"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

agosto 03, 2010

FOCEM FINANCIAMENTOS DE US$ 794 mi. RECURSOS 70% SÃO DO BRASIL.

A construção de uma linha de transmissão entre a usina de Itaipu e os arredores de Assunção, a interconexão elétrica entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai, a modernização de 72 escolas na Província de Santa Fé (Argentina) e outros seis projetos tiveram financiamento aprovado ontem pelo Fundo para a Convergência Estrutural e Fortalecimento Institucional do Mercosul (Focem).

O fundo, com 70% dos recursos provenientes do Brasil e outros 27% oriundos da Argentina, foi criado como uma tentativa de reduzir as diferenças entre os países do bloco, inspirado pela experiência adotada na União Europeia.

De 2006 ao fim de 2009, haviam sido financiados 25 projetos, totalizando US$ 197,7 milhões.

Os projetos aprovados ontem preveem desembolso de US$ 794 milhões.

"Não é nenhuma migalhinha", definiu o chanceler brasileiro Celso Amorim.

O maior deles refere-se a Itaipu e consumirá US$ 555 milhões.

Mas há ainda US$ 100 milhões para possibilitar o envio de energia da térmica a carvão de Candiota (RS) para o Uruguai, além de um projeto de saneamento básico em Ponta Porã (MS), o único exclusivamente em território brasileiro.

Valor Econômico

ELETROBRAS COMPRA ENERGIA LIVRE DE BELO MONTE

Josette Goulart, de São Paulo Valor Econômico

A energia livre da usina hidrelétrica de Belo Monte já tem a garantia de que será vendida para a Eletrobras, durante todo o prazo da concessão do empreendimento, a R$ 130 o MWh.


Esse valor é aproximadamente 70% maior que o lance vencedor do leilão realizado em abril.

A opção de compra dos cerca de 880 megawatts (MW) destinados ao mercado livre, 20% da energia assegurada do projeto, e seus termos estão previstos no acordo de acionistas do consórcio Norte Energia ao qual o Valor teve acesso.

A tarifa acertada garante uma receita para o projeto de R$ 1 bilhão por ano.

O acordo prevê ainda que a Eletrobras, como holding e com suas subsidiárias, terá o papel de buscar novos sócios autoprodutores para a companhia e que a Gaia Energia, hoje o principal autoprodutor sócio do projeto e que pertence à Bertin, terá que se desfazer de 7% de sua participação atual, ficando com 2% na sociedade.

Esse é o motivo pelo qual a Gaia não terá que apresentar a garantia de fiel cumprimento no valor de sua atual participação na Sociedade de Propósito Específico (SPE).

O total do depósito a ser feito é de R$ 1 bilhão e os 7% da Gaia serão depositados pela própria Norte Energia.


A saída da Gaia também faz parte do acordo de acionistas que detalha, no papel, o que os executivos da Eletrobras tentam negar no discurso: Belo Monte será uma obra com poder exercido pela estatal.

Os sócios privados, que juntos têm mais de 50%, servem apenas para legitimar a sociedade a não ter de seguir as regras da lei de licitações.

De acordo com uma fonte da Eletrobras, a estratégia de comprar a energia de Belo Monte foi para dirimir o risco de mercado e também evitar especulação de preço.

"Uma grande quantidade de energia como a de Belo Monte pode baixar muito os preços no mercado livre", disse a fonte.

RISCO DA IMPORTAÇÃO SUBSTITUIR A PRODUÇÃO.


Luciana Otoni, de Brasília Valor Econômico

As importações cresceram mais que as exportações em julho, o que aprofundou a retração do saldo comercial brasileiro.

O país encerra os sete primeiros meses do ano com superávit de US$ 9,2 bilhões, 45% menor que o registrado em igual período de 2009.

A tendência é que a redução do superávit se mantenha frente à dificuldade de recuperação dos Estados Unidos e da Europa, situação que limita a evolução das vendas das empresas brasileiras no exterior.

