"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

abril 12, 2013

FOLHA ANEXA/AVULSA DO DE(s)CÊNIO DOS FARSANTES E FALSÁRIA QUEBRA 1,99 QUE ESTÁ "MUDANDO" O BRASIL : Inflação já corrói vendas do comércio


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Com preços em alta, as famílias já começam a comprar menos. É o que aponta a Pesquisa Mensal do Comércio, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o levantamento, o volume de produtos vendidos em fevereiro pelo comércio restrito, que não considera cadeia automotiva e materiais de construção, caiu 0,4% em relação a janeiro, na série com ajuste sazonal, e recuou 0,2% na comparação com fevereiro de 2012.

Por outro lado, a receita nominal cresceu 0,6% sobre janeiro e foi 7,6% superior a fevereiro de 2012.

"O varejo vinha crescendo mês a mês, e agora estancou. Isso acontece porque a inflação está muito alta", diz Fábio Ramos, analista da Quest Investimentos.

O impacto da inflação foi mais forte no segmento de hipermercados e supermercados, que inclui produtos alimentícios, bebidas e fumo, com queda de 2,1% em volume ante fevereiro de 2012, a maior nesse tipo de comparação desde novembro de 2003. Por outro lado, a receita do segmento cresceu 9,3% no mesmo período.

Na prática, isso significa que os consumidores desembolsaram mais, mas levaram menos produtos para casa.

É no grupo alimentos que a inflação está mais alta - 13,48% em 12 meses no IPCA, o índice oficial de preços, até março -, bem acima da inflação geral, que ficou em 6,59% no período, rompendo pela primeira vez desde 2011 o limite da meta estipulada pelo governo, uma banda que tolera de 2,5% a 6,5% ao ano.

Fernanda Della Rosa, economista da FecomercioSP, entidade que reúne as empresas do setor no Estado de São Paulo, aponta ainda para o fato de que a inflação alta, além de corroer diretamente o poder de compra, também dificulta o pagamento de dívidas acumuladas, o que tem feito o nível de endividamento subir.

"Com produtos de necessidade básica mais caros, caso dos alimentos, sobra menos dinheiro para que as pessoas paguem suas dívidas", diz. "O número de famílias endividadas está estável, e em um patamar razoável, mas a porcentagem da renda de comprometida com dívidas subiu."

Segundo pesquisa mensal da FecomercioSP, 52% das famílias da cidade de São Paulo possuíam algum tipo de dívida em março, praticamente o mesmo nível de 52,3% registrado um ano antes. Já a parcela daqueles que, dentre os endividados, estão com mais de 50% do orçamento comprometido sobe mês a mês. Saiu de 14,8% em junho, o piso do ano passado, para 21,8% em março.

"Foi justamente o período em que a inflação começou a aumentar", diz Fernanda. Em junho de 2012, o IPCA em 12 meses era de 4,92%, também o piso do ano. O resultado é uma renda cada vez mais corroída tanto por dívidas quanto pela inflação, e cada vez menos renda disponível para a compra de outros bens.

A menor renda disponível após as despesas com alimentos, pode explicar a queda em três dos outros sete grupos pesquisados pelo IBGE, além dos supermercados: na comparação de fevereiro de 2013 contra fevereiro de 2012, o volume de vendas caiu em combustíveis e lubrificantes (-2,1%), móveis e eletrodomésticos (-1,0%) e de tecidos, vestuário e calçados (-1,1%).

Jankiel Santos, economista-chefe do Banco Espírito Santo (BES), lembra ainda que os preços dos alimentos não são os únicos a pressionar no varejo. "Não adianta dizer que a culpa é apenas dos alimentos, ou de um produto ou outro, como o tomate. A alta é generalizada e atinge tanto os produtos que dependem apenas de renda quanto os que dependem de crédito", disse.

Levantamento feito pelo banco mostra que, até janeiro, a inflação acumulada em 12 meses dos produtos ligados à renda, grupo majoritariamente formado pelos alimentos, é de 12,5%, enquanto a daqueles que dependem mais de crédito, como eletrodomésticos e eletroeletrônicos, é de 4,3%.

Entre os fatores para isso, está principalmente o câmbio, que, após um processo de valorização no ano passado, puxou também o preço de bens de consumo e outros importados, como os eletrônicos, para cima.

"O preço de computadores, que costumava cair 10% ao ano com o avanço da tecnologia, não cai mais de 2% agora, por conta do câmbio alto", disse Ramos, da Quest. "É o comportamento desse tipo de produto que antes segurava a inflação do varejo, e que agora também não está mais ajudando."

