"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

fevereiro 11, 2012

R$ 154 bilhões em crédito inadimplente - O brasil maravilha "fomentando" o crédito podre e os incautos que se lasquem : A inadimplência no financiamento de veículos cresceu 133% em 2011

O sistema financeiro brasileiro carrega R$ 154 bilhões em crédito inadimplente. No ano passado, o estoque de dívidas com atraso acima de 60 dias cresceu 23%.

Os números estão atraindo investidores estrangeiros especializados no segmento de crédito podre.

A inadimplência no financiamento de veículos cresceu 133% em 2011, ritmo cinco vezes mais rápido que o crédito concedido ao setor.

Não estamos à beira de uma crise como a que outros países viveram, mas temos que olhar com mais respeito os números.

Se o mercado de crédito no Brasil está crescendo muito rápido, também é veloz o ritmo do volume de inadimplência. Preocupados com o efeito desse crédito ruim sobre seus balanços, os bancos revendem os ativos a preços baixos para investidores especializados em cobranças de longo prazo.

— É muito caro para um banco tentar recuperar um crédito vencido há mais de 180 dias, por exemplo. Esse tipo de cobrança foge da sua estrutura. Muitos preferem vender essas carteiras a outros investidores, especializados nisso.

Apesar do prejuízo, os bancos melhoram o perfil de suas carteiras e recuperam parte do dinheiro emprestado — explicou o economista Paulo Bittencourt, da Apogeo Investimentos.

A KPMG registrou em relatório que só o Santander vendeu R$ 16 bilhões em créditos podres.

Aceitou levar um prejuízo de pelo menos 85%. Ou seja, se tinha, por exemplo, uma carteira que valia R$ 100, o banco revendeu a outros investidores por R$ 15.

Pela lógica dos bancos, é melhor recuperar R$ 15 e tentar alguma rentabilidade sobre esse valor do que correr o risco de perder os R$ 100 e ainda ter que dizer ao mercado que carrega esse mico.

Já para o investidor que compra, as chances de lucros grandes são altas, caso ele consiga fazer com que o devedor pague.

A provisão que os bancos têm que fazer para carteiras de crédito com a mais baixa qualidade subiu 22% no ano passado, de R$ 51 bilhões para R$ 64 bi. Esse é o volume total de atrasos maiores que 180 dias, que são classificados com a letra H pelo Banco Central.

Quando o crédito entra nessa classificação, o banco é obrigado a fazer uma reserva de 100% do valor concedido. A provisão feita pelos bancos estrangeiros aumentou 35%.
A KPMG, que presta consultoria para bancos e investidores que querem atuar nesse mercado, estima que, além dos R$ 154 bilhões de crédito em atraso no país, há outros R$ 150 bi contabilizados como perdas pelos bancos, porque ultrapassaram o período de 365 dias inadimplentes.

Segundo Salvatore Milanese, líder da área de reestruturação da KPMG, o crescimento do crédito no ritmo de 20% ao ano está chamando atenção de investidores estrangeiros especializados em inadimplência.

— Os investidores sabem que tudo o que cresce a uma taxa de 20% ao ano uma hora terá que sofrer correção, porque nada pode subir indefinidamente até o céu. A taxa é insustentável, e quem olha para os exemplos históricos percebe isso.

Quando comecei nesse mercado, em 2001, o percentual de crédito H era 1%. Hoje, subiu para 3%. Existe uma enorme correlação entre o crescimento forte do crédito e a alta do crédito inadimplente — afirmou.

O que preocupa nesses números é que 42% do crédito em atraso no Brasil são de consumidores. Ou seja, muitos brasileiros que estão sendo estimulados a fazer financiamentos não estão conseguindo pagar as contas.

O economista Felipe Queiroz, da Austin Rating, aposta que os atrasos não devem crescer tanto este ano porque a perspectiva é de crescimento da economia.

Mas alerta que uma mudança brusca na Europa, que afete os níveis de emprego no país, tornariam o quadro pior:
— A expectativa é que a inadimplência não aumente. Temos a economia com projeção de crescimento, aumento do salário mínimo, redução da Selic. Tudo vai facilitar os pagamentos.

O que pode dar errado é um agravamento da crise na Europa. Uma recessão profunda por lá que tenha reflexo nas nossas exportações e na oferta de crédito.

Os economistas costumam olhar só o crédito/PIB e dizer que, na comparação com outros países, os nossos 49% são baixos.

Mas aqui o dinheiro é caro demais. Um vento contra pode complicar. Por isso, é hora de olhar esses números com lupa.

