"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

abril 05, 2013

O Nordeste merece mais

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Dilma Rousseff volta hoje ao Nordeste, pela segunda vez na semana. A cada viagem, a presidente leva um pacote de bondades debaixo do braço, mas, independentemente deles, as dificuldades da região continuam as mesmas. Já não é hora de o governo petista agir efetivamente para superar os problemas que afligem o povo nordestino?

Dilma estará hoje em Salvador para a festa de inauguração do novo estádio da Fonte Nova. Será sua nona viagem à região só neste ano e a 48ª desde o início de seu governo, conforme levantamento da Folha de S.Paulo. A cada duas viagens que fez pelo país janeiro último, uma teve o Nordeste como destino.

Mais o calendário eleitoral se aproxima, mais a presidente multiplica suas idas aos estados nordestinos. Vai à cata de votos. Na terça-feira, esteve em Fortaleza, onde anunciou mais um "pacote" de ajuda aos municípios da região castigados pela seca. Feito o anúncio, pôde-se perceber que, na realidade, ele trazia um monte de intenções recicladas e medidas velhas.
 

Os R$ 9 bilhões propagandeados juntam, num mesmo balaio, manutenção de benefícios, verbas já empenhadas e recursos carimbados que já iriam, de alguma forma, para o Nordeste. Em ritmo de campanha, o que interessa à presidente é produzir cifras portentosas; benefícios reais para a população são o de menos.

Um terço do "pacote" refere-se ao que o governo federal deixará de arrecadar com a renegociação de dívidas de agricultores. Mais 23% vêm do PAC Equipamentos, lançado ainda no ano passado, destinando retroescavadeiras e motoniveladoras às prefeituras. E outros 17% são renúncias de recursos que, de qualquer forma, seriam reservados à região por meio de fundos constitucionais, conforme cálculos d'O Estado de S.Paulo.

O governo federal diz que, desde que a seca se acentuou, já liberou R$ 7,6 bilhões para os 1.145 municípios nordestinos mais afetados.

Fernando Castilho, colunista do Jornal do Commercio, fez as contas e concluiu:
o valor representa apenas metade do que o BNDES liberou para empresas de Eike Batista e um terço do que o banco repassou à Fiat. O Nordeste merece mais que isso.


A caixinha de truques da gestão Dilma ainda previa um novo anúncio de medidas de apoio a produtores agrícolas da região para a contratação de frete para transporte de milho. Mas o próprio governo considerou que era muito pouco e suspendeu a medida, que integrava um "pacote emergencial" para enfrentar o caos logístico que se instalou no país - e agora foi definitivamente arquivado, conforme a Folha de hoje.

O mais grave é que, com o Nordeste mergulhado na mais severa estiagem que se tem notícia em cinco décadas, as ações do governo federal se limitam a paliativos. Obras emergenciais continuam consumindo o grosso dos recursos do Orçamento da União, enquanto ações estruturantes apodrecem, como é o caso da transposição das águas do rio São Francisco.
 
De acordo com a ONG Contas Abertas, de R$ 3,4 bilhões previstos no orçamento de 2012 para obras de barragens, adutoras e canais, dentro do programa federal Oferta de Água, apenas R$ 407 milhões foram efetivamente aplicados, o que dá meros 12% do total, segundo O Globo.

Do que o Ministério da Integração informa ter investido para enfrentar a seca (R$ 7,4 bilhões), 62% têm cunho emergencial. Ou seja, repete-se na abordagem ao crítico flagelo da estiagem no Nordeste o mesmo padrão que vigora para responder a desastres naturais em outros locais do país: 

o governo petista opta sempre por remediar, quase nunca por prevenir.

"O PT não foi capaz, até agora, de vencer o círculo vicioso da catástrofe social e econômica que emoldura tradicional exploração política, em que o sofrimento humano é tratado como oportunidade que se renova e não como situação extrema intolerável", opinou O Globo em editorial na sua edição de ontem.

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É bom que a presidente da República volte suas atenções ao Nordeste. A região precisa e merece. O que não é aceitável é que ela só faça isso em função de fatores eleitorais.

Dilma Rousseff tem ainda 21 meses de mandato pela frente:
neste período, deveria dedicar-se a melhorar as condições de vida dos brasileiros em geral, e dos nordestinos em especial, e não a empreender sua extemporânea e indevida campanha à reeleição.
 
Fonte: Instituto Teotônio Vilela

O Nordeste merece mais

A INFLAÇÃO É UM VALOR EM "SI". OU : DESAFINADOS.

Reza a lenda que macroeconomistas só gostam de PIB e de inflação.

E, vá lá, de juros. Esses temas áridos, imbuídos da fria racionalidade dos dados da economia brasileira, são como uma sombra, escondem uma realidade vibrante, luminosa, dizem por aí. A realidade do processo de inclusão social, dos milhões de mulheres e de homens que entraram na classe média e ampliaram o mercado consumidor brasileiro.

