"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

setembro 07, 2010

O ELEMENTO BROTOU NOS BOTECOS DE CACHAÇA ONDE A ÉTICA , DECÊNCIA E HONESTIDADE, SÃO AUSENTES. NO PODER FEZ DO PAÍS A SUA FUÇA : A CASA DO DEBOCHE.

Quanto mais se acumulam as evidências de que o PT é o mentor do crime continuado da devassa na Receita Federal, de dados sigilosos de aliados e familiares do candidato presidencial do PSDB, José Serra, tanto mais o presidente Lula apela para o escárnio.

É assim, desenvolto diante da exposição das novas baixezas de sua gente, que ele procura desqualificar as denúncias de que as violações tinham a única serventia de reunir material que pudesse ser utilizado contra os adversários da candidata governista, Dilma Rousseff.

Do mensalão para cá, essa atitude só se acentuou.

No escândalo da compra de votos no Congresso Nacional, em 2005, ele ficou batendo na tecla de que não sabia de nada e que, de mais a mais, o que a companheirada tinha aprontado - diluído na versão de que tudo se resumia a um caso de montagem de caixa 2 - era o que se fazia comumente na política brasileira.

Depois, propagou e mandou propagar a confortável teoria de que as acusações eram parte de uma "conspiração das elites" para apeá-lo do poder. Mas não chegou a zombar acintosamente das revelações que iriam ficar gravadas na história de seu partido.

Já no ano seguinte, quando a polícia detonou a tentativa de um grupo de petistas, entre eles o churrasqueiro preferido de Lula, de comprar um falso dossiê contra o mesmo José Serra, então candidato a governador de São Paulo, o presidente incorporou ao léxico político nacional o termo "aloprados" com que, para mascarar a gravidade do episódio, se referiu aos participantes da torpeza.

Agora, enquanto escondia a sua escolhida - acusada pelo tucano como responsável, em última instância, pela fabricação de novo dossiê com os documentos subtraídos do Fisco -, o presidente se abandonou ao cinismo.

No fim da semana, em um comício em Guarulhos, na Grande São Paulo, a que Dilma não compareceu, ele acusou Serra de transformar a família em vítima.

Ou seja, o que vitimou a filha do candidato não foi a comprovada captura de suas declarações de renda por um personagem do submundo - cuja filiação ao PT só não se consumou por um erro de grafia de seu nome -, mas o "baixo nível" da campanha do pai, que tratou do escândalo no horário de propaganda eleitoral.

E ele o teria feito porque "o bicho está em uma raiva só" diante dos resultados desfavoráveis das pesquisas eleitorais.

"É próprio de quem não sabe nadar e se debate até morrer afogado", desdenhou.

O auge da avacalhação - para usar uma palavra decerto ao gosto do palanqueiro Lula - foi ele perguntar retoricamente: "Cadê esse tal de sigilo que não apareceu até agora?

Cadê os vazamentos?"

Se é da filha de Serra que ele falava, o sigilo vazou para os diversos blogs lulistas que publicaram informações a seu respeito que só poderiam ter sido obtidas a partir do acesso ilícito aos seus dados fiscais.

E o presidente sabe disso desde janeiro, quando o ainda governador Serra o alertou para a "armação" contra seus familiares na internet.

Confrontado com o fato, Lula disse, sem ruborizar-se, ter coisas mais sérias para cuidar do que das "dores de cotovelo do Serra".

Se, no comício, a sua pergunta farsesca tratava das outras pessoas ligadas ao candidato, como, em especial, o vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira, o sigilo vazou para membros do chamado "grupo de inteligência" da candidatura Dilma.

No caso de Eduardo Jorge, aliás, a invasão não se limitou à delegacia da Receita em Mauá, no ABC paulista, a primeira cena identificada do crime.

Na última quinta-feira, o Estado revelou que um analista tributário lotado na cidade mineira de Formiga, Gilberto Souza Amarante, acessou dez vezes em um mesmo dia os dados cadastrais do tucano.

O funcionário é petista de carteirinha desde 2001.

