"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

agosto 08, 2013

DOIS EM UM ! AOS CRÉDULOS ÚTEIS DO MARQUETINGUE brasil maravilha DOS FARSANTES : (I)Trégua na inflação? Cedo demais para comemorar… (II)“A inflação está completamente sob controle”


https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEglNcTV2Hi3DNKVcFyRqaJucyh5HPL8JoxqeqpkAvHZdthv9kzyGYwI1RghPedsq0493EGyv1x6kpPjFfFTdPf2rps2vMnMQjAIlKlVC-IPYZu8GMMQh3ezjAG190KBYwyzYf1q3Jhx129w/s640/PACOTE+DE+DILMA.jpg
(I)
Trégua na inflação? 
Cedo demais para comemorar

A presidente Dilma, disposta a “fazer o diabo” para vencer as eleições, parece só ter olhos para as urnas em 2014. Aproveitou um bom dado de inflação para sair da toca e bradar:
 “A inflação está totalmente sob controle”. 
Será mesmo?

O IPCA, que teve alta de apenas 0,03% em julho, ainda acumula uma alta de 6,27% em 12 meses (ver gráfico abaixo), bem acima da meta de 4,5% do Banco Central. A média móvel de 24 meses ainda está acima de 6%. Além disso, esse baixo índice no mês se deve a três fatores: 

sazonalidade favorável, 
queda de alimentos, 
e redução da tarifa de ônibus. 
Nada parece sustentável.

IPCA 12 meses. Fonte: Bloomberg

A sazonalidade, como o nome já diz, muda.

 A tarifa administrada de transportes terá que subir mais cedo ou mais tarde. E os alimentos oscilam mesmo, mas é preciso lembrar que o dólar está em alta (ver gráfico abaixo). Essa alta do dólar, aliás, exercerá alguma pressão inflacionária, sem dúvida.

Dólar x Real. Fonte: Bloomberg

O agrupamento de serviços manteve o ritmo de alta do mês anterior ao elevar-se 0,64%, mantendo a taxa de variação acumulada em 12 meses no patamar de 8,5%. Como os serviços são menos manipuláveis ou voláteis, eles apresentam uma tendência mais clara – e preocupante. Estando o país em situação de quase pleno-emprego ainda, essa pressão não deve arrefecer tão cedo.

O índice de difusão caiu bastante, de 73% para 58%. Isso mede a proporção de preços que estão em alta. Como podemos ver, ainda são mais da metade dos preços calculados que estão subindo. Não há motivo algum para alívio sustentável ou para soltar fogos de artifício.

A presidente Dilma deveria manter uma postura mais sóbria diante do quadro. A inflação brasileira não foi domada, e ainda se encontra em patamar muito elevado. A queda recente foi, ao que tudo indica, um alívio temporário, nada mais. Nenhum governo deveria dormir tranquilo com uma taxa de inflação perto de 6% ao ano!


Seu discurso de que a inflação está completamente sob controle fez com que eu até acreditasse que, de fato, Varginha costuma receber a visita de ETs
…

Via :
(II)
“A inflação está completamente sob controle”

O título desse post é uma declaração da Presidente da República depois da divulgação que a inflação de julho foi de 0,03%. Será que isso significa que a inflação de fato está completamente controlada? Claro que não. Quem fala isso é porque não entende de economia e/ou não olhou os dados.


O que me impressiona é que bastava a Presidente ligar para o presidente do Banco Central ou algum dos diretores do Banco Central que qualquer um deles esclareceria que o fato da inflação de julho ter sido próxima de zero não significa que uma perspectiva positiva de redução da inflação neste e no próximo ano em direção ao centro da meta.

Vamos aos números. 
Aqui vou utilizar dois relatórios. 
O relatório de hoje do Santander para os seus clientes é taxativo:

Entretanto, mesmo com a atual tendência de queda na inflação, o índice de difusão da inflação ex-alimentos se mantem acima de 50% (o índice caiu de 59,2% registrado em junho para 57,3% em julho), o que indica que o processo de inflação generalizada, definitivamente, não acabou….. a desvalorização do real deve começar a pressionar o IPCA a partir de setembro, o que exige que a abordagem mais rígida do Banco Central deve continuar tendo em vista o controle da inflação como prioridade mesmo que isso custe um menor crescimento econômico. 


Mas a explicação mais didática, curta e excepcionalmente bem escrita vem da equipe do economista Afonso Celso Pastore (AC Pastore) que produz um relatório, assinado por Marcelo Gazzano, que até quem não sabe economia consegue entender. AC Pastore lembra que no mês de julho tivemos o que ele chama de “perfeito alinhamento (dos astros) com baixíssima probabilidade de ocorrência”. 