Essa é uma saga que já dura há muito tempo, começou com a estabilização da economia e com as políticas sociais de Fernando Henrique Cardoso e continuou sob os esforços dos governos do PT. É, de fato, fascinante refletir sobre os contrastes entre este novo país e o de duas décadas atrás.

Mas o fascínio pela fotografia atual não deveria querer ocultar o filme que se desenrola ao fundo. Fotografias podem ser belas, como as tiradas com uma Rolleiflex. Porém, são apenas um pedaço de tempo, congelado. Dependendo da qualidade do papel, amarelam ou se esfacelam.

A renda real das classes mais baixas cresceu. E muito. Segundo os dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, a Pnad de 2011 compilada pelo IBGE, entre 2003 e 2011 os rendimentos das famílias mais pobres - as que ganham somente até um salário mínimo até aquelas que recebem 5 salários mínimos - aumentaram cerca de 50%.

De acordo com a Pnad, esses domicílios representam cerca de 70% do total das residências brasileiras. Ao longo do mesmo período, o PIB per capita do Brasil aumentou uns 30% em termos reais. E, em 2012, o PIB do País se expandiu somente 0,9%, um resultado desolador.

A presidente Dilma advertiu que não é pelo PIB que se deve medir aquilo que uma nação faz por seus habitantes. De fato, o PIB é uma fotografia, digamos, tremida, da realidade. Por ser a soma de tudo o que se produz internamente, não capta os detalhes, as nuances, do que está acontecendo nos diversos segmentos da economia.

Mas, se o PIB é uma foto mal tirada, a Pnad, dependendo de como os seus dados são tratados, pode se tomar uma foto parcial, daquelas em que o rosto do sujeito aparece apenas pela metade ou em que os pés são cortados por um fotógrafo que não consegue enquadrar o seu objeto.

A renda das famílias mais pobres aumentou de forma expressiva durante os governos petistas. Entretanto, parte desse aumento proveio de uma recomposição dos rendimentos, que haviam caído substancialmente entre 1998 e 2003, quando a inflação acumulada superou a registrada nos oito anos seguintes.

Isso explica uma parte considerável da queda da renda das famílias brasileiras, sobretudo das mais pobres, no final do governo FHC.

Enfoquemos, pois, a inflação, o "Valor em si" da presidente Dilma. A inflação
no Brasil está alta, em grande parte porque os salários aumentam acima da produtividade. Só não está mais alarmante porque o governo brasileiro tem controlado a temperatura com antitérmicos -as desonerações - cujo efeito é temporário.

É preciso reinventá-las continuamente para criar a ilusão de que a inflação está caindo.

Quando as contas públicas não mais aguentarem a corrosão seqüencial das receitas, quando as desonerações atingirem o seu limite, a inflação fatalmente subirá. Esse é o filme de terror que se tem desenrolado, insidiosamente, ao fundo.

A resistência do governo em assisti-lo, a preferência pelas imagens da Rolleiflex da presidente, aquelas que mostram famílias sorridentes com seus salários mais altos, se tomarão coisa do passado caso se persista em bagunçar a economia brasileira com políticas desconjuntadas.

Afinal, são as classes mais pobres as que mais sofrem com esse imposto regressivo e ardiloso, o aumento geral de preços. Para perpetuar o processo de inclusão social e garantir a sua sustentabilidade, combater a inflação de modo eficaz é essencial.

A inflação é um "Valor em si". "Si" é uma nota musical.

Portanto, presidente, "você com a sua música esqueceu o principal": que no peito dos desajustados, no fundo do peito bate calada, no peito dos desavisados sempre bate a inflação.

Com ou sem desoneração.

MOMCA BAUMGARTEN DE BOLLE O Estado de S. Paulo

ENQUANTO ISSO II ... Construtoras têm prejuízo e estoque de imóveis sobe em 2012

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Com redução no número de lançamentos, de unidades vendidas e aumento dos estoques de imóveis ao longo de 2012, o setor de construção teve um ano difícil, segundo levantamento feito pela Austin Rating a pedido do G1, com base nos resultados divulgados por 12 construtoras listadas na Bolsa.

A redução do número de vendas e a elevação do estoque apontam que houve desaceleração do mercado, segundo o analista da Austin Rating Felipe Queiroz. “Como setor, o desempenho das construtoras foi negativo em 2012. As construtoras tiveram um nível aquém do esperado. O faturamento total recuou 30%, o resultado financeiro teve queda forte e o setor deixou de apresentar lucro para apresentar resultado negativo”, diz.