Ninguém mais do que Lula, com o seu imitigado deboche, há de ter contribuído tanto para a "maria-mole moral" em que o País atolou, na apropriada expressão do jurista Carlos Ari Sundfeld, em entrevista no Estado de domingo.
Nem a bonança econômica nem os avanços sociais podem obscurecer o perverso legado do lulismo.

Por minar os fundamentos das instituições democráticas, essa é hoje a mais desafiadora questão política nacional.

O Estado de S.Paulo
A política do deboche

setembro 06, 2010

"A MARIA - MOLE MORAL" DO BRASIL

Click na imagem e assista o vídeo de outra entrevista na coluna do Augusto Nunes
.
O Brasil está mergulhado hoje em "uma espécie de maria-mole moral".

O escândalo das seguidas quebras de sigilo fiscal na Receita Federal e o modo como esta conduziu o assunto "é um sinal a mais desse fenômeno", afirma o jurista Carlos Ari Sundfeld, da Escola de Direito de São Paulo, da FGV, e da Sundfeld Advogados, em São Paulo.

A maria-mole cresce quando o próprio ministro da Fazenda, Guido Mantega, informa, com certa naturalidade, que "não foi só o sigilo de algumas pessoas com vinculações partidárias que foi quebrado. Foi um número muito maior".

O jurista vai direto ao ponto:
a administração pública, no Brasil, não conseguiu criar instrumentos de blindagem contra times, ou bandos, que buscam espaço e poder político.

Como dar um fim a esses abusos e devolver a segurança aos cidadãos?

Poderia ser criada, diz ele, "uma espécie de CNJ da Receita" - a exemplo do Conselho Nacional de Justiça, "que tem tido sucesso em implantar processos adequados no Judiciário".

Essa fragilidade dos controles, que expõe a cidadania a todo tipo de riscos, vem de longe.

"O fato é que, na passagem da ditadura militar para a democracia, não conseguimos introduzir a liberdade como uma agenda fundamental do País, como foi feito com a estabilização econômica e o combate à pobreza."

Mas instituir novos controles não basta, adverte.

É preciso que os líderes políticos "introduzam, ou reintroduzam, uma régua moral para sinalizar os limites".

Coisa que "até no regime militar aconteceu, quando Ernesto Geisel deixou claro, aos grupos radicais deixados soltos por Médici, que havia limites à sua atuação".

É exagero dizer que, no atual momento, até o Judiciário às vezes parece acuado?

Não só o Poder Judiciário.
A Justiça Eleitoral também.
O Ministério Público não tem coragem de bulir com o presidente.

Estamos vivendo um período em que o Judiciário e o Ministério Público se encolheram, diante do presidente da República.
E por que isso acontece?

Porque um avanço da parte dessas instituições tem sempre um custo político. Quando alguém age, precisa sentir que existe apoio.

Se ele não é percebido, a tendência é conter um pouco a ação. E com isso não se dizem as coisas que levariam o presidente a refletir sobre seu papel.

Continua :
'O País precisa de uma régua moral'

O QUE SERÁ DELES SE A "COISA" NÃO FOR ELEITA?

A VERDADEIRA AÇÃO ENTRE AMIGOS

No Brasil, uma nova maneira de governar foi criada.

Em Brasília, há passe livre para os egressos dos movimentos sindicais, principalmente se forem ligados ao PT.

Para essas pessoas parece que as portas são mais largas e os caminhos menos sinuosos.

Criou-se na capital federal a casta dos integrantes da República sindical brasileira. "Nunca antes na historia desse País" tantos ex-dirigentes sindicais ocuparam postos chaves no destino da Nação Brasileira.

É sobre essas pessoas, o que faziam e o que estão fazendo agora que nós iremos falar.

Continua :

A HORA E A VEZ DE FERREIRA GULLAR


FAZ MUITOS ANOS já que não pertenço a nenhum partido político, muito embora me preocupe todo o tempo com os problemas do país e, na medida do possível, procure contribuir para o entendimento do que ocorre.

Em função disso, formulo opiniões sobre os políticos e os partidos, buscando sempre examinar os fatos com objetividade.

Minha história com o PT é indicativa desse esforço por ver as coisas objetivamente.
(...)
Lembro-me do entusiasmo de Mário Pedrosa por Lula, em quem via o renascer da luta proletária, paixão de sua juventude.

