"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

março 28, 2013

E NO DE(s)CÊNIO DOS FARSANTES E FALSÁRIA 1,99 NA INCUBADORA do brasil maravilha COMEÇA A SURGIR PATINHO FEIO.



Bolsas de valores costumam ser associadas apenas ao universo de investidores e especuladores que querem ganhar dinheiro rápido. Nada mais falso. São, na realidade, um bom termômetro da confiança de que a economia de um país desfruta e servem para antever rumos. 
Neste sentido, o desempenho da nossa bolsa, a Bovespa, tem sido de dar medo.

A bolsa brasileira é uma das três com pior desempenho em todo o mundo neste ano. Isso tem lá seus significados: 
sugere que o Brasil tornou-se um país pouco atraente para quem quer investir e pouco confiável aos olhos dos empreendedores. 
Cada vez mais, quem tem dinheiro para empreender e investir parece querer manter distância daqui.

Depois de cinco quedas seguidas, ontem o Ibovespa subiu um pouco. Mesmo assim, desde o pregão de 2 de janeiro acumula baixa de 8,66%. Em todo o mundo, apenas os mercados acionários da Jamaica e do Chipre saem-se pior, segundo o Brasil Econômico
"A ingerência política, o receio dos estrangeiros, a fuga das pessoas físicas, além da expectativa de aumento da taxa básica de juro têm penalizado a bolsa de valores brasileira", analisa o jornal.

Na outra ponta, a bolsa japonesa sobe 20% no ano e a da Venezuela - talvez por alguma esperança dos investidores de que, sem Hugo Chávez, as coisas por lá melhorem - lidera os ganhos em todo o mundo, com 31,5% neste 2013. 
É fácil notar que, também nesta seara, o Brasil tornou-se um patinho feio.

Quando o otimismo com determinado país vai em alta, é comum o mercado acionário acompanhar o clima favorável e subir junto. 
 O mesmo se dá na direção contrária: 
os mergulhos das bolsas indicam quando o país é olhado com desconfiança. Quando o Brasil se ombreia com ilhas como o conflagrado Chipre, alguma coisa vai muito mal.

Em extensa reportagem publicada na segunda-feira, o Financial Times mostra que o mundo passou a ver o Brasil com receio da crescente intervenção do governo na economia e das medidas discricionárias que beneficiam alguns setores em detrimento de outros, distorcendo o ambiente econômico como um todo.

Assusta a miríade de ações tomadas por Brasília para corrigir rumos e tentar remendar uma economia que, estruturalmente, apresenta sérias dificuldades para crescer. "A infinidade de mudanças criou tanta incerteza que investidores nacionais e gestores de fundos estrangeiros começaram a tirar seu dinheiro", diz o jornal britânico.

Quem quer que se aventure a investir num determinado país conta com algumas pré-condições mínimas. Entre elas estão transparência nas decisões e estabilidade de regras. É tudo o que não tem sido visto no Brasil nos últimos meses.

Intervenções intempestivas e muitas vezes atabalhoadas tomadas pelo governo petista têm posto abaixo a perspectiva de setores inteiros da nossa economia, comprometendo investimentos e, como consequência, a geração de novos empregos e oportunidades de trabalho.

Os exemplos vão do setor elétrico, hoje absolutamente desequilibrado, ao de exploração de petróleo, em que o mau desempenho da Petrobras acaba constrangendo os demais concorrentes. E passa pelos setores regulados, como a telefonia, que vira e mexe são alvos de espasmos punitivos do governo - até justificáveis no conteúdo, mas inadequados na forma.

Hostilizar o investimento privado não parece ser a melhor alternativa para um governo que tem uma carteira de empreendimentos - principalmente em infraestrutura - prontos para serem concedidos, e dos quais a economia brasileira depende bastante para conseguir soerguer-se.

A postura adotada pelo governo brasileiro, também marcada pela visão ideológica que a presidente da República tem da economia, não colabora para que o país reconquiste a confiança de quem pretende investir aqui. 
Enquanto as ações das nossas empresas não inspirarem o apetite dos investidores, muito provavelmente o Brasil não sairá do lugar. 
E isso não é especulação.

