"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

janeiro 12, 2011

ÉLIO GASPARI E O GOVERNO MEDICI


Em "A ditadura derrotada", um libelo contra o regime militar, Élio Gaspari afirma o seguinte sobre o governo Medici:

A ditadura estava no seu oitavo ano, no terceiro general. Médici cavalgava popularidade, progresso e desempenho.

Uma pesquisa do IBOPE realizada em julho de 1971 atribuíra-lhe 82% de aprovação.
Em 1972 a economia cresceria 11,9%, a maior taxa de todos os tempos.
Era o quinto ano consecutivo de crescimento superior a 9%.

A renda per capita dos brasileiros aumentara 50%. Pela primeira vez na história as exportações de produtos industrializados ultrapassaram 1 bilhão de dólares.
Duplicara a produção de aço e o consumo de energia, triplicara a de veículos, quadruplicara a de navios.

A Bolsa de Valores do Rio de Janeiro tivera em agosto uma rentabilidade de 9,4%.
Vivia-se um regime de pleno emprego.
No eixo Rio-São Paulo executivos ganhavam mais que seus similares
americanos ou europeus.

Kombis das empresas de construção civil recrutavam mão de obra no ABC paulista com altos falantes oferecendo bons salários e conforto nos alojamentos.

Um metalúrgico parcimonioso ganhava o bastante para comprar um fusca novo.
Em apenas dois anos os brasileiros com automóvel passaram de 9% para 12% da população e as casas com televisão de 24% para 34%.

O Secretário do Tesouro americano, John Connally, dissera que "os EUA bem poderiam olhar para o exemplo brasileiro, de modo a pôr em ordem a sua economia".

Isto está lá, nas páginas 26 e 27 do livro de Elio Gaspari "Ditadura Derrotada".

É isso aí!
Para completar, a Polícia era Polícia e o Bandido era Bandido e nós não morávamos atrás de grades...

E acrescento:
E os larápios e assaltantes do dinheiro público, falsos democratas encastelados no PT e no governo, só sabem falar em tortura.

É bom lembrar que:
ITAIPÚ – TUCURUÍ – CARAJÁS – PORTOS DE TUBARÃO E ITAQUI– CORREIOS CONSIDERADO O MELHOR DO MUNDO – ENERGIA NUCLEAR – TRANSAMAZÔNICA – ESTRADAS DE RODDAGEM – CORREDORES DE EXPORTAÇÃO – AGRONEGÓCIO - EMBRAPA- AEROPORTOS RIO – SÃO PAULO –CUBICA – DESENVOLVIMENTO DA PETROBRÁS – e sem roubo. NÃO TINHA REELEIÇÃO.


Publicada em:11/01/2011
Estamos Vivos!
Grupo Guararapes!
Personalidade Jurídica sob reg. Nº 12 58 93, Cartório do 1º registro de títulos e documentos, em Fortaleza.

EXPECTATIVA DA SELIC(ELEVAÇÃO), EMPRÉSTIMOS CAROS E AUMENTO DO CALOTE

Em função do aumento do calote e da esperada elevação da taxa básica de juros da economia (Selic), o consumidor deve pagar crédito mais caro em 2011.
A inadimplência cresceu 6,3% no ano passado em relação a 2009, segundo o Indicador Serasa Experian.


A alta foi maior do que a verificada em 2009 (5,9%), ano com fortes impactos da crise financeira no país.
“O reflexo de tudo isso é que o valor cobrado pelo crédito deve subir, já que a inadimplência representa 32% na formação da taxa de juros”, afirma Carlos Henrique de Almeida, assessor econômico da Serasa.


A falta de compromisso para honrar pagamentos, segundo Almeida, ocorreu principalmente em função dos prazos mais alongados de financiamento, em setores como móveis e automóveis.

Além disso, o aumento da inflação contribuiu para reduzir o poder aquisitivo, afetando parte da renda destinada ao pagamento de dívidas.

“Com isso, o consumidor entra em 2011 mais endividado. Nos primeiros três meses, a taxa deve ser superior à do ano passado”, observa.


A perspectiva para este início de 2011 é de que o aperto na política monetária para controlar a inflação, pagamento de impostos (IPTU e IPVA) e despesas escolares aumentem a inadimplência.
Quando comparado dezembro de 2010 ao mesmo mês de 2009, a alta do calote foi de 20,9%. Frente a novembro, o salto ficou em 1,1%.


As dívidas não bancárias (cartões de crédito, financeiras e serviços) avançaram 2,4% de novembro para dezembro, contribuindo com 0,9 ponto percentual para o indicador.
Os cheques devolvidos por falta de fundos cresceram 3,5% no mês, com uma contribuição de 0,4 ponto.


Geórgea Choucair/Daniel Camargos/Correio

janeiro 11, 2011

QUESTÃO DE TEMPO...

Atenta aos códigos, no dia seguinte à eleição de Dilma Rousseff a capital federal já sabia que Antonio Palocci seria, depois da presidente, o poderoso de plantão.

A indicação para a chefia da Casa Civil apenas confirmou o entendimento anterior, mas o que consolidou a certeza de que Palocci é o eixo sobre o qual funcionará o governo foi o discurso dele de posse sinalizando discrição e comedimento no exercício do poder.

