"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

fevereiro 01, 2010

AINDA SOBRE A INFRAERO

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 Portal Terra
BRASÍLIA -
Investigações da Operação Caixa Preta da Polícia Federal (PF) apontam que ex-dirigentes da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) teriam recebido vantagens como dinheiro e apartamentos de luxo de empreiteiras que teriam supostamente sido beneficiadas em licitações fraudulentas para obras em dez aeroportos. 

Segundo a PF, teriam sido desviados R$ 991,8 milhões, entre 2003 e 2006. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Segundo a Polícia Federal, a ex-diretora de Engenharia da Infraero, Eleuza Lores, teria movimentado mais de R$ 2 milhões no período, valores muito superiores a sua renda mensal como funcionária pública. 

A ex-diretora mantinha ainda seis contas bancárias em bancos diferentes. Para a PF, o esquema de fraudes foi montado durante a gestão do ex-deputado e ex-senador Carlos Wilson, que faleceu em abril de 2009.

FRAUDE NO PAC DA CÉREBRO SEM FILTRO


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                                 Lúcio Vaz/Correio Braziliense
Estão maquiados os valores dos investimentos citados na cartilha PAC nos estados, divulgada no site da Presidência da República. 
 
Somando os recursos a serem aplicados em cada estado de 2007 até este ano, o total do país chega a R$ 672 bilhões. 
 
Mas esses números estão inflados. Na realidade, o valor dos investimentos não passa de R$ 566 bilhões - uma diferença de R$ 106 bilhões. 
 
Essa distorção ocorre porque, nos chamados empreendimentos regionais, que envolvem mais de uma unidade da Federação, o custo de uma obra é computado várias vezes, sendo registrado integralmente em cada um dos estados beneficiados.

A Ferrovia Transnordestina, por exemplo, que abrange quatro estados, tem orçamento de R$ 4,4 bilhões. Esse valor é repetido nas tabelas de Alagoas, Ceará, Pernambuco e Piauí. Com essa metodologia, o investimento total do PAC em Alagoas é de R$ 10,9 bilhões. 
 
Se fosse considerado apenas um quarto do valor da ferrovia para o estado, a quantia seria de R$ 6,5 bilhões. Já no Piauí, haveria uma redução de R$ 10 bilhões para R$ 5,6 bilhões. 
 
Somando os recursos descriminados nos quatro estados, a Transnordestina teria orçamento de R$ 17,6 bilhões.
 
O mesmo ocorre com as obras de Transposição do Rio São Francisco, com orçamento de R$ 2,9 bilhões no Eixo Norte e R$ 1,9 bilhão no Eixo Leste. 
O valor integral do Eixo Norte aparece nos obras regionais de Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. 
O valor do Eixo Leste está nas planilhas de Pernambuco e Paraíba. 
 
Na soma dos recursos destinados aos cinco estados, essa obra teria um orçamento total de R$ 15,4 bilhões. 
O governo federal pretende entregar o

Eixo Leste, com 220km, no fim deste ano. Já a construção de 402km de canais do Eixo Norte estará pronta somente em dezembro de 2014.

A Transnordestina está entre os maiores empreendimentos regionais. 
Terá 1.728km de construção no Piauí, no Ceará e em Pernambuco, interligando os portos de Pecém (CE) e Suape (PE), mais 550km de reconstrução em Alagoas e Pernambuco. 
O governo pretendia entregar a obra no fim deste ano, mas agora a conclusão está prevista para setembro de 2011. 
 
A parte mais adiantada é o trecho entre Missão Velha (CE) e Salgueiro (PE), com 96km, onde já foram executados 93% do projeto. 
Na parte de reconstrução, ligando Cabo (PE) a Porto Real (AL), o índice chega a 80%. 
Num trecho recém-iniciado, entre Salgueiro e Trindade (PE), com 163km, foram feitos apenas 7% da infraestrutura prevista.