Fonte: Instituto Teotônio Vilela
Patinho feio

NO BUMBO ! Déficit primário chega a R$ 3 bilhões pela primeira vez em fevereiro

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O setor público consolidado – governos federal, estaduais e municipais e as empresas estatais – registrou déficit primário de R$ 3,031 bilhões, em fevereiro, segundo dados do Banco Central (BC), divulgados nesta quinta-feira (28/3). O resultado negativo veio depois do superávit primário recorde de R$ 30,251 bilhões em janeiro.
 
 Em fevereiro de 2012, houve superávit de R$ 9,514 bilhões.

É a primeira vez que se registra déficit primário no mês de fevereiro, desde o início na série histórica do BC em 2001. O resultado primário é a diferença entre as receitas e as despesas, excluídos os juros da dívida pública.

Em 12 meses encerrados em fevereiro, o superávit primário ficou em R$ 96,641 bilhões, o que representa 2,16% de tudo o que o país produz – Produto Interno Bruto (PIB). A meta do governo para este ano é R$ 155,9 bilhões.

Em fevereiro, a maior contribuição para o resultado negativo veio do Governo Central (Banco Central, Tesouro Nacional e Previdência Social), que registrou déficit de R$ 7,144 bilhões. As empresas estatais, excluídos os grupos Petrobras e Eletrobras, também registraram déficit primário, de R$ 130 milhões.

Os governos estaduais anotaram superávit primário de R$ 3,281 bilhões, e os municipais, R$ 961 milhões.

O esforço fiscal do setor público não foi suficiente para cobrir os gastos com os juros que incidem sobre a dívida. Esses juros chegaram a R$ 20,251 bilhões, em fevereiro, contra R$ 18,269 bilhões de igual período do ano passado.

Com isso, foi registrado déficit nominal, formado pelo resultado primário e as despesas com juros, ficou em R$ 23,282 bilhões, no mês passado, contra R$ 8,755 bilhões de igual mês de 2012.

Dívida do setor público sobe para 35,7% do PIB em fevereiro. O resultado veio acima do esperado pelo Banco Central, que era 35,2%

A dívida líquida do setor público chegou a R$ 1,593 trilhão em fevereiro, informou nesta quinta-feira (28/3) o Banco Central (BC). Esse resultado correspondeu a 35,7% de tudo o que o país produz – o Produto Interno Bruto (PIB), com aumento de 0,5 ponto percentual em relação a janeiro. 
O resultado veio acima do esperado pelo BC, que era 35,2%.

De acordo com o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, o aumento da dívida deve-se “fundamentalmente ao primário abaixo do esperado”. Em fevereiro, o setor público registrou déficit primário de R$ 3,031 bilhões. O resultado primário é a diferença entre as receitas e as despesas, excluídos os juros da dívida pública. Outro fator foi a valorização cambial de 0,64%, registrada no mês passado.

Neste mês, o BC espera que a relação entre dívida líquida do setor público e o PIB caia para 35,3%. Para este ano, o BC revisou a projeção de 33,2% para 34,1%. Em 2012, a dívida correspondeu a 35,1% do PIB.

A projeção para o ano leva em consideração a expectativa de cumprimento da meta cheia do superávit primário de 3,2% do PIB. O BC também considerou a projeção para o crescimento do PIB em 3,1%, este ano, e as estimativas de mercado para o dólar (R$ 2), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, em 5,71%), para o Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna (IGP-DI, em 4,87%), e a taxa básica de juros, a Selic, em 7,81%.

Outro indicador divulgado pelo BC é a dívida bruta do governo geral (governos federal, estaduais e municipais), muito utilizado para fazer comparações com outros países.

No caso da dívida bruta, em que não são considerados os ativos em moeda estrangeira, mas apenas os passivos, a relação com o PIB é maior. Em fevereiro, ficou em R$ 2,640 trilhões, o que corresponde a 59,1% do PIB, resultado praticamente estável em comparação a janeiro (59,2%).

Para este ano, o BC espera que a dívida bruta represente 57,2% do PIB, contra 56,1% estimados anteriormente. Em 2012, a relação ficou em 58,6%.

