"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

dezembro 27, 2012

E NO brasil maravilha dos FARSANTES DA GERENTONA :Endividamento do brasileiro bate recorde em outubro, foi o décimo mês consecutivo de alta.

 O brasileiro nunca esteve tão endividado. O percentual da dívida total das famílias em relação à renda anual média quebrou todos os recordes: aumentou de 44,47% para 44,53%, em outubro. De acordo com os dados publicados nesta quarta-feira pelo Banco Central, foi o maior patamar já visto desde quando o BC começou a registrar os dados em 2005. Essa foi o décimo mês consecutivo de alta.

- O endividamento aumentou porque o crédito ainda cresce muito mais que a renda e enquanto isso acontecer, o endividamento total vai continuar aumentando afirmou o economista da consultoria Opus André Gamerman, que lembrou que o ritmo de crescimento de financiamentos no Brasil está em 16% e a renda cresce a uma taxa de 9%.

No entanto, nas contas dos técnicos da autarquia, quando o crédito imobiliário é excluído, há uma queda nesse índice. O BC passou a divulgar esse cálculo há apenas dois meses. O dado mais recente, de outubro, mostra uma queda de 31,09% para 30,94%. O discurso das autoridades tanto do Banco Central quanto do restante da equipe econômica é que é justamente o financiamento da casa própria é que tem espremido a renda das famílias e que isso não é uma coisa ruim porque representa investimento.

Os dados da autoridade monetária revelam ainda que o comprometimento da renda, ou seja, quanto as famílias gastam, em média, por mês com o pagamento de dívidas, caiu pelo terceiro mês seguido. Passou de 21,94% para 21,5% em outubro. Descontado o crédito imobiliário, a queda foi de 20,61% para 20,16%. E foi a quarta consecutiva registrada. Já os gastos apenas com juros chegaram ao menor nível desde março de 2011. Desceram de 7,62% para 7,48%.

- As taxas para empréstimo vêm caindo de maneira sistemática, ou seja, o consumidor consegue rolar a dívida dele a uma taxa menor, e isso faz com que seu comprometimento de renda caia afirmou Gamerman.

Segundo as estatísticas do BC, mesmo com esse alívio no bolso das famílias, em outubro, a inadimplência da pessoa física não se mexeu naquele mês. Ficou estável em 7,9%. Entretanto, o nível de calote voltou a cair levemente em novembro e ficou em 7,8%.

ESCOLHA : NULIDADE/LEVIATÃ/ANTRO DA POLITICALHA/VADIAGEM... Três mil vetos e uma grande omissão

Quando há duas semanas descobriu-se que havia mais de três mil vetos presidenciais na fila para serem examinados pelo Congresso – alguns datados de 1994! – flagrou-se a natureza e dimensões do leviatã burocrático nacional.

A surpresa foi geral, mas a reação do responsável por este formidável atentado ao Estado de Direito foi kafkiana. Para permitir a urgência na apreciação do veto de Dilma Rousseff à distribuição dos royalties do petróleo, o chefe de Legislativo, o inventivo e sempiterno José Sarney, determinou que os vetos fossem examinados simultaneamente: mandou imprimir um catatau de quase 500 páginas para ser distribuído a cada um dos deputados e senadores onde seriam anotados os respectivos votos, item por item, e depois depositados em “urnas” de madeira, verdadeiras caçambas que os funcionários carregariam nos ombros.

A farsa merecia ser incluída numa novela em quadrinhos sobre a República dos Equívocos. Não deu tempo: os chargistas estão assoberbados, nossos melhores satiristas já se foram, outros estão de licença médica e o recesso natalino não pode ser atrasado. Fica para a próxima.

Escancarou-se simultaneamente a incapacidade da nossa mídia em exercer a sua função fiscalizadora. Aquele que foi chamado de Quarto Poder e hoje se comporta como se fosse o undécimo, não conseguiu enxergar a gigantesca ilegalidade que está sendo praticada consecutivamente há 18 anos. Nem se esforçou.

Ícones da inépcia

Três mil vetos presidenciais pendurados, sem solução, constituem uma aberração institucional que não pode ser varrida para debaixo do tapete. Se nossos repórteres políticos já não cobrem o Congresso, por que continuam ser credenciados para esta missão?

É óbvio que há em Brasília profissionais conscientes, ansiosos para exercer a vigilância sobre um poder que no passado foi o principal aliado da imprensa na denúncia de abusos. Os porteiros das redações é que desistiram do jornalismo de formiguinha, teimoso, tinhoso, anônimo e eficaz.

