"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

dezembro 08, 2011

INFLAÇÃO : ALIMENTOS DISPARAM.

Puxada por uma nova alta no preço dos alimentos, a inflação voltou a assombrar o consumidor.

O Índice de Geral de Preços — Disponibilidade Interna (IGP-DI), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), teve aumento de 0,43% em novembro, acima da elevação de 0,40% registrada em outubro.


No acumulado do ano, o indicador já subiu 5,17% e, em 12 meses, 5,56%.
Os produtos agrícolas que tiveram a alta mais expressiva na comparação mensal foram:
tomate (de -7,16% para 16,21%),
mamão (de -4,30% para 19,10%),
mandioca (de 5,6% para 6,20%),
carne bovina (de 1,74% para 6,62%)
e aves (de -0,24% para 2,62%).

"Apesar da desaceleração dos custos de produtos industrializados (de 0,87% para 0,27%), a aceleração do IGP-DI foi fortemente influenciada pelo encarecimento dos produtos de origem agrícola, que passaram de uma deflação de 0,64% em outubro para uma alta de 0,54% no último mês", comentou o economista Flávio Combat da corretora Concórdia.

Outros itens registraram queda e ajudaram a segurar o indicador. O preço do leite in natura, por exemplo, passou de alta de 0,09% para uma deflação de 3% e a cana-de-açúcar, que havia subido 1,10% no mês anterior, registrou queda de 0,83% em novembro.

Já o Índice de Commodities do Banco Central (IC-Br), também divulgado ontem, apresentou retração de 1,70% em novembro.
Em 12 meses, a alta é de 6,14%.

ROSANA HESSEL Correio Braziliense

dezembro 07, 2011

PAÍS RICO É PAÍS SEM POBREZA : PARA SETE MINISTROS - Justiça eleitoral ganha sede de R$ 327 milhões.

Sem grande alarde, será inaugurada na próxima semana em Brasília a nova sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A obra começou em 2007, custou R$ 327 milhões e foi projetada por Oscar Niemeyer, autor dos projetos dos principais prédios públicos da capital federal.

De fora, o edifício lembra outras grandes obras do Judiciário, como o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Tribunal Superior do Trabalho (TST), que ficam na mesma região do novo TSE e também consumiram milhões de reais.
nova-sede-do-Tribunal-Superior-Eleitoral-TSE
Ao justificar a necessidade de uma nova sede, que será inaugurada no dia 15 num evento discreto e sem festa, o TSE alegou que nos últimos anos houve um crescimento da demanda da Justiça Eleitoral. O eleitorado, que há 40 anos era de 29,4 milhões de pessoas, passou para 135,5 milhões em 2010.

Em 2005, o tribunal noticiou o lançamento da pedra fundamental da obra. "O TSE cresceu muito depois da automação do voto em 1996, com investimentos em equipamentos e novos servidores. A atual sede ficou pequena para essa necessidade", justificou a diretoria geral do tribunal, na época do início da obra.

Executada pelo consórcio Via-OAS, a nova sede tem 115,5 mil m².
Um terço desse espaço será ocupado por garagem e depósito de urnas.
Ela deveria ter sido inaugurada no fim de 2010, mas o ritmo da obra foi afetado por cortes no orçamento.


Com sete ministros, o TSE faz duas sessões plenárias de julgamento por semana. Nos períodos eleitorais, a cada dois anos, geralmente são convocadas sessões extras, dado o aumento de processos.

Em fevereiro, a atual sede do TSE completou 40 anos.
 

Projetado pelo arquiteto Nauro Esteves, que na época da construção integrava a equipe de Oscar Niemeyer, o prédio tem 11 mil m² de área construída e, segundo o tribunal, ostenta um dos maiores vãos de concreto armado da América Latina, com 13,5 metros de extensão.

Brasil Real - PPP que funciona é PPP tucana

Sete anos depois de terem sido regulamentadas no país, as Parcerias Público-Privadas ainda não decolaram em âmbito federal. Até agora, apenas uma iniciativa saiu do papel.

