"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

abril 02, 2010

O ANGU DE CAROÇO DO GOVERNO PETRALHA.


Nos últimos quatro anos enquanto o manguaça vem se dedicando ao "projeto" pessoal de disponibilizar a candidatura da patética Delinquente de Rapina, no mais absurdo de todos os que cometeu no seu desgoverno da moralidade e ética politica, a infraestrutura do País vai indo "pras cucuia".

A cada dia que se aproxima o final deste festival dos horrores, parece certo que a gestão petralha legará ao próximo presidente uma situação de infraestrutura sucateada, são problemas no setor aéreo, ferroviário e portuário.


Nas contas do governo vamos caminhando também para
um déficit externo recorde, tem muito sobe e desce, vai um, escorrega dez , somados aos números inflados, para chegar ao resultado camuflado nos "finalmente" de todas as contas, vem se construindo a verdadeira ‘herança maldita’ para o futuro do País",
E enquanto o parlapatão vai tomando umas e muitas outras, o País vai sendo catequizado no "esquema" do me engana que eu gosto da agora recente "prateleira de projetos" , sempre na já surrada troteada do PAC1,PAC2,PAC2.


Márcio Aith, artigo publicado hoje na Folha:

O açúcar do PAC

Dois países devolveram recentemente navios com açúcar importado do Brasil. Motivo: não era açúcar, mas areia. Uma quadrilha que agia nos portos nacionais fazia a troca do produto in natura antes do embarque, numa fraude de curiosa complexidade que, ao que tudo indica, funcionou por anos e lesou exportadores e importadores.

Investigado com discrição pelas autoridades, o crime eleva ao patamar do absurdo o caos logístico e a falência da infraestrutura brasileiros. Ele se soma à burocracia, à corrupção, à carga tributária, às estradas esburacadas e ao funil portuário na lista de obstáculos enfrentados pelo produtores nacionais.

Entre 2002 e 2009, o valor das vendas externas brasileiras aumentou de R$ 60 bilhões para R$ 152 bilhões. No mesmo período, a malha ferroviária brasileira manteve-se nos mesmos 30 mil quilômetros, o percentual de rodovias pavimentadas ficou em pouco mais de 10% e os custos de logística subiram.

Perdíamos, e continuamos perdendo, em quase todos os quesitos de eficiência logística para Índia, China, Rússia, Argentina e África do Sul, entre outros tantos.

Diante disso, questiona-se se os tais PACs, os dois programas de obras da ministra Dilma Rousseff, estão funcionando. Estão, mas não no que interessa ao país. Sua eficácia parece mais cênica. Ainda que não nos convençam, o barulho que se faz em torno deles, a artificialidade das apresentações oficiais e o ar concretado da ministra ao pronunciar “obras estruturantes” embaralham a percepção da realidade.

Não se fala mais de ferrovias e rodovias em frangalhos, mas de obras a serem criadas no futuro. O esforço nunca feito em infraestrutura deixou de ser passivo eleitoral para transformar-se numa “carteira de projetos para o sucessor”. Os problemas reais foram substituídos pelo mundo do powerpoint.

No universo de Dilma, cuja candidatura talvez seja a única obra visível dos dois PACs, areia sai pelo preço de açúcar.

Nenhum comentário: