"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

junho 11, 2011

CASO PALOCCI SALVA MUAMBEIRO DE IR PARA A CADEIA.

Palocci ainda estava ministro da Casa Civil, quando foi invocado como a principal alegação de um sacoleiro em processo por crime de descaminho, numa audiência na 7ª Vara Federal Criminal de São Paulo, na manhã desta terça-feira (7/6).

O réu era duramente denunciado pelo representante do Ministério Público pela irregular importação de muambas no valor de pouco mais de R$ 12 mil.
Eis senão quando, ao ser interrogado, o muambeiro reclama que está sendo injustiçado:

"Pois o Palocci fez coisas bem pior e teve suas vultosas consultorias arquivadas pelo procurador-geral da República", lamenta.

Pairou na sala de audiências um pesado e constrangedor silêncio até que o ilustre representante do Ministério Público Federal, com um misto de ironia e vergonha, informou que na rede interna do parquet todos exclamavam que "o Gurgel ‘brindeirou’ geral" (para os mais jovens vale esclarecer que a neologismo é uma referência a Geraldo Brindeiro, o procurador-geral da República no governo Fernando Henrique Cardoso que entrou para a história com o singelo epíteto de "engavetador geral").

E continuou o nobre procurador a dizer que depois da "brindeiragem" de Gurgel cresceu na comunidade a torcida para que a candidata Ella Wiecko venha a ocupar a cadeira de procurador-geral em substituição ao próprio, que está em fim de mandato.
Gurgel é candidatíssimo a ficar no posto — a lei permite a recondução —, daí sua intenção de agradar quem nomeia o procurador-geral com sua atuação no caso Palloci. Mas segundo a interpretação do procurador, o tiro do Gurgel saiu pela culatra.

Depois desse forrobodó nos debates orais, o membro do MPF pediu a absolvição do muambeiro, no que foi prontamente atendido pelo juiz.

Jornal Integração Nacional
www.conjur.com.br

junho 10, 2011

MÁGOAS ANTIGAS.

A crise envolvendo o ex-ministro da Casa Civil Antonio Palocci trouxe à luz uma guerra que o PT trava desde a posse da presidente Dilma Rousseff.

Naquela época, um grupo tentou fazer de Cândido Vaccarezza ministro de Relações Institucionais, mas, numa operação para contentar o Rio de Janeiro, que estava fora do governo, o ministério terminou nas mãos de Luiz Sérgio. Vaccarezza, então, seria candidato à Presidência da Câmara.

Ocorre que, depois de perder o ministério de Relações Institucionais e todos os outros que consideram de "primeira linha" para o grupo que gravita na órbita da tendência Construindo Um Novo Brasil (CNB), o PT ligado ao ex-presidente da Câmara Arlindo Chinaglia optou por dar um basta na disputa.

E assim se deu a eleição de Marco Maia para o comando da Câmara. Embora seja do CNB, Maia não era da "patota" de João Paulo Cunha e de Luiz Sérgio. A Vaccarezza restou o papel de líder do governo na Câmara.

Essa disputa deixou reflexos e ressentimentos no PT, que afloraram com a crise sobre Palocci. E há um consenso de que, se Dilma não apaziguar o PT, não haverá ambiente de governabilidade para votação de textos polêmicos.

Esse é considerado o X para o fim da crise e o próximo passo de reorganização da articulação política será dado hoje com reuniões internas do partido. A bola da crise está hoje na sigla da presidente Dilma.

Correio Braziliense

41,7% das famílias não têm condições de quitar contas atrasadas e mais da metade assume estar muito endividada. Em maio, a inadimplência cresceu 8,2%


CONSUMIDOR

Inadimplência sobe pelo 4º mês e 41,7% das famílias não têm como pagar as contas atrasadas

O encarecimento do crédito e a inflação alta estão assustando os brasileiros, que estão cada vez mais pessimistas com relação ao atual cenário socioeconômico do país e à capacidade de pagar suas dívidas.

As taxas de inadimplência registraram alta pelo quarto mês consecutivo, conforme levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC/Brasil). O atraso no pagamento das dívidas foi 8,2% maior em maio deste ano em relação ao mesmo mês de 2010.

Preocupadas com o orçamento apertado, 41,7% das famílias declararam em maio não ter condições de quitar as contas atrasadas — a exceção foi o

Centro-Oeste, onde apenas 20% alegaram o problema, apontam dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Em abril, havia menos brasileiros (41,2% dos entrevistados) preocupados com as dívidas no país. Para piorar o quadro, tem diminuído o número daquelas famílias que achavam que dariam conta de honrar os compromissos totalmente, de 21,2% em dezembro último para 14,7% no mês passado.