Em contrapartida, os estados, principalmente os governados pelo PSDB, têm cada vez mais lançado mão da modalidade:

há 17 PPP regionais em andamento, cujos investimentos somam R$ 7,4 bilhões, e uma carteira em expansão.

A frustração não seria tão grande se o Estado brasileiro usasse sua capacidade de investir para alavancar o desenvolvimento do país e não impusesse tantas travas ao empreendimento privado.

O governo do PT fracassou na implantação de Parcerias Público-Privadas (PPP) em obras federais no país. Passados sete anos desde que foi sancionada a lei brasileira que regulamenta esta modalidade de investimentos, somente uma iniciativa saiu do papel.

Quem de fato tem se destacado na adoção de parcerias têm sido os estados, que já firmaram 17 PPP e se preparam para expandir ainda mais a carteira.

Para o contribuinte, o benefício é duplo:
investimentos efetivos na melhoria da qualidade de vida e menores dispêndios de recursos públicos.

Leia a íntegra (arquivo em PDF) :
Brasil Real 88 - PPP que funciona é PPP tucana - Novembro/11

O cisne branco do ébrio parlapatão, o pato feio da dama testa de ferro e o "brasil" caranguejo de hoje : De novo na lanterna.


Desde o estouro da crise de 2008/2009, a economia brasileira não tinha um desempenho tão negativo quanto o observado no terceiro trimestre.

Pesou no resultado a influência da freada europeia, mas é ainda mais certo que as medidas tomadas pelo governo petista para segurar a escalada inflacionária no primeiro semestre foram fundamentais para a estagnação generalizada do PIB e o crescimento zero de agora.

Alguns componentes das contas nacionais ilustram o tamanho do retrocesso que o país ora atravessa. Motor do crescimento do PIB ao longo dos últimos anos, o consumo das famílias exibiu queda inédita desde o último trimestre de 2008, auge da crise mundial. O recuo foi de 0,1% sobre o segundo trimestre. Também caíram gastos do governo (-0,7%) e investimentos (-0,2%, sempre em relação ao trimestre anterior).

Ou seja, todos os chamados componentes da demanda recuaram com a ducha de água fria que a administração Dilma Rousseff jogou na economia no início do ano. Foi a primeira vez desde a crise de 2008 que ocorreu uma queda em bloco. Vale destacar que, na comparação anual, os investimentos avançavam a uma velocidade de 25% no início de 2010; agora, estão em 2,5%.

Caíram especialmente os investimentos públicos, sacrificados em nome da meta de superávit primário deste ano. "Os investimentos ficaram bem abaixo dos 3,13% do PIB de 2010. Devem encerrar o exercício na casa dos 2,7% do PIB (empresas estatais e governo federal), abaixo também dos 2,86% do PIB de 2009", sintetiza o Valor Econômico.

Do lado da oferta, a indústria teve o pior desempenho, com queda de 0,9%, puxada pelo segmento de transformação. Hoje, a atividade industrial encontra-se no mesmo patamar em que estava em setembro de 2008. Ou seja, já são três anos de paralisia. Serviços também caíram (-0,3%) e só a agropecuária se salvou, com alta de 3,2%.
O Brasil foi de cisne a patinho feio em apenas nove meses. No início de 2011, figurávamos nas listas das economias que lideravam o crescimento mundial. Agora, voltamos à rabeira dos rankings, mais ou menos como aconteceu ao longo de boa parte da gestão Lula, quando o país aproveitou apenas uma parte do vento de cauda que embalou a expansão global.

Entre os Brics, o desempenho brasileiro foi o pior do trimestre passado, mostra O Estado de S.Paulo. Alguns exemplos, tomando por base a comparação entre os resultados de julho a setembro com os de igual período do ano passado:
China, 9,1%;
Índia, 6,9%;
Rússia, 4,8%;
África do Sul, 3,1%.
Nesta base, o crescimento brasileiro foi de 2,1%.

