lima tornou-se a mais cara refinaria já construída em todo o mundo. Orçada incialmente em US$ 2,5 bilhões, já tem seu custo beirando US$ 20 bilhões – ou o equivalente à bagatela de R$ 40 bilhões, pelas cotações atuais – sem ter produzido uma gota de combustível. As despesas foram inchadas por mais de 150 aditivos contratuais autorizados ao largo da aprovação da direção da Petrobras.

Segundo a PF, há “possível existência de uma organização criminosa no seio da empresa Petrobras, que atuaria desviando recursos com consequente remessa de valores ao exterior e retorno do numerário via empresas offshore”, conforme relatam os jornais de hoje.
O artífice deste esquema pode ter sido Paulo Roberto Costa, apontado como “elo” entre Pasadena e Abreu e Lima. Até outro dia, ele ocupou o cargo de diretor de Abastecimento da Petrobras na gestão petista. Preso pela PF em decorrência das investigações da Operação Lava Jato, foi solto no último fim de semana por decisão do ministro Teori Zavascki, do STF. 
Lugar de gente assim é em casa ou na cadeia?
O esquema mafioso instalado pelo petismo dentro da Petrobras é parte de uma teia de lavagem de dinheiro que pode ter movimentado R$ 10 bilhões nos últimos anos. As novas revelações da Polícia Federal deixam claro por que o governo tem tanto medo da CPI a ser composta por senadores e deputados no Congresso para investigar iniciativas tomadas pela direção da empresa na era PT.
Os anos do PT no poder vão se notabilizando por ser um tempo em que “Organizações criminosas” foram se apossando do aparato do Estado. O mensalão foi o mais notório deles, mas, vê-se agora, parece brincadeira de criança perto do assalto empreendido por petistas e seus aliados em cofres mais polpudos como os da Petrobras e suas subsidiárias.

Mas a reação começa a se fazer presente. 
Primeiro, os mensaleiros foram condenados e agora líderes de primeira linha do PT, como José Dirceu, estão na cadeia. Agora a Polícia Federal vai deslindando a máfia que, como cupins, estava carcomendo as entranhas da Petrobras e fazendo nossa maior empresa naufragar.

Em outras instâncias, como fundos de pensão, as práticas deletérias e irresponsáveis dos petistas também começam a ser confrontadas. 
No início do mês, uma chapa formada por auditores da Caixa, sem vinculação partidária ou com o movimento sindical, ganhou a disputa para representantes eleitos do Funcef, o fundo de pensão do banco, desbancando petistas.

Nos últimos anos, fundos de pensão tornaram-se notórios investidores em maus negócios, gerindo temerariamente os recursos de seus associados por imposição do governo petista. Podem ter funcionado também como centrais de falcatruas. O próximo alvo da limpeza será a Previ, fundo dos funcionários do Banco do Brasil e o maior do país, relatou o Valor Econômico em sua edição de ontem.


Vai levar um bom tempo até que os estragos da passagem do PT pelo poder sejam devidamente saneados. O partido já se notabilizou pelos mensaleiros e agora vai se tornando também o patrocinador de outras organizações criminosas especializadas em roubar o dinheiro do povo brasileiro. É para isso que querem tão desesperadamente mais quatro anos de poder.


Este e outros textos analíticos sobre a conjuntura política e econômica estão disponíveis na página do Instituto Teotônio Vilela

E O brasil maravilha "SEGUE NA RABEIRA" COM GERENTONA DE NADA E COISA NENHUMA DO CACHACEIRO : Brasil não vai conseguir acompanhar o crescimento mundial em 2014 e 2015

O Brasil não vai conseguir acompanhar nem mesmo o crescimento médio da economia mundial em 2014 e 2015, e a expansão do PIB terá um desempenho mais fraco até mesmo que os países ricos que ainda sentem o peso da crise.

ados divulgados nesta quarta-feira, 21, pela ONU revelam que o crescimento do PIB nacional no ano será de apenas 1,7%. No início do ano, a projeção da entidade apontava para um crescimento de 3%. A ONU também alertou que a expansão da economia mundial será menor do que se imaginava e esse freio ocorre justamente por conta do mal desempenho dos mercados emergentes.

