"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

outubro 29, 2014

ENQUANTO ISSO... Novo delator da Lava Jato vai pagar R$ 40 milhões de multa

Julio Camargo falava em nome da Toyo Setal Empreendimentos, que se dispõe a colaborar com as investigações.

Ele é o terceiro alvo da Lava Jato que firma acordo de delação premiada. Com a delação, Camargo pode obter acentuada redução de pena, até mesmo o perdão judicial. A multa de R$ 40 milhões, no entanto, ele terá que de pagar. Antes, fez a colaboração o ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, que citou pelo menos 32 parlamentares como supostos beneficiários do esquema de corrupção e propinas na estatal petrolífera.

O doleiro Youssef está fazendo delação, interrompida porque foi hospitalizado sábado, 25. Julio Camargo temia ser preso a qualquer momento pela Lava Jato, que entrou em sua segunda etapa, agora concentrando fogo nas empreiteiras.

Apavorado, Camargo resolveu contar o que sabe. Seu relato confirma a existência do cartel das construtoras na Petrobrás. O grande conluio já havia sido revelado por Paulo Roberto Costa, mentor do esquema de propinas da estatal. Camargo já confirmou o envolvimento direto de pelo menos duas gigantes da construção.

A Toyo Setal, que Camargo representava, realiza atividades de projeto, construção e montagem na modalidade de EPC (Engenharia, Suprimentos e Construções), em unidades industriais, nos segmentos de óleo e gás, petroquímica, química, mineração, infraestrutura, plantas de geração de energia e siderurgia.

A Toyo trabalha também com estaleiros, na fabricação e serviços de construção de módulos para plataformas offshore, incluindo unidades de geração de energia elétrica, de compressão de gás e de processamento de petróleo. A Toyo e Julio Camargo aparecem em uma planilha que a PF apreendeu. O documento indica contribuições de Camargo a partir de março de 2010, provavelmente para a campanha eleitoral daquele ano. 

A empresa e ele foram citados pelo ex-diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa, em depoimento à Justiça Federal. Costa apontou suposto envolvimento de Duque no esquema. Na campanha eleitoral de 2010, Camargo ficou entre os maiores doadores de pessoa física. Ele doou um total de R$ 1,12 milhão para dez candidatos ao Senado, à Câmara dos Deputados e às Assembleias Legislativas de São Paulo e Mato Grosso do Sul. 

O maior beneficiário foi o então candidato a senador do PT do Rio Lindbergh Farias, que ficou com R$ 200 mil. Ele deu ainda R$ 100 mil para as campanhas ao Senado de Marta Suplicy (PT-SP) e R$ 100 mil para Delcídio Amaral (PT-MS). Camargo é o controlador de três companhias (Piemonte, Auguri e Treviso) que recebiam aportes de empresas de fachada do doleiro Alberto Youssef, alvo da Lava Jato.

No fluxograma do dinheiro movimentado por Youssef na GFD Investimentos (um total de R$ 78 milhões) de janeiro de 2009 a dezembro de 2013 a Piemente colocou R$ 8, 5 milhões. A Treviso repassou R$ 4,4 milhões. A suspeita da PF é que esse dinheiro era distribuído com deputados e senadores.

COM A PALAVRA, O ENGENHEIRO RENATO DUQUE
Por meio de sua assessoria de imprensa, Renato Duque disse desconhecer “o conteúdo de qualquer depoimento de Julio Camargo”. O engenheiro assinala que não é acusado de nenhum crime e afirma não saber de crimes na Petrobrás durante sua gestão na Diretoria de Serviços. Ele destacou que “está à disposição da Justiça para prestar qualquer esclarecimento que se fizer necessário”.

A assessoria assinalou que Duque já entrou com ação penal privada contra Costa por crime contra a honra. “Paulo Roberto terá o direito de provar a suposta veracidade das acusações falsas que fez a Duque.”