Durante a campanha pela Frente Ampla, numa reunião no Teatro Casa Grande, pela primeira vez pude ver e ouvir Lula discursar.

Não gostei muito do tom raivoso do seu discurso e, especialmente, por ter acusado "essa gente de Ipanema" de dar força à ditadura militar, quando os organizadores daquela manifestação -como grande parte da intelectualidade que lutava contra o regime militar- ou moravam em Ipanema ou frequentavam sua praia e seus bares.

Pouco depois, o torneiro mecânico do ABC passou a namorar uma jovem senhora da alta burguesia carioca.

Não foi isso, porém, que me fez mudar de opinião sobre o PT, mas o que veio depois: negar-se a assinar a Constituição de 1988, opor-se ferozmente a todos os governos que se seguiram ao fim da ditadura -o de Sarney, o de Collor, o de Itamar, o de FHC.

Os poucos petistas que votaram pela eleição de Tancredo foram punidos. Erundina, por ter aceito o convite de Itamar para integrar seu ministério, foi expulsa.

Durante o governo FHC, a coisa se tornou ainda pior: Lula denunciou o Plano Real como uma mera jogada eleitoreira e orientou seu partido para votar contra todas as propostas que introduziam importantes mudanças na vida do país.

Os petistas votaram contra a Lei de Responsabilidade Fiscal e, ao perderem no Congresso, entraram com uma ação no Supremo a fim de anulá-la. As privatizações foram satanizadas, inclusive a da Telefônica, graças à qual hoje todo cidadão brasileiro possui telefone.

E tudo isso em nome de um esquerdismo vazio e ultrapassado, já que programa de governo o PT nunca teve.

Ao chegar à presidência da República, Lula adotou os programas contra os quais batalhara anos a fio.

Não obstante, para espanto meu e de muita gente, conquistou enorme popularidade e, agora, ameaça eleger para governar o país uma senhora, até bem pouco desconhecida de todos, que nada realizou ao longo de sua obscura carreira política.

No polo oposto da disputa está José Serra, homem público, de todos conhecido por seu desempenho ao longo das décadas e por capacidade realizadora comprovada.

Enquanto ele apresenta ao eleitor uma ampla lista de realizações indiscutivelmente importantes, no plano da educação, da saúde, da ampliação dos direitos do trabalhador e da cidadania, Dilma nada tem a mostrar, uma vez que sua candidatura é tão simplesmente uma invenção do presidente Lula, que a tirou da cartola, como ilusionista de circo que sabe muito bem enganar a plateia.

A possibilidade da eleição dela é bastante preocupante, porque seria a vitória da demagogia e da farsa sobre a competência e a dedicação à coisa pública.
(...)
O povo nem sempre acerta.
Por duas vezes, o Brasil elegeu presidentes surgidos do nada -Jânio e Collor.
O resultado foi desastroso.
Acha que vale a pena correr de novo esse risco?

Ferreira Gulla
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Original/Íntegra :
Blog do Angelo da C.I.A:

FALÊNCIAS DECRETADAS CRESCERAM 18,9% ANTE JULHO

O número de empresas que tiveram falência decretada cresceu 18,9% em agosto, na relação com julho, de acordo com o Indicador Serasa Experian de Falências e Recuperações divulgado nesta segunda-feira, 6.

Ao todo, houve 63 decretos em agosto, sendo 55 de micro e pequenas empresas, cinco de médias empresas e três de grandes empresas.

Quanto às falências requeridas, o indicador Serasa também mostrou elevação.

Em agosto, foram 186 pedidos de falência, 5,1% a mais que em julho.

Destes, 119 foram requeridos por micro e pequenas empresas, 46 por médias, e 21 por grandes empresas.

As elevações verificadas na comparação mensal - tanto nas falências decretadas como nos pedidos de falência -, se devem à desaceleração econômica no segundo trimestre e ao impacto da elevação dos juros no capital de giro, segundo análise dos economistas da Serasa Experian.

Já na relação de agosto de 2010 sobre agosto de 2009, as falências decretadas e requeridas apresentaram queda. Houve uma diminuição de 4,5% no número de decretos, e de 11,4% no de requerimentos.

