"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

janeiro 05, 2012

COM A "GERENTONA" TESTA DE FERRO : Captação da poupança e dos fundos caiu, nos CDBs, houve uma diminuição do estoque de títulos

Em três grandes indústrias desse mercado - a caderneta de poupança, fundos e Certificados de Depósito Bancário (CDBs) - houve diminuição da captação.

Segundo dados do Banco Central, a poupança registrou captação líquida positiva de R$ 14,186 bilhões, valor 63,3% menor ao observado em 2010 e o pior desde 2006.

No caso dos fundos, que incluem desde aplicações conservadoras como renda fixa e DI até opções mais arriscadas como fundos de ações e multimercados, a captação em 2011, até o dia 30 de dezembro, foi de R$ 59,471 bilhões, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

A soma é quase 48% menor à verificada em 2010, quando a indústria de fundos captou R$ 113,977 bilhões.

De acordo com dados da Cetip, o estoque de CDBs fechou 2011 em R$ 682,529 bilhões, um saldo de quase R$ 00 bilhões a menos do que o de 2010, de R$ 781,83 bilhões.

Apesar da diminuição do ritmo de captação da poupança, o administrador de carteiras Fábio Colombo afirma que a caderneta pode ser vantajosa em alguns casos.

"Se o investidor tem acesso a fundos de administração com taxa abaixo de 1,5%, os fundos acabam ganhando da poupança em rentabilidade. Se não consegue esse nível de taxa, é melhor ficar na poupança", diz Colombo.

Ele calcula que a rentabilidade da poupança no ano passado, de 7,45%, deva ficar cerca de 1% acima da inflação oficial de 2011 ainda não divulgada

Yolanda Fordelone, do Economia & Negócios/Estadão

COM A "FRENÉTICA E EXTRAORDINÁRIA" : Velho ou novo, outro ano da tartaruga

O calendário chinês associa um nome de animal a cada ano que passa. A lista tem 12 bichos e o ano em andamento é o do coelho. O novo virá no dia 23 deste mês, do dragão. Li uma lenda sobre a forma como esses 12 foram selecionados e ordenados na lista. Juntamente com os demais, foram submetidos por deuses chineses a uma competição de travessia de um rio.

Em primeiro chegou o rato. Com o gato ele pegou carona em cima do boi.
O rato, a pretexto de orientar este último, que enxergava mal, e o gato, por não gostar de água.

No trajeto, o rato jogou o gato no rio, ao chegar saltou na frente do boi e foi o vencedor. O gato também chegou, mas não entre os primeiros 12, e se tornou inimigo do rato para sempre.


Dessa história só temos aqui muitos bichos.
Mas, a julgar pelo noticiário, 2011 teve um quê de ano do rato, e não foi um só que se destacou na disputa pelos desvios de recursos públicos.
Gatunos também se destacaram.


Como economista, tenho particular interesse pela direção e velocidade do nosso produto interno bruto (PIB) a cada ano que passa. Nessa avaliação, o usual desempenho de alguns animais serve para sintetizá-la. Assim, 2011 foi mais um ano da tartaruga, com crescimento lento, que se estima perto de apenas 3%.

Ainda nessa avaliação se admite a repetição dos bichos mesmo antes de esgotar uma lista, e o cenário hoje é de que a baixa velocidade desse quelônio também marcará o PIB de 2012. Retrocedendo um pouco na história, 2010 foi um ano do coelho (+7,5%) e 2009, do caranguejo (-0,3%).
Juntando os dois, foi um biênio da tartaruga.

Voltando a 2011, ele começou com previsões de um desempenho mais rápido, digamos, um ano do macaco, com crescimento perto de 5%. Mas, ao longo do ano a economia perdeu velocidade e o governo federal culpou a tal crise na eurozona, no seu impacto por estas bandas.

Mas a explicação é simplista, pois esse impacto se estendeu a outros países e muitos do nosso grupo, o dos emergentes, se saíram bem melhor que o Brasil.

Assim, a Folha de S.Paulo (1.º/1/12, pág. A3), baseada em estimativas da consultoria britânica Economist Intelligence Unit, cobrindo 24 países desse grupo, mostrou nosso país na 20.ª posição em 2011.

Para não ficar só em comparações usuais com China e Índia, sempre lá no topo, e olhando aqui por perto, a Argentina destacou-se, com um crescimento estimado de 8,5% do seu PIB.

Algo como um ano do cavalo, mas sabe-se que é um dopado por estimulantes, como controle de preços e muitos subsídios, numa corrida em que costuma terminar mal.
Aliás, passada a reeleição de Cristina Kirchner, seu governo já cuida de ajustes. Chile e Peru cresceram acima de 6%, a Colômbia, acima de 5% e o México, perto de 4%.

Repetidos diagnósticos da economia brasileira revelam que está excessivamente sujeita ao vaivém da economia mundial e que é muito baixa sua taxa de investimento em formação bruta de capital fixo (como em máquinas, fábricas, fazendas, instalações de empresas comerciais e de serviços e infraestrutura em geral), que aumenta a capacidade produtiva do País e gera mais empregos e rendimentos.

Essa taxa está perto de apenas 18% do PIB, enquanto alcança cerca de 40% na China e 30% na Índia, o que explica não só as altas taxas de crescimento desses países, mas sua permanência do topo das listas dos que crescem mais.

Os dois sintomas estão ligados, pois se nossa taxa de investimento fosse maior, isso geraria um mercado interno mais forte e uma economia mais robusta e menos dependente do que se passa fora do País.

Avançando no diagnóstico, temos um governo federal que faz muito pouco pelo crescimento mais rápido e sustentado. Fica num "PACzinho" aqui, num incentivo acolá, e gosta mesmo é do poder e de programas sociopolítico-eleitorais, de impacto social discutível, como esse insólito aumento do salário mínimo de R$ 545 para R$ 622, ou 14,13%, que entre outros efeitos agravará despesas em proveito de idosos eleitores, com o País já gastando mais com eles do que com a educação de crianças, que não votam.

