"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

novembro 26, 2010

NOSSO FUTURO.

FELIZ NATAL E MARAVILHOSO 2011

Terminou mais uma batalha.
A guerra continua.
A MANUTENÇÃO DA INTEGRIDADE E DA SOBERANIA NACIONAIS bem como o FORTALECIMENTO DAS FORÇAS ARMADAS, para garanti-las, continuam atuais e bem presentes como nossos objetivos fundamentais..


Durante 19 anos, completados em 17 de outubro, estivemos na linha de frente na luta pelo respeito aos DIREITOS HUMANOS, sempre apanágio da vida política brasileira.
Esta luta foi e será travada no campo da ética política e não da demagogia, que divide, amesquinha e cria o ódio entre os homens.

O Brasil é e será dos brasileiros e não a soma de homens que se diferenciam pela cor da pele ou de sua origem.
As Forças Armadas Brasileiras nunca foram castas ou fizeram diferenças entre aqueles que vestem fardas.


O brasileiro de origem indígena é um brasileiro.
A mulher que as serve é uma brasileira e não se procura saber se seus avós foram ciganos, judeus, italianos, alemães, etc.

Fomos criados para a defesa da DEMOCRACIA, do respeito às leis, da seleção pelo mérito e pelo desenvolvimento do nosso País em benefício do todo.
Combatemos, com todo empenho, a corrupção, o domínio do Poder por partido político que o quer para benefício de grupos e não da Nação.

Estivemos na linha de frente no combate contra a MENTIRA e pela supremacia da VERDADE.
Talvez seja a MENTIRA o maior perigo que ameaça a sociedade brasileira atual.
Vivemos uma falsa democracia, pois nunca se mentiu tanto, nunca as eleições que hoje se praticam entre nós foram tocadas somente à base do dinheiro.


Nunca a lei foi tanto descumprida, começando pela prepotência do presidente da república. Neste combate, chegamos a enviar mais de 350.000 mensagens/MÊS, buscando alertar o nosso povo do perigo que corremos. Aguardemos a nova legislatura.

Parece, numa ligeira observação, que estamos numa situação muito pior. Oposição fraca e desvalida, e temerosa, enfrentando uma maioria arrogante e corrupta, conquistada pela compra de votos com bolsas-esmola.

E agora, o que fazer?
Temos que continuar firmes.
A VERDADE HISTÓRICA começa a aparecer.

A esquerda continua no propósito de instalar uma ditadura no País à moda Cuba ou à cópia do chavismo.
A América Latina é a noiva da esquerda.
Estamos nos isolando do mundo democrático e nos aproximando de ditaduras, de apoio aos que não respeitam os direitos humanos e pela primeira vez vimos o Poder Executivo considerar a oposição como inimiga e não adversária, por isso que sem esta não existe democracia.


O resultado é que chegamos ao final do ano de 2010 com o Brasil dividido em duas facções: Brasil pobre e Brasil rico; Brasil branco e Brasil caboclo; Brasil que trabalha e Brasil que vive sem fazer nada.
Com tristeza vemos não mais o brasileiro e sim, o preto, o branco e o índio.


Assistimos à esquerda caolha avançar com um PNDH – 3, negando e avançando, mentindo e enganando e os poderosos do dinheiro derramando-o na ilusão de que serão salvos, quando foram, em todas as partes do mundo, os primeiros a serem levados ao “paredon”.

Vamos observar.
Vamos ficar na estacada.
Vamos continuar a defender a Democracia.
Não esqueçam o que disse um ex esquerdista de 1964:

“Se as esquerdas tomassem o poder, haveria, provavelmente, a resistência das direitas e poderia acontecer um confronto de grandes proporções no Brasil – disse-o Daniel Aarão Reis, professor de História da UFF e ex-guerrilheiro do Movimento Revolucionário Oito de Outubro (MR-8). -

Pior, haveria o que há sempre nesses processos e no coroamento deles:
FUZILAMENTO E CABEÇAS CORTADAS”.

Publicada em: 25/11/2010
Estamos Vivos!
Grupo Guararapes! Personalidade Jurídica sob reg. Nº 12 58 93, Cartório do 1º registro de títulos e documentos, em Fortaleza.

