"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

setembro 16, 2010

BRASIL CARCOMIDO POR : ROUBOS, CORRUPÇÃO, CHANTAGENS, PORRES, PALAVRÕES,DESVIO DE VERBAS ETC. É A ÉTICA DO (P)ARTIDO (T)ORPE DESGOVERNO DO ÉBRIO.

A quase um ano da realização dos V Jogos Mundiais Militares, o Tribunal de Contas da União (TCU) encontrou indícios de irregularidades em contratos sem licitação para a competição, no valor de R$ 27,3 milhões. TCU investiga contratos assinados sem licitação para os Jogos Mundiais Militares

O Rio será sede, nos próximos anos, de uma série de grandes eventos esportivos, e o primeiro deles já está sendo investigado.


Faltando cerca de 300 dias para a realização dos V Jogos Mundiais Militares, o Tribunal de Contas da União (TCU) encontrou indícios de irregularidades em contratos para a competição que somam R$ 27,3 milhões.


Eles foram firmados sem licitação pelo Ministério da Defesa com três instituições ligadas às Forças Armadas, para a prestação de serviços que incluem a implantação de toda a tecnologia a ser utilizada no evento.

Nos contratos, não estão especificadas as quantidades de aparelhos nem seus preços.
Na lista de obrigações, há desde o desenvolvimento de programas de computador a consultorias para preparar licitações.

Em dois casos, os problemas não se limitaram à falta de licitação
: segundo o TCU, entre outras irregularidades, faltam elementos que comprovem que os valores contratados para serem pagos aos consultores responsáveis pela elaboração dos projetos são compatíveis com os cobrados no mercado.


São três contratos investigados.


O de maior valor
foi com a Fundação Ricardo Franco (FRF), vinculada ao Instituto Militar de Engenharia (IME), para a prestação de serviços que somam R$ 19,5 milhões.


Como O GLOBO revelou numa série de reportagens em maio deste ano, a entidade é suspeita de fraudes em várias licitações do próprio IME e do Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (Dnit), realizadas entre 2004 e 2006, que chegam a R$ 15,5 milhões e estão sendo investigadas pelo Ministério Público Militar.


Mais R$ 4,8 milhões
foram destinados à Fundação de Apoio Roberto Trompowsky Leitão de Almeida.
A terceira instituição contratada para os V Jogos Mundiais Militares, por R$ 3 milhões, é o Instituto de Fomento e Inovação do Exército Brasileiro (Ifiex).

Essas e outras entidades vêm prestando serviços sem licitação, fato que não se justifica diante dos serviços envolvidos (...) que, em princípio, poderiam ser licitados (...), diz um trecho do relatório do TCU votado na semana passada.


Em nota, o Centro de Comunicação Social do Exército negou as irregularidades. Segundo a entidade, os convênios com as fundações cumpriram plenamente o ordenamento jurídico vigente.

O Exército disse ainda que as despesas realizadas são compatíveis com o previsto no seu orçamento.
Ainda segundo a corporação, os problemas detectados na auditoria do TCU, como a falta de detalhamento de projetos básicos, já teriam sido sanados.


Luiz Ernesto Magalhães e Vera Araújo O Globo

BOLSA- EMPRESÁRIO

Jamais pensei assistir a tamanho descalabro.

Doze associações empresariais publicaram, nos principais jornais do país, um manifesto de apoio à política de financiamentos subsidiados do BNDES.

De quebra, o presidente da Fiesp, em entrevista ao Valor, disse que o Brasil precisaria não de um, mas de três BNDES, além de fechar as fronteiras às importações por um tempo.

A mamata defendida pelo baronato tupiniquim, e apelidada pelos experts de política industrial, há muito deveria estar excluída da agenda política.

Afinal, distribuir benesses a certos setores da economia costuma frear a competitividade, alimentar incompetência e corrupção, além de distorcer os preços relativos, com efeitos nefastos sobre toda a cadeia produtiva e sobre a eficiência mesma dos mercados.

É inconcebível que, com tantos problemas de infraestrutura, com tantas reformas necessárias a implementar, as quais poderiam desonerar o sistema como um todo, além de reduzir a burocracia asfixiante que tortura as empresas, o governo, apoiado justamente por grandes empresários, opte pela implementação de uma política industrial retrógrada, capenga e altamente discricionária, cujo resultado mais visível é a transformação do famigerado BNDES num enorme balcão de negócios.

Já no início do século passado, Henry Hazlit dizia que enquanto certos interesses econômicos são os mesmos para todos os grupos, cada grupo, separadamente, concentra determinados interesses que são antagônicos aos interesses de todos os demais.

