O esquema de carros de luxo desmontado, na última sexta-feira, pela Polícia Federal (PF), no Rio de Janeiro, queria se infiltrar em negócios públicos, além de atuar no ramo de jogos de azar.
O grupo preso durante a Operação Black Ops importava veículos usados dos Estados Unidos para vender como novos no Brasil e lavar o dinheiro da movimentação de caça-níqueis.
Entre as pessoas que adquiriram os veículos estão Jogadores de futebol,e artistas , como o cantor Latino, que teve um Porsche apreendido no domingo. Na sexta-feira, a PF havia recolhido um outro carro do músico. Dois dos 28 automóveis levados pelos policiais estavam em Brasília.
Durante as investigações, iniciadas em abril do ano passado, a PF descobriu que a quadrilha tinha a intenção de fazer negócios com a administração pública, iniciando pela cidade turística de Búzios (RJ), onde o grupo tinha um lobista, que já ocupou cargo eletivo no estado.
Um dos ramos em vista era a construção civil, setor em que o israelense Yoram El Al também atuava no Rio, cidade onde passou a morar depois de ter fugido de seu país.
Considerado como um dos integrantes da máfia conhecida por Albergil Family em Israel, Yoram, o cabeça da quadrilha desmantelada no Brasil, ainda fazia corretagem de imóveis na Barra da Tijuca (RJ).
A PF não informou se o negócio em Búzios foi concretizado.
Ontem, foi iniciado o balanço das apreensões realizadas nos estados e no Distrito Federal. Treze pessoas foram presas durante a operação e responderão por contrabando, sonegação de impostos, comércio ilegal de pedras preciosas, evasão de divisas, entre outros crimes.
Quem adquiriu os carros será processado administrativamente e criminalmente, segundo a PF, até que demonstre que comprou os veículos de boa-fé.
"O grau de conhecimento da pessoa, ou seja, se ela sabia ou não que era um negócio ilegal, vai variar de acordo com o preço do carro", diz uma investigadora que participou da Operação Black Ops.
"Temos caso em que um cidadão ligou para a delegacia perguntando se ele deveria devolver o carro", acrescenta a policial, explicando que o autor da ligação havia adquirido o veículo em uma das empresas investigadas.
Até agora, a PF apreendeu 28 carros importados ilegalmente dos Estados Unidos. Pela legislação brasileira, apenas automóveis novos podem entrar no Brasil. Caso contrário, a operação é considerada contrabando, envolvendo, assim, sonegação de impostos.
Investigadores da corporação buscam mais 39 veículos.
No Distrito Federal, a PF reteve um Infinit G37 e um Mercedes Benz E-63 pertencentes a empresários e que estavam no Sudoeste e no Lago Sul.
"Ao todo, investigamos 103 veículos, mas as apreensões serão só de 67", observa a policial.
Edson Luiz Correio Braziliense
O grupo preso durante a Operação Black Ops importava veículos usados dos Estados Unidos para vender como novos no Brasil e lavar o dinheiro da movimentação de caça-níqueis.
Entre as pessoas que adquiriram os veículos estão Jogadores de futebol,e artistas , como o cantor Latino, que teve um Porsche apreendido no domingo. Na sexta-feira, a PF havia recolhido um outro carro do músico. Dois dos 28 automóveis levados pelos policiais estavam em Brasília.
Durante as investigações, iniciadas em abril do ano passado, a PF descobriu que a quadrilha tinha a intenção de fazer negócios com a administração pública, iniciando pela cidade turística de Búzios (RJ), onde o grupo tinha um lobista, que já ocupou cargo eletivo no estado.
Um dos ramos em vista era a construção civil, setor em que o israelense Yoram El Al também atuava no Rio, cidade onde passou a morar depois de ter fugido de seu país.
Considerado como um dos integrantes da máfia conhecida por Albergil Family em Israel, Yoram, o cabeça da quadrilha desmantelada no Brasil, ainda fazia corretagem de imóveis na Barra da Tijuca (RJ).
A PF não informou se o negócio em Búzios foi concretizado.
Ontem, foi iniciado o balanço das apreensões realizadas nos estados e no Distrito Federal. Treze pessoas foram presas durante a operação e responderão por contrabando, sonegação de impostos, comércio ilegal de pedras preciosas, evasão de divisas, entre outros crimes.
Quem adquiriu os carros será processado administrativamente e criminalmente, segundo a PF, até que demonstre que comprou os veículos de boa-fé.
"O grau de conhecimento da pessoa, ou seja, se ela sabia ou não que era um negócio ilegal, vai variar de acordo com o preço do carro", diz uma investigadora que participou da Operação Black Ops.
"Temos caso em que um cidadão ligou para a delegacia perguntando se ele deveria devolver o carro", acrescenta a policial, explicando que o autor da ligação havia adquirido o veículo em uma das empresas investigadas.
Até agora, a PF apreendeu 28 carros importados ilegalmente dos Estados Unidos. Pela legislação brasileira, apenas automóveis novos podem entrar no Brasil. Caso contrário, a operação é considerada contrabando, envolvendo, assim, sonegação de impostos.
Investigadores da corporação buscam mais 39 veículos.
No Distrito Federal, a PF reteve um Infinit G37 e um Mercedes Benz E-63 pertencentes a empresários e que estavam no Sudoeste e no Lago Sul.
"Ao todo, investigamos 103 veículos, mas as apreensões serão só de 67", observa a policial.
Edson Luiz Correio Braziliense
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