Quando ouviu Palocci dizer que não caberá a ele emitir "opinião sobre todas as coisas" nem dar muitas entrevistas muito menos fazer pronunciamentos, afirmando ser "apenas mais um" no time da presidente, Brasília logo entendeu que em torno dele gravitariam as questões mais importantes, os assuntos estratégicos, as soluções para crises, os temas mais delicados.

Um auxiliar de Dilma que na campanha até nem se deu muito bem com ele, mas agora é todo referências positivas, dá um exemplo sobre o tipo de função que exercerá sem dizer que exerce.

Se em algum momento mais à frente a crise com o PMDB se agravar ao ponto de pôr em risco algum interesse do governo, será Palocci o encarregado de advertir os companheiros de aliança sobre a conveniência de recuar. Lembrando-lhes que o partido pode não ter tido tudo o que quis, mas tem muito a perder, se for o caso.

Nada explícito nem rude de modo a demonstrar "quem manda". Este era o modelo de José Dirceu, que não só pretendeu ser o homem forte da administração e da política, como fazia absoluta questão de deixar isso muito claro.

Já derrubado pelo escândalo do mensalão, Dirceu saiu da Casa Civil anunciando que voltava à Câmara para, de lá, comandar o governo. Como deputado não conseguiu concluir o discurso de posse e foi cassado meses depois.

Desse tipo de conduta, que no governo é tido como o erro fatal de Dirceu, Palocci deve manter distância. Por uma questão de personalidade, de conveniência, mas também de necessidade.

Passou "raspando" pelo STF, que numa votação dividida não aceitou incluí-lo entre os réus do caso da quebra de sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa e não pôde concorrer ao governo de São Paulo porque as pesquisas indicavam que politicamente essa conta ainda estava em aberto ao juízo do eleitor.

Portanto, Palocci precisa de tempo, condições objetivas e de um período para lustrar a imagem a fim de se credenciar a candidaturas futuras. Para isso é essencial que se mantenha longe de tiroteios e seja o mais discreto possível, a despeito da importância real de suas atribuições.

Na forma, será a antítese do poderoso de plantão, como convém a quem de fato tem a força.

Guerra de imagem.

O PT está fazendo com o PMDB agora o que Lula tentou, sem sucesso, em 2003: joga com a má fama do partido para impedir o avanço dos pemedebistas no governo, certo de que ganha a batalha da comunicação junto à opinião pública.

Para todos os efeitos, a confusão em torno dos cargos seria um "bom combate" que o governo estaria fazendo em prol da melhoria de critérios de ocupação de espaços, contra o fisiologismo.

O plano é evidente e obviamente já detectado pelo PMDB, que, por isso, fez um recuo estratégico.

Seria uma boa jogada, não fosse um "pormaior": a falta de credibilidade do PT nessa área. Além de seguir aliado aos setores mais atrasados da política, o partido teve durante os oito anos de governo Lula tempo suficiente para se insurgir contra os desmandos que agora usa como justificativa para tirar postos estratégicos do parceiro, e não o fez.

Ao contrário.

Quando teve oportunidade de enfraquecer politicamente o PMDB - por conta de escândalos envolvendo próceres como José Sarney e Renan Calheiros - preferiu reforçar o partido de olho na conveniência eleitoral de 2010.

A confiança demonstrada pelo PT ao entregar o lugar de vice na chapa presidencial não combina com as alegações desabonadoras que o próprio PT faz agora a respeito do PMDB.

Os petistas têm razão, mas não só avalizaram a conduta do parceiro ao aprovar a aliança em convenção nacional, como nada fazem de diferente que os autorize à crítica no quesito ético.

Dora Kramer

O avesso do avesso

janeiro 08, 2011

A MEGA SENA POLÍTICA DA VIRADA . O CASSINO DO PLANALTO...


O brasileiro adora uma "fezinha".
No bicho, na Loto, na Sena, na Loteca, no bingo, enfim, gosta de tudo em que entre sorte ou azar.
A maior banca de jogatina é sempre dos governos.
As loterias são a sua especialidade.

O pior é que também na política esse espírito se manifesta.
Os rateios são feitos, as cartas são distribuídas, as apostas são altas.
O negócio é ter sorte.
Torcer para ganhar

O nosso sistema eleitoral, por exemplo, é uma roleta. Graças ao voto proporcional, que a classe política brasileira insiste em manter, a composição do Congresso Nacional acaba sendo uma divertida rodada.
O eleitor escolhe um número e acaba dando outro!
Todo jogo é assim.
Surpresas, espantos, prêmios para uns, prejuízos certos para os outros.

A Mega Sena da virada do ano, por exemplo, foi uma verdadeira loucura. Pagou o maior prêmio de todos os tempos.
Nunca antes se viu uma bolada tão apetitosa!
Mais apetitosa do que essa, só na montagem do grupo para comandar o País.
Nunca se viu coisa parecida.

O insigne presidente que saiu jamais deixou de fazer suas apostas durante os oito anos em que comandou a banca.
A insigne presidente que entrou só agora vai poder revelar sua capacidade de se sentar à mesa do jogo.

Quanto aos demais associados do grande cassino do Planalto, sabemos da história de alguns.
Muitos dos insignes ficantes são bem conhecidos.
E muitos dos insignes chegantes já são velhos habitués das mesas do pôquer brasiliense.

Na verdade, só a insigne presidente entrante, já a postos para receber as cartas, tem um rosto desconhecido.
A atitude fria, absolutamente sem transparência, nessa presença inaugural na mesa, não permite deduzir nada.