Entre as grandes obras, aparecem cinco concessões de rodovias federais, no valor total de R$ 18,3 bilhões. 
A concessão da BR-040, que se estende por Goiás, Distrito Federal e Minas Gerais, no valor de R$ 2,9 bilhões, ainda está na fase de %u201Cação preparatória%u201D. 
 
Já foram concluídas as concessões nas BRs 116, 101 e 381, beneficiando os estados do Paraná, de São Paulo, Minas e Santa Catarina.

Comparação

A Casa Civil não quis comentar os números apresentados pelo Correio que apontam um acréscimo de R$ 106 bilhões nos estados. Preferiu fazer uma comparação com o valor total de investimentos apresentados no oitavo balanço do PAC.
 
Disse que a diferença entre os valores somados dos cadernos estaduais (R$ 566 bilhões) e o valor total, de R$ 635 bilhões, "deve-se à não inclusão dos empreendimentos nacionais, sem localização específica, nas cartilhas estaduais. 
 
Estes podem ser visualizados nos mapas ou nos slides específicos dos balanços quadrimestrais".

Segundo a coordenação do PAC, esses empreendimentos são aqueles cujo impacto não fica restrito aos limites geográficos das unidades federativas ou das regiões. 
 
São os casos, por exemplo, das plantas de biodiesel e etanol, sondas de perfuração e das novas descobertas de áreas de exploração de petróleo e gás natural. 
 
E, ainda, dos investimentos em planos nacionais e alguns mecanismos de controle e fiscalização em rodovias federais.

EMPREITEIRAS E GOVERNOS "CRESCIMENTO GARANTIDO"

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A empreiteira Delta Construções se transformou no ano passado na maior recebedora de recursos do governo federal. Em 2009, a construtora recebeu R$ 720,1 milhões, quase o dobro de 2008 e 1.957% a mais do que no primeiro ano do governo Lula, 2003, informa reportagem de Dimmi Amora publicada neste domingo na Folha.
Segundo a reportagem, o faturamento da empreiteira passou de R$ 251,7 milhões, em 2002 (último ano do governo FHC), para R$ 1,3 bilhão em 2008.
Em sete anos, já são R$ 2 bilhões pagos à empresa só pela União. Os dados são do Siafi (Sistema de Administração Financeira) e foram obtidos pela ONG Contas Abertas.

A construtora também fez doações nas eleições de 2004 para políticos de diversos partidos, entre eles o PT, o PMDB e ao PL (hoje PR).
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A Delta Construções disse que o crescimento do seu faturamento deve ao aumento de investimentos do governo federal na área de transportes públicos, que teriam crescido quatro vezes.

OPORTUNISMO ELEITORAL - COISA DE PTRALHA

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Dessa corja de gente que não presta, não se pode esperar uma conduta decente , decência, taí uma coisa que os ptralhas não tem.
Agora vão usar os efeitos da força da natureza para obter ganhos eleitorais. 
Camuflados de preocupados com os transtornos e tragédias, e usando de oportunismo nos sofrimentos dos atingidos, se apresentam como salvadores , com promessas de que no "futuro" será diferente.
É a política do me engana que eu gosto em curso.

VERA ROSA E ANA PAULA SCINOCCA
Agencia Estado
BRASÍLIA -
A campanha presidencial da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, vai aproveitar os estragos provocados pelas chuvas em São Paulo para tentar desconstruir a imagem de bom administrador do governador José Serra, pré-candidato do PSDB ao Palácio do Planalto.

No governo e na cúpula do PT, a convicção é de que o grande embate entre Dilma e Serra será em torno da capacidade de dirigir o País. 
A ideia dos petistas é usar o lançamento da segunda edição do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em março, para apresentar o projeto de combate às enchentes e, a partir daí, chamar Serra para a briga nessa seara.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está convencido de que o PSDB fará de tudo para colar em Dilma o carimbo de candidata sem experiência administrativa e, em seu governo, a pecha de patrocinador da "gastança" e do inchaço da máquina pública.

