"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

abril 10, 2013

POBRE BRASIL DECENTE E ASSENHOREADO ! REPÚBLICA DE TORPES X "República do compadrio" em campanha antecipada

A antecipação da campanha eleitoral é um fato consumado, se desenvolve nas bordas da legalidade, mas nem por isso deve ser tratada como um processo marginal que possa ser desenvolvido ao largo dos ideais republicanos.

A Constituição Federal assegura a qualquer brasileiro nato, atendidos determinados requisitos como idade e representação partidária, entre outros, o direito de se candidatar ao posto máximo da República.

A Carta de 1988 também diz que o Brasil é uma República Federativa, na qual os Estados e seus cidadãos têm direitos e tratamento iguais.

Portanto, é legítima a postulação, ainda não confirmada oficialmente, do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, de candidatar-se a presidente da República.

Campos, como se sabe, é presidente do PSB e herdeiro político do mítico ex-governador Miguel Arraes. Faz uma administração bem avaliada pelos pernambucanos e tem em seu currículo o apoio de primeira hora ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em seus dois mandatos, e Dilma, em 2010.

É evidente que não agrada ao PT o arroubo de autonomia do aliado, até outro dia, quase incondicional. Mas não cabe ao governo federal resvalar para atitudes nada republicanas, como a retaliação ou a desqualificação pura e simples do possível adversário em 2014.

Não cabe ao governo federal cobrar gratidão e lealdade política incondicional dos Estados e seus governantes, sob o argumento segundo o qual eles são devedores da ajuda oferecida pelo governante de plantão. Não existe dinheiro municipal, estadual ou federal. Existe dinheiro público que pertence à sociedade e a ela deve voltar na forma de bens ou serviços de boa qualidade.

Ninguém pode se arvorar em dono do dinheiro público. 
O repasse aos Estados é uma obrigação da União. Não se trata de favor, não se trata de uma República de compadrio. Esse é o perigo a ser contornado. E nesse contexto soam dissonantes o discurso e a prática da presidente Dilma Rousseff em relação ao governador e presidente do PSB.

Veja-se o discurso da presidente Dilma numa visita a Serra Talhada (PE), no Sertão pernambucano, onde foi recebida com faixas que destacavam, não por acaso, justamente os sentimentos de gratidão e lealdade. Trata-se de uma oração na qual distingue a participação do governo federal para a construção de "um novo Pernambuco".

"Pernambuco é um novo Pernambuco nos últimos dez anos", disse a presidente. E em seguida ressaltou: "O governador tem um grande papel nisso, mas sem dúvida o governo federal, tanto na minha gestão quanto na de Lula, também". 
 Dilma encheu a boca ao se referir aos feitos do governo federal: 
"Aqui nós botamos R$ 60 bilhões. O governo coloca não só na forma de Orçamento da União, como na forma de financiamentos".

É preciso observar que assim como Campos, outros governadores do PT e de aliados do governo na região Nordeste também foram contemplados com recursos públicos federais. Bons exemplos são os governadores da Bahia, Jaques Wagner, e do Piauí, o atual senador Wellington Dias. 
 Se Campos obteve sucesso na administração dos recursos federais enviados ao Estado, os méritos são do governador pernambucano.

Nem dele, nem de Jaques Wagner ou Wellington Dias deve ser cobrada reciprocidade política em troca de recursos que são de toda a Nação. Em última análise, é dinheiro do contribuinte brasileiro, seja ele pernambucano, cearense, baiano, gaúcho, paulista, potiguar, paraense ou goiano.

O adiantamento do relógio eleitoral expõe o que há de mais retrógrado na política brasileira, como a ação entre amigos e a indisfarçável tentativa do partido no poder para se tornar hegemônico. Esses são apenas alguns dos aspectos mais perversos provocados pela antecipação de campanha que flerta com a ilegalidade.

Outros já foram debatidos nesse espaço, como a repercussão nas administrações federal e estaduais, hoje enviesadas eleitoralmente por uma disputa ainda distante.

O próprio Eduardo Campos, aliás, é vítima do caldeirão eleitoral. O governador de Pernambuco, por exemplo, já ilustrou 47 das 58 capas do "Diário Oficial de Pernambuco", seguidas de textos elogiosos à sua gestão. 
Prática usual dos caciques políticos, mas sem dúvida também pouco republicana.
Valor Econômico

ENQUANTO ISSO II ... NO brasil maravilha DOS FARSANTES E FALSÁRIA PALANQUEIRA SÓ PENSAM "NAQUILO", 2014 : Indústria: ociosidade cresce

Os níveis de atividade e de receita do setor industrial recuaram em fevereiro, confirmando as dificuldades de recuperação este ano. Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgado ontem mostrou que o uso da capacidade instalada das fábricas recuou para 82,6% em fevereiro, ante 84,5% no mês anterior.

