"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

maio 31, 2010

TRABALHANDO DESESPERADAMENTE PELA PRÓPRIA "GLÓRIA"

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Precisamos ter um novo governo para reconstruir a relação bilateral com os EUA direcionada para os reais interesses do Brasil.

Uma política externa calcada em interesses concretos, política do País, e não de um presidente, sem a falácia dos que gostam da bebida forte e sob o seu domínio são estimulados aos instintos dos sentimentos de antiamericanismo, satisfazendo somente a vontade dos que hoje representam essa diplomacia ávida em promover um presidente megalomaníaco.

Apertando a mão do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, estamos emprestando nossa honra a um regime manchado de sangue. O nosso lado é junto aos EUA.
Que os bons ventos voltem com um novo governo, que essa gente seja defenestrada do poder.

AFP

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende conversar com os colegas francês, russo e chinês para obter o apoio deles ao acordo tripartite Irã-Turquia-Brasil sobre a troca de urânio, anunciou a presidência iraniana.


"Para obter o apoio de outros países à declaração (de Teerã), vou prosseguir meus contatos com os líderes", declarou Lula durante uma conversa telefônica com o presidente iraniano Mahmud Ahmadinejad, de acordo com um comunicado do governo de Teerã.

"Esta semana terei contato com (o presidente francês Nicolas) Sarkozy, (o presidente russo Dmitri) Medvedev e o presidente chinês (Hu Jintao)", completou Lula.

maio 30, 2010

E OS OUTROS PRÉ-CANDIDATOS O QUE "QUEREM"?

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Palanque
As promessas e ideias dos candidatos à Presidência dos partidos considerados nanicos


Américo de Souza (PSL)

Vai zerar a dívida interna com privatizações; hospitais virarão fundações privadas; criação do cartão único, que dará direito a atendimento médico gratuito para quem tem renda até R$ 2.550; fim de todos os impostos e criação de taxa única sobre recebimentos; fim de regalias para presos.

Ivan Pinheiro (PCB)

Quer a reestatização das empresas que foram privatizadas; ampliação dos casos de lei de iniciativa popular; fim do Senado; ampliação dos direitos dos cidadãos (universalização da saúde e educação), inibição das horas extras nas empresas; preservação de terras indígenas e da Amazônia, política externa voltada para a solidariedade aos povos vítimas do imperialismo; inclusão do Brasil na Alba (Alternativa Bolivariana das Américas).

Mário de Oliveira (PT do B)

Propõe escola em tempo integral; piso nacional para professores, médicos e policiais; unificação das polícias Civil e Militar; fim da progressão de regime de penas; universidades públicas passariam a ser autossustentáveis; para aderir ao Bolsa Família é preciso trabalhar na área de reflorestamento e recuperação do meio ambiente.

Oscar Filho (PHS)

Quer o fim dos impostos com a cobrança de 2% sobre movimentação financeira; distribuição de remédios em farmácias; curso de capacitação para jovens; salário mínimo suficiente para atender a todas as necessidades dos cidadãos; conta individual com os recursos para pagamento da aposentadoria.

Zé Maria (PSTU)

Quer uma nação socialista, com distribuição das riquezas para todos, descriminalizar as drogas e deixar que a população escolha autoridades da polícia e do Judiciário.

Levy Fidelix (PRTB)

Vai permitir taxas de juros não superiores a um terço a da inflação; passar o Bolsa Família para R$ 535 e torná-lo perene; criar bancos de fomento para financiar o primeiro negócio de jovens recém-formados. Também quer isentar os dez principais alimentos da cesta básica de impostos e desenvolver o sistema de aerotrens para o transporte. Pretende ainda enviar os presos para navios em alto mar ou ilhas.

José Maria Eymael (PSDC)

Quer um novo modelo de gestão pública em que os cargos de gestão serão ocupados somente por funcionários de carreira; auditoria independente das contas públicas; a diminuição de impostos e o alargamento da base de cobrança.