AYRES BRITTO : PODER JUDICIÁRIO É A MAIOR AMEAÇA À LIBERDADE DE IMPRENSA.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Ayres Britto afirmou nesta sexta-feira (26) que o poder Judiciário é a maior ameaça à liberdade de imprensa no país.

Para Ayres Britto, há “nichos” no Judiciário que não se adaptaram a mudanças resultantes de decisões recentes do STF, como a revogação, em maio de 2009, de toda a Lei de Imprensa, criada no regime militar (1964-1985) e que previa ações como censura e apreensão de publicações.

“O poder Judiciário está aturdido e hoje é a maior ameaça à liberdade de imprensa, nos demonstrando tristemente que é muito difícil enterrar idéias mortas”, afirmou Ayres Britto, em seminário sobre liberdade de imprensa promovido pela TV Cultura em São Paulo.

O ministro disse que há setores no mundo jurídico que também não compreenderam o “segundo recado” sobre o tema dado pelo STF: a liberação, em setembro, do humor nas eleições, derrubando proibição que constava da lei eleitoral desde 1997.

“Estamos em outros tempos, e quem não compreender isso não tem futuro”, disse Ayres Britto.
O ministro do STF fez uma enfática defesa da liberdade de imprensa no país, princípio que afirmou estar plenamente garantido pela Constituição.

“Não há censura, nem o Poder Judiciário pode com previedade estipular o que a imprensa pode dizer. [..] Isso é rechaçado pela Constituição”, afirmou o ministro, em referência indireta a decisões recentes pelo país que vetaram de antemão a publicação de informações pela mídia.

Um exemplo dessas decisões foi a censura imposta pela Justiça ao jornal "O Estado de S. Paulo" na publicação de reportagens sobre a Operação Faktor, da Polícia Federal, que envolve Fernando Sarney, empresário e filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Para Britto, a Constituição é a única lei no país a conformar as regras jurídicas da liberdade de imprensa.

Apenas temas que não são “nuclearmente” relacionados à liberdade de imprensa, como direito de resposta e participação de estrangeiros na mídia nacional, podem ser objeto de leis, disse o ministro.

Ayres Britto destacou ainda o papel da imprensa na formação da opinião pública.

“A imprensa é o espaço do pensamento crítico, não do pensamento leviano, açodado. Pensamento elaborado, racionalmente urdido e exposto. Tem compromisso com a essência das coisas, com a verdade. A imprensa é irmã siamesa da democracia”, disse o ministro, um dos mais aplaudidos durante o encontro em São Paulo.

Thiago Guimarães Do G1, em São Paulo

O (P)ARTIDO (T) ORPE E SUA OBSESSÃO PELA OBSCURIDADE.

Para tentar reduzir a taxa de juros no governo Dilma Rousseff, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, quer esvaziar o índice de inflação excluindo do cálculo todos os alimentos e os combustíveis.

A ideia do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de criar um novo índice de inflação que exclua alimentos e combustíveis foi recebida com cautela por economistas e pelo mercado financeiro.

A discussão é bem vinda, mas o momento é considerado delicado, já que a inflação está subindo, e qualquer mudança pode gerar desconfiança na população.

Para o professor do Insper, Ricardo Brito, a substituição de índices sugerida por Mantega tornaria o sistema menos transparente, além de gerar desconfiança na população.
"Não sou simpático à ideia. Embora alguns países adotem essa medida, o bom de usar o índice de preços ao consumidor é que ele é de entendimento mais fácil, reflete mais a inflação que o consumidor está sentindo", explicou.

Para Brito, "quando se vai para um índice que não reflete o custo de vida do consumidor, temos uma perda de credibilidade".

Ele critica também o momento escolhido pelo ministro para anunciar que considerava fazer a mudança:
"Ele propõe tirar do índice justamente o que está subindo de preço agora. Isso não soa bem, é quase uma quebra de contrato com a sociedade".

José Márcio Camargo, economista da Opus Gestão de Recursos e professor da PUC-Rio, observou que "não é preciso fazer nenhum estudo para criar um índice que retire os combustíveis e a alimentação, porque isso é algo que todo mundo calcula".