Nessa mesma comparação, o faturamento caiu 3,7%, mantendo a tendência de janeiro. As dificuldades do segmento e as incertezas em relação à economia já tinham levado a CNI a rever a estimativa de expansão da atividade industrial este ano, de 4,1% para 2,6%.

Os técnicos da entidade ressaltaram que o setor “ainda não encontrou sua trajetória de crescimento”. O contraponto positivo veio do total de horas trabalhadas, que cresceu 0,4% em fevereiro na comparação com janeiro, e do nível de emprego, que teve alta de 0,3%.

Com isso, a massa salarial subiu 1,9%, o avanço mais expressivo em 14 meses.

Para tentar mudar o quadro, o governo vem tomando, desde 2012, medidas de estímulo ao consumo e ao parque industrial, sobretudo com desonerações fiscais e barreiras contra importados. Os resultados, contudo, estão aquém das expectativas.

“As políticas do Programa Brasil Maior, que visam estimular a inovação e a competitividade, têm prazo de maturação longa, de anos”, disse Mauro Borges, presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). (SR)
 
Correio 

ENQUANTO ISSO... NO brasil maravilha DOS FARSANTES E FALSÁRIA PALANQUEIRA : IPCA sobe 0,47% em março e estoura teto da meta pela 1ª vez desde novembro de 2011


A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) superou o teto da meta perseguida pelo governo nos 12 meses terminados em março. O índice, que orienta o sistema de metas de inflação do governo, subiu 6,59%, o maior avanço desde novembro de 2011 (6,64%). 
Os alimentos subiram mais que o dobro (13,48%) e representaram o principal impacto: 3,30 ponto percentual do total. Já o INPC, que mede a inflação para famílias com renda entre um e cinco salários mínimos, subiu 0,60% em março, acelerando frente a fevereiro (0,52%). Em 12 meses, acumula 7,22%.

Problemas de redução da oferta, como chuvas prolongadas, seca no nordeste, frete caro e demanda aquecida estão impactando o preço dos alimentos no país. O objetivo do governo é manter a inflação em 4,5% ao ano, com margem de tolerância de dois pontos percentuais para cima e para baixo. O Banco Central reafirmou nesta quarta-feira que está atento à trajetória da inflação para definir os rumos da política monetária do país.

Em março, o IPCA avançou 0,47%, uma desaceleração frente a fevereiro, quando fora de 0,60%, fruto em grande parte da desaceleração dos preços de mensalidades escolares. A taxa de março é a menor resultado desde agosto de 2012, quando a taxa tinha ficado em 0,41%. Nos três primeiros meses do ano, a inflação registra alta de 1,94%.

O Grupo Alimentos e Bebidas, que subira 1,45% em fevereiro, avançou 1,14% em março. Mesmo assim, o grupo também respondeu pelo maior impacto na inflação, com 0,28 ponto percentual do IPCA cheio.

abril 09, 2013

Pisando no tomate


A inflação de Dilma já tem seu símbolo:
o tomate.
 
A hortaliça, que dobrou de preço em um ano, tornou-se a melhor tradução da alta generalizada que acomete a economia brasileira, atinge com força os alimentos e penaliza mais as famílias mais pobres. O governo petista parece não saber o que fazer para conter a praga.

Amanhã, o IBGE divulga o IPCA de março. Qualquer resultado superior a 0,40% no mês significará que o índice acumulado nos últimos 12 meses terá furado o teto da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional, de 6,50%. A última vez que isso aconteceu foi em novembro de 2011. Ninguém mais acredita que o limite superior não será rompido agora.

A prévia da primeira quinzena do mês (IPCA-15) mostrou alta de 0,49% e o Boletim
Focus do Banco Central de ontem trouxe previsão de 0,50%. "O estouro da meta é um consenso. O problema é prever a inflação daqui para frente", lamentou um analista ouvido pelo Correio Braziliense.