Conforme a pesquisa, 51,6% dos entrevistados assumiram estar muito endividados. Diante do aperto no orçamento, os brasileiros estão menos confiantes em relação à economia.
O Índice de Expectativas das Famílias, medido pelo Ipea, recuou pelo oitavo mês seguido, registrando 62,9 pontos. Em dezembro passado, estava em 67,2 pontos.

A pesquisa consultou 3.810 domicílios em mais de 200 municípios de todo o país.

Em 2011, a inadimplência apurada pelo SPC/Brasil acumula alta de 3,61%, após iniciar o ano em baixa de 10,09%, por conta do aperto no crédito e das seguidas elevações da taxa básica de juros (Selic).

"A luz, que já estava amarela, passou a laranja", alertou o presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Pellizzaro Junior.
Ele reforçou que os lojistas deverão ter mais cautela na concessão de crédito, avaliar mais detidamente a capacidade de pagamento e orientar o consumidor sobre as várias opções de taxas de juros.


Deterioração
Os números do Ipea mostram que a maior preocupação nos lares brasileiros é com a economia de curto prazo, refletida principalmente nas compras de itens do supermercado.
A pesquisa mostrou que 52% dos entrevistados acreditam que os próximos 12 meses serão positivos.

Em abril, essa mesma impressão era de 59,1%. A maior deterioração da confiança foi detectada nas famílias que recebem até um salário mínimo por mês.


Além da percepção de piora no cenário econômico, os brasileiros também estão preocupadas com a renda.
O Ipea descobriu que, em maio, 23,1% das famílias declararam estar em situação financeira pior que no mesmo período do ano passado. No mês anterior, eram apenas 22,6% dos entrevistados nessa situação.

A insegurança com relação ao emprego também colabora com a mudança de humor dos domicílios.
No mês passado, 76% revelaram estar tranquilos com relação ao trabalho atual, ante 78% em abril.

Fábio Monteiro e Vera Batista Correio Braziliense

DOGMA DA VAGABUNDAGEM NO GOVERNO DO pARTIDO tORPE : NÃO É ILEGAL.É APENAS IMORAL...

"Quando atacam um companheiro nosso, temos que defendê-lo. Nem que depois a gente o chame num canto e diga que ele está errado."

A frase poderia ser de um chefão mafioso para a quadrilha, ou de um lobo para a matilha, mas é a mais perfeita expressão do conceito lulista de ética, que se aplica tanto a Delúbio e Zé Dirceu como a Sarney, Renan e Severino.


Claro que depois Lula os chamou num canto e disse que eles estavam errados, nós sabemos como Lula é rigoroso. Na ética companheira o mais importante não é fazer errado, é não ser flagrado. Falar com a língua presa não é nada, o problema é ter preso o rabo.

Assim como os livros do MEC ensinam que 10 - 7 = 4, e que falar errado é só um preconceito linguístico, o lulismo trouxe conceitos éticos inovadores, como o que aceita o roubo e a corrupção, desde que seja para o partido.

Mas se for em causa própria, basta chamar o partido para defender o companheiro e salvá-lo da cadeia. Depois será chamado de lado para ouvir que estava errado.


No Brasil pós-Lula ninguém se envergonha de ser eleito para defender os interesses do país e dos seus eleitores — e tambem dar consultas para empresas privadas que só têm interesse em seus lucros.

Mas não é ilegal, gritam.
É apenas imoral.
Em países sérios seria, mas aqui nunca será, porque os deputados jamais vão legislar contra seus próprios interesses.
É só uma afronta a homens e mulheres honestos que lutam para ganhar a vida e pagar impostos para sustentar essa gentalha.
O traficante de influência é pior do que o de drogas, porque vende o que não lhe pertence.


Mesmo assim eles não conseguem viver com o salário de 25 mil — maior do que o de parlamentares americanos e japoneses — e por isso precisam manter outro emprego, como Palocci e outros "consultores".
São deputados part time, que servem mais a seus clientes do que ao país.


Com todo respeito pela minoria que ainda resiste, atualmente a deputança parece apenas uma boquinha meio período, um trampolim para subir na vida e nivelar por baixo.
Como diz a velha piada, mais atual do que nuca, eles estão fazendo na vida pública
o que fazem na privada.