PARA O BRASIL SEGUIR MUDANDO COM A "dotôra"" 1,99 : Petrobrás perde R$ 28 bilhões em valor de mercado após balanço


As justificativas apresentadas pela Petrobrás para a surpreendente queda do lucro no ano passado não convenceram as instituições financeiras e os analistas do setor petrolífero.

No dia seguinte à divulgação dos resultados, a companhia perdeu R$ 28,2 bilhões em valor de mercado, segundo cálculos da consultoria financeira Economática.


No pregão desta sexta-feira, as ações ON da estatal caíram 8,28%. As PN, 7,84%. O resultado dos papéis da Petrobrás levou o índice Bovespa a cair 2,34%, para 63.997,86 pontos.

O BTG Pactual chegou a qualificar os resultados da estatal em 2011 como "intrigantes". Em relatório, o BTG Pactual manifestou dúvidas em relação ao aumento dos encargos de depreciação no setor de exploração e produção e à deterioração dos resultados do refino.

Os analistas Gustavo Gattass, Luiz Felipe Carvalho e Dario Valdizan, mesmo debruçados sobre os resultados anunciados pela petroleira, não conseguiram decifrar como a Petrobrás chegou aos resultados financeiros divulgados.


Tamanha derrocada, segundo o BTG, pode ter origem atípica. "Ainda assim, a diminuição nos resultados foi tão grande que não podemos descartá-los como irrelevantes", diz o texto do BTG, que pretende revisar as estimativas para a Petrobrás.

O Bank of America Merrill Lynch (BofA) apontou o custo da importação de derivados de petróleo como o principal responsável pelo desempenho ruim no quarto trimestre. Nos três últimos meses de 2011, houve prejuízo de R$ 4,412 bilhões na área de abastecimento, responsável pelas importações.

O relatório do Credit Suisse, assinado pelos analistas Emerson Leite e André Sobreira, diz que as perdas no setor de abastecimento da Petrobrás dobraram em seis meses.

"Quanto mais o negócio cresce, maiores são as perdas, mesmo tendo em vista preços da gasolina 10% mais altos e do diesel, 2% maiores, que contribuíram para os resultados a partir de novembro."


Para o Credit Suisse, o trimestre poderia ter sido bom, com o aumento da produção e dos preços dos derivados.

"Com ações que subiram 30% no ano até agora, estimativas de ganhos que podem ser reduzidas depois desses resultados e um cenário de produção que verá um crescimento significativo apenas depois de 2014, continuamos a ver um caso de investimento pouco convincente", dizem os analistas.


Para o Deutsche Bank, a principal causa da queda no lucro foi o aumento da importação, uma vez que a empresa chegou ao limite de capacidade de refino.

Relatório dos analistas Marcus Sequeira e Luiz Fonseca diz que "a magnitude de perdas foi claramente subestimada" pelo mercado.

O banco destacou a alta dos custos operacionais, que se persistir em 2012 poderá gerar "uma onda de redução dos ganhos".

Luciana Collet, Vanessa Stecanella e Sergio Torres, de O Estado de S. Paulo

fevereiro 10, 2012

E NO brasil maravilha da mamulenga e agora também "Rainha dos Canteiros de Obras Paradas"(RA) : Inflação oficial acelera em janeiro


A inflação começou o ano de 2012 em alta. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) aumentou 0,56% em janeiro, taxa superior à variação de 0,50% de dezembro, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.

Nos últimos 12 meses até janeiro, o índice acumula alta de 6,22%, ante 6,50% registrados em dezembro.


O IPCA tinha aumentado 0,83% em janeiro de 2011.

Essa foi a primeira divulgação do IPCA com a nova estrutura de pesos, que incorpora os resultados dos gastos de consumo da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009.

A mudança foi feita para refletir melhor o novo perfil de gastos do consumidor brasileiro.

Saiu do cálculo da inflação a máquina de costura, o chuchu e o chope, por exemplo.


Em seus lugares, entraram itens como o salmão e o pacote combo de TV e internet.

A atualização é feita por todos os países, e a recomendação da ONU é que ocorra de cinco em cinco anos, já que os hábitos não mudam rapidamente. A atual estrutura reflete o aumento do poder aquisitivo da população afirmou a coordenadora da pesquisa, Eulina Nunes dos Santos.

A principal contribuição para a inflação em janeiro veio dos grupos alimentação e bebidas, que subiram 0,86%, e do grupo transportes (alta de 0,69%), com 0,34 ponto percentual de contribuição desses dois grupos para a taxa de 0,56%.
Assim, os dois grupamentos foram responsáveis por 61% do IPCA.

A alta de alimentos e bebidas foi menor do que a registrada em dezembro (1,23%).
A carne, que vinha de uma alta de 4,11% em dezembro, caiu 0,64% em janeiro.

Também tiveram quedas o açúcar refinado (de -1,26% para -0,75%),

leite longa vida (de -1,41% para -1,13%),
pão francês (0,91% para -0,30%)
e frango em pedaços (de 1,65% para -0,13%).

Por outro lado, houve alta nos preços de feijão carioca (8,84% para 15,06%), cenoura (de -4,95% para 11,29%),
tomate (de 1,04% para 8,09%),
batata-inglesa (de -4,46% para 8,01%),
feijão preto (de 0,55% para 5,42%)
e hortaliças (de -1,46% para 4,56%).


De acordo com os pecuaristas, o consumo de carne em janeiro é menor do que em dezembro, quando há o período de festas, e a seca obrigou a aumentar o volume de abate, o que se refletiu no preço explicou Eulina.

No grupo de transportes, o maior impacto veio das tarifas dos ônibus urbanos, na maior influência individual do mês, com 2,54% de aumento. O reajuste de 10% nas tarifas de ônibus do Rio foi o que mais impactou.

Também houve aumento em Belo Horizonte (7,75%) e em Recife (1,61%).


Os reajustes dos ônibus urbanos costumam acontecer logo no começo do ano, e devem ter ainda resíduos no resultado de fevereiro. Já as passagens aéreas, hotéis e excursões sofreram ainda um "efeito férias".


O Globo

E NO brasil maravilha... A POLÍTICA "DA OU NA" PETROBRAS : Sobrecarga derruba Petrobras

A Petrobras sentiu o peso da sobrecarga que o governo vem lhe impondo.

A maior companhia do país apresentou ganhos decepcionantes em 2011. Seu desempenho foi afetado, principalmente, por decisões que têm se mostrado muito mais políticas do que empresariais.


O lucro líquido da Petrobras caiu à metade no último trimestre do ano passado. Foram R$ 5,6 bilhões a menos em caixa no período, no pior resultado desde o início de 2007, segundo levantamento feito pela consultoria Economatica.
No ano, a queda do lucro foi menor: 5,5%.


A empresa paga o preço por políticas equivocadas que tem tido de perseguir por determinação do Planalto. Entre as mais danosas estão a participação obrigatória na exploração do pré-sal, a necessidade de respeitar conteúdos nacionais mínimos em suas encomendas e o subsídio para manter baixos os preços dos combustíveis no mercado interno. O câmbio também pesou.

Com o consumo em alta e as capacidades de produção e de refino estacionadas, a Petrobras tem tido de apelar para petróleo bruto e derivados vindos de fora. Só a importação de gasolina cresceu 400% no ano passado.

Como o valor que pratica internamente é menor do que paga no exterior, a companhia só embolsa prejuízo.

Em 2011, deixou de arrecadar R$ 7,9 bilhões com a diferença dos preços do diesel e da gasolina nos mercados internacional e doméstico, estima o Centro Brasileiro de Infraestrutura. Nos últimos oito anos, o rombo chega a R$ 12 bilhões.


A empresa também se vê às voltas com encomendas que lhe saem muito mais caras do que se pudessem ser compradas com liberdade no mercado global. É o caso das sondas para perfuração de águas ultraprofundas do pré-sal.

Por terem de ser construídas no país, como parte de uma política de valorização de conteúdo local, apresentam preços muito acima do mercado: o afretamento de cada unidade custa em torno de meio milhão de dólares por dia.


Já as obrigações impostas à companhia para exploração do pré-sal tendem a lhe causar transtornos crescentes. Pelas regras fixadas, todo consórcio deve ter pelo menos 30% de participação estatal.

O que poderia parecer uma dádiva resulta, na realidade, em elevado risco incorrido, como pôde ser conferido já no ano passado: só com a perfuração mal sucedida de poços secos, a Petrobras dispendeu R$ 717 milhões no último trimestre.


"Ao dar asas à ideia de dar à Petrobras sólido controle da exploração do pré-sal e, ao mesmo tempo, transformá-la num poderoso cartório de distribuição de benesses a produtores de equipamentos, o governo estava fascinado com os enormes benefícios políticos que poderia extrair desse arranjo", avaliou Rogério Furquim Werneck em artigo n'O Globo no início do mês.

