"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

junho 06, 2013

O TEMPO É O SENHOR DA RAZÃO ! A "MAIS PREPARADA"(1,99) EM NADA E COISA NENHUMA OU : Inaptidão para governar


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Da questão indígena aos portos brasileiros, um traço comum marca a atuação do governo federal:
a omissão.

A inabilidade em arbitrar controvérsias, a demora em buscar soluções e a dificuldade para construir consensos acaba sempre desaguando em conflitos.

Esta é uma gestão que se notabiliza pela vacilação no decidir, pela demora no agir e pelo titubeio no fazer. Ou seja, pela inaptidão em governar.

Neste momento, a crise mais aguda envolvendo a incapacidade federal para fazer o que lhe cabe refere-se ao embate entre índios e produtores rurais no Mato Grosso do Sul. Conflitos por terra são bola cantada há tempos, mas vêm sendo ignorados pela gestão petista, descuidada de evitá-los, incompetente para resolvê-los, leniente em arbitrá-los.

O tema é sensível e não aceita soluções padronizadas, receitas únicas. Há demandas que são legítimas; há outras que são abusivas. Decidi-las equilibradamente dá trabalho, exige dedicação, capacidade de interpretação, de discernimento e de julgamento. 


Todos, artigos raros na administração da presidente Dilma Rousseff. 
 Na questão indígena, a atual gestão tem sido marcada por processos fundiários quase paralisados, ausência de investimento sério na gestão das terras demarcadas, imposição de obras impactantes sem consulta e com condicionantes fictícios, conforme resumiu Márcio Santilli, ex-presidente da Funai, em artigo recente na Folha de S.Paulo.

 
Ou seja, notabiliza-se pela omissão. 
 Desde o início de 2011, apenas duas terras indígenas foram demarcadas, um dos registros mais baixos que se tem notícia no país. Há 14 processos de homologação em andamento na Funai e outros nove já encaminhados ao Ministério da Justiça aguardando assinatura de decreto homologatório, segundo o Valor Econômico.

A maioria dos processos se arrasta há anos, prejudicando quem quer ter acesso à terra e também que nela trabalha e produz. A incerteza e a insegurança afetam proprietários e atiçam demandantes. O governo federal parece crer que empurrar os problemas com a barriga ou varrê-los para debaixo do tapete seja a melhor solução.

Como se viu em Sidrolândia (MS), não é.

A conflagração de disputas como a que acontece agora não apenas no Mato Grosso do Sul, mas também no Rio Grande do Sul, no Pará e no Paraná, mostra que o vácuo nunca é o melhor árbitro para as questões. É a ausência do Estado justamente onde é mais necessário que abre espaço para a violência - de ambas as partes.

A mesma omissão federal também se manifesta na reforma da legislação dos portos. Assim como a questão que opõe produtores rurais e indígenas, o tema é de interesse nacional, estratégico, sensível. Exige, pois, abordagem cuidadosa, estudada e, sobretudo, negociada. Mais uma vez, tudo o que a atual gestão não consegue contemplar nos seus afazeres.

A aprovação do texto, enviado por meio de arbitrária medida provisória, já foi uma verdadeira guerra no Congresso - felizmente, ao contrário do que acontece em Sidrolândia, sem mortos. As idas e vindas em sua curta e apressada tramitação jogaram interrogações sobre a real capacidade que a nova legislação terá para fazer deslanchar os necessários investimentos em nossos portos.

Agora, para azedar um pouco mais o caldo, o Planalto impôs dez vetos ao texto aprovado por deputados e senadores, atiçando novamente a discórdia.

O erro vem desde a partida:
impor goela abaixo uma reforma que se pretende tão profunda, manietar o debate com a sociedade e trucidar as prerrogativas do Legislativo. Assim como acontece com os índios, o conflito está longe de chegar ao fim.

É sempre mais fácil governar quando se tem um projeto claro apresentado à sociedade e por ela referendado.

Quando comandar o país confunde-se com o mero desejo - em alguns casos, melhor seria dizer com a gana - de se perpetuar no poder, exercer o comando da nação torna-se mais complicado e menos legítimo. Administrar acaba se tornando um cabo de guerra.

E nisso vai muito tempo perdido, sangue derramado, dinheiro desperdiçado.