Segundo Camargo, diversas instituições financeiras produzem o núcleo inflacionário com a exclusão daquele itens, a partir do IPCA, o índice oficial do sistema de metas.

Taxa cheia.
Ele nota que o Banco Central Europeu (BCE)prefere operar com um índice de inflação "cheio" - isto é, sem exclusões -, enquanto que o Fed opta por um núcleo do qual são excluídos os alimentos e combustíveis.

"O núcleo de fato é menos volátil e é a parte mais afetada pela política monetária, mas não é simples convencer o público de que essa é a melhor medida da inflação para ser acompanhada no longo prazo", disse Camargo.

Ele acrescentou que "é ruim que o ministro fale isso agora, não pela discussão em si, mas porque aumenta a quantidade de ruído, que já está muito alta nesta transição".

Luiz Fernando Figueiredo, sócio da Mauá Sekular Investimentos e ex-diretor do Banco Central (BC), acha que "o Brasil é recordista em número de índices para medir a inflação, e não sei se precisamos de outro".

Ele considera que um núcleo por exclusão de alimentos e combustíveis é "uma boa discussão, mas nada para daqui a um ou dois anos; talvez uma evolução do sistema lá na frente"

Figueiredo acrescentou que não vê a "a menor possibilidade de que haja qualquer manipulação da inflação com as pessoas que estão lá no BC".(SIC)

Para ele, Alexandre Tombini, o novo presidente indicado por Dilma Rousseff, "é um supertécnico que entende muito do sistema, e montou o primeiro modelo do sistema de metas de inflação".

Divergência

RICARDO BRITO
PROFESSOR DO INSPER
"Não sou simpático à ideia. Embora alguns países adotem essa medida, o bom de usar o índice de preços ao consumidor é que ele tem um entendimento mais fácil, reflete mais a inflação que o consumidor está sentindo."

JOSÉ MÁRCIO CAMARGO
ECONOMISTA DA OPUS GESTÃO DE RECURSOS
"Não é preciso fazer nenhum estudo para criar um índice que retire os combustíveis e a alimentação, porque isso é algo que todo mundo calcula".
"O núcleo de fato é menos volátil e é a parte mais afetada pela política monetária, mas não é simples convencer o público de que essa é a melhor medida da inflação para ser acompanhada no longo prazo".

O " RELATÓRIO DA DÍVIDA".


Com o anúncio de que a futura equipe econômica buscará reduzir a dívida pública, a análise do Relatório Mensal da Dívida Pública Federal adquire uma importância redobrada, pois mostra claramente as dificuldades que o Tesouro terá de enfrentar para diminuir esse ônus.

As emissões líquidas da dívida (emissão menos resgate) mostram que a Dívida Pública Federal externa (DPFe) teve uma redução de R$ 0,84 bilhão e a Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi), um aumento líquido de R$ 4,22 bilhões.

Os títulos prefixados sofreram uma redução, que foi compensada pelo aumento dos títulos atrelados à Selic - o que parece indicar que os investidores acreditam num aumento da taxa básica de juros.
O Tesouro, aproveitando-se das grandes reservas internacionais do País, recomprou títulos da DPFe no valor de face de US$ 611,9 milhões.

O que parece mais interessante é a evolução da dívida pública, que aumentou 1,15% em outubro.
Em setembro ela equivalia a 62% do PIB. O que mais assusta é o crescimento de 1,19% da DPMFi.
Este aumento se deveu a uma emissão líquida de R$ 4,22 bilhões, à qual foram acrescentados R$ 14,10 bilhões de apropriação de juros.

Isso evidencia o grave problema que o futuro governo terá de enfrentar para reduzir a dívida pública:
enquanto não conseguir um superávit primário suscetível de pagar todos os juros, mesmo com uma forte redução de gastos, o governo terá de tomar recursos emprestados para pagar os juros, aumentando, com isso, a dívida - sobre a qual incidirão novos juros.

Esse ciclo infernal mostra a importância que um superávit primário adequado tem para um país endividado.

Mas a leitura do relatório da dívida nos reserva outro susto:
o custo da dívida interna (acumulado em 12 meses), que era de 10,89% em dezembro de 2009, subiu para 11,18% em setembro e atingiu 11,23% em outubro.
O custo da dívida externa era negativo em dezembro, em razão da valorização do real, mas passou de 5,93% em setembro para 8,32% em outubro, apesar da grande liquidez no mercado financeiro internacional.