A Quest também olhou para a inflação do varejo e concluiu que chegou a 7,8% nos 12 meses encerrados em fevereiro, acima dos 6,3% do IPCA. A conta considera alimentos, eletrônicos e outros bens.

Para Thaís Zara, economista-chefe da Rosenberg & Associados, os resultados do varejo em fevereiro bastante abaixo do esperado pelo mercado - a estimativa apurada pelo Valor Data era de alta de 1,6% ante janeiro - reforça o alerta de que o Banco Central deve aumentar a Selic, a taxa básica de juros.

"A questão da inflação já começou a prejudicar o volume de vendas e essa queda mostra uma atividade com dificuldade de reação", disse. A Rosenberg prevê que o BC aumente a Selic em 0,25 ponto percentual na quarta-feira, e, no total, eleve a taxa dos atuais 7,25% para 8,5% este ano.

Valor Econômico

abril 11, 2013

E NA REPÚBLICA DE TORPES E CANALHAS "DO POVO - PARA O POVO - PELO POVO" ... O projeto de poder total

Os mensaleiros não desistem. 
Às vésperas da publicação do acórdão que abrirá caminho para a prisão dos condenados pelo maior escândalo de corrupção da nossa história, lançam-se numa operação articulada para melar o jogo e impedir que a justiça seja feita.

José Dirceu comanda a estratégia do desespero.

Mas o alvo vai além:
é o projeto de poder total do PT em marcha.

Em entrevista concedida à Folha de S.Paulo, publicada ontem, o ex-todo-poderoso do governo Lula diz que obtivera de Luiz Fux, então candidato a uma vaga no STF, a promessa de que, se participasse do julgamento, iria absolvê-lo da acusação de ter comandado o mensalão. 


Fux acabou sendo o primeiro ministro do Supremo nomeado por Dilma Rousseff, em fevereiro de 2011, e votou, quase sempre, pela condenação dos mensaleiros, incluindo Dirceu.

Hoje, o jornal volta ao tema e informa, em nota no 'Painel', que caberá à assessoria jurídica do PT dar o próximo passo da operação desencadeada por Dirceu: pedir ao procurador-geral da República que instaure processo para investigar a conduta de Fux em seus movimentos anteriores à nomeação ao STF.


 O objetivo é declará-lo suspeito e, com isso, abrir a possibilidade de rever todo o processo do julgamento do mensalão.

Mas os estrategistas da impunidade não param aí. 

Também de maneira articulada, o ex-ministro da Casa Civil de Lula fala hoje ao Valor Econômico. Informa que sua defesa usará outros instrumentos jurídicos além dos embargos para buscar livrá-lo dos 10 anos e 10 meses de cadeia aos quais foi condenado. 


Mais especificamente, irá protocolar pedido de revisão criminal também como tentativa de anular o julgamento.

A revisão criminal é um processo autônomo possível após o trânsito em julgado de uma condenação criminal, prevista no artigo 621 do Código de Processo Penal. Cabe, por exemplo, quando a sentença "se fundar em depoimentos, exames ou documentos comprovadamente falsos" ou quando, após a condenação, "se descobrirem novas provas de inocência do condenado ou de circunstância que determine ou autorize diminuição especial da pena".

A tentativa de se defender é legítima.
O que não é aceitável é colocar instituições sob suspeição. Ao tentar disseminar uma nuvem de fumaça e dúvidas no exato momento em que o Supremo Tribunal Federal caminha para encerrar o processo de julgamento do mensalão, os condenados miram, no fim das contas, a credibilidade da Justiça brasileira.

Mas o que de mais grave as declarações de Dirceu contêm - e as ações correlatas do PT e seus mensaleiros corroboram - é a dúvida lançada sobre o processo de nomeação dos integrantes da mais alta corte de Justiça do país na era petista. Dos dez atuais integrantes, cinco foram indicados por Lula e dois por Dilma.

Será que o critério mais relevante para ocupar uma das 11 cadeiras do Supremo tornou-se o alinhamento aos interesses do PT?
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Não é difícil acreditar na hipótese. 
Até porque não é segredo para ninguém o desapreço que os petistas nutrem pelas instituições, a aversão que guardam pelos que lhes são críticos, a ojeriza que reservam aos que ousam fiscalizar-lhes os passos. 

O que o PT acalenta, na realidade, é um projeto de poder total, ao qual tem se lançado sem pejo nestes últimos dez anos. Seja pela ocupação deslavada da máquina pública e pela sujeição de órgãos de Estado a interesses partidários, transformando o Executivo um aparelho petista.
 