Os editores querem aparecer, brilhar, produzir manchetes espetaculosas, de preferência sopradas ou vazadas pelas autoridades ou arapongas. Não têm tempo nem ânimo para estimular as novas gerações de repórteres a meter a mão na papelada, devassar os “atos secretos” e driblar os arrogantes assessores de imprensa a serviço do mau jornalismo.

Não se cobrem as sessões, não se cobra assiduidade dos representantes do povo, não se examinam os relatórios produzidos pela descomunal burocracia a serviço das duas casas do Parlamento.

Os três mil vetos em suspenso são os ícones de um Legislativo inepto e viciado. São também um atestado de uma imprensa desnorteada, desfibrada, alheia ao seu compromisso de servir a sociedade e a democracia.

Original :
Alberto Dines, Observatório da Imprensa

DEPOIS DA PÍFIA E RIDÍCULA "DEFESA" NO STF, O TROLADO DR. MTB CHICANEIRO ADVOGADO "deus" DOS DELINQUENTES SE "JUSTIFICA" NUM ARTIGO DE LAMÚRIA DE VENCIDO.


Um artigo em que o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos afirma que os direitos e as garantias previstos no Código Penal estão sob ameaça, e que, este ano, a tendência repressiva passou dos limites causou polêmica no meio jurídico.

O texto foi publicado
no site "Consultor Jurídico", e, mesmo sem citar o julgamento do mensalão, faz referências indiretas a atuação do STF no caso, em que Thomaz Bastos defendeu o ex-presidente do Banco Rural José Roberto Salgado.

Especialistas ouvidos pelo GLOBO concordam que há dificuldades para que os criminalistas desempenhem sua função com plena estabilidade. No entanto, discordam que haja em curso um movimento que despreza provas e leva em conta apenas indícios para a condenação criminal de um réu, como defendeu o ex-ministro no artigo.

Advogados de outros réus do mensalão, por e-mail, prestaram solidariedade a Thomaz Bastos.O jurista Ives Granda Martins disse que não comentaria o caso específico do mensalão, mas entende que o Supremo Tribunal Federal (STF) mudou a interpretação com relação às provas apresentadas contra os réus.

Havia um entendimento de que o processo penal deve beneficiar o réu. Para condenar, teria que haver provas mais do que contundentes. Houve essa evolução do Supremo para a teoria do domínio do fato avalia Martins.
 
Quando juízes se deixam influenciar pela presunção de culpabilidade são tentados a aceitar apenas indícios, no lugar de prova concreta produzida sob contraditório. Como se coubesse à defesa provar a inocência do réu!, escreveu Thomaz Bastos no artigo.
 
Para Tânia Rangel, professora de Direito da FGV Direito Rio, a constatação não está apoiada na realidade:
Esse debate veio à tona com o julgamento do mensalão e o que se decidiu ali foi que os indícios são meios de prova para a condenação criminal. Mas isso já era decidido não só no Supremo, mas também em todos os tribunais brasileiros. O que não pode acontecer, e não aconteceu no caso do mensalão, são decisões judiciais condenatórias baseadas exclusivamente em indícios rebate a professora.

 
Já o criminalista Roberto Podval entende que é cedo para se saber se o Supremo irá relativizar provas. Ele não acredita que o STF caminha contra as garantias:
O retrato do julgamento do mensalão não pode servir para se dizer que a Justiça não segue os preceitos garantistas.

 
Presidente da OAB-SP, Luiz Flávio DUrso afirmou não ter lido o artigo, mas discorda da tese defendida pelo ex-ministro:
Não acho que o Judiciário esteja patrocinando uma ação repressiva.



Intitulada Vigiar e punir ou participar e defender?, o artigo de Thomaz Bastos também cita o clamor da opinião pública como efeito perverso para a defesa da liberdade.

À sombra da legítima expectativa republicana de responsabilização, viceja um sentimento de desprezo pelos direitos e garantias fundamentais. O slogan do combate à impunidade a qualquer custo, quando exaltado pelo clamor de uma opinião popular que não conhece nuances, chega a agredir até mesmo o legítimo exercício da liberdade de defender a liberdade, função precípua do advogado criminalista, escreveu Thomaz Bastos no artigo.
 
Para Tânia Rangel, a sociedade é sempre a favor de direitos e garantias fundamentais, mas quando se fala nesses direitos e garantias para pessoas suspeitas de terem praticado um crime isso muda.

Já Podval diz que o artigo reflete um pouco a realidade, em um momento em que a magistratura está enfraquecida. Para ele, o Ministério Público se sobressai em muitos casos.