E o Brasil é iludido pelos superávits primários (receitas menos despesas exceto juros) do mesmo governo, conseguidos primordialmente por avanços na arrecadação de impostos, que asfixia a economia, pois cada vez mais retira recursos de contribuintes que investem bem mais que o governo.

A ação das políticas governamentais precisaria ser muito mais focada na sua própria taxa de investimento. E não apenas em capital fixo, mas também no ensino básico e no desenvolvimento científico e tecnológico.

Aliás, até hoje o Brasil não entrou nas listas dos Prêmios Nobel, exceto naquelas que lhe dão zero.

Desde os anos 1980 o País desacelerou seu desempenho econômico, salvo no período 2004-2008, então estimulado principalmente por bons ventos que sopraram da economia mundial.

Hoje dela não se pode esperar o mesmo desempenho no horizonte que se contempla, mas tampouco ficar a culpá-la pelos nossos próprios males, que na economia se evidenciam por questões como as apontadas.

Assim, seria importante se nesta virada de ano governantes e governados olhassem mais para seu próprio país e iniciassem uma séria discussão em busca de rumo e velocidade adequados às necessidades nacionais.

E, para não ficar apenas na economia, concluo parafraseando o renomado antropólogo Roberto DaMatta, com sua visão mais completa e integrada dos muitos problemas do Brasil e do seu povo.

Conforme concluiu seu artigo de ontem neste jornal (página D8), "em 2011 voltamos a ser atrapalhados não apenas pela economia, em que perdas e danos sempre existem e são - eis o ponto - relativamente impessoais, mas pelo Estado. Um Estado que continua personalizado e aristocratizante, insensível à racionalidade num mundo preocupado com a suficiência e com a sustentabilidade".

Roberto Macedo O Estado de S. Paulo
economista (UFMG, USP e Harvard), consultor econômico e de Ensino Superior, é professor associado à Faap


A tartaruga("presidenta") no poste :

- Você não entende como ela chegou lá;
- Você não acredita que ela esteja lá;
- Você sabe que ela não subiu lá sozinha;
- Você sabe que ela não deveria nem poderia estar lá;
- Você sabe que ela não vai fazer absolutamente nada enquanto estiver lá;
- Você não entende porque a colocaram lá;
- Então, tudo o que temos a fazer é ajudá-la a descer de lá, e providenciar para que nunca mais suba, pois lá em cima definitivamente não é o seu lugar!

janeiro 04, 2012

POLÍTICA PATIFE! DUAS EM UM : Catástrofe de 2011 na Serra foi em vão E A batucada das obras,

Com a severa tempestade que desabou sobre a Serra Fluminense no início do ano passado, ficou à vista de todos o que a incúria administrativa e a corrupção podem produzir.

Entre Petrópolis, Teresópolis e Friburgo, foram mais de 900 mortos - nem todos resgatados -, estradas, pontes, casas e toda uma infraestrutura destruídas.


Num enredo conhecido, autoridades de todos os níveis administrativos se solidarizaram com as vítimas, prometeram investir na recuperação das cidades, alguns governantes até foram aos enlameados locais.

Também como sempre acontece nessas situações, ficou evidente que faltou cuidado com a prevenção por parte de todos os governos - federal, estadual e municipais.


Mas foi tão grande a tragédia - considerada a maior catástrofe natural ocorrida no país - que se esperava alguma mudança de postura do poder público. Em vão. Há um ano da enxurrada, quando nova temporada de chuvas se inicia, os mesmos problemas voltam a ocorrer, em Friburgo e Teresópolis.
Pelo menos até agora.


A lição não foi aprendida, apesar do número de vítimas, da pulverização de patrimônios público e privado. Se algo positivo aconteceu no decorrer de 2011, naquela região, foi o afastamento dos prefeitos de Teresópolis e Friburgo, Jorge Mario (ex-PT) e Demerval Moreira Neto (PTdoB).

O primeiro, cassado; o segundo, destituído pela Justiça Federal, a partir de ação proposta pelo Ministério Público Federal.


Os dois mantinham esquemas de corrupção detectados assim que foi exigido das prefeituras agir de maneira rápida e eficiente na aplicação de recursos federais e estaduais liberados na tragédia.

Mas foi só. As chuvas destes dias encontram áreas das cidades atingidas com rigor em 2011 quase do mesmo jeito que ficaram depois da passagem das águas há um ano. No momento, os problemas mais graves ocorrem em Friburgo.

O governo federal tem parte ponderável da responsabilidade em todo este drama. Se, em 2011, descobriu-se que o ministro Geddel Vieira (PMDB), da Integração Nacional na fase final do governo Lula, privilegiara sua base eleitoral, a Bahia, na distribuição das verbas federais para obras de prevenção contra este tipo de desastre, sabe-se agora que Fernando Rezende (PSB) seguiu Geddel e concentrou a mesma verba em Pernambuco.

Em artigo publicado ontem no GLOBO, o economista Gil Castello Branco, da ONG Contas Abertas, registrou que dos R$155,6 milhões do orçamento para obras de prevenção, a maior parte, R$34,2 milhões, 22%, foram para o domicílio eleitoral do ministro.


O poder público nada aprendeu com a catástrofe de 2011. Por determinação da presidente Dilma, a ministra Gleisi Hoffmann, da Casa Civil, suspendeu as férias e voltou ao gabinete, ontem, no Planalto, para tratar de ações de emergência em áreas de enchentes em Minas e no Rio de Janeiro.