Plínio de Arruda Sampaio (PSol)

Vai desapropriar todas as propriedades com mais de 500 hectares, independentemente de serem produtivas ou não, e instituir a educação pública gratuita em todos os níveis, acabando com recursos particulares nas instituições. Também quer suspender o pagamento da dívida pública interna e externa e transformar o país em Estado socialista.

PSDB E PT E OS VOTOS DO SUL.

blog.cancaonova.com/pensandobem/tag/politica/imagem

Ivan Iunes

Na reta final da pré-campanha, estrategistas de Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) farão uma força-tarefa para conquistar terreno entre os 20 milhões de eleitores do Sul do país.

Enquanto o Nordeste parece uma barreira intransponível para Serra, é nos estados sulistas que Dilma enfrenta os obstáculos mais minados.

Em nenhuma das três unidades da Federação há chances palpáveis de a petista conseguir o apoio do principal parceiro nacional, o PMDB.

Pelo contrário, os peemedebistas de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná flertam abertamente com o tucano.
O comando do PT não economiza esforços para reverter o quadro e evitar que pela terceira vez seguida um presidenciável tucano triunfe sobre um petista na região.

Berço político da ex-ministra da Casa Civil, o Rio Grande do Sul descarrega a maior parte dos votos, há duas eleições, nos candidatos do PSDB.
Santa Catarina e Paraná, no mesmo sentido, são estados em que a petista tem o pior desempenho frente ao adversário em todas as pesquisas de intenção de voto.

Partidos divididos

As visitas recentes de Dilma e de Serra ao Sul tiveram exemplos nítidos do apetite dos dois pré-candidatos sobre o quinto maior colégio eleitoral do país. Em visita à região, ambos discursaram longamente e não dispensaram flashes ao lado de peemedebistas locais.

Do lado da petista, há o apoio declarado do deputado federal Mendes Ribeiro (PMDB) e um aceno real do senador Pedro Simon (PMDB).

Pesam a balança a favor de Serra o deputado federal Osmar Terra (PMDB) e boa parte da bancada estadual do partido.

"NAMORADOS" E AS CONVENÇÕES.

2010
Imagem: FreeDigitalPhotos.net
O Dia dos Namorados este ano será de trabalho. Pelo menos para muitos engajados na campanha eleitoral de 2010.
São três convenções marcadas para o mesmo dia:

as de PSDB, PDT e PMDB.

Em Salvador, o PSDB lançará oficialmente a candidatura de José Serra à Presidência, com ou sem vice escolhido.

Dilma Rousseff, do PT, estará no encontro oficial em que o PMDB pretende indicar Michel Temer para a composição da vice da chapa. Irá ainda a São Paulo, para a convenção em que o PDT oficializará o apoio à sua candidatura.

Estrutura

A estrutura dos grandes partidos à disposição das campanhas, no entanto, não pode ser medida pelos números de filiados.
A própria Dilma não terá como contar, por exemplo, com os 2 milhões de filiados do PMDB.


Isso porque hoje, dizem os próprios peemedebistas, as decisões partidárias são muito concentradas na cúpula e os filiados não têm uma participação direta nessas deliberações.

Por isso, esses que não se sentem comprometidos com a decisão de apoiar o PT somados àqueles que estão no partido apenas porque o vizinho ou o prefeito da cidade convidou dificilmente trabalham por uma campanha presidencial.

IGP-M CHEGA À 4,79% .

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Gabriel Caprioli/Correio
O monstro da inflação está apontando as suas garras e ameaçando os brasileiros novamente. O bolso dos consumidores e o caixa dos produtores ficaram bem mais apertados com a alta dos preços em maio, avançando 1,19% no mês e acumulando 4,79% no ano, segundo o Índice Geral de Preços ao Mercado (IGP-M), calculado pela Fundação Getulio Vargas.