No entanto, critica o papel da Polícia Federal sob a gestão de Thomaz Bastos:
O engraçado é que essa discussão ganhou força no momento em que ele estava no governo, no comando do Ministério da Justiça. Naquele momento, a PF invadia escritórios de advocacia. Ações que podemos chamar também de publicitárias contra advogados.


Em corrente de e-mails, os advogados de réus do mensalão elogiaram o texto de Thomaz Bastos:
Dificilmente eu poderia encontrar uma maneira de dizer como ainda é possível acreditar no homem, na nossa luta, no Direito, enfim continuar acreditando que vale a pena,como mandando para vocês esse primoroso texto do Márcio. Creio que este texto deve ser repercutido nas seccionais, nos escritórios, nas nossas conversas, escreveu Antônio de Carlos Almeida Castro, o Kakay, advogado de Duda Mendonça.

José Carlos Dias, advogado de Kátia Rabello , ex-presidente do Banco Rural, disse: O texto do Márcio é magnífico. Deveria ser transformado num manifesto, numa carta dos advogados criminais.


O Globo 
Thomaz Bastos critica Justiça e diz que tendência repressiva passou dos limites

Extraído da área de comentários:   : 
26/12/2012 14:21 
ELZABRASILEIRA (Advogado Autônomo)

Quem legisla mostra seu caráter no seu trabalho.
Doutor Bastos... Sempre ouvi dizer que os colegas nunca devem promover sua "autodefesa", sob pena de fracassar em seu intento, chegando a passar por situação ridícula.

Como sua humilde colega e tendo obtido bons resultados em minha vida profissional -sempre respeitando os princípios vocacionais que me conduziram à carreira jurídica, sinto ter que dizer que colegas como o senhor -excepcionalmente bem sucedidos financeiramente, à custa do desrespeito ao interesse público, da manipulação das palavras e da desconsideração aos verdadeiros princípios de Justiça, me envergonham. 
 
Sei que tal declaração não lhe afetará de nenhuma maneira pois, quem age e pondera como o senhor o faz, demonstra que já perdeu TODO O CONTATO COM A REALIDADE e que deve considerar o dissenso com suas artimanhas como pura ignorância ou frustração... 
 
Por isso, lamento a perda do brilhante advogado que um dia este país viu, que provou, mais uma vez ser verdadeira a assertiva de que "o poder corrompe"...Feliz 2013 a todos os colegas.

dezembro 24, 2012

FELIZ NATAL

Todos os anos a esperança se renova no coração daqueles que acreditam que ainda possa existir um mundo melhor, 
no coração dos desesperançosos...
dos inacreditáveis...
dos que também acreditam, 
que o espírito do Natal ainda possa transformar pequenos sonhos em grandes realidades e que se faça presente sempre não só no coração, 
mas também na alma do ser humano.
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                              Cartões Virtuais,gifs e imagens- Rezinh@CDesigns

O 2012 DA GERENTONA/FARSANTE/FRENÉTICA/EXTRAORDINÁRIA DOS CANALHAS E DE UM POVO CRÉDULO E SETORES COM VÍCIOS. Um ano de metas furadas: da atividade à arrecadação

Ao mesmo tempo que ficará na História como o ano em que os juros caíram a um patamar nunca antes experimentado pelos brasileiros, 2012 também será lembrado por previsões frustradas na economia.

Se, de um lado, com os cortes da taxa básica (Selic) desde agosto de 2011, a União economizou US$ 40 bilhões com juros da dívida pública, de outro, o governo injetou na economia, com desonerações e outros incentivos, R$ 45 bilhões e, ainda assim, não conseguiu impulsionar a atividade.

O ano chega ao fim com crescimento de apenas 1%, mas o governo esperava entre 4,5% e 5%.

Outra frustração é a inflação - que deveria ser de 4,5% - e será de cerca de 5,7% no ano. Neste caso, a equipe econômica conta com a complacência dos economistas que lembram o estouro nos preços de commodities e a quebra de safra nos EUA. No caso do emprego, a meta de criar dois milhões de vagas formais não foi atingida: até novembro faltam 230 mil. Dezembro é historicamente um mês de queda na contratação. Em anos bons, são menos 350 mil. Em anos em que a economia vai mal, o déficit pode chegar a 600 mil.

Com a arrecadação em queda muito maior do que a esperada, o governo não poupará o prometido para pagar os juros da dívida. No início de novembro, a equipe econômica anunciou o que analistas dizem há meses: não cumpriria a meta integral de superávit primário de 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB, conjuntos de bens e serviços produzidos).