O número de unidades lançadas caiu 42,3% em 2012 em relação a 2011: foram 95,5 mil. Segundo Queiroz, a forte desaceleração tem impacto direto no desempenho do setor. As vendas do conjunto de empresas também caíram mais de 20% em volume e em unidades. As vendas contratadas caíram 27,4%, para R$ 26,2 milhões. O número de unidades vendidas caiu 23,4%, para 108,6 mil.

As vendas recuaram numa proporção menor do que as unidades lançadas, mas mesmo assim as empresas não conseguiram desovar o estoque, que acabou aumentando. O estoque dobrou em unidades, de 4,4 mil para 9,3 mil unidades, uma alta de 112,9%. Em valor, o estoque aumentou 42,6%, de R$ 10 bilhões para R$ 14,3 bilhões.

O desempenho negativo, segundo Queiroz, está atrelado principalmente ao menor ritmo do crescimento do volume de crédito e ao aumento dos preços dos imóveis. Um dos indicadores de que os preços subiram é o VGV (Valor Geral de Vendas) dos lançamentos, que subiu 13,2%, de R$ 17 bilhões para R$ 30,6 bilhões. “Isso significa que ou estão criando imóveis com valor agregado maior ou há valorização do metro quadrado, alta no preço”, aponta Queiroz.

No conjunto, esse grupo de construtoras reverteu o lucro obido em 2011, de R$ 1,87 bilhão, para um prejuízo de R$ 1,42 bilhão em 2012.

Para Queiroz, os números do conjunto de empresas mostram que o boom no setor imobiliário vem desacelerando, apesar do número de unidades vendidas ainda ser considerável, acima de 108 mil.
Resultado das 12 construtoras no ano passado, em R$ bilhões
                                             2012    Variação em relação a 2011
Prejuízo do Período 1,4 - 176%
VGV Lançado 30,6 13,2%
Número de Unidades Lançadas 95,5 -42,3%
Vendas Contratadas 26,2 27,4%
Número de Unidades Vendidas 108,6 23,4%
Estoque, em valor 14,3 42,6%
Estoque, em unidades 9,3 112,9%

ENQUANTO ISSO, NO DE(s)CÊNIO DOS FARSANTES E FALSÁRIA "PALANQUEIRA" ITINERANTE... Produção industrial recua em 11 de 14 locais em fevereiro, mostra IBGE

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A produção industrial registrou queda em 11 dos 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em fevereiro de 2013, já descontadas as influências sazonais, segundo pesquisa divulgada nesta sexta-feira (5).

No mês, a atividade fabril caiu 2,5%.

A maior queda partiu de Minas Gerais (-11,1%), que havia registrado alta de 1,5% no mês anterior. Na sequência, estão Bahia (-3,7%),
Ceará (-3,2%),
Pernambuco (-3,2%) e Pará (-2,5%).
 
Tiveram baixa, mas inferior à média nacional, Paraná (-2,2%),
Região Nordeste (-2,0%),
Espírito Santo (-1,8%),
Rio de Janeiro (-1,5%),
Amazonas (-1,2%) e São Paulo (-0,5%).

Na contramão da maioria das regiões estão Goiás, que viu a atividade fabril crescer 5%, Rio Grande do Sul (2,1%) e Santa Catarina (0,4%).

Em relação a fevereiro de 2012, a produção industrial, que caiu 3,2% em todo o país, recuou em 10 dos 14 locais pesquisados, com destaque para Espírito Santo (-13,4%),
Minas Gerais (-9,8%)
e Pará (-7,2%),
"pressionadas em grande parte pelo comportamento negativo dos setores de metalurgia básica;
veículos automotores;
metalurgia básica
e indústrias extrativas e celulose, papel e produtos de papel (celulose).

Também mostraram queda as produções de Pernambuco (-6,0%),
do Paraná (-5,5%),
da Região Nordeste (-4,1%),
de Santa Catarina (-3,3%),
do Amazonas (-3,2%),
da Bahia (-2,2%)
e de São Paulo (-0,8%).

Por outro lado, mostraram alta Goiás (9,1%),
Rio de Janeiro (3,6%),
Rio Grande do Sul (2,0%)
e Ceará (0,9%).

Nos últimos 12 meses, o total nacional registrou queda de 1,9%. Em termos regionais, 9 dos 14 locais pesquisados também caíram, mas sete mostraram avanço frente ao índice de janeiro.

Os resultados negativos mais acentuados nesse mês foram registrados por Espírito Santo (-7,6%),
Amazonas (-6,9%),
Paraná (-6,0%)
e Rio Grande do Sul (-4,4%),
enquanto Bahia (2,7%)
e Goiás (2,0%) apontaram as expansões mais elevadas.
Do G1, em São Paulo

abril 04, 2013

O Estado gigante. OU : O ELEFANTE PETISTA



O céu é o limite para o PT quando se trata do tamanho do Estado. Já gigantesca, a estrutura estatal cresce continuamente para acomodar os interesses político-eleitorais da candidata-presidente.