A contraofensiva, porém, já está em curso:
na Esplanada, a área econômica começou a levantar números e a produzir estudos para provar que a maior despesa dos dois mandatos de Lula tem sido com o pagamento de benefícios sociais, como os destinados ao Bolsa-Família, às aposentadorias e ao seguro-desemprego.

É na outra frente de batalha - o debate sobre a capacidade de administrar - que o PAC entrará em cena. 
Embora apenas um terço da verba destinada ao primeiro programa tenha sido executada, o governo lançará o PAC 2 com a promessa de contribuir para a solução das enchentes. 
Detalhe: 
a vigência do PAC 2 é de 2011 a 2015. 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
P  A C /2
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janeiro 31, 2010

A CÉREBRO SEM FILTRO E O SEM VERGONHA -

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Yala Sena, Portal Terra
TERESINA -
O ex-ministro e deputado cassado José Dirceu afirmou neste domingo, em Parnaíba (PI), que o PT prioriza a candidatura do deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) para o governo de São Paulo. Segundo ele, a decisão deve sair nos próximos dias.

"Se ele (Ciro) sair candidato a Presidência, e não for ao governo do São Paulo, vamos lançar o senador (Aloizio) Mercadante (PT-SP)", afirmou.

Dirceu afirmou também que a candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, é "irreversível". Convidado especial para participar da caravana dos 30 anos do PT no Piauí, Dirceu disse que a eleição de Dilma será o terceiro mandato de Lula e mandou um recado para os adversários: "eles vão ter que nos engolir".

"Já que o Lula não pode exercer o terceiro mandato. Vamos dar o terceiro mandado a Dilma Rousseff", afirmou.

EM DAVOS - SÓ FALTOU O PARLAPATÃO

 Depois que a Elite Financeira do Primeiro Mundo, EUA, Europa e Japão, desfilaram em suas limusines e bebericaram  Champagne Francês, e forjaram discutir problemas que assolam o Planeta . CONCLUIRAM : 
Associated Press
DAVOS - 
O maior encontro mundial de líderes empresariais e governamentais fechou as portas neste domingo, 31, com um amplo acordo de que uma frágil recuperação está em curso, mas sem consenso sobre o que irá sustentar o crescimento do emprego e evitar outro derretimento da economia mundial.

Em um grupo de grandes egos e muitas figuras poderosas participantes do Fórum Econômico Mundial, houve até alguma humildade e a percepção de que a superação da crise financeira global é um território desconhecido.

O encontro de cerca de 2.500 vips nessa estância suíça teve muitos debates inspirados sobre como mais regulação é necessária para o setor financeiro, como atacar o desemprego global e a busca de formas para garantir que a recuperação nascente seja mantida em 2010.

O presidente do Deutsche Bank, Josef Ackermann, afirmou que o pior da crise já havia sido administrado "com razoável sucesso", porém os tomadores de decisão teriam agora uma escolha difícil:

"Nós devemos nos arriscar mais em busca de uma força criativa para o crescimento, ou nós devemos focar em segurança?"

Peter Sands, CEO do Britain's Standard Chartered Bank, disse que o balanço adequado deve se ancorar "entre construir um sistema bancário mais seguro e um sistema financeiro que possa suportar uma dose de dinamismo e criatividade".

"Erre por um lado e teremos o risco de uma nova crise, erre pelo outro e vamos enfraquecer a retomada e reduzir as chances de criarmos novos empregos", disse. Sands também afirmou que todos devem ter "um grau de humildade sobre o que nós sabemos atualmente e o quão confiantes podemos ser".
 Conlusão final : N A D A 

COTURNO NOTURNO - DESCAMUFLA PESQUISA VOX POPULI

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 ACESSE :

INFRAERO R$991,8 MILHÕES-SUPERFATURADOS(ROUBADOS)


A Polícia Federal apontou superfaturamento de R$ 991,8 milhões nas obras de dez aeroportos administrados pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) - Corumbá, Congonhas, Guarulhos, Brasília, Goiânia, Cuiabá, Macapá, Uberlândia, Vitória e Santos Dumont.
Todas as obras foram contratadas durante o primeiro mandato do governo Luiz Inácio Lula da Silva, entre 2003 e 2006.