No que se refere ao Brasil, a revisão para baixo é a segunda maior feita pela ONU sobre um país e só a Rússia em pleno conflito com a Ucrânia vive uma situação mais dramática.

Com a redução, a entidade agora projeta que o Brasil vai praticamente crescer no mesmo ritmo da Europa, um continente que pena para sair da crise. A expansão do PIB nacional ainda ficará abaixo da média mundial de crescimento, de 2,8% no ano. Mesmo os países ricos, que ainda enfrentam sérias dificuldades por conta da crise de 2008, já vão crescer mais que o Brasil no ano. Nos EUA, a taxa prevista de expansão é de 2,5%.

"A economia brasileira continua a expandir a uma taxa muito moderada de 1,7% em 2014, com perspectivas magras de demanda de investimentos e pressão cada vez maior para consolidação fiscal", alertou a ONU, que destaca as "crescentes dificuldades" das grandes economias sul-americanas.

Os últimos dados oficiais do governo apontam que a economia brasileira de fato perdeu fôlego ao longo dos três primeiros meses deste ano. O trimestre registrou uma expansão de apenas 0,3% do PIB. Em março, o Índice de Atividade Econômica do BC até mesmo recuou em 0,11%

Para 2015, a ONU prevê ainda um crescimento baixo no Brasil, de apenas 2,8%. O índice é inferior à média mundial, de 3,2% e bem abaixo dos 4,2% projetados inicialmente pela entidade para a economia brasileira. Em 2013, o Brasil registrou uma expansão de sua economia de 2,3%, acima da média mundial de 2,2%.

O impacto do freio no Brasil será sentido em toda a América do Sul, com uma taxa de expansão de apenas 2,1%. "A Argentina deve sentir uma marcada desaceleração", alertou a ONU. Para entidade, a Venezuela deve entrar em recessão. Longe da realidade brasileira, o México se aproveitará da recuperação dos EUA e crescerá 3,2% em 2014.

 Se na revisão para 2014 o Brasil perdeu 1,3 pontos percentuais e outros 1,4 pontos para 2015, a ONU também aponta que a economia mundial também perdeu fôlego. Em média, o crescimento do planeta será 0.2 ponto porcentual abaixo do que estava sendo previsto em janeiro.

Os principais responsáveis, porém, são os emergentes. 
Esse grupo crescerá 0,4 pontos percentuais abaixo do que se imaginava em janeiro. A taxa deve ficar em 4,7% de expansão para 2014 e 5,1% para 2015. A China terá uma expansão de 7,3%, contra uma projeção inicial de 7,5%.
Na Índia, a taxa será de 5%, 0,3 abaixo da projeção da ONU feita em janeiro. Segundo a ONU, a taxa é 2 pontos percentuais inferior ao que os emergentes cresciam nos últimos anos.

A única situação mais grave que a do Brasil é registrada na Rússia, país que passou a ser alvo de sanções comerciais por sua atitude na Ucrânia e que viu uma fuga de capitais. A economia russa deve crescer apenas 1% em 2014, contra uma perspectiva inicial de quase 3%.

Para a ONU, os emergentes ainda sofrem diante das turbulências nos mercados financeiros e não se descarta que haja um impacto ainda maior se países ricos começarem a elevar suas taxas de juros. Segundo a entidade, a fuga de capitais registrada em 2013 e início de 2014 "trouxe de volta para a memória a crise dos emergentes dos anos 90".