É de se perguntar:
os serviços prestados pelo poder público melhoraram com o inchaço promovido pelos petistas ao longo destes dez anos?

Não satisfeita em inventar ministérios aos borbotões, Dilma Rousseff prepara agora a criação de mais uma estatal, a quinta em pouco mais de dois anos de gestão, de acordo com a edição de hoje
d'O Estado de S.Paulo.

Apelidada de "Hidrobrás", cuidará de nossos portos fluviais, nossas hidrovias e eclusas. 

 
Se não tivermos perdido a conta, o Brasil estará se aproximando de sua 130ª estatal. Só na atual gestão, já foram criadas a Infraero Serviços,
a Amazônia Azul Tecnologias de Defesa,
a Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias ("Segurobrás")
e a Empresa Brasileira de Planejamento e Logística.


Que benefícios trouxeram aos cidadãos? 

A Hidrobrás nascerá numa área em que o poder público já atua por meio de dois ministérios (Transportes e Portos), uma agência reguladora (a Antaq, de transportes aquaviários) e uma autarquia (o Dnit). Todas somadas, não conseguem sequer executar as necessárias melhorias na estrutura logística do país - em especial, neste caso, a hidroviária.

Segundo informações do Tesouro Nacional citadas pelo Estadão, hidrovias e portos fluviais gozam de nenhum apreço do governo petista. Nos dois últimos anos, dos R$ 837 milhões que lhes foram destinados no Orçamento Geral da União, apenas 41% foram investidos - ainda assim, 70% deste valor refere-se a restos a pagar de exercícios anteriores. 

 
A má utilização das hidrovias brasileiras é uma das razões apontadas por especialistas para o apagão logístico por que passa o país, que colhe uma supersafra agrícola, mas não consegue escoá-la. Pelos nossos rios, passam não mais do que 10% da carga transportada no país, em contraste com os mais de 60% que circulam por rodovias. Um contrassenso.

Dois exemplos específicos ilustram o descaso do governo petista pelo modal hidroviário. Duas das nossas principais hidrovias - Teles Pires-Tapajós e Araguaia-Tocantins - não tiveram um único centavo dos recursos destinados pelos orçamentos de 2011 e 2012 liberados pela gestão Dilma, conforme o Siafi.

O mesmo aconteceu com as obras da eclusa de Lajeado, no rio Tocantins, que não viu a cor dos R$ 100 milhões reservados pelo Dnit no ano passado.
Entretanto, na visão do PT, a saída para este descalabro não está em cobrar maior eficiência dos órgãos já existentes, mas sim em criar mais algumas centenas, talvez milhares de boquinhas.

Para os gestores do partido dos mensaleiros, não há com o que se preocupar:
a conta, sempre, é paga pelo contribuinte.

A Hidrobrás vem se somar ao recém-criado Ministério da Micro e Pequena Empresa, oficializado na última segunda-feira. O Brasil passa, assim, a ser um dos países com maior estrutura ministerial que se tem notícia em todo o mundo: são 24 ministérios, dez secretarias ligadas à Presidência e cinco órgãos com status de ministério, totalizando 39.


Um recorde nunca antes visto na história deste país. 



Quando assumiu o poder, há dez anos, o PT herdou uma máquina com 21 pastas. Caminha, portanto, para dobrá-la, aproximando-se ainda mais de modelos de gestão como o Congo, que tem 40 ministérios, e superando outros exemplos de eficiência, como Paquistão (38),
Camarões, Gabão, Índia e Senegal (36),
segundo estudo da Universidade Cornell citado por Merval Pereira ontem
n'O Globo

Ah, os EUA têm apenas 15 ministérios e a Alemanha, 17...
Sem falar que o número de servidores públicos federais ativos cresceu 24% desde 2002 e mais de 4 mil cargos DAS foram criados nos últimos quatro anos, de acordo com o
Ministério do Planejamento.

Manter esta mastodôntica estrutura custa muito caro:
só neste ano, serão gastos R$ 212 bilhões apenas em salários e outras despesas de custeio, como viagens, alimentação e material de escritório.


Por trás desta "burrice", desta "loucura" e desta "irresponsabilidade", que já foram longe demais, nas palavras do empresário Jorge Gerdau, está a ilimitada sanha do PT por perpetuar-se no poder. 

 
Alguém crê que os novos órgãos criados por Dilma ou os novos ministros nomeados por ela, ressuscitando antigos "faxinados", melhorará a prestação dos serviços públicos no país?
É muito difícil julgar que sim. 

