"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

outubro 13, 2014

AS MENTIRAS QUE O P artido DOS T orpes CONTA

O PT quer que olhemos para o passado com lentes distorcidas para tentar nos impedir de ver com nitidez o que acontece no presente. Engana o cidadão com um monte de mentiras

A propaganda da candidata do PT no rádio e na televisão vem espalhando mentiras atrás de mentiras. É a clara demonstração de desespero de um governo que fracassou. Os petistas querem que olhemos para o passado com lentes distorcidas para tentar nos impedir de ver com nitidez o que acontece no presente.

A estratégia petista até tem sua razão de ser: 
depois de quatro anos de governo, a candidata à reeleição não tem realizações a mostrar. Pelo contrário. O país está hoje pior do que estava quando Dilma Rousseff assumiu a presidência da República. Em praticamente tudo, andamos para trás. 

Como resposta, o PT apela a mistificações que conflitam com a história do país e afrontam o esforço de milhões de brasileiros, ao longo das últimas décadas, na construção de um Brasil melhor. Na mística petista, a história brasileira começou em 1º de janeiro de 2003, quando Luiz Inácio Lula da Silva assumiu a presidência do país. Os brasileiros sabem que não é assim. 

Um dos alvos prediletos do PT é a situação da economia brasileira antes do governo Lula. Para eles, foram tempos de terra arrasada. 
A história, porém, registra, e o povo sabe, que foram anos de semeadura: 
 Brasil reencontrou ali, com Fernando Henrique, o caminho do desenvolvimento com justiça social. Lula e Dilma tiveram a sorte de vir depois; colheram o que o PSDB plantou. 

O partido dos mensaleiros tenta reescrever a história. 
Quem está quebrando o Brasil é o governo Dilma. E isso está acontecendo hoje, dia após dia. É o governo atual quem ressuscitou a inflação - e ainda acha que os preços estão sob controle ou, quando não acha isso, sugere que o cidadão troque carne por ovo... 

É o governo atual quem colocou o país em recessão. 

Há dois trimestres o PIB encolhe, algo que não acontecia desde 2009. Isso significa que o país está produzindo menos, gerando menos empregos aqui - só neste ano, até agora, são 220 mil empregos a menos em relação ao mesmo período do ano passado - e colocando em risco as conquistas sociais.

O Brasil não vai crescer quase nada neste ano, no pior resultado para um presidente desde o governo Fernando Collor, aliado do PT. O governo culpa a crise externa, a Copa do Mundo, a seca. Mas o problema está aqui dentro mesmo: não importa o parâmetro, com Dilma o país está ficando cada vez mais para trás. 

É impossível que a candidata à reeleição não saiba disso. 

A estratégia de marketing do PT é clara: 

tentar ludibriar o cidadão, enganá-lo com um monte de mentiras. 
Os brasileiros sabem muito bem qual a situação do país. 
Por isso, não se deixam iludir e estão convictos de que a hora é de mudar o governo.
Este e outros textos analíticos sobre a conjuntura política e econômica estão disponíveis na página do Instituto Teotônio Vilela

outubro 11, 2014

Verdades e Mentiras: inflação no segundo governo FHC versus DESAVERGONHADA 1,99 INCOMPETENTA E SEU BUFÃO

A partir de hoje, começo todos os dias a esclarecer alguns deslizes da nossa equipe econômica. Vamos começar pela inflação. No programa de ontem da GloboNews com o ministro Mantega e o economista Armínio Fraga, Mantega falou que Armínio Fraga pegou a inflação no seu primeiro ano de Banco Central em 7% ao ano e deixou 12% ao ano, em 2002. 
Na verdade a inflação, em 1999, foi de 8,94%.

Isso é verdade? Sim. 
Mas a pergunta seguinte seria tentar identificar porque isto aconteceu, i.e. por que Armínio não terminou seu mandato à frente do BC com uma inflação menor do que no início. A resposta é o medo que o mercado tinha de um governo do PT, cujo candidato que liderava as pesquisa, Luiz Inácio Lula da Silva, foi contra o Plano Real e por anos defendeu o calote da dívida pública. 
Claro que se esperava o pior.

A inflação em 12 meses vinha em queda. 

Mas, no ano de 2002, do final de fevereiro até o final de setembro, a taxa de câmbio (R$/US$) passou de 2,35 para 3,85– uma desvalorização do Real de 64% em sete meses. A taxa de câmbio puxou a inflação para cima e posteriormente com a forte valorização do Real trouxe novamente os índices para baixo no governo Lula. De julho de 2002 a maio de 2003, a inflação acumulada em 12 meses passou de 7,5% para 17%! Mas depois derreteu com a valorização da taxa de câmbio e chegou a 3% já no início de 2007, quan
do a taxa de câmbio havia derretido para 2 R$/US$.