COM A PALAVRA, A DEFESA DO EXECUTIVO JULIO CAMARGO 
A criminalista Beatriz Catta Preta, que representa o executivo Julio Camargo, não se manifestou.
Fausto Macedo e Ricardo Brandt
Estadão

outubro 28, 2014

DESAVERGONHADA MENTIROSA DO CACHACEIRO VIGARISTA 'melhor', só vendo

Contados os votos, resta ao País avaliar se, reeleita, Dilma Rousseff conseguirá ser a presidente "muito melhor do que fui até agora" e uma pessoa "ainda melhor", como disse desejar no discurso de vitória. Sem isso, o diálogo que ela anunciou como "primeiro compromisso do segundo mandato" terá como interlocutor apenas o seu espelho. A transfiguração prometida é indissociável da aspiração nacional por mudança, "a palavra dominante" da campanha, conforme reconheceu. 

Para que venha a dominar também os seus atos nos próximos quatro anos, Dilma não deveria perder de vista que as urnas de domingo foram muito mais severas consigo do que as de 2010. Desde a redemocratização, aliás, nenhum candidato ao Planalto levou a melhor por tão escassa vantagem - 3,2 pontos porcentuais, ou 3,5 milhões de votos, em 105 milhões validados.

A apertada aritmética talvez nem sequer exprima suficientemente o amargor dos antagonismos entre os brasileiros divididos entre manter ou remover o PT do poder - a questão de fundo da disputa recém-concluída que passará para a história, entre outras ignomínias, pela maneira feroz com que a incumbente e o seu partido se lançaram sobre a candidata Marina Silva para estraçalhar as suas chances de chegar ao segundo turno. O fato impossível de desconhecer é que, de tanto ser agredida pela estridente retórica petista de que o Brasil vive um permanente confronto à morte entre "nós e eles", a oposição só teve a alternativa de responder na mesma moeda, contaminando, afinal, o seu próprio eleitorado. 

A inescapável conclusão é de que o País saiu da sucessão presidencial mais crispado do que nela entrou. Diante disso, ainda que tomando pelo valor de face a sua fala aparentemente conciliadora, será um feito de enormes proporções ela construir uma liderança que dê conta dessa realidade adversa e, a partir daí, comandar o seu desmanche.

De resto, ela mesma já começou dando motivos para o ceticismo. A Dilma de sempre confinou ao palavrório o chamamento à abertura e disposição para o diálogo. De um lado, porque não teve a decência política elementar - para não falar em mera cortesia pessoal - de mencionar o nome do adversário Aécio Neves, a quem superou a duras penas na incerta jornada de horas antes e que, por sua vez, não hesitou em lhe telefonar tão logo se tornaram conhecidos os resultados da disputa. 

De outro lado, porque voltou atrás no tempo, aos idos de 2013, quando tentou responder ao clamor por mudanças que ecoava pelo País com a proposta de reforma política mediante plebiscito. Qual reforma seria essa e quais seriam os termos de uma consulta popular sobre um tema que não pode ser reduzido a umas poucas disjuntivas a presidente não se deu ao trabalho de esclarecer.

Nem o PMDB, que vinha sendo o esteio da base governista no Congresso, abriu espaço para tal. Abateu sumariamente a tentativa de impor ao Legislativo a agenda petista das regras do jogo político-eleitoral, começando pelo financiamento público das campanhas e a adoção do voto para deputado em listas fechadas, compostas pelas cúpulas partidárias. Agora, a legenda do seu vice, Michel Temer - o qual, à época, manifestou à titular o seu desagrado com o lance oportunista -, só pode se sentir injuriado com a sua exumação. 

Mesmo que, numa tentativa de dourar a pílula, Dilma tenha concedido que a reforma é de "responsabilidade constitucional do Congresso", como se esta fosse complementar à consulta a resultar de uma discussão do governo "com todos os movimentos sociais e as forças da sociedade civil".

Nesse momento, ademais, a sociedade está de olhos postos em outra questão - os escândalos da Petrobrás. No ano que se aproxima, os desdobramentos judiciais das delações premiadas do ex-diretor de abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa e do seu comparsa, o megadoleiro Alberto Youssef, com a provável identificação da trintena de políticos que teria citado em conexão com a lambança - e que deve incluir parlamentares do PT, PMDB e PP, pelo menos -, representarão um obstáculo de monta para a distensão política que Dilma apregoa. 