 
Fonte: Instituto Teotônio Vilela
O Estado gigante

Pedidos de falência aumentam 5% no primeiro trimestre, diz Boa Vista

Os pedidos de falência aumentaram 5% no primeiro trimestre deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com a Boa Vista Serviços, administradora do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). 
Cerca de 90% dos pedidos foram feitos por pequenas e médias empresas.

Na divisão por setor da economia, a maior parcela dos pedidos de falência pertence à indústria, com 38% dos casos, 
seguida dos serviços (37%) 
e do comércio (25%).

Considerando apenas o mês de março, os pedidos de falência cresceram 12,9%, ante fevereiro. Na comparação com o mesmo período do ano passado houve queda de 2,1%.

Já os pedidos de recuperação judicial registraram queda de 1,6% nos três primeiros meses do ano. Em março, caíram 46,9% ante fevereiro e cederam 23,8% ante o mesmo período do ano passado.

 
Valor

A "CIGARRA" PRESIDENTA PALANQUEIRA ITINERANTE E A FÁBULA brasil maravilha.


Diz a fábula que a cigarra passava os dias de verão cantando enquanto a formiga não parava de trabalhar, cortando folhas e recolhendo sementes.

Indagada pela cigarra porque trabalhava tanto, a formiga respondeu que precisava guardar comida para o inverno.

A cigarra então retrucou que o inverno estava muito longe e não tinha com que se preocupar. Seguiu cantando até que veio a neve, as folhas caíram e a comida acabou. A cigarra ficou com fome e teve que bater à porta da formiga para conseguir abrigo e alimento.

O Brasil nos últimos quatro anos vem se comportando como a cigarra da fábula. A crise financeira de 2008 nos deu licença para gastar com a nobre desculpa de espantar os efeitos recessivos vindos do exterior. A poupança agregada do país caiu de 18,8% do PIB em 2008 para 14,8% em 2012.

Queda de quatro pontos percentuais do PIB. Enquanto isso, o consumo agregado, equivalente à soma do consumo das famílias e do governo, saltou de 79,1% do PIB para 83,8%, aumento de 4,7 pontos percentuais.

Para consumir mais em termos relativos, investimos menos, exportamos menos em termos líquidos e ainda consumimos uma parte do estoque de bens.

O interessante é que esse padrão de comportamento é o oposto do que ocorreu entre 2000 e 2008. Naquele período, a participação do consumo no PIB se reduziu, enquanto a do investimento cresceu, bem como a das exportações líquidas. Apesar disso, foi um período em que o bem estar da população aumentou.

Uma das mudanças mais negativas no Brasil pós-crise foi a política fiscal.

Antes de 2008, vínhamos entregando superávits primários acima de 3% do PIB anualmente de forma consistente.

Após a crise, a política fiscal passou a ser bem mais expansionista. 
As despesas do governo aumentaram enquanto as receitas sofreram os efeitos da desaceleração econômica.

Passou-se a contar cada vez mais com receitas não recorrentes e outros artifícios contábeis para incrementar o resultado. A contribuição do governo para a poupança agregada ficou bem mais negativa de 2008 para 2009, último ano em que é possível ver os dados da poupança desagregados.

Existe uma crença por trás das ações do governo de que o ativismo fiscal e o incentivo ao consumo das famílias estimula o crescimento. Os dados, no entanto, não confirmam essa tese. O crescimento médio do PIB no período 2000-08 foi de 4,2%, enquanto, no intervalo 2009-12 foi de apenas 2,7%

O que gera crescimento sustentável é o investimento, e para haver investimento tem que haver poupança. As firmas precisam ser mais eficientes e os trabalhadores, mais produtivos.

O governo também tem que fazer a sua parte e canalizar recursos para o investimento. Esse é o caminho de sucesso que todos os países que atingiram níveis elevados de renda trilharam.

Os asiáticos são os exemplos mais recentes.
O Brasil, no entanto, trilha o caminho inverso.

A diferença entre poupança e investimento do país equivale ao resultado em conta corrente. Se um país poupa menos do que investe (caso do Brasil), a resultante é um déficit em conta corrente, que é o valor líquido das transações de bens e serviços mais o envio de renda ao exterior.

Se extrapolarmos para os próximos anos o aumento do consumo em proporção do PIB ocorrido entre 2009 e 2012, mantendo o investimento constante, chegaremos em um déficit muito elevado em conta corrente, o que é claramente insustentável.

O mais provável é que antes disso haja uma depreciação da moeda e uma redução forçada do investimento e do consumo de bens e serviços transacionáveis com o exterior.

Concluindo, as políticas macroeconômicas que priorizam o consumo presente em detrimento do investimento e do aumento do consumo futuro são politicamente atraentes, mas não produzem ganho de bem estar no longo prazo.

É como na fábula da cigarra e da formiga.
É mais gostoso ser a cigarra e passar o verão cantando, mas somente a formiga sobrevive quando chega o inverno.