Fonte: Instituto Teotônio Vilela
 Inaptidão para governar

Déficit da Previdência chega a R$ 21 bilhões de janeiro a abril . Somente em abril, rombo chegou a R$ 6,18 bilhões


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O Ministério da Previdência informou nesta quinta-feira (6) que o déficit do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) somou R$ 6,18 bilhões em abril deste ano, uma alta de 8,5% em relação ao mesmo período do ano passado. 
De janeiro a abril deste ano, o rombo totalizou R$ 21 bilhões, ou seja, um crescimento de 28% frente aos quatro primeiros meses de 2012 (R$ 16,4 bilhões).

O pagamento de benefícios previdenciários somou R$ 113 bilhões de janeiro a abril deste ano, o que representa um aumento de 7,4% frente ao mesmo período do anterior (R$ 105,2 bilhões).

Já a arrecadação líquida do INSS somou R$ 92 bilhões no primeiro quadrimestre deste ano, uma elevação de 3,5% frente ao mesmo mês de 2012 - quando totalizou R$ 88,8 bilhões.


O Ministério da Previdência Social informou ainda que, em abril deste ano, foram pagos 30,3 milhões de benefícios, sendo 26,2 milhões previdenciários e acidentários e, os demais, assistenciais. 
Isso representa um crescimento de 3,7% frente ao patamar registrado em abril deste ano. Somente as aposentadorias somaram 16,9 milhões de benefícios.
Jornal do Brasil

E NA REPÚBLICA ASSENHOREADA PELOS FINGIDOS,TORPES, VELHACOS E ETC... Saúde: Jô Soares tenta explicar entrevista de ministro, enquanto médicos desmentem o governo


A participação do ministro Alexandre Padilha (Saúde) no Programa do Jô foi tão ridícula, que o apresentador global rompeu a edição da terça-feira se desculpando e lendo e-mails de espectadores que protestaram contra a entrevista que soou como encomendada. 
Diante da “saia justa”, Jô Soares aceitou receber no programa, para entrevista, representantes da classe médica que rebaterão a fala ufanista de Padilha.

A saúde pública está pela hora da morte, mas o apresentador da Vênus Platinada preferiu se fazer de inocente, cumprindo as ordens palacianas, até porque Alexandre Padilha continua como pré-candidato do PT ao Palácio dos Bandeirantes. E nada melhor do que fazer gazeta em São Paulo, apesar de o programa ser transmitido em rede nacional.

Amestrado e obediente aos mandos vindos da cúpula do partido, Alexandre Padilha tentou defender, sem sucesso e convencimento, a “importação” de médicos estrangeiros, que foi estendida a profissionais europeus como forma de dar guarida à tentativa palaciana de trazer ao País seis mil agentes da ditadura cubana.

 
Para contrariar a alegada falta de profissionais da medicina no País, o Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Sul publicou na quarta-feira (5), no jornal Zero Hora, um manifesto em que discorda da alegação do governo. De acordo com o Palácio do Planalto, o Brasil tem carência de pelo menos 50 mil médicos, mas em Porto Alegre existem 8 médicos para cada 100 mil habitantes, o triplo da média registrada na Inglaterra, país que foi usado como exemplo pelo ministro Alexandre Padilha para defender a decisão do governo.

A posição ideológica dos palacianos torna-se ainda mais insustentável quando descobre-se que no Brasil existe dobro do número de médicos preconizado pelo Ministério da Saúde, faltando apenas contratá-los para preencher as vagas do SUS. Se as contratações não correm por falta de interesse dos profissionais, por certo é porque as localidades onde deverão trabalhar não apresentam condições atrativas. 

Ainda na nota publicada no ZH, o Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Sul destaca que no estado faltam pelo menos dez mil brigadianos (policiais militares), mas seria descabido “importar” policiais. Ao final, o Sindicato afirma que a proposta do governo de Dilma Rousseff é demagógica.

O ucho.info, repetindo o que noticiou em primeira mão, afirma que se trata de uma operação meramente ideológica, cujo objetivo é despejar no País milhares de agentes cubanos disfarçados de médicos para catequizar de vez os incautos que ainda acreditam nos discursos utópicos da esquerda verde-loura. 
Não custa lembrar que desde a chegada de Lula ao poder central, em 2003, o PT avança paulatinamente com seu projeto totalitarista de poder, o que transformará o Brasil na versão agigantada da vizinha Venezuela, cujo governo compra quatorze jatos da Embraer ao mesmo tempo em que não sabe como lidar com o desabastecimento de papel higiênico no mercado interno.
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ENQUANTO ISSO NO brasil maravilha DOS FARSANTES... Tesouro sente o baque

A equipe econômica avalia com cautela a perda de atratividade dos papéis emitidos pelo Tesouro Nacional.