Ricos. 
Já para o mundo desenvolvido, a ONU destaca que 2014 será o primeiro ano depois da crise de 2008 que todos os países registrarão um período de expansão. Nos países ricos, a revisão da projeção aponta para um crescimento acima do esperado, com um aumento de 0,1 pontos percentuais. Para 2014, o crescimento será de 2%, contra apenas 1,1% em 2013.

Mas a ONU deixa claro que, depois de cinco anos de crise, essas taxas ainda são insuficientes para recuperar a produção perdida e começar a criar postos de trabalho. O déficit de empregos chega a 63 milhões de postos de trabalho e reverter essa realidade pode levar décadas. Outra fragilidade é a situação ainda que vive o euro, além de dívidas "insustentáveis".

Jamil Chade, correspondente de O Estado de S. Paulo

maio 21, 2014

Terrorismo social

O terror será uma das principais armas na guerra suja do PT e seus aliados para se manter no poder. Nesta estratégia, o Bolsa Família é arma valiosa, por alcançar 50 milhões de brasileiros. O petismo explora a ignorância das pessoas, manipula sentimentos, dissemina medo e propaga mentiras, intranquilizando beneficiários do programa. A oposição tem projeto que assegura os direitos e põe fim ao terrorismo, mas ao PT interessa mesmo é eternizar a miséria.

As recentes investidas eleitorais do PT e de seus aliados deixam clara qual será a principal arma usada por eles na disputa deste ano: 
o terror. Além da tentativa de disseminar o medo, mistificações e mentiras compõem o cardápio da estratégia desonesta. 

Episódio eloquente do vale-tudo a que petistas e aliados já estão se lançando aconteceu no início do mês em Barra do Corda, no Maranhão. 

Teve como protagonista o senador Edison Lobão Filho, que, o nome já revela, é filho do ministro de Minas e Energia do governo Dilma Rousseff. 

Deve agir, portanto, com carta branca oficial.

Diz ele – ou melhor, mente ele:
“Estou preocupado porque o candidato a presidente da República Aécio Neves declarou, anteontem, que ele é contra o Bolsa Família. (...) Aécio Neves, que já disse, em todos os jornais, em todas as emissoras de jornal e de televisão, que é contra o Bolsa Família, e que é contra o aumento que a presidenta Dilma havia dado do Bolsa Família”. 
Enganada, a plateia reage com apupos, conforme se vê no deo.

Vale, a princípio, situar o protagonista. 

Lobão Filho tornou-se senador da República depois que seu pai se licenciou para integrar o ministério de Dilma. Como suplente, não recebeu um voto sequer para representar o povo maranhense no Senado.
Agora, busca eleger-se governador de seu estado com o apoio da família Sarney, que reina lá há mais de 50 anos – período no qual o Maranhão passou a ocupar sistematicamente as piores posições nos rankings sociais do país. 
Lobão Filho é apoiado pelo PT e enfrentará uma frente de partidos encabeçada pelo PC do B e integrada pelo PSDB. 
Estas são, portanto, suas credenciais.

O oligarca Lobão Filho segue ao pé da letra a cartilha petista: 
explora a ignorância das pessoas, 
manipula sentimentos, 
dissemina medo e propaga mentiras. 
Armas que buscam funcionar como cabresto imposto a eleitores. 
Nada, nada mesmo, diferente do que vêm fazendo militantes e também autoridades do governo na guerra para tentar se manter no poder.

Pelo seu alcance social, o Bolsa Família é uma das armas preferidas dos petistas e de seus aliados espúrios. Alcança cerca de 14 milhões de famílias – ou em torno de 50 milhões de pessoas – que o petismo quer ver tratadas como meras massas de manobra eleitorais. São os alvos prediletos de sua estratégia de terror.
O Bolsa Família é um direito dos brasileiros e não uma dádiva concedida por seres iluminados. O programa nada mais é do que iniciativa criada no governo Fernando Henrique Cardoso, o Bolsa Escola, que ganhou novo nome na gestão Lula. Não é, portanto, propriedade do PT. Menos ainda deveria servir de instrumento de manipulação.