A Petrobras tem um ambicioso plano de investimentos pela frente, pelo qual deverá aplicar US$ 224,7 bilhões até 2015. Mas também neste quesito não tem conseguido atingir suas metas: no ano passado, o resultado ficou em R$ 73 bilhões, bem abaixo dos R$ 84,7 bilhões previstos.

A produção da empresa em 2011 também foi fraca, com avanço de mero 0,9%. Mais uma vez, a meta não foi atingida. No ritmo atual, a Petrobras chegará ao fim da década produzindo 30% menos que o previsto, segundo relatório do banco Credit Suisse citado recentemente pela revista Veja.

Para completar o quadro, a Petrobras foi a segunda companhia que mais perdeu valor de mercado em todo o mundo em 2011, abaixo apenas do Bank of America.

Evaporaram US$ 72,4 bilhões, conforme levantamento feito pela Bloomberg News junto a mais de 5 mil corporações globais.
(A reação de suas ações neste início de ano permitiu-lhe recuperar parte da perda.)


Ontem, a companhia mudou seu comando. Graça Foster substituiu Sergio Gabrielli na presidência e mais dois diretores foram trocados. Não está muito claro se a ascensão da técnica de carreira, em oposição ao político militante que durante sete anos e sete meses esteve à frente da empresa, vai alterar os rumos ziguezagueantes da Petrobras.

O que se mostra cristalino é que a maior companhia do país mostra-se hoje vergada pelo sobrepeso que o governo do PT lhe impôs.

A Petrobras deve, sim, apoiar políticas públicas, mas a condição para isto é que sobreviva como empresa lucrativa.

Canibalizada como ela está, o poço pode secar rapidamente.


Fonte: Instituto Teotônio Vilela
Sobrecarga derruba Petrobras

Inadimplência sobe puxada por cartões no "brasil maravilha".


Atraso no pagamento de dívidas aumenta 2,91% em janeiro, aponta levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, motivado por calote no dinheiro de plástico

As facilidades oferecidas pelos cartões de crédito, que incluem parcelamentos de 12 a 24 meses, estão levando os consumidores a perder o controle das compras, engrossando os índices de inadimplência.

O atraso no pagamento das dívidas em geral pelo brasileiro aumentou 2,91% no primeiro mês de 2012, em comparação com o mesmo mês do ano passado, conforme levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

A elevação foi impulsionada pelo calote nas faturas do cartão de crédito, afirmou o presidente da instituição, Roque Pellizzaro.


Dados do Banco Central apontam que a inadimplência no segmento já atinge 26,74% das operações, três vezes maior que a média do mercado de crédito brasileiro, que está em 7,3%.

O total devido pelos brasileiros nos cartões de crédito cresceu em ritmo de epidemia na última década. As concessões de crédito rotativo (conhecido como pagamento mínimo) chegaram ao maior nível da história em dezembro de 2011, R$ 22,2 bilhões — avanço de 825% em dez anos.


Um dos motivos são os juros astronômicos cobrados de quem não paga toda a fatura no dia do vencimento, na casa dos 10% e 11% ao mês, 214% a 250% ao ano.

Quando isso acontece, fica mais difícil a cada mês regularizar os débitos, que sobem em ritmo acelerado, só por conta desses encargos.

Mesmo para quem opta pelo parcelamento oferecido pela administradora, os juros ficam na casa dos 5% e 6% ao mês ou entre 80% e 100% ao ano, o que pesa no orçamento.

A taxa Selic está em 10,5% ao ano.


"O consumidor que entra no cadastro do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) nessas condições dificilmente consegue sair devido aos juros elevados", observou Roque Pellizzaro.

"O problema é a falta de educação financeira de muitos consumidores, que leva à inadimplência justamente na linha que possui os juros mais altos", observou o educador financeiro Reinaldo Domingos.


Redução
Dados da consultoria de crédito e risco Serasa Experian também mostram inadimplência do cartão de crédito em ritmo de alta — houve crescimento de 3,5% em janeiro, frente a dezembro passado.

O valor médio dessas dívidas não pagas, em decorrência dos juros e do alto endividamento do brasileiro, também se expandiu, passou de R$ 396,77 em janeiro de 2011 para R$ 657,92 em igual mês deste ano — um incremento de 65,8%.


Diante do atoleiro em que o brasileiro se enfiou com o cartão de crédito, a presidente Dilma Rousseff passou a cobrar do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, medidas para reduzir os juros do cartão de crédito.

A presidente está preocupada com o endividamento das famílias que ingressaram recentemente no sistema bancário, a nova classe C.

Para o governo, a maior parte dela, que já representa mais da metade da população do país, ainda está aprendendo a usar produtos financeiros mais sofisticados, como o cartão, e tem caído nas armadilhas das facilidades oferecidas.


