"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

abril 01, 2013

POBRE BRASIL REAL ! brasil maravilha DA GERENTONA FALSÁRIA QUEBRA 1,99 presidenta do BC

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O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, e o diretor de Política Econômica da instituição, Carlos Hamilton Araújo, são dois técnicos excelentes, de reconhecida credibilidade.
Nos últimos meses, porém, eles têm jogado boa parte desse capital fora, ao aceitarem ser submetidos a um processo de desmoralização em praça pública.

Mesmo incomodados com o atual nível da inflação — próximo do alarmante —, simplesmente se mostram impotentes para tomar as devidas providências porque o comando do BC está hoje nas mão da presidente Dilma Rousseff.

Técnicos do Banco Central muito próximos de Tombini e Hamilton são unânimes em dizer que, em tempos de normalidade, de prevalência da autonomia da autoridade monetária, dificilmente a taxa básica de juros (Selic) não teria subido ante às informações concretas de que a inflação vai estourar o teto da meta de 6,5% definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Nas contas do BC, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) atingirá 6,7% entre abril e junho. Mas não há nenhum sinal de ação concreta do Comitê de Política Monetária (Copom) para botar o custo de vida nos eixos.

 Tombini e Hamilton estão de mãos atadas”, diz um dos técnicos ouvidos pela coluna. A impressão que se tem dentro do BC é de que os dois só não abandonaram o barco para não serem chamados de covardes. 
 
Mais que isso: 
temem abrirem uma crise no governo e, pior, permitirem que um grupo mais heterodoxo assuma cargos estratégicos na instituição, provocando mais estragos na economia do que se vê hoje.
 
“Portanto, tanto o presidente quanto diretor de Política Econômica vão manter o discurso de que os juros são o melhor remédio para controlar a inflação, mas não vão agir sem que Dilma lhes dê aval. A submissão do BC ao Palácio do Planalto nunca foi tão evidente”, acrescenta o técnico.

Num BC mergulhado em frustração, a ordem é desconstruir o discurso do Planalto e do Ministério da Fazenda de que os defensores da alta dos juros são a favor de banqueiros e de investidores ávidos por engordarem suas fortunas. “Isso é uma bobagem”, ressalta um outro funcionário do Banco Central de grande credibilidade entre os colegas. 
 
Para constatar o perigo da inflação, basta ver um quadro elaborado pelo BC.

A inflação vai estourar o teto da meta muito em breve, vai cair um pouco até o fim do ano que vem (5,3%), mas voltará a subir em 2015, que poderá ser o primeiro ano do segundo mandato da presidente Dilma. Ou seja, a inflação continuará corroendo o poder de compra dos trabalhadores.
Desconfiança
 
O diagnóstico real, para alguns dos auxiliares de Tombini e de Hamilton, é de que o quadro atual da inflação beira o descontrole:
75% das 365 categorias de preços e serviços medidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontaram alta em março.
E não é só:
mais de 30% dos itens auferidos apontaram reajuste superior a 10%.
Diante desses números, que comprovam a disseminação dos aumentos, fica fácil constatar que o país está diante de uma situação que exige uma postura mais dura do Copom. Mas, infelizmente, não temos um BC independente para fazer o que precisa ser feito.

Diante desse retrato desanimador, a percepção em relação ao país só tende a piorar. No exterior, é visível a desconfiança em relação à capacidade do governo de retomar o controle da inflação sem aumentar os juros e, por tabela, estimular o crescimento econômico. 

Entre os países emergentes, índices que medem a credibilidade do Brasil, como o CDS (Credit Default Swap), mostram resultados inferiores apenas aos da Argentina, que está prestes a dar um novo calote em sua dívida externa.

No país, os empresários também andam ressabiados com a disparada dos preços e a forte elevação dos custos de produção. É verdade que nem todos suspenderam os investimentos, como mostra a reportagem ao lado, pois reconhecem o potencial do Brasil, que independe das ações do presidente de plantão.
 
Mas os desembolsos estão longe de movimar o Produto Interno Bruto (PIB), que, em 2012, avançou apenas 0,9% e, neste ano, pode crescer menos do que 3%.
Herança maldita

Com os motes da campanha à reeleição de Dilma Rousseff nas ruas — juros baixos, energia barata e desoneração da cesta básica —, só restará aos diretores do Banco Central contar com muita sorte para que a inflação realmente caia nos próximos meses e o atual modelo de política econômica, baseado no consumo das famílias, não exploda.

A tentativa de Tombini de administrar as expectativas do mercado apenas no gogó se esgotou, como se viu na semana passada, quando ele tentou explicar o inexplicável.


