"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

setembro 18, 2013

O PARAFUSO NA DOBRADIÇA ! DOS DECENTES OU CANALHAS? QUAL SERÁ O BRASIL DE AMANHÃ ?


"é preferível um inimigo instruído a um amigo ignorante, pois não há nada
pior do que um ignorante"). La Fontaine
O Grupo Guararapes tem batido, tem escrito, tem pregado e tem mostrado que

o nosso maior problema é a mediocridade e a falta do cumprimento do dever. 



O MEDÍOCRE tenta colocar a culpa no outro e não faz a sua parte. O Serviço
Público sofre dessa doença terrível. Pode entrar em qualquer repartição do
País e onde tiver um quadro ao se passar a mão na parte de cima encontra-se
poeira acumulada. Na repartição, tenha um ou dez funcionário, ninguém acha
que não é responsável e assim as coisas vão se deteriorando. 

Há caso interessante que ficou conhecido como o caso do PARAFUSO NA
DOBRADIÇA. Um chefe fez inspeção nos armários dos alunos. Ao abrir um dos
armários com a segunda via da chave encontrou a falta de um parafuso na
dobradiça.

Depois do jantar o inspetor reuniu um grupo de jovens e o dono do armário
começou a falar. Jovem entusiasmado resolveu os problemas do mundo e do
Brasil. Os companheiros rindo e alegres com a quantidade de palavras do
amigo. 

Terminado a sua falação o inspetor entrou com a sua argumentação: “jovem.
O senhor é admirável. Em pouco tempo o senhor resolveu os problemas do
mundo e do nosso Brasil. Vejo que seus amigos estão vibrando com o seu
saber, mas o amigo não resolve os seus problemas. 

Reposta do jovem|: 
“não tenho problema”. 
O inspetor retrucou: 
Tem jovem. 
Há a falta de UM PARAFUSO 
NA SUA DOBRADIÇA. 

O jovem desconfiado falou: 
“me pegou” e a roda se
desfez. 

O nosso País tem sábios demais, mas não colocam a FECHADURA NA SUA
DOBRADIÇA. A mediocridade é a grande responsável por tudo isto. 
O Marechal 
FOCH afirmou:
 “comandar é ver detalhes”. 

Ninguém olha e tudo vai se
acabando. 

Um inspetor foi visitar uma Escola. 
Na entrada a diretora o recebeu. 
Na 
parede um CRUCIFIXO torto na parede. 
O inspetor falou para a diretora: 
“Não 
preciso ver mais nada. Se na entrada A Cruz com a Imagem de Cristo se
encontra torta na parede imagine-se com deve se encontrar o fundo do
prédio”. 
Foi embora. 

Vamos colocar O PARAFUSO NA DOBRADIÇA E MUITOS DOS NOSSOS PROBLEMAS SERÃO 
RESOLVIDOS.

MINISTRO CELSO DE MELO coloque o parafuso na dobradiça do BRASIL
“A VERDADE É O ÚNICO TERRENO SEGURO QUE PODEMOS PISAR” 

ELIZABETH CADY STANTON (1815 – 1902)

“UMA SOCIEDADE DE OVELHAS COSTUMA DAR LUGAR A UM ESTADO DE LOBOS”. 
JOSÉ MANUEL DE ALMEIDA

“Somos o único caso de democracia no mundo em que condenados por corrupção legislam contra os juízes que os condenaram. Somos o único caso de
democracia no mundo em que as decisões do Supremo Tribunal podem ser
mudadas por condenados.”
“Somos o único caso de democracia no mundo em que deputados, após
condenados, assumem cargos e afrontam o judiciário”.
“Somos o único caso de democracia no mundo em que é possível que,
condenados, façam seus habeas corpus, ou legislem para mudar a lei e serem
libertos.”
Ministro Joaquim Barbosa

ESTAMOS VIVOS! GRUPO GUARARAPES! PERSONALIDADE JURÍDICA sob reg. Nº12 58
93. Cartório do 1º Registro de Títulos e Documentos, em Fortaleza. Somos 
1.837 civis – 49 da Marinha - 479 do Exército – 51 da Aeronáutica; 2.416 
RP: batistapinheiro30@yahoo.com.br 16 SET 2013 
doc. 52 – 2013‏ 


setembro 17, 2013

AOS QUE BAIXAM AS CALÇAS... Cerco fechado aos fundos de pensão

Após amargarem perdas bilionárias por aplicarem recursos de cotistas em títulos do Tesouro Nacional, os fundos de pensão e as entidades fechadas de previdência complementar passarão por um pente-fino do governo. O objetivo é descobrir o tamanho dos prejuízos que essas instituições tiveram com a chamada marcação a mercado dos papéis que detêm nas carteiras — ou seja, a variação diária do valor de cada título —, a maior parte das aplicações de longo prazo, com vencimento acima de 10 anos.

Nos últimos meses, o preço desses títulos foi ao chão, um reflexo direto da desconfiança de investidores em relação à capacidade da equipe econômica em tomar decisões que contribuam para reverter o quadro de baixo crescimento. Antes garantia de estabilidade, a aposta em papéis do governo se tornou sinônimo de prejuízo a muitas das instituições que os detinham na carteira, entre as quais, além dos fundos, bancos. Só o Bradesco reportou perdas contábeis de cerca de R$ 8 bilhões no primeiro semestre. No mesmo período, os danos de todo o sistema financeiro passaram de R$ 120 bilhões, segundo cálculos de especialistas.