 
A baixa inflação de julho pode ser explicada, segundo AC Pastore por três fatores: 

(i) revogação do aumento das tarifas de ônibus urbano em diversas capitais, 
(ii) fraca demanda de produtos de vestuário devido ao inverno mais curto; 

e (iii) a sazonalidade da queda dos preços de alimentos e bebidas.
Mas quais são os fatores de risco?
A desvalorização do Real foi maior do que se esperava e isso deve aumentar a inflação a partir de setembro, e (ii) um eventual reajuste dos preços de combustíveis, pois como já mostrei aqui a defasagem está perto de 30%.

Um ponto que me chamou atenção no relatóriodo AC Pastore é a inflação reprimida nos preços dos produtos administrados. A inflação de 12 meses nos preços livres está em 7,9% e dos preços administrados está em 1,3%. 
 
Vamos combinar o seguinte. o governo fará de tudo para que a taxa de desemprego não aumente, o gasto público continue crescendo muito acima do crescimento do PIB e vai continuar postergando reajustes nos preços dos produtos administrados e, em algum momento, o dique vai explodir.

Assim, não há nada ainda que indique que a “inflação está completamente sobre controle”, a não ser que a meta seja 6,5% e não 4,5% ao ano. Mas se o governo realmente pensa isso, que a inflação está totalmente controlada, temos um grande problema pela frente. 

Via :

PAU QUE DÁ EM CHICO DÁ EM FRANCISCO ? VIDA QUE SEGUE ! Alstom investiu R$ 30 milhões na nova fábrica de Canoas. Renúncias fiscais milionárias garantiram o investimento.

 
A Alstom está envolvidíssima nas denúncias de corrupção ligadas à construção e manutenção dos metrôs de SP e Rio, junto com a Siemens.

A cadeia de energia eólica do Rio Grande do Sul ganhou nesta quarta-feira um importante reforço com a inauguração da fábrica da Alstom, que vai produzir torres metálicas para aerogeradores. A empresa passou pela Sala do Investidor e recebeu apoio do Governo do Estado para instalação.

"Hoje inauguramos nossa 11ª unidade no país e a segunda no segmento eólico,fonte que mais cresce no Brasil. A importância do RS neste mercado não se deve só ao potencial eólico, mas às condições que oferece para a instalação de indústrias", disse o presidente da Alstom Brasil, Marcos Costa.

 
O governo Tarso Genro promoveu renúncias fiscais milionárias para beneficiar a Alstom, porque através do protocolo de intenções, assinado em 1º de outubro de 2012, a empresa francesa recebeu benefícios que abrangem a desoneração de 100% nas compras locais e importação de bens de capital, quando feita pelo Rio Grande do Sul, e a desoneração parcial (cerca de 1/3, dependendo do valor agregado) nas compras de insumos gaúchos para produção.

Os benefícios na importação são concedidos somente quando o produto não tem similar local. Nas vendas a outros estados, há isenção de impostos.
 

Transcrito do original/íntegra : 

brasil maravilha SEM MARQUETINGUE : Desemprego em serviços é o mais alto desde 2009

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjC6hEwOod6SSxLmz6aulDyvcyWBnZ642xzDqP29zd1kEEcDYmoZbMqMm0wm0Fn471Apu7df4-GS3syJ8P9ZTsSDA4OFxyGp7lMUbjHD_fixoFrlX1dMaOIYNqk4C6Xp3fkjqM-0uuDCU3M/s320/Como+Saber+Se+Tenho+Direito+Ao+Seguro+Desemprego.jpg
As atividades de comércio e de serviços registraram em junho deste ano as mais altas taxas de desemprego para o mês, desde a crise global em 2009, segundo dados do IBGE. Para economistas consultados pelo Valor, o cenário acende sinal de alerta para o mercado de trabalho como um todo, porque esses dois setores respondem por mais de 70% do Produto Interno Bruto (PIB) do país e representam cerca de 75% dos empregos formais.

Segundo analistas, a piora no desempenho dos dois segmentos -os que respondem pela maior parte das vagas abertas - pode ser o prenúncio de trajetória ascendente na taxa de desemprego, atualmente em 6%.


Embora a taxa de desocupação de junho deste ano tenha sido superior a maio (5,8%), o IBGE não considera o avanço significativo. Mas as disparidades nas taxas deixam de ser tênues quando se analisa a desocupação por atividade.

A taxa de desemprego para comércio, reparação de veículos e de objetos pessoais e domésticos foi de 4,1%, a mais alta para o setor na comparação com meses de junho, desde 2009 (4,7%). Em serviços prestados a empresas, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira, a taxa foi de 3,9% em junho, também a maior desde 2009 (4,3%).