Em agosto de 2009, apesar do País já ter saído da crise econômica internacional, os indicadores de insolvência ainda eram elevados, o que justifica a queda verificada, apontam os economistas.

A perspectiva é de que as falências oscilem mensalmente, refletindo o ritmo da atividade econômica.

Os economistas da Serasa Experian acreditam, ainda, que se confirmada a expectativa de um bom final de ano para o comércio e a indústria, deve haver uma maior redução na insolvência dos negócios.

Agência Estado

BALANÇA COMERCIAL TEM SUPERÁVIT ACUMULADO 42% MENOR QUE EM 2009.

A balança comercial brasileira acumula superávit de US$ 11,822 bilhões no ano, até a primeira semana de setembro (1 a 5).

Segundo dados divulgados nesta segunda-feira, 6, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o saldo é 41,9% inferior aos US$ 20,351 bilhões registrados em igual período de 2009, segundo dados do MDIC.

A corrente de comércio (soma das exportações e importações) atingiu US$ 245,602 bilhões no acumulado do ano, valor 35,7% superior ao verificado no mesmo período do ano passado (US$ 180,993 bilhões).

As exportações somam US$ 128,712 bilhões, com média diária de US$ 757,1 milhões, o que representa um aumento de 27,9% ante a média registrada no mesmo período de 2009 (US$ 592,2 milhões).

As importações totalizam US$ 116,890 bilhões, com média diária de US$ 687,6 milhões, aumento de 45,5% em relação à média verificada em igual período do ano passado (US$ 472,5 milhões).

Primeira semana de setembro

A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 138 milhões na primeira semana de setembro (1 a 5).

Em três dias úteis, as exportações somaram US$ 2,616 bilhões, com média diária de US$ 872 milhões, o que representa um aumento de 32,1% ante a média apurada em setembro do ano passado (US$ 660,1 milhões) e uma queda de 0,3% ante agosto passado (US$ 874,4 milhões).

As importações totalizaram US$ 2,478 bilhões, com média diária de US$ 826 milhões, um incremento de 38,2% ante setembro de 2009 (US$ 597,8 milhões) e de 8,2% em relação a agosto passado (US$ 763,5 milhões).

Sandra Manfrini, da Agência Estado

A IDÉIA E INVENÇÃO CRIADA NAS RODADAS DE BEBIDAS FORTES RESULTOU NA "COISA" UM PRODUTO COM DESTRAMBELHO QUE PRECISA DE VIGILÂNCIA TOTAL

Vejam esta foto de ontem, de Lula Marques, publicada na Folha.

dilma-com-dutra

Como vocês vêem, a candidata petista está concedendo uma entrevista coletiva, e o guarda-costas é o presidente do PT, José Eduardo Dutra.

Reveza na tarefa com outro segurança, José Eduardo Cardozo. Às vezes, os dois dão plantão no mesmo dia.

Alguém pode me explicar o que isso significa? Por que Dilma precisa ter sempre um homem na vigilância?

O que não tenho claro é se os Eduardos vigiam a candidata ou os jornalistas.

A situação, a gente percebe na TV, é sempre um tanto constrangedora: onde pôr as mãos, para onde olhar, reage às respostas ou faz cara de múmia?

Sei que os petistas podem dizer que sua fórmula é eficiente.

Mas isso não me impede de observar que a candidata parece tutelada até quando diz “boa tarde”.

Por Reinaldo Azevedo

Guarda-Costas

03 DE OUTUBRO ESTAREMOS NA BIFURCAÇÃO E OS RUMOS SERÃO : ÉTICA/LIBERDADE(NOVO) - OU BANDIDAGEM/AUTORITARISMO(MESMO). CHEGA DE PORRES, NÉ NÃO?

Mais Estado em sua vida

(...)
O que se viu no transe da ditadura foi o germinar de duas tendências opostas: liberdade versus autoritarismo.

Os democratas, como Tancredo Neves e Ulysses Guimarães, entre outros, partiram para luta contra a ditadura, mas sempre apontando para o horizonte de um regime aberto.
Outros, como Dilma Rousseff e Franklin Martins, partiram para a clandestinidade.
Passaram-se muitos anos. A guerrilha foi substituída pelos ensinamentos de Gramsci, pela força do marketing político e pela manipulação populista das massas desvalidas.