Noticia-se, também, que serão definidos critérios técnicos na distribuição de verbas que Geddel e Rezende usaram com fins clientelistas.


Tudo pirotecnia.
Mais uma vez, o Estado apenas tentará apagar incêndios mais do que previsíveis, pois não consegue agir na prevenção. Por deficiência administrativa e/ou má-fé.
O Globo

A batucada das obras

O projeto do novo Sambódromo é assinado por Oscar Niemeyer
Imagem: Divulgação

EM RITMO ACELERADO: cerca de 500 operários trabalham dia e noite para aprontar o novo Sambódromo, que tem o prazo de conclusão previsto para uma semana antes do carnaval, dia 12 de fevereiro

NO ENTORNO, a obra do novo centro de controle da Secretaria de Segurança

MÁQUINAS PESADAS (acima) são usadas na construção dos camarotes; perto dali, operários trabalham para erguer as novas arquibancadas a tempo (abaixo)

Waleska Borges
waleska.borges@oglobo.com.br

Operários, tratores, guindastes, cimento, ferragens. O ritmo acelerado que se escuta na Sapucaí desde o ano passado vai mostrar no próximo carnaval as novas formas do Sambódromo. Mas o cenário de transformação na Cidade Nova vai além da Sapucaí.

Outras obras chamam a atenção na região, entre elas a do Centro Integrado de Comando e Controle da Secretaria de Segurança Pública, na esquina das ruas Benedito Hipólito e Carmo Neto. Segundo o arquiteto responsável pelo projeto, Marcos Lorena, a área construída no local será de 13 mil metros quadrados.

A previsão é que o prédio, com quatro andares e um heliponto, seja entregue em maio.

Outras construções nas redondezas também evidenciam a revitalização da área. Um prédio do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que está sendo erguido na Rua Júlio do Carmo, deve ser entregue em setembro.

O edifício - que será vizinho a uma unidade da Petrobras também em construção - terá dez pavimentos e mais de 21 mil metros quadrados de área construída. A Cedae também já se mudou para a área.

Apesar de várias obras estarem em andamento, funcionários da empresa ainda reclamam da falta de opções de restaurantes e padarias. E também dizem que já presenciaram assaltos a pedestres.

- Acredito que o Centro Integrado de Comando e Controle vai trazer mais segurança para região - disse Tarcísia Lima, de 38 anos, auxiliar comercial da Cedae.

Camarotes com dois andares e varanda

Do alto, o novo Sambódromo mostra o leque de arquibancadas dos dois lados, uma novidade que poderá ser conferida na temporada de ensaios técnicos, que começa no domingo. Cinco blocos (nos setores 4, 4a, 6, 6a e 2a) estão prontos.

Segundo o secretário municipal de Turismo, Antônio Pedro Figueira, na abertura dos ensaios, a passarela estará frisada e recapeada.

A expectativa é que todas as obras fiquem prontas uma semana antes do carnaval, no dia 12 de fevereiro.

- A população poderá curtir os desfiles em arquibancadas nos dois lados do Sambódromo. Isso vai trazer mais emoção para quem desfila e para o público - disse o secretário.

Na Sapucaí - que, com as obras, terá a capacidade aumentada de 60 mil para 72,5 mil pessoas - também é possível ver o formato dos camarotes com dois andares e varanda.

- O varandão será o filé do carnaval. O folião poderá ver tudo ao ar livre - disse o secretário.

Segundo Antônio Pedro, as obras do setor 8, que já estão com as fundações prontas, serão concluídas por último. Ele garante que, no dia 12 de fevereiro, quando haverá um teste de som e luz, além de uma lavagem simbólica da passarela por baianas das escolas, o setor estará pronto.

Conforme o secretário, a passagem de um rio próximo ao setor 8 atrasou a obra no local. Foi necessário fazer um desvio. Também no último teste de fevereiro, pela primeira vez o público ocupará os dois lados do Sambódromo durante um ensaio.

Enquanto as obras não ficam prontas, cerca de 500 operários trabalham dia e noite. Nem as recentes chuvas, segundo Antônio Pedro, impediram os serviços. Nesses dias, os pedreiros trabalharam nas instalações elétricas internas.

Alguns operários dizem estar orgulhosos de participar da construção do "novo Sambódromo".

Um deles, o encarregado de montagem Marcos Antônio da Silva, de 30 anos, morador de Seropédica, nunca tinha entrado no local:

- Mas todo ano venho curtir (o carnaval) do lado de fora.
Quando eu tiver filhos, vou contar a eles que ajudei nesta ampliação.

O brasil TRANSFORMADO PELO CACHACEIRO PARLAPATÃO, O FILHO... DO brasil QUE ENOJA: Agentes da impunidade nos três Poderes


Há algo em comum e, da mesma forma, uma grande diferença entre o militante petista Waldomiro Diniz e seu adversário político José Roberto Arruda, desalojado do governo do Distrito Federal e do partido pelo qual fora eleito, o DEM, além do fato de este ser um partido de oposição ao governo do PT.

Em fevereiro de 2004, a revista semanal Época revelou a existência de um vídeo no qual o citado Waldomiro, encarregado do relacionamento entre a chefia da Casa Civil do presidente Luiz Inácio da Silva, que havia celebrado um mês antes um ano em seu primeiro mandato, e o Congresso Nacional, achacava um empresário da jogatina, Carlos Augusto Ramos, vulgo Carlinhos Cachoeira, para financiar campanhas eleitorais de aliados do grupo no poder federal nas eleições estaduais de 2002.

Seus beneficiários seriam Rosinha Matheus, que tinha passado pelo PSB e, à época do achaque, estava no PMDB; Benedita da Silva, do PT, ambas no Estado do Rio; e o petista Geraldo Magela, do Distrito Federal.