Ou seja, dizer que a presidente Dilma não disse o que ela afirmou em alto e bom som: “Eu não concordo com políticas de combate à inflação que olhem a questão da redução do crescimento econômico”.

Sendo assim, é bom o Palácio do Planalto se preparar.

Quando 2015 chegar, a presidente reeleita não poderá alegar que lhe foi entregue uma herança maldita. Tudo de ruim que vier a enfrentar será culpa exclusivamente dela.

Vicente Nunes Correio Braziliense
Vicente Nunes é editor de Economia

DE(s)CÊNIO DOS FARSANTES E FALSÁRIA "PALANQUEIRA" ITINERANTE... O balanço do BNDES


O uso de manobras contábeis pelo governo federal para a obtenção de um superávit primário mais aceitável já se tornou costumeiro, mas esse "tru­que" pode estar sendo levado longe demais.

No ano passado, para cum­prir a meta reduzida de 2,38% do PIB - a meta anterior era de 3,1%, o governo utilizou R$ 12,4 bilhões do Fundo Soberano e se apropriou ante­cipadamente de parte dos R$ 28 bi­lhões de dividendos das empresas es­tatais, alegando que, para isso, há previsão legal.

Pode ser, mas, no ca­so dos dividendos, eles devem ser pagos de acordo com os lucros apura­dos de forma confiável, o que não ocorreu, pelo menos com relação ao balanço do BNDES do segundo se­mestre de 2012.

Na ânsia de fazer a conta chegar ao resultado prometido, o Conselho Monetário Nacional, às vésperas da virada do ano, permitiu que o BNDES lançasse em seu balanço um quarto das ações que possuía em carteira sem atualizar o seu va­lor de referência,isto é, sem levar em conta as grandes oscilações das cotações desses papéis no mercado.

Isso inflou o lucro do BNDES em R$ 2,38 bilhões, o que foi útil para o governo, mas pode ter consequên­cias negativas para a instituição. Es­sa prática lança dúvidas sobre a cor­reção de seu balanço e pode limitar a sua capacidade de captar recursos no exterior.

Com o mercado exter­no menos acessível, o Tesouro Na­cional poderá ser obrigado a repas­sar um volume ainda maior de recur­sos para a instituição, que no ano passado recebeu nada menos do que R$ 55 bilhões.

O truque não passou despercebi­do pela auditora independente, que, em seu parecer sobre o balanço do banco, fez constar uma ressalva so­bre essa forma de contabilização de­sigual do valor das ações.

De fato, os lançamentos deveriam obedecer a um só critério, de acordo com os pa­drões contábeis internacionalmente aceitos, isto é, todas as ações que re­presentam participação do banco em outras empresas deveriam ser lançadas pelo seu valor de mercado no momento de fechamento do ba­lanço, independentemente da oscila­ção de suas cotações.

A abertura de exceção para que um quarto dos papeis seja contabilizado de outra maneira é inteiramente discrepante das melhores práticas contábeis.

Não por acaso, as ações contabili­zadas de "forma especial" são as mais afetadas pela desvalorização das cotações na Bovespa. Com a du­plicidade de critérios, o banco pode pagar mais dividendos ao Tesouro, engordando o superávit primário.
 
Essas circunstâncias foram leva­das em conta pela agência de classi­ficação de risco Moody"s, que rebai­xou a nota do BNDES e do BNDES-Par em dois degraus, passando-a de A3 para Baa2.

Como motivos para sua decisão, a Moody"s mencionou a "deterioração da qualidade de cré­dito intrínseca e, particularmente, o enfraquecimento de suas posi­ções de capital de nível 1".

Essas ra­zões podem ser discutíveis, mas ine­gavelmente criam um obstáculo a tomada de crédito no mercado in­ternacional.

Procurado pela reportagem do Es­tado, o BNDES, por meio de sua assessoria de imprensa, negou que a ressalva feita pela auditora indepen­dente represente "qualquer impedi­mento para a emissão externa", O banco afirma ainda ser o "emissor brasileiro com melhores condições de custos, após o governo brasilei­ro".


Como o BNDES não realizou qualquer operação no mercado ex­terno em 2012, não dá para ter com­provação prática disso. 
 
Fontes do mercado e do próprio governo admitem que a maquiagem do balanço torna mais difícil a colo­cação de papéis do BNDES. Além dis­so, há restrições regulamentares que investidores institucionais, como fundos de pensão, devem obedecer para a aquisição de papéis de institui­ções cujos resultados sejam coloca­dos em dúvida.

Ainda que os obstáculos venham a ser superados em negociações com investidores externos, o custo para o banco tende a ser maior.