Num conjunto mais amplo, constituído por 27 países da OCDE, o Brasil só ganha de Holanda (-0,3%), Portugal (-0,4%) e Dinamarca (-0,8%), quando se coteja o desempenho do terceiro com o do segundo trimestre. Nosso crescimento zero nesta base de comparação foi tão baixo quanto o da combalida Espanha, mostrou o G1.

Na média, a depauperada Europa, com 0,2% positivo no período, também ganhou de nós.

O comércio exterior destoou positivamente e evitou um resultado ainda mais desfavorável do PIB. Sem o crescimento de 1,8% nas exportações e a queda de 0,4% nas importações de bens e serviços entre julho e setembro, o resultado global teria sido negativo, abrindo a possibilidade de uma recessão - determinada pela sucessão de dois trimestres consecutivos no vermelho - já neste fim de ano.

Ah, a mandioca também ajudou...


Ontem, até mesmo o Ministério da Fazenda aposentou seu discurso róseo e passou a falar em projeções mais realistas para a economia brasileira doravante. Guido Mantega admitiu que os 3,8% da previsão oficial para 2011 viraram pó. Pelo que ele disse, se chegarmos a 3,2%, estaremos no lucro. Mesmo assim, parece irrealista.

Para fechar 2011 neste patamar, o PIB teria de crescer 1,5% no quarto trimestre, "um ritmo forte, correspondente a pouco mais de 6% ao ano", compara a Folha de S.Paulo em editorial. "Em 2012, para crescer 5%, como anuncia o ministro da Fazenda, o PIB teria de atravessar o ano a um ritmo quase chinês".

É certo que estamos pagando agora a conta pelo desarranjo nas contas do governo decorrente da farra de gastos para eleger Dilma em 2010. O freio de arrumação do início do ano veio tentar enxugar o excesso de dinheiro com o qual a gestão petista irrigou a economia para pavimentar o caminho para a eleição da pupila de Lula.

As consequências vieram na forma do descontrole inflacionário com o qual o país flertou durante boa parte deste ano e do qual ainda não está de todo livre.

Para brecá-lo, foram aplicadas doses cavalares de seguidas altas (cinco, até a taxa atingir 12,5% ao ano em julho) dos juros básicos, que agora mostraram com cores fortes como foram capazes de nocautear toda a economia.


Fonte: Instituto Teotônio Vilela

O PAÍS SEGUE "MUDANDO" SOB O COMANDO DA FRENÉTICA/EXTRAORDINÁRIA DE NADA E COISA NENHUMA : Brasil cai para 30º no ranking de crescimento

O fraco desempenho da economia no terceiro trimestre fez o Brasil perder seis posições no ranking dos países que mais crescem no mundo.

Com a expansão de 2,1% do PIB em relação ao terceiro trimestre de 2010, o país caiu para a 30ª posição do ranking, que continua sendo liderado pela China, que, mesmo em desaceleração, cresceu 9,1% entre julho e setembro.

O Brasil também ficou atrás de todos os países do Brics (grupo das maiores economias emergentes, formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). A Índia, com expansão de 6,9%, aparece em quinto lugar no ranking, enquanto a Rússia, com 4,8%, é a 12ª.

Até a África do Sul, que no ranking do segundo trimestre estava na lanterna do grupo, cresceu mais, 3,1%, e figura no 25º posto agora.


Mesmo perdendo fôlego em relação a 2010, quando cresceu a uma vigorosa taxa de 7,5%, o Brasil deve manter-se como a sétima maior economia do mundo este ano. Simulação feita pela Austin Rating com base nas mais recentes projeções de crescimento do PIB para as principais economias indica que o PIB brasileiro deve atingir este ano US$2,28 trilhões - valor que leva em conta uma alta anual de 3% do PIB.

Mesmo com uma expectativa de crescer apenas 1,7%, o PIB dos Estados Unidos deve passar de R$15 trilhões. O PIB chinês deve crescer 9,2%, para US$6,75 trilhões, consolidando-se como a segunda maior economia do planeta, à frente do Japão, que continuará encolhendo ( -0,5%), com US$5,3 bilhões.