Relatório final da Operação Caixa Preta sustenta que o desvio é resultado de um esquema de fraudes em licitações arquitetado pela cúpula da estatal na administração Carlos Wilson, que presidiu a Infraero naquele período.

Ex-deputado, ex-senador e ex-governador de Pernambuco (1990),
Carlos Wilson foi filiado à antiga Arena, ao PMDB, ao PSDB e, por último, ao PT.

Ele morreu em abril de 2009, aos 59 anos, vítima de câncer.

Os principais assessores de Wilson no comando da Infraero foram enquadrados pela PF: Josefina Valle de Oliveira Pinha, ex-advogada-geral do Senado que exerceu a função de superintendente jurídica da estatal; Adenahuer Figueira Nunes, ex-diretor financeiro, e Eleuza Lores, ex-diretora de engenharia
o indiciamento de Eleuza foi suspenso pelo Superior Tribunal de Justiça.

DOAÇÃO OCULTA OU CURRUPÇÃO?

caixadois
A cerca de nove meses das eleições, o Tribunal Superior Eleitoral deixou claro que pretende endurecer as regras de financiamento de campanhas.   

Para atender a esta finalidade, a corte concebeu um conjunto de normas inovadoras, todas elas previstas em resolução que tem como objetivo regulamentar as doações para candidatos e partidos políticos no pleito deste ano. 

O pacote, que ainda precisa ser votado no plenário do próprio tribunal, inclui iniciativas como o estabelecimento de um teto menor de gastos nas campanhas, a redução do prazo para a entrega das prestações de contas dos candidatos e o estímulo às pequenas doações por meio da internet.   

Mas o destaque fica por conta da obrigatoriedade de identificação da fonte do dinheiro repassado aos candidatos pelos comitês partidários.   

A chamada doação oculta é a verdadeira caixa-preta do modelo atual. Como forma de evitar associações diretas com candidatos específicos, parte das grandes empresas tem preferido doar substanciais quantias para os comitês, deixando para tais instâncias a responsabilidade de destinar o dinheiro para o candidato. 

Assim, nas relações de receitas encaminhadas ao TSE, entre uma e outra doação, em geral de menor porte, identificada, a origem de grandes quantias era explicada, simplesmente, como repasses dos comitês.   

É esta questionável prática o alvo principal das alterações que a Justiça Eleitoral tenta viabilizar. 

É evidente que a ação do TSE, ainda que um esforço louvável no sentido de proteger a esfera política do sequestro por interesses privados, é uma resposta tardia aos escândalos de caixa 2 que macularam o jogo do poder no país recentemente.   

A contabilidade paralela se tornou uma prática tão difundida e alheia a colorações partidárias que muitos líderes políticos admitem nos bastidores que, se não a fizerem, perderão competitividade nas eleições.

"CUMPANHÊRO" EM APUROS

http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/images/LulaChavezAtoLacerdaEfe.jpg
Agência Brasil
BRASÍLIA -
A crise política, econômica e social na Venezuela é observada com preocupação e cautela pelos negociadores brasileiros. 

A orientação no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é para que todos os setores se preparem para ampliar o apoio ao país vizinho e assim evitar o agravamento das tensões. 

O objetivo é conter o risco de desagregação e desmantelamento das instituições no governo do presidente Hugo Chávez.

Analistas internacionais avaliam que, sob pressão, a tendência é de Chávez
intensificar sua campanha anti-Estados Unidos na tentativa de reduzir o foco das atenções sobre os problemas internos da Venezuela e buscar responsáveis externos para a crise. 

Porém, o governo brasileiro evitará conflitos e oficialmente afirmará que as questões do presidente venezuelano são de ordem interna.