Taxa de Câmbio (R$/US$) – JAN/1999-SET/2014


Inflação em 12 meses – IPCA – % – JAN/1998-SET/2014


No governo Dilma, não houve nada disso. 
A inflação média acima de 6% ao ano, maior do que a média do governo anterior, é pura incompetência com um agravante. Como ninguém espera valorização do Real nos próximos anos e teremos ainda que corrigir preços da energia e combustíveis, os erros do governo Dilma dificultarão a redução rápida da inflação.

E acho até que há um grande risco da inflação ultrapassar o teto da meta este ano. Se a presidente Dilma for reeleita acho que a inflação vai continuar elevada, porque a turma que está ai ainda não aprendeu que 6,5% é o teto da meta e não o centro da meta.

 blog do Mansueto Almeida 

JUNTOS pela Democracia, pela Inclusão Social e pelo Desenvolvimento Sustentável


Terminado o primeiro turno das eleições as urnas foram claras: a maioria do eleitorado, 60% dele, mostrou o desejo de mudança. Mudar significa tirar do poder os que o estão exercendo, mas significa também mudar para melhor, em primeiro e principal lugar visando a aprimorar as práticas partidárias e eleitorais. Significa também ampliar os canais pelos quais cada cidadão poderá expressar seus pontos de vista e cooperar na deliberação dos grandes temas nacionais ou de interesse local.

 É minha intenção, neste segundo turno, ser consequente com os desejos da maioria dos brasileiros: vamos continuar propondo mais mudanças para melhor. Para isso, é natural que contemos, nesta etapa, com as sugestões dos que, comprometidos com a mudança, se lançaram à campanha e, mesmo não obtendo votos suficientes para chegar ao segundo turno, contribuíram com suas ideias, propostas e debates para melhorar a qualidade de nossa democracia.

De minha parte reitero o compromisso com os valores democráticos, cuja efetivação depende de mantermos as instituições virtuosas e de sermos capazes de entender que, no mundo atual, a ampliação da participação popular no processo deliberativo, através da utilização das redes sociais, de conselhos e das audiências públicas sobre temas importantes, não se choca com os princípios da democracia representativa, que têm que ser preservados. Ao contrário, dá-lhes maior legitimidade.

O PSDB se orgulha de ter ajudado o Brasil a reencontrar o equilíbrio econômico. Não só fizemos a estabilização da moeda com o Plano Real, mas criamos instituições fundamentais para sua continuidade, sustentadas por políticas de transparência que infelizmente não vêm sendo seguidas pelo atual governo. O sistema de metas de inflação e a autonomia operacional do Banco Central para fixar a taxa de juros e observar as livres oscilações do câmbio provaram ser eficientes. 

Graças a esta base, inauguramos nova etapa de investimentos, tanto externos quanto internos, que permitiram gerar empregos e assegurar mais tarde grande mobilidade social. Mudamos de patamar no contexto das nações, sendo que, em 2000, já éramos proclamados como fazendo parte dos BRIC’s, países populosos que sobressaiam pelo vigor econômico.

Este trabalho foi feito simultaneamente com o reforço das políticas sociais. Foi nos governos do PSDB que alcançamos a universalização do acesso ao ensino fundamental e criamos o Fundef. Propomos agora ampliar a cobertura das creches, universalizar o acesso à pré-escola e a adoção da educação em tempo integral para os alunos no ensino fundamental. O futuro do Brasil será decidido nas salas de aula.

Foi também durante o governo do PSDB, que, na prática, se instalou o SUS, que, com os genéricos e a entrega gratuita de medicamentos aos mais pobres, começou a construir um Estado de bem-estar social. Falta muito ainda, e o governo do PT maltratou a saúde pública, mas continuaremos na caminhada positiva com a ampliação da participaçãoda União no financiamento do sistema através do programa Saúde +10, que viabilizará o reajuste da tabela SUS e a recuperação das instituições filantrópicas, em particular das Santas Casas. 

Foi a partir de 1994 que se inaugurou uma política de aumento real dos salários mínimos, transformada em lei mais tarde pelos governos que sucederam ao PSDB. Com isso, os benefícios da Previdência também foram aumentados. Foi nos governos do PSDB que se generalizaram as políticas de transferência direta de renda, as bolsas, assim como o Benefício de Prestação Continuada, que garante renda mínima de um salário mínimo para idosos e pessoas com deficiência.