Expansão fica abaixo até da registrada pela Alemanha

A freada do trimestre passado fez a economia brasileira crescer menos que a da Alemanha, que, mesmo estando no epicentro da crise europeia, teve uma expansão de 2,6% do PIB no período. Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, ressalta que esse dado deve ser visto com cuidado, uma vez que a economia alemã vem crescendo pouco já há algum tempo, enquanto o Brasil se expandiu fortemente em 2010.

No terceiro trimestre de 2010, o PIB alemão avançara 3,9%, enquanto o brasileiro saltou 6,7%.


- Em termos qualitativos, o Brasil cresceu mais. Uma taxa um pouco menor, mas sobre uma base ampliada, de renda e produção muito maior - disse Agostini.

Sobre o fato de o país ter ido para a lanterna do Brics, o economista observa que China e Índia seguem firmes movidos por processos muito fortes de urbanização, transformações sociais e crescimento da demanda interna, fatores que minimizam os efeitos da piora do cenário externo.

A expansão mais robusta da Rússia, segundo ele, é parecida com a da Alemanha, já que o país também acumulou taxas muito baixas de crescimento em 2010. Na África do Sul, o economista vê características comuns ao Brasil, como a evolução do consumo interno, a expansão do mercado financeiro e dos investimentos.


Para a Europa, apesar de desempenhos melhores como os da Alemanha, da Suécia (4,6% no trimestre passado), da Polônia (4,2%) e da Romênia (4,4%), as perspectivas não são boas.

- A perspectiva é ruim por causa do impasse atual, que deve contaminar a atividade da região em 2012 - diz Agostini.

Ronaldo D"Ercole O Globo

E NO brasil maravilha da 1,99 mamulenga, a salvação : MANDIOCA NO PIB "DELES".

E a mandioca, quem diria, engorda até PIB.
Na última safra, abençoado pelo clima, o tubérculo cresceu de tamanho e incrementou a produtividade da agropecuária - o maior destaque no PIB.

Com expansão de 3,2% em relação ao segundo trimestre, foi o único grande setor que conseguiu aumentar a produção. Em comparação ao terceiro trimestre de 2010, o avanço foi de 6,9%.

Além da mandioca salvadora, cujo aumento estimado da produção para este ano é 7,3% sobre 2010, feijão e laranja vingaram, com projeções de 6,1% e 3,1%, respectivamente.

Mas, em se plantando, nem tudo dá, e há queda na estimativa de trigo (-14,1%), cana (-9,4%) e café (-7,5%).


- Ela (mandioca) puxou o crescimento. A agropecuária teve desempenho bem acima da média pois produtos que têm safra importante no terceiro trimestre tiveram crescimento de produção e produtividade, caso de mandioca, laranja e feijão - disse Rebeca Palis, gerente de Contas Nacionais Trimestrais do IBGE.

A agropecuária vem colhendo boas safras e se beneficia de correções de preços desde 2010. A avaliação é do presidente da Sociedade Brasileira de Agricultura, Cesário Ramalho da Silva. As condições favoráveis, diz, se "irradiam" na rentabilidade do setor, que investe mais em insumos, em sementes com mais tecnologia.

- Quando se tem boas expectativas, tanto em termos de safra como de preços, se usa mais tecnologia nos cultivos. Além disso, houve aumento dos limites por agricultor e dos repasses de crédito para o plano de safra - disse Ramalho. - O momento é positivo.

Amarilis Romano, analista do setor agrícola da consultoria Tendências, destaca o "clima favorável" e a modernização:

- A expansão veio acima do esperado. A agricultura está se modernizando no país, e isso aparece nos números.

Ronaldo D"Ercole O Globo

dezembro 06, 2011

CAPTAÇÃO DA POUPANÇA: 67% menos do que em 2010 até novembro. Resultado foi o pior para o mês desde 2002

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Os depósitos em caderneta de poupança superaram as retiradas em R$ 30,657 milhões, em novembro, segundo os dados divulgados hoje (6) pelo Banco Central (BC), de acordo com informações da Agência Brasil.