Se viu obrigada a recorrer, pela primeira vez na gestão de Dilma, ao expediente de abater os gastos com investimentos do Programa de Aceleração Econômica (PAC). Será preciso descontar algo em torno de R$ 25,6 bilhões e ainda assim há dúvidas se conseguirá a economia de R$ 139,8 bilhões prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Mas uma conjunção de fatores favoreceu o governo no campo fiscal. Juros em queda e alta do dólar fizeram com que a relação entre a dívida pública e o Produto Interno Bruto (PIB) ficasse no menor nível já visto no Brasil. A mesma sorte não tiveram os investimentos privados e públicos, que não decolaram. Obras como a Usina de Tapajós não saíram do papel.

O leilão dos aeroportos ficou para 2013.
O trem-bala também.
A previsão de crescimento da indústria se frustrou e o setor encolheu este ano. Nem mesmo os incentivos governamentais salvaram o ano da indústria.

- Capitalismo não funciona desse jeito, à base de incentivo, o empresário quer regras claras - afirmou um dos maiores críticos do governo e ex-diretor do BC Alexandre Schwartsman.

crise global, vilã do pibinho

Apática, a indústria não mostrou reação à invasão de importados. No entanto, os outros países não venderam para o Brasil o que o governo esperava. A balança comercial brasileira amargou queda tanto nas compras, quanto nas vendas. A meta de exportações foi esquecida pelo governo.

Para o economista Octavio de Barros, do Bradesco, a crise internacional tem três quartos da culpa do baixo crescimento. Na parcela restante estão fatores como seca no Nordeste, crise do Dnit, queda de produtividade da bacia de Campos, crise argentina que afetou manufaturados brasileiros, problemas com bancos pequenos e médios e com caminhões no início do ano. Ele acha que o crescimento da gestão Lula não se repetirá.

- O país precisa de novos vetores de crescimento mais relacionados à produtividade e à infraestrutura, que avançaram relativamente pouco nos anos anteriores - ponderou o economista. - Tem ficado cada vez mais claro que juros e câmbio não resolvem sozinhos os problemas de crescimento do Brasil.

"fazenda errou bastante"

Para o ex-diretor do Banco Central Carlos Thadeu de Freitas, o governo passou a ser mais realista muito perto do fim do ano. O BC, segundo ele, acertou em cheio. Mas a Fazenda parecia ter um timing diferente e errou bastante.

- Tentou se manter mais otimista, demonstrar mais confiança do que havia de fato. Isso não prejudica a confiança do mercado, que se baliza na condução da política monetária pelo BC, mas atrapalha a previsibilidade empresarial. Muitas companhias podem ter agido seguindo sinais da Fazenda - afirmou o economista Carlos Thadeu.

Para o ex-secretário de Política Econômica da Fazenda Júlio Gomes de Almeida, 2012 começou com um otimismo exagerado.

- Estamos passando por um processo de transição da economia. Com tudo o que foi feito, a gente deveria ver resultado e esse resultado deveria ser igual a maior crescimento - comentou ele.

Valente e Vivian Oswald O Globo

PARA REGISTRO ! NULIDADE : Congresso tem ano marcado por projetos irrelevantes e papelão. ANTRO DOS ADEPTOS DA POLITICALHA.


Do Congresso Nacional, pode se esperar de tudo e isso não é novidade. Mas 2012 ficará marcado como um dos anos mais frustrantes do Legislativo brasileiro:
 uma CPI desmoralizou o Parlamento, um senador foi cassado por envolvimento com uma quadrilha de contraventores, uma lista de projetos irrelevantes foi apresentada em profusão e a fanfarrice do presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), por pouco não provocou uma crise institucional com o Poder Judiciário.

Para finalizar, o Congresso fechou o ano sem conseguir aprovar o Orçamento da União para 2013 em tempos de crescimento econômico minúsculo.

Instalada para investigar as relações do bicheiro Carlinhos Cachoeira com parlamentares, a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que levava o nome do contraventor foi usada pelo PT para tentar atacar seus adversários e tentar tirar o foco do julgamento do mensalão.

Terminou sem relatório dos trabalhos e expondo o relator, o petista Odair Cunha (MG), ao ridículo, com o parecer rejeitado. O caso Cachoeira também culminou na cassação do mandato do senador goiano Demóstenes Torres.

CPI do Cachoeira:

No final do ano, nova trapalhada: o presidente da Câmara, Marco Maia, decidiu propor o enfrentamento com o Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar salvar os deputados mensaleiros condenados pela corte. No limite, chegou a deixar em aberto a possibilidade de manter os mensaleiros acampados no plenário da Casa já que a Polícia Federal não poderia entrar no local caso a prisão imediata deles fosse decretada.