Cauteloso, o economista Cimar Azeredo, economista do IBGE, diz que essas taxas foram influenciadas por um ritmo menor de efetivação de temporários, nos dois setores. Já para José Marcio Camargo, professor do Departamento de Economia da PUC-Rio e economista da Opus Gestão de Recursos, "há tendência de aumento na taxa de desemprego". Segundo Camargo, o peso expressivo de comércio e de serviços na economia real torna mais preocupante a deterioração do mercado de trabalho nesses setores. Ele não descarta a possibilidade de que a taxa de desemprego suba para 6,5% até 2015.

O economista-chefe da SulAmérica, Newton Rosa, diz que. "as vendas do comércio estão estagnadas desde o fim de 2012", ao falar sobre os números do desemprego. Lembrou também o ainda elevado endividamento das famílias e o patamar expressivo de inadimplência. Rosa também projeta taxa de desemprego de 6,5% em um ano.

Caso as vendas do comércio varejista se mantenham fracas, com continuidade de atividade econômica menos aquecida, isso desestimulará novas contratações no comércio e serviços nos próximos meses, disse o ex-diretor do Banco Central e economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Carlos Thadeu de Freitas. "Se o comércio não vende, também não contrata." Para Freitas, ainda é cedo para dizer se o atual desemprego em alta em comércio e em serviços vai continuar. 

Segundo Freitas, é preciso esperar os resultados no terceiro trimestre, quando são contratados temporários para atender a demanda do fim de ano. "Esses segmentos efetivam em torno de 20% a 30% dos temporários. Caso fique abaixo disso, seria sinal mais claro de deterioração do emprego." Segundo o economista, a procura por temporários este ano será bem menor que em 2012. "As vendas em datas como Dia das Mães e Dia dos Namorados foram menores do que as do ano passado."


Alessandra Saraiva | Do Rio Valor Econômico

EM TEMPOS DE VIOLAÇÃO DE PRIVACIDADE... 'Fiquei pasmo', critica vice-presidente do TSE . "Esse fato revela que precisamos de correção de rumos"

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral, disse ontem ter ficado "pasmo" ao saber que o TSE firmou convênio para dar a Serasa acesso a dados dos eleitores. O ministro defendeu que a privacidade das pessoas deve ser preservada e disse que causa estranheza a assinatura do acordo.

- Estamos todos muito atônitos. E esse fato revela que precisamos de uma correção de rumos - disse o ministro.
Marco Aurélio afirmou que o acordo não poderia ter sido assinado pela Corregedoria do TSE e que o sigilo dos dados eleitorais só pode ser aberto mediante decisão da Justiça:

- Tempos muito estranhos nós estamos vivendo no Brasil. O TSE é depositário de dados cobertos pelo sigilo. E esse sigilo só pode ser afastado mediante ordem judicial para efeito de investigação criminal ou instrução de inquérito. Fiquei pasmo com a notícia, liguei imediatamente para a presidente, que também estava surpreendida. Porque, inclusive, no tocante a pedidos individuais formulados por juízes, essa matéria sempre foi levada a plenário. E o cadastro não pertence à Corregedoria, pertence à Justiça Eleitoral - disse.

O ministro Marco Aurélio também destacou que os dados do TSE seriam repassados a uma empresa privada:

- Eu não conheço essa permissão no sítio do tribunal quanto a dados de eleitores, que são cidadãos e têm direito à cidadania e a cidadania envolve a privacidade. A privacidade precisa ser preservada. E em direito, o meio justifica o fim, não o fim ao meio. Não podemos potencializar o fim para termos como válido o meio. E o repasse foi a uma pessoa jurídica de direito privado, o que mais estarrece.
A notícia da assinatura do convênio também causou reação na Câmara. A Comissão de Defesa do Consumidor aprovou requerimento do deputado Ivan Valente (PSOL-SP) para convocação do presidente da Serasa Experian, Ricardo Loureiro, para prestar esclarecimentos sobre o convênio. O TSE também será chamado para prestar informações, provavelmente representado pela corregedora do órgão.

- Trata-se de compartilhamento de informações cadastrais dos eleitores por um órgão público para uma empresa privada, sem a autorização dos eleitores, o que atenta contra o direito à privacidade - afirmou Valente.
A informação sobre a liberação de dados dos eleitores também deixou os parlamentares surpresos:

- A Serasa é uma empresa privada. Isso é uma vergonha. É invasão de dados, imagina dar meus dados para uma empresa privada de interesse comercial. Vou fazer um requerimento questionando o TSE - disse o líder do PTB na Câmara, Jovair Arantes (GO).