DISPOIS DA PETEBRAS E A VEIS DA ELETROBRAIS - A "DISTORCIDA" ECONOMISTA/GERENTONA/FRENÉTICA/EXTRAORDINÁRIA/FALSÁRIA/ITINERANTE E A MAIS PREPARADA NO brasil DO CACHACEIRO PRODUZ : Nova lei de energia faz Eletrobras ter o maior prejuízo da sua história

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A lei de redução das tarifas de energia elétrica atingiu em cheio a Eletrobras, estatal que controla a maior parte do parque gerador de energia do país. A empresa apresentou prejuízo de R$ 6,8 bilhões em 2012, o maior da sua história.
O resultado vem depois de sucessivos anos positivos da companhia, que em 2011 lucrou R$ 3,7 bilhões.

O Ebitda (lucro antes do pagamento de juros e impostos) da empresa também foi negativo no ano passado:
 R$ 6,1 bilhões contra R$ 6 bilhões positivos em 2011.

Segundo comunicado da empresa, ambos "os resultados foram fortemente afetados pela MP 579, transformada na Lei 12.783/2013".

A Medida Provisória do Setor Elétrico foi editada pelo governo em setembro do ano passado. Foi determinado que as companhias que tinham contratos a vencer de concessões de usinas hidrelétricas e linhas de transmissão poderiam renová-los contanto que reduzissem os preços cobrados pelo que produziam.
A Eletrobras renovou todos os seus contratos.

Companhias de energia dos Estados de Minas Gerais e São Paulo optaram por não fazê-lo.

EFEITOS

Segundo comunicado da companhia, "os efeitos atípicos, provocados pela Lei (12.783/2013), que influenciaram o resultado consolidado e o Ebitda" foi da ordem de R$ 10 bilhões.

De acordo com a Eletrobras, sem a MP, a companhia teria lucro antes do pagamento de impostos de R$ 5,5 bilhões.

A Receita Operacional Líquida (ROL), da Eletrobras subiu 16,6%, de R$ 29 bilhões para R$ 34 bilhões. Já as despesas com Pessoal, Manutenção, Serviços e Outros cresceu 10%.

Com menor encargo dos acionistas, o resultado financeiro ano passado foi melhor do que em 2011, quando foram pagos dividendos atrasados. Em 2012, o resultado financeiro subiu para R$ 633 milhões, contra R$ 234 milhões no ano anterior.

A diretoria da companhia vai conceder uma entrevista coletiva hoje em Brasília para explicar os resultados.

CELESC

A Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina) divulgou também hoje ter registrado prejuízo líquido de R$ 258,366 milhões em 2012, ante lucro líquido de R$ 323,887 milhões em 2011.

A receita operacional líquida cresceu 8,44% em 2012, para R$ 4,545 bilhões, ante R$ 4,191 bilhões do ano anterior, conforme demonstrações financeiras consolidadas.

O Ebitda (resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou negativo em R$ 336,107 milhões em 2012, comparado a um resultado positivo de R$ 585,049 milhões em 2011.

 
 Com o "Valor"

" O ABRE ALAS" ! PARA US QUI ACREDITA NU CRETINU : UM POUCO SOBRE A "INTREVISTA" DO CACHACEIRO PARLAPATÃO AO VALOR.

O VALOR publicou uma longa entrevista com o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva. A entrevista foi concedida as jornalistas Vera Brandimarte, Maria Cristina Fernandes e Cristiane Agostine (clique aqui para assinantes). Independentemente de concordar ou não com as opiniões do ex-presidente vale a pena ler a entrevista.

O ex-presidente Lula continua ativo no cenário político e mostra disposição para participar ativamente da campanha eleitoral e subir nos palanques. E ainda mostra disposição para disputar uma nova eleição em 2018.

Vou destacar os seguinte trechos da entrevista para fazer alguns rápidos comentários:


“Nunca esse país teve uma pessoa que chegou na Presidência tão preparada como a Dilma. Tudo estava na cabeça dela, diferentemente de quando eu cheguei, de quando chegou Fernando Henrique Cardoso.”

“Passamos por algumas dificuldades em 2011 e 2012 em função das políticas de contração para evitar a volta da inflação. Foi preciso diminuir um pouco o crédito e aí complicou um pouco, mas Dilma tem feito a coisa certa.”

“Acho que os empresários brasileiros, e eu vivi isso oito anos assim como Fernando Henrique também viveu, precisam compreender que uma economia vai ter sempre altos e baixos. Não é todo dia que a orquestra vai estar sempre harmônica.”