 Os governos posteriores ampliaram estes avanços. E também fomos nós que criamos o Ministério da Reforma Agrária, criamos o PRONAF e assentamos cerca de 500 mil famílias, processo tão descuidado pelo governo atual. A reforma agrária precisa ser retomada com seriedade e prioridade.

As políticas sociais sempre fizeram parte de nossos governos, mesmo quando enfrentamos conjunturas econômicas adversas, e nos orgulhamos de ter entregue o país em condições de estabilidade que foram essenciais para que nossos sucessores pudessem ampliar e aprofundar essas políticas. Nossa determinação, e com isso pessoalmente me comprometo, é levar adiante o resgate da dívida social brasileira, que é tarefa inarredável de qualquer governante. 

Vamos ampliar e aprimorar as políticas existentes, inclusive transformando o Bolsa Família em política de Estado, e não de governo, justamente para que não sofra descontinuidade ou interrupção.

Vamos convocar a sociedade brasileira a debater e encontrar soluções generosas para nossa juventude, para lhe dar horizontes que a afastem da violência e outros descaminhos. Entendo que podemos, juntos, evitar que os problemas relacionados aos jovens sejam encarados apenas sob a ótica da punição. Essa seria uma forma injusta de penalizá-los, na ponta do processo, por erros e omissões que são de todos nós.

Temos muitas ferramentas para lidar com nossas desigualdades. A mais importante delas é a riqueza da diversidade sociocultural brasileira que deve estar expressa no combate a toda discriminação, seja étnica, de gênero, de orientação sexual, religiosa, ou qualquer outra que fira os direitos humanos e a liberdade de escolha de cada cidadão.

Mais ainda, entendemos que o governo Dilma Roussef tem sido negligente na questão da demarcação das terras indígenas. Tanto produtores rurais como indígenas têm sido vítimas dessa negligência, que contribui para acirrar conflitos e tensões. No nosso governo vamos nos posicionar pela manutenção da prerrogativa constitucional do Poder Executivo de demarcar terras indígenas, ouvindo os Estados e os órgãos federais cuja ação tenham conexão com o tema. 

Criaremos também o Fundo de Regularização Fundiária que permitirá resolver as pendências em áreas indígenas nas quais proprietários rurais possuem títulos legítimos de posse da terra, reconhecidos pelo poder público. Da mesma forma, daremos a merecida atenção, não dada pelo atual governo, às reivindicações dos quilombolas e outras populações tradicionais.

É triste constatar que a Federação está doente, enfraquecida e debilitada. Padece de centralismo excessivo na esfera federal, ficando os poderes locais à mingua dos recursos e desprovidos de competências para enfrentarem os problemas e melhorar a qualidade de vida de suas comunidades. É nosso propósito promover a revisão desse estado de coisas, devolvendo a estados e municípios os meios de exercerem sua autonomia constitucional, habilitando-os a levar a solução do problema para perto de onde ele ocorre. É urgente revigorar nossa Federação, fortalecendo suas bases.

O debate sobre o Pacto Federativo será articulado com a temática do desenvolvimento regional. 

Não há como pensar em novo ciclo de desenvolvimento nacional sem considerar como base fundamental o desenvolvimento regional. Nunca teremos pleno desenvolvimento com o país cada vez mais concentrado em ilhas de prosperidade e extensos vazios de produção e riquezas. O estabelecimento de políticas públicas regionais é um componente fundamental para articulação do Pacto Federativo. 

Quero reiterar nossos compromissos programáticos com a questão ambiental, vista do ângulo de seu tripé: o cuidado com a natureza, com as pessoas, visando mais bem-estar e igualdade, e a adoção de corretas políticas macroeconômicas, notadamente das que afetam nossa matriz energética. O moderno agronegócio brasileiro defende um programa efetivo de preservação da riqueza florestal visando ao objetivo maior de alcançarmos o desmatamento zero.

A exploração do petróleo, inclusive do pré-sal, é imperativo do desenvolvimento e não põe à margem a diversificação de fontes energéticas menos poluidoras, como as eólicas, solar, a bioenergia, o gás e, sobretudo, o uso racional da energia para poupá-la. Além disso, estabeleceremos uma política efetiva de Unidades de Conservação, não apenas para garantir a implantação e o correto uso das já existentes, como para retomar o processo de ampliação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação, paralisado no atual governo.