Assim, enquanto certas políticas públicas serão, a longo prazo, benéficas para todos, outras irão beneficiar alguns setores apenas, em detrimento de todos os outros.

Este é, sem qualquer dúvida, o caso da política industrial atualmente operada pelo governo.

Qualquer empresa que não esteja em condições de enfrentar a concorrência (interna ou externa) sem a ajuda do governo é uma empresa doente, que precisa reciclar-se, aperfeiçoar-se, tornarse eficiente, ou sair do mercado.

A ajuda governamental a produtores ineficientes, seja através de subsídios, renúncia fiscal ou medidas protecionistas, só contribui para obstruir o processo de destruição criadora do capitalismo e dificultar a vida dos concorrentes eficientes.

Além disso, estimula o investimento de tempo e dinheiro na espúria atividade de rent-seeking, cujo objeto não é outro senão a pilhagem dos dinheiros públicos.

Não há uma tradução exata para a expressão inglesa rent-seeking.

No entanto, ela pode ser entendida como a ação articulada e onerosa de indivíduos, empresas, organizações e grupos de interesse na busca de vantagens, privilégios e ganhos especiais, sempre através do uso do poder discricionário da autoridade governamental.

Tal atividade é tanto mais eficaz quanto for a capacidade dos governos de interferir arbitrariamente nos mercados, escolhendo vencedores e perdedores.

O fato de que os bons empreendimentos floresçam sob o capitalismo não significa que todos os empresários sejam necessariamente capitalistas.

Talvez a alguns surpreenda saber que uma boa parte deles detesta a competição e, por extensão, o livre mercado, razão pela qual nos acostumamos a vêlos rotineiramente ao redor dos políticos e dos burocratas, para que estes os protejam da sua própria ineficiência.

Esse empresariado sabe que é precisamente o governo o único que pode evitar a livre concorrência, atuando discricionariamente para favorecer alguns em detrimento de muitos, seja sob a égide da proteção ao produto nacional, da preservação dos empregos ou de evitar uma eventual crise sistêmica.

(...)

O que eles não compreendem é que tal sistema convém justamente aos governos intervencionistas da nova esquerda, dita democrática.

Uma esquerda que não pretende expropriar os empreendimentos privados, mas, ao contrário, usá-los para implementar sua agenda política, exatamente como testemunhamos hoje no Brasil.

Para esses governos, é desejável que as corporações sejam tão grandes quanto possível, afinal o que é mais fácil, atrelar cinco mil gatos a uma carroça ou um imenso par de bois?

João Luiz Mauad O Globo

setembro 15, 2010

PRONTOS PARA UMA DITADURA CONSENTIDA

Dada a toada em que vamos — e caso as instituições e as pessoas comprometidas com a democracia não reajam —, o estado de direito no Brasil falecerá aos poucos, como vem falecendo, sem estrondo, mas em breves suspiros, para lembrar metáfora um tanto cara à literatura.

Acrescentem-se aqui e ali um sussurro ou outro, não mais do que isso.
O que é o escândalo das violações de sigilo?


A transformação em letra morta das garantias individuais da Constituição. O que é o escândalo da Casa Civil?

A transformação do bem público em assunto privado de um partido. Como o governo reage nos dois casos?

No primeiro, acusa a vítima; no segundo, a oposição — que, não por acaso, é justamente a vítima no primeiro caso.

E como reage certa imprensa?

Ora, pergunta a José Serra, por exemplo, se dá mesmo para responsabilizar o PT pela quebra de sigilo já que Dilma não era ainda candidata em setembro de 2009. Isso é pergunta?

Não! Essa é só a desculpa do PT, desmoralizada de saída quando se sabe que os sigilos foram invadidos por petistas e que a declaração de Eduardo Jorge, por exemplo, estava com a turma que fazia a campanha de Dilma.

Isso, sim, é fato, não especulação ou desculpa.

Mas é Serra quem tem de dizer o que acha da, pasmem!, afirmação do PT. Na condição de vítima do partido, é compelido a responder a uma acusação do algoz.

Esse é o estado a que chegou certa imprensa — ou sei lá como chamar a esse tipo de delinqüência.

E noto que não é só a canalha a soldo que está fazendo isso, não.

Em tese ao menos, também há gente séria nessa parada.

Lá vou eu usar o método Lula de argumentação — parece ser o único que certos coleguinhas conseguem entender hoje em dia. Imagino um desses jornalistas sendo assaltado na rua.