“O que faz um presidente da República? Como é que viaja um Clinton? A serviço de quem? Pago por quem? Fernando Henrique Cardoso? Ou você acha que alguém viaja de graça para fazer palestra para empresários lá fora? Algumas pessoas são mais bem remuneradas do que outras. E eu falo sinceramente: 
nunca pensei que eu fosse tão bem remunerado para fazer palestra.”

Primeiro
Com todo o respeito à nossa presidente, acho que o ex-presidente exagera quando fala que esse país nunca teve alguém tão bem preparada quanto a presidente Dilma. O governo nesses dois primeiros anos cometeu uma série de erros ao intervir de forma excessiva na economia e o investimento público como % do PIB caiu, algo que ninguém acreditava dado a fama de “gerente” da presidente Dilma. Apenas depois de dois anos o governo reconheceu que precisará fazer concessões para destravar a agenda de investimento.

A ex-Ministra Marina Silva em entrevista no domingo ao Estado de São Paulo (clique aqui) falou que a presidente Dilma ainda não tem uma marca de governo, como teve o governo FHC (estabilização) e o governo Lula (politicas sociais), e que a lógica das medidas do governo ainda é de curto-prazo. Isso não seria compatível com alguém com um plano de governo bem estruturado ao chegar a presidência da República.

Segundo
 As dificuldades de 2011 e 2012 estão longe de serem consequências de uma política de combate à inflação. O governo, em 2012, foi muito expansionista no front fiscal e monetário e a inflação passou a ser secundária pelo menos até o momento. O cientista político André Singer em conference call ontem na GOAssociados falou, ao responder uma pergunta do economista Samuel Pessoa sobre o excesso de intervenção do Estado na economia, que é possível que esse excesso de intervenção agora entre em pausa pelo menos até 2015. O governo Dilma precisará olhar com mais atenção para inflação porque é isso o que mais pode prejudicar sua popularidade e não um crescimento entre 3% e 3,5% neste e no próximo ano. Singer até apostou que se a inflação não ceder até maio, o BACEN aumentará a taxa de juros.

Terceiro
Empresários nunca vão compreender que a economia tem altos e baixos. Mas quem deveria compreender muito bem isso é a equipe econômica. No entanto, a equipe econômica tem dificuldades de aceitar um baixo crescimento e até mesmo aceitar esse baixo crescimento não é mais resultado de problemas de demanda. É fato que o governo hoje fala de “restrições do lado da oferta” e tem convidado professores da UNB para falar sobre produtividade em palestras nos Ministérios. Mas o arsenal de medidas econômicas ainda é muito voltado para o crescimento de curto-prazo e baseado na ideia de que o setor público pode microgerenciar a economia.
 
Quarto
O ex-presidente Lula está correto ao afirmar que não há nada errado em viajar bancado por empresas privadas e cobrar por palestras e defender interesses dessas empresas. O que se questiona, no entanto, é se essa relação vai além disso, i.e. se o ex-presidente teria poder de influenciar a agenda do governo para favorecer empresas específicas como foi a tentativa de transferir o estaleiro Jurong do Espirito Santo para o porto de Açu no Rio de Janeiro a pedido do empresário Eike Batista. O problema não é cobrar por palestras, mas sim usar eventualmente seu poder junto ao governo para favorecer empresa “A” ou “B”. 

E aqui as empresas têm também culpa no cartório, pois utilizam do seu poder econômico para tentar comprar acesso privilegiado ao governo, qualquer que seja o governo.

Transcrito do original :
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março 27, 2013

NO RITMO DO BUMBO II ! GERENTONA DE NADA E COISA NENHUMA E FALSÁRIA diz que suas declarações sobre inflação foram mal interpretadas

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Após declaração à imprensa na África do Sul, onde participa da 5ª Cúpula do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), a presidenta Dilma Rousseff disse nesta quarta-feira (27/3) que seus comentários sobre inflação foram manipuladas e mal interpretadas pelo mercado financeiro.

A presidenta disse ser contrária a medidas de combate à inflação que comprometam o ritmo de crescimento econômico do país. “Não concordo com políticas de combate à inflação que olhem a questão da redução do crescimento econômico, até porque nós temos uma contraprova dada pela realidade”, disse.

“Esse receituário que quer matar o doente em vez de curar a doença, ele é complicado, você entende? Eu vou acabar com o crescimento do país? Isso daí está datado. Isso eu acho que é uma política superada”, acrescentou.