Fernando Rocha é economista e sócio da JGP Gestão de Recursos. 
E-mail: jgp@jgpdtvm.com.br

abril 02, 2013

Por que a besta do Brasil não prospera ? "Antes, sonhávamos com o futuro; hoje, temos pavor de que ele chegue." "Esses canalhas desprezam a sociedade e acham que o Estado tem de nos tutelar.Mas, até quando esse "chove-não-molha" vai aguentar?"


Não são as décadas que nos transformam; são os fatos. 
Eles cavam buracos no tempo e criam caminhos que não podemos prever. 
Há épocas lentas, há épocas sangrentas, épocas eufóricas e ingênuas, há épocas que parecem ataques epiléticos da história.

Antigamente, achávamos que os fatos nos levariam a um futuro harmônico, que a vida era uma linha reta que ia desde os macacos até o paraíso cristão ou socialista ou, recentemente, ao fim da história.

Hoje vivemos em um labirinto de boas e más notícias, uma teia do homem aranha, um deserto do Iraque de ideias, um vazio de estupidez islâmica, um tempo de terrores como nos pesadelos de ficção científica.

Antes, sonhávamos com o futuro; hoje, temos pavor de que ele chegue. Na década de 60, ainda se comemorava a paz depois da guerra mundial, com euforia democrática movida pela prosperidade do capitalismo.

O mundo era dos jovens, era o oásis do pós-guerra. 
Havia o Vietnã, guerra fria, mas o clima das cabeças era de alegria. As saias curtas, as pernas de fora, as pílulas anticoncepcionais fazendo o sexo livre, a revolução gráfica desenhando uma vida ideal junto com a publicidade, havia um clima de ousadia, de fé, com a crença de que era simples fazer revoluções, de que o socialismo seria alegre e dançante em Cuba, de que os Beatles e os Rolling Stones nos libertariam para sempre da caretice. 
 
Mas, aos poucos, entendemos que o buraco do mundo era mais embaixo, que não bastavam palavras de ordem para vencer o conservadorismo.

Os líderes do sonho começaram a morrer. 
Guevara saiu de Cuba em busca da utopia e foi denunciado pelos próprios camponeses na Bolívia e morreu como um Cristo desmoralizado na selva.

As boas-novas sempre vinham anuladas por um desastre qualquer. A chegada do homem à Lua aconteceu ao mesmo tempo em que Sharon Tate, mulher de Polanski, grávida, foi morta a punhaladas por um bando de hippies enlouquecidos. A paz, o amor e a flor foram virando rancor, medo, ódio.

Aqui, a guerrilha urbana conseguiu seu maior feito - o rapto do embaixador americano Elbrick , um gol de placa igual ao milésimo gol de Pelé no dia 19 de novembro de 69, junto também com a chegada do Médici ao poder, com sua cara de vampiro deprimido, enquanto o Marighella morria em São Paulo, enquanto os Beatles se separavam com a declaração de John Lennon de que o sonho tinha acabado.

Tudo ao mesmo tempo.

Ai, nada mais parou de acontecer no chamado "milagre brasileiro" a burguesia enchendo a barriga de dinheiro em São Paulo e a violência militar e guerrilheira rolando solta; porrada e grana, enquanto a Transamazônica destruía a floresta, enquanto Leila Diniz morria num deserto da índia, na queda de um Boeing japonês.

E assim fomos seguindo, com o progressivo fechamento da esperança, com os fatos ficando menores, mais episódicos, com as tragédias virando chanchadas e as alegrias murchando em melancolia. Era como se a grande História estivesse impedida e só as pequenas bobagens pudessem acontecer, prenunciando um futuro de inanidades, de irrelevâncias.

Nos anos 70, no Brasil, veio o misticismo laico da contracultura e as desgraças psiquiátricas causadas pela ditadura, enquanto um desastre de avião nos Andes provocava um banquete canibal na neve, Allende caía morto e subia o assassino Pinochet.

O tato mais importante foi a crise de petróleo em 73, com a Opep inaugurando a guerra fria entre o Oriente e o Ocidente, a mãe dos homens-bomba que até hoje nos assolam.

E assim fomos indo. 
Lembro-me do Tancredo no hospital e do sorriso deslumbrado dos médicos de Brasília, amparando o presidente como um boneco de ventríloquo para a opinião pública, "Vai morrer!" - arrepiei-me. 
 O jaquetão do Sarney, deslumbrado e contristado, me arrepiou. A foto sorridente de Collor, na capa da Veja com o título Caçador de Marajás, me deu pavor. 

Depois FHC e Lula (Se FHC não tivesse vencido, onde estaríamos hoje?).
E agora, que arrepio é este que sinto?