Para o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), é preciso que o TSE faça apuração interna para apurar responsabilidades:
- O contrato é de entrega de dados fiscais a uma empresa privada, que só teria acesso se o cidadão, voluntariamente, o fizesse ou por ordem judicial. A revogação tem que ser imediata, isso é indiscutível, mas isso não basta. É preciso investigar e a conclusão provocar as punições necessárias, mostrar à população o que ocorreu. Pode ter havido erro de boa-fé.

Deputados petistas também demostraram perplexidade e criticaram o convênio:
- São dados repassados pelo cidadão ao TSE para fins de organização da eleição no Brasil. Não é possível favorecer uma instituição privada fornecendo dados que são tutelados pelo poder público - disse Ricardo Berzoini (PT-SP).
Em nota, a associação de consumidores Proteste disse que vai enviar ofício à corregedora-geral da Justiça Eleitoral, Laurita Vaz, pedindo a suspensão do acordo entre o TSE e a Serasa. A Proteste alega que o repasse de informações pessoais de 141 milhões de eleitores só pode ser validada com autorização do consumidor.
"Trata-se de violação à privacidade do consumidor e desrespeito ao Código de Defesa do Consumidor", explicou a coordenadora da associação, Maria Inês Dolci.

A situação reforça a preocupação de entidades de defesa do consumidor com o compartilhamento de dados do consumidor com o cadastro positivo, que entrou em vigor no início de agosto. Entre as informações que serão repassadas pelo TSE estão dados pessoais, como número e situação de inscrição eleitoral, nome da mãe, data de nascimento e até registros de óbitos.
 
O Globo
 
 

agosto 07, 2013

A COPA 2014 NA REPÚBLICA DOS FARSANTES : População foi induzida a acreditar que Copa resolveria problemas crônicos e se frustrou, diz especialista

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEib5D1WEbeKI5vkogYIe1Y24wz-CEhi23b2axIDW40FXpMP7BlCfN1EZYogoEHqobNrZ_JrQo22B7nVG7Nt5D4B83_H1sfNkcSOlQKR0v1FskOqBORcRzvbLOn7i0dODuCSBYtPQf5xSW4/s400/copa2014.jpg
A euforia com o anúncio de que o Brasil sediaria a Copa fez as autoridades e os organizadores cometerem um erro de comunicação, que levou a população a acreditar que o evento resolveria problemas crônicos do país e gerou frustração, disse hoje (7) o coordenador de Projetos da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Pedro Trengrouse, no 2º Seminário de Gestão Esportiva da FGV. "Nós prometemos demais e entregamos de menos, porque a Copa do Mundo nunca teve esse poder e nunca vai ter".

"O governo fez uma matriz de responsabilidades muito ampla, incluindo obras de aeroportos, portos, segurança pública, ou seja, uma série de investimentos que já deveriam ou já poderiam ter sido feitos e que deveriam acontecer com ou sem a Copa. Boa parte estava prevista pelo PAC.

Tentou-se aproveitar a Copa do Mundo para acelerar esses investimentos e, com isso, passamos para a população a impressão de que a Copa viria para resolver uma série de problemas crônicos e estruturais do Brasil”, disse.

Para Trengrouse, o verdadeiro legado da Copa do Mundo precisa ser a modernização do futebol no país, começando pelo calendário desportivo, que, na visão dele, prejudica os clubes pequenos e impede o crescimento do mercado. Para isso, ele defende que a Federação Internacional de Futebol (Fifa) lidere um processo de reflexão com a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e as federações estaduais e aproveite a paralisação do calendário no ano que vem para reestruturá-lo.

"Nós temos 783 times profissionais e apenas 100 jogam o ano inteiro. São 683 times que jogam quatro meses por ano e dispensam toda a sua comissão técnica, jogadores e profissionais porque não têm atividade o ano inteiro. Essa base da pirâmide poderia gerar R$ 600 milhões e 30 mil empregos se jogasse o ano todo", disse Trengrouse, que defendeu o maior número de campeonatos locais.

"A alteração de calendário pode ser o ponto de partida para pensar toda a estrutura de receitas do futebol no país, porque as receitas decorrem das competições, do público, da relevância das partidas, da qualidade do espetáculo e também, é óbvio, da experiência que um estádio novo como esses de agora pode proporcionar".

Outro ponto em que é preciso modernizar o futebol é na gestão dos clubes, segundo o professor. "É do Século 19", criticou. Para ele, a Fifa deve promover a experiência entre clubes brasileiros e estrangeiros e as federações de futebol nacional podem seguir o exemplo das europeias definindo modelos de gestão para seus membros. A modernização pode levar o futebol brasileiro a gerar 2 milhões de empregos, em vez dos 370 mil atuais, movimentando R$ 62 bilhões, em vez de R$ 11 bilhões.