Tal evolução parece indicar uma queda da confiança no Brasil e reflete os efeitos do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre o capital estrangeiro, que se traduziu por uma queda sensível dos investimentos no chamado Tesouro Direto. Os investidores começam a exigir juros muito altos para comprar títulos da dívida brasileira.

Nos próximos 12 meses, 22,88% da dívida vencerá, e a sua vida média caiu de 5,54 anos, em setembro, para 5,52, em outubro. O relatório deve ser lido como uma advertência.

O Estado de S.Paulo

novembro 25, 2010

PRIMEIROS RISCOS .


A maioria dos analistas não tem dúvidas da capacidade técnica do novo presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, mas muita gente duvida que o BC tenha autonomia no governo Dilma Rousseff.

O governo terá que pagar o preço dessa reputação.
Sinais ambíguos emitidos pela própria presidente e as teses do ministro da Fazenda, Guido Mantega, levaram a conjuntura a uma situação difícil.

Tombini sobe ao ápice de sua carreira de funcionário do Banco Central ao mesmo tempo em que sobem a inflação, os juros futuros, as expectativas de inflação, os preços das commodities, as vendas de varejo e as dúvidas em relação à política monetária.

Não precisava ser assim.
O país poderia estar agora apenas comemorando o que o grande varejo previu ontem como o melhor Natal em três anos.

Valem pouco as palavras da nota da presidente eleita de que será mantida a política econômica de austeridade fiscal, câmbio flutuante e metas de inflação, se, na prática, parte dessa política já mudou. Herdada do ex-presidente Fernando Henrique, a política foi mantida pelo governo Lula até certo momento. Depois, começou a ser alterada e há dois anos desmontou-se o pilar da austeridade completamente.
(...)
Este ano, mesmo com o país em forte recuperação, o Ministério da Fazenda acelerou gastos e maluquices fiscais, porque era ano eleitoral. A crise foi o álibi perfeito para que os comandantes da política econômica ficassem à vontade para dizer o que realmente pensam e fazer o que acham que está certo.

O Banco Central está numa situação complexa. Ele fez nas atas do Copom e no Relatório de Inflação cenários benignos para a inflação. E esses cenários não se confirmaram. Pelo contrário. A inflação de serviços está em mais de 7%, os IGPs, em 10%, o IPCA deve fechar o ano em 5,7%.

No começo do ano, pode cair ligeiramente no acumulado em 12 meses, mas voltará a subir porque em junho, julho e agosto de 2010 as taxas ficaram próximas de zero. Quando elas saírem da conta, certamente o acumulado subirá, avalia o economista Luiz Roberto Cunha, da PUC-Rio.
(...)
Mas se o Banco Central defendeu nas últimas atas e relatórios de inflação um cenário benigno, o que ele fará agora?
Elevar o tom da ata?
Subir os juros ainda no governo Lula para poupar o governo Dilma de fazer isso logo no início? Elevar os juros na primeira reunião do governo Dilma?

Ou tentar adiar a má notícia elevando o recolhimento compulsório?
São essas dúvidas que o Banco Central terá que responder nas próximas semanas para restabelecer ou perder de vez a confiança em sua capacidade de decidir de forma autônoma a política monetária.

íNTEGRA/Mirian Leitão : Primeiros riscos

R$ 1,64 trilhão : DÍVIDA PÚBLICA EM OUTUBRO.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhlRg0HCVdyAjQE4KTStXB-ipqBPvi7zXntnmIkOdAUd4L_60DOxStyBYEscPJbo0HZsahyphenhyphenukRuVEhPC7vAniywEGAz2ZJOVbbUz5SfmE_0VkzOr5z3j7j-kPbfdtjDbOr9JajD27BIRdhn/s1600/Brasil+sobe+a+ladeira.jpg
A dívida pública federal, o que inclui os endividamentos interno e externo, subiu 1,15% em outubro deste ano, quando atingiu o valor de R$ 1,64 trilhão, informou nesta quinta-feira (25) a Secretaria do Tesouro Nacional.