O mais lamentável em tudo isso é a li­geireza e a irresponsabilidade com que o governo agiu para obter um re­sultado a curto prazo, desprezando normas fundamentais para assegu­rar a credibilidade do balanço de uma instituição do porte e da impor­tância do BNDES.

BRASIL REAL ! E NO DE(s)CÊNIO DOS FARSANTES E FALSÁRIA 1,99 ... Alta de preços faz consumidor retomar antigas estratégias



Os consumidores já retomaram as velhas estratégias defensivas para minimizar o impacto da inflação nos gastos com as compras de supermercado:
substituir marca e produto, trocar de loja, ir atrás das ofertas e reduzir as quantidades compradas. Essas táticas não são novidade para os brasileiros que, 20 anos atrás, viveram a hiperinflação.

A costureira aposentada, Eugênia Moreira, de 85 anos de idade, que na sexta-feira fazia compras de supermercado com a neta Vanezza Madonna Morais, de 26 anos, sabe bem o que é hiperinflação. “Naquele tempo, eu fazia estoque de óleo, açúcar, sal”, lembrou a aposentada.

Hoje, a situação não é para fazer estoque. Mas, diante da alta de preços, ela começou a reduzir as compras.

Farinha de trigo, que era um item obrigatório na lista de com-
pras, deixou de ser. Tudo porque o preço do quilo da farinha já passa de R$ 3. Antes girava em torno de R$ 2. “Gostava muito de fazer bolos para servir para as visitas que iam em casa. Agora só dou um cafezinho”, disse Eugênia.

Com renda mensal em tomo de R$5 mil, entre aluguéis e aposentadoria, ela disse que os gastos com alimentos pesam muito no seu orçamento, especialmente agora que os preços desses itens dispararam.

Troca.

Já a administradora de empresas Cristina Serrentino, de 41 anos, casada e com um filho, trocou de supermercado para reduzir os gastos.

“Moro em Perdizes e tenho um Pão de Açúcar do lado da minha casa. Mas venho no Walmart da Pacaembu para economizar”, contou.

Na opinião de Cristina, tudo está mais caro. No fim do ano
passado, ela desembolsava cerca de R$ 700 por mês com produtos. Hoje a compra não sai pór menos de R$ 1 mil, Apesar de alta de preços ser generalizada, ela observou elevações mais expressivas nos preços dos alimentos.

“O preço do tomate está um absurdo: mais de R$ 9 o quilo. Antes não passava de R$ 4”, reclamou á administradora.

As irmãs Elisabeth Soares Pereira, cabeleireira, de 50 anos, e Elenice Soares Pereira, de 41 anos, empregada doméstica, concordam com Cristina, Além de trocarem o uso do tomate in natura pelo enlatado no preparo de molhos, elas substituíram marcas mais caras pelas mais baratas.

“Hoje estou levando o molho Bom Preço, que custa R$ 1,10, no lugar do Pomarola, que sai por R$ 1,80”, disse Elenice.

Elisabeth reduziu o feijão nas refeições.

Antes cozinhava feijão todo dia, agora só de vez em quando por causa do preço. Hoje o quilo de feijão custa R$ 6. A cabeleireira reclamou que até agora não viu o impacto das desonerações dos produtos da cesta básica nas despesas do supermercado, especialmente nos preços dos alimentos que, na sua opinião, são o foco da inflação.

O Estado de S. Paulo

março 30, 2013

CALA A BOCA "EXTRAORDINÁRIA" ! FOSTES ELEITA SÓ PARA "FIGURAR", PENSAR ESTÁ ALÉM DA SUA CAPACIDADE : Tropeçando nas palavras

Dilma Rousseff parecia muito senhora de si quando se aventurou, na pele de economista que é, a falar sobre a inflação brasileira, ontem na África do Sul. Instantes depois, tinha produzido um desastre e lançado toda a sorte de dúvidas sobre o real compromisso do seu governo com o combate à persistente elevação dos preços no país. 

Restou claro o pouco valor que a presidente da República e seu partido dão à estabilidade da nossa moeda.

A fala de Dilma foi interpretada por agentes econômicos como sinal de que seu governo continuará sendo tolerante com uma taxa de inflação que já é uma das mais altas do mundo. Também serviu para enfraquecer o Banco Central, que recentemente vinha apontando que o nível de preços no país encontra-se em patamar "desconfortável", num sinal de que a taxa de juros pode vir a ser aumentada para combatê-lo.

O que Dilma disse ontem foi: "Não concordo com políticas de combate à inflação que olhem a questão da redução do crescimento econômico. (...) Esse receituário que quer matar o doente em vez de curar a doença, ele é complicado, você entende? 