Seja pela submissão imposta ao Congresso, em afronta a suas prerrogativas legislativas. Seja pela dependência e perda de autonomia infligida a estados e municípios, subvertendo o saudável equilíbrio que deve existir entre as esferas de governo.

Dentro desta estratégia de ocupação totalitária dos espaços, o Judiciário é o bastião que falta ao petismo. Os mensaleiros não querem apenas salvar a própria pele.

Querem, sobretudo, acabar de desacreditar as instituições da República, instaurar a desconfiança e o descrédito para que, neste caldo de degradação, possam reinar absolutos.



Fonte: Instituto Teotônio Vilela
 O projeto de poder total 
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Senado aprova a "desaposentadoria"



A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou ontem projeto de lei que permite a "desaposentadoria" de trabalhadores que cumpriram o tempo de serviço, optaram pelo descanso, mas voltaram ao mercado de trabalho.

Pelo texto, os aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) terão o direito de renunciar ao benefício e, mais tarde, pedir um novo. A vantagem é que quanto maior o tempo de contribuição, maior o valor. Cerca de 700 mil pessoas podem ser alcançadas pela medida.

Para entrar em vigor, no entanto, o projeto, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), precisa passar pela Câmara dos Deputados e, depois, ser sancionado pela presidente Dilma Rousseff.

Uma emenda do senador Paulo Davim (PV-RN) foi incorporada para impedir que o trabalhador tenha de devolver o que recebeu no período em que ficou aposentado.

A aprovação foi comemorada por parlamentares e especialistas em previdência.

Davim acredita que o projeto será sancionado e entrará em vigor até o fim deste ano. "Ele corrige injustiças cometidas principalmente contra aqueles que começaram a trabalhar muito cedo", disse, ao lembrar que a regra já vale para os servidores públicos.

Para a advogada Thais Riedel, da Advocacia Riedel, "além de justo para os aposentados do INSS, ao se tornar lei, o projeto facilitará a tramitação de mais de 24 mil processos que correm na Justiça, segundo a Advocacia-Geral da União".

O Ministério da Previdência, no entanto, não parece nada satisfeito com a decisão. Um estudo da pasta estima que o aumento das despesas do governo "será de R$ 69 bilhões a longo prazo", sem definir o período.

PREOCUPAÇÃO COM EQUILÍBRIO DAS CONTAS

O projeto foi apresentado por Paim em 2010. O senador disse que desconhece estimativas precisas do impacto que a "desaposentadoria" poderá provocar nos cofres públicos, mas afirma que o governo "já estaria preparado" para aceitar a medida, pois a Justiça nos estados vem decidindo favoravelmente àqueles que requerem a "desaposentadoria", e o mecanismo já existe para os servidores públicos.

- A Previdência está tão bem que o governo está desonerando a folha de pagamento para todo mundo. Já foram R$ 100 bilhões nisso. Se pode desonerar, pode também permitir que o trabalhador que paga religiosamente sua contribuição peça uma revisão do benefício.

Com mais anos de contribuição, idade mais avançada e a diminuição da expectativa de vida, ajuda no fator previdenciário para que a aposentadoria seja maior (a partir do recálculo) - afirmou o senador.

O senador Paulo Davim (PV-RN) apresentou substitutivo ao projeto, acrescentando que o trabalhador não terá de devolver a aposentadoria que já recebeu quando pedir o recálculo. 
 
O relator, porém, em interpretação diferente da do autor do projeto, afirma que o trabalhador só poderá receber o novo benefício quando se aposentar novamente. O senador Humberto Costa (PT-PE) considera a mudança justa, mas faz uma ponderação:
- Resta saber se, do ponto de vista do equilíbrio previdenciário, não irá afetar fortemente.

O trabalhador da iniciativa privada tem direito à aposentadoria por tempo de contribuição ao INSS. No caso dos homens, é preciso contribuir por 35 anos. No caso da mulher, são 30 anos. Nesse tipo de aposentadoria se aplica o fator previdenciário, o redutor do benefício.

Com o fator, a idade média dessas aposentadorias tem sido de 55 anos (homens) e 52 anos (mulheres). Se o trabalhador não atingir o tempo mínimo de contribuição ao INSS (30 e 35 anos), pode se aposentar por idade:
homens aos 65 anos; mulheres aos 60.

Mas é preciso ter contribuído por, pelo menos, 15 anos.



VERA BATISTA
Correio Braziliense/O Globo 

abril 10, 2013

POBRE BRASIL DECENTE E ASSENHOREADO ! REPÚBLICA DE TORPES X "República do compadrio" em campanha antecipada

A antecipação da campanha eleitoral é um fato consumado, se desenvolve nas bordas da legalidade, mas nem por isso deve ser tratada como um processo marginal que possa ser desenvolvido ao largo dos ideais republicanos.