O, digamos, "bingueiro" foi escolhido para a abordagem porque o militante ocupava, à época, a presidência da Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj) e lhe oferecia em troca da propina favorecimento em concorrências.


O achacado não se fez de rogado, gravou e filmou o encontro, tendo o vídeo chegado às mãos dos jornalistas da revista, que reproduziu seu conteúdo e ainda obteve do denunciado confissão cabal do delito cometido.

Waldomiro Diniz foi demitido de seu posto e despejado do gabinete que ocupava no Palácio do Planalto a reduzida distância de seu chefe, o então todo-poderoso titular da Casa Civil José Dirceu, e do superior hierárquico dos dois, Luiz Inácio Lula da Silva.

A reportagem está para completar o sexto ano de sua publicação e, embora afastado das prerrogativas e benesses do poder na República, o indigitado continua gozando plena liberdade, numa prova viva e circulante de que o Brasil oficial merece o apodo do título do livro do jornalista paraibano Sebastião Barbosa:
"o país da impunidade".

Por incrível que pareça, desde então a Polícia Federal (PF), partindo de uma gravação inequívoca e de uma confissão que não deixa dúvidas, não conseguiu produzir um inquérito que pudesse ser aceito como válido pelo Ministério Público Federal (MPF).


Numa dessas circunstâncias que podem até ser assustadoras, mas não são surpreendentes, essa é exatamente a justificativa que o Ministério Público dá para outra efeméride.

Quatro anos depois do escândalo na Casa Civil de Lula, caso bastante similar explodiu no gabinete do então governador José Roberto Arruda. Sua Excelência foi filmada e teve sua voz gravada recebendo explicitamente pacotes de dinheiro de seu ex-secretário Durval Barbosa, que fez o vídeo por ele produzido com o flagrante chegar às mãos da mesma PF em troca de delação premiada.

Ao contrário de Waldomiro, contudo, e aí está a primeira diferença entre os dois, Arruda não foi pilhado sozinho com a boca na botija. O deputado distrital Leonardo Prudente também o foi e guardou a propina na meia.


Tal como Waldomiro, Arruda perdeu seu valioso emprego público, obtido, no caso dele, por sufrágio universal, secreto e soberano da população do Distrito Federal.

Mas, da mesma forma como o adversário e antecessor em recebimento flagrado de suborno, até agora não se viu obrigado a responder pelo delito perante a Justiça.

Para tanto, ambos não precisaram de álibis nem padrinhos fortes no Judiciário. Assim como ocorreu no escândalo quatro anos mais velho, a investigação do "mensalão do DEM" foi prejudicada, segundo o MPF, pela falta de "vários documentos" no relatório encaminhado pela PF.

De acordo com a Procuradoria, sem esses documentos seria "impossível o oferecimento da denúncia por causa da técnica própria da ação, que obriga o membro do Ministério Público Federal a apresentar as provas dos fatos que afirma".

Essa conclusão impediu que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, cumprisse a promessa de que denunciaria o ex-governador e seus cúmplices "sem falta" no ano passado, feita logo após a sabatina a que foi submetido para ser reconduzido ao cargo, em agosto.

Agora ele pediu mais tempo para evitar delongas no processo judicial e, assim, apresentar uma denúncia que chamou de "robusta". "Embora seja frustrante a demora, seria ainda mais frustrante a precipitação de oferecer uma denúncia que acabasse por não estar à altura da gravidade daquela situação", disse ele.

Em 2006 a Procuradoria levou dez meses para denunciar o esquema do mensalão federal do PT, revelado em 2005.


Mas como a impunidade no Brasil tem muitos agentes nos três Poderes, convém anotar que de pouco serviu a presteza do procurador-geral há cinco anos, que é louvável, já que o esquema que o ex-chefe de Waldomiro, José Dirceu, é acusado de comandar tornou réus do Supremo Tribunal Federal (STF) 38 políticos, doleiros e empresários.

Pois desde 2006 e em via de chegar ao sexto ano, só agora o relator do caso, ministro Joaquim Barbosa, entregou a seus pares seu parecer a respeito do episódio, às vésperas da eventual prescrição dos principais crimes de que são acusados os denunciados como chefes do esquema, o de formação de quadrilha.

E o revisor do processo, Ricardo Lewandowski, avisou que vai levar um bom tempo para tomar conhecimento de um caso do qual qualquer cidadão brasileiro conhece praticamente tudo o que ocorreu, e isso, por si só, levanta dúvidas quanto à punição dos eventuais culpados.


Waldomiro, Arruda e os mensaleiros, bem como os ditos "aloprados", que produziram um dossiê falso contra o tucano José Serra na eleição paulista de 2006, têm-se beneficiado da impunidade que, pelo visto, depende da incúria da PF, que, assim, não seria tão "republicana" quanto se proclama, ou do MPF, que, então, não seria a palmatória do mundo que garante ser.

José Nêumanne


janeiro 03, 2012

NUNCA A REPÚBLICA TEVE TANTOS SALAFRÁRIOS E GOVERNANTES PATIFES.

Tão regulares quanto os dias de um calendário, as tragédias decorrentes das chuvas de verão voltam a se repetir no Brasil. Todo começo de ano é assim, a despeito das reiteradas promessas das autoridades de que, "desta vez", a prevenção chegará antes da reconstrução.

Neste 2012 que se inicia, as sirenes de alerta voltaram a soar na região serrana do Rio de Janeiro. Teme-se a repetição da catástrofe do ano passado, que matou mais de 900 pessoas. Em Minas Gerais, já são dezenas as cidades sob estado de calamidade.

Por incrível que possa parecer, as chuvas torrenciais, por mais previsíveis que sejam, pegam novamente as populações desprevenidas, desprotegidas, desamparadas. O muito que poderia ter sido feito ao longo do ano revela-se um nada diante dos riscos que voltam a assombrar os moradores.