De uma coisa, porém, estou certa: nunca houve até hoje uma sena como esta!
O povo compareceu com milhões de apostadores.
Quem vai ganhar, o povo ou a banca?



Resposta difícil.
Aliás, as dificuldades já começaram com a dúvida idiota surgida por conta do título da ocupante do Planalto:
vai ser presidente ou presidenta?
Segundo informam os bajuladores mais próximos, parece que a própria prefere ser chamada de presidenta.
Será que assim ela fica mais contenta?
Vai ser mais competenta?
E, sem dúvida, mais eficienta?

Não sei.
Em todo caso, esse estrago inicial contra a última flor do Lácio, inculta e bela, não me surpreende, após os oito anos da inacreditável e dinamitadora gramática do insigne presidente que saiu -
se é que saiu...

A vitória do povo só acontecerá se o prêmio desta outra sena da virada trouxer benefícios reais para os apostadores.

O presidente que saiu deixou imensos problemas para a presidente que entrou.
Primeiro, ela terá de encaminhar, com coragem e energia, as reformas fundamentais que seu patrono prometeu e não fez.

A mais importante de todas será a que devolver aos eleitores brasileiros o direito de ver suas vontades representadas de forma real.
Hoje em dia somos obrigados a eleger, mas não temos nem o poder nem os meios para deseleger!

A segunda reforma, não menos importante, mas talvez mais urgente, recai sobre o sistema tributário.
Não dá mais para continuarmos sendo um país sem democracia na área dos impostos.
Somos um povo contribuinte, mas não temos um governo retribuinte!

Na área da educação tudo tem de ser revisto.
O Estado precisa entender que o povo brasileiro dispensa ser tutelado, como se todas as famílias e as pessoas não tivessem capacidade de dirigir a sua vida, com total liberdade de escolha.
A responsabilidade de educar, o direito de educar, isso cabe às famílias e à sociedade.
Ao Estado cabe garantir e oferecer os instrumentos, os meios e os recursos. Para isso pagamos altíssimos impostos.

Chega de paternalismo.
Chega de maternalismo.
Chega de monitoramento político e ideológico.
Chega de infantilização.
Chega de impor opiniões e comportamentos.
Somos uma democracia e queremos ser livres.
Não queremos continuar como uma carneirada, tangida por pastores que não escolhemos.

Na área da saúde, por favor, pensem antes de tudo na parte sanitária.
Não repitam os erros dos nossos geniais arquitetos, que foram capazes de construir uma nova capital sem rede de esgotos!
É vergonhosa a estatística brasileira nessa matéria.
Sempre a história de que faltam recursos.

A hanseníase ainda está por aí.
A tuberculose continua matando.
A dengue é um pavor.
E a gastroenterite, a leishmaniose, o tifo, enfim.
Para onde foram os impostos destinados à saúde?
Só para postos de emergências?
Só para hospitais?
A prioridade, na saúde, é a prevenção.
O nome já diz tudo:
tem de chegar antes.

Na área administrativa, a mais importante de todas as providências será a proposta de adoção da escala metropolitana de governo.
Sem ela a gestão das grandes concentrações urbanas ficará impossível.
A escala metropolitana de governo já foi implantada no mundo civilizado há mais de um século!

O atraso do Brasil é inacreditável. Em várias partes do planeta a escala metropolitana começa a ser substituída pela escala megalopolitana!
As metrópoles expandiram-se tanto que já se misturam, como já se verifica no Vale do Paraíba.
Só a Região Metropolitana de São Paulo engloba 39 prefeituras! Tudo desarticulado. Tudo desentrosado.

Tudo desperdiçado.
Planos e projetos desencontrados, superpostos, conflitantes e competitivos!
A mesma coisa no Rio, no Recife,
em Belém,
em Belo Horizonte,
em Salvador, em Porto Alegre... só para citar essas!

Será que a ganhadora da sena política vai enxergar tudo isso?
Não sei.
Ninguém consegue saber o que essa loteria reserva para nós.

PROFESSORA, JORNALISTA, FOI DEPUTADA FEDERAL CONSTITUINTE, FUNDOU E PRESIDIU O BNH DO GOVERNO CASTELO BRANCO E-MAIL: SANDRA_C@IG.COM.BR

janeiro 07, 2011

IGP-DI /2010 de +11,3% É O MAIOR EM 6 ANOS .


Aumentos nos preços das commodities puxaram para cima a inflação medida pelo índice, que é usado para reajustar dívidas dos Estados com a União

A alta dos preços das commodities no atacado no ano passado puxou para cima a inflação medida pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), que encerrou 2010 com alta de 11,3%, a mais forte elevação anual em seis anos.

A taxa, anunciada ontem pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), foi bem diferente da apurada em 2009, ano em que o indicador encerrou em deflação pela primeira vez em sua história, com queda de 1,43%.

Apesar da elevação na taxa anual, o indicador, criado na década de 40 e usado para reajustar dívidas de Estados com a União, perdeu força junto com as commodities no fim do ano:
em dezembro, a taxa foi de 0,38%, ante 1,58% no mês anterior.

Mesmo com o recuo na margem, os preços no varejo apurados pelo IGP-DI mostraram "persistência inflacionária", nas palavras do coordenador de Análises Econômicas da FGV, Salomão Quadros.
O núcleo da inflação varejista saltou de 0,43% para 0,55% de novembro para dezembro, a maior alta desde maio de 2005 (0,73%).
(...)
Para o especialista, medidas prudenciais em compulsórios que indiretamente inibem um pouco a oferta de crédito não são suficientes para conter o avanço da demanda no mercado interno - principal fator que originou essa persistência inflacionária no varejo.