Nesse clima, não convém esperar o advento de uma presidente "muito melhor do que fui até agora".

O Estado de São Paulo
Dilma 'melhor', só vendo

POIS É ! EM ELEIÇÃO QUE O TERRORISMO ELEITORAL/DIFAMAÇÃO/CALÚNIA/MENTIRA/USO DA MÁQUINA "GANHÔ"... Banqueiros, esperança e estelionato eleitoral.

Os jornais trazem uma lista de nomes possíveis para o ministério da fazenda, o que era esperado dado que o atual ministro da fazenda já foi demitido pela sua chefe atual, a presidente Dilma, e pelo seu ex-chefe, o ex-presidente Lula, e está em vias de se matricular, por sugestão da presidente Dilma, no PRONATEC.

O interessante da lista que circula nos jornais hoje são os nomes de banqueiros. Segundo o jornal Valor Econômico, o ex-presidente Lula fez três indicações para o cargo de ministro da fazenda: 
(1) Luiz Carlos Trabuco, presidente do Bradesco, 
(2) Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central, 
e (3) Nelson Barbosa, ex-secretário-executivo do Ministério da Fazenda.

O que se pode falar dos três nomes acima? 
Todos são competentes e estão à altura do cargo. 
Mas há um problema para os simpatizantes do PT explicarem: 
os três representam um grande estelionato eleitoral.

Trabuco e Meirelles fazem parte do seleto grupo que, nas propagandas do PT, fumava charuto e ria sobre a proposta de independência do Banco Central, enquanto a comida desaparecia da mesa dos mais pobres. Será interessante ver a presidente nomear qualquer um dos dois que são banqueiros e têm carreira como altos executivos de instituições financeiras privadas.

A terceira opção, Nelson Barbosa, não é banqueiro e participou do governo Dilma como o secretário executivo do Ministério da Fazenda até 2013. Dos três nomes acima seria o único que poderia obedecer a presidente Dilma. Os outros dois são ricos e não se curvariam a vontade da presidente eleita. 
Mas aqui há outro problema.

Nelson, desde que saiu do Ministério da Fazenda, tem sido muito claro nas suas palestras sobre o que o próximo governo, que agora sabemos que é o atual, deverá fazer para recuperar o superávit primário. Na lista entram aumento da TJLP, redução dos empréstimos do Tesouro para bancos púbicos, extinção ou revisão do abono salarial, revisão do sistema de pensões, aumento da CIDE e IPI, etc.

Apesar de Nelson não ser banqueiro, o seu conjunto de políticas, em especial a redução dos empréstimos para bancos púbicos, aumento da TJLP, além da revisão do seguro desemprego e o fim do abono salarial, são sim medidas que são o oposto daquelas que a presidente prometeu ao longo da sua campanha. A presidenta sempre prometeu não apenas manter como ampliar os subsídios.

Infelizmente, os cenários possíveis não agradarão a todos. A nomeação de qualquer um dos candidatos acima representará uma forte guinada no discurso de campanha – um típico estelionato eleitoral. A campanha da presidente Dilma ficaria com a indesejada fama de ter enganado duplamente o seus eleitores – enganou quando não discutiu as reformas que faria e enganou quando demonizou os candidatos de oposição quando os mesmos mostravam a necessidade de ajustes.

O outro cenário, a nomeação de alguém muito próximo a presidente Dilma, como o governador da Bahia Jacques Wagner para ministro da fazenda, teria o fato positivo de ir ao encontro da sua propaganda eleitoral, mas o fato negativo que não acalmaria o mercado e poderia acelerar o nosso rebaixamento pelas agências de risco e problemas adicionais como inflação elevada, juros altos, etc. A não ser que Jacques Wagner montasse um “dream team” econômico na linha do que fez o ex-ministro Antônio Palocci no primeiro governo Lula. Mas neste caso o ministro seria da casa, mas os formuladores da politica econômica de fora. Novamente, estelionato eleitoral.