Uma fonte graduada explicou ao Correio que a queda no volume de compra e venda desses títulos no chamado mercado secundário, no qual empresas e bancos negociam os ativos entre si, tornou-se uma preocupação a mais para o governo, que precisa financiar com os investidores para cobrir os crescentes rombo no caixa.

Em abril, o total financeiro médio registrado nessas operações encolheu quase R$ 5 bilhões ao dia. Houve recuo nas operações com praticamente todos os papéis ofertados pelo Tesouro, o que mostra um menor apetite dos poupadores para esse tipo de aplicação.

Nas palavras da fonte, quanto menos os investidores ganharem com essas aplicações, maiores serão as cobranças por prêmios mais gordos pagos pelo governo para vender os títulos. Isso se deve ao chamado spread nas operações.

Se o aplicador compra um papel a R$ 100 e o vende por R$ 98, ele provavelmente não aceitará pagar novamente R$ 100 na próxima vez que o Tesouro for ao mercado ofertar aquele título. Vai exigir um extra para cobrir eventuais prejuízos.

Felipe Chad, diretor da corretora DX Investimentos, aconselha aos investidores que comprem os papéis indexados à inflação apenas se o objetivo de retorno for a longo prazo.

O ideal, na visão dele, é não se desfazer dos títulos do Tesouro até o vencimento. "Esses papéis estão pagando inflação mais 3%. É um bom ganho real se considerado o cenário atual. Mas, para obter o resultado, é preciso ficar com os papéis até o fim, não repassá-los no meio do caminho", explicou.

Para ele, se a intenção do investidor for comprar um título do governo por um período curto, de um ano ou dois, é melhor procurar outra opção de investimento para proteger o patrimônio.

O governo já sente as consequências da menor procura por papéis. Em 2012, o prêmio pago pelo Tesouro aos investidores costumava ser de 0,10 ponto percentual acima da remuneração paga pelos contratos de juros futuros.

Neste ano, essa diferença aumentou para 0,15 ponto e há papéis em que o prêmio cehga a 0,20 ponto para evitar um fracasso nos leilões semanais de títulos do Tesouro.

Correio Braziliense

junho 05, 2013

Os vigaristas no poder imaginam que enganação não tem prazo de validade



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Nos primeiros quatro meses deste ano, informou o jornalista Lauro Jardim em sua coluna, a Petrobras ficou pior no retrato desenhado por números perturbadores. 

E o déficit da balança de petróleo e derivados registrou um recorde histórico:
6 bilhões de dólares.
Mais de 12 bilhões de reais.
É coisa de assustar economista argentino.
Mas insuficiente para incutir algum juízo na cabeça baldia de Dilma Rousseff.

A presidente continua recitando que tudo vai bem no Brasil Maravilha, constata o comentário de
1 minuto para o site de VEJA.

Há 15 dias, por exemplo, durante o comício em Pernambuco que festejou o banho de mar inaugural do navio Zumbi dos Palmares, Dilma fez um dueto com Graça Foster para cantar as glórias que iluminam os horizontes da Petrobras.

Em 2018, adivinhou a presidente da empresa, a produção terá chegado a 4 milhões de barris por dia.

Foi a senha para outra decolagem em dilmês rústico:
“E eu quero, dessa história, contar o melhor pra vocês:
o melhor não é, não está aqui hoje, no presente, só.
O presente é o momento que nós temos de comemorar.
Mas o melhor é o futuro.
E acho que uma das coisas importantes que a Graça Foster falou aqui é que a Petrobras vai produzir, daqui a pouco, 4 milhões de barris. Depois, ela vai produzir, daqui mais um pouco, 5 milhões de barris.”


Desde agosto de 2006, quando Lula anunciou a Conquista da Autossuficiência que nunca existiu, os parteiros do Brasil Maravilha dedilham a lira do delírio sempre que o tema é a Petrobras.

Em setembro de 2009, na discurseira triunfalista transmitida por uma cadeia nacional de rádio e TV, o palanque ambulante proclamou a Segunda Independência, financiada pelas jazidas do pré-sal, concedeu ao colosso no fundo do mar o título de “Dádiva de Deus” e reduziu a traidores da pátria os que haviam ousado duvidar da eficácia da Petrobras.


Entre a Conquista da Autossuficiência e a Proclamação da Segunda Independência, Dilma Rousseff descobriu o pré-sal.
 “É um recurso tão importante para a nossa geração e próximas que é de fato um conjunto da população brasileira”, desandou em agosto de 2008.