"Não existe mais justificativa para não se fazer uma alta na taxa básica de juros (Selic), agora em janeiro", avaliou.
"É preciso aumento de juros e ajuste fiscal. Se isso continuar dessa forma, sem nenhum outro tipo de medida de contenção de demanda, creio que vai ser difícil atingir o centro da meta inflacionária em 2011 (de 4,5%)."

Em 2010, a inflação total do varejo medida pelo IGP-DI, que representa 30% do indicador, também encerrou em alta, com 6,24%, quase o dobro da apurada em 2009 (3,95%).
Os alimentos foram os grandes responsáveis pelo avanço da inflação no ano passado. No entanto, na margem, os preços dos alimentos mudaram de trajetória e começaram a subir menos.
Isso conteve o avanço da inflação do consumidor, de novembro para dezembro (de 1% para 0,72%).

O atacado, que representa 60% do IGP-DI, encerrou 2010 com alta de 13,85%, após deflação de 4,08% em 2009.
"O atacado foi o setor que mais influenciou o aumento do IGP-DI no ano", comentou Quadros.

Já os preços na construção civil subiram 7,77% no ano passado, mais que o dobro do aumento de 3,25% apurado na inflação da construção em 2009, por causa da mão de obra mais cara.
Na margem, os preços na construção continuaram a acelerar (de 0,37% para 0,67%) de novembro para dezembro.

Variação
11,3% foi a inflação medida pelo IGP-DI, calculado pela Fundação Getúlio Vargas, em 2010
-1,43% foi a queda na inflação medida pelo índice em 2009

Alessandra Saraiva/Estado de São Paulo

janeiro 06, 2011

UMA SÍNTESE PARA A VERDADEIRA HISTÓRIA SOBRE O ÉBRIO/PARLAPATÃO COMO "PRESIDENTE" E APRENDIZ DE DÉSPOTA INÁBIL.

Se ouvido na última pesquisa sobre o desempenho do ex-presidente Lula, eu estaria entre os 17% que o viram de regular para baixo.

Ao estudar, fui ensinado a não me iludir com aparências, e o que predomina é uma versão de ótimo e bom que não corresponde aos fatos.

É evidente que a economia esteve melhor sob Lula.
Mas dizer que foi por causa dele é outra história
.
Surfou em duas ondas muito favoráveis.


A externa, um crescimento ímpar da economia mundial, trouxe não só um melhor desempenho do produto interno bruto (PIB), mas também a superação de grave problema com que o Brasil se deparava havia muitas décadas, a tal escassez de divisas, responsável por muitas crises econômicas.

Hoje sobram reservas e a última crise, que veio em 2008, não foi por falta delas, mas por contenção do crédito e de nossas exportações.
O Brasil então escapou ao tradicional choque externo, com forte desvalorização cambial, aumento da inflação, dos juros, da dívida publica e pedido de socorro ao FMI.

A outra boa onda foi no plano interno, vinda dos governos Collor, Itamar e FHC, com renegociação da dívida externa, ajustes nas finanças públicas, inclusive privatizações, e abertura da economia, dando-lhe maior estabilidade e eficiência. Lula nunca reconheceu bem essas boas ondas.

Sofismando, toma o que veio de bom depois dele como resultado de sua ação.
Como corolário, o ruim não é com ele.

Vejo-o como um peão em rodeios.
Neles, quem monta não recebe pontos se o animal não pula.
Ora, Lula quase que só montou bichos mansos.


Quando a crise pegou, o corcoveio da economia trouxe-o ao chão, mas aí veio com a conversa fiada da marolinha.

Fez que não viu o vagalhão, que custou ao País perto de R$ 200 bilhões em crescimento perdido.


Também pode ser comparado ao comandante de um barco encalhado por uma estiagem, no leito seco de um rio. Vieram as chuvas, o barco desencalhou e o comandante diz que foi obra dele.

O número final do crescimento do PIB em 2010 deve ficar perto de 7%, e certamente se vangloriará disso, mas esquecendo o buraco de 2009, o que levará a uma taxa média próxima de 3,5% nos dois anos, ridícula se comparada à de países realmente empenhados em crescer, como a China e a Índia, a primeira, aliás, com suas importações ajudando muito o Brasil.

Ao administrar, foi um desastre na área de pessoal, contratando mais sem maiores critérios, expandindo cargos providos sem concurso - em cuja elite hoje predominam companheiros sindicalistas -, e pagando salários bem maiores que os do mercado de trabalho, agravados pela aposentadoria privilegiada, que não conseguiu resolver.

Também tornou obscuras e mais frágeis as contas governamentais, até mudando critérios de avaliação do superávit primário e expandindo fortemente a dívida bruta, além de usar boa parte do primeiro dinheiro do pré-sal para tapar buracos nessas contas.

Demonizou as privatizações, mas pouco fez para ampliar com vigor a capacidade de investimento da administração pública. Por essa e outras razões, são indispensáveis investimentos privados para a provisão de serviços públicos, mas relutou em fazer isso.
Um caso emblemático está de novo nas manchetes, o crônico estrangulamento dos principais aeroportos, que não conseguiu resolver em dois mandatos.