Mas a alma continua a mesma: autoritária. A hipótese de que caminhamos para uma aventura antidemocrática não se apoia apenas na intuição e na experiência da História.

Ela está gritando na força inequívoca dos fatos. Vamos lá, caro leitor.

Em discurso, ao lado do presidente Lula, o ministro Franklin Martins criticou a imprensa e disse que os jornais e as emissoras de TV vão perder o controle sobre as notícias levadas à opinião pública.

Eles participaram do lançamento da TVT, do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

Franklin disse que o canal ajudará a internet a quebrar o poder dos "aquários", jargão que identifica a chefia das redações dos grandes jornais.

"Isso é uma revolução e incomoda muita gente que ficava no Olimpo. Mas é irreversível, e está apenas começando."

O inimigo é claro e declarado: a imprensa independente.

A mesma que combateu a ditadura militar e que se opõe, e se oporá sempre, aos novos ímpetos autoritários que se vislumbram no horizonte pós-eleitoral.
O projeto de controle das comunicações e das liberdades públicas não é uma possibilidade.
É uma estratégia em clara implantação.

O respeitado especialista Ethevaldo Siqueira, em artigo no jornal O Estado de S. Paulo, fez uma impressionante radiografia do avanço controlador.

"O PT não quer simplesmente continuar, mas se prepara para aprofundar o aparelhamento do Estado na área das comunicações. Ao longo de quase oito anos, o partido ocupou quase todos os espaços de poder na área de comunicações", diz Siqueira.
(...)
A tomada das comunicações, clara, aberta e despudorada, é mais um capítulo, mas não encerra os procedimentos previstos no manual de instruções antidemocrático.

Assistimos, atônitos, à transformação de instituições da República em autênticas estruturas de coordenação de ações criminosas.
(...)
Por incrível que pareça, Eduardo Jorge só teve acesso às investigações da Receita graças a uma decisão judicial.

E aí ficou muito claro que as quebras de sigilo não foram fatos isolados, mas parte de um esquema.

Com a bomba no colo, o governo partiu para um gesto teatral: a entrevista concedida às pressas pelo chefe da Receita Federal.
Foi patética.
Tudo não teria passado de um esquema de propina na delegacia da Receita em Mauá.

É a versão atualizada do caso dos aloprados.
A explicação da Receita, embora carregada de nonsense, só ocorreu por uma razão: a pressão incontornável da verdade informativa.

É isso que incomoda.

É isso que se quer controlar.

Algemada a imprensa, sucumbe a liberdade e morre a cidadania. Controle das comunicações, cerco à imprensa independente, aparelhamento das instituições.

Delírio persecutório?
Não.
Fatos. Só fatos. É sombrio o horizonte da democracia brasileira.

Agora, com a economia turbinada, tudo é festa e a capacidade crítica se esvai.

Mas um país com imprensa ameaçada, oposição esfacelada, instituições aparelhadas, comunicação controlada e sob o efeito de um crescente populismo assistencialista é tudo menos uma democracia.

Escarmentemos no exemplo venezuelano.

Cabe-nos resistir, como no passado, com as armas do profissionalismo, da ética inegociável e da defesa da liberdade.

A democracia pode cambalear, mas sempre prevalece.

Íntegra :

Ameaças à democracia

Carlos Alberto di Franco - O Estado de S.Paulo

DOUTOR EM COMUNICAÇÃO, É PROFESSOR DE ÉTICA E DIRETOR DO MASTER EM JORNALISMO E-MAIL: DIFRANCO@IICS.ORG.BR

setembro 05, 2010

ESTÁ CHEGANDO A HORA DA ONÇA BEBER AGUA.

Está chegando a hora da onça beber água.

Ou os brasileiros que combatem a mentira, o roubo, a safadeza política, os que colocam dinheiro em cueca, bolsa, calça, meia, avião ou mala se unem ou o Brasil continuará a ser governado pela mediocridade e por desonestos.

Está chegando a hora da onça beber água.

Ou se derrota os fabricantes de DOSSIÊS, os que defendem as FARC, que vendem cocaína, estupram e matam ou os assassinos dos prefeitos de Santo André e Campinas continuarão soltos e governando o Brasil.