Com a água já chegando ao pescoço, ontem Dilma Rousseff pediu socorro a seus conselheiros econômicos. Deve ter ouvido deles que a alta dos juros parece iminente, uma vez que o governo petista recusa-se a fazer o mais adequado: diminuir seus exorbitantes gastos públicos para abrir espaço para o investimento privado. Por falta de aviso é que não foi. 

 
Yoshiaki Nakano, um dos convidados de ontem do Planalto, escreve hoje no Valor Econômico:
"Se o governo não está disposto a fazer uma 'contração fiscal' que mereça este nome não resta senão o Banco Central elevar a taxa de juros. (...) Se o Banco Central e o governo não agirem convincentemente corremos o risco do hábito de reajustar os preços de acordo com a inflação passada voltar com toda a sua força."

Outro participante, o guru-mor do petismo Delfim Netto, também expressa sua visão em
artigo no jornal:
"O governo sabe que o namoro inflacionário duradouro com a banda superior da meta (5,8% nos oito anos de governo Lula e 6,2% nos dois anos do governo Dilma) é um convite à sua persistência. Isso deteriora as expectativas e reintroduz a incerteza na fixação dos salários.

 
Sabemos como isso termina". Segundo Delfim, nos últimos dez anos a média da taxa de inflação brasileira nunca saiu de perto dos 6%, o que é altíssimo. De acordo com a Folha de S.Paulo, para este ano as instituições mais certeiras do mercado já creem que o IPCA chegará a 6,15%, bem acima dos 5,7% que até o
BC já admite oficialmente.
 

Em dez anos, o PT só entregou inflação abaixo de 4,5% em três ocasiões; Dilma não conseguirá uma vezinha sequer em seu mandato. 
 
Tudo indica que a política de remendos praticada pela presidente não tem conseguido fazer mais do que água. Desonerações tributárias a granel, medidas emergenciais, decisões que vêm e vão, pacotes que se sucedem têm servido simplesmente para engolir dinheiro público.
 
 
No domingo, O Globo mostrou que R$ 315 bilhões foram despejados pelo governo petista na economia nos últimos dois anos, mas só conseguiram produzir um pibinho acumulado de 3,6%.

A desoneração da cesta básica, por exemplo, foi incapaz de impedir que o item continue aumentando - e muito. Apenas no mês de março, chegou a subir 6%, como no caso de Vitória. No trimestre, ficou mais cara em todas as 18 capitais pesquisadas pelo Dieese, com aumentos de até 23%, como em Salvador.
Em 12 meses, a média de reajuste beira os 30%.


  O caos logístico também colabora para encarecer a comida do brasileiro.

   Com o preço do frete em alta - seja pelas más condições de nossa infraestrutura, seja pelos reajustes de combustíveis ou por mudanças no regime de trabalho dos caminhoneiros - reduções de preços no atacado não chegam ao varejo. Transportar grãos, por exemplo, ficou 56% mais caro no país desde janeiro, informa O Globo
 
Trata-se de um quadro que inspira muita preocupação. Primeiro, porque a inflação penaliza justamente quem mais precisa:
os mais pobres.

A alimentação para famílias com renda até 2,5 salários mínimos ficou 14% mais cara nos últimos 12 meses, algo que nenhum salário consegue acompanhar. Desde 2008, o preço da comida não subia tanto nesta base de comparação.


E este é um fenômeno legitimamente brasileiro: no Brasil, os preços do grupo alimentação e bebida têm subido todos os meses desde agosto de 2011, segundo o IBGE.

No mundo acontece o oposto:
conforme a FAO, os alimentos acumulam deflação de 9% nestes 19 meses, como mostrou
O Estado de S.Paulo ontem. 

 
Em segundo lugar, a inflação preocupa porque é generalizada. O IPCA de fevereiro mostrou que 72% dos preços que compõem o índice subiram, atestando uma alta disseminada como há muito não se via no país - normalmente, este percentual fica em torno de 60%.

Da mesma forma, o núcleo de inflação em alta é sinal que não são fatores excepcionais, sazonais ou circunstanciais - como é o caso do tomate - que estão elevando o nível geral de preços, mas, sim, que todo o conjunto da economia está ficando mais caro.


Há grande expectativa em relação ao resultado do IPCA de amanhã porque dele podem depender decisões imediatas importantes na condução da política econômica do país. Na semana que vem, o Banco Central define a nova taxa básica de juros.

Se se confirmar o pior, e a inflação estourar a meta, a Selic pode começar a subir. É o alto preço que a população brasileira paga pela má condução da economia pelo governo Dilma.