"O problema não é o cartão em si, mas como ele é usado. O brasileiro transforma o pagamento mínimo da fatura em hábito mensal quando ele deveria ser usado em casos de extrema emergência. A mesma coisa ocorre com o cheque especial, que se transformou em parte da renda do consumidor", alertou Carlos Henrique de Almeida, assessor econômico da Serasa Experian.

Para ele, já começam a surgir os primeiros sinais de uma reversão no quadro de dívidas não pagas. Mas o pior período para a inadimplência ainda está por vir, segundo especialistas.

Março, dizem, será um mês difícil devido o pagamento de impostos como IPVA e IPTU, o que habitualmente deixa as famílias com orçamento mais apertado, gerando mais dívidas e inadimplência.


Atoleiro (Em R$ bilhões)
Concessão mensal do crédito rotativo do cartão cresce 825% em 10 anos

Meses - Liberação de recursos

Dez/02 - 2,4
Dez/03 - 2,9
Dez/04 - 3,8
Dez/05 - 7,1
Dez/06 - 7,5
Dez/07 - 8,7
Dez/08 -12,4
Dez/09 -15,0
Dez/10 -17,9
Dez/11 -22,2

VICTOR MARTINS Correio Braziliense

No 4º trimestre de 2011, lucro da Petrobras cai 52,38%


Em 2011, último ano da Petrobras sob o comando de José Sergio Gabrielli, a estatal apresentou lucro líquido de R$ 33,313 bilhões


A Petrobras reportou lucro líquido de R$ 5,049 bilhões no quarto trimestre de 2011, uma queda de 52,38% em relação ao mesmo período de 2010.

A receita líquida da companhia entre outubro e dezembro alcançou R$ 65,257 bilhões, alta de 20,34% em igual comparação, ocasionada principalmente pelo efeito do câmbio nas exportações e pelo reajuste de 10% no preço da gasolina e de 2% no valor do diesel, em vigor desde 1º de novembro.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações) trimestral somou R$ 14,054 bilhões, com retração de 2% na mesma base comparativa.

O resultado financeiro líquido foi positivo em R$ 400 milhões, ante R$ 1,880 bilhão positivo no mesmo período de 2010.

Em 2011, último ano da Petrobras sob o comando de José Sergio Gabrielli, a estatal apresentou lucro líquido de R$ 33,313 bilhões, retração de 5,3% em relação ao ano anterior.

A receita líquida anual foi de R$ 244,176 bilhões, alta de 15,26% na mesma base comparativa. O Ebitda no ano passado atingiu R$ 62,246 bilhões, com alta de 4,81% em relação a 2010.

Gabrielli será substituído a partir do próximo dia 13 por Maria das Graças Foster, ex-diretora da área de Gás e Energia. Ela assume a presidência da Petrobras com o desafio de intensificar o ritmo de produção da companhia.

No ano passado, a estatal fracassou pelo segundo ano consecutivo na tentativa de alcançar a marca de 2,1 milhões de barris de petróleo produzidos em território nacional.

A produção em 2011 atingiu 2,021 milhões de barris diários, novo recorde da empresa mas ainda aquém do esperado pela diretoria da Petrobras.

Para acelerar o ritmo da produção da companhia, Graça Foster, como é chamada a futura presidente da estatal do petróleo, terá à disposição um plano de negócios que prevê investimentos de US$ 224,7 bilhões entre 2011 e 2015.

Petrobras levará até dois anos para fornecer gás

O atual presidente da empresa, José Sergio Gabrielli, será substituído a partir do próximo dia 13 por Maria das Graças Foster, ex-diretora da área de Gás e Energia. Ela assume a presidência da Petrobras com o desafio de intensificar o ritmo de produção da companhia.

AE - (com Reuters)

fevereiro 09, 2012

JUSTIÇA SEJA FEITA! DE ONDE NÃO SE ESPERA NADA... ÀS VEZES SÓ PARA CONTRARIAR : "O parlamentar disse ainda que há três meses vai a Brasília para trabalhar e nada acontece".

Camuflados
É A VAGABUNDAGEM POLÍTICA, PEIXE! VOCÊ DIZIA : TREINAR PRA QUÊ? SE EU SEI O QUE FAZER. AGORA ESTÁ VENDO DE PERTO COMO É : TRABALHAR PRA QUÊ? SE NÃO SABEMOS O QUE FAZER.

TE PROTEJA QUE OS CANALHAS VÃO TE "MORDER".