Eu vou acabar com o crescimento do país. 
Isso daí está datado, isso eu acho que é uma política superada", de acordo com a transcrição oficial.

Irritada com a repercussão que suas palavras causaram, a presidente deflagrou uma operação conserta-estrago para tentar amenizar os efeitos de sua infeliz manifestação. Depois de ter dito que quem trata de juros é o ministro da Fazenda, o que é um crasso erro, pois quem tem autonomia operacional para isso é o BC, escalou o presidente do banco para pôr panos quentes no assunto.

Não foi suficiente, e o Planalto foi obrigado a divulgar um comunicado desdizendo o que Dilma dissera horas antes. Novamente insuficiente. Já no fim do dia, a presidente deu rápida e ríspida declaração à imprensa dizendo que sua declaração fora "manipulada". 


Ou seja, em poucas horas ela conseguiu produzir uma sucessão de equívocos. Em suma, falou bobagem.

Em sua excessiva autoconfiança, Dilma acabou pondo para fora qual é sua real visão de mundo sobre a estabilidade da nossa moeda. Sua crença repousa na
velha e furada tese, muito difundida entre petistas, de que um pouquinho mais de inflação não faz mal, se servir para produzir mais crescimento econômico. 


A escalada de preços seria, nesta distorcida forma de enxergar as coisas, um mal menor.

Trata-se de uma cascata sem tamanho e não é preciso ir longe para comprovar. Nos últimos dois anos, o Brasil teve crescimento muito abaixo do das demais economias, ao mesmo tempo em que conviveu com inflação sempre acima da meta e muito mais alta do que a que se verifica ao redor do globo.


 Ou seja, com o PT, temos baixo crescimento e alta inflação - padrão que Dilma ontem sancionou.

"O problema é que tem um jeito certo e um jeito errado de combater a inflação na cabeça dela [da presidente], e o jeito que ela considera errado é o jeito que todo mundo considera certo", comenta o economista Alexandre Schwartsman, ex-diretor do BC,
n'O Estado de S.Paulo.

Ainda neste mês de março, a inflação acumulada nos últimos 12 meses medida pela IPCA deve estourar o limite superior da meta, ou seja, ultrapassar 6,5% ao ano. Mesmo assim, Dilma acha que tudo está normal. "Nós não achamos que a inflação está fora de controle, pelo contrário, achamos que ela está controlada e o que há são alterações e flutuações conjunturais."

Não há nada de conjuntural na inflação brasileira. Ela vem se mantendo alta, e acima dos padrões internacionais, há tempos: nos últimos dez anos de gestão petista, em apenas três o índice de preços no país obedeceu à meta fixada pelo Conselho Monetário Nacional.

O apreço do PT pela estabilidade da moeda - uma das maiores conquistadas da sociedade brasileira na história recente - é nulo. À época do lançamento do Plano Real, o partido de Dilma foi para as ruas protestar contra as medidas de estabilização, classificadas por eles como "estelionato eleitoral".

A maior irritação de Dilma Rousseff, no episódio de ontem, talvez tenha sido com o fato de que sua peculiar e reprovável visão de como tratar de uma chaga da economia nacional tenha ficado exposta em cores berrantes. Será difícil a presidente mostrar, apenas com palavras, que não tem sido tolerante e leniente com a inflação. 

Se quiser convencer, terá que agir e domar o dragão que tanto mal está fazendo aos orçamentos das famílias brasileiras, principalmente o das mais pobres.

Fonte: Instituto Teotônio Vilela

Tropeçando nas palavras

COM A GERENTONA FALSÁRIA : A gangorra na política fiscal traz insegurança

Foram desanimadores tanto o resultado do Tesouro Nacional - déficit de R$ 6 bilhões, divulgado na quarta-feira - quanto o do setor público consolidado (governo central, Estados, municípios e estatais) - déficit primário de R$ 3 bilhões, divulgado na quinta-feira.

Ante os bons resultados de janeiro e os de fevereiro, o que se vê são as contas públicas numa gangorra, fazendo lembrar os críticos da política do ministro Mario Simonsen, nos anos 80. Mesclavam-se, naqueles tempos, períodos de estímulo ao crescimento com fases de arrocho monetário. 

Era a política do stop and go (para e anda, na tradução literal do inglês). 
Os que diziam que aquela política passava ao largo da credibilidade podem dizer o mesmo da política fiscal atual.