 
Fonte: Instituto Teotônio Vilela
Pisando no tomate

O HOMEM QUE VIVE HOJE O ANO DE 2015," empresário símbolo da prosperidade da economia brasileira". O "ESPELHO" DO brasil maravilha dos farsantes : Governo discute socorro a Eike Batista



A utilização do superporto do Açu (São João da Barra, cidade no litoral no norte do Estado do Rio) pela Petrobras vem sendo discutida reservadamente pelo comando da petroleira. Não há na costa fluminense nenhum porto disponível com capacidade apropriada para servir de base à produção do pré-sal da Bacia de Campos. O porto inicialmente previsto, a ser construído em Maricá, enfrenta objeções ambientais por parte de setores do governo estadual.

Além da questão logística - o porto do Açu é o mais próximo aos campos petrolíferos de Campos um outro fator, talvez mais importante até, aproxima a Petrobras ao futuro porto controlado pelo megaempresário Eike Batista: o governo Dilma Rousseff está preocupado que um eventual colapso das empresas do grupo X possa afetar a imagem do Brasil no exterior e minar a disposição dos empresários de investirem no País.

Há uma discussão interna quanto até onde o governo pode ir para ajudar o empresário a superar a crise. Uma proposta é a Petrobras assumir o Açu, o que, de acordo com a avaliação de alguns dos que estudam o assunto no governo, impulsionará os investimentos do grupo X.

Em 19 de março, o diretor de Exploração e Produção da Petrobras, José Formigli Filho, sem dar detalhes da negociação, afirmou que o emprego do Açu como base do pré-sal está em estudos pela petroleira, assim como áreas no Espírito Santo, no litoral sul do Rio e na costa paulista.

Após dias seguidos de queda, as ações da OGX conseguiram ontem uma recuperação considerada excelente. As ações da OGX, a petroleira de Eike, chegaram a registrar queda superior a 13%, mas fecharam o dia com decréscimo de pouco mais de 1%. Em um ano, as ações da OGX caíram 88,5%. Em um mês, 46%.

Uma fonte do governo afirmou que ainda não está decidido o tipo de socorro às empresas do grupo X. "Não significa que o governo vai ajudar, mas de fato há uma preocupação grande do governo com o Eike. O problema dele pode afetar a imagem do Brasil, comentou.

Eike, por muito tempo, foi indicado pela imprensa nacional e estrangeira como empresário símbolo da prosperidade da economia brasileira. Mas as empresas do grupo têm sofrido forte queda no mercado por conta da desistência de parceiros estrangeiros em seus projetos.

Em 2012, a siderúrgica chinesa Wuhan Iron and Steel Corporation (Wisco), desistiu da parceria com a MMX no Açu, onde montariam um complexo siderúrgico. A estatal da China alegou que Eike não construiu a infraestrutura necessária (ferrovias e terminais portuários) para garantir o projeto.

Eike esteve em Brasília recentemente para conversar com Dilma. Este ano, os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, foram acusados por parlamentares de tentar transferir o estaleiro da companhia Jurong (Cingapura), projetado para o Espírito Santo, para o Açu, como forma de ajuda a Eike.

Os portos mais importantes do Estado do Rio já estão saturados, como o de Macaé, Niterói e Rio. A proposta da Petrobrás de utilizar o terminal portuário da Baía de Sepetiba como base para o pré-sal foi vetado pelo setor ambiental do governo do Rio.

Queda livre

88,5% foi a queda das ações da petroleira OGX registrada em um ano.
46% foi a queda em um mês.

E NO brasil marvilha dos FARSANTES E FALSARIA PALANQUEIRA ... O "MODÊLO PT DE GOVERNAR" : Apagão em Brasília já dura mais de 6 horas e não há previsão para acabar


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Parte da capital federal está sem energia elétrica desde as 9h15 desta terça-feira (9). A CEB Distribuição, responsável pelo fornecimento em Brasília, informou que ainda não há previsão para o restabelecimento do serviço.

O motivo da interrupção, segundo a empresa, foi a inundação de uma caixa subterrânea de distribuição de energia, devido ao transbordamento da rede de esgoto.

O problema ocorreu na Asa Norte, área central da cidade, e deixa edifícios comerciais, hotéis, shoppings, ruas comerciais e avenidas da cidade sem luz ou sinalização.

A distribuidora diz que, por enquanto, ainda está sendo feita a limpeza do local. Apenas depois disso o serviço elétrico poderá ser feito.