Estamos assistindo a uma nítida deterioração das instituições, quando ninguém teme mais nada, pois todos descobriram que delitos e corrupção não têm bronca", não têm "pobrema".
 
Como disse Lula uma vez:
"Dossiê?... Ah, o povo pensa que é doce de batata..."

Este governo está desmoralizando os fatos.
Os acontecimentos não acontecem, se diluem, morrem.

Dilma anuncia medidas modernizantes,
aeroportos,
estradas de ferro,
hidrovias,
infraestrutura - mas tudo morre na praia;
a burocracia sindicalista não permite.

Até aquele Paulinho da Força (com vários processos) consegue paralisar a reforma portuária... É espantoso.

Estive há pouco na Europa.
Todos os países estão desesperados por problemas insolúveis.
Espanha com 25 por cento de desempregados, a Itália com um ridículo palhaço levado a sério, a Holanda (até ela) está sem caixa, a América sob chantagem, da direita, a Coreia um país psicótico sob um gordo louco, a primavera árabe morta e por aí vai...

Na imprensa mundial o Brasil é tratado como uma ex-esperança, atual vexame. Até o drama de Chipre vai nos beneficiar com. ingresso de capitais.

Estamos jogando fora a imensa sorte que temos, por causa de imbecis com dogmas vergonhosos que não existem mais.
Estamos antes do muro de Berlim.

Esses canalhas desprezam a sociedade e acham que o Estado tem de nos tutelar.
Mas, até quando esse "chove-não-molha" vai aguentar?

Por que a besta do Brasil não prospera, por que continua atrás dos Brics, atrás da América Latina, por que até a Petrobras caiu para a metade, saqueada pela porcada magra sindicalista?
Por que?

Temos grana entrando, temos um governo com. maioria total no Legislativo, sem oposição, sem nada.. Por que não vamos para frente?
Por quê, porra? 

Os diagnósticos são iguais no mundo todo:
uma presidente rachada ao meio por fissuras ideológicas e dominada pela fome eleitoral do PT, a fim de virar um partido mexicano como o PRL Os europeus têm inveja e desprezo por nós, porque eles querem sair da crise e não conseguem e nós temos tudo para nos salvar e não queremos...

Algo muito ruim cozinha em banho-maria nosso progresso.
Há alguma coisa "não-acontecendo" no Brasil que me dá arrepios.

Arnaldo Jabor

BOM PRA ELES II ! Mais casuísmo

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O governo Dilma acaba de prolongar até o final de dezembro a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis e caminhões.

Essas prorrogações casuísticas vão se perpetuando sem que ninguém no governo consiga justificá-las. A nota oficial do Ministério da Fazenda avisa que o objetivo é "estimular o setor automotivo, um dos principais motores da economia".

No entanto, se o setor já esperava crescer mais de 3% em unidades físicas, por que precisa desse empurrão? Além disso, se esses incentivos são sistematicamente prorrogados é porque não passam de expedientes de curto alcance, que não garantem nunca estímulo que assegure futuro sustentável ao setor.

A decisão implica renunciar à arrecadação de R$ 2,2 bilhões em relação à que estava nas contas do governo. Não é uma ajuda que contribuirá para a cura de um setor incapaz de competir, que produz caro demais e que só consegue vender 4 milhões de veículos por ano por contar com reservas de mercado.

O argumento de sempre é o de que a indústria automobilística tem de ser protegida porque, no mundo inteiro, recebe tratamento especial. Assim é nos Estados Unidos, onde a GM, a Ford e a Chrysler estão sempre obtendo favores do Tesouro. E é na França, na Itália, na China, na Coreia do Sul...

Nada de errado na proteção. 
O equívoco está em definir essa proteção sem uma política consistente, sem um objetivo estratégico que a sustente. A indústria de veículos no mundo opera dentro de um sistema global de suprimentos, apoiada por tratados comerciais que abrem mercado externo. 

E não é o que acontece no Brasil, onde vigora uma esquisitice chamada conteúdo local, que tem de prever, também, proteção a ainda mais atrasada indústria argentina de autopeças e que refuga tratados comerciais consistentes.

Não está claro nem mesmo o objetivo de curto prazo do governo federal com essa decisão. Não deve ser a preservação do emprego, como a Anfavea, a associação que defende os interesses do setor, chegou a argumentar. Só no Estado de São Paulo, a indústria de veículos mantém registrados 132 mil trabalhadores e espera bater o recorde histórico de 1980, quando eram 133,6 mil. 

Não há perspectiva de encolhimento do emprego no setor automotivo. 
De mais a mais, é o Banco Central que adverte para a situação atual de pleno emprego, e para o aquecimento excessivo do mercado de trabalho.