Na delegacia, alguém poderia perguntar durante o feitura do BO: “O que o senhor fez para provocar a ação do bandido?

Estava andando em lugar suspeito?

Estimulou, de algum modo, o assalto?”

A isso chegamos.

(...)

A política, felizmente, não se move de modo linear. Eventos fora da cadeia de previsibilidades podem mudar humores e tal. Uma coisa, no entanto, é certa.

O ambiente intelectual vigente no país é favorável a um governo autoritário. Dele só se exigirá que seja eficiente e que promova a inclusão social.

Se for debaixo do porrete e da censura, tudo bem.

Com inclusão, isso não deixa de ser, dizem, uma das formas de ser da democracia.

ELES VIVEM E USUFRUEM DA POLÍTICA ADEPTA DAS TREVAS, NÓS QUEREMOS LUZ, E VIDA COM LIBERDADE.

Acuado por mais uma avalanche de escândalos, o presidente da República pôs todos os seus muitos subordinados em campo nesta semana para defender uma ministra de Estado cujos familiares montaram um balcão de negócios dentro do seu governo.

Vale tudo, incluindo o uso descarado da estrutura pública para fins partidários - agora até notas com timbre oficial ocupam-se de fazer política eleitoral para o PT.

Mas o artifício central do estratagema petista é posar de vítima de um "golpe da imprensa".

O lulismo tem horror ao escrutínio dos meios de comunicação e detesta a fiscalização de quaisquer das instituições do Estado democrático de Direito.

Contraditório, só vale se for o deles.

A dura realidade é mero detalhe ou simples versão distorcida dos fatos na farsa asfixiante que o PT tenta nos impor.

O governo de Lula age com a desenvoltura de quem se acha inimputável ao deslanchar seus malfeitos.

Transformou o ministério mais poderoso da Esplanada numa central de falcatruas.

Ali se urdiram a aliança com bicheiros pelas mãos de Waldomiro Diniz; o assalto aos Correios e a uma penca de estatais para financiar o mensalão; a feitura de dossiês espúrios para caluniar adversários políticos; o armazém de secos e molhados que trafica influências a troco de "taxas de sucesso".

Bem ali, um andar acima de onde despacha o presidente.

Tudo isso sabemos hoje por causa da atuação vigilante e independente dos órgãos de imprensa.

Foram eles que puseram no ar a grotesca cena em que o então assessor direto de José Dirceu embolsava maços de dinheiro.

Foram eles que escancararam e escarafuncharam quando Roberto Jefferson expôs os meandros do pagamento de mesadas a parlamentares.

Foram eles que demonstraram que assessores diletos de Dilma Rousseff produziam quilos de planilhas com dados protegidos por lei e viviam em gostoso conluio com lobbies.

Foi, por fim, a imprensa que revelou que a campanha petista à presidência da República manipulava sigilos fiscais em associação com criminosos.

Dependesse do PT, nada disso seria sabido.

Para os partidários de Dilma, imprensa boa é imprensa calada ou subserviente.

Resumindo numa frase saída da boca de um prócer do partido, para eles "o problema do Brasil é o monopólio das grandes mídias, o excesso de liberdade e do direito de expressão e da imprensa".

Espantosa, a afirmação foi feita anteontem por um dos chefes da campanha dilmista: o onipresente José Dirceu.

Será esta treva, a da mordaça, o que nos aguarda se a candidata de Lula triunfar nas urnas?

O PT convive mal com o contraditório, aceita com ressalvas os princípios democráticos, arrosta as liberdades.

Só tolera opinião que é a favor - coisa que o petismo tem sobra na rede espúria de vassalos que disseminou pela internet e em veículos de imprensa do interior do país cevados a gordas verbas de publicidade oficial.

Esse é o mundo que o petismo tenta a todo o custo nos impor: críticos tratados como "inimigos da pátria", áulicos mimados com benesses públicas.

"Aos críticos do 'milagre lulista' foi reservado o pior dos mundos.

Criou o seu próprio 'ame-o ou deixe-o'.

Quem está com ele - e nessa categoria o arco é amplo, vai do MST ao grande empresariado - 'ama' o Brasil; quem está contra é inimigo e tem de ser destruído", resume com precisão cirúrgica o historiador Marco Antonio Villa na edição de hoje da Folha de S.Paulo.


Não é de hoje que Lula mostra os caninos a quem se interpõe em seu caminho.

A imprensa é o alvo mais reiterado, mas não é o único.