Ainda segundo a CEB, não foi possível transferir carga de energia para essa região a partir de outras linhas de transmissão, o que prolonga o tempo de blecaute.

APAGÃO
 
 A assessoria de imprensa da CEB destacou que o caso de hoje não é um apagão tradicional, uma vez que a responsabilidade pela falha não foi da empresa.

A CEB destaca que desde o ano passado ocorreram três apagões na cidade: dois em outubro do ano passado e um ontem, afetando área pequena da cidade --o SIA (Setor de Indústria e Abastecimento), que ficou sem luz por pouco mais de meia hora após problema em subestação.
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Todos os dias a empresa de distribuição de Brasília recebe cerca de cem reclamações por problemas de falha de energia.

A companhia destaca que esse dado não pode ser utilizado como medida para a quantidade de interrupções que de fato ocorrem na cidade, uma vez que parte desses contatos são feitos por consumidores apenas para apontar falhas bastante pontuais, como os que ocorrem após acidentes de trânsito e interrompem o fornecimento por períodos curtos de tempo, até conserto do poste.

FOLHAS ANEXAS E AVULSAS DO DE(s)CÊNIO DOS FARSANTES E GERENTONA FALSÁRIA DO brasil maravilha... O país das obras atrasadas

O Brasil vai continuar emperrado por muito tempo, se a aceleração do crescimento econômico depender das obras de infraestrutura tocadas pelo setor público ou entregues ao setor privado em regime de concessão ou de parceria. 

Atrasos nas obras de geração e de transmissão elevam o risco de apagões e de racionamento de energia elétrica nos próximos anos. 

Construções de aeroportos estão paradas, investimentos em mobilidade urbana vão mal e quem quiser viajar pelo Brasil para acompanhar a Copa do Mundo, no próximo ano, terá de enfrentar condições precárias em todos os tipos de transporte. 

O País, segundo prometem a presidente Dilma Rousseff e seus auxiliares, vai fazer bonito em 2014. 

É muito tarde para prometer algo semelhante para a Copa das Confederações, neste ano, mas nenhuma autoridade federal parece ansiosa para discutir detalhes desse tipo. 

É muito mais confortável discursar como se as obrigações assumidas pelo presidente Luiz Inácio da Silva em 2007 só valessem para o próximo ano e para a próxima Olimpíada, em 2016. Será quase impossível evitar o vexame internacional na Copa do Mundo, mas as piores conseqüências serão de outra ordem.

Por desleixo e inépcia do governo, os projetos concebidos para os grandes eventos esportivos serão concluídos com grande atraso - se forem - e
qualquer esforço para apressar sua conclusão implicará enormes custos adicionais. 

Além disso, o Brasil terá desperdiçado um monte de dinheiro e continuará com uma infraestrutura muito pobre e com padrão muito inferior ao mínimo necessário a um país extenso e com economia diversificada e exposta a uma concorrência internacional cada vez mais dura. 
 
Até o próximo ano os projetos do setor de energia deveriam acrescentar 6.149 mega-watts (MW) à capacidade nacional de geração. Se os atrasos persistirem, ficará faltando quase metade (48%) desse total. Também estão fora do crono-grama dois terços dos 80 projetos de transmissão previstos para ser concluídos até 2015. Os dados são da Aneel. 

As falhas de planejamento são evidentes. 

As autoridades do setor esqueceram-se, por exemplo, de compatibilizar os planos de geração e os de transmissão. Algumas conseqüências chegam a ser cômicas. Foi muito difundido o caso do parque eólico da Bahia, pronto para produzir eletricidade, mas impedido de funcionar por falta de linhas de transmissão.

No setor do transporte aéreo o quadro é igualmente desastroso. 

As obras do novo aeroporto de Goiânia, paralisadas há quase seis anos, são hoje apenas uma modesta estrutura de concreto no meio de muito mato. O tempo de paralisação das obras de Vitória, no Espírito Santo, é um pouco menor: o quinto aniversário será em julho, mas sem festa e sem bolo com velinhas. 

As empreiteiras alegaram rompimento do equilíbrio econômico-financeiro do projeto, abandonaram as obras e recorreram à Justiça. Em Goiânia, o velho aeroporto foi adaptado à maior demanda com um puxadinho. 

Pelo contrato original, a construção custaria R$ 257,7 milhões e seria concluída em três anos. Um aditivo elevou o preço para R$ 287,6 milhões, mas o Tribunal de Contas da União (TCU) apontou irregularidades graves e os trabalhos foram interrompidos.