As declarações da presidenta, segundo nota divulgada pelo Blog do Planalto, foram mal interpretadas pelo mercado financeiro. “Foi uma manipulação inadmissível de minha fala. O combate à inflação é um valor em si mesmo e permanente do meu governo”, disse a presidenta, de acordo com o informe.

Segundo o Planalto, “agentes do mercado financeiro estavam interpretando erroneamente seus comentários como expressão de leniência em relação à inflação”. 

Além de divulgar a nota, Dilma Rousseff determinou que o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, preste esclarecimentos sobre o assunto.

NO RITMO DO BUMBO ! "GUVERNU SENTRAU" DOS FARSANTES E FALSÁRIA 1,99 , registra em fevereiro maior deficit primário para o mês

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O resultado primário do governo central, que representa a economia feita para o pagamento dos juros da dívida, ficou negativo em R$ 6,4 bilhões em fevereiro.

Trata-se do pior resultado já registrado para o mês. Em fevereiro do ano passado, o governo central havia registrado superávit primário de R$ 5,4 bilhões.

As informações foram divulgadas pelo Tesouro Nacional nesta quarta-feira (27). Em janeiro deste ano, o superávit primário foi recorde para o mês ao atingir R$ 26,5 bilhões.
As contas do governo central são apuradas a partir dos resultados de Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social.

O desempenho de fevereiro foi possibilitado por uma arrecadação de R$ 76,3 bilhões, queda de 35% na comparação com janeiro (R$ 117,3 bilhões) e despesas de R$ 61,5 bilhões, redução de 18,4% em relação ao mês anterior (R$ 75,6 bilhões).


META ANUAL


A meta de superavit primário do governo central para este ano é de R$ 108,1 bilhões. O valor corresponde à chamada "meta cheia", que não inclui eventuais abatimentos dos gastos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), manobra permitida pela lei.

Nos dois primeiros meses do ano, o governo garantiu 19% do resultado estabelecido para 2013.

A meta de economia para todo o setor público, que inclui as contas dos Estados, municípios e das empresas estatais, é de R$ 155,9 bilhões.


JANEIRO

No primeiro mês do ano, o superavit do governo central foi de de R$ 26,1 bilhões, 25,6% superior ao registrado no mesmo mês de 2012.

Foi um recorde para janeiro e só não superou a arrecadação de dezembro do ano passado, que foi a melhor já registrada pelo país em um único mês: R$ 28,3 bilhões.
As receitas totais arrecadadas em janeiro foram 2,2% maiores que em dezembro, atingindo R$ 117,3 bilhões.

As despesas totais caíram 4,2% na comparação com dezembro de 2012, totalizando R$ 75,6 bilhões em janeiro de 2013.

CONTABILIDADE CRIATIVA EM 2012


Em 2012, o superavit primário alcançou R$ 88,5 bilhões, uma queda de 5,6% em relação ao de 2011. Com isso, o resultado ficou quase 10% abaixo da meta cheia estipulada para o governo central no ano.

O saldo de dezembro, entretanto, foi o melhor já registrado pelo país em um único mês: R$ 28,3 bilhões. Tal resultado só foi possível devido ao que ficou conhecido como "contabilidade criativa do governo".

Para chegar ao número e garantir o cumprimento da meta para o ano, o governo resgatou R$ 12,4 bilhões do Fundo Soberano do Brasil (FSB) e recorreu a um vaivém de títulos e ações para engordar os dividendos recolhidos das estatais.

As trocas de envolveram Tesouro Nacional, BNDES e Caixa Econômica e resultaram em R$ 28 bilhões em dividendos, frente a R$ 19,9 bilhões verificados no ano anterior.

A DURA REALIDADE DE 2013 PARA AQUELE QUE "VIVE EM 2015" ! "QUERIDINHO" do brasil maravilha DOS FARSANTES E FALSÁRIOS DA "ITINERANTE" PALANQUEIRA : Grupo de Eike Batista teve prejuízo de R$ 2,51 bi em 2012, diz consultoria

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O prejuízo consolidado das empresas de capital aberto do grupo EBX, do empresário brasileiro Eike Batista, no ano de 2012 foi de R$ 2,51 bilhões. A OGX acumulou as maiores perdas no período, de R$ 1,13 bilhões, aponta levantamento divulgado nesta quarta-feira (27) pela consultoria Economatica.

