"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

junho 19, 2014

BRASIL REAL SEM O MARQUETINGUE DOS VELHACOS. SOB A TUTELA PETRALHA DA "PRESIDENTA" QUE NÃO SABE O QUE ESTÁ ACONTECENDO... Endividado, birrento e ridículo


O Brasil é um dos emergentes com maior dívida pública e isso é comprovado por qualquer critério - o do governo brasileiro ou o do Fundo Monetário Internacional (FMI), rejeitado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. 

Dever oficialmente 66,3% ou 56,8% do Produto Interno Bruto (PIB) talvez faça alguma diferença para a imagem nacional, se o mercado aceitar o padrão contábil mais favorável. 

Mas a posição continuará muito ruim nas comparações com outros devedores, alguns desenvolvidos e muitos em desenvolvimento. Qualquer analista do setor financeiro poderá obter facilmente os números necessários para o confronto e a conclusão será óbvia.

Em mais uma briga ridícula, inútil e talvez contraproducente, o governo brasileiro conseguiu convencer o pessoal do FMI a divulgar também a dívida bruta calculada segundo o padrão nacional. Não haverá tratamento diferenciado. A mesma regra valerá para os 188 países-membros.

O Fundo poderá incluir em documentos oficiais os valores estimados segundo o método de cada país, mas continuará divulgando as cifras obtidas de acordo com o padrão internacional. Ao insistir nessa mudança, as autoridades brasileiras mais uma vez se distinguiram de forma negativa.

A dívida pública brasileira - títulos emitidos pelos governos de todos os níveis nos mercados interno e externo - correspondia a 66,3% do PIB no fim do ano passado, segundo o FMI. De acordo com Brasília, o número correto era 56,8%. O cálculo oficial brasileiro exclui os papéis em poder do Banco Central (BC), como se fossem irrelevantes e nada acrescentassem ao risco soberano.

Mas esses papéis são reais, têm alguma função e integram os compromissos do setor público, argumentam os críticos da posição defendida pelo ministro da Fazenda. De toda forma, o critério seguido pelos técnicos do FMI é geralmente aceito na comunidade global e, por ser uniforme, permite a comparação entre os vários países.

A publicação dos dados produzidos por Brasília fará pouca ou nenhuma diferença para essa comparação. A dívida bruta de 56,8% do PIB, reconhecida pelo governo como o número relevante, ainda será maior, proporcionalmente, que os débitos de 20 dos 29 emergentes incluídos em tabela divulgada em abril pelo FMI. Quando se usa o número do Fundo (66,3%), a posição brasileira é pior que a de 24 dos 29 países. 

Pelos dois padrões a situação brasileira no fim de 2013 era menos favorável que a da média dos emergentes (34,9%) e também menos confortável que a dos latino-americanos (51,4%).

A dívida bruta brasileira, em termos brutos, supera também, como porcentagem do PIB, os compromissos de vários governos de países desenvolvidos. No fim do ano passado, 13 economias avançadas de uma lista de 32 tinham dívidas públicas inferiores à do Brasil por qualquer dos dois critérios - 56,8% ou 66,3%. 

Governos de economias sólidas, mais modernas e com histórico muito melhor que a do Brasil, exibiam no fim do ano graus de endividamento muito mais sustentáveis. 
Alguns exemplos:
 Suécia (41,4%), 
Noruega (29,5%), 
Nova Zelândia (35,9%), 
Coreia (36,7%), 
Dinamarca (45,2%),
 Austrália (28,8%) e Suíça (49,4%).

A presidente Dilma Rousseff e o ministro da Fazenda têm o costume pitoresco, e um tanto impróprio, de confrontar a situação fiscal brasileira com a dos países mais desenvolvidos, como se as contas públicas e o endividamento do País fossem muito melhores.

Em primeiro lugar, a comparação é inadequada porque se trata de países de categorias diferentes. Algumas das maiores economias, como a americana, a francesa, a italiana e até a alemã, têm de fato dívidas públicas bem maiores que a brasileira. Mas seus governos pagam juros muito menores quando têm de vender seus títulos e, além disso, conservam posições muito melhores que a do Brasil nas classificações de risco. 

A comparação é imprópria, em segundo lugar, porque em várias economias desenvolvidas o endividamento público é menor que no Brasil. 
Muito mais aceitável seria o confronto com outros emergentes. 

Nesse caso, a desvantagem brasileira é indiscutível por qualquer contabilidade.

O ESTADO DE S.PAULO

junho 18, 2014

O ódio ao PT e o ódio do PT

Lula tem toda razão. 
Existe uma campanha de ódio contra o PT. 
Esqueceu-se de dizer que existe também uma campanha de ódio do PT. 

Uma expôs-se no insulto à doutora Dilma na abertura da Copa. 
Argumente-se que o grito foi típico da descortesia dos estádios. 
O deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, influente aliado do candidato Aécio Neves, endossou-o durante um evento do tucanato:
 “O povo mandou ela para o lugar que tinha que mandar.” 

Essa é a campanha de ódio contra o PT. 
Ela pode ser identificada na generalização das acusações contra seus quadros e, sobretudo, na desqualificação de seus eleitores. Nesse ódio, pessoas chocadas pela proteção que Lula e o partido deram a corruptos misturam-se a demófobos que não gostam de ver “gente diferenciada” nos aeroportos ou matriculada nas universidades públicas graças ao sistema de cotas.