Em setembro, a dívida estava em R$ 1,62 trilhão. Ao todo, a dívida pública avançou pouco mais de R$ 18 bilhões no mês passado.

No fim de 2009, a dívida pública somava R$ 1,49 trilhão, de acordo com números do governo. Para 2010, a expectativa do Tesouro Nacional é de que a dívida pública suba entre R$ 103 bilhões e R$ 233 bilhões, podendo atingir até R$ 1,73 trilhão.

Dentro dessa projeção, divulgada no início deste ano, está contabilizado o novo aporte de recursos, de R$ 80 bilhões para o BNDES, que já foi concluído.

Fatores para o aumento

De acordo com o governo, o principal fator que contribuiu para a elevação da dívida pública em outubro deste ano foi a contabilização dos juros incidentes sobre o endividamento brasileiro.

No mês passado, a despesa com juros somou R$ 14,1 bilhões.

Outros fatores, porém, contribuíram no sentido inverso, ou seja, para a queda da dívida pública. Em outubro, a emissão líquida de papéis (acima do volume de emissões) somou R$ 4,22 bilhões.

Dívidas interna e externa

No caso da dívida interna, segundo informou o Tesouro Nacional, foi registrado um crescimento de 1,19% em outubro, para R$ 1,55 trilhão.

Em setembro, a dívida interna estava em R$ 1,53 trilhão. Neste caso, o crescimento foi de R$ 18 bilhões.

Já a dívida externa brasileira, resutlado da emissão de bônus soberanos no mercado internacional e de contratos firmados no passado, o governo contabilizou o crescimento de 0,49% em outubro, para R$ 92,21 bilhões.

Em setembro, o estoque da dívida externa estava em R$ 91,76 bilhões.

A dívida externa avançou R$ 450 milhões.

Alexandro Martello Do G1,

'Inclui uma traquitana gigantesca, tudo que está dentro do espetáculo não é o meu cachê. Infelizmente ainda não fiquei rica.'


O Ministério da Cultura contratou sem licitação, por quase meio milhão de reais, a cenógrafa e produtora teatral Bia Lessa, para conceber a apresentação do prêmio Ordem do Mérito Cultural de 2010, que acontecerá no início de dezembro, no Rio de Janeiro.

O valor pago à produtora, o equivalente a um terço do que será gasto com o prêmio, inclui a 'concepção, criação, desenvolvimento e direção' da cerimônia, que será no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Defesa

Procurada pela reportagem, Bia Lessa explicou que foi contatada pelo ministério há cerca de seis meses e, desde então, trabalha pelo espetáculo. 'Entrega de prêmio é uma coisa complicada, normalmente demora muito', disse. 'Inclui uma traquitana gigantesca, tudo que está dentro do espetáculo não é o meu cachê. Infelizmente ainda não fiquei rica.'

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Em e-mail, o ministério justificou a contratação da produtora por R$ 498.369 pela necessidade de 'dar a importância devida à lista de agraciados da Ordem do Mérito Cultural, que representa um reconhecimento por parte da sociedade brasileira às personalidades que deram importante contribuição à cultura brasileira, a começar do patrono deste ano, o antropólogo e educador Darcy Ribeiro'.

Também alega que a dispensa de licitação acontece porque a lei permite a contratação de artistas desde que 'consagrados pela crítica especializada ou pela opinião pública'.

ECONOMIA SUBTERRÂNEA RESPONDE POR 18,6% DO PIB : R$656 bi

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A economia informal atingiu em 2010 nova marca, chegando a R$656 bilhões. Segundo o Índice de Economia Subterrânea de 2010, divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (Etco) e pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), a informalidade equivale a 18,6% do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país) e está crescendo na velocidade deste, pois nos últimos três anos manteve-se estável em relação ao PIB.

Em valores nominais, houve um acréscimo, frente a 2009, de R$73 bilhões nos bens e serviços produzidos à margem da formalidade.

- Não se pode ter a visão equivocada de que a estabilização em relação ao PIB é positiva. Este ano, mais R$656 bilhões devem ficar à margem da economia formal brasileira - diz Fernando de Holanda Barbosa Filho, responsável pelo estudo, do Ibre/FGV.