O indicador não subia tanto em um único mês desde julho de 2008. O produto que mais afetou o indicador foi o minério de ferro, insumo da indústria siderúrgica, usado em diversos produtos, como automóveis e eletrodomésticos.
Somente em maio, o mineral ficou 49,76% mais caro, ante a queda de 1,06% em abril.


Apesar de não ser utilizado oficialmente como diretriz para o controle da inflação — o Banco Central utiliza o IPCA — o IGP-M serve de base para o reajuste de vários itens da economia.
Este índice, de janeiro a maio, já acumula alta superior à meta de 4,5% definida pelo governo para todo o ano.
Até abril (o dado de maio ainda não foi divulgado), o IPCA totalizava 2,65%.


Indicador de reajustes

O IGP-M registra alterações de preços de matérias-primas agrícolas e industriais e de bens e serviços consumidos pelas famílias. É calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) com base em preços pesquisados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.
É usado na correção de contratos de aluguel, energia elétrica, TV por assinatura e outros.

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PT TRAÍRA : HELIO COSTA "CAVALO PARAGUAIO"

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Apesar do apelo do ebrioso por um palanque único em Minas Gerais para a coisa criada nas trevas e banhada na garapa, a ninguém ou fantoche, os peemedebistas (otários) desconfiam que a estratégia do PT mineiro é protelar e tentar "murchar" a pré-candidatura de Hélio Costa, que até aqui lidera as pesquisas de intenção de voto.

Vera Rosa / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo

A insistência do PT em emplacar a candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, ao governo mineiro abriu nova crise com o PMDB. Em represália, uma ala do partido ameaça votar contra a aliança com Dilma Rousseff para a Presidência.

Dirigentes do PMDB avisaram o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, que a parceria com Dilma corre risco se os petistas não apoiarem o senador Hélio Costa na disputa ao Palácio da Liberdade.

"Lamentavelmente, companheiros do PT estão usando uma política rasteira contra mim", desabafou Costa.

"Mas não adianta o PT fazer pressão e guerra de guerrilha no grito porque isso não me abala."

Ex-ministro das Comunicações, Costa não escondeu a contrariedade com rumores dando conta de que teria desistido da cadeira hoje ocupada pelo governador Antonio Anastasia (PSDB) para concorrer à reeleição ao Senado.

"Se eu quisesse voltar ao Senado, não precisaria fazer esforço", insistiu. "Sou pré-candidato ao governo."

"O clima está péssimo e para toda ação há uma reação", alfinetou Wellington Salgado (PMDB-MG), suplente de Costa no Senado. "A insatisfação em Minas tem nome e uma coisa é certa: a bancada do PMDB votará contra a coligação com Dilma se o PT não fechar conosco."

Embora Costa esteja na dianteira em todas as pesquisas, petistas o comparam nos bastidores a um "cavalo paraguaio": bom de largada, mas ruim de chegada.

maio 29, 2010

REUNIÃO DE COCALERO E CACHACEIRO, "DÁ NO QUÊ?"

Como já disseram muito bem :
PARA O ÉBRIO DA SILVA
" Você manda lá embaixo aqui em cima quem manda sou eu".

O presidente da Bolívia, Evo Morales
(vulgo cocaleiro), saiu em defesa de seu colega brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva( alcunhado de cachaceiro), e considerou que as autoridades dos Estados Unidos não têm autoridade moral para questionar o acordo sobre o urânio iraniano patrocinado por Brasil e Turquia.

"Quem coloca em perigo o mundo são as pessoas que levam militares a acabar com a vida em outros continentes, em outros países; o que coloca o mundo em perigo são as as bases militares dos Esados Unidos", afirmou Morales, referindo-se ao comentário da secretária de Estado americana Hillary Clinton sobre o perigo que representam as pretensões nucleares iranianas.

Por esta razão, os funcionários do "governo dos Estados Unidos não têm qualquer autoridade moral para acusar ninguém", disparou o presidente boliviano durante entrevista em Cochabamba, um dia depois de ter encontrado Lula em evento no Rio.

