"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

dezembro 28, 2009

MAIS CANDIDATOS AOS "MENSALÕES"


Brasil pode chegar a 58 legendas se nanicos obtiverem registro .
Maior dificuldade, entretanto, é obter 468 mil assinaturas de apoio por todo o País
Moacir Assunção

Nada de somente PT, PSDB ou PMDB.
No futuro, eleitores mais à direita poderão votar no Movimento Integralista Brasileiro (MIB), os que preferem a esquerda terão a possibilidade de optar pela Liga Bolchevique Internacionalista (LBI) ou pelo Partido Comunista Revolucionário (PCR). 
Os de espírito mais alternativo poderão depositar suas esperanças no Partido Pirata. 

Se o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovar a fundação das novas legendas, o Brasil pode chegar a 58 partidos ante os 27 que existem atualmente. 
Trinta e uma novas agremiações aguardam a oportunidade de se tornar partidos.

A questão, para o eleitor, será descobrir quem, dentro dessa sopa de letrinhas, tem propósitos de realmente representar setores da sociedade. 


E quem pretende apenas vender seu espaço na TV e no rádio para partidos maiores ou se tornar "língua de aluguel", encarregando-se de atacar rivais na defesa de interesses de terceiros, em troca de cargos ou dinheiro.

Os cientistas políticos demonstram inconformismo diante da ideia de fundar novos partidos. "Isso confunde mais ainda o eleitor. 


Hoje, já temos um número exagerado de legendas, o que distorce o debate eleitoral e dá margem para todo tipo de negociações espúrias", argumenta o professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Marco Antonio Teixeira.

O conselheiro político do Movimento Voto Consciente, Humberto Dantas, concorda com Teixeira. 

"Do ponto de vista puro, parece lógico que a sociedade seja representada nos partidos, na prática não é isso que ocorre. 

Muitos surgem para reforçar o fisiologismo e a partilha de recursos do Fundo Partidário", critica.

Carlos Melo, do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), é ainda mais incisivo. "Mesmo os atuais partidos, que já são muitos, não representam mais ninguém. Na prática, como na maior parte dos países democráticos, no Brasil há duas ou três grandes legendas, em torno das quais gravitam todas as demais", diz.

Os novos partidos que venham a conseguir registro terão direito a dividir uma média anual de R$ 140 milhões do Fundo Partidário dinheiro que é repassado às legendas e dispor de cerca de 5 minutos de TV e rádio por semestre para explicar suas propostas.

 Veja Mais : AQU   

Mais concorrência para os já participantes das corrupções(mensalões), cujo número de siglas  já chegam a 12, ou seja, 44% de todos os partidos polícos registrados no TSE.
Nos três esquemas (até agora)

“mensalão da base aliada ou petista”, 
“mensalão mineiro ou tucano”, e “mensalão de Brasília ou do DEM” 

Já tiveram os nomes citados nos inquéritos dos mensalões, por aparente envolvimento de integrantes das siglas, os partidos dos Trabalhadores (PT), 
Social Democracia Brasileira (PSDB), 
Democratas (DEM), 
Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), 
Popular Socialista (PPS), 
Trabalhista Brasileiro (PTB), 
República (PR),
Socialista Brasileiro (PSB), 
Trabalhista Cristão (PTC), 
Republicano Progressista (PRP), 
Social Cristão (PSC) e Progressista (PP).