Órgãos como o Tribunal de Contas da União, o Ministério Público e o Ibama, responsáveis por zelar pela coisa pública, já foram mil vezes enxovalhados pelo presidente da República sempre que apontaram malfeitos do governo.

Dividem com os meios de comunicação o papel de bode expiatório pelos fracassos petistas.

Tivesse o dom divino que acredita ter, Lula não teria dúvidas: teria extirpado todos da sua frente, como sonha fazer com adversários da oposição, um a um. Seu pavor à luminosidade do escrutínio só tem similar na escuridão produzida pelos regimes ditatoriais.

Mas tudo tem um fim.

E o da era de trevas do governo Lula está próximo.

Fonte : ITV/ Horror à luz

ENTRE FRALDAS E FRAUDES .

Quando virei avô, um papel social para o qual eu contribuí apenas indiretamente, pois como sabe o óbvio mais ululante quem faz os netos são os nossos filhos, entendi a força daquilo que chamamos de “graça”.

(...)

Podemos ser fraudes como genitores, mas é impossível fraudar o papel de avô.

Num caso, exige-se muito; noutro, a fraude é substituída pelas fraldas.


Ora, fraudar é mais do que mentir: é criar ilusões, é inventar competências, é encobrir malfeitos com imagens e propaganda enganosa.

Fraldar, porém, diz respeito a fazer o exato oposto.

Trata-se de vestir o infante, dando-lhe aquela primeira tintura de um traço que temos como básico na nossa sociedade:
a diferença essencial entre o sujo e o limpo.

Se as regras forem realmente honradas, as fraudes devem ser punidas; fraldas, entretanto, são jogadas fora.

Mas tanto a fralda quanto a fraude implicam alguma sujeira no sentido popular do termo.

Fraudes remetem a falcatruas e hipocrisias (por exemplo: eu falo que vou fazer isso ou aquilo só para ter votos); fraldas têm tudo a ver com mamadas e banhos que fazem crescer.

Ademais, elas limpam e separam o sujo do limpo.

Entendese, portanto, o ato falho auditivo da candidata Dilma quando, ao ser perguntada sobre “fraldas”, entendeu que era questionada sobre “fraudes”.
Essas mal traçadas sobre o que significa ser avó ou avô, esses papéis nos quais — dizem — o sexo e a sexualidade não têm mais importância, talvez ajudem a compreender a falha da audição de uma candidata tão preocupada em pretender ser o que obviamente não é; que a fralda da avó se confunde com a fraude tão comum na política do partido que ela representa.

Um dia eu escrevi um texto teorizando sobre o “voto amigo”, no qual jus-tificava por que não ia votar motivado ideologicamente, mas por simpatia pessoal.

A nota, que foi recebida furiosamente por uma esquerda que sempre espuma de ódio com os outros, mas vive debaixo de uma ética de condescendência consigo mesma, foi escrita com o intuito de politizar os elos pessoais.

Os laços de amizade e reciprocidade que até hoje nos obrigam a escolher mais pessoas amigas do que representantes dos movimentos sociais como motivos para o voto.

(...)

Afinal de contas, eis o que eu dizia, se exigimos uma politização do mundo, como deixar de fora os amigos, a casa, os parentes e os compadres?

Se a coerência é impossível, não seria o caso de discuti-la e, assim, politizá-la no sentido mais produtivo desta palavra?

Fiquei muito feliz descobrindo que muitos brasileiros geniais, ilustres e sábios, como Caetano Veloso e Oscar Niemeyer, vão votar em amigos.

O arquiteto vai votar em Marco Maciel — um neoliberal que, para muitos, deveria queimar no inferno — porque, diz Niemeyer, “eu o conheço há tempo honestíssimo” — enfatiza.

Haveria algum problema entre o desejo de mudar, permanecendo leal àqueles que “eu conheço”?

A amizade suspende todos os juízos, leis e normas?

Afinal pelos amigos podemos fazer tudo.

E se Judas, Stalin, Fidel, Chávez ou Hitler fossem meus amigos?

Eu acho que é preciso distinguir fraudes e fraldas.

E essa distinção é o projeto mais básico no nosso momento político-eleitoral.

Agencia o Globo/Roberto DaMatta

TODO RATO QUE FICA DONO DO QUEIJO VIRA GATO.

Qualquer semelhança com a coincidência é mera realidade

O noticiário em torno da denúncia sobre o trânsito de Israel, filho da ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, em vias nada iluminadas, pelos meandros brasilienses da advocacia administrativa, traz à tona, mais uma vez, os Correios, alvo cobiçado nestes tempos de fisiologia, compadrio e outras práticas deletérias.