No caso das entidades de previdência e dos fundos de pensão — cujo patrimônio é, em sua maioria, constituído por esses títulos —, os prejuízos tendem a ser igualmente monumentais. Mas a equipe econômica ainda não sabe o tamanho exato do rombo, apesar de cobrar dessas instituições, há seis anos, toda a movimentação com títulos públicos. Pela instrução normativa aprovada em 5 de dezembro de 2007, elas seriam obrigadas a informar a posição nas carteiras sempre no último dia útil dos meses de junho e de dezembro de cada ano. Mas uma falha no texto abria espaço para que, caso quisessem, não cumprissem a determinação. 


Diante do agravamento dos resultados dessas instituições neste ano, a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), ligada ao Ministério da Previdência Social, decidiu adicionar um artigo à instrução. De acordo com o novo texto, publicado ontem no Diário Oficial da União, "é vedado às entidades fechadas de previdência complementar incluir informações no sistema informatizado (de comunicação desses dados) que importe em restrição de acesso ao seu conteúdo pela Previc, em relação aos títulos (públicos)".

De perto

Em nota, a Previc disse estar "atenta aos movimentos das entidades (de previdência complementar), acompanhando de perto se estão cumprindo as exigências legais para a alocação dos ativos (em carteira)". Negou, porém, que a nova regra de fiscalização seja mais rigorosa e explicou: "Foram feitos apenas ajustes pontuais, não se configurando novas obrigações (para os fundos)"

A Previc não informou o tamanho das perdas dessas entidades com a chamada marcação a mercado, tampouco explicou quais medidas têm tomado para proteger os cotistas desses fundos, caso alguma instituição venha a enfrentar dificuldades financeiras.

Venda desfavorável

Uma fonte da equipe econômica explica que as perdas reais dos fundos de pensão só ocorrem caso o detentor desses papéis se desfaça deLes antes do vencimento. Nesse caso, ele se submeteria às regras de mercado, que, no momento, estão desfavoráveis para quem quer vender títulos públicos. "O mercado está cobrando prêmios maiores do governo para assumir riscos com esses papéis. Então, quem já os têm pagou um preço maior por algo que, hoje, vale menos. A solução, para quem quer evitar prejuízos, é não vender", assinalou.


DECO BANCILLON Correio Braziliense

A saúde na UTI


Há muito tempo a saúde ocupa o topo das preocupações da população brasileira. Recentemente, o tema ganhou ainda mais espaço a partir de iniciativas do governo federal tomadas supostamente para responder aos protestos de junho. 

Não é novidade que as condições gerais do sistema de saúde no país são precárias, os recursos são mal aplicados e a gestão das unidades hospitalares e ambulatoriais é deficiente. O Brasil precisa, certamente, de mais médicos, mas precisa de muito mais para efetivamente passar a oferecer atendimento de qualidade a seus cidadãos.

Diversas pesquisas de opinião colocam a saúde como principal problema do país hoje. O Datafolha, por exemplo, aferiu que esta é a avaliação de 48% dos brasileiros, percentual quase quatro vezes maior que o da segunda colocada da lista, a educação (13%). Saúde é, também, a área em que o governo da presidente Dilma Rousseff é mais reprovado pela população. De acordo com o Ibope, 69% desaprovam a atual gestão neste quesito, numa tendência de piora que vem desde 2008 – a taxa de aprovação é hoje de apenas 28%.

Mas por que a saúde vai tão mal no Brasil? Em primeiro lugar, os recursos orçamentários são insuficientes para fazer frente às atribuições do Sistema Único de Saúde (SUS) previstas na Constituição de 1988. O país gasta cerca de 8% do PIB com o setor, sendo que o poder público responde por uns 45% da despesa total, abaixo da média de países com características parecidas com as nossas. Quando se considera o gasto per capita, o Brasil aparece como apenas o décimo que mais investe em saúde em toda a América Latina.


Recursos desperdiçados

O subfinanciamento público da saúde é apontado como uma das principais deficiências do sistema no país, com consequências diretas sobre a organização e a qualidade do atendimento prestado pelo SUS. Neste ano, por exemplo, o Orçamento Geral da União destina R$ 99 bilhões para a saúde. Mas o problema é que o valor disponível nunca é plenamente executado. Em 2012, por exemplo, somente 69% do montante autorizado foi aplicado, de acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU).
 
Não é pouco o dinheiro que é disponibilizado mas acaba não sendo empregado na melhoria do atendimento à população. Ainda de acordo com o TCU, no período compreendido entre 2005 e 2012, a União deixou de aplicar R$ 32 bilhões em saúde. Como a maior parte dos gastos no SUS é com custeio, o dinheiro que não foi gasto refletiu-se em menos atendimento, mais filas, mais sofrimento e, infelizmente, mais mortes: neste período, 42 mil leitos hospitalares foram eliminados. Donde se concluiu que o problema da saúde no Brasil também deriva da má gestão orçamentária.

Para complicar, o governo federal tem reduzido sua participação no financiamento do setor ao longo dos últimos anos. Em 2002, a União respondia por 52,8% do total dos gastos com ações e serviços públicos de saúde. Em 2010, o percentual já havia caído para 44,7%. Em contrapartida, estados e municípios tiveram que assumir maiores encargos, aumentando sua fatia nas despesas: no mesmo período, os primeiros passaram de 21,5% para 26,7% do total e as prefeituras, de 25,7% para 28,6%.


Iniciativa popular

Em razão deste desequilíbrio, uma das principais bandeiras para a melhoria da saúde no país é a vinculação de percentual maior de receita da União para o setor, tal como estipulado na regulamentação da emenda constitucional n° 29, mas derrubado pela base governista no Congresso em 2011. Se fosse aplicado o percentual previsto (10% da receita bruta), a saúde disporia de mais R$ 43 bilhões neste ano – projeto de lei de iniciativa popular com este objetivo, com 1,9 milhão de assinaturas, foi encaminhado ao Congresso neste mês.