O nome disso não é competência.
Ao sair, disse que foi fácil governar, mas a facilidade veio das duas ondas citadas, e também porque não enfrentou seriamente gravíssimos problemas.

Como na infraestrutura, na saúde, na segurança e na previdência, entre outros. Também disse que pode ensinar a governar, mas quem precisa de ajuda é porque está difícil. Colocar gente no Bolsa-Família é fácil, com a economia gerando mais impostos, mas promover bolsistas via educação e trabalho é difícil, e não teve a mesma atenção.
(...)

Vangloria-se de suas raízes humildes, de seu passado de operário, mas hoje se vê como um iluminado, bem acima dos que o elegeram e o endeusaram.

Fiel mesmo às suas origens, Harry Truman, ao deixar o governo nos EUA, em 1953, saiu dirigindo seu carro, acompanhado apenas pela esposa

Original/Íntegra : Lula, nem ótimo nem bom

Roberto Macedo -
ECONOMISTA (UFMG, USP E HARVARD), PROFESSOR ASSOCIADO À FAAP, É VICE-PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE SÃO PAULO

BALANÇA DESCALIBRADA.

Em meio ao turbilhão da posse do ministério do novo governo, passou meio despercebida a divulgação, no início da semana, de um dos principais indicadores econômicos do país:
os resultados da balança comercial em 2010.

O destaque foi o patamar alcançado pelas exportações, que atingiram US$ 202 bilhões, recorde histórico, com providencial ajudinha das vendas da Petrobras ao exterior nos últimos dias do ano.

O que à primeira vista pode parecer um desempenho venturoso esconde algo bem perverso. Como as importações cresceram num ritmo muito mais vigoroso que o das exportações brasileiras, o saldo comercial despencou e foi a US$ 20,3 bilhões. Com queda de 20% em relação a 2009, representou o pior resultado do governo Lula. Mas deve piorar.
As previsões de mercado captadas pelo boletim Focus do Banco Central prognosticam superávit comercial de apenas US$ 8 bilhões para este ano.

Se confirmada, será a pior marca para o indicador em uma década.
Em 2010, enquanto as exportações avançaram 31%, as importações cresceram 42%.
A previsão oficial é de que as exportações se expandam 13% neste ano - ou seja, pouco mais de um terço do avanço anotado em 2010.
Em contrapartida, com menor crescimento do PIB as importações tendem a crescer menos desta vez.

O mais grave é a diferença entre a composição (e, portanto, o valor) daquilo que o país compra e do que vende:

no primeiro caso, produtos sofisticados e mais bem acabados, como automóveis, máquinas e equipamentos; no segundo, matérias-primas, alimentos e commodities em geral, mais baratos por natureza. Pela primeira vez desde 1978, o Brasil exportou mais commodities do que produtos manufaturados.

No ano passado, a participação das matérias-primas na pauta saltou de 40,5% para 44,6%, enquanto os bens manufaturados fizeram caminho inverso, caindo de 44% para 39,4% do total embarcado.


Visto numa perspectiva mais ampla, a reversão é ainda mais impressionante:

no início do século, manufaturados perfaziam 57% das exportações brasileiras. Ocorre que, na época da maior bonança financeira mundial, o Brasil engatou os vagões do seu comércio exterior na locomotiva chinesa e relegou a segundo plano mercados para onde tradicionalmente exportou bens de maior valor agregado, como os Estados Unidos e a União Europeia.

Como resultado, cultivamos hoje uma relação quase colonial com a potência emergente da Ásia.
A china, para onde seguiram 15% das exportações brasileiras no ano passado, consome avidamente matérias-primas, alimentos e commodities minerais brasileiras.
Processa-as e nos vende de volta bens acabados como aço, eletrônicos e até café torrado e moído - não esquecer que o Brasil é o maior produtor mundial da bebida. .

Pendurado no vigor chinês, o Brasil também está cada vez mais dependente da escalada das cotações internacionais - minério de ferro e açúcar, por exemplo, estão em pico histórico - para não ver seu saldo comercial escorregar para o vermelho.


Até outubro, segundo a
Funcex, enquanto o valor exportado pelo país aumentara 20% no ano, a quantidade embarcada crescera apenas 8%. O comércio internacional é uma das principais alavancas para o desenvolvimento econômico de uma nação.

O que parece claro é que, nos últimos anos, o aproveitamento que o Brasil vem fazendo deste empuxo tem estado aquém do potencial exportador do país. Com o mercado de consumo interno em ebulição, a preferência tem sido por importar como nunca.
Pode sair caro.

O Iedi já vê o ano de 2010 como "um divisor de águas, por simbolizar uma penetração ímpar das importações industriais capaz de deslocar a produção nacional e deprimir o potencial de crescimento da indústria e da economia (brasileira) como um todo".
Efeito cristalino disso pode ser visto no total de empresas brasileiras que exportam e importam.


Enquanto o universo das importadoras cresceu 33% nos anos Lula, atingindo 34.033 até 2009 (os dados consolidados de 2010 ainda não estão disponíveis), o de exportadoras subiu apenas 5,4%, para 19.823.
Há evidências de todos os tipos à vista para que o novo governo aja e não continue a entregar o ouro do nosso comércio exterior para nossos concorrentes mais diretos.

Perseverar nesta linha não é um negócio da China.
Fonte: ITV /

janeiro 03, 2011

JÁ "ENTRAMOS" NA ERA DA POLÍTICA MAMBEMBE ERÓTICA E PORNOGRÁFICA E JÁ AGENDADAS MUITAS "ATIVIDADES PARLAMENTARES" EM SUITES DE MOTÉIS. É A FEIJOADA!