Trengrouse também cobrou da Fifa mais iniciativa para organizar um grande número de eventos de exibição pública que respeitem as particularidades do país, o que, para ele, é a única forma de oferecer à população uma experiência diferente das Copas que ocorrem em outros países: "Somos 200 milhões de brasileiros para 4 milhões de ingressos, dos quais metade já estão comprometidos com os patrocinadores e a outra metade é para todo o mundo.

A questão não é só o preço.
É preciso reconhecer que o povo brasileiro é apaixonado por futebol e não quer no Brasil a mesma experiência que ele teria se fosse no Japão, na Alemanha ou na África do Sul, que é a experiência de assistir pela televisão simplesmente", analisou o pesquisador. "É uma questão de inclusão social".

Na palestra, ele defendeu as exibições públicas em telões como medida de segurança. "Se não for planejado, eles vão acontecer sem planejamento e colocarão em risco a multidão".

Vinícius Lisboa
Repórter da Agência Brasil
Edição: Fábio Massalli

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a Licença Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil. Para reproduzir o material é necessário apenas dar crédito à Agência Brasil

E EM SALVADOR ? Governo vaza informações do caso do metrô de SP, mas tenta abafar escândalo do metrô de Salvador

Qualquer transgressão cometida por agentes públicos deve ser punida com o rigor da legislação, sem privilégios atrelados à politicagem que corrói a nação diuturnamente, como se o Brasil fosse o paraíso dos corruptos e a catedral da impunidade.

Os casos do metrô de São Paulo e da CPTM devem ser investigados a fundo, com os responsáveis punidos de forma exemplar ao final dos trabalhos, mas o vazamento de informações por parte do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) é uma ação criminosa com objetivo meramente político-eleitoral, uma vez que o plano do PT é tomar de assalto o governo do mais importante estado brasileiro.

Em qualquer país minimamente sério, o presidente do Cade, Vinícius Marques de Carvalho, já estaria preso por violação do segredo imposto ao caso pela Justiça no momento em que documentos foram disponibilizados ao órgão, cujo interesse inicial era a eventual formação de cartel. Ademais, condenar por antecipação, como têm feito Carvalho e o ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, em relação ao governo paulista serve para ratificar o modus operandi covarde e rasteiro do Partido dos Trabalhadores, legenda com viés de quadrilha que se transformou em caso de polícia, como confirmam fatos recentes.

Responsável pelo período mais corrupto da história nacional, o PT adota práticas mafiosas para fustigar os adversários, como se a legenda fosse uma reunião de bondosos e inocentes monges tibetanos. O Partido dos Trabalhadores passa por uma gravíssima crise de credibilidade e luta de forma insana nos bastidores para não cair definitivamente em desgraça junto à opinião pública. Para dar seguimento ao desesperado projeto o partido decidiu expor as mazelas dos adversários.

Ao ucho.info não compete defender esse ou aquele partido, mas, sim, os interesse de uma população que há pelo menos quinhentos anos é vilipendiada em seus direitos. Se o PT foi atingido por uma lufada de moralidade e quer consertar o Brasil depois de uma década de ações bandoleiras, que inclua no seu cardápio moralista o escândalo do metrô de Salvador, de cuja construção a mesma Siemens participa através de parceria com as empreiteiras Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez.

Para que os leitores conheçam os fatos, o Metrô da capital baiana foi orçado, em 1999, em R$ 400 milhões, mas até agora consumiu mais de R$ 1 bilhão, foi entregue pela metade e exibe falhas estruturais inaceitáveis.
 
O Tribunal de Contas da União (TCU), que tem por obrigação fiscalizar a aplicação dos recursos federais, já apontou superfaturamento de R$ 400 milhões, em valores atualizados, na obra que está a cargo do consórcio Metrosal. Já o Tribunal de Contas do Estado da Bahia informa que a obra entregue pelo consórcio vale no máximo do que já foi pago, sendo que o superfaturamento chega a 113,7%.

O TCU aguardará até o próximo dia 29 de agosto a defesa do consórcio Metrosal, que terá de provar a não existência de superfaturamento na obra do metrô da capital dos baianos. Do contrário, o Tribunal enviará o caso para a Advocacia-Geral da União para que promova a devida cobrança judicial do valor superfaturado. A tendência é que o imbróglio soteropolitano termine em mais uma enorme e mal cheirosa pizza, porque no olho do furacão estão aliados políticos do Palácio do Planalto, entre eles o PMDB, e também o governo do petista Jaques Wagner.

Clique/Imagem

COM O "JEITO" PETRALHA O QUE PREDOMINA É : PESSIMISMO E REALISMO X ESPECTATIVA E REALIDADE. OU SEJA : O FUTURO A DEUS PERTENCE


Ontem, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, tentou demonstrar a empresários em São Paulo que "a percepção da economia pelo mercado e pelos agentes econômicos é mais pessimista do que a realidade".