O ódio do PT é outro, velho.
 Lula diz que nunca se valeu de palavrões para desqualificar presidentes da República. Falso. Numa conversa com jornalistas, chamou o então presidente Itamar Franco de “filho da puta” e nunca pediu desculpas. 

O ódio petista expôs-se em situações como a hostilização ao ministro Joaquim Barbosa num bar de Brasília e na proliferação de acusações contra o candidato Aécio Neves na internet. Se a rede for usada como posto de observação, os dois ódios equivalem-se, e pouco há a fazer.

Lula antevê uma campanha eleitoral “violenta”, pois a elite “está conseguindo despertar o ódio de classes”. Manipulação astuciosa, recicla o ódio do PT, transformando-o no ódio ao PT. Pode-se admitir que a elite não gosta do PT, mas bem outra coisa é rotular como elite todo aquele que do PT não gosta. 
Paulo Roberto Costa, o ex-diretor da Petrobras que entesourou US$ 23 milhões em bancos suíços, certamente pertence à elite e no seu depoimento à CPI viu-se que gosta do PT e o PT gosta dele.

Essa estratégia já foi explicada pelo marqueteiro João Santana. Trata-se de trabalhar com dois Lulas: ora há o “fortão”, ora o “fraquinho”. (Talvez as palavras originais tenham sido outras, mais próximas do dialeto dos estádios.)

Quando Lula foi criticado porque tomou um vinho Romanée-Conti de R$ 6 mil durante a campanha de 2002, era a elite que negava ao “fraquinho” o acesso a um vinho do andar de cima, pago por Duda Mendonça. Anos depois, quando viajou pelo mundo em jatinhos de empreiteiras, era o “fortão” redesenhando a diplomacia brasileira.

É uma mistificação, mas contra ela só existe um remédio: 
vigiar a racionalidade da campanha, fugindo da empulhação. 
Quem quiser odiar, que odeie, mas não fica bem a uma presidente da República dizer que investiu em educação recursos que na realidade destinaram-se a cobrir o custeio da máquina. 
Também fica feio a um candidato da oposição que até outro dia estava no ministério dizer que “não fico mais em um governo comandado por um bocado de raposa que já roubou o que tinha que roubar”. Não viu enquanto lá estava?

Talvez a racionalidade seja um objetivo impossível. 
Afinal de contas, até hoje há americanos convencidos de que o companheiro Barack Obama é um socialista que nasceu no Quênia. 
Nesse caso, candidatos não devem ir a estádios.

Elio Gaspari
O Globo

EIS UMA URGÊNCIA(DENTRE MUITAS OUTRAS) PARA A MARGINALIZAÇÃO DO P artido T orpe : O PT e a regulação da mídia



Por que, afinal, o Partido dos Trabalhadores (PT) tem verdadeira obsessão pela regulamentação da mídia? Por várias razões. Duas delas, justiça se faça, atendem a imperativos da modernização e aperfeiçoamento do arcabouço legal que regula os meios de comunicação. 

A primeira: o Capítulo V, artigos 220 a 224, da Constituição de 1988, que trata "Da comunicação social", permanece até hoje desregulamentado. 
A segunda: o Código Brasileiro de Telecomunicações, de 1962, que normatiza também o rádio e a televisão, é completamente obsoleto. Quando foi promulgado, há mais de meio século, nem a internet existia.

Esgotam-se aí as boas intenções do PT.  
O que de fato leva o partido a defender o que eufemisticamente chama de "democratização da mídia" é a intenção de controlar os meios de comunicação para viabilizar seu projeto de manutenção no poder a qualquer custo.  E essa é a motivação tanto da minoria "ideológica", que entende que a sociedade precisa ser tutelada, como da maioria fisiológica, apegada às benesses do poder.

Quando políticos reverentes ao totalitarismo cubano e simpatizantes das aventuras bolivarianas e do fundamentalismo islâmico falam em "controle social da mídia", só é possível concluir que sejam, também, adeptos da mordaça, do cerceamento da liberdade de expressão e de imprensa. 
E essa suspeita se agrava quando se observa a maneira oblíqua, ardilosa, como o PT coloca a questão da "democratização" dos meios de comunicação.

Obedecendo à nova estratégia, os porta-vozes petistas da tal "democratização" passaram a distinguir claramente em suas manifestações a mídia impressa (jornais e revistas) da eletrônica (rádio e televisão) com a ressalva de que a primeira não carece de "regulação" como a segunda, que é concessão pública. "Regulação de mídia pode ser feita para rádio e televisão, porque são concessões. Mas não se aplica à imprensa escrita e internet", declarou no último dia 4 o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. 
Faz sentido.

Não fosse por idiossincrasia pessoal, como notoriamente é o caso de Lula, os petistas não teriam razões para se incomodar com a "má vontade" dos jornais e das revistas de maior circulação, a chamada Grande Mídia. Afinal, o hábito de leitura desses periódicos - acreditam os próprios petistas - é praticamente limitado à "elite" que o PT encarniçadamente combate e não impediu que Lula & Cia. vencessem três eleições presidenciais consecutivas. 