Impossível não lembrar que a centelha do mensalão, escândalo que quase levou o governo Lula à combustão, saiu dos Correios.

A ligação feita, sob pretensa inspiração de algum poderoso do Planalto, de esquemas de coleta de dinheiro sujo da estatal com o caixa dois do PTB levou o presidente do partido, deputado Roberto Jefferson (RJ), a reagir no melhor estilo dos homens-bomba:
implodiu o esquema, levou à cassação o desafeto José Dirceu, e foi junto com ele.

Ali apareceu de maneira nítida como um cargo em estatal ou algum posto na administração direta com acesso a um orçamento podem ser usados de forma espúria.

Como sempre, criam-se dificuldades para se vender facilidades.

E a população tem prejuízo dobrado:
como contribuinte e como usuária de serviços públicos, cuja qualidade desaba junto com o padrão ético dos administradores nomeados na pura barganha político-eleitoral.

Não é coincidência que os serviços dos Correios, empresa que já foi modelo de estatal, depois de recuperada pelos militares, tenham começado a piorar nesta fase em que ela foi transformada em moeda de troca no pregão da fisiologia.

O caso Erenice, por exemplo, jogou luz sobre a briga entre peemedebistas pelo controle da ECT:
a fração mineira da legenda terminou substituída, na influência sobre a estatal, pelo segmento brasiliense, com a chegada de Erenice ao gabinete que era de Dilma Rousseff.

Outro órgão público citado nesta história é a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), subjugada, como as demais agências.

Israel trabalhou na Anac na fase de maior aparelhamento político-ideológico do responsável pela regulação do tráfego aéreo.

Era o período de Milton Zuanazzi à frente da agência, quando o desastre com o jato da Gol e o caos aéreo chamaram a atenção para a inoperância da Anac, causada pela despreocupação do governo com a qualificação técnica dos nomeados.

Com a abertura da porteira da fisiologia e do compadrio, nem a Embrapa, grande responsável pela revolução ocorrida na agricultura brasileira, livrou-se, no primeiro mandato de Lula, de ser subjugada porém o mal foi contido a tempo.

Pelo menos não destruíram a empresa, como ameaçam fazer com os Correios.

A Petrobras é outro ninho de aparelhos, mas, por ser muito grande, movimentar recursos na unidade mínima do milhão de reais, os danos desse processo de partidarização do Estado ainda não são visíveis com facilidade.

Mesmo assim, o caso do jipe de luxo presenteado ao petista Sílvio Pereira por uma prestadora de serviços da estatal, a GDK, indica que a empresa, de alguma forma, foi jogada na vala comum dos fins que justificam os meios.

Correios, Anac, Receita Federal, Infraero e empresas do setor energético em geral tratam de atividades vitais para a população.

Uma missão prioritária dos instrumentos de fiscalização e controle do Estado brasileiro é evitar que governos degradem empresas e outras entidades públicas, por meio do desvio de suas finalidades para serem apenas peças na montagem de arranjos políticos.

Agência O Globo/Os prejuízos dos desvios éticos

setembro 14, 2010

ZÉ CASSADO : “O problema do Brasil é o monopólio das grandes mídias, o excesso de liberdade e do direito de expressão e da imprensa”.POBRE BRASIL.


Em palestra para sindicalistas do setor petroleiro da Bahia, na noite desta segunda-feira, 13, em Salvador, o ex-ministro da Casa Civil e líder do PT José Dirceu criticou o que chamou de “
excesso de liberdade” da imprensa.

Além disso, disse que a eleição de Dilma Rousseff à Presidência “está carimbada”, apesar dos recentes escândalos envolvendo o governo, admitiu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é “duas vezes maior” que o PT e atacou os peemedebistas Renan Calheiros e José Sarney - apesar de atribuir à aliança do PT com o PMDB parte do mérito pela ascensão de Dilma nas pesquisas eleitorais.

Dirceu disse aos cerca de 100 líderes sindicais que acompanharam sua apresentação que o primeiro ano de governo de Dilma “será certamente marcado pela política”, por causa da imprensa.

O problema do Brasil é o monopólio das grandes mídias, o excesso de liberdade e do direito de expressão e da imprensa”, disse.

Depois, Dirceu avaliou que a possível eleição de Dilma é fruto, entre outros fatores, da atração do PMDB para a chapa presidencial, mas criticou duramente dois líderes do partido, Renan Calheiros e José Sarney.

