"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

novembro 03, 2009

FROTA DE AVIÕES DO LULA

Claudio Dantas Sequeira




FOTOS: DIVULGAÇÃO/EMBRAER; AG. BRASIL. ARTE: FERNANDO BRUM
Fonte: Gabinete de Segurança Institucional da Presidência


CONFORTO O Emb-190 pode ser adaptado para se criar diversos tipos de ambientes.

A partir de setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderá exercer sua diplomacia presidencial pelo mundo afora a bordo de um novo avião.

Trata-se de um jato Embraer 190, da família E-Jet, mesmo modelo encomendado pelo ex-piloto austríaco Niki Lauda para a frota da sua companhia comercial, a Lauda Air.

No caso brasileiro, o EMB-190 será usado especialmente para as viagens pela América Latina.

Também servirá para transportar equipes de apoio, convidados e como aeronave reserva para casos de eventual manutenção ou pane do Aerolula, como a que ocorreu em março no retorno de uma viagem aos Estados Unidos.


Desde que trocou o velho Boeing 707, o "Sucatão", pelo moderno Airbus A319, em 2005, a Presidência estudava adquirir aviões que substituíssem os dois Boeing 737-200, chamados de "sucatinhas".

Mas a repercussão negativa da compra do avião presidencial, por US$ 56,7 milhões, adiou os planos.

A decisão de compra veio depois que, em 2007, uma das aeronaves apresentou problema técnico e interrompeu uma viagem da comitiva presidencial à África.

O avião levava 25 empresários e 25 jornalistas.
O presidente, então, comentou com assessores que o episódio havia definitivamente convencido a imprensa, que criticara a compra do Aerolula, da necessidade de renovação de toda a


Com 36,7 metros de comprimento e 28 metros de envergadura, o EMB-190 voa a 850 km/h. "Como se trata de um avião presidencial, muitas modificações foram feitas, a fim de comportar as atividades do presidente", afirma o major-brigadeiro Joseli Parente Camelo, da Segurança Institucional.

O interior foi reconfigurado para abrigar um gabinete de trabalho, com banheiro, além de 36 assentos do tipo classe executiva e mais 11 poltronas.

Todas as comunicações são criptografadas para evitar interceptações.

A primeira unidade presidencial do EMB-190 foi batizada de Bartolomeu de Gusmão (o padre luso-brasileiro, inventor e primeiro a voar em um balão operacional) e ganhou duas faixas diagonais com as cores verde e amarela.

Já está voando, mas problemas de homologação da anac obrigaram a embraer a refazer a cabine, o que adiou a entrega oficial da aeronave, prevista para junho.

O segundo EMB-190 deverá ser entregue até dezembro e será uma espécie de espelho do "Bartolomeu de Gusmão", com a mesma configuração interna e de desempenho.

Os dois aviões já sairão de fábrica com as modificações nas portas do compartimento de bagagem e nos sliders, os escorregadores para evacuação de emergência, conforme orientação feita pelas agências reguladoras da aviação dos Estados Unidos.

novembro 02, 2009

S A U D A D E

Homenagem aos finados da política brasileira


- Dignidade
- Integridade
- Honestidade
- Decência
- Lisura
- Honra
- Transparência
- Respeito às leis
- Competência
- Probidade
- Inteligência
- Vergonha
- Decoro
- Verdade
- Sabedoria
- Isenção
- Responsabilidade


Fazem muita falta aos brasileiros responsáveis, íntegros e honestos, que anseiam e lutam por um futuro melhor para o país.

QUALÉ ?

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PSDB


AINDA NO RIO SÃO FRANCISCO




PT E QUEM ESTÁ COM ELE NUNCA MAIS

CRIADOR E CRIATURAS

Lula assume nos bastidores o comando do PT, lidera a operação
para salvar o senador José Sarney de investigação e tira o pouco
de substância que ainda restava ao partido 
Otavio Cabral
  Fotos Mauricio de Souza/Folha Imagem; Alan Marques/Folha Imagem; Tarcisio Mattos/Tempo Editorial; André Dusek/AE; Celso Junior/AE

TAXIDERMIA
O ministro Tarso Genro, o assessor Gilberto Carvalho, os senadores Delcídio Amaral, Ideli Salvatti e Aloizio Mercadante e o presidente do PT, Ricardo Berzoini, apenas cumpriram ordens de Lula

Eleito presidente da República em 2002, Lula acrescentou a sua magnífica história de vida, personalidade e insuperável carisma um balaio com 50 milhões de votos. 

Levou para o graal da política seus correligionários do Partido dos Trabalhadores (PT), cujos integrantes mais ativos foram acomodados em cargos executivos, ocupando os postos mais cobiçados da hierarquia política do país.

Depois de tanto sucesso como pedra, como reagiria o PT sendo vidraça por quatro, oito ou... vinte anos? 

Tornando ainda mais curta uma curta história, a ideia de que o PT governaria o Brasil começou a ruir, como se sabe, quando o economista da agremiação, Guido Mantega, foi preterido para o posto de presidente do Banco Central, entregue a um banqueiro internacional e, ainda por cima, tucano, Henrique Meirelles.

O choque seguinte foi a queda em desgraça do herdeiro aparente de Lula, José Dirceu. As outras cabeças rolariam em 2005, no vórtice do escândalo do mensalão. 