O deputado federal Romário (PSB-RJ) reclamou nesta quinta-feira no Twitter da lentidão dos colegas para aprovar projetos na Câmara, como a PEC 300, medida que estabelece o piso salarial nacional para policiais.


Entre várias mensagens de apoio à categoria, o ex-jogador disse que vai votar a favor da proposta.

Tem absurdo que só acontece na política brasileira, principalmente na minha casa, na Câmara Federal. Acredito que seja por falta de objetividade e de sensatez que algumas coisas lamentáveis acontecem no nosso País.

A PEC 300 também não foi votada. Tem greves acontecendo, pessoas morrendo e lojas sendo saqueadas. Nós políticos somos culpados mesmo!, escreveu em três mensagens postadas no Twitter.


O parlamentar disse ainda que há três meses vai a Brasília para trabalhar e nada acontece, embora o retorno do recesso parlamentar só tenha acontecido na semana passada.

E espero que na minha próxima vinda a Brasília tenha alguma p... pra fazer.
Ou será que o ano só vai começar depois do carnaval?, completou em outro post.


Vou parar por aqui pra não dar mais porrada. Boa noite! Valeu!, encerrou.

O Globo

171-(PARTE II) ! A TRANSNORDESTINA QUE A GERETONA/FRENÉTICA E EXTRAORDINÁRIA DE NADA E COISA NENHUMA , HOJE "PRESIDENTA MAMULENGA" , NÃO VAI VER.


Dilma Rousseff viu ontem in loco o estado de penúria em que se encontram as obras de transposição do rio São Francisco.

Terá hoje oportunidade de espantar-se ainda mais, ao visitar os canteiros da construção da Nova Transnordestina, outro fracasso de que também foi protagonista.


Os problemas na ferrovia são muito parecidos com os da transposição: andamento moroso, orçamento galopante, dinheiro público mal aproveitado, cronograma desrespeitado.

Da mesma forma que a obra do São Francisco, a Transnordestina foi apresentada em cores vistosas na propaganda eleitoral da petista.
Tudo falso.


As obras da ferrovia foram incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em janeiro de 2007. Eram então orçadas a R$ 4,6 bilhões. A previsão inicial era de que fossem terminadas em 2010.

Para honrar a promessa, Lula "inaugurou" a obra no último mês de seu mandato:
entregou 14 km que só serviam para que a empreiteira transportasse material da própria construção.


Transcorridos cinco anos, apenas um décimo dos 1.728 km da Transnordestina estão prontos. Seguidamente postergada, a estimativa de conclusão agora é fim de 2014.

A prestação oficial de contas continua, porém, sendo maquiada:
em balanços recentes do PAC, trechos hoje abandonados, como a linha entre o porto de Suape (PE) e Porto Real do Colégio (AL), figuram como sendo 90% finalizados.


Em velocidade inversa à do andamento das obras, os custos da construção da ferrovia aceleraram. Já em 2008, sofreram um primeiro aditivo de 20%, que os elevou a R$ 5,42 bilhões. Agora, aguardam nova canetada de Brasília que vai espetar mais R$ 1,3 bilhão na conta.

Tudo considerado, a Transnordestina ficará pelo menos 46%, ou módicos R$ 2,1 bilhões, mais cara.


Para atenuar o descalabro desta escalada, o governo costuma argumentar que a ferrovia guarda uma diferença importante em relação a outras obras públicas degringoladas: é um investimento privado.

Mas esta é uma distinção apenas aparente. O grosso do dinheiro que está sendo usado para instalar trilhos e dormentes no semiárido vem de fontes públicas.


Do orçamento atual, saem diretamente do caixa da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), dona da ferrovia, apenas 24%. O resto vem do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), do BNDES, do Banco do Nordeste, do Finor e da estatal Valec.

A União poderá até tornar-se sócia do projeto no futuro, se converter em ações os recursos aportados via FDNE, que banca metade do custo atual.


A Transnordestina é uma obra inadiável e crucial para que a região decole ainda mais. Terá capacidade para transportar cerca de 30 milhões de toneladas ao ano, interligando os portos de Pecém (CE) e Suape (PE), e podendo, futuramente, chegar a Itaqui (MA) e à ferrovia Norte-Sul.

Trata-se, pois, de um eixo logístico precioso e que deveria merecer especial atenção da gestão petista.


É distinto, entretanto, o estado atual das coisas por lá. Tanto que um dos trechos da visita da comitiva presidencial aos canteiros da Transnordestina, em Missão Velha (CE), foi abortado "para evitar constrangimentos, diante da constatação de abandono da obra", de acordo com O Estado de S.Paulo.