“Isso define o princípio que vai nortear o governo sobre seu uso, que é tomar todas as medidas para transformar esse grande recurso em fonte que vai permitir que os brasileiros tenham melhoria da educação, das condições que permitirão que avancemos em direção à sociedade do conhecimento, que inova e faz pesquisa, e pela forma que chegamos ao pré-sal”.

Quem ouviu o palavrório só conseguiu entender que a candidata à Presidência não conseguia expressar de modo inteligível o que achava do assunto. Passados quase cinco anos, está claro para o Brasil que pensa que Dilma não diz coisas compreensíveis sobre assunto algum. 

 
Apesar disso, ou por isso mesmo, a Doutora em Nada ameaça o país com um segundo mandato. Os vigaristas no poder imaginam que enganação não tem prazo de validade.


Transcrito do Original em :

A INDECÊNCIA DO "brasil" OU : Dez anos de lulopetismo

Passada uma década de exercício do governo pelo Partido dos Trabalhadores (PT), é possível fazer uma avaliação das suas realizações e fracassos, à luz do que os anglo-americanos chamam de "a prova da história". 

O Partido dos Trabalhadores chegou ao poder com duas cartas de navegação. Uma, inspirada num modelo social-democrático e elaborada rapidamente por recomendação dos marqueteiros políticos de Lula, tendo sido publicada com o título de Carta ao Povo Brasileiro, ou simplesmente Carta do Recife, em junho de 2002.

Outra, datada de dezembro de 2001, é denominada de Carta de Olinda, escrita nos laboratórios da direção do Partido dos Trabalhadores, sob a influência de José Dirceu e com a aprovação de Lula. 

 
Nela, a militância do partido deixava claro o modelo de governo que pretendia pôr em prática:
um socialismo estatizante inspirado no regime cubano e próximo do ideal bolivariano que Hugo Chávez buscava implantar na Venezuela.


Na Carta ao Povo Brasileiro, elaborada pelos assessores de marketing eleitoral de Lula, sob a coordenação de Antonio Palocci (que logo depois seria ministro da Fazenda do primeiro governo Lula), ficava claro que o candidato petista, caso fosse eleito presidente da República, honraria os contratos internacionais assinados pelo Brasil, manteria o regime democrático de liberdades e de tripartição de poderes, respeitando a Constituição vigente, a rotatividade do poder entre os partidos, bem como a economia de mercado e os marcos da política macroeconômica fixados no Plano Real e implementados nos dois governos social-democráticos de Fernando Henrique Cardoso.

Seriam respeitados os tratados internacionais, bem como a gestão democrática da política externa administrada pelo Itamaraty, seguindo a tradição de não intervenção na política interna dos outros países e o convívio pacífico do Brasil com as demais nações.

 
A classe média foi conquistada pela Carta ao Povo Brasileiro.

Contrariamente ao que tinha ocorrido nas eleições presidenciais anteriores (de 1990, 1994 e 1998), a opinião pública deu decisivo apoio ao candidato Lula. Nos seus programas eleitorais anteriores, ele tinha apresentado plataformas inspiradas num modelo de socialismo à maneira cubana, polarizadas pelo marxismo-leninismo.

A Carta de Olinda repetia esse modelo.

A duplicidade de ""cartas de navegação"" somente se revelaria à opinião pública após a posse de Lula em 2003, mais concretamente depois da divulgação do affaire do "mensalão", em 2005, e serviria sempre como uma espécie de chantagem do partido sobre a opinião pública, com o governo ameaçando colocar na rua os "movimentos sociais" para efetivar reformas radicais.

O que os petistas procuravam, segundo a Carta de Olinda, era, em primeiro lugar, no terreno econômico, instaurar um sistema produtivo de tipo socialista centrado na intervenção direta do Estado como empresário.

Isso implicava a escolha, por cooptação, daqueles empresários que deveriam ser os "campeões de bilheteria" e a aproximação direta do governo com o povão, mediante políticas sociais distribuidoras de renda, mantendo numa espécie de limbo a classe burguesa identificada como inimiga dos pobres.

Ponto-chave das políticas sociais petistas foi o programa Bolsa Família. Era a reedição do velho modelo elaborado pelo Marquês de Pombal, na segunda metade do século 18, e que o primeiro-ministro português recomendava pôr em prática no Brasil ao seu sobrinho governador do Maranhão. 