Em janeiro de 2011, no auge do verão passado, o governo federal prometeu ações sem precedentes para evitar que as calamidades voltassem a assustar os habitantes de áreas mais vulneráveis. Muito, muito pouco foi feito, porém.

Menos de um terço das verbas destinadas no Orçamento Geral da União do ano passado para "prevenção e preparação para desastres" foi investida: foram autorizados R$ 508 milhões e pagos apenas R$ 155 milhões.

Ou seja, nada menos que R$ 353 milhões ficaram guardados no cofre, como se as populações deles não necessitassem para preservar suas vidas.

Trata-se, contudo, de padrão recorrente. Nos últimos oito anos, as dotações autorizadas pelo Congresso para esta rubrica somaram R$ 2,8 bilhões, mas apenas R$ 695 milhões foram aplicados.

"Em outras palavras, de cada R$ 4 previstos em orçamento, apenas R$ 1 foi gasto", escreve Gil Castello Branco, da ONG Contas Abertas, n'
O Globo de hoje.

O PT de Lula e Dilma Rousseff prefere remediar a prevenir. Desde 2003, o país aplicou sete vezes mais em "resposta a desastres e reconstrução" - R$ 5,9 bilhões - do que em ações de "prevenção e preparação para desastres" - os R$ 695 milhões citados acima.

O mal é que, para muitos, o remédio acaba, infelizmente, vindo tarde demais, sem mais nenhuma valia.

Muitas das providências anunciadas nos últimos anos - como a implantação do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres, cogitada desde 2004, mas hoje funcionando em condições de improviso e precariedade - só chegarão a tempo do verão de 2013, se é que chegarão.

Além disso, há o padrão nefasto das liberações politicamente endereçadas. Enquanto o Ministério da Integração Nacional foi ocupado por um político baiano na era Lula, a maior parte das verbas foi para a Bahia. Agora, o titular é um pernambucano e 90% das verbas vão para a terra do frevo e do maracatu.

Dos gastos autorizados e pagos em 2011, Pernambuco recebeu 14 vezes mais do que o segundo colocado, o Paraná, onde chuvas fortes provocaram enxurradas e deslizamentos no ano passado", relata hoje O Estado de S.Paulo, em manchete.

O berço político do atual ministro - provável candidato a prefeito de Recife - recebeu R$ 25,5 milhões dos R$ 28,4 milhões pagos em obras autorizadas em 2011 para prevenção de desastres naturais.

Como se não bastasse, também com a regularidade de um relógio suíço, as imprevidências da gestão federal atingiram, novamente, as férias e o descanso de milhões de brasileiros que usaram, ou tentaram usar, os aeroportos para se deslocar nas festas de fim de ano.

Ontem, o dia foi de caos em alguns terminais, em especial o Santos Dumont e o Galeão, no Rio.

Segundo balanço da Infraero, dos 2.339 voos domésticos programados para até as 19h desta segunda-feira, 560 atrasaram (24%) e 146 foram cancelados (6%). (Nesta madrugada, 23% dos voos - tanto domésticos quanto internacionais - atrasaram ou foram cancelados

O ano, infelizmente, começa com a repetição de exemplos de descaso das autoridades federais pela vida e pelo bem-estar dos brasileiros. Seria muito bom se 2012 marcasse uma mudança radical neste tipo de ocorrências. É difícil crer, mas não custa tentar.

Calamidades que se repetem
Fonte: Instituto Teotônio Vilela

EM 2011 : Déficit da indústria cresce 37% e passa de US$ 43 bilhões

O déficit da balança comercial da indústria de transformação aprofundou-se no ano passado e deve manter a mesma tendência para 2012. De janeiro a novembro de 2011, o saldo negativo dos segmentos industriais atingiu US$ 43,68 bilhões, um aumento de 37% sobre 2010.

No mesmo período do ano anterior, o déficit era de US$ 31,86 bilhões. Os dados são da Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior (Funcex).

Neste ano, dizem economistas, o déficit da indústria deve aumentar ainda mais, com perspectivas de maior dificuldade para exportar, em função da tendência de retração dos mercados detonada pela crise na zona do euro.

Em compensação, a perspectiva de crescimento econômico do Brasil, mesmo com desaceleração, deve manter o nível de importação relativamente alto.

Para os especialistas, porém, as medidas do governo federal contidas no Plano Brasil Maior para estimular vendas ao exterior não serão suficientes para gerar maior competitividade ao manufaturado brasileiro.

A elevação do déficit da indústria em 2011 deve-se a um crescimento das importações em ritmo mais acelerado que o das exportações. De janeiro a novembro, as vendas ao exterior da indústria somaram US$ 137,9 bilhões, alta de 20,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Na mesma comparação, os desembarques da indústria totalizaram US$ 181,6 bilhões, com aumento de 24,5%.

Dentre os 22 segmentos de atividade especificados pela Funcex, apenas seis apresentaram superávit: alimentos e bebidas, fumo, couros e calçados, produtos de madeira, papel e celulose e metalurgia básica.

Entre os setores que mais contribuíram com saldo negativo para a balança total estão os de produtos químicos, coque, refino de petróleo e combustíveis, máquinas e equipamentos e material eletrônico e de comunicações.

Silvio Campos Neto, economista da Tendências Consultoria, diz que a balança comercial reflete a competitividade maior do país em alguns segmentos específicos, como o da agroindústria, por exemplo.

"Esse é um setor no qual o Brasil tem clara vantagem competitiva, com tecnologia avançada e capacidade de produção", diz. De acordo com dados da Funcex, o setor de alimentos e bebidas foi a que mais contribuiu com saldo positivo para a balança da indústria.