Está chegando a hora da onça beber água.

Não podemos votar em quem defende o aborto, quem é contra a Cruz de Cristo nas paredes públicas e coloca o retrato do sanguinário CHE GUEVARRA em seu gabinete, como faz a prefeita de Fortaleza, cuja máxima adotava com orgulho: “um revolucionário deve se tornar uma fria máquina de matar movida apenas pelo ódio”. Estão criando o ódio.

Está chegando a hora da onça beber água.

Como votar em que apóia e modifica por duas vezes o PNDH – 3 por ter recebido violenta rejeição da sociedade brasileira? Será que o povo e a Igreja católica acreditam em que mentiu por duas vezes? Se ganhar voltam e com força e ai é tarde.

Está chegando a hora da onça beber água.

Será que se pode votar em quem roubou dinheiro, ajudou a matar, quem apresenta a sua vida escolar com mentira, quem defende atos não muito católicos e joga às feras o seu subordinado, como fez com a senhora que era diretora da Receita Federal?

E como derrotar a onça?

Conquistando o brasileiro para o lado da VERDADE, MOSTRANDO O PERIGO FUTURO DE NOS TORNARMOS UMA VENEZUELA, DE TERMOS UMA IMPRENSA CENSURADA, DE TERMOS O FIM DA PROPRIEDADE PRIVADA.

BRASILEIROS!

A ESCOLHA É LIVRE E SUA.
O BRASIL PRECISA DE VOCÊ.
VAMOS VOTAR COM CONSCIÊNCIA!

VAMOS REPASSAR!
A INTERNET É A NOSSA ARMA!

Publicada em: 03/09/2010
Estamos Vivos!Grupo Guararapes!
Personalidade Jurídica sob reg. Nº 12 58 93, Cartório do 1º registro de títulos e documentos, em Fortaleza.

A AGENDA ASSUSTADORA PARA O BRASIL DE 2011 PARTE 2. AQUELE QUE NÃO APARECE NA TEVÊ.

O futuro presidente vai receber um país melhor, que reduziu as desigualdades sociais, manteve a economia organizada, seguiu o bem-sucedido tripé de Fernando Henrique Cardoso (metas de inflação-câmbio flutuante-controle fiscal), gerou empregos e promoveu crescimento econômico.

Este é o lado bom do governo Lula a que os três candidatos com chances de vitória se comprometem a dar seguimento.

Mas há o lado ruim, certas bombas de efeito retardado que o novo governante precisa desarmar logo se quiser governar em paz em direção ao progresso e qualidade de vida da população.

A pior delas acaba de explodir porque Lula, em vez de tentar desarmá-la, a inflou com mais dinamite: o condenável uso do Estado a serviço da candidata do governo fez a bomba explodir na Receita Federal, um respeitado e confiável órgão de Estado, que deveria zelar pelo sagrado direito de privacidade dos brasileiros e foi flagrado bisbilhotando a vida de opositores para usar na campanha eleitoral.

Resultado: em poucas horas a credibilidade da Receita foi ao chão.

E reconstruir o que está desmoralizado não é fácil, leva tempo.

Será preciso trocar comandos, virar pelo avesso, fazer uma devassa para recuperar a imagem da Receita.

E que bombas são essas?

Reforma do Estado -É o pior legado de Lula.

Para acomodar companheiros, ele duplicou o número de ministérios, gerando gastos desnecessários. Para comprar partidos aliados, loteou o governo e o Estado com políticos despreparados e a serviço de seu partido, não da população.

Tirou o caráter técnico, politizou e enfraqueceu as agências reguladoras, prejudicando a eficiência na regulação e fiscalização dos serviços públicos.

Com isso a corrupção prosperou e predominou em seu governo.

Seu sucessor precisa desfazer esse aparato, eliminar ministérios inúteis, capacitar tecnicamente os funcionários nas funções de planejar e regular, economizar recursos direcionando-os para saúde, educação, saneamento, segurança e programas sociais.

E, já na partida, dar um freio de arrumação na distribuição de cargos, valorizando funcionários de carreira e oferecendo à sua base aliada cargos de representação política, deixando os técnicos para quem for capacitado.

