"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

maio 20, 2013

Se boato sobre o fim do Bolsa Família é criminoso, PT precisa explicar “privatização da Petrobras”


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Dois pesos – Um boato sobre o fim do programa Bolsa Família, no final de semana, mostrou a verdadeira essência do programa assistencialista de um governo que vive escorado na mentira da pirotecnia oficial. 
No rastro da falsa informação de que o programa disponibilizara um pagamento extra por causa da vista do papa e da Copa das Confederações, beneficiários correram aos terminais da Caixa Econômica Federal em doze estados para sacar o dinheiro.

A situação agravou-se quando passou a circular o boato de que o Bolsa Família seria suspenso. Pessoas se amontoaram diante dos caixas eletrônicos e deixaram evidente que o pagamento do benefício foge das premissas iniciais, mas serve para manter em fase crescente o curral eleitoral do Partido dos Trabalhadores.

Há muito enfrentando o fantasma da incompetência, o governo tratou de desmentir a informação com celeridade, mas na manhã desta segunda-feira (20) o oportunismo oficial entrou em cena. Horas depois de o ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, afirmar que a Polícia Federal investigará o caso e os eventuais culpados serão punidos, a ministra da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Maria do Rosário, postou em seu microblog a informação de que o boato partiu da oposição, que, segundo ela, quer desestabilizar o País.

Maria do Rosário abusou da irresponsabilidade ao fazer tal afirmação, pois a PF ainda não entrou em cena para apurar o nascedouro da boataria, sendo que os culpados devem, sim, ser responsabilizados dentro do que determina a legislação vigente. O que não se pode é aceitar “achismos” por parte de um integrante do governo, pois se achar for a ordem o PT já deveria ter sido extinto. Isso mostra a total incapacidade da petista gaúcha Maria do Rosário para ocupar um cargo na Esplanada dos Ministérios.

A presidente Dilma Rousseff, que parece viver em permanente inferno astral político, classificou o episódio como “criminoso”. Durante evento no porto pernambucano de Ipojuca, Dilma disparou: “É algo absurdamente desumano o autor desse boato. Além de desumano, é criminoso”.

Preocupados com a fragilidade cada vez maior do governo, os palacianos saíram atirando para todos os lados, na tentativa de evitar o pior. Como afirmamos acima, o episódio deve ser investigado, mas se na opinião dos inquilinos do Palácio do Planalto trata-se de um ato criminoso, que alguém do governo ou do PT explique como classificar o boato de que os tucanos, se vencessem a eleição presidencial de 2006, privatizariam a Petrobras.

Fato é que o PT adora destilar sua peçonha covarde e criminosa na direção dos adversários, mas sequer admite a hipótese de provar do próprio veneno. E quando isso acontece, a culpa é da oposição. 
Há muito que o Brasil não vivia um período de tamanha degradação na seara política. 

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