Um dos pontos mais inquietantes é que as contas fiscais deixam de ser previsíveis. A meta para 2013 é ter um superávit primário no setor público consolidado de R$ 155,85 bilhões, mas o governo pode reduzir esse montante de R$ 65,2 bilhões. Na quinta-feira, ao comentar o Relatório de Inflação, um diretor do Banco Central (BC), Carlos Hamilton de Araújo, evitou responder sobre o impacto das contas fiscais sobre a inflação. 

"Não cabe ao BC falar sobre contas fiscais", disse.

O déficit nominal do setor público - medida mais importante de avaliação das contas - atingiu o elevado valor de R$ 23,2 bilhões, em fevereiro.

E, no bimestre, mesmo com os resultados favoráveis de janeiro, as contas deixaram a desejar: a receita total do governo central cresceu apenas 7,4% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto as despesas aumentaram 13,9%. 

O secretário do Tesouro, Arno Augustin, argumentou que foram transferidos a Estados e municípios R$ 2,9 bilhões a mais do que no mesmo período de 2012. Mas isso não esgota as dúvidas.

O Tesouro está tendo de lidar com decisões de política econômica adotadas fora da sua alçada, como a diminuição dos juros básicos, que reduz a remuneração das aplicações, mas também o Imposto de Renda recolhido sobre esses ganhos. 

Tampouco tem controle sobre gastos com investimentos, citados pelo secretário entre os responsáveis pelo déficit.

Nas contas fiscais, transparência e previsibilidade - o que mais importa - não se veem. A transparência foi ofuscada pelos malabarismos fiscais de 2012 (como a distribuição forçada de dividendos das estatais). 

A imprevisibilidade já é admitida pelas autoridades, pois novas desonerações estão em pauta e a retomada econômica é incipiente. A antecipação do debate sobre a sucessão pode dificultar ainda mais a administração pública.

O Estado de S.Paulo

março 28, 2013

E NO DE(s)CÊNIO DOS FARSANTES E FALSÁRIA 1,99 NA INCUBADORA do brasil maravilha COMEÇA A SURGIR PATINHO FEIO.



Bolsas de valores costumam ser associadas apenas ao universo de investidores e especuladores que querem ganhar dinheiro rápido. Nada mais falso. São, na realidade, um bom termômetro da confiança de que a economia de um país desfruta e servem para antever rumos. 
Neste sentido, o desempenho da nossa bolsa, a Bovespa, tem sido de dar medo.

A bolsa brasileira é uma das três com pior desempenho em todo o mundo neste ano. Isso tem lá seus significados: 
sugere que o Brasil tornou-se um país pouco atraente para quem quer investir e pouco confiável aos olhos dos empreendedores. 
Cada vez mais, quem tem dinheiro para empreender e investir parece querer manter distância daqui.

Depois de cinco quedas seguidas, ontem o Ibovespa subiu um pouco. Mesmo assim, desde o pregão de 2 de janeiro acumula baixa de 8,66%. Em todo o mundo, apenas os mercados acionários da Jamaica e do Chipre saem-se pior, segundo o Brasil Econômico
"A ingerência política, o receio dos estrangeiros, a fuga das pessoas físicas, além da expectativa de aumento da taxa básica de juro têm penalizado a bolsa de valores brasileira", analisa o jornal.

Na outra ponta, a bolsa japonesa sobe 20% no ano e a da Venezuela - talvez por alguma esperança dos investidores de que, sem Hugo Chávez, as coisas por lá melhorem - lidera os ganhos em todo o mundo, com 31,5% neste 2013. 
É fácil notar que, também nesta seara, o Brasil tornou-se um patinho feio.

Quando o otimismo com determinado país vai em alta, é comum o mercado acionário acompanhar o clima favorável e subir junto. 
 O mesmo se dá na direção contrária: 
os mergulhos das bolsas indicam quando o país é olhado com desconfiança. Quando o Brasil se ombreia com ilhas como o conflagrado Chipre, alguma coisa vai muito mal.

Em extensa reportagem publicada na segunda-feira, o Financial Times mostra que o mundo passou a ver o Brasil com receio da crescente intervenção do governo na economia e das medidas discricionárias que beneficiam alguns setores em detrimento de outros, distorcendo o ambiente econômico como um todo.

Assusta a miríade de ações tomadas por Brasília para corrigir rumos e tentar remendar uma economia que, estruturalmente, apresenta sérias dificuldades para crescer. "A infinidade de mudanças criou tanta incerteza que investidores nacionais e gestores de fundos estrangeiros começaram a tirar seu dinheiro", diz o jornal britânico.

Quem quer que se aventure a investir num determinado país conta com algumas pré-condições mínimas. Entre elas estão transparência nas decisões e estabilidade de regras. É tudo o que não tem sido visto no Brasil nos últimos meses.