No mesmo mês do ano passado, a captação líquida foi de R$ 4,016 bilhões.


Nos dados deste ano, além dos meses com resultado positivo, foram registradas também retiradas líquidas, ou seja, mais saques que depósitos, nos meses de maio (R$ 1,302 bilhão), abril (R$ 1,762 bilhão) e fevereiro (R$ 745,273 milhões).

Com isso, de janeiro a novembro, a captação líquida ficou em R$ 10,566 bilhões, resultado 67,3% menor do que o total registrado em igual período de 2010 (R$ 32,323 bilhões).


Se forem considerados somente os resultados positivos, ou seja, os meses em que houve captação líquida, esse foi o menor resultado desde abril de 1997 (R$ 22,210 milhões).

Levando em consideração os períodos em que houve mais saque do que depósitos ( tanto captação líquida positiva quanto retiradas líquidas) para meses de novembro, o resultado do mês passado foi o pior desde 2002.

Em novembro daquele ano, houve retirada líquida de R$ 227,075 milhões.


No mês passado, os depósitos ficaram em R$ 107,969 bilhões e as retiradas chegaram a R$ 107,938 bilhões. Os rendimentos creditados foram de R$ 2,260 bilhões e o saldo ficou em R$ 414,168 bilhões.

O relatório do BC se baseia em dados do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) - que destina 65% dos recursos para financiamento imobiliário - e da poupança rural.

No caso do SBPE, houve retirada líquida de R$ 21,992 milhões, com depósitos de R$ 90,211 bilhões e saques de R$ 90,233 bilhões.
Já a poupança rural apresentou captação líquida positiva de R$ 52,649 milhões, com depósitos de R$ 17,758 bilhões e saques de R$ 17,706 bilhões.

Os valores depositados em poupança são remunerados pela taxa referencial (TR), acrescida de juros de 0,5% ao mês.
O dinheiro depositado por menos de um mês não recebe remuneração

Mais sobre a "putência" do brasil maravilha "deles". BUFÃO: PIB de 3,8% em 2011 'não é mais alcançável'. EM CRISE ZONA DO EURO CRESCE MAIS DO QUE BRASIL

O baque sentido pela economia brasileira no terceiro trimestre foi tão forte que o Brasil teve desempenho semelhante à Espanha, um dos piores da zona do euro.

O Produto Interno Bruto (PIB, total de bens e serviços produzidos no país) do Brasil e da Espanha tiveram variação nula (0,0%) no terceiro trimestre, na comparação com o segundo trimestre deste ano.
Foto: Arte/O GLOBO / Arte/O GLOBO
No mesmo período, os 17 países-membros da zona do euro tiveram crescimento médio de 0,2%.

Levantamento atualizado até dezembro da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), com dados de 27 países, mostra que o desempenho brasileiro só foi superior ao de Portugal, Holanda e Dinamarca. Não foram considerados dados de Itália e Grécia.

A riqueza gerada por Portugal recuou 0,4% no terceiro trimestre. Na mesma base de comparação, o PIB da Holanda caiu 0,3% e o da Dinamarca, 0,8%.

Dos grandes países da América Latina, o Brasil foi o país que sofreu o maior impacto da crise. Precisaria de uma recuperação visível para crescer 3% neste ano diz Alberto Ramos, co-diretor de pesquisa econômica em países emergentes do banco americano Goldman Sachs.

Ele diz que a inflação alta, o real valorizado e contenção de crédito do início do ano só agravaram os efeitos da contração na demanda internacional.