Afora o problema do subfinanciamento, a saúde padece da má gestão dos recursos. Ou seja, será inócuo alocar mais dinheiro se o gerenciamento do sistema não melhorar, as ineficiências não forem atacadas e os desperdícios, eliminados. Neste sentido, uma das formas de se obter melhores resultados é firmar parcerias com instituições privadas, contratadas para prestar serviços ao Estado. Bom exemplo é o modelo das organizações sociais, já presente em mais de 70 municípios do país, em que são definidas metas de desempenho para que o prestador receba do poder público pelo atendimento.


Mais e melhores médicos

O governo federal decidiu enfrentar o problema geral da saúde brasileira por meio de uma iniciativa pontual: a importação de médicos, principalmente de Cuba. Agiu assim depois que o programa Mais Médicos, lançado para levar 15.460 profissionais para rincões e periferias, fracassou, ao atrair menos de 10% do número desejado. Diante de um quadro bem mais amplo de problemas, a chegada dos médicos cubanos, ainda que bem-vinda, deverá se revelar de efeitos muito limitados e incertos.

Estes profissionais chegarão para ampliar as ações de atenção básica, orientação correta, pois valoriza o atendimento preventivo, realizado em ambulatórios, postos de saúde ou mesmo em domicílio, e evita a superlotação de hospitais. Ocorre que o Brasil já dispõe de iniciativa muito bem-sucedida com este mesmo objetivo – o Saúde da Família – que, no entanto, tem tido pouca atenção da gestão petista. De 1994 a 2002, o programa exibiu taxa de expansão de 63% ao ano, mas, desde então, o ritmo despencou para 7% anuais. O governo federal tampouco colabora adequadamente com o custeio destas ações, a cargo de estados municípios.


Ao mesmo tempo, promessas importantes da presidente Dilma para ampliar a atenção básica à saúde estão longe de se tornar realidade. Ela assumiu compromisso, por exemplo, de construir 269 unidades de pronto-atendimento (UPAs) e 7.557 unidades básicas de saúde (UBSs). Porém, nos dois primeiros anos de governo foram construídas apenas 12 UPAs (4,4% do prometido) e 434 UBSs (6%), de acordo com o mais recente balanço oficial do PAC.

Resta claro que os médicos importados irão se deparar com a mesma realidade dramática que aflige seus colegas brasileiros: hospitais sem condições e sem equipamentos mínimos para bem atender os pacientes e uma aplicação iníqua das verbas públicas destinadas ao setor. Para esta chaga, o governo ainda não ofereceu qualquer remédio, nem tem demonstrado preocupação à altura. A situação da saúde no Brasil inspira cuidados, exige melhor gestão do SUS, recursos mais volumosos e mais bem empregados, mas demanda, sobretudo, uma solução que não seja mero paliativo, não vise apenas o curto prazo ou somente resultados eleitorais.


"Brasil Real - Cartas de Conjuntura ITV” é uma publicação mensal do Instituto Teotônio Vilela.

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setembro 16, 2013

NO brasil ASSENHOREADO... Supremo em julgamento : "A História registrará que ter Joaquim Barbosa no STF era necessário, mas não suficiente para a regeneração de nossas práticas atuais. " ?


A construção de uma Grande Sociedade Aberta no Brasil é uma tarefa de permanente aperfeiçoamento institucional. Um episódio exemplar desse esforço histórico foi a decisiva atuação de Joaquim Barbosa à frente do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento do mensalão.

Se o Executivo e o Legislativo tornaram a governabilidade um pretexto para a compra e venda de votos; convertendo-se o Congresso em balcão de negócios, precisamos de uma Justiça alerta e comprometida com a ordem democrática.


A condenação dos mensaleiros, como um marco da independência do Poder Judiciário, foi então celebrada por uma imprensa livre, também comprometida com o aperfeiçoamento de nossas instituições. 

O novo ministro Roberto Barroso não quer "que o direito de 11 seja atropelado pelo interesse de milhões". Mas quereria que o direito de milhões (a um regime democrático decente) seja atropelado pelos interesses (condenados, por escusos) dos 11?

Outro recém-indicado, Teori Zavascki, refere-se ao Pacto de São José da Costa Rica, subscrito na Conferência Interamericana de Direitos Humanos (1969).

Explica-se, portanto, a reportagem de capa da revista "Veja" desta semana: 

"O ministro Celso de Mello agora tem de decidir entre a tecnicalidade e a impunidade."  
A qualidade técnica dos novos indicados para o STF, apesar de seus votos reforçarem as posições de Toffoli e Lewandowski, é suficiente para que sejam rechaçadas as acusações de "aparelhamento" do STF pelas forças governistas.

Mas, caso triunfe a impunidade, não escapará o STF de seu descredenciamento perante a opinião pública como agente das imprescindíveis reformas políticas.

A História registrará que ter Joaquim Barbosa no STF era necessário, mas não suficiente para a regeneração de nossas práticas atuais.

"A ascensão do mundo ocidental é fundamentalmente um caso de sucesso na história das inovações institucionais" observa o Prêmio Nobel Douglass North. Mas retrocessos também ocorrem.

Da República de Weimar emergiu a Alemanha nazista. 

Os parlamentos e a imprensa estão ainda hoje sitiados em países vizinhos.

Nosso Banco Central se enfraqueceu. 