A Constituição Federal assegura a qualquer brasileiro nato, atendidos determinados requisitos como idade e representação partidária, entre outros, o direito de se candidatar ao posto máximo da República.

A Carta de 1988 também diz que o Brasil é uma República Federativa, na qual os Estados e seus cidadãos têm direitos e tratamento iguais.

Portanto, é legítima a postulação, ainda não confirmada oficialmente, do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, de candidatar-se a presidente da República.

Campos, como se sabe, é presidente do PSB e herdeiro político do mítico ex-governador Miguel Arraes. Faz uma administração bem avaliada pelos pernambucanos e tem em seu currículo o apoio de primeira hora ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em seus dois mandatos, e Dilma, em 2010.

É evidente que não agrada ao PT o arroubo de autonomia do aliado, até outro dia, quase incondicional. Mas não cabe ao governo federal resvalar para atitudes nada republicanas, como a retaliação ou a desqualificação pura e simples do possível adversário em 2014.

Não cabe ao governo federal cobrar gratidão e lealdade política incondicional dos Estados e seus governantes, sob o argumento segundo o qual eles são devedores da ajuda oferecida pelo governante de plantão. Não existe dinheiro municipal, estadual ou federal. Existe dinheiro público que pertence à sociedade e a ela deve voltar na forma de bens ou serviços de boa qualidade.

Ninguém pode se arvorar em dono do dinheiro público. 
O repasse aos Estados é uma obrigação da União. Não se trata de favor, não se trata de uma República de compadrio. Esse é o perigo a ser contornado. E nesse contexto soam dissonantes o discurso e a prática da presidente Dilma Rousseff em relação ao governador e presidente do PSB.

Veja-se o discurso da presidente Dilma numa visita a Serra Talhada (PE), no Sertão pernambucano, onde foi recebida com faixas que destacavam, não por acaso, justamente os sentimentos de gratidão e lealdade. Trata-se de uma oração na qual distingue a participação do governo federal para a construção de "um novo Pernambuco".

"Pernambuco é um novo Pernambuco nos últimos dez anos", disse a presidente. E em seguida ressaltou: "O governador tem um grande papel nisso, mas sem dúvida o governo federal, tanto na minha gestão quanto na de Lula, também". 
 Dilma encheu a boca ao se referir aos feitos do governo federal: 
"Aqui nós botamos R$ 60 bilhões. O governo coloca não só na forma de Orçamento da União, como na forma de financiamentos".

É preciso observar que assim como Campos, outros governadores do PT e de aliados do governo na região Nordeste também foram contemplados com recursos públicos federais. Bons exemplos são os governadores da Bahia, Jaques Wagner, e do Piauí, o atual senador Wellington Dias. 
 Se Campos obteve sucesso na administração dos recursos federais enviados ao Estado, os méritos são do governador pernambucano.

Nem dele, nem de Jaques Wagner ou Wellington Dias deve ser cobrada reciprocidade política em troca de recursos que são de toda a Nação. Em última análise, é dinheiro do contribuinte brasileiro, seja ele pernambucano, cearense, baiano, gaúcho, paulista, potiguar, paraense ou goiano.

O adiantamento do relógio eleitoral expõe o que há de mais retrógrado na política brasileira, como a ação entre amigos e a indisfarçável tentativa do partido no poder para se tornar hegemônico. Esses são apenas alguns dos aspectos mais perversos provocados pela antecipação de campanha que flerta com a ilegalidade.

Outros já foram debatidos nesse espaço, como a repercussão nas administrações federal e estaduais, hoje enviesadas eleitoralmente por uma disputa ainda distante.

O próprio Eduardo Campos, aliás, é vítima do caldeirão eleitoral. O governador de Pernambuco, por exemplo, já ilustrou 47 das 58 capas do "Diário Oficial de Pernambuco", seguidas de textos elogiosos à sua gestão. 
Prática usual dos caciques políticos, mas sem dúvida também pouco republicana.
Valor Econômico

ENQUANTO ISSO II ... NO brasil maravilha DOS FARSANTES E FALSÁRIA PALANQUEIRA SÓ PENSAM "NAQUILO", 2014 : Indústria: ociosidade cresce

Os níveis de atividade e de receita do setor industrial recuaram em fevereiro, confirmando as dificuldades de recuperação este ano. Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgado ontem mostrou que o uso da capacidade instalada das fábricas recuou para 82,6% em fevereiro, ante 84,5% no mês anterior.