Pode parecer paradoxal, mas a única forma de o segundo governo Dilma começar bem é se houver um claro estelionato eleitoral e todos nós soubermos que o ex-presidente Lula terá mais influência do que realmente teve no primeiro mandato da presidente Dilma. 

Mas e o estelionato eleitoral? 
Se a economia se recuperar e o Brasil voltar a crescer, os eleitores esquecerão rapidinho o estelionato eleitoral, mas não a oposição.


outubro 27, 2014

O comunismo real

Nos dicionários e na cabeça do povinho semi-analfabeto das universidades, a diferença entre capitalismo e comunismo é a de um “modo de produção”, ou, mais especificamente, a da “propriedade dos meios de produção”, privada num caso, pública no outro. 

Mas isso é a autodefinição que o comunismo dá a si mesmo: 
é um slogan ideológico, um símbolo aglutinador da militância, não uma definição objetiva. Se até os adversários do comunismo a aceitam, isto só prova que se deixaram dominar mentalmente por aqueles que os odeiam – e esse domínio é precisamente aquilo que, no vocabulário da estratégia comunista, se chama “hegemonia”.

Objetivamente, a estatização completa dos meios de produção nunca existiu nem nunca existirá: 
ela é uma impossibilidade econômica pura e simples. 
Ludwig von Mises já demonstrou isso em 1921 e, após umas débeis esperneadas, os comunistas desistiram de tentar contestá-lo: 
sabiam e sabem que ele tinha razão.

Em todos os regimes comunistas do mundo, uma parcela considerável da economia sempre se conservou nas mãos de investidores privados. De início, clandestinamente, sob as vistas grossas de um governo consciente de que a economia não sobreviveria sem isso. Mais tarde, declarada e oficialmente, sob o nome de “perestroika” ou qualquer outro. Tudo indica que a participação do capital privado na economia chegou mesmo a ser maior em alguns regimes comunistas do que em várias nações tidas como “capitalistas”.

Isso mostra, com a maior clareza possível, que o comunismo não é um modo de produção, não é um sistema de propriedade dos meios de produção. 
É um movimento político que tem um objetivo totalmente diferente e ao qual o símbolo “propriedade pública dos meios de produção” serve apenas de pretexto hipnótico para controle das massas: 
é a cenoura que atrai o burro para cá e para lá, sem que ele jamais chegue ou possa chegar ao prometidíssimo e inviabilíssimo “modo de produção comunista”.

No entanto, se deixaram a iniciativa privada à solta, por saber que a economia é por natureza a parte mais incontrolável da vida social, todos os governos comunistas de todos os continentes fizeram o possível e o impossível para controlar o que fosse controlável, o que não dependesse de casualidades imprevisíveis mas do funcionamento de uns poucos canais de ação diretamente acessíveis à intervenção governamental.

Esses canais eram: 
os partidos e movimentos políticos, a mídia, a educação popular, a religião e as instituições de cultura. Dominando um número limitado de organizações e grupos, o governo comunista podia assim controlar diretamente a política e o comportamento de toda a sociedade civil, sem a menor necessidade de exercer um impossível controle igualmente draconiano sobre a produção, a distribuição e o comércio de bens e serviços.

Essa é a definição real do comunismo: 
controle efetivo e total da sociedade civil e política, sob o pretexto de um “modo de produção” cujo advento continuará e terá de continuar sendo adiado pelos séculos dos séculos.

A prática real do comunismo traz consigo o total desmentido do princípio básico que lhe dá fundamento teórico: 
o princípio de que a política, a cultura e a vida social em geral dependem do “modo de produção”. Se dependessem, um governo comunista não poderia sobreviver por muito tempo sem estatizar por completo a propriedade dos meios de produção. Bem ao contrário, o comunismo só tem sobrevivido, e sobrevive ainda, da sua capacidade de adiar indefinidamente o cumprimento dessa promessa absurda. Esta, portanto, não é a sua essência nem a sua definição: 
é o falso pretexto de que ele se utiliza para controlar ditatorialmente a sociedade.