Já o rádio e a televisão falam às massas.
 São, portanto, potencialmente perigosos, especialmente nas mãos da "direita". Mas até mesmo na mídia eletrônica o conteúdo não pode ser regulado, segundo a Constituição, como admitiu ainda Paulo Bernardo.

De que maneira, então, neutralizar a "influência negativa" da mídia eletrônica sobre a opinião pública? O próprio Lula já deu a receita, em recente entrevista a um semanário: 
se o rádio e a televisão se recusam a mostrar tudo de bom que o governo faz todos os dias, "vai de rede nacional" sempre que for preciso. 
Dinheiro para isso não falta. 

A solução ideal, no entanto, é definir normas, "algumas obrigações", nas palavras do ex-ministro Franklin Martins, para que "o espectro eletromagnético" informe a população com "equilíbrio e isenção".

Martins não deixou claro a quem caberia decidir se uma emissora de rádio ou de televisão está se comportando com equilíbrio e isenção, mas ele próprio esteve à frente de uma iniciativa que fornece pistas importantes: a Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), realizada em Brasília ao apagar das luzes do governo Lula. 

Na preparação da Confecom, o governo tomou a precaução de definir previamente, por meio de portarias do Ministério das Comunicações, as instâncias que teriam direito à representação na comissão organizadora, os eixos temáticos a serem discutidos e a sistemática de funcionamento dos grupos de trabalho. 
Tudo muito bem "regulado".
As conclusões da Confecom revelaram-se, para surpresa de ninguém, perfeitamente afinadas com o pensamento do então ministro Franklin Martins. Talvez por isso o documento que as consubstancia permaneça até hoje na gaveta em que a então recém-empossada presidente Dilma Rousseff o guardou.

O ESTADO DE S.PAULO

junho 17, 2014

O TEMPO É O SENHOR DA RAZÃO OU Desespero, ódio e baixaria. AQUI "ELE" SEMPRE FOI O PARLAPATÃO CACHACEIRO O ASQUEROSO FILHO... do brasil, "ELA" UMA NADA E COISA NENHUMA E DESAVERGONHADA.

No desespero diante da sólida evidência de que a incompetência de Dilma Rousseff está colocando seriamente em risco o projeto de poder do PT, Luiz Inácio Lula da Silva apela para seu recurso retórico predileto: 
fazer-se de vítima, acusar “eles” – seus adversários políticos – daquilo que o PT pratica, transformando-os em inimigos do povo e sobre eles jogando a responsabilidade por tudo de ruim e de errado que acontece no País. Lula decidiu de vez “partir para cima” e deixou claro que até outubro estará se atolando no ambiente em que se sente mais confortável: 
a baixaria.
Uma das mais admiráveis figuras do século 20, Nelson Mandela, reconciliou a África do Sul – que saía do abominável regime do apartheid – consigo mesma promovendo pacificamente o entendimento entre a minoria branca opressora e a ampla maioria negra oprimida. Lula continua fazendo exatamente o contrário: dividiu os brasileiros entre “nós” e “eles”, arrogando-se a tutela sobre os desvalidos, que tem procurado seduzir, transformando-os não em cidadãos, mas em consumidores. Um truque que, como se vê hoje nas ruas, está saindo pela culatra.
Pois é exatamente o homem que subiu na vida com um punhal entre os dentes, disseminando a divisão em vez da consciência da cidadania como arma de luta contra as injustiças sociais, que agora, acuado pelo desmascaramento da enorme farsa que tem protagonizado, tem a desfaçatez de prognosticar que “a esperança vai vencer o ódio”.

Apesar de alegadamente motivada pela declaração de Aécio Neves, na convenção do PSDB que lançou oficialmente sua candidatura à Presidência da República, de que “um tsunami” vai varrer o PT do poder, foram dois os sinais de alerta que levaram Lula a abrir a caixa de ferramentas:
 nova queda de sua pupila Dilma nas pesquisas e as vaias e agressões verbais em coro de que ela foi vítima na quinta-feira durante o jogo de estreia do Brasil na Copa do Mundo.

Quanto às pesquisas, não há muito mais a dizer do que aquilo que elas revelam: uma tendência constante de queda do prestígio e das intenções de voto na candidata do lulopetismo à reeleição. A debandada dos membros mais “pragmáticos” da “base aliada” reforça essa evidência.
As vaias e xingamentos no Itaquerão, por sua vez, refletem o que têm afirmado, abertamente, muitos líderes oposicionistas e, intramuros, lideranças do próprio PT: Dilma e, mais do que ela, o lulopetismo estão colhendo o que semearam. 
Nem por isso manifestações como aquelas podem ser endossadas. 
A grosseria não é coisa de gente civilizada. 
Um chefe de Estado merece respeito, no mínimo, pelo que representa.

Mas não há de ser quem sempre, deliberada e calculadamente, se esmerou em atacar e ofender adversários que agora vai assumir posição de superioridade moral para condenar quem manifesta, no calor da multidão, um sentimento espontaneamente compartilhado.
Foto: O PILANTRA DO LULA PRECISA OLHAR PARA O PRÓPRIO RABO ANTES DE QUERER DAR LIÇÃO DE MORAL NO POVO BRASILEIRO.