Nessa mesma comparação, o faturamento caiu 3,7%, mantendo a tendência de janeiro. As dificuldades do segmento e as incertezas em relação à economia já tinham levado a CNI a rever a estimativa de expansão da atividade industrial este ano, de 4,1% para 2,6%.

Os técnicos da entidade ressaltaram que o setor “ainda não encontrou sua trajetória de crescimento”. O contraponto positivo veio do total de horas trabalhadas, que cresceu 0,4% em fevereiro na comparação com janeiro, e do nível de emprego, que teve alta de 0,3%.

Com isso, a massa salarial subiu 1,9%, o avanço mais expressivo em 14 meses.

Para tentar mudar o quadro, o governo vem tomando, desde 2012, medidas de estímulo ao consumo e ao parque industrial, sobretudo com desonerações fiscais e barreiras contra importados. Os resultados, contudo, estão aquém das expectativas.

“As políticas do Programa Brasil Maior, que visam estimular a inovação e a competitividade, têm prazo de maturação longa, de anos”, disse Mauro Borges, presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). (SR)
 
Correio 

ENQUANTO ISSO... NO brasil maravilha DOS FARSANTES E FALSÁRIA PALANQUEIRA : IPCA sobe 0,47% em março e estoura teto da meta pela 1ª vez desde novembro de 2011


A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) superou o teto da meta perseguida pelo governo nos 12 meses terminados em março. O índice, que orienta o sistema de metas de inflação do governo, subiu 6,59%, o maior avanço desde novembro de 2011 (6,64%). 
Os alimentos subiram mais que o dobro (13,48%) e representaram o principal impacto: 3,30 ponto percentual do total. Já o INPC, que mede a inflação para famílias com renda entre um e cinco salários mínimos, subiu 0,60% em março, acelerando frente a fevereiro (0,52%). Em 12 meses, acumula 7,22%.

Problemas de redução da oferta, como chuvas prolongadas, seca no nordeste, frete caro e demanda aquecida estão impactando o preço dos alimentos no país. O objetivo do governo é manter a inflação em 4,5% ao ano, com margem de tolerância de dois pontos percentuais para cima e para baixo. O Banco Central reafirmou nesta quarta-feira que está atento à trajetória da inflação para definir os rumos da política monetária do país.

Em março, o IPCA avançou 0,47%, uma desaceleração frente a fevereiro, quando fora de 0,60%, fruto em grande parte da desaceleração dos preços de mensalidades escolares. A taxa de março é a menor resultado desde agosto de 2012, quando a taxa tinha ficado em 0,41%. Nos três primeiros meses do ano, a inflação registra alta de 1,94%.

O Grupo Alimentos e Bebidas, que subira 1,45% em fevereiro, avançou 1,14% em março. Mesmo assim, o grupo também respondeu pelo maior impacto na inflação, com 0,28 ponto percentual do IPCA cheio.

abril 09, 2013

Pisando no tomate


A inflação de Dilma já tem seu símbolo:
o tomate.
 
A hortaliça, que dobrou de preço em um ano, tornou-se a melhor tradução da alta generalizada que acomete a economia brasileira, atinge com força os alimentos e penaliza mais as famílias mais pobres. O governo petista parece não saber o que fazer para conter a praga.

Amanhã, o IBGE divulga o IPCA de março. Qualquer resultado superior a 0,40% no mês significará que o índice acumulado nos últimos 12 meses terá furado o teto da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional, de 6,50%. A última vez que isso aconteceu foi em novembro de 2011. Ninguém mais acredita que o limite superior não será rompido agora.

A prévia da primeira quinzena do mês (IPCA-15) mostrou alta de 0,49% e o Boletim
Focus do Banco Central de ontem trouxe previsão de 0,50%. "O estouro da meta é um consenso. O problema é prever a inflação daqui para frente", lamentou um analista ouvido pelo Correio Braziliense.

Com a água já chegando ao pescoço, ontem Dilma Rousseff pediu socorro a seus conselheiros econômicos. Deve ter ouvido deles que a alta dos juros parece iminente, uma vez que o governo petista recusa-se a fazer o mais adequado: diminuir seus exorbitantes gastos públicos para abrir espaço para o investimento privado. Por falta de aviso é que não foi. 

 
Yoshiaki Nakano, um dos convidados de ontem do Planalto, escreve hoje no Valor Econômico:
"Se o governo não está disposto a fazer uma 'contração fiscal' que mereça este nome não resta senão o Banco Central elevar a taxa de juros. (...) Se o Banco Central e o governo não agirem convincentemente corremos o risco do hábito de reajustar os preços de acordo com a inflação passada voltar com toda a sua força."