Tombini limitou-se a apontar áreas da economia, especialmente a dos investimentos, cujo comportamento vem sendo mais promissor do que o esperado.

O levantamento mais abrangente das expectativas do mercado é realizado justamente pelo Banco Central, por meio do Relatório Focas, que semanalmente apresenta as projeções (pelas medianas) de cerca de cem instituições financeiras, consultorias e outras empresas sobre os principais itens da economia.

Ao contrário do que afirmou Tombini, em geral, as expectativas do mercado são bem mais otimistas do que o I que afinal acaba acontecendo. Foi essa a observação que fez dia 4 de agosto, na Folha de S.Paulo, o economista da FGV Samuel Pessoa, após acompanhamento atento das projeções e dos resultados ao longo de cinco anos (veja o Confira).

O mercado quer acreditar. E quase sempre aposta em que tudo vá melhorar. O problema é que essa percepção otimista acaba sendo entortada pelas pauladas diárias que o mercado e os empresários acabam levando.

Se Tombini quer mesmo criticar a falta de realismo sobre a avaliação da economia tem de começar pelo que acontece dentro do governo. O campeão das projeções cor-de-rosa é reconhecidamente o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que começou os últimos três anos anunciando um crescimento econômico entre 4,5% e 5,0% e vai amargando decepções. Em 2011, o PIB cresceu 2,7%; em 2012, ficou em 0,9%; e em 2013, ele mesmo agora reconhece, será apenas "melhor que 2012".

Na área fiscal, há meses não se consegue pinçar uma única afirmação consistente do ministro Mantega. Depois grande vexame do final do ano passado, quando o secretário do Tesouro, Arno Agustin, submeteu as contas públicas de 2012 a mágicas contábeis, o governo garantiu que o superávit primário (sobra de arrecadação para pagamento da divida) não seria inferior a 3.1 % do PIB, ou a R$ 159,9 bilhões. De lá para cá, esses números foram emagrecendo e, a esta altura, o ministro Mantega não consegue explicar como ainda pretende apresentar um resultado de 2,3% do PIB, E vejam que esse PIB não é o das projeções do início do ano; e também o PIB desidratado que, em 2013, provavelmente terá um crescimento ao redor dos 2%.

Quando se trata de avaliar o avanço futuro dos preços, não há nenhuma projeção confiável do governo - a não ser as do Banco Central, que desistiu de afirmar que a inflação convergiria para a meta (de 4,5%) "ainda que de forma não linear". Há três semanas, por exemplo, a presidente Dilma avisou que a inflação fecharia este ano "na meta" quando se sabe que a meta a que se refere não são os 4,5% definidos em lei, mas estes acrescidos da margem de tolerância de 2 pontos porcentuais.

Não há quem possa seguir otimista se o governo avisa que não vai mudar sua Nova Matriz Macroeconômica, que deu errado.

Na tabela, as projeções sobre o comportamento do PIB no início de cada ano e o que aconteceu de fato.

Celso Ming O Estado de S. Paulo 

"GUVERNU" JÁ VÊ PIB FRACO TAMBÉM NO 3º TRIMESTRE

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEglNcTV2Hi3DNKVcFyRqaJucyh5HPL8JoxqeqpkAvHZdthv9kzyGYwI1RghPedsq0493EGyv1x6kpPjFfFTdPf2rps2vMnMQjAIlKlVC-IPYZu8GMMQh3ezjAG190KBYwyzYf1q3Jhx129w/s640/PACOTE+DE+DILMA.jpg
O governo já sabe que a atividade econômica em julho foi fraca e admite a possibilidade de o 3º trimestre apresentar uma queda no ritmo de recuperação que vinha ocorrendo até o 2º trimestre. Os dados de produção e venda de automóveis, divulgados ontem pela Anfavea, decepcionaram e corroboram essa avaliação. A produção industrial, em grande volatilidade, não fixa tendência.

No mercado, há prognósticos de aumento de até 1 ponto percentual no desemprego nos próximos dois a três meses. O crédito ainda cresce nos bancos públicos, sobretudo na Caixa, mas de forma mais moderada. As instituições privadas fecharam as torneiras. Não está claro se julho foi um fato isolado ou se a recuperação do primeiro semestre está se esgotando.

Os fatores que penalizavam a indústria, como a valorização do câmbio, foram removidos. O dólar, que custava em média R$ 1,80 no início de 2012, está cotado a R$ 2,30. É fato que os efeitos da desvalorização do real demoram a aparecer, sobretudo no impulso ao comércio exterior. 