Alinhar ao centro

A composição do novo governo deu mostras de sexo explícito, com os diferentes partidos da base aliada numa disputa desenfreada por cargos políticos.

Nenhum pudor ou vergonha presidiu a ação desses partidos, como se tal busca desenfreada pelo poder não se devesse mascarar.

O "prazer" que cada um almeja se mostrou da forma mais crua, mais nua, não se fazendo necessária uma "mise-en-scène", uma encenação.

Formas simbólicas de encenação da política, como apresentação de programas, justificativas do que é pretendido fazer com as novas posições de poder e ideias orientadoras da ação nem se fizeram presentes.
Foi o deserto da sedução.

A pornografia distingue-se do erotismo.
Ela se caracteriza pela crueza, pela apropriação do corpo do outro, pela ausência de qualquer encenação.
Desaparecem quaisquer formas de simbolismo, de aproximação gradativa, de sedução.
Os corpos já aparecem nus, em ato.
Não há propriamente jogo, salvo o jogo da submissão, da busca imediata do prazer, do objetivo a ser alcançado.
Ninguém aparenta algo diferente do que é, assim, apresentado.

A política brasileira torna-se, nessa perspectiva, cada vez mais "pornográfica", pois os partidos partem imediatamente para a satisfação dos seus desejos mais imediatos, particulares, procurando mostrar que o poder é somente um instrumento de sua satisfação.

Noções como bem coletivo, validade de ações numa ótica universal e ideias do que seria feito com o poder conquistado são simplesmente descartadas.
Cada partido apresenta suas posições de "força", número de deputados, senadores e governadores, como se aí apenas se justificasse a sua ação.
Alguns, de forma mais elaborada, poderiam dizer que se trata da própria natureza do "presidencialismo" brasileiro.

Este necessitaria desse tipo de aliança, de coalizão, como se outras formas de negociação não fossem possíveis, como, por exemplo, acertos com as oposições em torno de alguns projetos e ideias essenciais para a Nação, independentes de qualquer componente partidário.
Ideias de interesse nacional são, por definição, suprapartidárias.

Em vez disso, temos a "orgia" das alianças em torno do poder.

O erotismo, por sua vez, encena a aproximação com o outro, joga com formas simbólicas, os corpos não aparecendo nus.
Há todo um processo de "despir-se", de acariciar-se, de encenações que devem ser feitas, podendo estas concretizar-se ou não pela "conquista".
Os dizeres, as formas de expressão das frases e as palavras utilizadas têm todo um papel essencial, porque delas depende o tipo de aproximação, reservando ao outro o papel de responder com um sim ou um não.

Não há imposição.
A crueza da abordagem, aqui, se traduziria por seu fracasso.
O simbólico preenche uma função essencial no erotismo, sendo um componente central da ação.

Algo análogo se pode dizer da política não pornográfica.
Ela se traduziria pela utilização de formas simbólicas, por dizeres implícitos que esconderiam, num primeiro momento, a intenção declarada.
A encenação da aproximação é aqui o principal, pois ela se faz sob a forma de discursos e ideias que comprometem os agentes.
Há uma "mise-en-scène", uma encenação do coletivo, do universal, do que é o bem de todos, criando parâmetros que devem ser seguidos.

A natureza da busca do poder muda, pois, embora ele permaneça o objetivo, se coloca a questão do que fazer com ele.
Uma vez de posse desse instrumento, como justificar o seu uso?

Quero dizer com isso que a encenação "erótica" da luta pelo poder obriga os contendores a apresentarem ao público, no caso, os cidadãos, as ideias que dizem defender, as ideias que justificariam suas ações.

Estabelecem-se, desta maneira, formas de cobrança pública, obrigando os parceiros a prestar contas de suas ações.
Se isso não ocorre, vale somente a conquista crua e a distribuição de privilégios e favores aos que galgaram essas posições.

Os que não participam da pornografia política estão fora.
Os "vitoriosos" vão usufruir o poder exclusivamente para si.

Velhas oligarquias alternam-se com as novas.
O jeito lulista de governar terminou produzindo uma afinidade entre oligarquias alicerçadas na tradição patrimonialista e clientelística brasileira e oligarquias "modernas", disputando entre si espaço num governo de "unidade", capaz de preservar os interesses de ambas.
"Peemedebistas" maranhenses tornam-se companheiros de "socialistas" cearenses, cada qual apresentando suas "demandas" por favores e privilégios.

O aparentemente novo nada mais é do que a reapresentação de uma velha forma de fazer política.

O PMDB tem sido apresentado como o partido com maior "voracidade", uma amostra da "pornografia política" vigente entre nós.
Um olhar mais detalhado talvez nos permitisse colocar uma outra questão. Em que esse partido se distingue dos demais?
Os escândalos dos últimos anos, os mensalões, os sanguessugas, as cuecas e os aloprados não foram "peemedebistas", atingindo o PT e outros partidos.

A própria palavra mensalão começa também a ser utilizada para caracterizar escândalos de partidos oposicionistas.

Ou seja, a "voracidade" tem uma conotação pluripartidária, um nome que serve para distintas agremiações, da situação e da oposição, pondo em cena uma forma de fazer política carente de valores e ideias, carente de qualquer compromisso com o bem coletivo.