A consultoria consolidou o desempenho (lucro/prejuízo) das empresas do grupo EBX desde 2006 – o prejuízo é o maior desde então, mas 2012 foi o ano com o maior número de empresas do grupo. Apenas em 2007 foi registrado lucro (de R$ 8,16 milhões). O cálculo considera todas as empresas presentes no mercado em cada uma das datas analisadas.

No ano de 2011 o prejuízo das empresas do grupo tinha atingido a marca de R$ 1 bilhão.

Em 2012, o prejuízo da PORTX considera o período de janeiro a junho, já que ela fechou capital no ano.

Valor de mercado em 2013
Já o valor de mercado das empresas do grupo em 2013, até esta terça-feira (26), tem queda de R$ 9,80 bilhões, sendo que a  OGX registrou queda de R$ 6,73 bilhões.

Prejuízo das empresas do grupo EBX em 2012
CCX - R$ 54,7 milhões
PORTX (janeiro a junho) - R$ 35,95 milhões
LLX - R$ 28,7 milhões
MMX - R$ 792,35 milhões
MPX - R$ 435,2 milhões
OGX - R$ 1,138 bilhões
OSX - R$ 26,33 milhões
Grupo EBX - R$ 2,51 bilhões
Fonte: Economatica
 

ENQUANTO ISSO NO brasil maravilha DA GERENTONA/EXTRAORDINÁRIA/ESPETACULAR/FAXINEIRA ÉTICA/BICHINHA PALANQUEIRA E HOJE A "ITINERANTE" : Desemprego em 7 regiões sobe para 10,4% em fevereiro, diz Dieese. Contingente de desempregados foi estimado em 2,311 milhões de pessoas.

A taxa de desemprego no conjunto de sete regiões metropolitanas do país subiu para 10,4% em fevereiro, ante 10% em janeiro. No mesmo período do ano passado, o desemprego atingiu 10,1%. 
Os dados são da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), divulgada nesta quarta-feira (27) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Econômicos (Dieese) e da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade).
O levantamento é realizado nas regiões metropolitanas de São Paulo, 
Belo Horizonte, 
Porto Alegre, 
Salvador, 
Recife, 
Fortaleza e no Distrito Federal.

De acordo com a pesquisa, o contingente de desempregados no conjunto das sete regiões foi estimado em 2,311 milhões de pessoas, 82 mil mais que em janeiro.

A população economicamente ativa (PEA) das sete regiões ficou em 22,163 milhões de pessoas, 92 mil menos que em janeiro.

A única região em que o desemprego diminuiu, na comparação com janeiro, foi Porto Alegre (de 6,3% para 6,2%). 
Houve aumento em Recife (12,6% para 12,9%), 
São Paulo (10% para 10,3%), 
Belo Horizonte (5,6% para 6,2%), 
Distrito Federal (12% para 12,8%); 
Fortaleza (8,1% para 8,5%) e Salvador (17,3% para 18,6%).

Setores

Na comparação de fevereiro com janeiro, o setor que mais demitiu foi a indústria de transformação (-66 mil pessoas, ou -2,2%) 
e da construção (-38 mil, ou -2,3%), 
seguida por serviços (-68 mil, ou -0,6%), 
comércio e reparação de veículos (-20 mil, ou -0,5%).
Renda

Em janeiro, no conjunto das sete regiões pesquisadas, o rendimento médio real dos ocupados caiu 1,8%, para R$ 1.577, em relação a dezembro. Já o rendimento médio real dos assalariados ficou em R$ 1.607, queda de 1,5% no período.

Na comparação com janeiro do ano passado, o rendimento médio real dos ocupados cresceu 2,2% e o dos assalariados caiu 0,7%.

A massa de rendimentos dos ocupados nas sete regiões caiu 2,2% em relação a dezembro, e a dos assalariados recuou 1,6%. 
Ante janeiro de 2012, a massa dos ocupados subiu 3,8% e a dos assalariados subiu 1,0%.