Segundo a
agenda oficial, estão mantidos os compromissos de hoje em Parnamirim, São José do Belmonte e Salgueiro, em Pernambuco.

O que não muda mesmo é a vocação petista para maquiar a realidade. Ontem, na visita aos canais da transposição do São Francisco, Dilma Rousseff engrossou a voz para dizer que vai "cobrar metas e resultados". Por que só agora?

Diante do histórico de desleixo, é difícil crer que isso vá mesmo acontecer. Na melhor das hipóteses, uma montanha de bilhões de reais já terá evaporado sob o sol inclemente do Nordeste.


Fonte: Instituto Teotônio Vilela
A Transnordestina que Dilma não vai ver

Mercado prevê lucro menor para a Petrobras


À espera da troca de comando na Petrobras, que será sacramentada hoje pelo conselho, com a indicação de Graça Foster para a presidência, o mercado não enxerga nenhum resultado da companhia capaz de funcionar como um "gatilho" para o preço das ações.

Dessa vez, a maior expectativa dos analistas que acompanham a empresa diz respeito aos investimentos da Petrobras no último trimestre do ano - quando são lançadas as despesas mais pesadas -, e menos ao resultado operacional.

Existe também curiosidade em torno dos planos de investimentos da companhia, que no momento está em processo de aquisição de caríssimos equipamentos que vão permitir desenvolver a produção de petróleo e gás no pré-sal.

Ontem, a Petrobras não informou o número de propostas que recebeu para montagem dos módulos e integração dos equipamentos nos oito cascos de plataformas de produção, armazenamento e transferência (FPSOs) para os campos do pré-sal, incluindo Lula.

Sem dar nenhum detalhe ou dado adicional, a estatal informou apenas que alguns participantes apresentaram propostas para todos os conjuntos de módulos e outros não.

Ainda não se sabe se a Petrobras cumpriu sua meta de investimentos de 2011, de R$ 84,7 bilhões. Até setembro, a estatal investiu R$ 50,83 bilhões. A companhia ainda não divulgou sua projeção para este ano.

A média de estimativas de seis casas de análise ouvidas pelo Valor aponta para uma receita líquida em torno de R$ 65 bilhões para a Petrobras no quarto trimestre do ano, contra R$ 54,5 bilhões no mesmo período de 2010.

Sem o ganho cambial fruto da desvalorização de 1,65% do dólar médio nos três últimos meses de 2010 - no quarto trimestre de 2011 houve uma valorização de 1,15% da moeda estrangeira - a companhia deve registrar um lucro líquido cerca de 9,4% menor.


Em relatório para clientes, o Itaú BBA diz esperar um pequeno crescimento de receita devido ao aumento do Preço Médio de Realização (PMR, que traz a média de preços de quase 200 produtos refinados), uma redução das importações ajudada pela queda do consumo de diesel. No entanto, deve haver um pequeno aumento de despesas devido à depreciação do real frente ao dólar no período.

O Itaú BBA projeta receita líquida de R$ 65,732 bilhões, Ebitda de R$ 17,259 bilhões e lucro líquido de R$ 10,353 bilhões.

Embora os níveis de produção tenham ficado perto da estabilidade, o aumento do preços dos produtos comercializados pela Petrobras deve garantir um faturamento cerca de 20% mais elevado para a companhia no quarto trimestre em relação a um ano antes.

Rafael Andreata, analista da Planner, diz que há uma grande expectativa do mercado em relação a teleconferência da estatal. "A empresa precisa esclarecer como vai tratar a questão da transição da presidência", aponta. Segundo ele, o mercado aguarda também mais informações sobre em que ritmo ocorrerá a produção ao longo de 2012.

"Por enquanto, achamos que vai ficar estável. Os resultados da plataforma de produção P-55 (em construção) só devem mostrar impactos em 2013", acredita o analista.

Em relação ao terceiro trimestre, o Bradesco espera que a Petrobras apresente uma queda na margem operacional (antes da linha financeira), de 26% para 24,6%, devido a uma maior taxa de câmbio média e um maior volume de importações de petróleo bruto, que elevaram os custos da companhia.

Em relatório do analista Auro Rozenbaum, o Bradesco projeta lucro líquido de R$ 8,779 bilhões, que se confirmado vai significar uma queda de 17,2% em relação ao lucro registrado no mesmo período de 2010, que foi de R$ 10,602 bilhões.

No entanto, esse resultado significaria um incremento de 38,6% em relação ao terceiro trimestre de 2011.