Há indivíduos extraordinários que contribuem para o fortalecimento das instituições de uma sociedade aberta. 

Mas há também os que contribuem para seu declínio.
 

Paulo Guedes O Globo

setembro 13, 2013

O TEMPO É O SENHOR DA RAZÃO ! A apoteose da mediocridade

A economia brasileira continua sua trajetória de mediocridade. 
A atividade econômica voltou a cair em julho, prenunciando que o crescimento vistoso do PIB no segundo trimestre foi mesmo apenas um espasmo. Dilma Rousseff caminha para ser um dos três presidentes da República com pior desempenho neste quesito em mais de um século de história.

Nesta manhã, o Banco Central divulgou seu índice de atividade econômica (IBC-Br). O resultado veio mais ou menos dentro do esperado: 
a economia brasileira caiu 0,33% em julho. 
Tudo indica que, quando os resultados oficiais do trimestre que acaba daqui a duas semanas forem conhecidos, o PIB do país terá sofrido retração no período.

O IBC-Br de julho espelha retração de 2% verificada na indústria naquele mês, queda apenas em parte compensada pelo bom resultado do varejo, que cresceu 1,9%, conforme divulgou o IBGE ontem. 
Foi a terceira queda mensal do indicador do BC neste ano: 
em fevereiro, já havia caído 0,39% e, em maio, 1,48%.

O IBC-Br funciona como espécie de antecedente do índice oficial das contas nacionais, aferido pelo IBGE e divulgado a cada três meses. Segundo o indicador do BC, a economia brasileira cresceu 2,11% nos últimos 12 meses, na série dessazonalizada. 
É bem próximo à previsão média dos analistas de mercado para o desempenho da nossa economia neste ano: 
2,35%.

Para o próximo ano, a estimativa é praticamente a mesma (2,28%).
 A se confirmarem estes prognósticos, o Brasil terá crescido uma média de exatos 2,06% ao ano durante o período do governo da presidente Dilma. Será um dos piores desempenhos no mundo e também em toda a história republicana do país.

Segundo
estudo feito pelo professor Reinaldo Gonçalves, da UFRJ, numa lista de 30 presidentes da República, somente Fernando Collor de Mello e Floriano Peixoto saíram-se pior que Dilma. 
Aquele, primeiro presidente a sofrer impeachment na nossa história, dispensa explicações; este, que governou entre 1891 e 1894, enfrentou séria crise institucional e política.
No topo da lista elaborada por Gonçalves aparece Garrastazu Médici, que não é exemplo para nada nem para ninguém. 
Mas no quinto lugar está Juscelino Kubitschek, cujo governo democrático levou o Brasil a crescer 8,1% ao ano. 
Para se ter ideia do que isso representa, significa dizer que, mantido o ritmo do fim da década de 50, o PIB brasileiro teria duplicado em oito anos; com Dilma, levaria 35.

A presidente petista não faz feio apenas no cotejo com a história brasileira. Faz papel ainda pior quando o desempenho econômico de seu governo é comparado ao resultado que outros países vêm obtendo neste exato momento.


Enquanto o Brasil avançará somente 2% ao ano durante o mandato de Dilma, o mundo crescerá 3,5% em média, de acordo com levantamentos do Fundo Monetário Internacional. 
Os países em desenvolvimento – grupo de economias com padrão similar ao do Brasil – crescerão mais ainda: 
5,4%. Em todos os anos do período 2011-2014 foi ou será assim: estaremos sempre para trás.

"Na perspectiva histórica o governo Dilma é a apoteose da mediocridade. O crescimento econômico é medíocre pelos padrões internacionais atuais e pelos padrões históricos brasileiros”, escreve Gonçalves. "Durante este governo o Brasil fica para trás e isto não se explica pelo que acontece no mundo.” 
Não precisa dizer muito mais.

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Este e outros textos analíticos sobre a conjuntura política e econômica
estão disponíveis na página do
Instituto Teotônio Vilela

brasil maravilha da GERENTONA 1,99 : IBC-Br - Prévia do PIB aponta queda de 0,33% da economia em julho.Resultado do IBC-Br mostra uma virada de tendência, pois em junho o indicador havia registrado alta de 1,03%; baixa é a terceira do ano, segundo o Banco Central

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEglqga0ovUjXAatc_jquf2s0nol2XGoCl7gfU51JMJp7nMZf_-rVGmEmy1UCOwBr_DFG_lJB-JphJJGBaXN50QmJW_PQVuBLpjRFyR7C57AYGtn7yD2tUQTQw7gj6DMOhKCoki_mYsXucgO/s320/dilmaPIB%25C3%2583O.jpg
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), caiu 0,33% em julho ante junho, após registrar alta de 1,03% em junho ante maio (dado revisado), na série com ajuste sazonal.

É a terceira queda no ano.
De acordo com dados divulgados pelo BC, o número passou de 146,29 pontos em junho para 145,81 pontos em julho, na série dessazonalizada.


Analistas ouvidos pelo AE Projeções esperam uma queda maior no mês. O resultado ficou maior do que a mediana das estimativas deles, de -0,60%. O intervalo das estimativas ia de -0,20% a -1,00%.
Na comparação entres os meses de julho de 2013 e de 2012, houve expansão de 3,38%.
Com os dados observados, o IBC-Br de julho terminou em 149,77 pontos. O indicador em base anual ficou acima da mediana de 2,70% - as previsões dos analistas do mercado financeiro iam de 2,10% a 3,30%.