Trair suas promessas não é, portanto, um “desvio” do programa comunista: 
é a sua essência, a sua natureza permanente, a condição mesma da sua subsistência.

Compreensivelmente, é esse mesmo caráter dúplice e escorregadio que lhe permite ludibriar não somente a massa de seus adeptos e militantes, mas até seus inimigos declarados: 
os empresários capitalistas. 

Tão logo estes se deixam persuadir do preceito marxista de que o modo de produção determina o curso da vida social e política (e é quase impossível que não acabem se convencendo disso, dado que a economia é a sua esfera de ação própria e o foco maior dos seus interesses), a conclusão que tiram daí é que, enquanto estiver garantida uma certa margem de ação para a iniciativa privada, o comunismo continuará sendo uma ameaça vaga, distante e até puramente imaginária. 

Enquanto isso, vão deixando o governo comunista ir invadindo e dominando áreas cada vez mais amplas da sociedade civil e da política, até chegar-se ao ponto em que a única liberdade que resta – para uns poucos, decerto – é a de ganhar dinheiro. Com a condição de que sejam bons meninos e não usem o dinheiro como meio para conquistar outras liberdades.

Ao primeiro sinal de que um empresário, confiado no dinheiro, se atreve a ter suas próprias opiniões, ou a deixar que seus empregados as tenham, o governo trata de fazê-lo lembrar que não passa do beneficiário provisório de uma concessão estatal que pode ser revogada a qualquer momento. 
O sr. Silvio Santos é o enésimo a receber esse recado.

É assim que um governo comunista vai dominando tudo em torno, sem que ninguém deseje admitir que já está vivendo sob uma ditadura comunista. 
Por trás, os comunistas mais experientes riem:
“Ha! Ha! Esses idiotas pensam que o que queremos é controlar a economia! 
O que queremos é controlar seus cérebros, seus corações, suas vidas.”

E já controlam.

Olavo de Carvalho é ensaísta, jornalista e professor de Filosofia

Resistir, a Favor do Brasil - " Refresco, ela não vai ter."

MATRIX

O Brasil tem agora um líder como há muito não tinha. 50 milhões de eleitores delegaram a Aécio a missão de fiscalizar o governo, resistir aos ataques e impedir retrocessos

Aécio Neves obteve ontem 51.041.155 votos. 
Foi o preferido de 48,36% dos brasileiros que foram às urnas escolher o presidente que governará o Brasil pelos próximos quatro anos. Sai desta eleição como o maior líder que a oposição teve desde a eleição de Fernando Henrique Cardoso.

A candidatura tucana sagrou-se vencedora em 11 estados - Acre, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina e São Paulo - e no Distrito Federal. Ampliou, portanto, as conquistas do primeiro turno, quando vencera em 10 unidades da Federação.

Aécio também foi o mais votado em 2.040 municípios brasileiros - 279 a mais que no primeiro turno. Venceu em 7 das 12 cidades com mais de 900 mil eleitores e também superou a presidente reeleita Dilma Rousseff nas cidades grandes (venceu em 46 das 77) e médias (foi o mais votado em 100 das 179).

Em todas as dimensões, este foi o melhor desempenho de um candidato tucano desde que o PT venceu as eleições presidenciais pela primeira vez, em 2002. Os expressivos resultados de Aécio se somam à excelente votação do PSDB para o Congresso e à robusta frente de governos estaduais tucanos, com cinco governadores eleitos - quatro dos quais reeleitos.

A candidatura tucana chega ao fim desta eleição com nitidez programática e ideológica como há muito não se via. Os eleitores enxergaram em Aécio a liderança que personifica os valores que acreditam, os anseios que alimentam e a mudança que defendem, em favor de um país melhor, mais ético, mais equilibrado e justo. 

Aécio perdeu a eleição, mas o Brasil ganhou uma liderança como há muito não tinha. Os mais de 50 milhões de brasileiros que o escolheram o queriam no Palácio do Planalto, mas lhe incumbiram de uma missão: comandar a fiscalização ao governo reeleito, resistir aos ataques à democracia e aos preceitos republicamos do PT e impedir novos retrocessos.