Em todas as modalidades vai muito mal a execução de projetos. 

No ano passado, o Ministério dos Transportes desembolsou R$ 10,5 bilhões para obras e compras de equipamentos, embora estivessem previstos R$ 23,2 bilhões no orçamento. Submetido a uma faxina moral e administrativa em 2011, o Ministério operou com muita dificuldade no ano passado.

Para 2013 o novo ministro, César Borges, dispõe de R$ 16 bilhões para investir, mas será uma surpresa se o Ministério apresentar, até dezembro, resultados muito melhores que os do último biênio. De modo geral, o setor de transportes, apesar de bem aquinhoado no Orçamento, tem desempenho limitado por problemas comuns à maior parte do governo. 

A ineficiência gerencial reflete a baixa capacidade de elaboração e de execução de projetos. Problemas com o TCU são uma das conseqüências mais notórias dessa incapacidade.

O Estado de S. Paulo 

abril 08, 2013

E NO brasil maravilha da GERENTONA DE NADA E COISA NENHUMA E "DOTÔRA" QUEBRA1,99... Governo desonera cesta básica, mas alimentos continuam a subir em 16 de 18 capitais, diz Dieese

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Apesar das desonerações de produtos da cesta básica, anunciadas em março pela presidente Dilma Rousseff, os preços dos gêneros alimentícios essenciais não cederam e continuam a subir em 16 de 18 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O alívio nos impostos impediu, no entanto, que a alta fosse ainda maior, avaliou o órgão. Na Pesquisa Nacional da Cesta Básica, realizada mensalmente, as maiores elevações ocorreram em Vitória (6,01%),
Manaus (4,55%), e Salvador (4,08%).

Em Florianópolis (-2,25%) e Natal (-1,42%), houve retração.
No Rio, o avanço mensal foi de 2,66% e, em doze meses, de 22,69%.
No ano, a variação é de 11,77%.

Cinco dos produtos desonerados pelo governo fazem parte da cesta básica em que o Dieese se baseia para fazer a pesquisa, a descrita no Decreto-Lei 399 de 1938, que contém 13 itens.

Os cinco são:
carne,
manteiga,
café,
açúcar e óleo.
Os demais já eram isentos de tributação, explica o órgão.

O Dieese calculou o impacto desses itens desonerados na variação da cesta básica e constatou que a redução de taxas pode ter impedido que o aumento do preço dos produtos fosse maior em 15 das 18 capitais pesquisadas. Em Manaus, Florianópolis e Rio, os produtos desonerados teriam reforçado a elevação do custo da cesta básica.

“Embora, neste momento, a observação dos preços dos produtos desonerados mostre que a medida apresenta resultados positivos, é preciso continuar acompanhando a evolução nos próximos meses, para avaliar o efeito da desoneração”, avaliou o Dieese na pesquisa.

O órgão também defendeu que os consumidores cobrem do governo para que a desoneração “não represente apenas uma transferência de renda par os empresários”.

Nesse grupo de cinco produtos, houve redução da variação de preços de todos eles apenas em Porto Alegre e Belém. Óleo e carne foram os produtos que mais caíram, em 16 e em 15 capitais, respectivamente. O preço do açúcar diminuiu em 12 capitais, o café, em 11, e a manteiga, em nove.

Entre os locais pesquisados, o maior valor para a cesta básica foi registrado em São Paulo: R$ 336,26. 
Vitória (R$ 332,24), 
Manaus (R$ 328,49) e Belo Horizonte (R$ 323,97) vieram em seguida. 
Já Aracaju (R$ 245,94), 
João Pessoa (R$ 274,64) e Campo Grande (R$ 276,44) mostraram os menores valores médios. 

No Rio, o valor da cesta ficou em R$ 314,99.

O Dieese faz uma estimativa também de qual seria o salário mínimo necessário para a população, levando em conta o custo da cesta em São Paulo e o texto da Constituição, que diz que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, 
moradia, 
saúde, 
educação, 
vestuário, 
higiene, 
transporte, 
lazer e previdência. 

Segundo esses cálculos, o piso salarial deveria ser em março de R$ 2.824,92, ou 4,17 vezes o valor do mínimo em vigor, de R$ 678,00.

Em fevereiro, o mínimo necessário era R$ 2.743,69, menor, portanto, assim como em março de 2012, quando o valor necessário para atender às despesas de uma família chegava a R$ 2.295,58, ou 3,69 vezes o mínimo da época (R$ 622).