Nos 12 meses encerrados em julho de 2013, o crescimento está em 2,11%. No acumulado do ano até o mesmo mês, houve alta de 2,97%. O IBC-Br registrou estabilidade (0,007%) na média do período de maio a julho na comparação com os três meses anteriores (fevereiro a abril), na série com ajuste sazonal.

O índice passou de uma média mensal de 145,54 pontos para 145,63 pontos nessa base de comparação. Revisão O Banco Central revisou alguns dados do índice de atividade econômica calculado pela instituição, o IBC-Br, na série com ajuste.

Para junho de 2013, por exemplo, a taxa passou de 1,13% para 1,03%. 
Para maio de 2013, o dado foi revisado de -1,50% para -1,48%.
Para abril deste ano, passou de 0,93% para 0,94%.
Para os primeiros meses de 2013 também houve mudanças.
Para março, a taxa passou de 1,10% para 1,08%.
Para fevereiro, foi revista de -0,38% para -0,39% e, para janeiro, de 1,15% para 1,13%. 

Célia Froufe, da Agência Estado

setembro 12, 2013

ENQUANTO ISSO III... SEM MARQUETINGUE : Emprego industrial cai há três meses e acumula recuo de 0,7%

 https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjSv0x07z4oQYKn0iHr5cG7vaZ4DqSxxsLo4m-z31ZghftbzzNhiU7EOYmhDDWOymz-bltL6CnLEvHMov0AYTOo0FIoEPFH-58ag6TVpinwTYV37dapT8BZkXWpEahbYkj4RW-8sUAJJbqH/s320/dilmagica.jpg
Participação nos lucros no setor extrativo faz folha subir 0,4%
A redução dos postos de trabalho na in­dústria em julho é mais um sinal de que o setor perde fôlego, movimento que se deve à alta do câmbio, à pressão inflaci­onária, à situação das famílias (endivi­damento, restrição ao crédito e com­prometimento da renda), à elevação dos juros e às incertezas do cenário in­ternacional.

Pelo terceiro mês consecu­tivo, houve corte de pessoal na indús­tria. A queda em julho foi de 0,2% frente ao mês anterior, acumulando nesses três meses perda de 0,7%, informou on­tem o IBGE. Apesar de o número de postos na indústria ter diminuído, o va­lor da folha de pagamento real subiu 0,4% frente ao mês anterior, recuperan­do parte da queda de 1,4% observada em junho.

Segundo o IBGE, a alta de 8,7% na folha da indústria extrativa mi­neral, do setor de petróleo, influenciou o resultado geral.

O corte de vagas, na comparação com julho do ano passado, foi ainda maior:
0,8%, marcando o 22º resultado negati­vo consecutivo neste tipo de confronto e o mais intenso desde fevereiro (-1,2%).

No índice acumulado para os sete meses de 2013, o total do pessoal ocupado na indústria também dimi­nuiu 0,8%. O índice acumulado nos úl­timos 12 meses, ao recuar 1,1% em ju­lho de 2013, repetiu o resultado obser­vado no mês anterior, mas apontou queda menos intensa do que as regis­tradas em fevereiro (-1,5%), março (-1,4%), abril (-1,3%) e maio (-1,2%).

— É uma queda suave, mas, por ser a terceira seguida, ganha outros contornos — afirma Rodrigo Lobo, pesquisador do IBGE. — Este cenário de queda mais in­tensa reflete a produção industrial brasi­leira, que está oscilante.

REDUÇÃO EM 12 DE 14 LOCAIS
Com redução no contingente de trabalhadores em 12 dos 14 locais pesquisa­dos, o principal impacto negativo ocor­reu na região Nordeste (-4,3%), pressio­nado pelas taxas negativas em 12 dos 18 setores investigados.

Setorialmente, ain­da no índice mensal, o pessoal ocupado assalariado recuou em 12 dos 18 ramos abrangidos pela pesquisa.
O número de horas pagas registrou que­da de 0,3% em relação a junho. É a terceira taxa negativa consecutiva também, acu­mulando nesse
período perda de 1,5%.

Para Carlos Lima, economista-chefe da CMA, já era esperado que o "remédio amargo" (aumento da Selic) que o gover­no vem dando para conter a inflação re­sultaria, em algum momento, em desa­celeração do mercado de trabalho:
— Com juros mais altos, fica mais caro o crédito, o que gera menor consumo, dimi­nui a renda, derruba o lucro do empresá­rio, reduz a confiança das empresas e afeta diretamente a oferta de emprego— afirma Lima. — Este encadeamento vem ocor­rendo em todas as
esferas e, por fim, che­gou na variável emprego — analisa.

Essa tem sido uma característica deste ano, uma forte volatilidade no resultado do setor ao longo do ano, quando o cresci­mento da produção de um período é pra­ticamente devolvido no período seguinte. A produção industrial brasileira recuou 2% em julho, na comparação com junho, segundo a Pesquisa Industrial Mensal, também do IBGE,
divulgada na semana passada. No mês anterior, subira 2%.

A Confederação Nacional da Indús­tria (CNI) projeta para o ano alta de 2,6% do PIB industrial, número que po­de ser rebaixado diante da forte volatili­dade dos indicadores industriais e da dificuldade do setor em engrenar uma recuperação mais sólida.