Nelson Motta
Lição de pornopolítica

junho 09, 2011

"PARA O BRASIL CONTINUAR MUDANDO" : Recuo da indústria de bens de consumo popular.

A Pesquisa Industrial Mensal sobre a Produção Física Regional de abril do IBGE, divulgada ontem, mostrou que se espraia a retração do setor secundário por 9 das 14 regiões pesquisadas, com forte recuo (de 5,8% a 15,2%) da produção de alimentos, têxteis, máquinas e equipamentos e máquinas, aparelhos e materiais elétricos.

E isso se deve não só à perda do poder de compra dos trabalhadores, em consequência da inflação oficial de 6,55% nos últimos 12 meses, mas às dificuldades da indústria local de concorrer com os bens importados, sobretudo chineses, que se aproveitam do câmbio favorável para aumentar sua fatia no mercado interno brasileiro.

Um dos aspectos mais negativos é a queda no setor de bens de capital, confirmando os dados do IBGE sobre o ritmo de investimentos do primeiro trimestre.
Mas o dado parece ser pior para a indústria local, haja vista o volume de importações de máquinas.

Escaparam da queda os setores farmacêutico - que, em relação a abril de 2010, cresceu 75,3%, no Rio,
e 26,5%, em São Paulo -;
celulose e papel, com alta de 4,7% (aumento de 48,5%, em Minas Gerais);
e outros equipamentos de transporte.

Na mesma base de comparação, a produção caiu 16,2% no Ceará, com a paralisação da produção de refino de petróleo e álcool,
e 11,1% em Goiás, mas também foi expressiva a queda em
Santa Catarina (-7,7%)
e Pernambuco (-7,4%).

Foram exceções, nesse cenário,
Amazonas,
Pará e Espírito Santo -
que se recuperou da enorme queda ocorrida no auge da crise global, em 2009, beneficiando-se, nos últimos meses, com a alta de preços das commodities e atividades correlatas (minério de ferro, siderurgia e petróleo).

De forma geral, os dados ainda são positivos quando comparados os últimos 12 meses, até abril, com os 12 meses anteriores.
Mas, tudo indica, trata-se apenas de efeito estatístico, que deverá se dissipar nas próximas pesquisas conjunturais, à medida que os meses favoráveis de 2010 sejam substituídos pelos desfavoráveis de 2011.

Entre os Estados com maior peso na indústria, a de São Paulo caiu 3,8%, entre março e abril, e 2,3%, na comparação com abril de 2010, acima da média nacional, que declinou, respectivamente, 2,1% e 1,3%.

O Rio, ao contrário, contribuiu para a melhora, com aumento em todas as bases de comparação da indústria, que cresceu 7,3% em relação a abril do ano passado.

Nem a Região Nordeste, maior beneficiária dos programas assistenciais do governo federal, teve como evitar quedas da indústria, superiores a 6%, tanto na comparação com abril de 2010 como no acumulado do ano.

O Estado de S. Paulo

FUNDOS PERDEM R$ 7,2 bi.Trabalhadores sacam recursos dos investimentos para pagar dívidas com bancos e lojas. Saldo negativo é o maior desde dezembro.

Pendurados no cheque especial e no cartão de crédito e com o poder de compra dos salários corroído pela inflação, os brasileiros estão raspando as economias para saldar as contas.

Depois de atacar a caderneta de poupança, os trabalhadores se voltam agora para os fundos de investimento, que registraram um resgate líquido (saques maiores do que aplicações) de R$ 7,16 bilhões em maio.

Esse foi o maior saldo negativo desde dezembro, segundo os dados divulgados ontem pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

No mês passado, as aplicações somaram R$ 189 bilhões, mas foram superadas pelos resgates de R$ 196,1 bilhões.
As retiradas foram 3,76% maiores do que os investimentos.

Com a incorporação da rentabilidade ao principal investido, entretanto, o patrimônio líquido somado de todos os fundos aumentou 0,2%, atingindo R$ 1,73 trilhão.
A modalidade de fundos multimercados, que aplicam em diversos ativos, liderou as retiradas líquidas em maio, com R$ 10,2 bilhões.

"Contribuiu para esse resultado o resgate aproximado de
R$ 3,5 bilhões referente ao come-cotas", assinalou a Anbima em relatório.
A cada seis meses, os fundos recolhem uma parcela de Imposto de Renda sobre seus
ganhos, chamada de come-cotas.