No trimestre, 18 capitais tiveram alta de preços

Na avaliação por trimestre, as 18 capitais mostraram alta: 
Salvador (23,75%), 
Aracaju (20,52%) e Natal (16,52%) estavam no topo da lista. 
Florianópolis (5,97%), 
Belém (7,47%) e Curitiba (8,65%) no fim, com os menores avanços.

Em doze meses até março deste ano, nas 17 capitais pesquisadas — não foram considerados os dados de Campo Grande (MS) — todas as regiões tiveram aumento acima de 10%. 

As maiores altas ocorreram em Fortaleza (32,78%), 
Salvador (32,63%) e João Pessoa (28,01%) 
e as menores em Belém (19,09%), 
Curitiba (19,78%) e Florianópolis (20,29%).

A carne bovina, que é o produto de maior peso na composição do valor da cesta básica, ficou mais barata em 15 das 18 capitais pesquisadas. 
Em Brasília (-3,97%), 
Natal (-3,24%) e Goiânia (-3,14%) foram percebidas as maiores retrações. Houve aumento em duas capitais: 
em Florianópolis (4,35%) e no Rio (2,08%).

Já o tomate, no varejo, teve alta em 12 capitais, com os maiores aumentos em Vitória (42,00%), 
Belo Horizonte (17,20%) 
e São Paulo (15,68%). 

Na comparação anual, no entanto, houve aumento em todas as 17 capitais com informações disponíveis — em 13 delas, o avanço foi acima de 100%. As maiores variações ocorreram em Vitória (215,56%), 
Porto Alegre (197,10%) e Rio (194,65%). 

Entre as menores, a alta também foi acima de 50%.

SEM "MARQUETINGUE ! DE(s)CÊNIO DOS FARSANTES E FALSÁRIA "PALANQUEIRA" II : PeTebras é multada em R$ 10 milhões por novo vazamento

Depois de a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) ser multada em 35 milhões de reais pela contaminação com produtos químicos de um terreno cedido a seus trabalhores da unidade de Volta Redonda (RJ), agora é a Petrobras que recebe punição de 10 milhões de reais por danos causados ao meio ambiente.

A multa foi aplicada pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) nesta segunda-feira em consequência do vazamento de óleo no terminal marítimo da empresa em São Sebastião, litoral paulista, ocorrido na última sexta-feira e que atingiu 11 praias, dos municípios de São Sebastião e Caraguatatuba.

O acidente da petroleira aconteceu por volta das 17h30 da última sexta-feira por falha operacional da companhia durante o abastecimento de um navio no píer, junto ao terminal da Transpetro, subsidiária da Petrobras. O óleo denso do tipo 380 (Marine Fuel 380) é utilizado como combustível em navios.
O óleo atingiu as praias de Pontal da Cruz,
Deserta,
Cigarras,
Arrastão,
Ponta do Arpoador,
Porto Grande e Prainha, no município de São Sebastião.

Também chegou até as praias de Massaguaçu,
Cocanha,
Capricórnio e Mococa,
no município de Caraguatatuba.

Em comunicado, a Cetesb garante que está acompanhando a contenção e limpeza do vazamento, com monitoramento das equipes da Agência Ambiental de São Sebastião e do setor especializado de Atendimento a Emergências. "No total, cerca de 230 pessoas em terra e 70 no mar foram mobilizadas, além de 27 embarcações, utilizadas na instalação de barreiras absorventes e duas embarcações Egmopol para recuperação do óleo.

Um helicóptero está sendo utilizado para sobrevoos de monitoramento", disse. A companhia também acrescentou que a multa dada à Petrobras se baseia no Decreto 6.514/08, que regulamentou a Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98).

No início de março, a Petrobras teve problemas com
vazamento de petróleo no poço desativado MRL-131, no campo de Marlin, um dos três maiores produtores da Bacia de Campos. A mancha de óleo foi localizada a 172 km da costa de Macaé, no noroeste do Rio de Janeiro.

No ano passado, a petrolífera esteve envolvida em outro problema ambiental: 
o depejo de toneladas de resíduos tóxicos resultantes da operação de extração de petróleo de plataformas marítimas sem nenhum tipo de tratamento. 
 
Em setembro último a Polícia Federal (PF) concluiu o inquérito que afirma que a empresa não respeitava a legislação sobre o tratamento e o descarte da água tóxica - chamada de "água de produção" ou "água negra" -, que se mistura ao óleo prospectado nas unidades marítimas de produção.