Enfatizo que darei a devida e urgente importância ao trato da questão das Mudanças Climáticas, iniciando um decisivo preparo do país para enfrentar e minimizar suas consequências. Assumo o compromisso de levar o Brasil à transição para uma economia de baixo carbono, magna tarefa a que já se dedicam as nações mais desenvolvidas do planeta, retomando uma postura proativa de liderança global nesta área, perdida no atual governo.

Espero, enfim, que o PSDB e seus aliados sejamos vitoriosos neste segundo turno pelo que trazemos de positivo em nossas propostas e não apenas pelos malfeitos, abusos e desmandos do atual governo, que são enormes. A democracia, tal como a concebemos, não se faz destruindo-se os órgãos de estado ao sabor de interesses partidários e privados, como foi feito com as agências reguladoras, as empresas estatais, os fundos de pensão e a própria administração federal. Nem pela estigmatização infamante dos setores políticos minoritários. É preciso devolver o Estado à sociedade brasileira.

Reconhecemos a necessidade de uma reforma política que não pode mais ser adiada e com ela nos comprometemos, a começar pelo fim da reeleição para os cargos executivos. Quero que meu governo seja aquele no qual os brasileiros vão recuperar a confiança na política como caminho para o exercício pleno de sua cidadania.

É com esta visão de brasileiro, mais do que de representante de um partido, que espero unir o Brasil. Apelo aos eleitores que já votaram contra a continuidade da situação política atual, e a todos os partidos e lideranças que propuseram melhorias em nossa política, que se unam a nós para levar adiante os compromissos que ora assumo, na segunda fase desta caminhada. Não para abdicarem do que creem, mas para ajudarem a ampliar nossa visão e para podermos, juntos, construir um Brasil melhor.

Destaco, especialmente, o legado de Eduardo Campos e o papel que Marina Silva tem exercido na renovação qualitativa da política brasileira e na afirmação do desenvolvimento sustentável. Peço a todos os que amam o país: juntem-se a nós! Só na união, no consenso, os brasileiros e as brasileiras poderão construir o que queremos: uma sociedade mais justa, democrática, decente e sustentável.

Aécio Neves

outubro 10, 2014

O Partido da Bocarra

O PT já foi o 'partido da boquinha'. Mas o assalto aos cofres públicos perpetrado desde que chegou ao poder o transformou no partido da boca grande, que morde tudo o que vê 

Alguns anos atrás, o PT foi chamado de "partido da boquinha". 
Isso faz muito tempo, quando os petistas ainda não haviam tomado de assalto o governo federal. Com tudo o que aconteceu desde a ascensão de Lula e sob beneplácito de Dilma, a sigla merece nova alcunha:
 é o partido da bocarra, da boca grande que morde e embolsa o que vê pela frente.

A crônica brasileira já celebrizou o mensalão, tido, até agora, como o maior escândalo de corrupção da nossa história política. Mas o esquema de corrupção julgado e condenado pelo Supremo Tribunal Federal está se revelando troco perto do que começa a ser revelado do roubo institucionalizado pelo PT na Petrobras.

Vamos às ordens de grandeza: 
enquanto o mensalão movimentou, segundo o Ministério Público, não mais que R$ 150 milhões, a predação da estatal pode ter atingido R$ 10 bilhões. 
Ou seja, estamos tratando de escândalo cujas proporções são dezenas de vezes maiores. Em comum, está o principal beneficiário: 
o PT, partido da candidata-presidente.

Ontem vieram à tona gravações de depoimentos de Paulo Roberto Costa, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, sobre como funcionava o esquema de desvio de dinheiro na empresa. Dos contratos fechados pela área que ele comandava, 2% iam para o PT, recolhidos diretamente pelo atual tesoureiro da legenda, João Vaccari Neto.

Tomando-se por base apenas os contratos fechados durante a gestão de PR Costa, que coincide com o período em que Dilma, primeiro, presidiu o conselho de administração da companhia e, depois, a República, são R$ 2,3 bilhões que podem ter irrigado os cofres do partido do governo ao longo de oito anos.

É tanto dinheiro que a melhor providência é compará-lo com o que seria possível construir se o recurso fosse corretamente aplicado em benefício da sociedade, de modo a dimensionar o custo que a corrupção petista impõe aos brasileiros.

Com o dinheiro que Costa informa ter roubado da Petrobras para o PT, daria para pôr 300 mil crianças em creches - daquelas que Dilma prometeu fazer 6 mil e entregou menos de 400 - ou erguer escolas para 1,3 milhão de jovens. Este foi o "relevante serviço prestado" pelo ex-diretor aos brasileiros, pela qual foi cumprimentado ao renunciar ao cargo...