Esta também não pode ser mais uma manobra destinada a conter a alta do custo devida. Os veículos não fazem parte da cesta básica e não será a redução de dois pontinhos de IPI que vai levar o setor a praticar preços mais baixos.

Caso seja para empurrar a indústria, então cabe perguntar por que repetir a escolha arbitrária de um favorecido quando todo o sistema produtivo enfrenta os mesmos problemas.

Ao contrário do que alardeia o governo, decisões assim criam insegurança porque complicam o planejamento. A qualquer momento favores assim podem acontecer ou deixar de acontecer.

Enfraquecimento

Mas o desempenho da área é preocupante. 
O Banco Central já reviu para baixo o superávit projetado para este ano, de US$ 17 bilhões para US$ 15 bilhões - e ainda é número alto demais. Na média, analistas ouvidos pelo Banco Central na pesquisa Focus não preveem mais do que US$ 12,4 bilhões. Provavelmente esse resultado também terá de ser revisto para abaixo de US$ 9 bilhões.

Celso Ming O Estado de S. Paulo

BOM PRA ELES ! AOS CRÉDULOS DO brasil maravilha DOS FARSANTES E FALSÁRIA : IPI ficou menor, mas preço subiu.

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A redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) ajudou a sustentar as vendas da indústria automobilística em 2012, levou milhares de consumidores às revendas, mas pouco contribuiu para deixar os carros mais baratos. 

Levantamento da consultoria Oikonomia, especializada no mercado automotivo, revela que o preço médio dos carros subiu 10% entre 2009 e 2011. 

Em 2012, mesmo com o corte de até sete pontos percentuais no IPI, os preços recuaram só 1,5%. E, entre dezembro e fevereiro, houve altas de até 3,5%. 

- A indústria aumentou continuamente os preços dos carros entre 2009 e 2011, ao ponto de os preços derrubarem as vendas. 
E, então, se cortou o IPI. 

Os preços até caíram em 2012, mas pouco. 
O crédito mais farto, barato e com prazos maiores é que faria diferença - diz Raphael Galante, da Oikonomia. 

Considerando os preços médios dos modelos de uma mesma marca nos últimos meses, a consultoria identificou altas expressivas: 
o preço médio dos modelos da Volkswagen vendidos em fevereiro chegou a R$ 39.075, 3,3% a mais que em dezembro. 
No caso da General Motors, o preço passou de R$ 40.928 para R$ 42.362, salto de 3,5%.
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Mesmo com a prorrogação do IPI e o mercado esboçando uma reação em março - quando foram licenciados 268,3 mil automóveis e comerciais leves, 20,6% mais que em fevereiro, segundo dados divulgados ontem pela Fenabrave, que reúne as concessionárias -, especialistas e dirigentes do setor reconhecem que o efeito do IPI mais baixo nas vendas é positivo, mas limitado.

Flávio Meneghetti, presidente da Fenabrave, aplaudiu a medida e disse que permitirá avanço de 3% nas vendas este ano. Mesmo com as vendas acumuladas do primeiro trimestre 2% acima das de igual período de 2012, apesar do IPI menor, a Anfavea, que reúne as montadoras, aposta num crescimento de até 4,5%. 

Para Cledorvino Belini, presidente da entidade, se a alíquota do IPI não fosse mantida, dificilmente a meta seria atingida.

Para o presidente do Sindipeças (entidade que reúne os fabricantes de autopeças), Paulo Butori, o imposto menor trará "um leve aumento" nas vendas, pois ainda há muita restrição ao crédito no setor. 

Prazos mais longos e entradas menores, porém, virão somente à medida que o calote (em 6%) diminuir, observa Vadner Papa, da Consult Motors.
O publicitário Ricardo Nascimento Lopes, que pesquisava preços ontem em uma revenda da Renault, em São Paulo, acredita que as montadoras são pouco transparentes no repasse do IPI menor. 

- Para as montadoras, que precisam vender mais, é vantajoso. Para nós, consumidores, não vejo vantagem, não sabemos se o desconto é do mesmo tamanho da redução do imposto.

Quanto aos eletrodomésticos, a desoneração do IPI ajudou a reduzir em 2012 o preço de geladeiras, fogões, máquinas de lavar automáticas e tanquinhos e turbinar as vendas da linha branca. 

Mas, à medida que as alíquotas retomam seus níveis normais, a indústria de eletroeletrônicos já sente as perdas estimadas em até 10% nas vendas nos dois primeiros meses do ano, e seus representantes pretendem pedir ao governo que o imposto seja mantido como está, em vez de retornar em junho aos patamares anteriores.

- Gostaríamos muito disso, e vamos esperar até o fim de abril para verificar o desempenho das vendas e ter argumentos para defender a manutenção dessa medida - disse o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos, Lourival Kiçula. 

Ronaldo D"Ercole, Lino Rodrigues O Globo