O economista André Franco Montoro, presidente do Etco, atribui o número à falta de ações para reduzir a informalidade.

Regina Alvarez O Globo

MALDADES E SACANAGENS, A TÔNICA DO PRIMEIRO ANO.


Na campanha eleitoral :
Ajuste fiscal :

“Eu não autorizo nenhuma avaliação a esse respeito. Eu vi as notícias, lamento, mas vou desmenti-las .
Não tem discussão neste sentido dentro da campanha. Ademais, o Brasil de hoje não é igual ao de 2002″
(23 de agosto de 2010/Dilma Rousseff)

“Eu não vou fazer ajuste fiscal em hipótese alguma por um motivo:
o Brasil não precisa mais de ajuste fiscal. Ajuste fiscal consiste em duas coisas:
corte absolutamente linear de gastos, né?
Vale de salário do funcionalismo a investimento público. Além disso, ele caracteriza também por um regime de caixa”
(30 de agosto de 2010/Dilma Rousseff)

Quando foi levantada possibilidade de um "pacote de maldades" no primeiro ano do "governo" da marionete :
O ébrio "baforou" :
"É coisa de governos que quer fazer “sacanagem” com o povo".

Hoje:

A equipe econômica escolhida pela presidente eleita, Dilma Rousseff, anunciou a receita amarga para conter a gastança desenfreada no governo Lula.

Os futuros ministros Guido Mantega (Fazenda), Miriam Belchior Planejamento e A1exandte Tombini (presidente do Banco Central) pretendem adotar a austeridade fiscal a partir de 2011:
a ordem é conter as despesas públicas, restringir ao máximo os reajustes dos servidor e manter o salário mínimo em R$ 540.

"É o momento de reduzir os gastos do governo agora que a economia está equilibrada", declarou Mantega. Belchior afirmou que fará uma revisão em todos os contratos da União a fim de estabelecer uma gestão mais eficiente.

"É possível fazer mais com menos e é isso que vamos perseguir nos próximos quatro anos", garantiu.

O desafio da equipe econômica, entre outros, e controlar o ímpeto da bancada aliada no Congresso, comprometida em aprovar aumento salarial a categorias do funcionalismo.

Logo na apresentação, equipe econômica de Dilma Rousseff indica que 2011 será um ano de contenção de despesas públicas, cinto apertado nos reajustes e salário mínimo de R$ 540.

Em contraste com a política de gastança que vem sendo implementada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o futuro governo da presidente eleita, Dilma Rousseff, prometeu austeridade fiscal e redução das despesas com custeio da máquina pública.

A nova equipe econômica vetou aumentos ao funcionalismo público, elevação do salário mínimo acima do proposto pelo governo e reajuste aos aposentados. O último objetivo é enxugar o crédito fácil no mercado.
Tudo para enfrentar um ano que se prevê com turbulências e inflação em disparada.

Na oficialização da manutenção de Guido Mantega, na Fazenda, e da definição de Miriam Belchior, no Planejamento, e Alexandre Tombini, no Banco Central, os três adotaram o discurso da necessidade de tornar a despesa pública mais eficiente e de apertar o cinto da gastança.

“É preciso um esforço para manter a solidez fiscal. É o momento de reduzir os gastos do governo agora que a economia está equilibrada”, afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

A futura ministra de Planejamento, Miriam Belchior, também prometeu racionalizar e tornar eficientes os gastos públicos, sobretudo com custeio .
Como primeira medida, ela disse que irá mandar fazer um pente-fino em todos os contratos da União firmados para manutenção da máquina pública e tentar reduzir o peso dessa rubrica no Orçamento.

“É possível fazer mais com menos e é isso que vamos perseguir nos próximos quatro anos”, afirmou.

“Temos uma quantidade de recursos muito menor do que a nossa necessidade, e por isso temos de arrumar maneiras de enfrentar essa disparidade, para que o desenvolvimento possa ser potencializado”, emendou.

Também para reduzir qualquer expectativa negativa sobre o novo Banco Central, Alexandre Tombini enfatizou o caráter de autonomia operacional que a instituição terá para comandar a política monetária.