Em sua propaganda política, a candidata-presidente tem dito que propôs um monte de projetos de lei para combater a corrupção. A maior parte deles, contudo, já tramita no Congresso sem jamais ter despertado o empenho do Palácio do Planalto pela sua aprovação, como mostrou O Estado de S.Paulo na semana passada.

É bem mais simples pôr fim aos descalabros e ao mar de escândalos que tem os petistas como seus principais artífices. Basta, no segundo turno da eleição presidencial, que acontece em 26 de outubro, votar para tirar Dilma Rousseff e o PT do poder.

ITV

‘Não há segredo de Justiça’, reage juiz da Lava Jato


O juiz federal Sérgio Moro, que conduz as ações criminais da Lava Jato, informou nos autos da Operação Lava Jato que não há segredo de Justiça na ação penal em que foram interrogados o ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, e o doleiro Alberto Youssef, na última quarta feira, 8.

A informação consta do despacho de Moro em que autoriza o compartilhamento de provas com a Controladoria Geral da União (CGU) e a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da Petrobrás (CPMIPetro).


Alvo de ataques do PT, que o acusa de ter dado divulgação aos relatos de Costa e Youssef – nos quais ambos revelaram repasses de 3% para o partido do governo sobre valor de contratos de diretorias da Petrobrás –, o juiz Moro esclareceu que já no despacho em que recebeu a denúncia contra os dois delatores e outros acusados deixou expresso que o processo tramita “sem segredo de Justiça, em vista dos mandamentos constitucionais da publicidade dos processos e das decisões judiciais”.

Advogados de réus na ação em que Costa e Youssef prestaram depoimento acreditam que o PT e o governo confundiram a divulgação dos relatos de ambos com as delações premiadas – o ex-diretor da Petrobrás já concluiu a sucessão de depoimentos nos termos do acordo de delação; o doleiro está depondo desde quinta feira, 2.

As delações estão sob guarda do ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), porque elas contêm informações sobre suposto esquema de propinas para deputados e senadores – parlamentares detêm foro privilegiado perante o Supremo.

Os depoimentos de Costa e Youssef à Justiça Federal nada tem com a delação premiada. Eles são réus em um processo sobre corrupção e lavagem de dinheiro na Petrobrás, nas obras da refinaria Abreu e Lima. A prisão preventiva dos dois foi decretada em março de 2014. Processos com réus presos têm prazo limitado para terminar – caso contrário, a Justiça tem que soltar os acusados.

Os interrogatórios do ex-diretor e do doleiro foram marcados dia 19 de setembro.

Na quarta feira, 8, quando foram encerrados os depoimentos de Costa e de Youssef, vários advogados que compareceram à audiência revelaram os trechos mais importantes dos depoimentos à imprensa, na saída do Fórum Federal, em Curitiba.

O juiz Sérgio Moro argumenta, ainda, que o caso envolve “supostos crimes contra a administração pública, tornando imperativa a transparência, única forma de garantir o escrutínio público sobre a gestão da coisa pública e sobre a integridade da Justiça”.

“Assim, os depoimentos prestados na última audiência na ação penal pública não foram ‘vazados’ por esta Corte de Justiça ou por quem quer que seja”, reagiu Moro. “A sua divulgação, ainda que pela imprensa, é um consectário normal do interesse público e do princípio da publicidade dos atos processuais em uma ação penal na qual não foi imposto segredo de justiça.”

Nesse mesmo despacho, o magistrado autorizou, ainda, a Polícia Federal, como por ela requerido, a utilização dos depoimentos (de Costa e de Youssef) para instrução de outras investigações conexas à Lava Jato, “não havendo qualquer motivo para restringir o seu emprego para esta ação penal”.

Ele autorizou, também, a Petrobrás, “que é a vítima dos supostos crimes narrados neste feito”, a utilizar os depoimentos como prova emprestada para sua apurações internas.

Por Fausto Macedo, Mateus Coutinho e Ricardo Brandt
Estadão

Em vídeo, FHC afirma que QUE O CACHACEIRO VIGARISTA mentiu

Em vídeo postado nesta sexta-feira, 10, em sua página oficial no Facebook, o ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso diz que o ex-presidente petista Luiz Inácio Lula da Silva mentiu quando o acusou de criticar os nordestinos. "O PT fica querendo fazer demagogia, querendo nos jogar contra o povo, dizendo que o PSDB fez isso ou aquilo, que eu disse isso ou aquilo, o Lula mentiu, eu não falei de Nordeste ou de nordestinos, nada disso", disse.