Confira a variação do PIB no 3º trimestre, comparada ao 2º trimestre de 2011:
Suécia:1,6%
Japão:1,5%
Noruega:1,4%
México:1,3%
Indonésia:1,3%
Polônia:1,0%
Canadá:0,9%
Finlândia:0,9%
Israel:0,8%
Estônia:0,8%
Eslováquia:0,7%
Coréia do Sul:0,7%
Chile:0,6%
Estados Unidos:0,5%
Alemanha:0,5%
Reino Unido:0,5%
Hungria:0,5%
África do Sul:0,4%
França:0,4%
Áustria:0,3%
Suiça:0,2%
União Europeia:0,2%
Zona do Euro:0,2%
Brasil:0,0%
Bélgica:0,0%
República Checa:0,0%
Espanha:0,0%
Holanda:-0,3%
Portugal:-0,4%
Dinamarca:-0,8%

Mais:
BUFÃO :

"Meta do governo de alta do PIB de 3,8% em 2011 'não é mais alcançável'

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu nesta terça-feira que a estagnação da economia no terceiro trimestre de 2011 vai tornar impossível que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça os 3,8% que estavam sendo esperados pelo governo para esse ano.

Ele lembrou que os dados do IBGE mostram que o atual ritmo de crescimento da economia é de 3,2%, percentual que deve se confirmar para 2011.
- O crescimento que nós temos agora é de 3,2%. Isso pode dar alguma pista do que poderá ser este ano. Uma taxa de 3,8% não é mais alcançável - afirmou Mantega.

O ministro disse que a estagnação em relação ao segundo trimestre de 2011 foi uma combinação do agravamento da crise internacional com as medidas de contenção do crédito que foram adotadas pelo governo para segurar pressões inflacionárias no início do ano.

Mesmo assim, Mantega disse que não acredita que as ações da equipe econômica tenham sido exageradas:
- Não acho que o governo pisou demais no freio. O que foi inesperado foi o agravamento da crise internacional, que não existia quando começamos a desacelerar a economia. Isso teve alguma repercussão. Embora a crise não tenha um efeito direto na população, você fica lendo as notícias todo dia de que a coisa está feia, de que as pessoas estão perdendo os empregos e isso afeta as expectativas.

O Globo

SEM "MARQUETINGUE"! NO "brasil maravilha" DO GOVERNO MAMBEMBE DOS BUFÕES E TORPES : O Brasil teve o pior resultado entre os Brics.

O Brasil teve o pior resultado entre os Brics, incluindo a África do Sul, para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre de 2011, ante o mesmo período de 2010, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Enquanto a economia brasileira registrou expansão de 2,1% no período,
a China teve alta de 9,1%,
a Índia teve aumento de 6,9%,
a Rússia se expandiu 4,8%,
e a África do Sul registrou crescimento de 3,1%.

Na comparação com o trimestre anterior, o comportamento do PIB do Brasil, que teve expansão nula no período (0,0%), ficou atrás de Japão (1,5%),
Noruega (1,4%),
México (1,3%),
Coreia do Sul (0,7%),
Chile (0,6%),
Alemanha (0,5%),
Estados Unidos (0,5%),
Reino Unido (0,5%),
França (0,4%) e União Europeia (0,2%).

Também tiveram expansão nula (0,0%) a Espanha e a Bélgica.
Já a Holanda apresentou retração de 0,3% no PIB no período. Nem todos os países divulgam a variação do PIB neste tipo de comparação, em relação ao trimestre imediatamente anterior, o que explica a ausência de outros Brics na lista.

A economia brasileira ficou estagnada no terceiro trimestre de 2011 na comparação com o período anterior, sobretudo pela queda da atividade na indústria e em serviços.

Alessandra Saraiva e Daniela Amorim, da Agência Estado

GERENTONA 1,99/FRENÉTICA/EXTRAORDINÁRIA/"PRESIDENTA?" MAMULENGA/FAXINEIRA DE NADA E COISA NENHUMA : PIB paradão.


A economia brasileira ficou paradona no terceiro trimestre do ano: o crescimento foi de 0% sobre o trimestre anterior. 

Os números do PIB do período foram divulgados há pouco pelo IBGE e indicam que a indústria - tantas vezes relegada pelo governo petista - está puxando o setor produtivo nacional como um todo para baixo.