“Vocês não vão acreditar que eles são éticos, né?”, ironizou.

Tiago Décimo/Estadão Online

QUANDO A ARMA QUE MATA DEFENDE A LIBERDADE DE VIVER, OS SANTOS CHORAM, MAS NÃO ACUSAM.

Tive oportunidade de ler o que ANTES ERAM as NORMAS do Exército Brasileiro.

1 –
Uma NAÇÃO terá SEMPRE UM SÓ EXÉRCITO, O SEU:
OU DE OUTRA NAÇÃO.

2 –
A GUERRA SEMPRE existiu e vai continuar existindo.
UM EXÉRCITO poderá passar séculos SEM SER EMPREGADO.
Mas, NÃO SE PODE PASSAR UM SEGUNDO SEM ESTAR EM CONDIÇÕES DE ENTRAR EM OPERAÇÃO.

3 –
Nós não queremos a guerra, mas lembre-se:
QUANDO A ARMA QUE MATA DEFENDE A LIBERDADE DE VIVER, OS SANTOS CHORAM, MAS NÃO ACUSAM.

Estas palavras que definem O QUE É O DEVER E FIM DE UM EXÉRCITO, deveriam estar em todas as paredes internas ou externas dos quartéis ou qualquer outra dependência militar.

Principalmente no momento crucial que vive a NAÇÃO, sendo entregue ao INIMIGO NUNCA DISFARÇADO, onde estão aqueles que tiveram uma formação SEMPRE voltada para a defesa da PÁTRIA.

Foi ser militar quem quis, destacaram-se OS QUE SEMPRE TIVERAM CONDIÇÕES DE SER.

Nas FFAA, NUNCA houve oportunidade para um parente, um padrinho com autoridade para arranjar um tamborete no refeitório ou sala de aula.

O militar é o profissional mais bem preparado para BEM exercer a profissão.

Desde Tenente têm cursos para as mais variadas atividades, que irão exercer enquanto estiverem na ativa.

O soldado que presta o serviço militar obrigatório, se quiser, tem chance de ser Cabo, e se mais desejar, o curso de Sargento, garante-lhe chegar a Capitão.

Os oficiais quando tenentes, têm à sua disposição diversos cursos que enriquecem sua Folha de Serviço.

Quando Capitães fazem a ESAO, para chegar a .Coronel.

Se mais desejarem a ECEME, qualifica-os para a promoção a General.

Neste posto, a promoção é sempre por mérito.

No Generalato, três postos:
Brigada,
Divisão
e Exército,

O regulamento militar é UM SÓ PARA TODO o efetivo, conforme o posto.

Foi esse EXÉRCITO que conheci, até a “fatídica subida de Lula na Rampa do Planalto.

Por isso é com imensa tristeza, que acompanhando há dez anos escrevendo no Grupo Guararapes, assisto o momento que estamos vivendo.

Até aqui não conhecia Generais que curvam-se diante de ordens de gente(?) que NADA sabem dos regulamentos militares.

GENERAIS do Alto Comando, esqueceram o 1º quesito sobre o EXÉRCITO?

“UMA NAÇÃO TERÁ SEMPRE APENAS UM SÓ EXÉRCITO: O SEU OU DE OUTRA NAÇÃO”

Glacy Cassou Domingues – Grupo Guararapes. Fort. 30/08/2010.

PS:
A PERGUNTA DE DONA GLACY É UM GRITO DE UMA PATRIOTA QUE SENTE NO PEITO DE CADA GENERAL O AMOR À PÁTRIA.

A NAÇÃO TREME E ACREDITA EM SUAS FORÇAS ARMADAS.

ELAS ESTÃO ACORDADAS E NÃO DEIXARÁ QUE ELA MERGULHE NA ESCURIDÃO DA CORRUPÇÃO E DE FALTA DE LIBERDADE.

VAMOS REPASSAR!
A INTERNET É A NOSSA ARMA!
13/09/2010

Estamos Vivos!
Grupo GuararapesPersonalidade Jurídica sob reg. Nº 12 58 93, Cartório do 1º registro de títulos e documentos, em Fortaleza.

O BRASIL DO ÉBRIO : A REPUBLIQUETA DOS BALCÕES : OS DE CACHAÇA E O DAS NEGOCIATAS. INSTALADA A MÁFIA SINDICALISTA.


Há três semanas, uma das maiores ameaças de se ter Dilma Rousseff como presidente da República era não saber qual seria o papel de seus aliados barra pesada.