Justamente para impedir o mau uso do programa, tramita no Congresso projeto de lei que torna os benefícios previstos no Bolsa Família – hoje tratados por mera lei ordinária – direitos resguardados pela Constituição. Assim tratado, o programa torna-se conquista assegurada dos brasileiros que dele dependem. É tudo o que o PT menos quer.

A proposta, de autoria do senador Aécio Neves (PSDB-MG), enfrenta a resistência de senadores petistas. A presidente Dilma também se recusa a orientar sua base de apoio a apoiar a iniciativa tucana. O mesmo acontece em relação a outro projeto de lei do senador que garante o pagamento do benefício por período de, pelo menos, mais seis meses a quem conseguir empregar-se. 
À proposta, o PT deu parecer contrário.

O PSDB não apenas apoia o Bolsa Família – até porque o criou. 
Defende também que o programa pague benefícios compatíveis com os critérios monetários adotados pela ONU como necessários para superar a pobreza extrema. Hoje, este patamar resultaria em benefícios mínimos de R$ 83 e não nos R$ 77 que Dilma anunciou com alarde em fim de abril. 
O governo, infelizmente, também não concorda com isso.

O que o senador Lobão Filho entoou no interior do Maranhão é o mesmo mantra que o PT impele seus seguidores a propagar Brasil afora. 
Pessoas simples, gente humilde são suas principais vítimas.
 Pouco parece importar: para o petismo, o povo brasileiro, em especial o mais carente, só serve mesmo é para dar voto. 

Ao PT, e sua sanha pelo poder a qualquer custo, o que interessa mesmo é a miséria eterna.


Este e outros textos analíticos sobre a conjuntura política e econômica estão disponíveis na página do Instituto Teotônio Vilela

maio 20, 2014

BRASIL REAL SEM O SOFISMA DO brasil maravilha DA GERENTONA 1,99 E VELHACOS : ONS diz que operar sistema de energia está cada vez mais difícil e estressante. "Hoje, qualquer energia firme que for colocada no sistema é importante. Não me refiro apenas a 400 MW, mas a 200 MW, 100 MW, o que tiver"


O diretor geral do Operador Nacional do Sistema (ONS), Hermes Chipp, disse, nesta terça-feira, 20, que o atual modelo energético brasileiro tornou mais árduo o trabalho de operar o sistema. Com menos reservatórios e um modelo pautado principalmente no menor custo da energia e questões ambientais, e não em garantir maior segurança de abastecimento, a necessidade de transferência energética entre as regiões e de maior volume de energia gerada nas térmicas se tornou uma constante.

"Está ficando cada vez mais difícil e estressante (operar o sistema). Não há reservatórios, e com isso há mais geração térmica. Não apenas neste ano, mas também em anos com uma hidrologia próxima da média", afirmou o executivo, que participa nesta manhã de evento organizado pelas federações das indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Rio de Janeiro (Firjan). "Para garantir atendimento, vamos precisar operar mais térmicas", complementou Chipp, sinalizando uma mudança no modelo de abastecimento energético do País.

Chipp destacou que a geração elétrica a partir de fontes hídricas terá uma adição de cerca de 20 mil MW ao longo dos próximos anos. Desse total, porém, aproximadamente 200 MW serão atendidos por projetos com reservatórios, o que reduz a segurança do sistema. "A eólica suprirá a necessidade? Não podemos contar apenas com isso, por isso precisaremos das térmicas", alertou o diretor-geral do ONS.

Apagão. 
Não há riscos de apagão no mercado brasileiro em 2014, segundo Chipp. 
"Se a afluência no período seco de junho a novembro estiver próxima do valor esperado, não teremos problemas", enfatizou, em conversa com jornalistas, em evento, em São Paulo. "E se houver alguma visão do operador de que com a afluência que está chegando não haveria condições de atender trabalhando do lado da oferta, vamos propor outras medidas. Mas até agora não há necessidade", complementou o executivo, fazendo questão de minimizar o discurso de que o Brasil poderia sofrer novo apagão em 2014.