Outro participante, o guru-mor do petismo Delfim Netto, também expressa sua visão em
artigo no jornal:
"O governo sabe que o namoro inflacionário duradouro com a banda superior da meta (5,8% nos oito anos de governo Lula e 6,2% nos dois anos do governo Dilma) é um convite à sua persistência. Isso deteriora as expectativas e reintroduz a incerteza na fixação dos salários.

 
Sabemos como isso termina". Segundo Delfim, nos últimos dez anos a média da taxa de inflação brasileira nunca saiu de perto dos 6%, o que é altíssimo. De acordo com a Folha de S.Paulo, para este ano as instituições mais certeiras do mercado já creem que o IPCA chegará a 6,15%, bem acima dos 5,7% que até o
BC já admite oficialmente.
 

Em dez anos, o PT só entregou inflação abaixo de 4,5% em três ocasiões; Dilma não conseguirá uma vezinha sequer em seu mandato. 
 
Tudo indica que a política de remendos praticada pela presidente não tem conseguido fazer mais do que água. Desonerações tributárias a granel, medidas emergenciais, decisões que vêm e vão, pacotes que se sucedem têm servido simplesmente para engolir dinheiro público.
 
 
No domingo, O Globo mostrou que R$ 315 bilhões foram despejados pelo governo petista na economia nos últimos dois anos, mas só conseguiram produzir um pibinho acumulado de 3,6%.

A desoneração da cesta básica, por exemplo, foi incapaz de impedir que o item continue aumentando - e muito. Apenas no mês de março, chegou a subir 6%, como no caso de Vitória. No trimestre, ficou mais cara em todas as 18 capitais pesquisadas pelo Dieese, com aumentos de até 23%, como em Salvador.
Em 12 meses, a média de reajuste beira os 30%.


  O caos logístico também colabora para encarecer a comida do brasileiro.

   Com o preço do frete em alta - seja pelas más condições de nossa infraestrutura, seja pelos reajustes de combustíveis ou por mudanças no regime de trabalho dos caminhoneiros - reduções de preços no atacado não chegam ao varejo. Transportar grãos, por exemplo, ficou 56% mais caro no país desde janeiro, informa O Globo
 
Trata-se de um quadro que inspira muita preocupação. Primeiro, porque a inflação penaliza justamente quem mais precisa:
os mais pobres.

A alimentação para famílias com renda até 2,5 salários mínimos ficou 14% mais cara nos últimos 12 meses, algo que nenhum salário consegue acompanhar. Desde 2008, o preço da comida não subia tanto nesta base de comparação.


E este é um fenômeno legitimamente brasileiro: no Brasil, os preços do grupo alimentação e bebida têm subido todos os meses desde agosto de 2011, segundo o IBGE.

No mundo acontece o oposto:
conforme a FAO, os alimentos acumulam deflação de 9% nestes 19 meses, como mostrou
O Estado de S.Paulo ontem. 

 
Em segundo lugar, a inflação preocupa porque é generalizada. O IPCA de fevereiro mostrou que 72% dos preços que compõem o índice subiram, atestando uma alta disseminada como há muito não se via no país - normalmente, este percentual fica em torno de 60%.

Da mesma forma, o núcleo de inflação em alta é sinal que não são fatores excepcionais, sazonais ou circunstanciais - como é o caso do tomate - que estão elevando o nível geral de preços, mas, sim, que todo o conjunto da economia está ficando mais caro.


Há grande expectativa em relação ao resultado do IPCA de amanhã porque dele podem depender decisões imediatas importantes na condução da política econômica do país. Na semana que vem, o Banco Central define a nova taxa básica de juros.

Se se confirmar o pior, e a inflação estourar a meta, a Selic pode começar a subir. É o alto preço que a população brasileira paga pela má condução da economia pelo governo Dilma.

 
Fonte: Instituto Teotônio Vilela
Pisando no tomate

O HOMEM QUE VIVE HOJE O ANO DE 2015," empresário símbolo da prosperidade da economia brasileira". O "ESPELHO" DO brasil maravilha dos farsantes : Governo discute socorro a Eike Batista



A utilização do superporto do Açu (São João da Barra, cidade no litoral no norte do Estado do Rio) pela Petrobras vem sendo discutida reservadamente pelo comando da petroleira. Não há na costa fluminense nenhum porto disponível com capacidade apropriada para servir de base à produção do pré-sal da Bacia de Campos. O porto inicialmente previsto, a ser construído em Maricá, enfrenta objeções ambientais por parte de setores do governo estadual.