Alvaro Gribel O Globo 

ENQUANTO ISSO II... A crise chegou ao bolso do brasileiro. Salário terá o menor aumento desde 2005

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgwvEN6XVKMFjgGsxvjqlYfUeN_F9C9VeSD1O2n2ZLuSaU9cqVMsGyat3XFYeEFGytG5Dwy4CbmcSnOX0SQOyFx4XdFZvBj_sBJl8gMRMZcJ34k1wtrywVJPm09woceEDMeYjLtDznAYok/s640/dilma_rousseff.jpg
Depois de dois anos seguidos de baixo crescimento e de inflação elevada, os trabalhadores começam a pagar a fatura da desordem econômica. A oferta de empregos esfriou e o peso da frustração com o Produto Interno Bruto (PIB) recai, agora, sobre a renda das famílias, até então o sustentáculo do país.

Cálculos do Bradesco mostram que o reajuste real médio dos salários em 2013 será de 2,5% — o menor ganho em nove anos. A instituição projeta ainda uma desaceleração do consumo para 2,7%. No ano passado, essa taxa havia sido de 3,1%.

Além de uma inflação persistente, o endividamento elevado das famílias e bancos mais seletivos na oferta de crédito são vistos como um quadro adverso que pode agravar as condições no país, que já enfrenta sérias dificuldades para encontrar uma taxa de expansão satisfatória. Não à toa, segundo os analistas, os ganhos dos trabalhadores e os empregos estão sendo afetados.

As empresas adiaram demissões o quanto foi possível, mas, com as margens de lucro estranguladas pela carestia e por uma economia aquém do ideal, o mercado de trabalho e a renda começam a esfriar. O sonho do pleno emprego, de acordo com os economistas, está ameaçado.

Dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) reforçam a tese do Bradesco para a renda. Diminuiu o número de categorias que obtiveram ganhos salariais acima da inflação. Em 2012, 96,3% delas conquistaram reajustes capazes de vencer a carestia.

Este ano, o número caiu para 84,5%. O tamanho do ganho real também encolheu, passou de 2,3%, no ano passado, para 1,2%. Especialistas alertam que o processo de correção dos salários, em muitos casos acima da produtividade, deve se tornar cada vez mais raro.


Produtividade
“Os que têm salário próximo do mínimo receberam ganhos maiores que sua produtividade, não nos parece mais possível aumentos tão exagerados”, ponderou Nilson Teixeira, economista-chefe do Banco Crédit Suisse.


Alexandre Schwartsman, economista e ex-diretor do Banco Central, ponderou que as empresas, em função do elevado custo de demissão e contratação, adiaram planos de cortar postos. “Houve um entesouramento de mão de obra.

Os empresários optaram por esperar o máximo possível na expectativa de que o crescimento do país melhorasse. Como essa recuperação é lenta, eles pararam de absorver perdas e o mercado de trabalho esfriou”, argumentou.

Octavio de Barros, diretor de Pesquisas Macroeconômicas do Bradesco, faz avaliação semelhante. “Desde 2004, a demanda por mão de obra vinha crescendo acima da oferta. Agora, isso se inverteu, a disponibilidade de emprego desacelera a uma velocidade maior”, observou. Com a menor oferta de postos de trabalho, a possibilidade de ganhos acima da inflação se reduziu.

Na construção civil, até 2010, era comum um trabalhador migrar de uma empresa para outra, cooptado por rendimentos maiores.

Diante da desaceleração da economia, o número de obras caiu e a necessidade de operários, também, o que possibilitou às empresas manterem um empregado por mais tempo e com o mesmo salário.

A situação não se restringiu apenas à construção civil. A indústria amarga as piores condições. O setor parou de gerar postos de trabalho e o total de ocupados em fábricas está nos piores níveis desde 2009. O gasto com a folha de pagamentos, em alguns setores, também está menor, a exemplo dos ramos de transporte, papel e gráfica, produtos de metal, ma
deira e calçados e couro.

Círculo vicioso 

 “O crescimento mais fraco da economia influencia negativamente o mercado de trabalho. Não há como ser diferente”, disse José Pastore, professor da Universidade de São Paulo (USP). “Quando se tem queda nas vendas, os segmentos de comércio e serviços sofrem e a indústria, por consequência, produz menos.

Tudo isso reflete, em algum momento, em desaceleração do aumento da renda”, explicou. Para Newton Rosa, economista-chefe da Sul América Investimentos, o Brasil entrou em um círculo vicioso. Na visão dele, os sinais são claros de que o mercado de trabalho está perdendo força. “Hoje, o país cresce abaixo do PIB potencial e, para reaquecer o emprego, é preciso de uma atividade mais dinâmica”, argumentou.

Com a renda dos trabalhadores crescendo a um ritmo menor, o varejo começa a se preparar para tempos de vendas em baixa. As projeções do Bradesco são de forte desaceleração no comércio. Enquanto, em 2012, o setor avançou 8,4%, a previsão para este ano é de 3,2%. Para 2014, o cenário piora mais, e o número cai para 3%.

A instituição também estima crescimento menor para o crédito em 2013 — expansão de 14%. No ano anterior, havia sido de 16,4%.

Para integrantes do governo, essa diminuição da oferta de empréstimos e financiamentos é influenciada, principalmente, pelos bancos privados, que perderam espaço para as instituições públicas. Depois da cruzada do Palácio do Planalto contra os juros altos, os particulares se viram obrigados a pisar no freio por não terem condições de concorrer no mesmo nível.

O endividamento das famílias, também em patamar elevado, deixou mais lento a tomada de crédito. “Tudo está ligado. Esse quadro afeta a economia e o crescimento”, observou Pastore.


» Aposta nas concessões 
A fim de minimizar a situação, tentar recuperar o dinamismo da economia, incrementar a renda do brasileiro e garantir a manutenção de postos de emprego, o governo colocou todas as fichas no programa de concessões de infraestrutura. O objetivo é ampliar os desembolsos para obras.