Na postagem, Fernando Henrique disse lamentar que a presidente e candidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff, "tenha embarcado nessa, não é verdade". E disse: "O povo não é bobo, o povo sabe que quem fez o Plano Real fomos nós, quando fui ministro da Fazenda, que melhorou a vida de todo mundo, dos pobres, do trabalhador."Nas críticas à gestão petista, o ex-presidente tucano disse que é com o receituário do PSDB que se combate a pobreza "e não deixando a inflação voltar e depois aconselhando o povo a não comer carne, a comer tomate, a comer frango, ovo". E continuou: "Não é deste jeito que se resolve a pobreza. Nós, do PSDB, sim, fizemos o que dissemos e deu certo."
O vídeo é mais um capítulo do embate que os dois ex-presidentes da República estão travando com mais frequência neste segundo turno, em prol de seus candidatos, Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT).

ELEIÇÕES 2014 - BRASIL REAL SEM O MARQUETINGUE DOS VIGARISTAS : Economia brasileira está 'quase derretendo', diz Armínio Fraga


Responsável por assessorar o programa econômico de Aécio Neves (PSDB), o economista Armínio Fraga disse nesta sexta-feira, 10, que faria um alinhamento "suave" da política fiscal em um período de dois a três anos. Segundo ele, há "muita gordura para cortar", o que permitira a manutenção dos programas sociais. Na lista do que pode ser eliminado estão subsídios setoriais concedidos pela administração Dilma Rousseff.

Na avaliação de Fraga, a economia brasileira está "quase derretendo", com um crescimento próximo de zero. Em participação por vídeo em seminário realizado em Washington, o economista criticou intervenções do governo para controlar preços administrados e a taxa de câmbio, defendeu aproximação com os Estados Unidos e distanciamento dos governos bolivarianos, defendeu maior abertura do País ao exterior e propôs critérios mais estritos para concessão de empréstimos subsidiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

"Nós vimos esse filme antes. Essas coisas funcionam por algum tempo, mas depois voltam para assombrá-lo", afirmou, em relação às intervenções governamentais na economia para controlar preços e câmbio.

Fraga afirmou que o País enfrenta dificuldades para mobilizar capital para investimentos, o que atribuiu ao excesso de dirigismo e ao abandono do modelo de agências regulatórias implantado na gestão de Fernando Henrique Cardoso. "O resultado é que o investimento agregado continua a cair, apesar de um grande número de programas e subsídios do governo. O fato básico é que o investimento está em 16,5% do PIB, o mais baixo patamar em um longo período."

Ex-presidente do Banco Central, Fraga refutou o argumento do governo de que o Brasil sofre os efeitos dos ventos adversos da economia global. O ritmo de expansão do País tem ficado em dois pontos percentuais abaixo do registrado na América Latina, mesmo quando são incluídos Argentina e Venezuela, afirmou. E no mundo, há economias crescendo a zero e outras a 7%. "E nós estamos em zero." Apesar de ter recuado, o preço das commodities continua elevado, em patamar superior ao registrado há seis anos, completou.

O índice de inflação -que está em 6,75% ao ano- não reflete a situação real, ressaltou, em razão da contenção de preços administrados. "O governo está segurando alguns preços, incluindo o preço de combustíveis, o que é um crime ambiental." O indicador também é afetado pela "pesada intervenção" para evitar que a moeda se deprecie em relação ao dólar e encareça o preço dos produtos importados, observou.

Em sua avaliação, a política oficial para combater a inflação é "esquizofrênica". Enquanto o Banco Central aperta a política monetária com a elevação dos juros, o Tesouro e os bancos oficiais injetam recursos na economia, em uma tentativa de estimular a produção. 

Fraga disse que fazia sentido ter uma política anticíclica em 2009, mas foi um erro estendê-la. "Temos políticas fiscais expansionistas e nosso déficit fiscal está crescendo. Há muito a ser feito para colocar a casa em ordem."

O papel do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) será revisto em um eventual governo tucano, afirmou Fraga. O economista defendeu critérios mais estritos e transparentes para concessão de empréstimos subsidiados pela instituição. Fraga ressaltou que o Tesouro transferiu o equivalente a 10% do PIB ao BNDES para financiar créditos subsidiados, muitos dos quais foram para empresas que não precisavam do benefício, como a Petrobras e grandes companhias privadas.