Há um prazo de seis meses a um ano até que os contratos de exportação do passado vençam e os novos sejam feitos a um câmbio mais favorável. O setor ainda foi beneficiado pelas desonerações de impostos e por reajustes salariais mais baixos. Os serviços também crescem a taxas mais modestas,

Não há, portanto, explicação para uma eventual redução da produção industrial no 3º trimestre a não ser a perda de confiança dos empresários. A descrença antecede as manifestações de protestos que tomaram as ruas do país em junho. Estas, porém, intensificaram o mau humor dos investidores. Esse é o quadro do lado da oferta. 


Já a demanda, que estava superaquecida, esfriou um pouco, mas não a ponto de comprometer um certo crescimento no ano, dizem economistas oficiais. As vendas no varejo reagem.

Agora parece que tudo conspira a favor da derrubada da inflação. A perda de fôlego da atividade econômica pode neutralizar boa parte do impacto da desvalorização cambial sobre os preços. 


Em tese, se incorporado às expectativas, isso diminuiria também o tamanho do aperto monetário necessário para conter o IPCA em um patamar ligeiramente inferior aos 5,84% registrados no ano passado.
Valor Econômico

Ninguém sabe com quem está falando

Que o leitor me desculpe a autorreferência, mas para quem caracterizou o sistema brasileiro como dependente de uma dimensão hierárquica (a realidade do mais ou menos) que obriga em saber quem manda ou quem é dono - o famoso, mas pouco avaliado, "Você sabe com quem está falando?" - o mal-estar que nos assola tem tudo a ver com uma ausência de limites relacionada a uma forte presença da igualdade e a ausência significativa, típica do lulopetismo, de alguém capaz de ancorar responsavelmente a cena política.

A velha oposição entre direita e esquerda que sempre ajudou a montar a nossa cosmopolítica dividindo o mundo entre mal e bem, burgueses vendidos e nós, esboroou-se com as manifestações que trouxeram ao palco uma multidão de reivindicações, a maioria pedindo o final de dois pesos e medidas, de uma ética de condescendência típica das posições lulistas e messiânicas.

Fincadas na liberdade e exigindo igualdade, as passeatas inauguraram um escandaloso "ninguém sabe com quem está falando!" 
Deste modo, o mandamento central da nossa cartilha política sumiu depois das reações da presidente, cujo resultado criou novos confrontos. Mas o clímax desta ausência de limites foi a entrevista à "Folha de S.Paulo", na qual se lê que Dilma e Lula são "indissociáveis". 
Formam, como eu insinuei nesta coluna faz tempo, um perfeito ato de ventriloquia. 

Agora ninguém sabe mais se está falando com o ventríloquo ou com o boneco.

As passeatas testam de modo intenso onde estão os limites. 
Elas também desnudam a falta de interlocução entre as forças sociais que o próprio exercício da democracia liberal libertou entre nós. 
Nas repúblicas, tal papel cabe ao Poder Executivo. 
Um poder solitário, próprio de um personagem capaz de eliminar as arestas do impessoalismo da dimensão liberal, fundada no consentimento e na difícil ética de dizer não aos nossos desejos e interesses.

Como entender o nosso pobre, querido, passivo e abandonado "povo" quando ele deixa de ser a parte passiva de discursos populistas controlados por um partido, e passa a ser um protagonista livre a clamar não por uma revolução, mas por um estilo de governar mais sincero, mais honesto e menos mentiroso?
 Mais próximo das necessidades pagas pelo trabalho desse povo, o que faz das passeatas também uma cobrança. 
Uma exigência de reciprocidade depois de uma década e pouco de megapublicidade despudorada e promessas não cumpridas?

A explicação de que tudo foi obra de redes eletrônicas é importante, mas não se pode esquecer que nenhum computador opera sem ter sido ligado. Para que as redes influenciem, é preciso fazer parte de uma teia. De uma rede que valorizamos e seja capaz de ordenar para nós.

O fato novo é o elo entre individualismo, transparência e igualdade em tempo real e global. É a vida num universo translúcido no qual a comparação é um dado essencial e que, por isso mesmo, não pode conviver com a opacidade de um sistema de governo desenhado para manter os labirintos sombrios dos que se tornam aristocratas (e milionários!) pela política. É preciso liquidar a distância entre o ético e o legal onde nascem as oligarquias e os privilégios que sempre foram o apanágio do poder à brasileira. São eles que separam o abismo entre o circo futebolístico "padrão Fifa" do pão amargo de um transporte, de uma saúde, de uma educação e de uma segurança abaixo de todos nós - as pessoas comuns.