Aécio e o PSDB saem desta eleição muito maiores do que entraram. Têm um mandato claro delegado pelos milhões de brasileiros que os escolheram: opor-se todos os dias, desde o primeiro dia, ao governo que ora conquistou novo período de governo. Os brasileiros não desistirão do Brasil.

À presidente reeleita, cabe consertar os estragos que impôs ao país nos últimos anos, superar a divisão que estabeleceu entre os brasileiros a fim de novamente triunfar nas urnas e recolocar o Brasil nos trilhos. Para o bem dos brasileiros, resta torcer para que Dilma Rousseff não seja a Dilma Rousseff que conhecemos nos últimos anos e que se mostrou ainda menos digna na campanha eleitoral que ora termina. Refresco, ela não vai ter.

Este e outros textos analíticos sobre a conjuntura política e econômica estão disponíveis na página do Instituto Teotônio Vilela

POVO "ASSISTIDO" SERÁ SEMPRE RESPONSÁVEL PELO USO ABJETO DA MISÉRIA E INSTITUCIONALIZAÇÃO DA POBREZA. E MINHA MINAS 14,40% SEM O ESPÍRITO PATRIÓTICO, UMA DECEPÇÃO DOÍDA.


UM TEMPO PESSOAL PARA REFLEXÃO.

outubro 24, 2014

A resposta oficial de VEJA às agressões da candidata-presidente Dilma


Sobre a fala da presidente no horário eleitoral

A presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição, ocupou parte de seu horário eleitoral para criticar VEJA, em especial a reportagem de capa desta semana. Em respeito aos nossos leitores, VEJA considera essencial fazer as seguintes correções e considerações:

1) Antecipar a publicação da revista às vésperas de eleições presidenciais não é exceção. Em quatro das últimas cinco eleições presidenciais, VEJA circulou antecipadamente, no primeiro turno ou no segundo.

2) Os fatos narrados na reportagem de capa desta semana ocorreram na terça-feira. Nossa apuração sobre eles começou na própria terça-feira, mas só atingiu o grau de certeza e a clareza necessária para publicação na tarde de quinta-feira passada.

3) A presidente centrou suas críticas no mensageiro, quando, na verdade, o cerne do problema foi produzido pelos fatos degradantes ocorridos na Petrobras nesse governo e no de seu antecessor.

4) Os fatos são teimosos e não escolhem a hora de acontecer. Eles seriam os mesmos se VEJA os tivesse publicado antes ou depois das eleições.

5) Parece evidente que o corolário de ver nos fatos narrados por VEJA um efeito eleitoral por terem vindo a público antes das eleições é reconhecer que temeridade mesmo seria tê-los escondido até o fechamento das urnas.

6) VEJA reconhece que a presidente Dilma é, como ela disse, “uma defensora intransigente da liberdade de imprensa” e espera que essa sua qualidade de estadista não seja abalada quando aquela liberdade permite a revelação de fatos que lhe possam ser pessoal ou eleitoralmente prejudiciais.

Transcrito de Reinaldo Azevedo/Veja

DEFINITIVAMENTE : AGORA É AÉCIO


É hora de iniciar uma nova era de prosperidade, com rigor e segurança, respeito à democracia, devoção à ética e, sobretudo, aos brasileiros. Hora de unir novamente o Brasil

Daqui a dois dias, 141 milhões de brasileiros irão novamente às urnas para decidir quem será o novo presidente do Brasil. No primeiro turno, mais da metade dos eleitores escolheram Aécio Neves e Marina Silva e votaram pela mudança. Votaram por um projeto claro, por um novo país, mais justo, mais fraterno, mais unido e desenvolvido.

Esses milhões de brasileiros também votaram contra os desmandos e desgovernos da atual gestão. Foram às urnas contra a política intervencionista da atual presidente, cujo resultado catastrófico está explícito na economia, ora em recessão, e contra o projeto de poder de um partido que não hesita em subordinar instituições do Estado a interesses eleitoreiros.