"O sr. Lula xingou o então presidente Itamar Franco de "filho da puta", disse que a cidade de Pelotas é "exportadora de veados", gabou-se de tentar estuprar um colega de cela e confessou ter nostalgia dos tempos em que os meninos do Nordeste enrabavam -- se é que enrabavam -- cabritas e jumentas. É a pessoa adequada para dar lições de respeitabilidade à nação brasileira. Todo mundo sabe do que ele é capaz." Olavo de Carvalho  

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E também não vale o argumento com que Lula procurou desqualificar os manifestantes do Itaquerão, a eles se referindo como “gente bonita”, ou seja, a famigerada elite. Afinal, a Copa do Mundo no Brasil, essa vitrine que está expondo o País aos olhos do mundo com efeitos duvidosos, foi apresentada à Nação sete anos atrás como uma fantástica conquista pessoal de Lula, uma dádiva generosa ao povo brasileiro. Foi para a “gente bonita” que Lula trouxe esse espetáculo – do qual agora mantém a boa distância e não porque não possa pagar os caríssimos ingressos que, como ele sempre soube, são cobrados pela Fifa.

A candidata Dilma, por sua vez, recolheu-se. 
Alegou uma gripe para não comparecer, ao lado do chefe, à convenção do PT que lançou, no domingo, a candidatura petista ao governo de São Paulo. 
Mas o recato acabou aí. Gravou um vídeo em que se refere indiretamente ao episódio do Itaquerão e dá uma magnífico exemplo do tom mistificador que passará a imprimir à campanha eleitoral: 
“(O Brasil) é um país em que mulheres, negros, jovens e crianças, a maioria mais pobre, passaram a ter direitos que sempre foram negados. É isso que vaiam e xingam. É isso que não suportam”.
Foto: Queremos Lula no encerramento da Copa, ao lado do seu poste de Peruca Dilma para levar a MAIOR VAIA DA HISTÓRIA DO PLANETA!

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#VemProEstádioLula #SintaOAmorDoPovoBrasileiro

VENHA LULA, TOMAR NO FULECO VOCÊ TAMBÉM!!!!

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Os líderes do lulopetismo só estarão a salvo de vaias e constrangimentos se escolherem as multidões que estão sob seu próprio controle.

O Estado de São Paulo

junho 16, 2014

A união contra o ódio


Há duas forças políticas em disputa hoje no país. 
Uma prega o ódio; 
a outra defende a união. 
Uma quer dividir os brasileiros; 
a outra busca uma nação que seja melhor para todos, 
indistintamente.

A retórica agressiva e sectária do PT é parte essencial de sua estratégia política, espinha dorsal de sua lógica de comunicação. É assim que os petistas fazem política: atacando, achincalhando, desrespeitando. Mas o que o Brasil quer é união e civilidade.

Inverter estes papéis é a estratégia de quem sempre apostou num Brasil conflagrado e, quando colhe o que planta cotidianamente, age como o batedor de carteira que, apanhado, grita “pega ladrão”.

Quem, mais que o PT, vem insuflando o ódio e tentando, com seu discurso sectário, dividir o país entre pobres e ricos, entre brancos e negros, entre elite e miseráveis? Não há cargo nem liturgia que impeçam seus próceres de exercitar sua retórica da intransigência, onde quer que a oportunidade surja.

Os petistas usam todos os meios à mão, lícitos e, principalmente, ilícitos, para propagar sua ode à divisão do país. Quem não está a favor do governo é tachado de “pessimista”, de “perdedor”, de antipatriótico. Não apenas nos palanques, mas também em solenidades oficiais. Cadeias de rádio e televisão tornaram-se tribuna de honra para ataques partidários.

Os líderes petistas aproveitam todos os espaços disponíveis – e subvertem os que não deveriam estar disponíveis – para constranger adversários, sempre classificando-os como espécies de vendilhões da pátria, traidores da nação, feitores do povo. Quem não está conosco está contra nós – é esta a mensagem sempre veiculada pelos porta-vozes do PT.

Que militantes sectários ajam assim, até vá lá. Mas a coisa muda muito de figura quando até a presidente da República não se furta a desrespeitar quem pode interpor-se ao projeto de poder total de seu partido. Foi o que fez Dilma Rousseff ontem ao atacar um governador de Estado em mensagem gravada a petistas no lançamento de seu candidato ao governo de São Paulo.

É assim que o PT faz política: 
atacando, 
achincalhando, 
desrespeitando. 

Quando tomam apupos como respostas, posam de vestais. As vaias e os xingamentos são difusos, partem de gente insatisfeita com o governo, ainda que com maus modos. São uma réplica à forma de governar de um partido e não agressão a uma mulher.

A retórica agressiva do PT, em contrapartida, é parte essencial de sua estratégia política, espinha dorsal de sua lógica de comunicação. Tanto que partiu de seu marqueteiro, o 40° ministro da República, João Santana, a comparação dos adversários de Dilma a “uma antropofagia de anões, (que) vão se comer, lá embaixo”. Se nove meses atrás a ordem unida já era esta, imagina agora depois da Copa...

O mago das campanhas eleitorais petistas dá a nota, mas quem executa a sinfonia de diatribes é Luiz Inácio Lula da Silva. A cada vez que lhe abrem os microfones para falar, o ex-presidente mostra-se incapaz de produzir uma mensagem construtiva, uma palavra em favor de uma concertação nacional. Sua lógica sempre é a do sectarismo.
perola-don-lula
À guisa de “responder” a investida da oposição, o petista exercitou ontem, mais uma vez, sua pregação do ódio. Mais uma vez, apostou na divisão da sociedade. Mais uma vez, lançou mão de manipulações da história e da reescrita do passado. É assim, e só assim, que o PT busca conseguir seus triunfos.