A injeção de recursos do banco estatal foi uma forma de tentar estimular a economia e setores industriais, mas o esforço fracassou, opinou Fraga. Segundo ele, isso fica evidente na queda de 16% para 13% da participação da indústria na composição do PIB. Segundo ele, os empréstimos do BNDES foram a munição da qual o governo lançou mão por ter sido incapaz de impulsionar a economia com baixa taxa de juros, construção de infraestrutura e sistema tributário "decente".

"O BNDES tem um papel importante a desempenhar em infraestrutura e outras áreas, mas deve haver critérios estritos", disse Armínio, defendendo que os recursos estejam especificados no Orçamento. "Deve haver critérios estritos, claros e transparentes, que possam ser analisados e avaliados. Nada disse ocorre hoje."


CLAUDIA TREVISAN, CORRESPONDENTE - O ESTADO DE S. PAULO

brasil maravilha para VELHACOS : Confirma-se a ‘organização criminosa’ na Petrobras


Do mensalão, o escândalo guarda a semelhança do desvio de dinheiro público para financiar políticos. Mas, pela amplitude e cifras envolvidas, este caso deve ser maior

O termo “organização criminosa" foi usado formalmente a primeira vez, para designar um esquema de corrupção com o envolvimento de representantes do PT e legendas aliadas, pelo procurador-geral da República Antonio Fernando Souza, no texto da denúncia do mensalão ao Supremo Tribunal Federal. Sete anos depois, a denúncia seria confirmada por sentenças condenatórias no STF.


Há cinco meses, a expressão voltou a aparecer em documento oficial, desta vez num ofício do delegado da Polícia Federal Cairo Costa Duarte ao juiz federal do Paraná Sérgio Moro, do processo Lava-Jato, em que estão implicados o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. Ao investigar a compra esquisita da refinaria de Pasadena e outras denúncias em torno da Petrobras, o delegado pediu ao juiz acesso a documentos obtidos pela Lava-Jato, para facilitar seu trabalho de levantamento de uma “organização criminosa” na estatal.

Pois trechos divulgados dos depoimentos de Paulo Roberto e Youssef, sob o regime de delação premiada, confirmam a existência da tal organização, eles próprios dois de seus elos-chave — Costa, arrecadador de propinas junto a empreiteiras; Youssef, branqueador do dinheiro, por meio de firmas fantasmas e operações fajutas.

Relata Costa que PT, PMDB e PP eram os beneficiários da enxurrada de dinheiro “por fora” gerada por comissões sobre contratos bilionários superfaturados. Quase todos assinados com empreiteiras envolvidas com o projeto da refinaria Abreu e Lima, orçada em US$ 1,8 bilhão e que sairá por dez vezes mais. Obra convenientemente administrada pela diretoria de Abastecimento da estatal, ocupada de 2004 a 2012 por Paulo Roberto. Segundo Youssef, Paulo Roberto Costa, funcionário de carreira da estatal, foi nomeado para o cargo depois de pressão dos partidos sobre o presidente Lula. Ele cedeu e o esquema foi montado.

Mas, diz Paulo Roberto, outras diretorias também atuavam no paralelo: a de Serviços, de Jorge Renato Duque, indicado pelo PT; Nestor Cerveró, já conhecido, e Jorge Zelada, da diretoria Internacional, e também José Eduardo Dutra, ex-presidente da empresa, ex-senador sergipano pelo PT. Até a subsidiária Transpetro, de Sérgio Machado, ligado ao PMDB, consta das denúncias. Também não falta nos depoimentos o indefectível João Vaccari Neto, tesoureiro do PT.

Pelas cifras envolvidas — apenas Costa tinha US$ 23 milhões seus na Suíça — e dimensão do esquema, o caso deve ser maior que o mensalão petista, de Marcos Valério, José Dirceu, entre outros.


“Paulinho”, como Lula chamava Paulo Roberto Costa, assumiu o cargo de diretor em 2004. Seis anos depois, “recursos não contabilizados” tirados da Petrobras já teriam financiado campanhas de petistas e aliados. Talvez, entre várias, a da própria Dilma.

Editorial O Globo

NO brasil DO CACHACEIRO VAGABUNDO/VIGARISTA/VELHACO E SUA TESTA DE FERRO DESAVERGONHADA... Corrupção e Petróleo(PETROLÃO/MENSALÃO 2) : Já está disponível o depoimento em áudio do ex-diretor da Petrobras

Já está disponível o depoimento em áudio do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, no qual o ex-diretor implica alguns partidos políticos – PT, PP e PMDB- no recebimento de propinas dos contratos da Petrobras. Segundo o ex-diretor da Petrobras, “todos os contratos da Petrobras pagavam 3% de propina para partidos políticos da coligação do governo”.