Também no apagar das luzes do ano, o Congresso cogitou montar um insano cronograma para votar mais de 3.000 vetos presidenciais, parados há 12 anos, para conseguir analisar o veto da presidente Dilma Rousseff à nova "Lei de Royalties". Não deu certo e o resultado foi que, até agora, o Orçamento da União segue sem aprovação.

Projetos - Em busca de um novo nicho de mercado, o deputado Onofre Santo Agostini (PSD-SC), por exemplo, apresentou projeto para impor a bares e restaurantes a criação de cardápios com porções reduzidas para pacientes que foram operados para redução de estômago.

O parlamentar, claro, tenta fazer justiça:
é pouca comida, mas não desperdiça e tudo sai pela metade do preço.

Outro deputado, desta vez o catarinense Celso Maldaner, quer até restringir o cardápio. Não que ele esteja preocupado com a cirurgia bariátrica dos outros, mas quer que a administração pública seja obrigada a comprar apenas maçãs nacionais. Se a preferência for pela fruta estrangeira, a chance do consumidor seria torcer pela indisponibilidade nacional: única condição para o texto ser desrespeitado.

No Congresso brasileiro, existem os que querem acabar até mesmo com os brindes de restaurantes fast food. Sob o argumento de que os brinquedos podem criar uma lógica prejudicial de consumo e incentivar valores distorcidos, o senador Eduardo Amorim (PSC-SE) sugere o fim de mimos em alimentos que não sejam saudáveis, coibindo a alegria das crianças com palhacinhos, heróis de desenho animado e massinhas de modelar.

 Aparentemente tão inocentes quanto as lembrancinhas dos sanduíches, se depender da vontade parlamentar, as caixas de papelão também são alvo de extinção. O deputado Salvador Zimbaldi (PDT-SP) pretende proibir em todo o Brasil que supermercados e o comércio em geral entreguem a seus clientes caixas para transportar mercadorias.

O argumento é sanitário:
Zimbaldi diz que o formato dos recipientes acumula bactérias e insetos e representa um risco à saúde pública.

Para além das preocupações legais com os aspectos mais diversos da alimentação do povo brasileiro, deputados e senadores também parecem querer reverter, mesmo que de modo enviesado, a carga tributária nacional. Crítica unânime entre a população, os 14 impostos federais incidentes sobre a energia elétrica deveriam ser banidos, segundo a deputada Antônia Lúcia (PSC-AC).

Não para todo o Brasil, claro, mas apenas para o Acre, estado que elegeu a congressista. A justificativa é que a população acreana, essencialmente pobre, tem a conta de energia onerada em 40% só por causa dos impostos.

Entre os inúmeros projetos de lei que entopem os escaninhos do Congresso, sempre existiu quem pretende homenagear políticos, mortos célebres e figuras folclóricas. Depois de o ministro do Esporte, Aldo Rebelo (PCdoB), defender como deputado a criação do Dia do Saci, o deputado Lincoln Portela (PR-MG), pegando carona no Dia da Mulher, comemorado em 8 de março, quer instituir o Dia da Menina, em 11 de outubro.

Uma forma, segundo ele, de dar visibilidade às jovens em situação de vulnerabilidade.

Não para prestar homenagem, mas para garantir que o país nunca se esqueça do célebre julgamento dos mensaleiros no Supremo Tribunal Federal, o senador Mário Couto (PSDB-PA) arriscou propor a criação de uma data nacional: o Dia do Mensalão, a ser celebrado em 12 de novembro. A escolha, diz o paraense, é proposital: foi quando o STF confirmou pena de mais de dez anos de prisão ao ex-ministro da Casa Civil José Dirceu.

E, se há quem diga que, antes de morrer, todos devem escrever um livro, plantar uma árvore e ter um filho, uma parcela da meta estará, em parte, resolvida, se depender do deputado Onofre Santo Agostini (PSD-SC).

Ele apresentou à Câmara a inusitada proposta de decretar que a cada criança nascida, uma árvore deverá ser plantada. O documento não prevê exatamente quem deverá realizar o plantio – o estado, a família e até mesmo a própria pessoa, já que não estipula prazos. Ao menos não restringe o tipo de espécie e facilita a vida do cumpridor da lei ao oferecer gratuitamente a muda.

Em época de rigidez da Lei Seca – a multa por dirigir embriagado agora beira os dois mil reais, o deputado José Otávio Germano (PP-RS), antevendo que a presidente Dilma Rousseff sancionaria medidas mais duras para quem combina álcool e volante, encontrou uma solução um tanto prática.