Os brasileiros de bem não suportam mais a maneira conflituosa de fazer política que o PT pratica. Os brasileiros de bem querem, isso sim, a reconquista da união e da civilidade. A mesma união que fez o país superar a truculência política, a instabilidade econômica, o atraso social. A união que, nas últimas três décadas, construiu a nação que hoje somos. O Brasil é de todos os brasileiros e não de uma facção que dele considera ter se apossado.

Este e outros textos analíticos sobre a conjuntura política e econômica estão disponíveis na página do Instituto Teotônio Vilela

junho 13, 2014

A CANALHA (CACHACEIRO E SUA DESAVERGONHADA) VIVEM INSTIGANDO O "NÓS CONTRA ELES ". ENTONCES... BOCA FALA C...PAGA ! OU PARA OS PUDICOS : QUEM PLANTA VENTO COLHE TEMPESTADES.

Dilma Rousseff fez tudo para ir ao Itaquerão sem ser notada. Mas não teve jeito: ganhou vaias homéricas de presente da torcida presente ao estádio e xingamentos capazes de fazer corar quem estava por lá para ver a estreia do Brasil na Copa do Mundo. Já há algum tempo, a rotina da presidente tem sido esta: onde vai é homenageada com apupos pela plateia. O que hoje lhe chega apenas aos ouvidos em breve vai calar-lhe fundo na alma e na urna.

Ela até que tentou, mas não teve jeito.

 Escondida no espaço mais recôndito da tribuna de honra do Itaquerão, a presidente Dilma Rousseff fez tudo para passar incólume pela abertura da Copa do Mundo. Mas foi brindada por milhares de torcedores com vaias e xingamentos impublicáveis. 
Ela merece.

Foram pelo menos quatro ocasiões durante a partida em que o Brasil – com nosso escrete reforçado pelo juiz japonês Yuichi Nishimura – venceu a Croácia por 3 a 1 na estreia do Mundial, em São Paulo. Dilma foi homenageada com a galera gritando a plenos pulmões que ela fosse tomar no... deixa pra lá. Coitadinha.



Toda uma operação de guerra foi montada para que a presidente da República fosse ao estádio que custou mais de R$ 1,2 bilhão, a maior parte custeada com dinheiro público, sem ser notada. A ordem era “blindar” Dilma para que ela não recebesse apupos. Reservaram-lhe a cadeira mais escura do canto mais escondido das tribunas. 
Mas não deu: o povo não é bobo.

As primeiras vaias vieram logo após a cerimônia de abertura – se é que aquilo pode ser chamado de cerimônia (será que até isso deixaram para a última hora?)

Voltaram depois da execução do hino nacional – e olha que nem dá para falar de falta de patriotismo, porque a galera cantou toda a letra de Joaquim Osório Duque Estrada a plenos pulmões, mesmo que a Fifa não quisesse que fosse cantada.
Mas os xingamentos explodiram com força mesmo quando Dilma surgiu no telão após Neymar marcar seu gol de pênalti. Para desgosto da presidente, e contra as suas ordens, sua imagem foi mostrada pelas câmeras de TV para todo o mundo. E o Itaquerão veio abaixo, entoando seu grito por um tempo que, para a petista, deve ter soado como o mais longo da vida dela.

Vaias e Dilma Rousseff têm sido par indissociável de uns tempos para cá. O pontapé inaugural foi na memorável abertura da Copa das Confederações, um ano atrás em Brasília. Na ocasião, sobrou para a petistas declarar, em oito segundos e nada mais, “oficialmente aberta a Copa das Confederações Fifa 2013”. Agora, não deu nem para ela falar vírgula.
Em suas viagens pelo Brasil afora, Dilma tem sido brindada por vaias. 

Foi assim em abril, no Pará; em maio em Uberaba e na Paraíba. Até em show de música nossa querida presidente da República tem sido homenageada, como aconteceu no mês passado em Ribeirão Preto, com transmissão ao vivo e a cores para todo o Brasil de um corinho de mais de 40 mil vozes mandando 
Dilma ir tomar no... deixa pra lá.

Segundo o discurso oficial, gente assim, tão mal humorada, faz parte dos pessimistas que já entram em campo perdendo, como ela afirmou no pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão que fez à guisa de defender as memoráveis realizações de seu governo com vistas à Copa – e outras coisas que nada tinham a ver com o torneio.
Foram Dilma e seu partido que optaram por cindir o Brasil entre quem diz amém ao governo e quem mantém acesso seu espírito crítico e não corrobora com o estado atual de degeneração que a administração de turno pratica.

 A resposta tem vindo em altos decibéis: 
sobrou para a presidente colher, por ora apenas nos ouvidos, a indignação da nossa gente.
Seu patrono e tutor sequer ousa arriscar. 
Bem mais esperto que a pupila, Luiz Inácio Lula da Silva só se exibe perante plateias previamente docilizadas, sem o risco de topar de frente com o contraditório. De estádio, prefere nem passar perto – quanto mais ir de jumento, como jurou que era capaz de fazer para ver a seleção ou seu Corinthians jogar, porque de metrô é “babaquice”.
As vaias que se reproduzem pelo país afora não são atos isolados.Não são atitude de gente debochada. 