Intervenções intempestivas e muitas vezes atabalhoadas tomadas pelo governo petista têm posto abaixo a perspectiva de setores inteiros da nossa economia, comprometendo investimentos e, como consequência, a geração de novos empregos e oportunidades de trabalho.

Os exemplos vão do setor elétrico, hoje absolutamente desequilibrado, ao de exploração de petróleo, em que o mau desempenho da Petrobras acaba constrangendo os demais concorrentes. E passa pelos setores regulados, como a telefonia, que vira e mexe são alvos de espasmos punitivos do governo - até justificáveis no conteúdo, mas inadequados na forma.

Hostilizar o investimento privado não parece ser a melhor alternativa para um governo que tem uma carteira de empreendimentos - principalmente em infraestrutura - prontos para serem concedidos, e dos quais a economia brasileira depende bastante para conseguir soerguer-se.

A postura adotada pelo governo brasileiro, também marcada pela visão ideológica que a presidente da República tem da economia, não colabora para que o país reconquiste a confiança de quem pretende investir aqui. 
Enquanto as ações das nossas empresas não inspirarem o apetite dos investidores, muito provavelmente o Brasil não sairá do lugar. 
E isso não é especulação.

Fonte: Instituto Teotônio Vilela
Patinho feio

NO BUMBO ! Déficit primário chega a R$ 3 bilhões pela primeira vez em fevereiro

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O setor público consolidado – governos federal, estaduais e municipais e as empresas estatais – registrou déficit primário de R$ 3,031 bilhões, em fevereiro, segundo dados do Banco Central (BC), divulgados nesta quinta-feira (28/3). O resultado negativo veio depois do superávit primário recorde de R$ 30,251 bilhões em janeiro.
 
 Em fevereiro de 2012, houve superávit de R$ 9,514 bilhões.

É a primeira vez que se registra déficit primário no mês de fevereiro, desde o início na série histórica do BC em 2001. O resultado primário é a diferença entre as receitas e as despesas, excluídos os juros da dívida pública.

Em 12 meses encerrados em fevereiro, o superávit primário ficou em R$ 96,641 bilhões, o que representa 2,16% de tudo o que o país produz – Produto Interno Bruto (PIB). A meta do governo para este ano é R$ 155,9 bilhões.

Em fevereiro, a maior contribuição para o resultado negativo veio do Governo Central (Banco Central, Tesouro Nacional e Previdência Social), que registrou déficit de R$ 7,144 bilhões. As empresas estatais, excluídos os grupos Petrobras e Eletrobras, também registraram déficit primário, de R$ 130 milhões.

Os governos estaduais anotaram superávit primário de R$ 3,281 bilhões, e os municipais, R$ 961 milhões.

O esforço fiscal do setor público não foi suficiente para cobrir os gastos com os juros que incidem sobre a dívida. Esses juros chegaram a R$ 20,251 bilhões, em fevereiro, contra R$ 18,269 bilhões de igual período do ano passado.

Com isso, foi registrado déficit nominal, formado pelo resultado primário e as despesas com juros, ficou em R$ 23,282 bilhões, no mês passado, contra R$ 8,755 bilhões de igual mês de 2012.

Dívida do setor público sobe para 35,7% do PIB em fevereiro. O resultado veio acima do esperado pelo Banco Central, que era 35,2%

A dívida líquida do setor público chegou a R$ 1,593 trilhão em fevereiro, informou nesta quinta-feira (28/3) o Banco Central (BC). Esse resultado correspondeu a 35,7% de tudo o que o país produz – o Produto Interno Bruto (PIB), com aumento de 0,5 ponto percentual em relação a janeiro. 
O resultado veio acima do esperado pelo BC, que era 35,2%.

De acordo com o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, o aumento da dívida deve-se “fundamentalmente ao primário abaixo do esperado”. Em fevereiro, o setor público registrou déficit primário de R$ 3,031 bilhões. O resultado primário é a diferença entre as receitas e as despesas, excluídos os juros da dívida pública. Outro fator foi a valorização cambial de 0,64%, registrada no mês passado.

Neste mês, o BC espera que a relação entre dívida líquida do setor público e o PIB caia para 35,3%. Para este ano, o BC revisou a projeção de 33,2% para 34,1%. Em 2012, a dívida correspondeu a 35,1% do PIB.

A projeção para o ano leva em consideração a expectativa de cumprimento da meta cheia do superávit primário de 3,2% do PIB. O BC também considerou a projeção para o crescimento do PIB em 3,1%, este ano, e as estimativas de mercado para o dólar (R$ 2), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, em 5,71%), para o Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna (IGP-DI, em 4,87%), e a taxa básica de juros, a Selic, em 7,81%.