Em julho, as exportações somaram US$ 17,6 bilhões, 30,7% maiores em relação a igual mês de 2009 e 1,3% abaixo do resultado de junho.

As importações totalizaram US$ 16,3 bilhões, com alta de 51,9% frente igual mês do ano passado, 5,1% acima do verificado em junho.

No lado das importações, os gastos chegaram a US$ 97,6 bilhões, 45% acima do registrado entre janeiro e julho.

Desse montante, US$ 45,6 bilhões correspondem à compra de matérias-primas, seguidos dos US$ 21,5 bilhões usados na compra de máquinas.

As importações de bens de consumo representaram US$ 16,3 bilhões.

No contexto do real valorizado, o secretário de Comércio Exterior (Secex), Welber Barral chamou a atenção para o risco de que o menor ritmo de crescimento da economia prejudique mais a industrial local do que as compras feitas no exterior.

"Há um detalhe importante e que representa um risco para a indústria brasileira: Se há redução da demanda interna, haverá diminuição de importação. Esse é o efeito natural. Entretanto, dependendo do produto e do efeito cambial, pode haver redução maior da demanda (produção) interna que da importação", afirmou.

EROS GRAU : FICHA LIMPA AMEAÇA ESTADO DE DIREITO

Eros Roberto Grau deixou ontem o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal, depois de seis anos.

Em entrevista ao Estado, ele se disse convencido de que a lei da Ficha Limpa põe "em risco" o estado de direito. Eros Grau acusa o Tribunal Superior Eleitoral de ignorar o princípio da irretroatividade das leis.

Eros Roberto Grau. Ex-ministro do Supremo Tribunal Federal

O ministro sai do Supremo, após quase seis anos na mais alta instância da Justiça, onde chegou por indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em junho de 2004.

Em entrevista ao Estado, Eros Grau critica também as transmissões dos julgamentos.

"Isso só vai acabar no dia em que um maluco que se sentir prejudicado agredir ou der um tiro num ministro", afirmou.

O senhor deu várias demonstrações de cansaço no STF. O que o desanimou?

O fato de as sessões serem transmitidas atrapalha muito, porque algumas vezes o membro do tribunal se sente, por alguma razão, compelido a reafirmar pontos de vista.

Existem processos que poderiam ser julgados com maior rapidez. Muitas vezes a coisa fica repetitiva e poderia ser mais objetiva.

O senhor é contra as transmissões?

Essa prática de televisionar as sessões é injustificável.

O magistrado não deve se deixar tocar por qualquer tipo de apelo, seja do governo, seja da mídia, seja da opinião pública.

Tem que se dar publicidade à decisão, não ao debate que pode ser envenenado de quando em quando. Acaba se transformando numa sessão de exibicionismo.

Existe a possibilidade de o tribunal deixar de exibir as sessões ao vivo?

Isso só vai acabar no dia em que um maluco que se sentir prejudicado agredir ou der um tiro num ministro. Isso pode acontecer em algum momento. Até que isso aconteça, haverá transmissão. Depois não haverá mais.

(...)
Para Eros Grau, o que é ficha limpa?

"Ficha limpa" é qualquer cidadão que não tenha sido condenado por sentença judicial transitada em julgado. A Constituição do Brasil diz isso, com todas as letras.

Políticos corruptos não são uma ameaça aos cofres públicos e ao estado de direito?

Sim, sem nenhuma dúvida.

Políticos corruptos pervertem, são terrivelmente nocivos. Mas só podemos afirmar que este ou aquele político é corrupto após o trânsito em julgado, em relação a ele, de sentença penal condenatória. Sujeitá-los a qualquer pena antes disso, como está na Lei Complementar 135 (Ficha Limpa), é colocar em risco o estado de direito. É isto que me põe medo.

O que está em jogo não é a moralidade pública?