O que farão no governo dela gente como Fernando Collor de Mello, José Dirceu, José Sarney, Renan Calheiros, Jader Barbalho, Newton Cardoso, entre uma penca de outros?

Como a experiência de Dilma na seara política é algo próximo de zero, a força desse pessoal será enorme.

Junto deles, virão históricos de corrupção, nepotismo, truculência, fisiologismo e uso da máquina pública para fins pessoais e familiares. Vote numa Dilma e ganhe esta turma toda de bônus.

Há duas semanas, com o escândalo da Receita Federal, ficou claro que os brasileiros ainda correm outro risco com Dilma no Planalto. O PT ressuscitou a abjeta prática de utilizar o Estado para investigar e acuar todos os que ousam fazer oposição ao governo.

Coisa de ditaduras que se julgava morta e sepultada no Brasil. Os casos das quebras criminosas de sigilo fiscal da filha e do genro de José Serra não são apenas um problema pessoal do candidato tucano: são uma ameaça aos direitos fundamentais de cada um dos brasileiros.

Mas, por incrível que pareça, tudo isso ainda pode ser pouco.

Caso sejam comprovadas as denúncias relatadas na edição desta semana da revista Veja, a roubalheira está no DNA do grupo de Dilma Rousseff.

(...)

A revista relata um caso concreto. Em 2009.

Os ouvidos do empresário foram brindados com uma resposta que lhe soou como música: "Minha mãe resolve", disse-lhe Israel.

Ato contínuo, seu negócio decolou.

A transação foi celebrada com goles de vinho no apartamento funcional da própria Erenice Guerra, então secretária-executiva de Dilma.

Como coadjuvantes dessa história corrupto-familiar-policialesca, também atuaram o assessor jurídico da Casa Civil, outro filho e irmãos de Erenice, como revela O Estado de S.Paulo em sua edição de hoje.

Mais republicano impossível.

Os encontros entre lobistas, empresários e traficantes em geral ocorreram no escritório do coordenador jurídico da campanha de Dilma, Márcio Silva.

Mais um elo entre a bandidagem e a postulante ao Planalto.

Mas não para a candidata, cuja reação ao episódio foi a mesma de sempre: desqualificar a imprensa, atacar a oposição, posar de vítima e gritar muito.

Discutir os acontecimentos que é bom, nem pensar: os fatos, ah, os fatos são mero detalhe...

O episódio é apenas mais um - ou pelo menos o mais explícito deles - a ilustrar o imenso balcão de negócios em que o PT transformou o Estado brasileiro.

Vende-se de tudo um pouco nesse armazém espúrio: o patrimônio nacional, benesses estatais, facilidades jurídicas, penduricalhos legais, financiamentos a preços módicos.

Em troca, cobra-se do agraciado apoio irrestrito ao projeto petista de perpetuação de poder - na forma de apoio$ financeiro$ e $ilêncio conivente.

Olhe para o lado e responda:
há um único grande empresário que se oponha ao PT hoje?
Por que será?
Já passa da hora de pôr, democraticamente, esta turma para correr.

Original/Íntegra : ITV/Um imenso balcão de negócios

setembro 13, 2010

EM FEITIO DE EXCEÇÃO .


Posta em xeque no cotidiano, a democracia é discutida como se não fosse valor absoluto

Um quarto de século de retomada da normalidade institucional em tese seria tempo suficiente para a democracia ter sido incorporada à cena nacional com a naturalidade das coisas que simplesmente "são".

Como água encanada e luz elétrica.

Na prática, porém, não tem funcionado assim:
temos discutido muito a democracia no lugar de exercê-la sem discussão, o que seria muito mais natural.
Depois de reconquistada a democracia a impressão que dá é que o País não sabe direito o que fazer com ela.

A questão continua em aberto como ainda nos faltasse, fosse uma meta a ser alcançada, uma cidadela em permanente risco.

Comparemos, para efeito de raciocínio, com a estabilidade econômica.

Tem dez anos a menos e já saiu da agenda para entrar no campo dos consensos. Daqueles arraigados aos quais não há quem ouse agredir sob pena de perder a batalha na sociedade, de tão consolidado que está o conceito.

Não se observa produção robusta e recorrente de pregações sobre os benefícios da estabilidade e a necessidade de preservá-la.

Ela "é" e ponto final. Auto-explicável, auto-aplicável, compreendida e absorvida. Com a democracia não se deu essa incorporação.

A despeito da existência de todos os sinais exteriores de pleno funcionamento do regime de liberdades, garantias, direitos, deveres individuais e coletivos a ponto de inibir quaisquer gestos contraditórios, fala-se tanto dela que mais parece exceção.