Ainda mais importante: 
esses milhões de brasileiros votaram a favor de um candidato com um plano de governo consistente. Além de contar com quadros técnicos comprovadamente competentes, a candidatura tucana tem as melhores ideias para fazer o país avançar. Aécio Neves é o caminho seguro para o Brasil mudar de verdade.

Mudar de verdade é fazer as reformas estruturais que o país tanto precisa para retomar os trilhos do desenvolvimento, com crescimento sustentável e inflação controlada; é oferecer aos cidadãos serviços públicos de melhor qualidade e cuidar de quem mais precisa; é combater o desperdício e o inchaço da máquina pública. É governar com competência.

Mudar de verdade é premiar o mérito e valorizar o esforço individual; é oferecer igualdade de oportunidades e mais transparência; é garantir mais saúde, segurança, educação e levar desenvolvimento a todas as regiões do país. É governar para todos.

Mudar de verdade é colocar o interesse nacional acima das conveniências partidárias ou pessoais; é não compactuar com o malfeito e deplorar a corrupção; é valorizar permanentemente as instituições democráticas, a liberdade e a solidariedade. É governar com ética.

Para além de suas virtudes de liderança, o Brasil, mais que nunca, precisa da habilidade conciliadora e da força transformadora de Aécio Neves. A partir de 1º de janeiro, o novo presidente terá como missão a necessidade de voltar a unir um país cindido pelo discurso raivoso e irresponsável que, a cada eleição, tenta dividir o Brasil entre "nós e eles", "Norte e Sul", "ricos e pobres". Os brasileiros sabem que na construção de uma nação forte não há espaço para esse tipo de retórica rasa, apelativa, destrutiva. É preciso união.

Após 12 anos de PT no poder, a candidatura tucana está pronta para resgatar o Brasil de uma sequência de gestões ruins. Neste momento, os eleitores ávidos por mudanças unem-se em busca da superação do ciclo fracassado do atual governo. É hora de iniciar uma nova era de prosperidade, com transparência e segurança, respeito à democracia, devoção à ética e, sobretudo, aos brasileiros.
 É hora de unir novamente o Brasil. 
É hora de Aécio.


Este e outros textos analíticos sobre a conjuntura política e econômica estão disponíveis na página do Instituto Teotônio Vilela

BRASIL REAL 24/OUTUBRO/2014

ENQUANTO A GERENTONA 1,99 DOS RECORDES NEGATIVOS DO CACHACEIRO TÁ NA "GANDAIA" : NO brasil maravilha dos VELHACOS... Déficit das contas externas quase triplica e chega a US$ 7,9 bi, maior desde 1947

Nem mesmo a alta de quase 10% do dólar – que poderia impulsionar as exportações e frear os gastos – fez com que o Brasil não registrasse o pior rombo nas contas externas em setembro. Muito pelo contrário. O déficit cresceu nada menos que 186% em relação ao mesmo período do ano passado. 

O resultado de todas as trocas de serviços e comércio com o restante do mundo ficou negativo em US$ 7,9 bilhões: 
o maior desde 1947, quando o BC começou a registrar os dados. 
O rombo acumulado nos últimos 12 meses representa 3,7% do Produto Interno Bruto (PIB). É a pior relação desde fevereiro de 2002

O déficit de setembro veio muito acima do previsto pelo BC. A aposta da autarquia era de um resultado negativo de US$ 6,7 bilhões. Essa disparada do rombo das contas externas foi provocada pelo déficit da balança comercial em setembro de US$ 940 milhões. O país ainda gastou US$ 4,7 bilhões em serviços. Praticamente a metade disso é de gastos com viagens internacionais.

Apesar do dólar mais caro, o brasileiro bateu novamente um recorde de despesas em viagens ao exterior. Só em setembro, o turista deixou US$ 2,4 bilhões lá fora: nunca o Banco Central registrou uma gastança desse tamanho nesse mês. É ainda o segundo maior gasto para qualquer mês. Só perde para julho, período de férias escolares.

— Houve uma redução da corrente de comércio tanto das exportações quanto das importações. Agora, em setembro, houve queda maior das exportações. A gente pode atribuir isso a perda de preços de itens importantes da nossa pauta — explicou o chefe do departamento econômico do BC, Túlio Maciel.