Vivemos hoje a rejeição de um mundo ideológico tão a gosto de um desonesto receituário político. 
Esquerda e direita escondem quem manda mais e quem manda menos; quem é realmente responsável pela torrente de escândalos que a mídia e as redes não podem abafar. 
Do fundo da megalópole dita sem alma, surge um povo livre de partidos. Sobretudo do partido do poder. 
O povo, curiosamente individualizado na passeata, aponta a dissonância: 
há um padrão internacional para o futebol, mas não há um padrão decente para a moralidade pública.

O resultado é uma perturbação histórica. No país do "Você sabe com quem está falando?"; na terra dos barões, dos populistas e dos que sabem tudo, não temos mais com quem falar. 
Há uma busca, mas a presidente ouve e não escuta. 
Ela gerencia: decreta e discursa. 
E quando o faz, cria outras passeatas e abre a coletividade para novos problemas.

Um lado meu teme pela ausência de atores mais conscientes dos seus papéis; um outro, otimista, acha que começamos a descobrir que democracia tem a ver com uma anarquia controlada. 
Um sistema onde cada qual sabe do mais difícil: 
a grande arte de dizer não a si mesmo.

Roberto DaMatta O Globo

EM TEMPOS DE VIOLAÇÃO DE PRIVACIDADE II ... Cármen Lúcia quer a suspensão de acordo entre TSE e Serasa

A presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Cármen Lúcia, sugeriu à corregedora-geral da Justiça Eleitoral, Laurita Vaz, que suspenda o acordo firmado entre o Tribunal e a Serasa, que prevê o repasse de informações dos 141 milhões de eleitores à empresa.

De acordo com a presidente, como o processo que resultou no acordo foi todo feito pela corregedoria, cabe somente a ela suspender o procedimento.

Lúcia ainda sugeriu à corregedora que, após uma análise mais criteriosa do contrato, e caso haja interesse em sua continuidade, que o mesmo seja celebrado após a ratificação do plenário, uma vez que nem ela nem os demais ministros do TSE foram avisados sobre a parceria com a Serasa.

"Deve ser levado ao Plenário do TSE porque o cadastro fica sob a responsabilidade da corregedoria-geral, mas é patrimônio do povo brasileiro e submetido ao TSE como órgão decisório maior. O TSE que vir a publico informar o que aconteceu e os cuidados. E isso certamente será feito pela corregedora-geral que é a responsável pela cadastro dos eleitores. O compromisso do TSE é de total transparência com a cidadania", disse.


ACORDO

O acordo entre a Justiça Eleitoral e a empresa foi revelado ontem pelo jornal "O Estado de S.Paulo". Apesar dos termos de cooperação terem sido publicados no "Diário Oficial" da União do último dia 27, o diretor-geral do TSE, Anderson Vidal Corrêa, disse que até o momento não houve troca de informações entre as instituições.

Ele ainda garantiu que todos os dados que seriam repassados ao Serasa são públicos e que o acordo foi firmado conforme uma resolução do TSE que prevê a possibilidade de transferência de informações quando há interesse mutuou.

"A única informação que passaremos de forma pró-ativa é nosso cadastro de óbitos. O restante só será confirmado pelo TSE se está correto ou não. A Serasa nos envia o nome de um consumidor com o nome da mão e o TSE só vai dizer se o nome da mãe está correto ou não, não irá fornecer o nome da mãe", disse.

De acordo com a resolução do TSE 21.538 de 2003, as informações constantes no cadastro eleitoral serão acessíveis a instituições públicas, privadas e a pessoas físicas. Ela veda expressamente, porém, o repasse dos seguintes dados: filiação, data de nascimento, profissão, estado civil, escolaridade, telefone e endereço. "Nos casos vedados nós só validaríamos as informações repassadas pela Serasa", alegou o diretor.

Em relação à possibilidade de envio do número do título de eleitor e situação junto à Justiça Eleitoral para a Serasa, o diretor lembrou que a informação é aberta e está disponível no site do TSE mediante pesquisa contendo o nome completo e a data de nascimento. Ao realizar uma busca com esses dados é possível se obter tanto o número do título quanto a situação.

Como a resolução que rege o uso do cadastro eleitoral fala que o acesso dos dados às entidades será disponibilizado "desde que exista reciprocidade de interesses", Corrêa disse que no acordo a Serasa irá fornecer 5.000 certificados digitais para membros e servidores da Justiça Eleitoral. Levando-se em conta o preço de varejo do produto, os certificados custariam R$ 1,5 milhão.

O diretor ainda informou que há outros acordos de repasse de informações do cadastro eleitoral e citou como exemplo um firmado com a Caixa Econômica. Para ter acesso aos dados a Caixa ofereceu 1.000 kits para cadastramento biométrico. A Serasa, contudo, é a primeira instituição privada a celebrar um acordo desta natureza.

SEVERINO MOTTA DE BRASÍLIA 
Folha