 
Nestes dez anos de governo petista, observa-se que o partido sob o comando do Lula foi se afastando aos poucos do programa social-democrático original expresso na Carta ao Povo Brasileiro para se alinhar com a Carta de Olinda, num crescente fortalecimento do Executivo sobre os demais poderes públicos e com um claro estatismo na área econômica.

O principal programa da área social, o Bolsa Família, se bem beneficiou 50 milhões de brasileiros pobres, tornou-os reféns da dádiva oficial, ao ter ficado em segundo plano a geração de empregos que garantissem a continuidade da saída da pobreza.

A angústia vivida pelos beneficiários desse programa nas últimas semanas, diante do boato de que o benefício seria cortado, revela a sua precariedade.

O mecanismo institucional que tornou possível financiar os empresários cooptados foi o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com operações de financiamento pouco transparentes, que abrem a porta ao desperdício do dinheiro público e à corrupção.

O "mensalão" revelou a face perversa do estatismo na área política, com o Executivo comprando o apoio da base aliada num esquema de corrupção jamais visto.

Foi conferido um caráter mais político do que técnico a uma próspera estatal como a Petrobrás, descapitalizando-a e afastando o País da autossuficiência energética.

O que, no fundo, inspirou os petistas não foi o reforço ao capitalismo, mas a construção do que eufemisticamente se chama de "capitalismo de Estado", que, em realidade, não é mais do que o reforço ao patrimonialismo, com a volta da inflação. 

 
O PT busca tornar-se um partido hegemônico, constituindo-se, sob a inspiração da filosofia gramsciana, como o "novo príncipe" da política brasileira.

Em conclusão:
o Brasil passou a viver, na última década, uma espécie de esquizofrenia política proveniente da duplicidade de programas em conflito, adotados pelas duas cartas de navegação referidas. 

 
Um programa que conduziria ao reforço do modelo social-democrático está sendo socavado por outro, de índole declaradamente patrimonialista. Esse é o mal que, a meu ver, atrapalha hoje em dia a administração petista. 
 
Ricardo Nérez Rodríguez 
Dez anos de lulopetismo 
Membro do Centro de Pesquisas Estratégicas "Paulino Soares de Sousa", da Universidade Federal de Juiz de Fora (MG), é professor emérito da ECEME

junho 04, 2013

ENQUANTO ISSO ! O BRASIL DA FARSANTE "MAIS PREPARADA"1,99 SEGUNDO O CACHACEIRO PARLAPATÃO FICA : De costas para o mundo



O déficit comercial recorde é mais um dos itens da safra de más notícias que o governo Dilma Rousseff vem produzindo. 

O comércio exterior brasileiro sofre as consequências de uma política externa que se fechou em copas, perdeu o bonde da história e hoje purga resultados desastrosos. 
 
Com o PT, o Brasil deu as costas para o mundo.

A balança comercial acumula rombo de US$ 5,4 bilhões neste ano até maio, conforme divulgou ontem a Secex. Trata-se do pior resultado em 20 anos, isto é, desde que a série histórica passou a ser tabulada pelo governo. 
Para se ter melhor noção do desastre, um ano atrás o país exibia superávit acumulado de US$ 6,3 bilhões.

É preciso registrar que o déficit atual está fortemente influenciado por uma manobra contábil urdida pelo próprio governo. Para impedir que o superávit de 2012 não caísse mais do que caiu (35% em relação a 2011), o registro de operações de compra e venda externa de combustíveis pôde ser postergado.

Como maquiagens nunca terminam bem, desde janeiro a balança brasileira vem sofrendo impacto de negócios com petróleo e derivados que, na realidade, aconteceram no ano passado. No total, US$ 4,6 bilhões foram sendo contabilizados ao longo destes cinco primeiros meses do ano - o estoque se encerrou em maio.

Mesmo sem estas operações, a balança brasileira estaria deficitária em US$ 800 milhões. Ou seja, com ou sem manobras, o país teria produzido seu primeiro resultado negativo para o período de janeiro a maio desde 2001 e a pior marca desde 1998.
 
O resultado de maio, embora superavitário (US$ 760 milhões), foi o menor para o mês em 11 anos.

O Brasil sofre a síndrome da perda de competitividade. Nossas exportações encolhem, ao mesmo tempo em que as importações não param de subir. O produto nacional não tem fôlego para concorrer com o que vem de fora. No ano, as exportações caem 2,8% na comparação com janeiro a maio de 2012; as importações, em contrapartida, aumentam 9,8%.