São, isto sim, gritos de protesto de milhões que não veem a hora de virar a página e começar a escrever uma nova fase da nossa história. O que hoje dói apenas nos ouvidos da presidente da República em breve vai doer-lhe fundo na alma e na urna.

Vaias: ela merece! 
Este e outros textos analíticos sobre a conjuntura política e econômica estão disponíveis na página do Instituto Teotônio Vilela

junho 12, 2014

A IGNÓBIL PRESIDENTA GERENTONA DE BOTECO DESAVERGONHADA/MENTIROSA/FANTOCHE/HIPÓCRITA FAZ COMPARAÇÕES INADEQUADAS SOBRE GASTOS DA COPA.


A comparação utilizada por Dilma Rousseff em pronunciamento realizado na terça-feira (10), em rede nacional, foi, no mínimo, inadequada. O que ela chamou de “investimento”, termo utilizado pela presidente para classificar os R$ 1,7 trilhão desembolsados para Saúde e Educação, na realidade envolve, predominantemente, despesas correntes.

A natureza de despesas “Investimentos” engloba apenas os dispêndios com obras e compra de equipamentos, ou seja, aqueles que contribuem diretamente para a formação ou aquisição de um bem de capital. 
É nessa modalidade de despesa que se encaixam os gastos com os estádios.
Não foi nesses moldes que Dilma contabilizou o investimento em Saúde e Educação. Conforme pesquisa realizada pelo Contas Abertas, para chegar aos R$ 1,7 trilhão, juntou-se o valor global gasto tanto pelo governo federal, quanto pelos estados e municípios nas respectivas áreas. O número inclui todas as despesas com custeio, como água, luz, vigilância, manutenção e pagamento de pessoal, ou seja, vai do cafezinho da recepção do hospital ao giz da sala de aula.

O deputado Romário (PSB-RJ) afirmou ser lamentável a presidente da República dissimular números para confundir a população. 

“Ela não pode comparar investimentos em estádios com o orçamento global para saúde ou educação. Investimentos com estádios devem ser comparados com investimentos na construção de hospitais ou escolas”, afirmou o parlamentar.

Com a contabilização da despesa global, Dilma procurou demonstrar que o governo teria “investido” 212 vezes mais em Saúde e Educação do que o valor gasto em estádios – R$ 8 bilhões, tornando ínfimo o valor das arenas. 
A comparação leva em conta todo o valor empenhado na “ Função Saúde” e na “ Função Educação” , na União, nos estados e nos municípios, entre 2010 e 2013, período em que os estádios estavam sendo construídos.


O parlamentar também destacou que alguns estádios, em sua maioria financiados com dinheiro do governo federal, serão pagos pelos estados e municípios – além do Distrito federal – , com recursos públicos . 
Dessa forma, segundo ele, não é correto, por exemplo, comparar o valor que a União gasta com saúde com os R$ 1,6 bilhão que o Distrito Federal gastou com construção do Mané Garrincha.


“Dilma está tentando defender o indefensável e cada dia se enrola mais com suas próprias palavras”, defende Romário.

Em termos de comparação, com os R$ 8 bilhões gastos na construção dos estádio seria possível construir 4.000 Unidades de Pronto Atendimento (UPA 24h) de porte II, que cobrem locais que possuem entre 100 mil e 200 mil habitantes e recebem até 300 pacientes diariamente.

Com o valor também seria possível erguer 2.263 escolas com capacidade de 432 alunos por turno, cada. Uma escola com 12 salas de aula e quadra coberta, financiada pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), custa R$ 3,5 milhões.

Veja.com

junho 10, 2014

Qual o filme? Em algum lugar do passado ou o exterminador do futuro?

É impressionante que, quando se fala em aumento da responsabilidade fiscal, alguns dos representantes do PT falam de recessão ou de volta ao passado. Há dois problemas com esta visão atual do PT e do terrorismo eleitoral quando se fala em ajuste macroeconômico.

Primeiro, a equipe econômica 1.0 do primeiro mandato do presidente Lula chegou a defender algo até mais radical: 
déficit nominal zero em um prazo de 7 ou 8 anos regulamentado por Emenda Constitucional. 

Segundo, essa proposta tinha a simpatia dos ministros Paulo Bernardo e Antônio Palocci e seria baseado no controle do crescimento dos gastos correntes.

Se alguém hoje defendesse essas ideias seria chamado de neoliberal. 

E o mais interessante é que o mesmo grupo de pessoas mais à esquerda que critica o primeiro governo Lula, elogia o segundo governo mandato do presidente como se a folga fiscal e o crescimento econômico de 4,6% ao ano de 2007-2010 fossem independentes das reformas antes e ao logo do primeiro mandato do presidente Lula. Imaginem um cenário de “boom” de commodities com os bancos estaduais em pleno funcionamento, sem Lei de Responsabilidade Fiscal e sem meta de superávit primário?

Vamos agora voltar ao passado e ver o que defendiam pessoas ligadas ao PT, no primeiro mandato do presidente Lula. Algumas, como o ministro Palocci, não participam mais do governo. Outros, como o ministro Paulo Bernardo, continuam no governo.