Além da questão logística - o porto do Açu é o mais próximo aos campos petrolíferos de Campos um outro fator, talvez mais importante até, aproxima a Petrobras ao futuro porto controlado pelo megaempresário Eike Batista: o governo Dilma Rousseff está preocupado que um eventual colapso das empresas do grupo X possa afetar a imagem do Brasil no exterior e minar a disposição dos empresários de investirem no País.

Há uma discussão interna quanto até onde o governo pode ir para ajudar o empresário a superar a crise. Uma proposta é a Petrobras assumir o Açu, o que, de acordo com a avaliação de alguns dos que estudam o assunto no governo, impulsionará os investimentos do grupo X.

Em 19 de março, o diretor de Exploração e Produção da Petrobras, José Formigli Filho, sem dar detalhes da negociação, afirmou que o emprego do Açu como base do pré-sal está em estudos pela petroleira, assim como áreas no Espírito Santo, no litoral sul do Rio e na costa paulista.

Após dias seguidos de queda, as ações da OGX conseguiram ontem uma recuperação considerada excelente. As ações da OGX, a petroleira de Eike, chegaram a registrar queda superior a 13%, mas fecharam o dia com decréscimo de pouco mais de 1%. Em um ano, as ações da OGX caíram 88,5%. Em um mês, 46%.

Uma fonte do governo afirmou que ainda não está decidido o tipo de socorro às empresas do grupo X. "Não significa que o governo vai ajudar, mas de fato há uma preocupação grande do governo com o Eike. O problema dele pode afetar a imagem do Brasil, comentou.

Eike, por muito tempo, foi indicado pela imprensa nacional e estrangeira como empresário símbolo da prosperidade da economia brasileira. Mas as empresas do grupo têm sofrido forte queda no mercado por conta da desistência de parceiros estrangeiros em seus projetos.

Em 2012, a siderúrgica chinesa Wuhan Iron and Steel Corporation (Wisco), desistiu da parceria com a MMX no Açu, onde montariam um complexo siderúrgico. A estatal da China alegou que Eike não construiu a infraestrutura necessária (ferrovias e terminais portuários) para garantir o projeto.

Eike esteve em Brasília recentemente para conversar com Dilma. Este ano, os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, foram acusados por parlamentares de tentar transferir o estaleiro da companhia Jurong (Cingapura), projetado para o Espírito Santo, para o Açu, como forma de ajuda a Eike.

Os portos mais importantes do Estado do Rio já estão saturados, como o de Macaé, Niterói e Rio. A proposta da Petrobrás de utilizar o terminal portuário da Baía de Sepetiba como base para o pré-sal foi vetado pelo setor ambiental do governo do Rio.

Queda livre

88,5% foi a queda das ações da petroleira OGX registrada em um ano.
46% foi a queda em um mês.

E NO brasil marvilha dos FARSANTES E FALSARIA PALANQUEIRA ... O "MODÊLO PT DE GOVERNAR" : Apagão em Brasília já dura mais de 6 horas e não há previsão para acabar


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Parte da capital federal está sem energia elétrica desde as 9h15 desta terça-feira (9). A CEB Distribuição, responsável pelo fornecimento em Brasília, informou que ainda não há previsão para o restabelecimento do serviço.

O motivo da interrupção, segundo a empresa, foi a inundação de uma caixa subterrânea de distribuição de energia, devido ao transbordamento da rede de esgoto.

O problema ocorreu na Asa Norte, área central da cidade, e deixa edifícios comerciais, hotéis, shoppings, ruas comerciais e avenidas da cidade sem luz ou sinalização.

A distribuidora diz que, por enquanto, ainda está sendo feita a limpeza do local. Apenas depois disso o serviço elétrico poderá ser feito.

Ainda segundo a CEB, não foi possível transferir carga de energia para essa região a partir de outras linhas de transmissão, o que prolonga o tempo de blecaute.

APAGÃO
 
 A assessoria de imprensa da CEB destacou que o caso de hoje não é um apagão tradicional, uma vez que a responsabilidade pela falha não foi da empresa.

A CEB destaca que desde o ano passado ocorreram três apagões na cidade: dois em outubro do ano passado e um ontem, afetando área pequena da cidade --o SIA (Setor de Indústria e Abastecimento), que ficou sem luz por pouco mais de meia hora após problema em subestação.
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Todos os dias a empresa de distribuição de Brasília recebe cerca de cem reclamações por problemas de falha de energia.