Outro indicador divulgado pelo BC é a dívida bruta do governo geral (governos federal, estaduais e municipais), muito utilizado para fazer comparações com outros países.

No caso da dívida bruta, em que não são considerados os ativos em moeda estrangeira, mas apenas os passivos, a relação com o PIB é maior. Em fevereiro, ficou em R$ 2,640 trilhões, o que corresponde a 59,1% do PIB, resultado praticamente estável em comparação a janeiro (59,2%).

Para este ano, o BC espera que a dívida bruta represente 57,2% do PIB, contra 56,1% estimados anteriormente. Em 2012, a relação ficou em 58,6%.

DISPOIS DA PETEBRAS E A VEIS DA ELETROBRAIS - A "DISTORCIDA" ECONOMISTA/GERENTONA/FRENÉTICA/EXTRAORDINÁRIA/FALSÁRIA/ITINERANTE E A MAIS PREPARADA NO brasil DO CACHACEIRO PRODUZ : Nova lei de energia faz Eletrobras ter o maior prejuízo da sua história

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A lei de redução das tarifas de energia elétrica atingiu em cheio a Eletrobras, estatal que controla a maior parte do parque gerador de energia do país. A empresa apresentou prejuízo de R$ 6,8 bilhões em 2012, o maior da sua história.
O resultado vem depois de sucessivos anos positivos da companhia, que em 2011 lucrou R$ 3,7 bilhões.

O Ebitda (lucro antes do pagamento de juros e impostos) da empresa também foi negativo no ano passado:
 R$ 6,1 bilhões contra R$ 6 bilhões positivos em 2011.

Segundo comunicado da empresa, ambos "os resultados foram fortemente afetados pela MP 579, transformada na Lei 12.783/2013".

A Medida Provisória do Setor Elétrico foi editada pelo governo em setembro do ano passado. Foi determinado que as companhias que tinham contratos a vencer de concessões de usinas hidrelétricas e linhas de transmissão poderiam renová-los contanto que reduzissem os preços cobrados pelo que produziam.
A Eletrobras renovou todos os seus contratos.

Companhias de energia dos Estados de Minas Gerais e São Paulo optaram por não fazê-lo.

EFEITOS

Segundo comunicado da companhia, "os efeitos atípicos, provocados pela Lei (12.783/2013), que influenciaram o resultado consolidado e o Ebitda" foi da ordem de R$ 10 bilhões.

De acordo com a Eletrobras, sem a MP, a companhia teria lucro antes do pagamento de impostos de R$ 5,5 bilhões.

A Receita Operacional Líquida (ROL), da Eletrobras subiu 16,6%, de R$ 29 bilhões para R$ 34 bilhões. Já as despesas com Pessoal, Manutenção, Serviços e Outros cresceu 10%.

Com menor encargo dos acionistas, o resultado financeiro ano passado foi melhor do que em 2011, quando foram pagos dividendos atrasados. Em 2012, o resultado financeiro subiu para R$ 633 milhões, contra R$ 234 milhões no ano anterior.

A diretoria da companhia vai conceder uma entrevista coletiva hoje em Brasília para explicar os resultados.

CELESC

A Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina) divulgou também hoje ter registrado prejuízo líquido de R$ 258,366 milhões em 2012, ante lucro líquido de R$ 323,887 milhões em 2011.

A receita operacional líquida cresceu 8,44% em 2012, para R$ 4,545 bilhões, ante R$ 4,191 bilhões do ano anterior, conforme demonstrações financeiras consolidadas.

O Ebitda (resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou negativo em R$ 336,107 milhões em 2012, comparado a um resultado positivo de R$ 585,049 milhões em 2011.

 
 Com o "Valor"

" O ABRE ALAS" ! PARA US QUI ACREDITA NU CRETINU : UM POUCO SOBRE A "INTREVISTA" DO CACHACEIRO PARLAPATÃO AO VALOR.

O VALOR publicou uma longa entrevista com o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva. A entrevista foi concedida as jornalistas Vera Brandimarte, Maria Cristina Fernandes e Cristiane Agostine (clique aqui para assinantes). Independentemente de concordar ou não com as opiniões do ex-presidente vale a pena ler a entrevista.

O ex-presidente Lula continua ativo no cenário político e mostra disposição para participar ativamente da campanha eleitoral e subir nos palanques. E ainda mostra disposição para disputar uma nova eleição em 2018.