Depois de uma queda de 4% no total de recursos alocados pelos setores público e privado no ano passado, a expectativa dos economistas do Bradesco é de uma recuperação em 2013 — um avanço de 5,5%—, o que deve deixar a taxa de investimento em 19,2% do PIB. Se o programa de privatizações obtiver sucesso, esse indicador, até 2018, deve chegar a 22,2%. Caso ele falhe, a expectativa é de que ele fique em 20,7%.


VICTOR MARTINS Correio Braziliense

setembro 10, 2013

ENQUANTO ISSO NO BRASIL ASSENHOREADO PELOS CANALHAS... Uma reforma que só interessa ao parlamento

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Anunciada como proposta enxuta para estar em vigor já em 2014, a minirreforma eleitoral sugerida pelo Senado será votada hoje em segundo turno sem tocar em temas centrais e com alguns retrocessos.

O relatório elaborado pelo senador Valdir Raupp (PMDB-RO) traz a permissão do uso do Fundo Partidário para o pagamento de multas eleitorais, além da flexibilização da punição por não apresentar a prestação de contas ou tê-las rejeitadas. Se aprovado hoje, o texto seguirá para a Câmara dos Deputados.

Na sugestão, que será avaliada nesta terça na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), há a previsão de suspender a punição por irregularidades na prestação de contas de campanha durante o segundo semestre de anos eleitorais. Hoje, nesses casos, os repasses do Fundo Partidário são suspensos ou reduzidos.


Para o relator da proposta, a lei, hoje, já é tão falha que, na prática, não fará muita diferença. "O importante era termos avaliado o modelo de financiamento de campanha, mas vamos votar o que já pode valer para o ano que vem", explica Raupp.

Já o pagamento de multas eleitorais com o Fundo Partidário é tão polêmico que o relator avalia retirá-lo do texto. "Pagar multas com o fundo significa que o dinheiro público estará financiando um ilícito. Isso é grave", argumentou o senador Pedro Taques (PDT-MT). Raupp destaca ainda outro ponto.

Segundo ele, como os comitês municipais não recebem recursos do fundo, a mudança na regra poderia abrir brecha para que essas instâncias recorressem aos diretórios nacionais ou estaduais para o pagamento das penalidades.

"Pode gerar um custo muito alto para os partidos. Os recursos não vão dar para todo mundo", analisa. Raupp disse que conversaria com o senador Romero Jucá (PMDB-RR), autor do PLS n° 411/2012, para discutir a retirada do trecho.

Por outro lado, sugestões que poderiam reduzir os custos da campanha ou dar mais transparência ao processo foram rejeitadas pelos parlamentares ainda na semana passada, na votação em primeiro turno.

Os senadores que apresentaram emendas descartadas pela comissão tentarão inserir as mudanças novamente hoje. A manobra é permitida por se tratar de um substitutivo ao original. 

 
Doações

Entre as propostas rejeitadas, está a determinação de apresentar quem são os doadores de campanha antes das eleições. Hoje, os candidatos só precisam divulgar quem os financia depois do pleito. "O eleitor tem o direito de saber quem é que está por trás da candidatura", justificou o senador Pedro Taques (PDT-MT), autor da emenda.

Outra sugestão rejeitada foi a que proíbe a contratação de cabos eleitorais, para evitar que o vínculo seja, na verdade, uma compra de votos disfarçada. O substitutivo traz apenas uma limitação, proporcional ao número de eleitores nos municípios. 

 
Para o coordenador do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), juiz Márlon Reis, o Congresso está "praticando em verdadeiro engodo". "Não parece haver uma tentativa mínima em aprovar uma reforma séria. Pelo contrário, estão piorando o que já é ruim", avalia.

Segundo ele, os parlamentares estão apostando que não haverá resposta nas ruas e estão subestimando as consequências em 2014. "Eles estão fazendo uma aposta alta demais. Pior, uma aposta perigosa para eles e para o Brasil", acredita.
 

O projeto
 Veja quais são as mudanças propostas no PLS n°441/2012

» A falta de prestação de contas ou a desaprovação delas, que hoje são punidas com a proibição do repasse de novas cotas ou descontos do Fundo Partidário, não poderão ser penalizadas no segundo semestre de um ano eleitoral. Atualmente, a sanção é aplicada em qualquer período, desde que não ultrapasse 12 meses.

» O Fundo Partidário poderá ser usado para pagar multas eleitorais e, nos anos em que os institutos de pesquisa ligados aos partidos não utilizarem toda a verba, os recursos serão convertidos para quaisquer outras atividades partidárias.

» Não será considerada campanha antecipada, podendo ter cobertura nos meios de comunicação, inclusive na internet, a participação de filiados ou de pré-candidatos em entrevistas, programas, encontros ou debates no rádio, na televisão e na web, inclusive com exposição de plataformas e projetos políticos.

» Não haverá limite de horário para a realização de comícios com a utilização de som no evento de encerramento da campanha.Hoje, o horário permitido é entre as 8h e as 0h.

Saiba quais emendas que foram rejeitadas devem ser reapresentadas hoje

» Pedro Taques (PDT-MT) reapresentará emenda que obriga a divulgação dos nomes dos doadores de campanha antes das eleições.

» Eduardo Suplicy (PT-SP) apresentará novamente texto que determina a prestação de contas em tempo real, com os nomes de doadores, além dos valores recebidos e dos gastos.

» A proibição de contratação de cabos eleitorais, para evitar a compra de votos disfarçada, será proposta mais uma vez por Humberto Costa (PT-PE).