Os fundos DI, que ganham quando os juros estão em alta, recuaram R$ 2,18 bilhões. Apesar da rentabilidade maior, os aplicadores estão preferindo embolsar o dinheiro, o que é um sinal do seu grau de endividamento.
As aplicações em renda fixa tiveram saque líquido de R$ 3,35 bilhões.

Apesar das retiradas de maio, após o agravamento das dívidas, os fundos ainda acumulam uma captação líquida de R$ 43,7 bilhões no ano, o melhor desempenho para os cinco primeiros meses desde 2006.

No mês, as aplicações em renda fixa foram o destaque positivo em termos de rentabilidade, com ganho de 1,07%.
Na ponta contrária, as carteiras de ações atreladas ao IBrX Ativo, um dos indicadores da Bolsa de Valores de São Paulo, tiveram queda de 2,48%.
O mesmo se deu no apurado em 2011 — a renda teve rentabilidade de 5,02%, enquanto o fundo de ações, retração de 5,87%.

Luz amarela
Na segunda-feira, a Anbima havia divulgado os dados sobre a poupança, que teve resgate líquido de R$ 1,3 bilhão no mês. Somada ao resultado negativo de abril, a retirada chegou a R$ 3 bilhões, o que acendeu a luz amarela.

Existe um consenso entre os analistas de que a fuga dos investidores, que afeta tanto a tradicional caderneta como ativos mais sofisticados, tem como objetivo angariar recursos para a quitação de débitos.
Segundo o Banco Central, os brasileiros devem R$ 806 bilhões a bancos e cooperativas.

Levantamento da Confederação Nacional do Comércio apontou que 64% das famílias estão endividadas e pesquisa da Kantar Worldpane mostrou que 53% delas já têm um passivo maior do que a renda.

Correio Braziliense

JESUS ME CHICOTEIA II : "MODELO BRASILEIRO" É O DESAFIO DA "PRESIDENTA". pOBRE pOVO.

Em análise feita pelo jornal espanhol "El País", o grande desafio de Dilma Rousseff e de todos os que integram a área econômica de seu governo é "controlar a inflação sem frear muito o crescimento econômico e sem perder a extraordinária imagem que Lula tinha como defensor dos setores mais excluídos da população".

Em "O desafio do modelo brasileiro", a correspondente do jornal El País em Buenos Aires, Soledad Gallego-Díaz, diz que a presença de Palocci era uma garantia de que essa linha econômica seguiria adiante, mas sua ausência tampouco compromete esse objetivo.


Ela diz que o plano desenhado por Dilma é levado em frente tanto pelo presidente do BC, Alexandre Tombini, que vem subindo a taxa básica de juros, quanto pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, que colocou em marcha uma série de medidas macroprudenciais que tentam frear o fortalecimento do real, "um grande perigo para a pujante economia brasileira" e moderar o fluxo de capitais, "que não para de entrar".

- A ideia é manter o crescimento em 5,5% em 2011 e em 4,3% em 2012.
Mas nada disso servirá se Dilma não conseguir manter a esperança da maioria da população de que sua vida continuará melhorando e não os convencer de que a herança de Lula está em pleno desenvolvimento - diz a jornalista.


No artigo, Gallego-Díaz afirma ainda que a inflação continua acima das previsões, apesar de os últimos dados terem apontado queda, "mas muitos analistas estimam que isso se deu pelo preço dos combustíveis, por isso, muitos continuam insistindo na necessidade de cortar substancialmente o gasto público".

- Aí surge o primeiro grande problema político para Rousseff, porque no Brasil, apesar de sua transformação, uma parte da população vive ainda abaixo dos níveis da pobreza absoluta, o sistema educativo é de má qualidade e o país precisa de um importante programa de infraestruturas, não só para os Jogos, mas porque é imprescindível para seu desenvolvimento - afirma ela.

Valéria Maniero/O Globo

NO PAÍS DA "PRESIDENTA/ GERENTA" DE NADA E COISA NENHUMA SÓ TRABALHAM EM CAUSA PRÓPRIA PARA ENRICAR! DEIXAMOS DE SER EXPORTADORES DE CELULARES.

Tradicional exportador de celulares, o Brasil, no mês passado, vendeu poucos aparelhos ao mercado estrangeiro, segundo números da balança comercial. Embora boa parte da sua matéria-prima seja importada, o Brasil perdeu fábricas para antigos clientes, como a Venezuela e a Argentina.

- Hoje, os celulares são um produto de exportação como outro qualquer.
Em abril, houve uma queda acentuada. Se o dólar ficar neste nível, a mão de obra vai encarecer para nós. Aí, não dá para segurar - disse o presidente da Associação Brasileira da Indústria Eletroeletrônica (Abinee), Humberto Barbato.