Bens made in Brazil estão perdendo espaço no exterior. 
 O Estado de S.Paulo informa hoje que entre 2008, a partir do início da crise internacional, e 2011, o país perdeu US$ 5,4 bilhões em vendas para Argentina, 
México, 
Peru, 
Colômbia, 
Chile, 
Equador, 
Venezuela, 
Paraguai e Bolívia. 
De lá para cá, deve ter ficado sem mais outro naco.

A participação em mercados mais ricos, como o norte-americano, e mais robustos, como o chinês, também está em queda. "Nos EUA (tradicional destino de itens manufaturados), a fatia do país caiu cerca de um terço, para 1,1% de tudo que os americanos importaram de janeiro a março", registra a Folha de S.Paulo.

Nos negócios com os norte-americanos, saímos de um superávit de US$ 5 bilhões em 2002 para um déficit de US$ 5,6 bilhões em 2012. Já o comércio com os europeus, superavitário ao longo de uma década, passou ao vermelho, numa virada que começou em 2011 e vem se aprofundando: 
nossas exportações para lá caíram 7% neste ano até maio.

O país colhe os frutos podres de uma opção equivocada - mais uma - adotada em sua política externa. Presos a ideologias ultrapassadas, os governos petistas desdenharam a aproximação com nações mais desenvolvidas e orientaram seus esforços para mercados inexpressivos do mundo em desenvolvimento.

Fechamos apenas três acordos comerciais nos últimos dez anos.
O Brasil fez justamente o contrário do que estão fazendo nações que estão dando muito mais certo que nós. É o caso de Chile, Colômbia, México e Peru, que se juntaram num mercado de US$ 2 trilhões e população de 209 milhões de pessoas em torno da Aliança para o Pacífico.


O quarteto - cujo acordo que isenta de tarifas 90% dos produtos comercializados entre si entra em vigor no fim deste mês - concentra, ainda, 35% do PIB e 49% dos investimentos diretos estrangeiros da América do Sul. 


Cada um deles cresceu em 2012 acima de 3,1%, a média do PIB na região e muito mais que nosso pibinho de 0,9%. 
É de se perguntar: 
quem está fazendo a coisa certa?

A atitude dos governos do PT isolou o Brasil do resto do mundo. Alijou nossas empresas das cadeias produtivas globais. Apequenou nossa pauta exportadora e empobreceu nosso parque industrial.
 

O erro perpetrado por Lula e mantido pela presidente Dilma prejudica a inserção do país no mundo, nos tolhe a competitividade e atrasa nosso desenvolvimento.

O Brasil precisa de mais e não de menos comércio com o mundo.
Fonte: Instituto Teotônio Vilela
De costas para o mundo

No quebra-cabeça da economia nacional, governo fez desaparecer muitas peças nos últimos anos


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O palavrório ufanista ganhou força com o crescimento da produção industrial em abril (1,8%), mas a realidade é bem diferente. 
 
Em abril, a produção de petróleo no País registrou queda de 4,9%, na comparação com o mesmo mês de 2012. De acordo com a Agência Nacional do Petróleo (ANP), no quarto mês do ano a produção brasileira de petróleo atingiu a marca de 1,923 milhão de barris por dia, volume 3,8% maior que o registrado em março.

Em maio, a venda de veículos novos caiu 5,25%, o que pode significar um desaquecimento do mercado, apesar de todos os incentivos do governo e os esforços dos fabricantes. 

 
Não há como imaginar qualquer possibilidade de recuperação da economia com um cenário cujas peças não se encaixam, mesmo com os palacianos tentando vender a ideia que a turbulência é passageira e que o Brasil continua sendo o país de Alice, aquele das maravilhas.

A falta de perspectiva se confirma com a decisão do Banco Central de, por enquanto, não intervir no mercado de câmbio, deixando a moeda norte-americana flutuando livremente. Nesta terça-feira (4), a cotação do dólar ultrapassou a casa de R$ 2,14. 

Ou seja, a inflação terá como adversária apenas a Selic, a taxa básica de juro, que em recente decisão Copom saltou para 8% ao ano e deve encerrar 2013 em 8,25%.

Essa conjuntura complexa explica as recentes previsões nada otimistas para o crescimento da economia em 2013. Depois do pífio avanço de 0,6% do PIB no primeiro trimestre, alguns respeitados economistas já trabalham com previsão de crescimento da economia abaixo de 2,5%. 