Relação com o Congresso -

Se no governo FHC já existia o toma lá dá cá entre Executivo e Congresso, na gestão Lula virou regra comum.

Não havia uma matéria em que, para votar, deputados e senadores não cobrassem favores, cargos, liberação de verbas.

Desde o mensalão, no primeiro mandato, Lula mostrou-se fraco, cedeu e foi cedendo aos caciques do PMDB e demais partidos, até tornar o toma lá dá cá uma norma corriqueira.

O novo presidente precisa entrar mostrando força, invertendo essa relação perniciosa que desmoraliza a imagem do Congresso, decepciona e reforça a percepção dos eleitores de que "ali não se salva ninguém".

Dívida pública -

O preço do sucesso do governo Lula na economia - a expansão dos programas sociais, crescimento econômico e geração de empregos - foi o aumento do endividamento.

Ele não vacilou em ampliar a dívida pública para emprestar dinheiro para o BNDES, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal repassarem créditos de investimento às empresas e à Petrobrás.

E a dívida bruta hoje já ultrapassa 60% do Produto Interno Bruto (PIB).

Quando era possível amortizar o valor principal, nos primeiros seis anos de prosperidade e expansão da arrecadação tributária, Lula não o fez e preferiu optar pelo aumento dos gastos correntes.

Com isso o estoque da dívida continuou subindo.

O novo presidente vai enfrentar o desafio de fazer o oposto: não se limitar a pagar só juros, retomar o bom hábito de amortizar, abater o valor total e ganhar mais segurança para atravessar seu mandato com menor risco de crise.

Gastos públicos -

Organizar o que Lula desorganizou, definindo prioridades e concentrando gastos em itens que façam a diferença para a qualidade de vida da população mais pobre.

Ou seja, melhorar o atendimento em hospitais públicos, capacitá-los para aumentar o número de cirurgias e ampliar o orçamento para o Ministério da Saúde.

Também na educação, qualificar professores, reduzir o analfabetismo funcional, oferecer ensino de qualidade. E ampliar gastos também para a segurança e o saneamento básico.

Investimento em infraestrutura -

Apesar do bom desempenho econômico, Lula vai concluir seu mandato com uma taxa de investimento medíocre de 17,9%, muito abaixo dos 25% necessários para garantir um ritmo sadio de crescimento econômico.

O Estado até expandiu investimentos na reta final do governo com o PAC, o programa Minha Casa, Minha Vida e a promessa do pré-sal.

Mas, para atrair investimento privado em infraestrutura, o governo Lula fez tudo errado, a começar pela politização das agências reguladoras e sucessivas mudanças em marcos regulatórios, que geram insegurança e afastam investidores.

É mais um setor que o novo governante precisa virar pelo avesso para obter bons resultados.

Investimentos específicos -

Há três projetos que precisam de uma reavaliação, mesmo que o presidente seja Dilma Rousseff.

São a Usina de Belo Monte, o modelo de exploração de petróleo da área do pré-sal e o trem-bala entre Campinas e Rio de Janeiro.

Entre a concepção e a execução, os três apresentaram dificuldades que a razão aconselha a reavaliação.

O investimento em Belo Monte nasceu privado e vai terminar estatal, porque dúvidas quanto à rentabilidade afastaram investidores privados.

A complicada capitalização da Petrobrás para obter recursos e investir no pré-sal é apenas o começo das dificuldades que a estatal enfrentará para custear a maior parte desses investimentos.

Seria o caso de o novo governo pensar em mudar o modelo e dividir esse custo com outras empresas privadas.

E o trem-bala, um sugador de dinheiro público de tão poucos benefícios, seria recomendável desistir dele e redirecionar os recursos para áreas mais carentes.

Reformas estruturais -

Por último, mas de importância fundamental para a eficiência da gestão pública, estão as reformas - política, tributária, previdenciária e trabalhista.

Sem elas, o novo governante vai trabalhar como FHC e Lula: emperrado, limitado e dependente das circunstâncias.

Suely Caldas - O Estado de S.Paulo

JORNALISTA, É PROFESSORA DE COMUNICAÇÃO DA PUC-RIO. E-MAIL: SUCALDAS@TERRA.COM.BR