Nem táxi, muito menos o tradicional “amigo da vez”:
para evitar surpresas, nada melhor do que ter o próprio bafômetro no carro. Com o equipamento obrigatório nos veículos, segundo a proposta, “em caso de consumo de bebida alcoólica, o próprio condutor poderia verificar se está ou não dentro dos limites da regulamentação”.

dezembro 21, 2012

"UTENSÍLIOS" DO CACHACHEIRO PARLAPATÃO BULIÇOSO, MAS 2012 É DA AMIGA "ÍNTIMA" : Rosemary, a mulher do ano



Nesses tempos de devoção às minorias, não é justo deixar de destacar a contribuição de Rosemary Noronha para a causa feminina.

O Brasil progressista explode de orgulho por ser governado por uma mulher que aliás deu a Rosemary sua chance de brilhar e não pode agora se esquecer de reverenciar mais uma expoente do gênero. Assim como Dilma, Rose chegou lá.

O fato de estar enrolada com a polícia é um detalhe.

Rose e Dilma escreveram seus nomes na história do Brasil por serem, ambas, utensílios de Lula. A finalidade de cada uma para o ex-presidente não vem ao caso. O que importa é que ambas funcionaram muito bem. Como se nota pelo ufanismo nacional em torno de Dilma, não se espera mais da mulher moderna opinião própria, autonomia e iniciativa. 

Basta botar um tailleur vermelho, um colar de pérolas e decorar suas falas.
E muito importante:
falar o mínimo, para errar pouco.
Até outro dia isso era piada entre Miguel Falabella e Marisa Orth (cala a boca, Magda!).
Hoje é sinal de poder.

O grande símbolo feminino brasileiro da atualidade, que desperta a admiração de Jane Fonda que tempos! não tinha feito nada de extraordinário na vida até ser levada pela mão do padrinho ao topo. O feminismo realmente mudou muito.

Lá chegando, seu maior mérito foi usar vestido e não ser o Lula (para os que não suportavam mais o ogro bravateiro), ou ser o Lula de vestido (para os que seguem venerando o filho do Brasil). Sem nenhum plano de governo, com um ministério fisiológico de cabo a rabo, sem um mísero ato de estadista em dois anos de mandato, Dilma se destaca por ser ou não ser Lula, dependendo do ponto de vista.

É a apoteose da nulidade, que o Brasil progressista e feminista consagra com aprovação recorde.

Diante desses novos valores, seria injusto não consagrar Rosemary também. A representante da Presidência da República em São Paulo fez exatamente o que Dilma fez em Brasília: cacifada por Lula, passou a reger o parasitismo do PT, cuidando da nomeação de companheiros e dando blindagem política às suas peripécias para sucção do Estado.

No caso de Dilma, a grande orquestra fisiológica foi desmoronando ao vivo, com nada menos que sete ministros nomeados (e protegidos até o fim) por ela caindo de podres, graças à ação da imprensa. A mulher-modelo de Jane Fonda ainda havia parido uma Erenice, a quem preparava para ser a dama de ferro de seu governo (Jane não pode imaginar o que seria isso) derrubada por fazer na Casa Civil algo muito parecido com as operações fantásticas de Rosemary.

Até o uso da Anac como balcão de negócios se repetiu. Por que só Dilma é ícone feminino, se Rosemary mostrou ser um prodígio da mesma escola?

Por algum mistério insondável, a Polícia Federal não fez escutas nos telefones de Rose, ou diz que não fez. As conversas da mulher que regia uma quadrilha grudada em Lula, se apresentando como sua namorada, e que tramou até sabotagem ao julgamento do mensalão o mesmo que Lula tentara com Gilmar Mendes não interessou aos investigadores.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que não havia motivos para grampear Rosemary uma suspeita que está impedida pela Justiça de sair de sua cidade. Esses ministros farsescos do PT podiam ao menos ser mais criativos. 


Mas não precisa, porque o Brasil engole qualquer coisa.

Marcos Valério disse que Lula teve despesas pagas pelo esquema do mensalão e autorizou operações bancárias do valerioduto. É comovente a desimportância atual dessas declarações. Lula é o líder de um projeto político montado para a permanência no poder a qualquer custo e essa fraude está exaustivamente demonstrada pelo mensalão, por Dirceu, Erenice, Palocci, Pimentel, aloprados, Rosemary e praticamente todo o estado-maior petista, tanto de Lula quanto de Dilma, flagrados em tráfico de influência para se aferrar ao poder na marra.

O que mais é preciso denunciar?

O eleitor brasileiro está brincando com fogo. 

