"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

abril 02, 2013

SEM "MARQUETINGUE" E MÁSCARA ! A VERDADEIRA CARA DE QUEM ESTÁ "MUDANDO" O brasil... Produção industrial tem em fevereiro o pior resultado desde 2008

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Após sinalizar uma retomada no primeiro mês do ano, a produção da indústria não sustentou o crescimento e registrou queda de 2,5% na comparação com livre de influência sazonais (típicas de cada período) com janeiro. Os dados foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira (2).

O resultado é o pior desde dezembro de 2008, auge da crise global, quando a produção industrial recuou 12,2%.

A queda foi pior do que o esperado pelo mercado. Segundo pesquisa da agência de notícias Reuters com 20 analistas, a expectativa era de que a produção industrial recuasse 2,05%. As estimativas variaram de quedas de 2,6% a 0,6%.

De dezembro para janeiro, a produção havia subido 2,6%.

Em relação a fevereiro de 2012, houve recuo de 3,2%, depois de uma alta de 5,5% nessa mesma base de comparação em janeiro.
O índice acumulado em 12 meses encerrados em fevereiro registrou queda de 1,9% e o acumulado de 2013 (janeiro e fevereiro) ficou positivo em 1,1%, segundo o IBGE.

O principal impacto negativo sobre a produção industrial veio do ramo de veículos automotores (automóveis e caminhões). O setor, um dos de maior peso na indústria, registrou queda de 9,1% de janeiro para fevereiro, já sob reflexo da redução do desconto do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e a consequente retração das vendas.


POR SETOR

De janeiro para fevereiro, a maioria dos setores apresentou resultados negativos: 15 dos 27 pesquisados pelo IBGE.

Entre os piores desempenhos, considerando o peso de cada um deles na indústria, destacam-se farmacêutica (-10,8%), 
refino de petróleo e produção de álcool (-5,8%), 
bebidas (-5,2%), 
alimentos (-1,3%), 
mobiliário (-9,9%),
 celulose e papel (-2%) 
e indústrias extrativas (-1,9%).

Os melhores desempenhos ficaram com equipamentos de transporte (9,9%), máquinas e equipamentos (1,7%), 
fumo (36,2%) 
e máquinas e aparelhos elétricos (4,6%).

POR CATEGORIA


A queda na produção da indústria em fevereiro anulou os ganhos registrados em janeiro, quando o setor tinha baixos estoques e produziu para repor as vendas de fim de ano.

Dentre as categorias pesquisadas pelo IBGE, apenas a de bens de capital (máquinas e equipamentos para a fabricação de outros bens ou para prestação de serviços) manteve resultado positivo de janeiro para fevereiro, com alta de 1,6%. O dado pode sinalizar uma retomada, ainda que tímida, do investimento.

Sob impacto da queda de veículos, os bens de consumo duráveis (inclui ainda eletrodomésticos e móveis) tiveram retração de 6,8%. Os semi e não duráveis recuaram 2,1% na esteira dos fraco desempenho de alimentos e farmacêutica e os bens intermediários (matérias-primas e insumos) apresentaram perda de 1,3%. 


PEDRO SOARES/Folha e G1

Evolução produção industrial (Foto: Editoria de Arte/G1) 

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