No ano, as ações preferenciais da Petrobras - as mais líquidas da companhia - sobem 19,43%.
Em 12 meses, o papel cai 1,26%.

Cláudia Schuffner e Marina Falcão | Do Rio e São Paulo Valor Econômico

Gasto com derivados explode e balança de petróleo tem déficit de US$ 2,3 bi em 2011

Até 2010, o Brasil vendia mais petróleo do que comprava derivados.
No ano passado, o quadro se inverteu.

O gasto com os derivados cresceu, o que acabou "apagando" o superávit gerado pelas exportações do produto bruto.


De acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o país comprou US$ 9,9 bilhões a mais do que vendeu de derivados em 2011, enquanto a venda do petróleo superou em US$ 7,6 bilhões as compras, levando a balança do setor a um déficit de US$ 2,3 bilhões.

Um ano antes, registrou-se superávit de US$ 277 milhões.


De acordo com especialistas do setor, esse movimento, que se acentuou no segundo semestre, prosseguirá até que o Brasil aumente a capacidade de refino, o que deve começar a acontecer no fim de 2013.

O aumento de 15,9% no preço do petróleo no mercado internacional, registrado no ano passado, não é o grande responsável pela inversão. Em volume, de janeiro a dezembro de 2010, o país exportou 242 milhões de barris de petróleo e comprou 156 milhões de barris de derivados, como gasolina, óleo diesel, querosene e nafta.

No ano passado, a exportação do produto cru caiu para 232 milhões de barris, enquanto as compras dos refinados, em barris equivalentes de petróleo (bep), pularam para 176 milhões.

Com isso, de um ano para o outro, a balança comercial do petróleo em dólares teve crescimento de 23%, mostrando o "efeito preço" no superávit do setor. Nos derivados, o déficit aumentou 67%.


Para o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) Adriano Pires, o país, que é autossuficiente em petróleo, está se tornando dependente de derivados.

"Uma das maneiras de o governo se proteger da crise foi estimulando o consumo de bens duráveis, especialmente automóveis. Mesmo que a economia não cresça muito, o modelo econômico do Brasil provoca descolamento entre o PIB e a demanda por combustíveis", diz.


A maior penetração das importações de derivados para alimentar a demanda interna se acentuou no segundo semestre do ano passado. Entre os meses de janeiro e junho, o país comprou 73 milhões de barris.

Nos seis meses posteriores, a soma passou para 103 milhões.


De acordo com Pires, a procura por esses produtos vai aumentar nos próximos anos. "O consumo de gasolina teve elevação de 22% no ano passado, e o de querosene 15%, enquanto o país cresceu 3,5%.

O diesel vai continuar tendo grande demanda, pois somos exportadores de commodities", afirma.


A dificuldade do país em refinar o próprio petróleo para atender à demanda doméstica deve continuar, pelo menos, até o fim do ano que vem, quando deve ser inaugurada, pela Petrobras, a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.

A última refinaria inaugurada no país foi a de Henrique Lage, em São José dos Campos (SP), em 1980.


Ainda estão previstas a construção pela empresa de mais três novas unidades de refino até 2017:
Comperj, no Rio de Janeiro,
Premium I, no Maranhão,
e Premium II, no Ceará.
Com isso, a produção diária da estatal, que no ano passado ficou em cerca de 1,8 milhão de barris de petróleo refinado, vai aumentar e alcançar 3,1 milhões.


O crescimento do consumo nos últimos anos não foi acompanhado pela expansão na capacidade de refino do petróleo, na opinião de Fabio Silveira, sócio da RC

Consultores.
Como o setor petrolífero requer investimentos de longa maturação, o déficit no refino nesse período já era previsto.

"Analistas e profissionais do setor sabiam que isso iria ocorrer mais cedo ou mais tarde. Em algum momento, essa troca de posições entre as balanças de petróleo e dos derivados iria ocorrer", diz.


Mesmo com a crise na zona do euro e a desaceleração da economia dos Estados Unidos, o preço do petróleo - e por consequência de seus derivados - não deve cair no mercado internacional, garantindo a balança negativa no setor, segundo Pires.

"Quem determina os preços hoje são as economias emergentes, e esses países não transferem para o mercado interno o aumento do combustível."

De acordo com o diretor do CBIE, esse quadro provoca um estímulo ao consumo, que dificilmente será para diminuir o déficit na balança.

"Se os combustíveis aumentarem de preço para restringir a importação, haverá pressão inflacionária. Acho difícil o governo ir para esse lado em 2012."

Rodrigo Pedroso | De São Paulo Valor Econômico