Sempre lembrando que o ainda ministro Guido Mantega rompeu o ano garantindo que o crescimento econômico deste ano ficaria na casa dos 4%. 

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E NO DE(s)CÊNIO DOS FARSANTES ... O fim de uma era: Consumo menor e calote fazem banco frear crédito


A maior cautela dos bancos privados na concessão de financiamentos - motivada pelos ainda elevados índices de inadimplência e pelas incertezas quanto à recuperação da economia - fez aumentar significativamente o volume de dinheiro no caixa das instituições. 
 
E, em vez de direcionar este montante ao crédito de pessoas e empresas, um enorme volume de recursos está sendo girado em aplicações de curto prazo entre os próprios bancos e o Banco Central.

O enxugamento do dinheiro para crédito coincide com um momento de vendas fracas e queda no consumo.

Estudo da Austin Rating, com base nos balanços de 126 bancos, mostra que, enquanto o total das operações de crédito cresceu 16,4% no ano passado, totalizando R$ 2,23 trilhões, os recursos que os bancos tinham em operações de curto prazo, como aplicações interfinanceiras de liquidez (AIL) e em títulos mobiliários, avançaram 33,5%, atingindo R$ 2,14 trilhões. 

 
Ou seja, para cada real emprestado a clientes os bancos tinham quase a mesma quantia alocada no mercado aberto. Na prática, o crescimento menor dos empréstimos significa menos dinheiro para investimentos de empresa e consumo de pessoas físicas.

Para manter a rentabilidade, as instituições privadas têm buscado aumentar as receitas com serviços, como seguros e cartões. Os balanços do primeiro trimestre confirmam que a postura dos bancos pouco mudou em relação a 2012.


Dados de 23 bancos analisados pela Austin mostram que as operações de liquidez saltaram 47,1%, contra 16,7% do crédito.

- A contrapartida da redução da taxa de crescimento do crédito, nos bancos privados principalmente, foi o crescimento do volume de ativos, da liquidez do sistema - afirma Luis Miguel Santacreu, analista de bancos da Austin.


Descompasso entre banco público e privado 

 
Por trás desse aumento da liquidez no sistema bancário estão as próprias medidas do governo para estimular o crédito, como a redução dos depósitos compulsórios (que os bancos são obrigados a recolher no Banco Central) no ano passado. Os bancos também estão captando mais depósitos com o contínuo aumento do número de correntistas, decorrente do aumento da renda e da ascensão da chamada nova classe média.

As compras de dólares pelo Banco Central a fim de calibrar a taxa de câmbio, que o obriga a vender títulos da dívida pública para gerar reais, também são usadas pelos bancos para remunerar o excesso de caixa.

- Diferentemente do que desejava o governo, o dinheiro adicional que tem entrado no sistema bancário não tem ido para a economia real, na forma de mais investimentos para empresas ou renda ao consumo, mas está girando no mercado aberto - diz Santacreu.

O esforço dos bancos privados para "limpar" suas carteiras e baixar a inadimplência teve efeito direto no ritmo de contratação de novos financiamentos, observa Luiz Rabi, economista da Serasa Experian. Mais seletivos e exigentes, essas instituições encerraram 2012 com volume de créditos 7,6% maior que o do ano anterior.


Porém, o calote (medido pela taxa de atrasos com mais de 90 dias em seus financiamentos) passou de 5,1%, em dezembro de 2011, para 5,4% no final do ano passado.

No mesmo período, a inadimplência dos bancos públicos (Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal) permaneceu estável em 1,8%, enquanto eles aumentaram em 27,9% os seus financiamentos.

O descompasso se repete este ano. De janeiro a abril, o crédito nos bancos privados avançou 6% em relação a igual período de 2012, enquanto o calote recuou a 5,2%. 

 
Nos públicos, os empréstimos subiram 29% e a inadimplência foi a 2%.

- A inadimplência cai muito lentamente e isso faz com que os bancos privados reajam também lentamente. Daí essa montanha de dinheiro no mercado aberto. A torneira dos bancos privados está entupida - diz Rabi, acrescentando que os bancos tiveram R$ 92 bilhões em perdas com calote em 2012.

Se a inadimplência não contribui para destravar o crédito, tampouco a perspectiva de alta dos juros ajuda. 