A companhia destaca que esse dado não pode ser utilizado como medida para a quantidade de interrupções que de fato ocorrem na cidade, uma vez que parte desses contatos são feitos por consumidores apenas para apontar falhas bastante pontuais, como os que ocorrem após acidentes de trânsito e interrompem o fornecimento por períodos curtos de tempo, até conserto do poste.

FOLHAS ANEXAS E AVULSAS DO DE(s)CÊNIO DOS FARSANTES E GERENTONA FALSÁRIA DO brasil maravilha... O país das obras atrasadas

O Brasil vai continuar emperrado por muito tempo, se a aceleração do crescimento econômico depender das obras de infraestrutura tocadas pelo setor público ou entregues ao setor privado em regime de concessão ou de parceria. 

Atrasos nas obras de geração e de transmissão elevam o risco de apagões e de racionamento de energia elétrica nos próximos anos. 

Construções de aeroportos estão paradas, investimentos em mobilidade urbana vão mal e quem quiser viajar pelo Brasil para acompanhar a Copa do Mundo, no próximo ano, terá de enfrentar condições precárias em todos os tipos de transporte. 

O País, segundo prometem a presidente Dilma Rousseff e seus auxiliares, vai fazer bonito em 2014. 

É muito tarde para prometer algo semelhante para a Copa das Confederações, neste ano, mas nenhuma autoridade federal parece ansiosa para discutir detalhes desse tipo. 

É muito mais confortável discursar como se as obrigações assumidas pelo presidente Luiz Inácio da Silva em 2007 só valessem para o próximo ano e para a próxima Olimpíada, em 2016. Será quase impossível evitar o vexame internacional na Copa do Mundo, mas as piores conseqüências serão de outra ordem.

Por desleixo e inépcia do governo, os projetos concebidos para os grandes eventos esportivos serão concluídos com grande atraso - se forem - e
qualquer esforço para apressar sua conclusão implicará enormes custos adicionais. 

Além disso, o Brasil terá desperdiçado um monte de dinheiro e continuará com uma infraestrutura muito pobre e com padrão muito inferior ao mínimo necessário a um país extenso e com economia diversificada e exposta a uma concorrência internacional cada vez mais dura. 
 
Até o próximo ano os projetos do setor de energia deveriam acrescentar 6.149 mega-watts (MW) à capacidade nacional de geração. Se os atrasos persistirem, ficará faltando quase metade (48%) desse total. Também estão fora do crono-grama dois terços dos 80 projetos de transmissão previstos para ser concluídos até 2015. Os dados são da Aneel. 

As falhas de planejamento são evidentes. 

As autoridades do setor esqueceram-se, por exemplo, de compatibilizar os planos de geração e os de transmissão. Algumas conseqüências chegam a ser cômicas. Foi muito difundido o caso do parque eólico da Bahia, pronto para produzir eletricidade, mas impedido de funcionar por falta de linhas de transmissão.

No setor do transporte aéreo o quadro é igualmente desastroso. 

As obras do novo aeroporto de Goiânia, paralisadas há quase seis anos, são hoje apenas uma modesta estrutura de concreto no meio de muito mato. O tempo de paralisação das obras de Vitória, no Espírito Santo, é um pouco menor: o quinto aniversário será em julho, mas sem festa e sem bolo com velinhas. 

As empreiteiras alegaram rompimento do equilíbrio econômico-financeiro do projeto, abandonaram as obras e recorreram à Justiça. Em Goiânia, o velho aeroporto foi adaptado à maior demanda com um puxadinho. 

Pelo contrato original, a construção custaria R$ 257,7 milhões e seria concluída em três anos. Um aditivo elevou o preço para R$ 287,6 milhões, mas o Tribunal de Contas da União (TCU) apontou irregularidades graves e os trabalhos foram interrompidos.

Em todas as modalidades vai muito mal a execução de projetos. 

No ano passado, o Ministério dos Transportes desembolsou R$ 10,5 bilhões para obras e compras de equipamentos, embora estivessem previstos R$ 23,2 bilhões no orçamento. Submetido a uma faxina moral e administrativa em 2011, o Ministério operou com muita dificuldade no ano passado.

Para 2013 o novo ministro, César Borges, dispõe de R$ 16 bilhões para investir, mas será uma surpresa se o Ministério apresentar, até dezembro, resultados muito melhores que os do último biênio. De modo geral, o setor de transportes, apesar de bem aquinhoado no Orçamento, tem desempenho limitado por problemas comuns à maior parte do governo. 

A ineficiência gerencial reflete a baixa capacidade de elaboração e de execução de projetos. Problemas com o TCU são uma das conseqüências mais notórias dessa incapacidade.

O Estado de S. Paulo