O consumo das famílias, que vinha impulsionando a economia, e há um ano crescia à exuberante taxa de 2,4%, agora também ficou negativo (-0,1%). O mesmo aconteceu com a chamada "formação bruta de capital fixo", que representa os investimentos em construção, máquinas e equipamentos:
passou de alta de 3,6% há um ano para queda de 0,2% agora - sempre na comparação com o trimestre imediatamente anterior.


O país começou o ano crescendo a um ritmo de 7,5% e caminha para terminá-lo com avanço equivalente a menos da metade disso. O acumulado nos quatro últimos trimestres ficou em 3,7%. O desempenho esperado para o período outubro-dezembro deve contribuir para diminuir ainda mais a média de 2011.

Atividades importantes da economia já sinalizam que estão com o freio de mão totalmente puxado. É o caso da indústria automotiva, com queda de 0,4% na produção no terceiro trimestre, e, principalmente, do aço, insumo básico da economia, cuja produção despencou 15% no período.

Entre os setores que compõem o cálculo do PIB, só a agropecuária teve evolução positiva na comparação com o segundo trimestre:
cresceu 3,2%.

A indústria caiu 0,9%, com o pior desempenho - o segmento da indústria da transformação amargou 1,4% de queda, a maior de todas. Serviços também recuaram: -0,3%.


Um índice privado que mede o desempenho do setor industrial no Brasil e em vários outros países - calculado pelo banco HSBC em parceria com a consultoria Markit - mostra que a indústria brasileira foi a primeira do mundo emergente a começar a se contrair, em junho deste ano, mostrou a Folha de S.Paulo ontem.

Mas o problema da indústria não é meramente conjuntural; é estrutural. A produção nacional vem perdendo espaço para produtos importados. Uma obsoleta e cara estrutura de impostos e uma infraestrutura caquética também lhe pesam nos ombros.

A retomada do setor industrial passa obrigatoriamente por um aumento de competitividade, problema que os remendos anunciados ao longo do ano pelo governo Dilma Rousseff, incluindo o insípido programa Brasil Maior, não atacaram.

O governo poderia ajudar de duas formas.
A primeira, adotando medidas que melhorassem a economia de forma sistêmica e não de maneira pontual e aleatória como tem feito.

Ao longo do ano, ora buscou-se esfriar a demanda para conter a inflação e ora reativar o consumo, como foi feito na semana passada. Já a tal política industrial anunciada em agosto até agora não mostrou a que veio.


A segunda maneira de colaborar para que os motores não arrefeçam seria impulsionar o investimento público. Mas a execução orçamentária deste ano indica que isso é tudo o que a gestão petista definitivamente não sabe fazer.

O Valor Econômico mostra hoje que, dos R$ 108 bilhões em obras previstos para este ano, apenas 58% foram executados até outubro.


Os atrasos são generalizados e abrangem grandes obras da Petrobras [que apresenta o menor nível de execução dos últimos três anos], hidrelétricas e linhas de transmissão tocadas pelas 15 empresas do grupo Eletrobrás, aeroportos e os portos públicos mais movimentados do país", informa o jornal, em manchete.

Diante deste cenário, é bastante improvável que o país consiga crescer 5% em 2012, como previu Guido Mantega na semana passada, ao anunciar mais uma colcha de retalhos de ações para incentivar a economia brasileira.

Ninguém mais põe fé nos chutes do ministro - vale lembrar que, no início do ano, a Fazenda projetava crescimento de 4,5% para 2011.


Exceto nos mirabolantes exercícios de projeção do governo, não se veem no horizonte estimativas de expansão do PIB em 2012 acima de 3,5%, teto, também, para o desempenho esperado para este ano.

O certo é que, na melhor das hipóteses, a situação só tende a começar a melhorar lá por meados de 2012. Isso se o governo do PT não fizer alguma nova bobagem mais à frente.


Fonte: Instituto Teotônio Vilela