Imagem mostra mancha de óleo que atingiu o bairro São Francisco no último sábado (6), em São Sebastião. Vazamento no píer ocorreu na noite de sexta-feira (5). (Foto: Halsey Madeira/PMSS) 
Imagem mostra mancha de óleo que atingiu o bairro São Francisco no último sábado (6), em São Sebastião. Vazamento no píer ocorreu na noite de sexta-feira (5). (Foto: Halsey Madeira/PMSS)

A HORA E A VEZ DO ASQUEROSO CACHACEIRO PARLAPATÃO, O APRENDIZ DE DÉSPOTA FRUSTRADO.



Com a publicação do acórdão, prevista para esta semana, o julgamento do mensalão caminhava para seu desfecho e para a aplicação das penas aos 25 condenados pelo Supremo Tribunal Federal. 

Mas faltava preencher uma incômoda lacuna: 
investigar a participação de Luiz Inácio Lula da Silva no esquema corrupto. 
Não falta mais.

Na sexta-feira, a Procuradoria da República no Distrito Federal pediu à Policia Federal a abertura de inquérito para investigar a participação de Lula no mensalão. É a primeira vez que será apurada a atuação do então presidente da República no maior esquema de corrupção que se tem notícia na história política do país.

A investigação tem por base acusações feitas por Marcos Valério, condenado a mais de 40 anos de cadeia pelo STF. Após analisar depoimento dado pelo operador do mensalão ao MP seis meses atrás, os promotores decidiram abrir seis procedimentos criminais. Um deles foi transformado em inquérito.

O pedido de abertura de inquérito refere-se a suposto repasse de US$ 7 milhões da Portugal Telecom para o PT, por meio de contas bancárias no exterior. Segundo Valério, Lula teria negociado a falcatrua com o então presidente da empresa, Miguel Horta. Tudo dentro do Palácio do Planalto e ainda com a participação do então ministro da Fazenda, Antonio Palocci.

No depoimento de 13 páginas, dado em 24 de setembro do ano passado, Valério dizia mais. Na ocasião, o operador do mensalão afirmou, também, que Lula não apenas sabia de todo o esquema de compra de apoio parlamentar por meio de desvio de recursos públicos, como também teve despesas pessoais pagas com o dinheiro sujo do valerioduto.

A reação dos petistas à decisão do MP foi a de praxe: 
ninguém pode querer atingir o intocável Lula. Sobre as acusações propriamente ditas, nenhuma palavra. O Instituto Lula afirmou, em nota, que a decisão do MP não traz "nova informação" em relação ao que já se sabia desde que Valério decidiu abrir a boca. Digamos que, ainda que velha, a acusação é suficiente para escandalizar qualquer país sério e ensejar atuação enérgica da Justiça.

Talvez o maior temor dos petistas seja justamente o que ainda não foi revelado. As digitais de Lula podem estar em muito mais lugares do que se pôde supor até agora - não custa lembrar que a CPI dos Correios já identificara repasse de R$ 98,5 mil de uma das firmas de Valério para uma empresa de Freud Godoy, faz-tudo de Lula, em janeiro de 2003. Cabe à PF aprofundar a investigação e descobrir a veracidade por trás das suspeitas.

Na reta final do julgamento do mensalão, os petistas têm se esmerado em tentar melar o jogo de todas as formas. São, entre outros, pedidos de protelação de prazos e ameaças de recorrer à Corte Interamericana de Direitos Humanos para rever as decisões do Supremo. O esperneio e o choro são livres, mas os ministros do STF não arredaram pé um milímetro de suas convicções.

O PT tem enorme dificuldade de conviver com adversidades. Quando elas se interpõem no caminho do partido, seus próceres vituperam as instituições, atacam reputações e arregimentam seus exércitos do submundo da política, dos movimentos sociais e da internet para reagir. Melhor seria se convivessem serenamente com o Estado democrático de direito.

Numa república séria, numa democracia madura, num ambiente em que a sociedade e seus valores são respeitados, ninguém pode estar livre dos rigores da lei. A folha corrida de suspeitas acumuladas contra Luiz Inácio Lula da Silva não permite que os petistas o considerem acima do bem e do mal. 
Mas a justiça pode até demorar um pouquinho, mas chega. 
Agora, é a vez de Lula.

Fonte: Instituto Teotônio Vilela
Agora é Lula