De outubro a novembro de 2011, esse segmento fechou com superávit de US$ 35,7 bilhões. No mesmo período do ano anterior, o saldo do setor foi de US$ 30,2 bilhões.

"O déficit grande em setores como aparelhos elétricos e material eletrônico e de comunicações não surpreende porque não há no país especialização ou capacidade competitiva para exportação", diz Campos Neto.

Ao mesmo tempo, lembra, mesmo com a desaceleração, o mercado doméstico continuou relativamente aquecido, o que resultou em aumento de importações, principalmente em segmentos para os quais a indústria doméstica não tem condições de fornecer, o que ajuda a elevar ainda mais o déficit.

José Augusto de Castro, vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), acredita que em 2012 o cenário de déficit crescente da balança da indústria deve ter continuidade.

"Com cenário de crise, os mercados irão se contrair. Para evitar déficits ou queda brutal de superávits, a tendência dos mercados é se fechar, com medidas protecionistas", diz ele. Isso deve dificultar ainda mais a exportação.

Castro acredita que essa tendência também será seguida pelos países da América Latina, destino importante de manufaturados brasileiros. "Esses países adquirem manufaturados importados com a receita gerada pela exportação de commodities", explica.

Com a tendência de queda de preços das commodities e a perspectiva de um menor crescimento da China, a receita de exportação da região deverá ser reduzida, acredita Castro.

"Um exemplo é a Argentina, que já deu claros sinais de que deverá adotar medidas ainda mais protecionistas para a sua indústria."

Rafael Bistafa, economista da Rosenberg e Associados, acredita que o câmbio poderá ser um fator mais positivo em 2012 do que foi no ano passado. A estimativa da consultoria é que ao fim deste ano o dólar esteja em R$ 1,9, enquanto a média de 2011 foide de US$ 1,66.

O problema da balança comercial da indústria, porém, é mais estrutural, diz Bistafa. Para revertê-lo, seria necessário uma mudança mais profunda para redução ou eliminação de gargalos conhecidos, como carga tributária alta, infraestrutura ineficiente, e custo elevado de mão de obra, diz ele.

Nesse contexto, acredita Castro, as medidas recentes do governo federal para estimular a importação, incluindo as do chamado Plano Brasil Maior, são insuficientes.

"O Reintegra dá só 3% ao exportador de manufaturados. Isso poderia dar alguma vantagem ao exportador brasileiro se os mercados internacionais estivessem com demanda aquecida. Mas, em crise, o exportador precisa ter algo a mais para oferecer."

Castro refere-se ao programa pelo qual o governo federal deve conceder como crédito valor equivalente a 3% do faturamento com vendas ao exterior de manufaturados.

Outra tentativa do governo federal de estimular a exportação é por meio da desoneração de folha para setores com mão de obra intensiva. Segmentos como o de calçados e vestuário, por exemplo, estão livres da contribuição previdenciária sobre a folha de salários e passarão a pagar valor equivalente a 1,5% sobre faturamento.

Para Campos Neto, o efeito dessas medidas é marginal. "A mudança estrutural demanda medidas estratégicas, olhando para o país para daqui a dez, 20 ou 30 anos.

As medidas adotadas pelo governo são muito pontuais, com efeito de curto prazo", diz. "O Plano Brasil Maior é cheio de boas intenções. As medidas ajudam, é verdade, mas não serão capazes de reverter o cenário para 2012."

Marta Watanabe | De São PauloValor Econômico

janeiro 02, 2012

OS TORPES E O : Investimento suspeito

O Ministério Público investiga o súbito e insólito interesse da turma do governador do Distrito Federal, o petista Agnelo Queiroz, em comprar clubes de futebol

O futebol profissional em Brasília é tão desenvolvido quanto o golfe no Gabão. A média de público nos jogos não passa de 2 000 torcedores e o time local de melhor desempenho está na terceira divisão do campeonato nacional.

Mesmo assim, os gramados da capital têm levado políticos a se transformar em cartolas.

O primeiro a descobrir as vantagens de fazer negócio em torno de um produto tão ruim foi o notório Luiz Estevão, que criou o Brasiliense Futebol Clube depois de ter o mandato de senador cassado e ser preso pelo desvio de milhões de reais das obras do TRT de São Paulo.

Há quem defenda que ele entrou no ramo para lavar, digamos, sua biografia.
Outros acreditam que foi por amor ao futebol. Seja qual for a razão, Luiz Estevão fez escola.

Uma década após a aposta pioneira do ex-senador, agora é a turma ligada ao governador Agnelo Queiroz, do PT, que se lança injetando dinheiro no combalido futebol candango.

Parceiro dileto e companheiro inseparável de Agnelo até nas denúncias de corrupção que levaram o governador a ser investigado pelo Superior Tribunal de Justiça, o advogado Luis Carlos Alcoforado acaba de comprar para si o Brasília Futebol Clube, recém-rebaixado para a segunda divisão do Distrito Federal.

Ele não revela o valor, mas um levantamento preliminar do Ministério Público estima que o negócio tenha girado em torno de 3 milhões de reais. "Comprei para incentivar futuros talentos", diz.

Nas investigações que envolvem Agnelo, Alcoforado é apontado como arrecadador do petista. Ele nega.


O advogado teria intermediado, por exemplo, supostos pagamentos de propina de um laboratório farmacêutico a Agnelo, na época em que o governador dirigia a Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Curiosamente, o laboratório é o mesmo que, no ano passado, patrocinou outro time de futebol controlado pela turma do PT:

o Ceilândia, da periferia de Brasília.
Coincidência?

Promotores que acompanham o caso acham que não. E já puseram sob a lupa um terceiro clube, o Sobradinho, comprado recentemente pelo irmão do secretário mais influente de Agnelo, o também petista Paulo Tadeu.