Vou destacar os seguinte trechos da entrevista para fazer alguns rápidos comentários:


“Nunca esse país teve uma pessoa que chegou na Presidência tão preparada como a Dilma. Tudo estava na cabeça dela, diferentemente de quando eu cheguei, de quando chegou Fernando Henrique Cardoso.”

“Passamos por algumas dificuldades em 2011 e 2012 em função das políticas de contração para evitar a volta da inflação. Foi preciso diminuir um pouco o crédito e aí complicou um pouco, mas Dilma tem feito a coisa certa.”

“Acho que os empresários brasileiros, e eu vivi isso oito anos assim como Fernando Henrique também viveu, precisam compreender que uma economia vai ter sempre altos e baixos. Não é todo dia que a orquestra vai estar sempre harmônica.”

“O que faz um presidente da República? Como é que viaja um Clinton? A serviço de quem? Pago por quem? Fernando Henrique Cardoso? Ou você acha que alguém viaja de graça para fazer palestra para empresários lá fora? Algumas pessoas são mais bem remuneradas do que outras. E eu falo sinceramente: 
nunca pensei que eu fosse tão bem remunerado para fazer palestra.”

Primeiro
Com todo o respeito à nossa presidente, acho que o ex-presidente exagera quando fala que esse país nunca teve alguém tão bem preparada quanto a presidente Dilma. O governo nesses dois primeiros anos cometeu uma série de erros ao intervir de forma excessiva na economia e o investimento público como % do PIB caiu, algo que ninguém acreditava dado a fama de “gerente” da presidente Dilma. Apenas depois de dois anos o governo reconheceu que precisará fazer concessões para destravar a agenda de investimento.

A ex-Ministra Marina Silva em entrevista no domingo ao Estado de São Paulo (clique aqui) falou que a presidente Dilma ainda não tem uma marca de governo, como teve o governo FHC (estabilização) e o governo Lula (politicas sociais), e que a lógica das medidas do governo ainda é de curto-prazo. Isso não seria compatível com alguém com um plano de governo bem estruturado ao chegar a presidência da República.

Segundo
 As dificuldades de 2011 e 2012 estão longe de serem consequências de uma política de combate à inflação. O governo, em 2012, foi muito expansionista no front fiscal e monetário e a inflação passou a ser secundária pelo menos até o momento. O cientista político André Singer em conference call ontem na GOAssociados falou, ao responder uma pergunta do economista Samuel Pessoa sobre o excesso de intervenção do Estado na economia, que é possível que esse excesso de intervenção agora entre em pausa pelo menos até 2015. O governo Dilma precisará olhar com mais atenção para inflação porque é isso o que mais pode prejudicar sua popularidade e não um crescimento entre 3% e 3,5% neste e no próximo ano. Singer até apostou que se a inflação não ceder até maio, o BACEN aumentará a taxa de juros.

Terceiro
Empresários nunca vão compreender que a economia tem altos e baixos. Mas quem deveria compreender muito bem isso é a equipe econômica. No entanto, a equipe econômica tem dificuldades de aceitar um baixo crescimento e até mesmo aceitar esse baixo crescimento não é mais resultado de problemas de demanda. É fato que o governo hoje fala de “restrições do lado da oferta” e tem convidado professores da UNB para falar sobre produtividade em palestras nos Ministérios. Mas o arsenal de medidas econômicas ainda é muito voltado para o crescimento de curto-prazo e baseado na ideia de que o setor público pode microgerenciar a economia.
 
Quarto
O ex-presidente Lula está correto ao afirmar que não há nada errado em viajar bancado por empresas privadas e cobrar por palestras e defender interesses dessas empresas. O que se questiona, no entanto, é se essa relação vai além disso, i.e. se o ex-presidente teria poder de influenciar a agenda do governo para favorecer empresas específicas como foi a tentativa de transferir o estaleiro Jurong do Espirito Santo para o porto de Açu no Rio de Janeiro a pedido do empresário Eike Batista. O problema não é cobrar por palestras, mas sim usar eventualmente seu poder junto ao governo para favorecer empresa “A” ou “B”. 

E aqui as empresas têm também culpa no cartório, pois utilizam do seu poder econômico para tentar comprar acesso privilegiado ao governo, qualquer que seja o governo.

Transcrito do original :
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg0Ybdo9Mvz5cp4_OWBOr8xXASiBtYskUu-UzLwSkIB8ItMIU-ylK7ftgJt8BgikAofUkHXtMAsOs7Lw1zUXZyrge51tbu6JnMoCKs9GtEd9U0JgpEyVcpcAKFJIBBy8_Jd8haLioJV7KE/s1600/Rico+ri+%25C3%25A0+toa.jpg