É bem verdade que o PMDB fez, particularmente, por merecer.
O episódio de nomeação do deputado Pedro Novais, do Maranhão, para o Ministério do Turismo veio acompanhado da descoberta de que verbas de representação, exclusivas da atividade parlamentar, foram utilizadas para gastos num motel.

Sua atividade "parlamentar" terminou por produzir indignação pública, porém uma reflexão mais aguçada mostra que sua orgia - vários casais teriam sido convidados para a festividade - se enquadra perfeitamente ao quadro geral da pornografia política.

Na verdade, ela faz sentido

Denis Lerrer Rosenfield O Estado de S. Paulo

dezembro 31, 2010

PARA A DESPEDIDA E DESTERRO DO ABJETO ÉBRIO PARLAPATÃO. VENHA 2011 PARA UMA NOVA HISTÓRIA : HONESTA! ADEUS DÉSPOTA INAPTO.

A DESPEDIDA DO CAMUFLADOS AO ABJETO ÉBRIO E PARLAPATÃO
Poderíamos estimular uma mudança, a começar por descruzar os braços, e iniciarmos ações para o fim da soberba, do poder e da influência dos ricos e políticos no uso da manipulação da opinião pública, que com esta prática acobertam seus crimes e falcatruas.

Práticas que abjeto cachaceiro usou e abusou nos seus oito anos na degradação do mandato presidencial.
Oportunidade que com a "troca" do representante para um novo mandato, mudemos para uma postura mais rígida e assim fazer prevalecer a seriedade e honradez que o posto exige.

Seria o início do fim da fogueira das vaidades.
O fim dessa ferrenha luta pelo PODER, fim dos interesses individuais sobrepondo o coletivo, o resgate da ética e outros valores fundamentais para a boa vivência já que estão sendo considerados obsoletos.

Onde muitos estão sendo queimados sem perceber, por futilidades da mídia. O mundo é um bom lugar para viver, mas ninguém se importa com isso, a corrupção e falta de dignidade é o que há.

No senado e Câmara, políticos que não se respeitam .
Sinceramente, a política do Brasil é ruim demais.
É a seara da falta de caráter e vergonha na cara da grande e RICA, política
brasileira.

Fica uma reflexão :

Estamos cumprindo com o nosso papel de cidadão ou estamos apenas jogando lenha para manter acessa a grande labareda cada vez mais forte das fogueiras das vaidades e assistindo passivamente sem tomar partido e agir de modo coerente.
Uma sucessão de vários acontecimentos deixam às claras como as articulações absorvem e blindam os desonestos.

Até quando seremos meros espectadores?
É revoltante esta constatação, tem sido uma luta constante para manter a fé firme na humanidade e nos bons princípios pertencentes à sociedade.

É PRECISO NUNCA ESQUECER QUE A VERDADE IMPERA SEMPRE QUE DESCRUZAMOS OS BRAÇOS E PASSAMOS PARA A AÇÃO, AFINAL, O PODER SOMOS NÓS, ELES SÓ SÃO UNS MER....!

Abaixo transcrevo como despedida do infame, o retrato do "guia deles" que transformou o Brasil na "república" dos cafajestes e aproveitadores, e ao nos despedirmos do "infeliz", (que o seu desterro o mantenha ocupado com o que mais gosta: muita cachaça.) o perfil seja uma motivação para que estejamos sempre de prontidão, alertas e aptos para lutar ferrenhamente para que a sua "criatura" não tenha o mesmo "mel na chupeta", não vá viver de lero lero e que mostre trabalho e cumpra as promessas de campanha, e não tente se ocupar somente de subterfúgios para cercear o estado de direito e desobediência à democracia, não vá só ficar com a sua bunda na cadeira esquentando o assento para a volta do parlapatão.

QUE VENHA 2011 PARA UMA OUTRA HISTÓRIA.DESTA VEZ : HONESTA!

São Tomás de Aquino considerou a soberba um pecado específico, embora possa ser encontrado em todos os outros pecados. A soberba é a forma básica do pecado. Ela teria sido a responsável pela desobediência de Adão, que provou o fruto proibido com a ambição de se tornar Deus.

A soberba leva o homem a desprezar os superiores e a desobedecer as leis. Ela nada mais é que o desejo distorcido de grandeza.

A pessoa que manifesta a soberba atribui apenas a si próprio os bens que possui. Tem ligação direta com a ambição desmedida, a vanglória, a hipocrisia, a ostentação, a presunção, a arrogância, a altivez, a vaidade, e o orgulho excessivo, com conceito elevado ou exagerado de si próprio.

Em algumas citações dos sete pecados, utiliza-se o termo cobiça, que é ambição desmedida, o desejo veemente de possuir bens materiais. Em outras citações podemos encontrar o termo soberba que é o orgulho excessivo, arrogância, elevação ou altura de uma coisa em relação à outra, e que leva à soberania, que é o poder ou autoridade suprema.

E ainda podemos encontrar o termo orgulho, conceito exagerado de si próprio, com amor próprio demasiado. Ou seja, esse pecado tem relação direta com a ambição desmedida pelo poder e o orgulho exagerado.

No campo profissional aparece com a sensação de que "eu sou melhor que os outros" por algum motivo. Isto leva a ter uma imagem de si inflada, aumentada, nem sempre correspondendo à realidade. Surge com isso a necessidade de aparecer, de ser visto, passando inclusive por cima de padrões éticos e vendo os outros colaboradores ou colegas minimizados.