Segundo Morales, as críticas contra seu colega brasileiro "só pode ser inveja da liderança internacional de Lula expressada pela senhora Clinton".

Bolívia e EUA mantêm suas relações diplomáticas congeladas depois que La Paz expulsou, em 2008, o embaixador Philip Goldberg, a quem acusou de ter apoiado uma suposta conspiração contra o governo.

G1

AGU : ESTADO OU PARTIDÁRIO?

osinimigosdorei.blogspot.com/2009_04_01_archi/imagem.Diego Abreu/Correio

A atuação da Advogacia-Geral da União (AGU) em defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em processos eleitorais tem gerado reações de entidades que interpretam que deveria caber ao PT defendê-lo de ações nas quais é acusado de propaganda eleitoral antecipada.

Em nota oficial, a União dos Advogados Públicos Federais do Brasil (Unafe) repudia a atuação de “servidores bancados pelo contribuinte” em favor de “interesses eminentemente partidários”.

A discussão sobre a possibilidade de atuação da AGU em defesa de processos eleitorais do presidente da República é antiga. Anos atrás, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se pronunciou pela legalidade de os agentes públicos serem representados juridicamente por advogados da União em ações eleitorais.

Todas as punições aplicadas pelo TSE tiveram o mesmo motivo: propaganda antecipada em favor da pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, em eventos oficiais.

Para a Unafe, a atuação da AGU configura um conflito de interesses entre o que é tarefa de Estado e o que é questão partidária. A entidade considera que não há razões para que servidores bancados pelo contribuinte parem o que estão fazendo para se dedicar às ações contra Lula na Justiça Eleitoral.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também defende que a AGU se afaste da defesa de Lula nas ações que tramitam no TSE. “Esse desvirtuamento das funções da AGU precisa ser corrigido, pois acaba por diminuir a advocacia pública como um todo”, afirmou o presidente da entidade, Ophir Cavalcante.

No começo do mês, pela primeira vez desde o começo do governo Lula, o PT nomeou um advogado particular para defender o presidente da acusação de que teria feito propaganda antecipada em um evento fora do horário de expediente.

O FIM DA FARSA ANUNCIADA DE UM ÉBRIO E O ZÓIO JUNTO.

http://img.blogs.abril.com.br/1/photocharge/imagens/lula-ira-declaracao-conjunta-em-separado.jpg
Estadão
Os EUA qualificaram ontem o acordo mediado por Brasil e Turquia com o Irã de
“inaceitável” e informaram que a carta enviada pelo presidente Barack Obama ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva não se consistia em “instruções para negociação”.

Contradizendo o Itamaraty, o governo americano afirmou ainda que o chanceler Celso Amorim “sabia perfeitamente” que o acordo de troca de combustível com o Irã, fechado no dia 17, não levaria os EUA a desistirem das sanções contra Teerã. Os EUA rejeitaram o acordo sob o argumento de que ele não resolvia o problema de o Irã continuar enriquecendo urânio. Amorim e o governo brasileiro esperavam que, com o acordo, os EUA deixassem de buscar as sanções. na ONU contra o Irã.

O Itamaraty sustenta que o Brasil fez tudo o que Obama recomendava na carta enviada a Lula em 20 de abril. “Ninguém nos disse: olha, se eles não pararem com o enriquecimento a 20%, esqueça o acordo”, disse Amorim nesta semana.

Washington convocou uma entrevista para “esclarecer” pontos sobre o acordo e desmentiu Amorim.

“O ministro das Relações Exteriores do Brasil sabia perfeitamente da importância dessa questão (do enriquecimento)”, disse um dos três altos funcionários do governo que participaram da entrevista.

“Em fevereiro, o subsecretário Bill Burns reuniu-se com Amorim e discutiu esse assunto longamente, e a secretária Hillary Clinton também falou disso com Amorim e com Lula”, disse outro funcionário.