Para implementar esse panorama de aperto fiscal e de racionalização das despesas públicas, a nova equipe econômica terá de enfrentar a base aliada.
No Congresso, deputados e senadores estão mobilizados para votar projetos que significarão aumento da despesa em 2011.

O primeiro deles é a emenda constitucional que estabelece um piso nacional aos policiais militares, o que pode gerar um rombo de R$ 46 bilhões anuais no Orçamento, segundo o governo.

Os parlamentares também estão se movimentando para aprovar o próprio aumento salarial, incluindo os vencimentos de ministros, do presidente da República e do Judiciário.

Descolada das más notícias

O fato de a presidente eleita, Dilma Rousseff, ter deixado de comparecer ao anúncio dos ministros da área econômica teve um objetivo claro:
não vincular a sua imagem desde já com notícias ruins.

Afinal, pelo primeiro pronunciamento de Guido Mantega como futuro ministro da Fazenda, ficou claro que ficará por conta do governo Dilma apertar os cintos que Lula afrouxou para eleger a sucessora. Mantega abriu a “caixa de maldades”, que ficou fechada durante o período eleitoral, ao definir 2011 como o ano do ajuste fiscal e dizer com todas as letras que não haverá mais aporte de recursos ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) e nem espaço para concessão de reajustes a funcionários dos Três Poderes.

O que vem por aí
Resumo das medidas anunciadas pela equipe econômica de Dilma Rousseff

OBJETIVOS

Gastos públicos

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, prometeu frear o aumento dos gastos públicos visto no segundo mandato do presidente Lula.

Despesas de custeio

A futura ministra do Planejamento<, Miriam Belchior, disse que vai reavaliar os contratos de custeio do governo para melhorar a qualidade do gasto público. Crescimento de pelo menos 5%

Essa é a média da expansão econômica nos últimos anos. Segundo Mantega, é a meta colocada por Dilma Rousseff.

BNDES mais enxuto

O ministro da Fazenda prometeu diminuir os repasses do Tesouro para a instituição de fomento de olho em reduzir a oferta de crédito na praça

Empréstimos de longo prazo

Melhorar a qualidade do crédito disponível às empresas, sem inundar o mercado com dinheiro a baixo custo.

Taxa de juros

Mantega afirmou que é possível reduzir a taxa Selic sem prejuízo da meta de inflação diminuindo os gastos públicos.

Erradicar a miséria

Mantega reforçou o principal objetivo da presidente eleita e disse que o ministério dará sua contribuição.

TEMAS VETADOS

Aumento de policiais

Está em votação a PEC nº 300, que estabelece piso nacional aos policiais militares.
O impacto no orçamento seria de R$ 46 bilhões.

Reajuste do Judiciário

O aumento dos funcionários para equiparar com os vencimentos do Executivo levaria a um rombo de R$ 6,7 bilhões no Orçamento.

Servidores federais

Guido Mantega não quis se comprometer com a elevação dos vencimentos do funcionalismo.

Salário mínimo acima de R$ 540

Esse valor é a última proposta feita pelo governo. As centrais sindicais gostariam que chegasse a R$ 580. Há integrantes do governo que acham possível R$ 550.
Mantega descartou passar de R$ 540.

Tiago Pariz e Denise Rothenburg Correio Braziliense

novembro 24, 2010

2011, HORA DE PROVAR DO PRÓPRIO VENENO? HERANÇA MALDITA? BOCA FALA O...?O CACHAÇA JÁ ESTÁ RESPONSABILIZANDO "OUTROS" DO QUE PODE VIR POR AÍ!


A presidente eleita vai provar do próprio veneno.

Receberá do governo Lula uma situação econômica em compasso de desarranjo: inflação em alta, juros subindo, câmbio muito valorizado, contas externas sangrando no vermelho e gastos públicos em disparada.

Pode haver herança mais maldita que esta?

Domar esta fera é uma das missões de Alexandre Tombini, escolhido por Dilma Rousseff para ser o novo presidente do Banco Central. Mas as análises correntes dão conta de que a escolha se deve ao fato de que, com ele, será mais fácil encabrestar a autoridade monetária. Se é isso mesmo o que quer, o novo governo pode estar flertando com o perigo, que responde pelo nome de inflação.