Enquanto o desemprego estiver baixo, vai continuar afiançando a fraude que finge não ver. O país vai sendo empurrado com a barriga pelos fisiológicos e essa conta vai chegar. O governo desistiu de controlar a inflação, que vai se afastando da meta (apesar da mudança de cálculo que reduziu o índice).

A gastança pública é disfarçada com truques contábeis para esconder o déficit.

 A arrecadação brutal banca a farra dos companheiros, sem sobra para investimentos decentes e tome literatura de trem-bala e tarifas mentirosas de energia, que já multiplicam os apagões por manutenção precária.

Como se viu na funesta CPI do Cachoeira, a mafiosa Delta comandava o planejamento da infraestrutura terrestre.

Mas está tudo bem, e oito governadores podem ir de cara limpa prestigiar Lula e sua democracia de aluguel. 


Se este é o país que queremos, Rosemary é a mulher do ano.

GUILHERME FIUZA é escritor. 
O Globo

E NO brasil maravilha da "MUITO CAPACITADA"... FIM DE ANO E MAIS UM "PIBINHO" DA GERENTONA/FRENÉTICA/EXTRAORDINÁRIA DO GOVERNO DO CACHACHEIRO PARLAPATÃO. 2013 O "MUITO GERÚNDIO E POUCO VERBO" VIRÁ "REVIGORADO".


Desde que se sentou na cadeira presidencial, Dilma Rousseff vem prometendo entregar bons resultados ao país. Pelo segundo ano consecutivo, a presidente falha. Seu governo acena aos brasileiros com um "pibão grandão", mas nunca consegue realizar mais que pibinhos pequenininhos. É um futuro que nunca chega.

2012 termina com a economia exibindo seu pior desempenho desde a recessão de 2009. O Banco Central previu ontem que o pibinho deste ano será de 1%, revisando ainda mais para baixo a projeção anterior, o 1,6% outrora considerado "piada" pelo bufão Guido Mantega. Nada mal para quem começou o ano prometendo 4%...

Na média dos dois primeiros anos, o desempenho do atual governo chega a ser histórico. Desde Fernando Collor de Mello, 20 anos atrás, o país não ia tão mal num biênio. Nota-se que não é só na economia que a administração petista se assemelha àquela: recessão e corrupção males comuns às duas são.

Estes dois primeiros anos da atual gestão se notabilizaram pelo improviso e pela maneira errática de gestão do país, característica especialmente notável na economia. Os problemas persistem e suscitam no governo uma espécie de hiperativismo nervoso e impotente: para tudo há uma "solução" tão momentânea e fragmentada quanto insuficiente.

Já se perdeu a conta de quantos pacotes saíram do forno do Palácio do Planalto ou do Ministério da Fazenda (na quadra atual, os demais ministérios só são lembrados pelo que não conseguem fazer, com uma inação como há muito não se via...). Apenas nesta semana, foram mais dois. Os resultados, porém, nunca chegam.

Diante disso, opina O Estado de S.Paulo em editorial hoje: 
"O governo continua longe de for­mular políticas amplas, articuladas e de longo alcance para aumentar a efi­ciência nacional e permitir um cresci­mento mais firme por vários anos".

A boa-nova deste ano foi a admissão, por parte do governo do PT, de que o melhor para impulsionar a economia e aperfeiçoar as condições de infraestrutura do país são as privatizações. Assim foi com as ferrovias, os portos e, ontem, também com uma nova fornada de aeroportos. Conversão tardia, ainda que muito bem-vinda.

Infelizmente, mesmo nas medidas acertadas, o vezo estatizante continua presente. As medidas para o setor aéreo anunciadas ontem incluem a criação de mais uma estatal, a Infraero Serviços, e a disposição do governo de subsidiar passagens aéreas em rotas regionais de baixa demanda. Por que a conta tem sempre que sobrar para o contribuinte?

Se não tivermos perdido a conta, a Infraero Serviços deverá ser a 129ª estatal verde e amarela, a quarta criada por Dilma e a nona da era petista. É de se questionar também: para que enfiar de novo o Estado em mais uma atividade em que ele já se mostrou ineficiente?

O governo federal diz agora que irá bancar os investimentos na modernização e ampliação de 253 terminais regionais, além da construção de 17 aeroportos. Com o histórico que exibe no setor aeroportuário, em que todos os grandes terminais encontram-se saturados, custa crer que terá algum sucesso. Com a Infraero, então, menos provável ainda.

Mas não são apenas estes desacertos que a obra incompleta da presidente nos apresenta até agora. Sua gestão também flerta perigosamente com a inflação alta - que, segundo o Banco Central, irá desrespeitar a meta em todos os anos da atual gestão - e mantém atração fatal pela insegurança jurídica e pela quebra de regras e contratos, da qual o exemplo mais evidente é o salto no escuro no setor elétrico.