De lá para cá, o petismo sobreviveu mantendo as aparências mas já sem bandeiras e vitalmente dependente do oxigênio político instilado por Lula. 

 Lula ameaçou cortar o oxigênio e o PT viu, pela primeira vez com clareza, que a experiência de governar foi sem nunca ter sido e serviu apenas para que o presidente desse andamento a suas prioridades, que são, pela ordem:

Luiz Inácio da Silva, Lula e Lula. 

Os senhores acima empalhados são a imagem desse quadro. 
Eles foram obrigados a encenar o teatro de salvar a pele de um inimigo histórico do partido, o senador José Sarney, fazendo o mesmo papel de guarda-costas desempenhado por Fernando Collor e Renan Calheiros, que dispensam apresentação. 
 

A missão foi cumprida com sucesso. No escândalo do mensalão, em 2005, o PT que subornava deputados, comprava partidos e desviava dinheiro público obedecia apenas ao ex-ministro José Dirceu, pelo menos segundo as conclusões oficiais. 

Agora, o PT que não se incomoda mais com o nepotismo, o fisiologismo e a corrupção tem um novo e inquestionável comandante em chefe: o próprio presidente Lula. 
                                     Pablo Valadares/uol       

Partiu dele a ordem para poupar Sarney a qualquer custo no Conselho de Ética do Senado, mesmo que esse custo fosse a implosão do que ainda restava de pudor nas fileiras petistas. 


Como recompensa, o chefe promete limpar a biografia de todos eles usando sua popularidade quando chegar a hora do voto. 



Ao reduzir moralmente seu partido e abrir mão de aliados históricos, como foi o caso da ex-ministra Marina Silva, que deixou o PT por discordar dos caminhos trilhados, o presidente 


Lula certamente tem em mente um plano auspicioso. 


Difícil talvez seja convencer as pessoas de como algo que se imagina virtuoso possa passar pela salvação do senador José Sarney.


Lula acredita que fez o melhor governo da história do Brasil e quer provar isso elegendo o sucessor. 


Apesar da resistência do PT, o presidente escolheu a ministra Dilma Rousseff para o papel de candidata, e está empenhando sua imensa popularidade numa pré-campanha que começou há meses. 

O governo precisa do PMDB para viabilizar seu projeto de poder. É nessa hora que aparece a fatura pesada.

Se para quitá-la for preciso fazer alguns sacrifícios, como defender corruptos ou enfraquecer o partido que levou Lula ao poder, segue-se em frente, sem nenhum constrangimento.


O presidente acredita que seu carisma, combinado com uma dose de sagacidade política, é capaz de reduzir a nada qualquer crise que se apresente.

O governo queria  e conseguiu  evitar a convocação da ministra Dilma para falar do caso envolvendo uma suposta interferência na Receita Federal (veja reportagem), e o PMDB queria  e também conseguiu  arquivar as denúncias contra José Sarney. 

É nisso que o presidente aposta. 
Se sua imagem e a do seu governo forem preservadas, tanto faz se o partido do governo é o PT, o PMDB ou o PSL. 

O que move Lula é o pragmatismo, a tranquilidade de colher frutos da parte positiva do governo e, ao mesmo tempo, transferir ao PT o ônus por defender figuras como Fernando Collor, Renan Calheiros e José Sarney. 


O PT percebe claramente esse desgaste, mas não pode nem tem condições de reagir à estratégia do criador. 
Lideranças do partido tiveram acesso aos dados de uma pesquisa qualitativa feita nas principais capitais do país. 


O objetivo: avaliar as consequências para a legenda do mensalão, do dossiê dos aloprados, da salvação de Renan Calheiros e, agora, de Sarney  todos escândalos que contaram com o envolvimento direto dos petistas. 

A maior parte dos entrevistados apoia e admira Lula, não vincula o nome do presidente a nenhum dos escândalos, mas tem sérias restrições em votar no PT. 


Sendo assim, ao empalhar as cabeças do partido, Lula pode alegar que está apenas protegendo-as de si mesmas. 

PAC FIM ELEITORAL UMA PENA



Ele existe, é bom que exista, mas a maior parte ainda está no papel
A análise dos números do Programa de Aceleração do Crescimento mostra uma realidade bem diferente da anunciada pelo governo

Pablo Valadares/AE


BANDEIRA POLÍTICA

A ministra Dilma aposta no PAC para fortalecer sua campanha à Presidência em 2010
 
Apesar de a execução do PAC deixar a desejar, seu espírito, o de coordenar investimentos em infraestrutura, deveria constar dos programas de todas as administrações federais, não importa o partido político que as origine. 

A situação brasileira nessa área é alarmante. A parcela da população com acesso a rede de esgoto é de somente 51%. 
Nossa malha rodoviária é uma das mais rarefeitas do planeta, e apenas 10% das estradas têm asfalto. 

Os trens se locomovem na velocidade de marias-fumaça, porque as (poucas) linhas estão sucateadas. 

Tapar os buracos da infraestrutura aumentaria a qualidade de vida da população, além de ser determinante para incrementar a produção econômica. 

É pena que haja mais empenho em defender o PAC como bandeira eleitoral do que em fazer com que suas obras avancem de forma consistente. 


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Alan Marques - 25.mar.09/Folha Imagem