Região muito prejudicada pela concorrência desleal chinesa e pelo câmbio, o Vale dos Sinos, no Rio Grande do Sul, tinha como forte a produção de calçados e produtos metal-mecânicos.
Agora há uma mudança no perfil e o grande interesse dos investidores no local se concentra em pesquisa e tecnologia.

- Está havendo uma reconversão - diz o professor de Economia da Unisinos André Filipe Zago de Azevedo.

O diretor da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Mário Bernardini, destacou que a indústria brasileira de transformação está perdendo participação no PIB de forma prematura.

Sua avaliação tem a concordância do economista-chefe do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Rogério César de Souza:

- Estamos acompanhando os dados da indústria e a evolução das importações de manufaturados, e observamos que nada mudou em relação ao ano passado (na tendência de importação).

Para piorar, com o forte recuo de 2% da produção industrial em abril frente a março, a indústria vive, de fato, um momento de fragilidade.

(Eliane Oliveira e Vivian Oswald)O Globo

junho 08, 2011

PRIMEIROS PASSOS! DERROTADA NO 1º PLEITO AUMENTO DE 37% NO PATRIMÔNIO. ELEITA NO 2º, LÍDER DE ARRECADAÇÃO. HOJE NA "CV"...

Para se eleger senadora, a mulher indicada para ser ministra-chefe da Casa Civil recebeu R$ 7,97 milhões em doações oficiais de campanha, conforme registrado no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A arrecadação foi recorde na Casa.
O segundo colocado no ranking, Roberto Requião, obteve cerca de R$ 3 milhões.

Do montante destinado à candidatura de Gleisi Hoffmann, R$ 1 milhão12,5% — foram doados pela construtora Camargo Corrêa, que tem diversos contratos com o governo federal.
Outras empreiteiras também fizeram doações à senadora, assim como bancos, a Bunge FertilizantesR$ 100 mil — e o próprio marido de Gleisi, Paulo Bernardo, que doou R$ 15 mil.

Já o patrimônio declarado ao TSE é de R$ 659,8 mil, o que inclui um apartamento em Curitiba, um carro, aplicações bancárias, ações e depósito em conta-corrente.

Em 2006, quando se candidatou ao Senado pela primeira vez e saiu derrotada nas urnas, o patrimônio declarado de Gleisi era de R$ 479,8 mil.


Entre um pleito e outro, o aumento do patrimônio foi de 37%.

Correio Braziliense

LOJINHA DE 1,99! FRENÉTICA, EXTRAORDINÁRIA E "DEPENDENTE", SEGUE "MUDANDO" O BRASIL : RENDA CAI 4% EM ABRIL.

Embora o emprego permaneça estável, o rendimento médio dos funcionários da indústria reduziu 4% em abril na comparação com março.
No mesmo período, a massa salarial encolheu 3,5%.

Os números constam de sondagem divulgada ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e confirmam o que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) já havia detectado:
os trabalhadores do setor estão sentindo mais os efeitos da inflação no seu bolso do que os outros brasileiros.

A Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE apontou que a renda real dos empregados industriais (ganho acima do reajuste de preços) caiu 3,2% em abril, enquanto a do restante da população sofreu redução de 1,8%.

A inflação está corroendo parte dos últimos reajustes recebidos.
A queda no rendimento não aponta que o setor esteja pagando menos, mas que seu poder de compra está diminuindo”, diagnosticou o economista da CNI Marcelo de Ávila.

O analista da consultoria Tendências Rafael Bacciotti vê um cenário desfavorável para o segmento no país. “A importação, em grande parte, é responsável por essa situação pior. O real valorizado (em comparação com o dólar) favorece a entrada de bens no país.

Além disso, o encarecimento do crédito ao consumidor desestimula o consumo e a produção de bens duráveis, como eletrodomésticos e veículos”, destacou. A consequência é o aumento da ociosidade do parque produtivo. A utilização da capacidade instalada foi reduzida em 1,4% nos últimos dois meses, segundo a CNI.

Esse quadro faz com que os analistas projetem um desempenho pior para a economia do que o governo espera.
Com o mercado de trabalho mais fraco, a demanda doméstica desacelera e cai o consumo das famílias”, observou Bacciotti, para quem o país crescerá 3,9% em 2011.

A CNI calcula que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro terá expansão de 3,8% no ano e o PIB industrial, de 3,2%.

Mariana Mainenti Correio Braziliense