Embora adote um tom otimista, Chipp destacou que o País precisa hoje de qualquer oferta disponível de energia a partir de fontes seguras, caso das térmicas. A declaração foi dada após ser questionado a respeito da possibilidade de a Eneva (antiga MPX) enfrentar problemas de concluir seu projeto de expansão. "Hoje, qualquer energia firme que for colocada no sistema é importante. Não me refiro apenas a 400 MW, mas a 200 MW, 100 MW, o que tiver", destacou.

André Magnabosco, da Agência Estado

E NA COPA DAS COPAS DOS DESAVERGONHADOS : Telefonia será problema da Copa, diz Sinditelebrasil

Pelo menos dois estádios da Copa do Mundo não poderão oferecer telefonia e banda larga móveis aos torcedores conforme o planejado. Executivos do setor reconheceram, nesta terça-feira, 20, que os atrasos nas obras das arenas de São Paulo e Curitiba não permitirão a realização de todos os testes necessários para os equipamentos de transmissão de 3G e 4G. 

O diretor executivo do Sinditelebrasil, Eduardo Levy, disse que a Arena Corinthians e a Arena da Baixada terão dificuldades nos serviços de telefonia e internet devido ao pouco tempo que as empresas estão tendo para instalar seus equipamentos.

"Nós recebemos esses projetos e as salas para a instalação dos aparelhos com um prazo inferior a 60 dias, quando precisamos de até 150 dias para realizar o serviço. Em Curitiba e em São Paulo, haverá algumas dificuldades", afirmou o executivo, em audiência pública conjunta nas comissões de Ciência e Tecnologia, Infraestrutura e Defesa do Consumidor do Senado.

O presidente da Telefônica/Vivo, Antonio Carlos Valente, também citou os estádios de Manaus e Porto Alegre dentre aqueles que atrasaram a liberação do espaço físico para que as empresas instalassem seus equipamentos. "Mas em São Paulo e Curitiba não teremos tempo de realizar todos os testes", acrescentou.
Fora da Copa

Para além da Copa, Levy afirmou que as empresas de telecomunicações representadas pela entidade têm cumprido todas as metas impostas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O executivo citou os investimentos de R$ 29,3 bilhões do setor em 2013, ano no qual a banda larga móvel registrou um crescimento de 69%.

De acordo com dados do Sinditelebrasil, o número de chips ativados no País chegou a 274 milhões, dos quais 146 milhões têm acesso à internet. "Já temos 3.648 municípios atendidos pelo 3G, o que representa 91% da população e que supera as metas impostas às empresas. Além disso, 105 municípios já contam com o 4G, após a instalação de aproximadamente 8 mil antenas", disse Levy.

O diretor alegou ainda que os preços dos serviços prestados pelo setor têm caído nos últimos anos. "O gasto médio do consumidor com telefonia móvel é de R$ 19,50 por mês, menos de 1% da renda média do brasileiro. Se fosse realmente um serviço muito caro, a demanda e o crescimento do serviço não seriam tão grandes como são hoje", avaliou.

EDUARDO RODRIGUES - Agencia Estado

EIS O "GUVERNU" DA GERENTONA/EXTRAORDINÁRIA/FRENÉTICA DO CACHACEIRO(x9) ASQUEROSO, O APRENDIZ DE DÉSPOTA FRUSTRADO : DO "TREM-BALA PARA O JEGUE-BALA OU : Cemitério de promessas

Dilma Rousseff caminha para o fim de seu mandato sem nenhum grande empreendimento concluído para mostrar. 

Outrora vendida ao país como “mãe do PAC”, 
a presidente faz vistorias, inaugura pequenos trechos, 
lança pedras fundamentais e faz pose para câmeras de TV.
Mas obra pronta mesmo que é bom, nada. 
É o padrão Dilma de eficiência e gestão mostrando (ou deixando de mostrar) seus resultados.
Quando estreou como aposta de Lula para sucedê-lo, Dilma Rousseff foi batizada “mãe do PAC”. Seria, segundo a propaganda petista, o suprassumo da eficiência, capaz de promover a “aceleração” do país. Na mitologia, fazer acontecer era com ela mesma. Na realidade, seu governo lega ao país um cemitério de promessas não cumpridas e obras inacabadas.

Dilma caminha para o fim de seu mandato sem nenhuma grande obra concluída para mostrar. A presidente faz vistorias, inaugura pequenos trechos, lança pedras fundamentais. Faz pose para câmeras de TV. Mas obra pronta mesmo que é bom, nada; é um deserto.

Os exemplos se sucedem. 
E até mesmo as parcas realizações acabam por ressaltar os muitos fracassos. Nesta semana, a presidente anuncia que irá a Goiás e Tocantins inaugurar um trecho da ferrovia Norte-Sul. Trata-se, com razão, de uma das obras mais aguardadas do país.

Por isso, espera-se que agora seja para valer. 
E não mais um teatrinho para produzir imagens para campanha. 
Quem acompanha o dia a dia da administração federal deve se lembrar que, ainda no governo Lula, o mesmo trecho que Dilma agora entrega – entre Palmas e Anápolis – foi inaugurado pelos petistas. 
Será que agora também é de mentirinha? 
Tem risco.


Segundo O Globo, neste ano a obra não vai ter impacto nenhum no transporte de cargas do país. A ferrovia está incompleta. 
“Não tem pátio intermodal, não tem onde conectar”, resume Rodrigo Vilaça, presidente da associação dos transportadores ferroviários. 
Nem trilho para assentar o governo do PT consegue comprar, informou O Estado de S. Paulo no domingo.

Também não há, ainda, conexão entre a Norte-Sul e o porto de Barcarena, no Pará, que continua a ser feita por caminhões. 
O trecho ao sul, até o estado de São Paulo, também está atrasado: 
prometido para 2009, só vai ficar pronto seis anos depois – isto se a promessa atual for mesmo cumprida. Não se sabe sequer quem irá operar o transporte de cargas na ferrovia porque a eficiente Dilma postergou a definição deste detalhe.

 “Em ano eleitoral, o governo tem pressa em inaugurar a obra, mas só na segunda-feira passada convocou as empresas interessadas em operar a linha”, informa O Globo.


A Norte-Sul não é caso isolado. Todas as principais do PAC continuam no papel. 
É o caso da transposição das águas do rio São Francisco, 
da ferrovia Transnordestina, 

da refinaria Abreu e Lima, 
do Comperj, 
das BRs 101 e 163,

para ficar apenas em exemplos que o próprio governo classifica como prioritários e lhes dá o selo de “estruturantes”.

Pior que não terem ficado prontos, os empreendimentos subiram muito de preço. 
Segundo o Valor Econômico, o valor total de 12 grandes empreendimentos encareceu R$ 42,7 bilhões desde dezembro de 2010. Trata-se de alta de 32%, bem acima da variação da inflação no período.

São muitas as explicações, mas nenhuma a justificativa: 

inépcia administrativa, 
falta de planejamento, 
falta de projetos, 
desordem orçamentária, 
centralização excessiva, 
contingenciamento de recursos
– e diversos outros motivos que fogem à compreensão de administradores sérios. 
Mas podemos chamar isso de “custo do padrão Dilma de gestão”.
Diante de sua parca carteira de realizações, Dilma dedica a maior parte de suas jornadas de trabalho a entregar diplomas de ensino, 
máquinas para prefeitos e moradias aqui e acolá. 
Não são ações desimportantes. 

Mas não passam nem perto dos compromissos que, quando eleita, a petista se propôs a cumprir.

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