Na pesquisa do Dieese/Seade, os dados relativos à renda referem-se sempre ao mês anterior ao do levantamento.

março 26, 2013

EM REPÚBLICA TORPE A HIPOCRISIA, A MENTIRA, A IGNORÂNCIA E FALTA DE VERGONHA TEM CARA E : Ruínas em construção




O Minha Casa, Minha Vida já serviu a todo tipo de marketing e de mandracarias contábeis oficiais. Agora, o programa está se revelando um engodo também nas moradias que entrega. 
Transformar o sonho da casa própria no pesadelo de viver em más condições é uma das maiores crueldades que um governante pode cometer.

Há poucos dias, as imagens de prédios recém-erguidos em Niterói tomados por rachaduras e estruturalmente comprometidos, exibidas pelo Jornal Nacional, chocou o país. Eles deveriam abrigar famílias que perderam tudo na tragédia do Morro do Bumba, ocorrida há três anos naquela cidade fluminense. Em ruínas, nesta semana as construções vieram abaixo.

O episódio, contudo, está longe de ser um caso isolado, como mostra
O Globo em sua edição de hoje. Vários conjuntos recém-construídos como parte do Minha Casa, Minha Vida para abrigar famílias removidas de áreas de risco estão sendo inundados, apresentam vícios de construção e riscos à segurança dos moradores.
 

As 389 casas dos condomínios Santa Helena e Santa Lúcia, em Duque de Caxias, foram tomadas pela água na semana passada, fazendo com que muitos moradores perdessem tudo.

Já em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, as 2,7 mil moradias de oito condomínios da Estrada dos Palmares têm problemas de infiltração, postes ameaçando cair, corrimões enferrujados e soltos - tudo isso apenas um ano após a conclusão da obra.

A má qualidade das casas que o governo federal tem entregado para as famílias beneficiadas pelo Minha Casa, Minha Vida é visível.

Como os recursos destinados a cada unidade são insuficientes, especialmente nos grandes centros urbanos, as empreiteiras se esmeram em comprimir os custos de construção e cortar o que for possível.

Acabam erguendo castelos de areia.


Também não existe uma estrutura clar de fiscalização das obras, já que a Caixa Econômica Federal, responsável pelo financiamento do programa, ocupa-se em acompanhar apenas os cronogramas físico-financeiros das construções, enquanto as prefeituras não se mostram preparadas para identificar problemas, de acordo com o jornal. 

Na realidade, o programa Minha Casa, Minha Vida é uma caixa preta. 
Sua contabilidade é enganosa: 
nos números oficiais, o governo federal se limita a divulgar o total de unidades contratadas, mas raramente informa quantas foram efetivamente construídas e entregues.

Por razões legais, uma das raras ocasiões em que os números do programa podem ser mais bem conhecidos é na "Mensagem ao Congresso Nacional", enviada pela Presidência da República ao Parlamento no início de cada ano legislativo.

Na mensagem deste ano, à página 280, está informado que, no total, 1,05 milhão de moradias foram entregues. Parece bom, mas o diabo é o que acontece no segmento destinado a famílias com renda mais baixa. Os brasileiros que mais precisam são justamente os que menos obtêm auxílio federal.

Considerando-se as duas fases do programa, o governo federal prometeu construir 1,6 milhão de unidades habitacionais voltadas a este grupo. 
Mas, até dezembro de 2012, somente 290 mil moradias haviam sido entregues para as famílias com renda até R$ 1,6 mil. 

Ou seja, passados quase quatro anos, apenas 18% das residências para famílias mais pobres foram efetivamente construídas e habitadas. Vê-se agora em quais condições... Nas faixas mais altas, a proporção de imóveis entregues em relação ao prometido - a meta do programa é construir 2,4 milhões de moradias no total - é mais alta. 
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O Minha Casa, Minha Vida é uma boa ideia que o governo federal tem se mostrado capaz de desvirtuar. Como peça de marketing, é imbatível. 

E tem sido usado até como muleta para fazer as contas públicas pararem em pé, quando seus empréstimos e financiamentos são computados como investimentos para inflar os anêmicos balanços oficiais.

O objetivo mais importante do Minha Casa, Minha Vida deveria ser transformar o sonho da casa própria de milhões de brasileiros em realidade. 
Mas, pelos exemplos que começam a pipocar pelo país, esta é mais uma promessa do governo do PT que está desmoronando. 
 O partido dos mensaleiros transformou-se em especialista em obras em construção que já são ruína.

Fonte: Instituto Teotônio Vilela
 Ruínas em construção