"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

janeiro 11, 2012

DA FICÇÃO "GERENTONA /FRENÉTICA/EXTRAORDINÁRIA PARA A "RAPADURA É DOCE MAS É DURA : Confiança do comércio caiu 6,8% no quarto trimestre.

No mato e sem cachorro :
No brasil maravilha e o "seguir mudando", a "dotôra", está se revelando ser frenética e extraordiária em produzir resultados "piores de séries históricas".



Segundo FGV, resultado foi o pior desde o início da série histórica, iniciada em maio do ano passado


O fim de ano, período de tradicional otimismo no comércio, foi de desânimo para os empresários do setor, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). A queda do Índice de Confiança do Comércio (Icom) se acelerou no último trimestre de 2011, na comparação com o mesmo período de 2010.

O indicador passou de 137,9 pontos para 128,4 pontos, recuo de 6,8% - o pior resultado da série histórica, iniciada em maio passado. No trimestre encerrado em novembro de 2011, o índice havia caído 4,5%, também na comparação com o mesmo período de 2010.


As âncoras da queda, segundo a FGV, foram o atacado (7%) e o varejo ampliado (6,7%), no qual o destaque negativo foi a venda de veículos
(13,9%). O principal motivo para a redução da confiança, segundo o presidente da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas, Roque Pellizzaro Júnior, foi a inflação, que corroeu os recursos do consumo.

- O comércio vinha perdendo aceleração desde o inicio do ano. Fechamos o ano com resultado positivo, mas muito aquém do esperado. Ficamos mal acostumados com taxas de crescimento chinesas - afirmou.

A percepção dos empresários é desfavorável para o presente e o futuro imediato. Segundo a FGV, o Índice da Situação Atual ficou 9,7% abaixo do registrado em igual período de 2010 - maior queda desde maio passado.

Outra :
A inadimplência dos consumidores brasileiros aumentou 21,5% em 2011 na comparação com o ano anterior. Esse foi o maior crescimento visto desde 2002, quando houve alta de 24,7%, segundo dados divulgados ontem pela Serasa Experian.

Se considerado apenas o último mês do ano passado, o indicador subiu 13,1% ante dezembro de 2010. Já frente a novembro, houve uma queda de 2,5%.

"O aumento da inflação, que reduziu o rendimento do trabalhador, e os juros ainda elevados afetaram a capacidade de pagamento do consumidor diante de um endividamento crescente em 2011", afirmaram os economistas da entidade em nota.

A Serasa Experian acrescentou que esse endividamento, de médio e longo prazos, se mantém desde 2010, quando as condições de crédito e orçamento do consumidor foram mais favoráveis do que em 2011.

O maior peso no índice veio das dívidas com bancos, cujo valor médio no ano passado foi de R$1.302,12. Na sequência, ficaram as dívidas não bancárias (cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços), com valor médio de R$320,63.

Embora o nível de inadimplência tenha avançado, os valores médios dos dois componentes diminuiu ano a ano, em 0,7% e 17,3%, respectivamente.

Por outro lado, os títulos protestados responderam pelo maior aumento no valor médio das dívidas, de 16%, para R$1.372,86, seguidos por cheques sem fundos, que tiveram valor médio de R$1.359,19, alta de 8,4% sobre 2010

Marcio Beck O Globo

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