Os americanos disseram também que “nunca pediram aos brasileiros que saíssem negociando em nome dos americanos”. A carta de Obama a Lula, segundo eles, era apenas uma reação à ideia proposta pelos brasileiros e turcos. “Não sentimos a necessidade de sermos abrangentes em relação a tudo o que seria necessário para um acordo aceitável com o Irã".

"A carta não continha instruções para negociação".

Os americanos afirmaram que o acordo é “simplesmente inaceitável”, pois ele permite que o Irã continue enriquecendo urânio, o que vai contra as atuais resoluções da ONU.

Afirmaram ainda que o acordo está defasado, porque hoje o Irã já tem um estoque de urânio muito maior do que tinha em outubro, quando as potências fizeram proposta parecida.

Um dos funcionários tentou por panos quentes nas recentes rusgas entre Brasil e EUA.

“Temos visto muitas notícias sobre como esse caso (do Irã) está causando tensão no relacionamento entre EUA e Brasil”, disse. “Mas nosso relacionamento bilateral abrange dúzias de questões, é uma relação muito forte.”

Reações.

Alfredo Valadão, do Instituto de Estudos Políticos (Sciences-Po), de Paris, adverte que a diplomacia brasileira interveio em um tema desconhecido do país, provocando mal-estar parceiros históricos, como os EUA.

“No Irã, o Brasil foi além da retórica e atrapalhou toda uma estratégia internacional e uma manobra diplomática importante dos EUA”, disse. “Por que demonstramos mais confiança em Mahmoud Ahmadinejad do que em Obama, na democracia americana ou francesa?”

Para o diretor da Faculdade de Economia da FAAP, Rubens Ricupero, as relações bilaterais ficaram agora mais “complicadas”. “É um acordo que toca em tópicos muito sensíveis para os EUA”, diz.

Mas, acredita ele, o governo Obama não deve dar ao episódio uma proporção exagerada, por reconhecer a importância do Brasil como força regional.

Para Alexandre Barros, cientista político, as discordâncias não devem comprometer as relações bilaterais. “Os EUA tendem a ficar muito irritados, mas isso vai passar”, diz. “Brasil e EUA têm interesses comerciais e investimentos, é uma relação muito antiga e tradicional para se deixar comprometer por isso.”

Releia :

CHEIRO DE TRETA
E
AH! FALA SÉRIO

O PAI, VIZINHO "POBRE" E A MÃE AMÉLIA.

http://joaquimdepaula.com.br/wp-content/uploads/2009/05/charge-lula-gravido-do-bispo-lugo-edited-580.gif
25/07/2009
"Não interessa ao Brasil ter um vizinho que não tenha o mesmo ritmo de crescimento do que ele", afirmou o presidente Lula.
Por Duda Teixeira, na VEJA:

Pedinte rico é um personagem raro, mas não totalmente estranho aos moradores das grandes cidades. Quando termina o expediente, ele desveste a fatiota, joga uns trapos sujos sobre o corpo, exibe um rosto macilento e sai às ruas pedindo esmolas. Funciona.

Na diplomacia latino-americana, esse papel vem sendo desempenhado pelo Paraguai. De acordo com os números oficiais divulgados pelo banco central paraguaio, o país é o segundo mais pobre da América do Sul.

Um levantamento do economista Wagner Enis Weber, diretor do Instituto de Estudos Econômicos e Sociais do Paraná-Paraguai (Ineespar), no entanto, mostra que os dados do produto interno bruto (PIB, o total de mercadorias e serviços produzidos) são tão falsos quanto os cigarros contrabandeados para o Brasil.

Oficialmente, o PIB per capita é de 2 300 dólares. O valor correto, dependendo do cálculo, pode chegar a 6 160 dólares, o suficiente para fazer o país subir quatro posições no ranking regional da riqueza, à frente de Colômbia e Peru.

O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, elegeu-se em 2008 com a promessa de arrancar alguns trocados do Brasil, mas a prática de subestimar o PIB não é uma invenção dele: existe há pelo menos trinta anos.