E se assim parece é porque assim acontece na realidade. A democracia entre nós é adjetivada.

É posta em xeque no cotidiano, nos Poderes e segue sendo discutida como se não fosse valor absoluto, mas princípio relativo, mutante, manipulável, adaptável ao sabor das circunstâncias, ao grau de consciência e à qualidade de caráter dos governantes.

Recentemente chamou atenção a criação do Instituto Palavra Aberta.
Função?
Defender a democracia, a livre iniciativa e a liberdade de expressão. Se há necessidade defendê-la de forma explícita então faz sentido reafirmá-la constantemente.

Essa evidência é em si a confirmação de como pode vir a ser fragilizada, principalmente quando e se à frente de ações que favorecem o enfraquecimento está o Estado.

Hoje em dia traduzidas nas deformações dos Poderes Executivo e Legislativo, um hipertrofiado e outro atrofiado em seus respectivos papéis na República.

Dois cientistas políticos, integrantes do topo de linha do pensamento nacional ativo (em contraponto à ala inativa por iniciativa própria), os professores José Augusto Guilhon Albuquerque e Leôncio Martins Rodrigues compartilham a certeza de que nos últimos anos está em curso um processo de ruptura de valores que precisa ser combatido.

A mesma pergunta foi feita para ambos:
Por que falamos tanto em democracia?

Guilhón Albuquerque divide a questão em duas.

Uma conceitual, "a ideia de democracia e seus valores"; e outra real, "a democracia realmente existente sob um Estado de Direito operante".

Sobre a primeira, ele acha que precisa mesmo ser reiterada constantemente de "geração em geração" em toda parte, nos meios de comunicação, nas escolas, nas famílias e nos partidos.

Ressalta, no entanto, que os partidos nem sempre dão bons exemplos. "Neste período eleitoral, parcialmente por liberalidade com partidos sem expressão e, portanto, sem responsabilidade com o eleitorado, assistimos diariamente a pregações raivosas e desqualificações debochadas contra os valores democráticos."

Quanto ao que chama de "Estado de Direito realmente existente" - aquele em que "instituições e mecanismos de equilíbrio de poder repõem continuamente a ordem democrática cada vez que a desordem, a opressão e o abuso de poder tentam rompê-la" - Guilhón vê sérios problemas.

"O que estamos vivendo nesses oito anos, muito lentamente no início e com enorme aceleração nos últimos meses é um processo de ruptura das instituições e dos mecanismos de equilíbrio de poder que vêm perdendo pouco a pouco a credibilidade e a própria capacidade de repor a ordem democrática".

Nessa hora, o que fazer?
"Em momentos como esse a democracia precisa desesperadamente de democratas com caráter, que não chegam a ser uma legião."

Leôncio Martins esboça várias hipóteses - nenhuma delas excludente - para explicar porque o debate sobre a questão democrática tem se acentuado ultimamente.

Primeira hipótese:

"O avanço do populismo que menospreza regras do jogo e entende que maiorias, sempre eventuais, podem tudo."

Segunda:

"Quem entende democracia como um governo representativo regido por leis tem motivos para temer as consequências de uma concentração excessiva do poder nas mãos de uma nova elite política de classe média assalariada (incluindo a aristocracia operária) que começou a ascender no fim do regime militar. A elite lulista joga pesado para manter o domínio do Estado e os cargos no governo, porque não querem voltar para os antigos empregos, nos sindicatos ou fora deles."

Terceira hipótese:

"Para a atual oposição, não se trata apenas do "temos de ficar mais algum tempo fora do governo", mas de ser colocada numa situação semelhante à que viveu no passado a oposição sob Perón, Getúlio e agora sob Chávez e Evo Morales. Ou seja, o fim do rodízio no governo."

Quarta:

"Inegavelmente há certos aspectos do comportamento dos ex-plebeus que dá razão à inquietação dos setores liberais: o viés estatizante, o nacionalismo, a reconstrução do aparato sindical getulista, a aproximação entre o capital privado e o aparelho estatal, as tentativas de controle da imprensa, a rejeição da democracia representativa (por parte da esquerda petista), os níveis nunca alcançados de corrupção."

Quinta hipótese:

"A existência de um partido de massas disciplinado, dotado de incomparável vocação para o poder, disposto a colonizar o Estado."

No começo do artigo registro quase estranheza com tanta discussão sobre democracia.

No fim, constato:
há razões de sobra.


Dora Kramer O Estado de S. Paulo