"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

abril 06, 2011

VELHO FEUDO POLÍTICO : TEMER AVALIZOU TRÊS PRESIDENTES DO PORTO DE SANTOS.

A criação da Secretaria Especial de Portos, em 2007, marcou o início do domínio do PSB no setor, sob comando dos irmãos Ciro e Cid Gomes. Antes, o cobiçado Porto de Santos era loteado entre o PR (antigo PL) e o PT.

Em 2003, os dois partidos viram a chance de desmontar a influência, de quase uma década, do PMDB de Michel Temer na Companhia de Docas do Estado de São Paulo (Codesp).


Nos últimos anos, o porto voltou a ser superavitário, com lucro de cerca de R$100 milhões em 2010 e uma movimentação recorde de 96 milhões de toneladas. Com a presidente Dilma Rousseff, a Secretaria de Portos permaneceu com o PSB e passou das mãos de Pedro Brito para o ex-prefeito de Sobral Leônidas Cristino.

A chamada "porteira fechada" do PSB levou à queda em 2007 de quatro diretores da Codesp apadrinhados por Telma de Souza (PT-SP), Paulo Frateschi (PT-SP), Vicente Cascione (PTB-SP) e Valdemar Costa Neto (PR-SP). Assumiram quatro técnicos de carreira ou ligados a Brito e Ciro.


Antes do governo Lula, a Codesp era vista como território de Temer, que avalizou três presidentes: Marcelo Azeredo (1995-1998), Paulo Fernandes do Carmo (1998-1999) e Wagner Rossi (1999-2000).
Os dois primeiros são investigados pelo Ministério Público por prejuízos em renegociações de dívidas, mudanças contratuais e irregularidades em licitações.

(Leila Suwwan)

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