No ano, as chamadas transações correntes acumulam um rombo de US$ 62 bilhões. É outro recorde. Em outubro, deve ser registrado um novo déficit de 6,6 bilhões, segundo a projeção do BC. Mesmo com a sequência de dados negativos, o Banco Central repete que não há preocupação em relação à situação das contas externas brasileiras.

— O fundamental aqui é olhar as condições de financiamento. E essas condições estão confortáveis — garantiu Maciel.

Ele refere-se aos investimentos que chegam no país. 
Apesar de estar mais dependente de capitais especulativos, o Brasil recebe uma boa quantidade de recursos de boa qualidade. E em setembro, houve surpresa positiva: os investimentos estrangeiros diretos, aqueles que chegam para ampliar a capacidade de produção das fábricas, foram de US$ 4,2 bilhões.
 A expectativa do BC era de uma entrada de US$ 3 bilhões.

Gabriela Valente/O Globo

outubro 23, 2014

PARA REGISTRO ! ENFIM OS BUNDÕES À DESCOBERTO DA DELINQUENTE DE RAPINA E DO CACHACEIRO VIGARISTA DEDO DURO : OS SALAFRÁRIOS SABIAM DA ROUBALHEIRA NA PETROBRAS, DIZ YOUSSEF. SE FOR VERDADE, É MATÉRIA DE IMPEACHMENT SE ELA FOR REELEITA.

Aquilo que os petistas tanto temiam desde o começo aconteceu: a operação Lava Jato bateu em Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República, e em Dilma Roussef, Eles sabiam da roubalheira vigente na Petrobras. É o que o doleiro Alberto Youssef assegurou à Polícia Federal e ao Ministério Público no curso do processo de delação premiada. Está na capa da VEJA, que começa a circular daqui a pouco. 

Eu poderia engatar aqui aquela máxima de Carlos Lacerda sobre Getúlio Vargas, só para excitar a imaginação de Lula, trocando a personagem. Ficaria assim: “A Sra. Dilma Rousseff não deve ser eleita. Eleita não deve tomar posse. Empossada, devemos recorrer à revolução para impedi-la de governar.”

Mas aqueles eram tempos em que as pessoas prezavam muito pouco as instituições, a exemplo de certos partidos que estão por aí. Eu não! Eu prezo a lei e a ordem. Eu prezo a Constituição do meu país. Eu prezo os Poderes constituídos.

Se as acusações de Youssef se confirmarem, é claro que Dilma Rousseff tem de ser impedida de governar caso venha a ser reeleita, mas em razão de um processo de impeachment, regulado pela Lei 1.079, que estabelece:

Art. 2º Os crimes definidos nesta lei, ainda quando simplesmente tentados, são passíveis da pena de perda do cargo, com inabilitação, até cinco anos, para o exercício de qualquer função pública, imposta pelo Senado Federal nos processos contra o Presidente da República ou Ministros de Estado, contra os Ministros do Supremo Tribunal Federal ou contra o Procurador Geral da República.

E o texto legal estabelece os crimes que resultam em perda de mandato. Entre eles, estão:
- atuar contra a guarda e o legal emprego dos dinheiros públicos;
- não tornar efetiva a responsabilidade dos seus subordinados, quando manifesta em delitos funcionais ou na prática de atos contrários à Constituição;
- proceder de modo incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo;

Se é como diz Youssef — e lembro que ele está sob delação premiada; logo, se mentir, pode se complicar muito — , pode-se afirmar, de saída, que Dilma cometeu, quando menos, essas três infrações, sem prejuízo de outras.

Trecho do diálogo de Youssef com o juiz:
— O Planalto sabia de tudo!
— Mas quem no Planalto?, perguntou o delegado.
— Lula e Dilma, respondeu o doleiro.

Se Dilma for reeleita e se for verdade o que diz o doleiro, DEVEMOS RECORRER ÀS LEIS DA DEMOCRACIA — não a revoluções e a golpes — para impedir que governe. Afinal, nós estamos em 2014, não em 1954.