Correio

FAZENDO O "DIABO" ! NO brasil maravilha da GERENTONA 1,99 DOS TRUQUES E TRAMBIQUES "CONTÁBEIS" : Dívida cresce e assusta

A estratégia do governo de estimular o consumo das famílias por meio do aumento do crédito, assim que o mundo ruiu com a quebra do banco norte-americano Lehman Brothers, em 15 de setembro de 2008, fez com que a dívida pública do Brasil desse um salto monumental. 

 Dados do Fundo Monetário Internacional (FMI) mostram que, nos últimos cinco anos, o endividamento bruto passou de 63,5% para 67,2% do Produto Interno Bruto (PIB), nível superior ao registrado por vários países da Zona do Euro antes do estouro da bolha imobiliária dos Estados Unidos. A França, por exemplo, tinha, ao fim de 2007, um índice de 64,2%.

O salto da dívida bruta brasileira foi estimulado, sobretudo, pela injeção de recursos, pelo Tesouro Nacional, nos bancos públicos. Apenas o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) recebeu mais de R$ 300 bilhões, criando, no entender do economista Mansueto Almeida, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), um orçamento paralelo, que ajudou a minar a confiança dos agentes econômicos no país.

Para ele, o desconforto é enorme, pois, não bastasse a transferência de recursos às instituições públicas, o secretário do Tesouro, Arno Augustin, com o aval do ministro da Fazenda, Guido Mantega, recorreu a truques fiscais para dar às contas públicas uma saúde que elas não têm. A maquiagem nos números foi tão intensa que o Brasil está sob ameaça de rebaixamento pelas agências de classificação de risco. 

Foi justamente a expressiva recuperação do país logo depois do estouro da bolha imobiliária que levou essas empresas a concederem à economia brasileira o tão sonhado grau de investimento, chancela de porto seguro para o capital.

Hoje, porém, o que impera no Brasil é o pessimismo. 
Em especial porque o reforço de capital dos bancos públicos, que já respondem por mais de 50% do crédito concedido no Brasil, teve outro efeito colateral: 
o endividamento excessivo das famílias. 
Pelos cálculos do Banco Central, em setembro de 2008, 32% da renda dos lares brasileiros estavam comprometidos com o pagamento de dívidas. 


Em junho deste ano, último dado disponível, 45% do orçamento familiar vinham sendo usados para a quitação de juros e das parcelas de débitos contraídos com os bancos.

Inflação 
Na avaliação do estrategista-chefe do Banco Mizuho do Brasil, Luciano Rostagno, as ações do governo no auge da crise mundial foram louváveis, porque permitiram ao país sair rapidamente de um severo processo recessivo. O problema foi ter insistido nas medidas de incentivo ao consumo além do recomendável. Pior: em vez de o Brasil ter impulsionado o crescimento, o que se viu foi o aumento da inflação e a desaceleração da atividade, uma vez que o poder de compra dasfamílias foi corroído.

Para o economista Andrew Storfer, da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), as fragilidades do Brasil cinco anos depois da quebra do Lehman Brothers foram se acentuando à medida que ficou clara a saída dos países desenvolvidos da recessão.

"Diante de tantos buracos na economia, o capital ficou receoso e passou a buscar oportunidades menos arriscadas nos países desenvolvidos, principalmente nos Estados Unidos, que voltaram a crescer", assinala. "Com isso, fica claro que o Brasil está jogando fora a oportunidade de ser um país melhor a médio e longo prazos. O que todos esperavam era uma nação que mostrasse uma face para o mundo de mais investimento, mais amigo do capital, e não criando insegurança."

No entender de Rostagno, infelizmente, se os ajustes vierem, será somente em 2015, depois das eleições presidenciais. O problema é que, até lá, os entraves acumulados exigirão um esforço redobrado para botar ordem na casa. E a fatura, mais uma vez, acabará no colo do lado mais fraco, a população, sobretudo a mais pobre.

 

» Nova ordem global
O estrategista-chefe do Banco Mizuho do Brasil, Luciano Rostagno, considera que a velha ordem global está de volta. Com os países ricos saindo do atoleiro no qual se meteram a partir de setembro de 2008, e os emergentes sentindo o baque da desconfiança, a tendência é de que as nações mais ricas voltem a responder pela maior parte do crescimento mundial e, claro, de que fiquem com a maior parcela dos investimentos que circulam pelo mundo.
 

» Aperto
Saldo da crise levou Brasil a acumular dívida superior à da França no pré-crise

Disparada  

Para turbinar a economia, governo injetou dinheiro em bancos públicos, o que elevou dívida bruta (% do PIB)...

Brasil
 2007    65,2
2008    63,5
2009    66,9
2010    65,1
2011    64,9
2012    68,5
2013*    67,2
2014*    65,8

França  
2007    64,2
2008    68,2
2009    79,2
2010    82,3
2011    86,0
2012    90,2
2013*   92,7
2014*  94,0

 

*Projeção
Orçamento apertado
Na mesma toada, seguiu o endividamento das famílias brasileiras, que é
recorde


Comprometimento da renda (em %)
Set/08    32,21
Dez/09    35,41
Dez/10    39,16
Dez/11    41,70
Dez/12    43,41
Jun/13    44,82

Portas fechadas
Desde a crise, sete bancos já foram liquidados extrajudicialmente
Banco Morada
Cruzeiro do Sul
Banco Prosper
BVA
Banco Simples
Banco Rural
Banco Mais

Troca de controle Outras instituições, que também tiveram problemas financeiros, acabaram vendidas para concorrentes
Unibanco
Panamericano
Schahin
Matone
Fonte: Banco Central e FMI

Correio Braziliense