Ministro do Planejamento, Paulo Bernardo: 
“Déficit zero não é meta de curto prazo”. 0 Estado de S. Paulo – 22/06/2005.

0 ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, admitiu que o governo vê com bons olhos as propostas do deputado Delfim Neto (PP-SP) de se adotarem metas nominais pra o déficit publico, acompanhadas de um congelamento das despesas correntes, com o objetivo de se chegar a um déficit zero dentro de 7 ou 8 anos.Mas descartou a possibilidade de a medida ser adotada no curto prazo e que possa afetar de maneira negativa as politicas monetária e fiscal do governo.

( … ) (Bernardo] Negou, por exemplo, que a medida possa ser adotada para baixar os juros de maneira artificial.

“0 governo não rem a intensão de mudar a política monetária. É preciso olhar o longo prazo, onde quem sabe a gente adote as propostas trazidas pelo delfim como alternativas, não vejo problema nisso. Nos incomodamos com a excessiva rigidez orçamentária. O debate pode evoluir para uma proposta a ser levada ao Congresso? Pode. Mas não há decisão tomada sobre isso”

“Governo fala em elevar crescimento, mas descarta truques e heterodoxia”. Folha de S. Paulo – 26/06/2005.

Bernardo não descarta um simples aumento do superávit, apesar de frisar que o assunto ainda não foi debatido pela equipe econômica. Ele destaca também que, se os gastos correntes forem mantidos estáveis por seis anos, como sugere Delfim, já seria “um ganho, um sinal muito positivo que equivale a um superávit (maior]”.

”Aumentaríamos só os recursos para investimentos, segurando a despesa corrente. Com isso você estimula o crescimento sem jogar peso na inflação. Assim, gradativamente você vai ter diminuição da relação dívida/PIB.”

“Ministro defende proposta de déficit nominal zero”. Valor Econômico – 06/07/2005.

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse ontem que ela (proposta de déficit zero) é, na verdade, um aprofundamento da atual política monetária, com instrumentos fiscais. Ele também afirmou que essa proposta esta acima da crise política e sua aprovação não rem nenhuma relação com urn compromisso de o presidente Luiz Inacio Lula da Silva desistir da reeleição.

( … ) Apesar do atual momento de crise política, o ministro considera que e viável aprovar essa PEC (proposta de emenda constitucional) ainda este ano. Isso porque, segundo ele, “qualquer coisa que seja feita para melhorar a situação do pais é viável”.

Palocci defende metas de longo prazo (Folha de São Paulo – 24/06/2005 – clique aqui).

“Ao anunciar ontem a fixação da meta de inflação de 4,5% em 2007, o ministro Antonio Palocci Filho (Fazenda) defendeu a adoção de objetivos econômicos ambiciosos -mas “críveis”- de longo prazo, a serem perseguidos independentemente da alternância de partidos no poder.”

Embora não se trate de decisão oficial, Palocci chegou a indicar a meta a ser perseguida em 2008 -uma inflação de 4%, definida como objetivo de longo prazo. Depois de alguns anos, segundo o ministro, será possível buscar taxas ainda inferiores.

“Sempre que você tolera uma inflação maior, você tem uma grande conquista, que é obter a inflação maior”, disse, ironizando o argumento de que uma inflação maior traria um crescimento maior.”

Resumo: 
A política econômica do primeiro governo Lula se baseou na manutenção do tripé econômico, responsabilidade fiscal, controle da inflação e, naquela época, o próprio governo colocou em debate a proposta de déficit nominal zero e metas mais rígidas para inflação. O grande problema é que, no segundo governo Lula, houve um mudança brusca de política econômica que continuou no governo Dilma e que nos levou a uma forte queda do superávit primário, aumento da vulnerabilidade externa, baixo crescimento do PIB e desindustrialização.

O mau humor do mercado não apenas vai continuar, mas vai piorar se o governo continuar insistindo que o que fez desde 2009 está correto. Se a economia estivesse crescendo 5% ao ano, como esperava o governo em 2011, a “Nova Matriz Econômica” teria sido um sucesso. Mas com a economia crescendo menos de 2% a ano, com inflação média de 6% ao ano, apesar do controle de preços administrados, o uso abusivo e recorrente de truques fiscais, etc. é difícil acreditar que a política econômica tenha funcionado.

Dado que o mercado não sabe qual versão do PT vai definir a política econômica, em caso de reeleição, o mercado encara como real uma eventual radicalização da política econômica atual. Como escutei recentemente de um grande empresário: “Por que mudar se eles acham que a política econômica está fundamentalmente correta e que a culpa do baixo crescimento é apenas do setor externo e de nós empresários ranzinzas?”

E para completar o clima de incerteza, quando o presidente Lula fala que o nosso secretario do Tesouro é ortodoxo e se comporta como tesoureiro de sindicato, o mercado encontra todos os motivos para ficar nervoso com o que será a política econômica em um segundo governo Dilma. Some-se isso a proposta do PDT que aprovou uma carta em que sugere o “desmonte” do Banco Central e substituição por novas estruturas de formulação de objetivos e de execução da política monetária.

A minha aposta é que, se o cenário econômico piorar um pouquinho mais, o governo vai ter que divulgar uma nova versão da carta aos brasileiros se comprometendo com os princípios de responsabilidade fiscal e agenda de reformas que ficaram perdidos “Em Algum Lugar do Passado”. 