Além da suspeita óbvia de lavagem de dinheiro, os promotores já mapearam outro interesse da turma:
assumir, com os clubes, a gestão do megaestádio que Agnelo está construindo para a Copa de 2014.
Visão de futuro é o que não falta.

Veja

Os governantes se promovem e a gente paga a conta


Você acredita em propaganda oficial?
Acredita naquelas campanhas publicitárias na TV, todas grandiloquentes, multicoloridas, açucaradas e heróicas, quase épicas, em que prefeitos, governadores ou ministros de Estado proclamam suas proezas colossais pelo bem do povo?

Falando francamente, você acha que essa gente diz a verdade?


Quanto a isso, temos uma notícia boa e outra má.
Começando pela boa:

você dirá que não é tão crédulo assim e que olha toda essa política de promoção governista com uma ponta de desconfiança, ou mesmo com um total ceticismo.
Tanto melhor.

Desde sempre, duvidar do poder é o melhor antídoto contra os fanatismos, os autoritarismos e o culto da personalidade daquele que governa.

Agora, a má notícia:
os governos acreditam que, se insistirem com propaganda caríssima e acachapante, no fim das contas você acabará acreditando neles, e nada, nenhuma lei, pode impedi-los de aumentar a gastança.

Ato contínuo, eles torram dinheiro público no esporte que é a única unanimidade da política brasileira.


Estamos falando do esporte da autopromoção consentida, pelo qual o ocupante de um cargo no Poder Executivo alardeia as suas próprias (supostas) virtudes com recursos que deveriam ser de todos.

Todos os políticos, tanto faz o partido, são iguais na prática desse esporte.
Uma vez no poder, gente que se diz de esquerda age do mesmo modo que a direita. Tudo com nosso dinheiro.


Recentemente, a prefeitura de São Paulo, que manda no maior orçamento municipal do país, começou a despejar na TV local seus filmetes de otimismo natalino. O slogan é "antes não tinha, agora tem". Já viu, né?

O pobre telespectador paulistano olha aquilo, sai na rua e acha que endoidou.
Onde está a cidade que o prefeito promete na TV?


Na megalópole publicitária, aparece uma jovem deslumbrante, feliz, que nos conduz a postos de saúde aprazíveis como o nirvana.

Na metrópole-cenário em que ela faz deslizar seus encantos e seus sorrisos,
fulguram escolas,
a luz é farta
e a água abundante.
A musa kassabista passeia em ruas limpíssimas.
É o céu na terra da garoa.


Nessa toada ficcional, quase insultuosa, o município paulistano saltou de um patamar de R$ 12 milhões gastos com publicidade governista, em 2005, para a estratosfera de R$ 110 milhões em 2010.

Num intervalo de cinco anos, o volume foi multiplicado por quase dez.
Com o chapéu alheio, por certo.


No Estado de São Paulo, o mais rico do Brasil, a progressão perdulária é igualmente geométrica. Em 2003, o Palácio dos Bandeirantes queimou R$ 33,3 milhões no esporte da autopromoção.

Em 2010, a conta fechou em R$ 266,6 milhões (os números de 2011 ainda não são conhecidos, mas devem permanecer por aí).


Se os programas sociais de saúde, moradia e educação crescessem nas mesmas bases, a vida real seria a melhor propaganda do mundo. Mas ela não é.
A publicidade dos governos é diretamente proporcional à taxa de infelicidade dos governados. Ela só precisa vender o céu, porque a vida é um inferno.


A publicidade oficial – sob a desculpa de que está informando o cidadão, vê se pode... – existe apenas para engambelar, para fazer campanha eleitoral governista fora do período que a lei reserva para a campanha eleitoral.
A propaganda governista é a campanha eleitoral ininterrupta.

Graças a ela, os governantes têm muito mais exposição e chance de promover a si mesmos do que aqueles que militam na oposição.


A propaganda governista é hoje uma forma de combate aberto contra o princípio democrático da alternância de poder.

Ah, sim, há ainda o governo federal. Aí, as cifras são mastodônticas. Para que o estimado leitor tenha uma ideia menos vaga do que a palavra mastodôntica está fazendo aqui, digamos o seguinte:
no ano de 2009, apenas no ano de 2009,
o governo federal jogou nada menos que R$ 1,67 bilhão nas campanhas dos ministérios,
da Presidência da Repúblicae de suas estatais, segundo dados da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

Naquele mesmo ano, o total do mercado anunciante no Brasil, segundo o Projeto Intermeios, ficou na casa dos R$ 22,3 bilhões.

O governo federal, há tempos, é um dos maiores anunciantes do mercado brasileiro. E que mercadoria ele vende?
A sua própria imagem.


Assim é o Brasil, um país em que os governantes usam o dinheiro de todos para promover as causas partidárias de uns poucos – quanto aos governados, eles até que não acreditam muito na lorota governista, mas dão de ombros, deixam pra lá.

Eugênio Bucci Época

A INSTITUCIONALIZAÇÃO DA ROUBALHEIRA doc. nº 1- 2012

Aproximam-se a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, e grandes
oportunidades de negócios escusos nunca antes vistos no país à custa da
negação da lei das licitações são sofregamente esperadas.

É atribuído ao
ex-jogador e hoje deputado federal Romário, a seguinte frase:
“É
flexibilização, não é facilitação. Ia chegar daqui a um ano e meio e ia ter que entrar em obra emergencial, sem licitação. Ai o Governo ia abrir as
pernas. Não ia ser roubo, mas sim assalto!”.
Já estão inventando coisa o
ROMÁRIO. Cretinos.

O partido que assalta o poder “vendeu” uma imagem de seriedade com o trato
da coisa pública, mas nunca agiu com seriedade neste quesito, basta
averiguar as prefeituras onde inicialmente dominaram, e Celso Daniel foi
testemunha deste descalabro, ou as verbas do exterior encontradas num avião
particular que “amaciaram” sua trajetória política e cujo episódio jamais
foi esclarecido.