São, portanto, dois anos muito aquém do minimamente aceitável para quem foi vendida ao país como o suprassumo da excelência gerencial. A Dilma Rousseff que, como ministra e depois como candidata, passou anos rodando o país sobre palanques parece ainda não ter descido de lá. Governar bem que é bom, quase nada. A continuar assim, logo, logo ela vai ser apeada da cadeira onde não demonstrou, até agora, merecer sentar. 
 Fonte: Instituto Teotônio Vilela
Pibinhos pequenininhos

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As Cartas de Formulação esperam ter contribuído para a atuação e o posicionamento firme da oposição em 2012 e a formação da consciência crítica dos leitores. Faremos uma breve pausa a partir da próxima segunda-feira, voltando a circular em 14 de janeiro. Desejamos a todos que 2013 seja um ano azul.

Dívida pública federal atinge R$ 1,9 trilhão em novembro


A dívida pública federal chegou a R$ 1,965 trilhão em novembro uma alta de 1,1% com relação ao mês anterior, informou nesta sexta-feira o Tesouro Nacional. De acordo com o governo, contribuíram para o aumento da dívida despesas com pagamento de juros, que totalizaram R$ 16,55 bilhões, e as emissões de papéis bem acima dos resgates de títulos feitos pelo governo.

José Franco Morais, coordenador de operações da dívida pública, destacou que, durante o ano, houve uma melhoria na composição do estoque da dívida, com prazos de investimento mais longos e custos mais baixos. De acordo com ele, a dívida tem crescido, basicamente, devido ao pagamento de juros. Ele ressaltou também o aumento no número de investidores estrangeiro no estoque da dívida pública, que chegou ao recorde de 13,88% de participação sobre o total de títulos em novembro.

- O número de investidores não residentes tem aumentado gradualmente e irregularmente. Para o ano que vem, não sabemos se haverá aceleração, depende do que acontece no mercado internacional também - observou.

A expectativa do governo é que, no fechamento do ano, a dívida pública possa atingir até R$ 2,05 trilhões. Em 2011, ela subiu 10%, para R$ 1,86 trilhão. De acordo com Morais, no fechamento do ano, a dívida pode chegar a R$ 2 trilhões, ainda dentro dos limites definidos pelo governo, mas, em janeiro, deverá voltar a cair, devido ao número de títulos com previsão de vencimento no mês que vem.

- Se ultrapassar R$ 2 trilhões, será uma estatística de apenas um dia - disse.

Já o programa de compra de títulos da dívida pública por pessoas físicas, o Tesouro Direto, ganhou 3,9 mil participantes em setembro. Com isso, o total de investidores chegou a 325.624, o que representa um aumento de 19,74% em 12 meses. Ao todo, as vendas de títulos por meio do programa atingiram R$ 217,57 milhões no mês passado.

O Globo

Joaquim Barbosa rejeita prisão imediata de réus do mensalão

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, rejeitou nesta sexta-feira o pedido de prisão imediata dos condenados no julgamento do mensalão.

O pedido foi feito pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, na noite de quarta-feira. Gurgel queria que a prisão ocorresse antes mesmo do trânsito em julgado da ação, ou seja, antes da análise dos recursos que a defesa ainda pode apresentar. 

Como as atividades do tribunal foram encerradas na quarta para o recesso, a decisão foi tomada por Joaquim sem consulta aos demais ministros. O STF volta a funcionar plenamente apenas em fevereiro de 2013.

Duro nas condenações dos réus, havia o temor de que Joaquim pudesse determinar a prisão imediata. Assim, ao longo da semana, os advogados de alguns dos réus apresentaram petições para impedir que o pedido fosse analisado apenas por Joaquim. O objetivo seria levar a discussão ao plenário, se possível até mesmo na última sessão, realizada na quarta-feira. 

Mas como o pedido ainda não tinha sido feito no momento, essa possibilidade foi descartada. A jurisprudência do STF tem sido no sentido de prender apenas quando ocorrer o trânsito em julgado.

Em entrevista na quinta-feira, Joaquim deu, por vezes, sinais de que não mandaria os réus para a prisão agora. Mas em outros momentos indicou que poderia sim determinar prendê-los imediatamente.

Dos 37 réus do mensalão, 11 tiveram penas superiores a oito anos, o que leva ao regime fechado. Outros 11 pegaram mais de quatro anos, o que significa regime semiaberto. Três tiveram punições menores, o que permite a substituição por penas alternativas. 

O restante - 12 réus - conseguiu a absolvição.