Clique aqui para escutar o áudio da acusação que o ex-diretor faz sobre o uso politico da Petrobras pelos partidos da coligação do governo. Isso é um episódio triste na história da companhia e do Brasil. Corrupção sempre existiu, mas quando é algo que parece ser orquestrado por lideranças partidárias causa indignação.

O ex-diretor é muito claro e faz acusações muito sérias a partidos da coligação do governo. É claro que isso é uma acusação, um depoimento. A justiça terá que fazer toda a investigação e coletar as provas, algo que não será difícil dado que tanto o ex-diretor quanto o operador, o doleiro Alberto Youssef, assinaram com a justiça um acordo de delação premiada.

Ao que parece, infelizmente, estamos novamente assistindo um episódio semelhante à formação de quadrilha que deu origem ao mensalão, processo que foi julgado e condenado pelo Supremo Tribunal Federal no Brasil. Isso pode, mas não necessariamente, ser o início de uma crise institucional pela gravidade das denúncias (que ainda precisam ser comprovadas). Mais este é um grave problema para o atual governo.


outubro 09, 2014

Dinheiro Sujo . O PT adota a bandidagem como prática, a difamação como arma e se apropria de recursos públicos. Tem dinheiro saindo pelo ladrão, no bolso de vários ladrões, neste governo


Há um lugar onde o PT se movimenta melhor que ninguém para fazer política: 
o submundo. A legenda dos mensaleiros adota a bandidagem como prática e a difamação como arma. O objetivo é se apropriar de dinheiro que deveria servir ao público, mas é usado em benefício partidário.

É tanto escândalo que fica até difícil acompanhar.
Os jornais desta quinta-feira estão repletos deles. Em todos, há pelo menos um traço comum: o assalto aos cofres do Estado para financiar atividades partidárias e irrigar bolsos privados.


Paulo Roberto Costa, diretor da Petrobras durante oito anos do governo petista, disse ontem à Polícia Federal que o esquema que pode ter surrupiado R$ 10 bilhões da empresa tinha três partidos como beneficiários: PT, PMDB e PP. Segundo ele, as campanhas das três siglas em 2010 - ano em que Dilma foi eleita - foram irrigadas com dinheiro sujo.


O ex-diretor afirmou que, ao ser nomeado em 2004, já foi logo avisado que os negócios bilionários da Petrobras seriam usados como caixa do PT e aliados. Até o momento, Costa já admitiu que apenas ele pôs no bolso R$ 70 milhões. Para comparar, é dinheiro suficiente para pagar o Bolsa Família a 420 mil famílias brasileiras.

Os escândalos envolvendo a máquina petista pipocam. Ainda no âmbito da Petrobras e suas subsidiárias, surge agora a denúncia, feita pelo Ministério Público, de que a Transpetro montou um esquema com a prefeitura petista de Araçatuba para fraudar uma licitação de R$ 432 milhões.

Era para construir 20 comboios para transportar etanol pela hidrovia Tietê-Paraná e as primeiras entregas deveriam ter acontecido dois anos atrás. Até hoje, porém, nenhuma foi feita, embora R$ 22 milhões já tenham ido para o ralo. Só aí são mais 132 mil benefícios do Bolsa Família...

Mas a lista de malfeitos é bem mais extensa. Anteontem em Brasília, um avião foi flagrado pela PF com R$ 116 mil em espécie trazendo à bordo gente que trabalhou na campanha vitoriosa de Fernando Pimentel ao governo de Minas.

Alguns passageiros do jato já haviam protagonizado falcatruas na eleição de Dilma, quando montaram uma fábrica de dossiês desbaratada no início da campanha. São reincidentes, assim como é reiterada a prática petista de caminhar pelo lado escuro do ilícito.

A ousadia petista chega a ponto de o partido usar dinheiro sujo para pagar multa por desvio de dinheiro sujo, como no caso do desvio de recursos pelo PT para quitar multas impostas a um dos mensaleiros condenados pelo STF. Como se vê por todo lado, tem dinheiro saindo pelo ladrão, no bolso de vários ladrões, neste governo.

Este e outros textos analíticos sobre a conjuntura política e econômica estão disponíveis na página do Instituto Teotônio Vilela