Tudo bandido de primeira linha.


Se por um lado notamos alguma “reação” do povo apoiado em reportagens
investigativas da mídia, indignado com roubos a nível municipal, estadual e
federal, por outro lado vemos o “canto das sereias” de integrantes dos
poderes executivo e legislativo para que o povo admita a roubalheira porque poderia ser pior.

Estão perguntando qual a diferença entre PALOCCI E

PIMENTEL. Ficaram ricos da mesma maneira e são tratados de maneira
diferente?

Aos poucos a máquina esquerdista, em pílulas homeopáticas, anestesia as
consciências e prepara o povo para o bote final que é a dominação absoluta da nação.

Daí será possível acabar de vez com a propriedade particular, a

liberdade de reunião e a liberdade de expressão, tudo baseado na mentira
maior que é tornar todos iguais e os do PT ainda mais iguais para manterem
os privilégios intocados.

Temos assistido o judiciário legislar pela absoluta ausência dos
representantes do povo se posicionar frente a questões nacionais atuais e
que não carecem de opiniões obsequiosas ou atitudes omissas.

Quem perde é o
povo e principalmente a democracia.

A esquerda insiste em manter na mídia
fatos que a nação através de seus representantes já votou pelo esquecimento.
Quem lucra com isso são os canalhas que infestam este governo
que desta maneira podem agir com mais liberdade e engendrar Medidas
provisórias do quilate da Medida mencionada pelo deputado Romário.

Quem é
sujo pela FICHA SUJA sujo volta até para o SENADO e será chamado de VOSSA EXCELÊNCIA.

O que nos preocupa alem da triste constatação de episódios com esse é a
desfaçatez, o acinte, o atrevimento com que estes corruptos estão agindo.
Tal
“modus operandi” só se justifica por saber que nada sofrerão.

Basta citar
que o político pego com dólares na cueca é o autor da proposta de Medida Provisória que empareda a lei das licitações.

Onde está a OAB o Ministério
Público,o povo para mandar parar com esta vilania?

O que mantém este governo com os índices que desfruta não é exatamente sua
postura ético-propagandística ou seus programas bolsa_assistencialistas e
sim a inflação baixa e um PIB crescente. Por outro lado,nossa dívida
interna é assustadora.

A rolagem dela é crucial para manter as conquistas
sociais recentes mas aponta para a manutenção de altas taxas Selic e
enxurrada de capital estrangeiro especulativo drenando ainda mais o esforço
da Nação,postergando medidas de infra-estrutura necessárias ao crescimento
sustentável.

Não vivemos num mar de rosas. Basta a situação econômica
mundial azedar e AZEDOU e as falácias propaladas pelo governo ruirão.
Quem pagará a herança maldita deixada pelo Sr Lula?

A democracia
conquistada pelo povo e garantida pelas Forcas Armadas?
Ou os passaportes

diplomáticos confiscados?

SEIS MINISTROS JÁ SE FORAM ENVOLVIDOS EM ATOS NÃO REPÚBLICANOS
(BANDALHEIRAS OU MELHOR DIZENDO SAFADEZA). PARECE QUE TEM MAIS?

TUDO FOI PARA DEBAIXO DO TAPETE. QUEM FOI PRESO FOI UM JOÃO QUE PESCOU UM PEIXE PARA MATAR A FOME DA FAMÍLIA E ESTAVA PROIBIDO PESCAR.

ESTE FATO
APARECEU NA INTERNET.
VERDADE NÃO SABEMOS, MAS TUDO PODE ACONTECER NO
BRASIL DO MENSALÃO, ATÉ ACUSADO DE PERTENCER A QUAUDRILHA SER NOMEADO ASSESSOR DO MD.

ESTAMOS VIVOS! GRUPO GUARARAPES! PERSONALIDADE JURÍDICA sob reg. Nº12 58
93. Cartório do 1º egistro de títulos e documentos, em Fortaleza. Somos
1.797 civis – 49 da Marinha - 474 do Exército – 51 da Aeronáutica; TOTAL
2.371 Batistapinheiro30@yahoo.com.br.
WWW.FORTALWEB.COM.BR/GRUPOGUARARAPES 2 DE JAN 2012


“Pode-se fazer uma enormidade de coisa: seqüestrar, dinamitar,abater os
chefes de polícia (...) depois continuar expropriando armas e dinheiro”...”A revolução CUBA É A VANGUARDADA REVOLUÇÃO LATINO-AMERICANA, ESTA VANGUARDA DEVE SOBREVIVER”!.
CARLOS MARIGHELA

ESTE BANDIDO PREGAVA O ÓDIO, A MORTE E FOI “HOMENAGEADO” POR ELEMENTOS DO
GOVERNO, INCLUSIVE COM A PRESENÇA DE SENADOR.

FALECEU UM HERÓI NACIONAL.
O HERÓI DE MONTESE – CORONEL IPORAN NUNES DE
OLIVEIRA. NENHUMA PALAVRA DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, DO GOVERNO. ELE ARRISCOU A VIDA LUTANDO PELA LIBERDADE.

FAÇAM SUAS ANÁLISES. PERGUNTE AOS SEUS PARENTES E AMIGOS QUEM FOI UM DOS DOIS E SERÁ POSSÍVEL QUE ALGUÉM DIGA QUE O PRIMEIRO –
QUE É BANDIDO – SEJA
O HERÓI NACIONAL.

GRUPO GUARARAPES
REPASSE, AMIGO, A VERDADE PRECISA SER CONHECIDA!
www. Fortalweb.com.br/grupoguararapes
INIDQUE AMIGOS! MARCAMOS
COMO META 50000 AMIGOS PARA 2012