Se não o fizer, o governo poderá dificultar o cenário pós-eleição para o novo governo, mesmo que o novo seja o mesmo, e se tornar o “Exterminador do Futuro”. 

Qual será o filme? por enquanto, não sabemos.


Recebido do blog do : 

OS PUDICOS QUE ME PERDOEM. IMPUDÊNCIA, Ô GENTINHA CANALHA :Adversários usam 'oportunismo do mais deslavado nível', diz PRESIDENTA DISSIMULADA.

Em discurso na convenção do aliado PDT nesta terça-feira (10), a presidente Dilma Rousseff fez um dos discursos mais veementes contra seus principais adversários na disputa ao Palácio do Planalto. Sem citar os nomes do senador tucano Aécio Neves (MG) e do ex-governador pernambucano Eduardo Campos (PE), ela classificou as tentativas de remodelar o Bolsa Família e o Mais Médicos de "oportunismo do mais deslavado nível".

O povo do não vai dar certo ele geralmente faz o seguinte: quando a gente lança o programa, eles falam: 'não vai dar certo'. Aí nós fazemos o programa e eles falam: 'não vai dar certo, isso é um absurdo, esse programa não vale'. Agora sabe o que eles estão fazendo, Lupi? Eles estão dizendo: 
'o programa não é monopólio de ninguém, o programa pode ser usado por nós'. Obviamente, não deixa de ser um raciocínio. Agora, mostra um oportunismo do mais deslavado nível", disse Dilma.

A presidente se refere à proposta de Aécio, aprovada há duas semanas na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, que mantém o pagamento do Bolsa Família por seis meses para chefes de família que ultrapassarem a faixa de renda prevista pelo programa. Caso entre em vigor, as novas regras passarão a valer para os casos em que o beneficiário conquistar emprego com carteira assinada.

Em nova referência velada a Aécio, disse: 
"O nosso lado sabe fazer isso, por isso nós somos capazes de avançar, nós somos capazes de aprofundar a distribuição de renda, garantir crescimento com estabilidade, ampliar as conquistas e a soberania do país. Porque eu não fui eleita para tirar direito de trabalhador, para adotar medidas –agora chama assim, de medida antipopular, chama medida impopular, é um artifício de linguagem. Não fui eleita para isso. Não fui eleita para colocar o país de joelhos".

    
 OS IGNÓBEIS :
BOLSA FAMÍLIA
"AVALIASSIAÇÃO"  DO CACHACEIRO  PLANO REAL  PT, Real e a Lei de Responsabilidade Fiscal
PRESIDENTA IMPUDENTE

AINDA SOBRE O FAT ! Rombo se acelera e deve chegar a R$ 12 bilhões


Novos cálculos oficiais apontam que o rombo do fundo encarregado de pagar o seguro-desemprego ficará acima das previsões iniciais para este ano e o próximo.

Segundo informou nesta segunda-feira (9) o Ministério do Trabalho, as despesas do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) deverão superar as receitas em R$ 12 bilhões em 2014 e R$ 19,9 bilhões em 2015.

No projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias enviado em abril ao Congresso, os deficits eram estimados em R$ 3,4 bilhões e R$ 16,2 bilhões. 

A diferença terá de ser coberta pelo Tesouro Nacional (que não programou esses recursos em seu Orçamento) ou pelo patrimônio do FAT, conforme noticiou o jornal "O Globo" do último sábado (7).

Agravada nos últimos cinco anos, a deterioração das contas do fundo é provocada pela disparada das despesas e pelo enfraquecimento das receitas devido a medidas para estimular a economia. 
Alimentado pelas contribuições ao PIS-Pasep, o FAT também custeia o abono salarial e empresta dinheiro -40% da arrecadação tributária- ao BNDES.

Esses empréstimos, destinados ao setor produtivo, geram receitas adicionais e compõem a maior parte do patrimônio do fundo, que fechou 2013 em R$ 210 bilhões, expansão de apenas 2,2%.

A rentabilidade desse dinheiro está vinculada à TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo), que o governo mantém congelada em 5% anuais desde janeiro de 2013, enquanto a inflação ronda os 6%. 
A estagnação econômica e os pacotes de desoneração tributária reduziram o ritmo de expansão da receita do PIS-Pasep, da qual o governo ainda toma para si 20%, amparado por uma brecha constitucional válida até 2015.

Mas a principal ameaça às contas do FAT –e, por extensão às do Tesouro– vem mesmo da escalada dos gastos com o seguro-desemprego e o abono salarial, que saltaram de R$ 27,8 bilhões, em 2008, para R$ 47,7 bilhões no ano passado, em valores corrigidos pela inflação.

Boa parte do aumento decorre dos reajustes do salário mínimo e da ampliação do emprego com carteira assinada, uma vez que os informais não têm direito aos benefícios. Mas no governo também há suspeitas de casos de abusos facilitados pela liberalidade da legislação.

No ano passado, as receitas do FAT foram suficientes para custear os dois programas, mas a sobra não bastou para fazer os empréstimos obrigatórios ao BNDES. 
O deficit, de R$ 10,4 bilhões, significou, na prática, perda para o patrimônio, que deveria ter se expandido a uma taxa maior.