Ontem, o IBGE divulgou o IPCA-15, prévia do índice oficial de inflação. A alta foi de 0,86%, a maior para o mês desde 2002. Vale repetir: é a maior inflação para meses de novembro registrada ao longo de todo o governo Lula. Corre o risco de piorar.

Alimentos e bebidas aumentaram 2,11%. Pode ser apenas um salto ocasional, mas se a taxa fosse anualizada equivaleria a reajustes beirando 30% em 12 meses. Não se trata mais da "inflação do feijão", pontual, como ocorreu pouco tempo atrás; os aumentos se disseminaram.

Houve altas expressivas em vários alimentos importantes na dieta das famílias: feijão carioca (10,83%),
açúcar cristal (14,05%),
tomate (10,28%),
batata inglesa (9,96%),
feijão preto (7,15%),
farinha de trigo (5,76%) e açúcar refinado (4,50%).

Pôr comida na mesa do brasileiro já está sensivelmente mais caro. Mas pode ficar ainda mais.
Prevê-se para 2011 uma oferta global de alimentos mais apertada que a de 2010. Mesmo que não haja escassez, a mera perspectiva de redução de estoques é, em geral, suficiente para elevar as cotações.
Os preços tendem a subir, levando junto a inflação, e esta é a mais grave ameaça a ser combatida.

Serviços passaram a acumular alta de 7,38% no acumulado em 12 meses. Nessa base de comparação, a variação de preços no segmento já se aproxima dos picos históricos recentes, verificados em outubro de 2003 e maio de 2009. Como consequência, os IGP saíram de -2% para 10% em 12 meses.

Como servem de indexadores para diversos tipos de contratos, a exemplo de energia, telefonia e, principalmente, aluguéis, tais aumentos se propagam no tempo: as tarifas e mensalidades são reajustadas com base no índice e, ato contínuo, geram nova inflação no período seguinte.

Tudo considerado, segundo projeções de mercado colhidas no boletim Focus, a inflação deste ano deve bater em 5,6% e em 5,1% em 2011, ambas acima da meta estipulada pelo BC, de 4,5%.
Não é de hoje que os analistas passaram a vislumbrar risco maior de aumento de preços: há dez semanas, ou seja, desde o início de setembro, as projeções para 2010 sobem.

O governo Lula, porém, até agora deu de ombros.
O máximo que fez foi continuar a maquiar os resultados das contas públicas, baixando sucessivamente as metas de superávit fiscal.
Sem os malabarismos, o superávit fiscal caiu a 0,5% do PIB nos dois últimos anos, segundo estudo do Santander.

Nos seis anos anteriores, pelo mesmo critério, havia sido de 2%. A meta era 3,3%.
Já sob as bênçãos da presidente eleita, a equipe econômica decidiu retirar dos cálculos do superávit os investimentos da Eletrobrás, levando a meta de 2011 para 3,1% do PIB.
Investir em infraestrutura é saudável, mas o histórico da Eletrobrás no quesito é lastimável.
Sob seu guarda-chuva estão várias distribuidoras estaduais que deveriam ter sido privatizadas, mas foram mantidas estatais.

São um sorvedouro de dinheiro público.
Ou seja, na prática, Dilma aceitou drenar o superávit pelo ralo destas concessionárias, o que colide com seu discurso de austeridade fiscal.

Até agora pouco se sabe do que a eleita propõe de fato para a condução da nossa economia. Tem-se dito que ela perseguirá a redução da dívida pública de 41% para 30% do PIB em quatro anos.
Também tem sido divulgado que a meta é baixar o juro real dos atuais 5,3% para 2%.

Papel aceita tudo.

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É tudo o que o governo Lula não fez, até porque sua política expansionista mirava beneficiar a eleição da sucessora: os gastos públicos cresceram 17% nos últimos 12 meses.

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Lula parece já ter percebido o clima azedo da economia no ar. Esperto como é, vacinou-se: disse que se sua pupila receber uma "herança maldita" será culpa da crise internacional. Irlanda, Grécia, Portugal, Espanha e Itália estão derretendo, mas só servem como alerta para a imprevidência que o PT demonstrou até agora. Não como desculpa.

Fonte: ITV
A galope e com as rédeas soltas