Geralmente, pessoas com essas características ocupam cargos elevados e utilizam seu poder para impor suas vontades, manipulando as pessoas ao seu redor com o intuito de conseguirem que tudo seja feito conforme seus desejos. Exigem ainda uma disciplina perfeccionista, não respeitando os limites de cada um.

Podemos citar o exemplo de gestores que tomam determinadas decisões por questões de orgulho pessoal, ferindo muitas vezes as metas organizacionais, mas com o único objetivo de dar vazão a este sentimento, o que certamente trás resultados desastrosos a longo prazo.

A pessoa com essa característica e por sua necessidade de destaque , despreza as idéias e decisões da equipe, não reconhecendo a capacidade desta. Toma as decisões, muitas vezes sozinho e, na hora de reconhecer o fracasso, diz que a decisão foi em equipe e no sucesso diz que a idéia foi dele.

Típico de pessoas que querem ter sempre o destaque nos grandes projetos.

A equipe passa a ter uma postura defensiva, preocupando-se não com as decisões, mas em não absorver culpas.

A pessoa orgulhosa por não suportar a dependência, menospreza os sentimentos das pessoas, se colocando sempre como um "ser superior", como se estivesse num pedestal difícil de ser alcançado. Com isso, a soberba acaba acarretando uma busca para manter o controle, criticando, manipulando e dominando, como forma de manter seu poder e autoridade.

Ela precisa fazer com que o outro se sinta diminuído para que ela se sinta superior.

Sede de poder

Não querer abrir mão de uma autoridade que durante tantos anos deu sentido e valor à sua vida, pode trazer muito sofrimento, mas que também não é assumido. Ninguém abre mão do poder, ou sequer, de uma parcela dele, com facilidade e satisfação.

O conceito exagerado de si próprio, o amor-próprio demasiado, a necessidade de poder, são apenas máscaras que buscam compensar a falta de amor que sente por si mesmo, pois possui em geral uma necessidade de auto-afirmação.

Rosemeire Zago (11) 9950-5095 -
E-mail: r.zago@uol.com.br
psicóloga clínica com abordagem junguiana.

??????????????????????????????????????

dezembro 29, 2010

INVESTIMENTO A CONTA GOTAS (SÓ 26% NO ANO TODO), OS RESTOS DOS PROJETOS CONTINUAM NO PAPEL.

Embora tenha aumentado a verba prevista para investimentos no país e livrado de cortes obras do PAC, o governo não consegue efetivamente tirar esses projetos do papel.

Levantamento feito no Siafi pelo site Contas Abertas, a pedido do Globo, mostra que, até 25 de dezembro, apenas 26% do total de investimentos previstos no Orçamento da União para este ano foram executados.

Com os restos a pagar – despesas de anos anteriores liquidadas estge ano -, chega a 58,6%.

Entre os ministérios que menos investiram estão Esporte e turismo, responsáveis por projetos da copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016.

Do total de R$69,5 bilhões de investimentos aprovados para 2010, só R$18,4 bilhões foram efetivamente concluídos e pagos até o dia 25.

Com os R$22,3 bilhões de despesas contratadas em anos anteriores e pagas em 2010, chega-se a R$40,7 bilhões (ou 58,6% do total).

Nesse valor estão computados os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)


Embora tenha elevado nos últimos anos a parcela de recursos destinada a investimentos e livrado do contingenciamento as obras do PAC, o governo tem dificuldades para executar essas despesas.
A cada ano, amplia o volume de investimentos contratados (mas não pagos), cuja execução é transferida para o ano seguinte, os chamados "restos a pagar".

Pendências emperram contas

Esse estoque de investimentos a ser transferido para 2011 seria de R$58 bilhões, se considerada a execução até 25 de dezembro.
O acúmulo de pagamentos pendentes acaba comprometendo a execução das despesas do ano.
Isso aconteceu em 2010 e deve se repetir em 2011.


- Como há um limite financeiro condicionado à arrecadação de tributos, o gestor precisa fazer uma escolha de Sofia: ou executa os restos a pagar ou o Orçamento do ano - explica o economista Gil Castelo Branco, diretor do Contas Abertas.

Essa prática recorrente do governo, de ampliar a cada ano os restos a pagar, tem provocado distorções na execução do Orçamento.

- O princípio da anualidade foi perdido no caso dos investimentos. Chegamos ao final do ano com uma execução de restos a pagar maior do que as despesas do próprio ano - destaca Gil Castelo Branco.

Pelo levantamento do Contas Abertas, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior tem a mais baixa execução de investimentos até o dia 25: 11,7%.
A seguir, aparecem os ministérios da Pesca, com 18,2%;
do Esporte, com 20,2%;
do Turismo, com 20,4%;
e da Cultura, com 22,3%.

Em todos os casos estão computados as despesas do ano e os restos a pagar.


Os números da execução orçamentária de 2010 terão alguma alteração na última semana do ano, mas os investimentos não devem aumentar substancialmente, pois dependem da liberação de recursos do Tesouro Nacional, que se preocupa no momento em fechar as contas do ano, para garantir o cumprimento da meta de superávit.

Os investimentos que forem empenhados e não executados no ano serão transformados em restos a pagar e terão que ser executados com recursos do Orçamento de 2011 pelo próximo governo.

Regina Alvarez O Globo - 29/12/2010