 
O ciclo de aperto monetário, com a alta da Taxa Selic de 7,25% para 8% pelo Comitê de Política Monetária (Copom), encarece o crédito e dificulta a queda na inadimplência - condição que, em tese, tende a manter a oferta de crédito restrita.
Ronaldo D"Ercole O Globo

junho 03, 2013

GERENTONA FALSÁRIA 1,99, A "MAIS PREPARADA" EM NADA E COISA NENHUMA IMPLODE NOSSA COMPETITIVIDADE

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A safra de más notícias na economia parece não ter fim.

É o pibinho que cresce quase nada;
a inflação que o governo petista alimentou e agora corre desesperadamente para segurar;
os juros que sobem na contramão de todo o resto do mundo;
o dólar que dispara e encarece tudo;
os rombos crescentes e astronômicos nas contas públicas.

Mas um indicador resume com precisão a indigência em que o país foi enfiado pelo governo da presidente Dilma Rousseff:
o que mede a nossa competitividade em relação ao resto do mundo.

Por sorte do governo, a divulgação do novo ranking global aconteceu no meio do feriadão e passou meio despercebida na leva de más novas. Mas ele merece ser analisado em detalhes, porque a fotografia que traz do país é muito feia.

O Brasil voltou a cair no ranking feito pelo International Institute for Management Development (IMD), uma das maiores escolas de negócios no mundo, sediada na Suíça. Figuramos agora na 51ª posição numa lista que tem 60 países. 

No ano passado, o país estava em 46º lugar. 

 O tombo foi grande, mas uma visão em retrospectiva revela queda ainda mais espetacular. Em 2010, o Brasil ocupava a 38ª posição no ranking do IMD. Isto significa que, nos anos Dilma, perdemos 13 colocações e nos tornamos o país com o pior desempenho no período.

Repetindo:
ninguém caiu tanto no mundo no quesito competitividade nos últimos três anos quanto o Brasil da presidente Dilma. Desde 2011, as nossas quedas no ranking do IMD foram constantes e sucessivas.

Na lista geral, agora só estão abaixo de nós a Eslovênia, 
a África do Sul, 
a Grécia, 
a Romênia, 
a Jordânia, 
a Bulgária, 
a Croácia, 
a Argentina e a Venezuela, nesta ordem.

Todos, de certa forma, já estavam no buraco.
A novidade é que o Brasil foi se juntar a eles nos últimos anos.

Os Estados Unidos recuperaram o topo da lista, que tem ainda Suíça, Hong Kong, Suécia e Cingapura, nesta ordem. São países cujo sucesso baseia-se em orientar sua atividade manufatureira para a exportação, diversificar os produtos fabricados, fortalecer pequenas e médias empresas e apostar fundo na disciplina fiscal, segundo avalia o IMD.

Olhando-se os fatores que compõem o indicador geral fica mais clara a cota de participação do governo da petista no desastre brasileiro:
no quesito "eficiência governamental", que mostra como as políticas públicas colaboram ou não para a competitividade do país, estamos em 58º lugar, à frente apenas da Argentina e da Venezuela - quem mais, senão eles, poderia sair-se tão mal?

O que impede o naufrágio completo do Brasil é o desempenho no item "eficiência nos negócios". Mesmo caindo 13 posições desde 2010, ainda estamos em 37º lugar neste quesito. Em "desempenho econômico", o Brasil surge em 42º e em "infraestrutura", em 50º, sem alterações relevantes nos últimos anos. 
 
O IMD analisou o desempenho dos países ao longo dos últimos 25 anos, durante os quais vem fazendo, sistematicamente, o acompanhamento sobre a competitividade das economias ao redor do mundo.

Com crueza, dividiu os países estre "vencedores" e "perdedores".
Adivinha onde o Brasil ficou?
(Em 1997, estávamos na 34ª colocação.)

Para quem acompanha o dia a dia da economia brasileira, o ranking da instituição suíça apenas traduz em números o que é evidente a olho nu: 
um país travado, 
estrangulado, 
garroteado por uma má administração.

Uma economia em que consumo e produção estão em flagrante desequilíbrio e os investimentos, principalmente em infraestrutura, simplesmente não acontecem.

Estamos pagando a conta de uma postura intervencionista que interferiu na dinâmica da economia de maneira deletéria, minou a força de agentes econômicos e desorganizou ainda mais a atividade produtiva.

Num mundo cada vez mais competitivo, o Brasil escolheu seguir o caminho mais difícil, que nos levou ao pântano de onde a presidente Dilma Rousseff não demonstra a menor aptidão para nos tirar.

Fonte: Instituto Teotônio Vilela
Dilma implode nossa competitividade