Sim, é a moralidade pública. Mas a moralidade pública é moralidade segundo os padrões e limites do estado de direito. Essa é uma conquista da humanidade. Julgar à margem da Constituição e da legalidade é inadmissível.

Qual moralidade? A sua ou a minha?

Há muitas moralidades. Se cada um pretender afirmar a sua, é bom sairmos por aí, cada qual com seu porrete. Vamos nos linchar uns aos outros.

Para impedir isso existe o direito. Sem a segurança instalada pelo direito, será a desordem. A moralidade tem como um de seus pressupostos, no estado de direito, a presunção de não culpabilidade.

(...)
A Lei da Ficha Limpa é resultado de grande apelo popular ao qual o Congresso se curvou. O interesse público não é o mais importante?

Grandes apelos populares são impiedosos, podem conduzir a chacinas irreversíveis, linchamentos. O Poder Judiciário existe, nas democracias, para impedir esses excessos, especialmente se o Congresso os subscrever.

Não teme que a Justiça decepcione o País?

Não temo. Decepcionaria se negasse a Constituição. Temo, sim, estarmos na véspera de uma escalada contra a democracia. Hoje, o sacrifício do direito de ser eleito. Amanhã, o sacrifício do habeas corpus. A suposição de que o habeas corpus só existe para soltar culpados levará fatalmente, se o Judiciário nos faltar, ao estado de sítio.

O senhor teme realmente uma escalada contra a democracia?

Temo, seriamente, de verdade. O perecimento das democracias começa assim. Estamos correndo sérios riscos. A escalada contra ela castra primeiro os direitos políticos, em seguida as garantias de liberdade. Pode estar começando, entre nós, com essa lei.

A seguir, por conta dessa ou daquela moralidade, virá a censura das canções, do teatro. Depois de amanhã, se o Judiciário não der um basta a essa insensatez, os livros estarão sendo queimados, pode crer.

Por que o Supremo Tribunal Federal nunca, ou raramente, condena gestores públicos acusados por improbidade ou peculato?

Porque entendeu, inúmeras vezes, que não havia fundamentos ou provas para condenar.(sic)
(...)
O senhor tem coragem de votar em um político com ficha suja?

Entendido que "ficha-suja" é unicamente quem tenha sido condenado por sentença judicial transitada em julgado, certamente não votarei em um deles. Importante, no entanto, é que eu possa exercer o direito de votar com absoluta liberdade, inclusive para votar em quem não deva.(sic)

O DNA DO GENÉRICO








José Serra criou os medicamentos genéricos no Brasil. Ponto. Parágrafo.

Esta é a verdade. Sem retoques, sem "se", "veja bem" ou "talvez, quem sabe". Os medicamentos que permitiram a milhões de brasileiros cuidar da saúde e tratar suas doenças só passaram a existir no país a partir da lei nº 9.787, editada em fevereiro de 1999.

Ela é assinada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso e pelo então ministro da Saúde José Serra.

O PT sabe da força dos genéricos e, por isso, inventa mentiras para desmerecer o feito. Gostaria de tirar de Serra a paternidade de algo que ajudou, principalmente, os mais pobres, e de maneira direta, efetiva. Genérico é mais saúde em estado puro.

Os genéricos ampliaram ferozmente o aceso da população brasileira aos tratamentos que os médicos prescrevem.

E por quê?

Porque a lei que os criou, aquela assinada por Fernando Henrique e Serra, determina que eles sejam pelo menos 35% mais baratos do que os produtos inovadores (de referência) dos quais são cópias fidelíssimas.

Na prática, a realidade é outra - ainda melhor: segundo os próprios laboratórios, em média o preço dos genéricos é 52% menor.

(...)

Tenta a usina de mentiras do PT dizer que os genéricos vêm de antes, mais precisamente de decreto editado em abril de 1993 pelo presidente Itamar Franco e pelo então ministro da Saúde Jamil Haddad.

Nada mais falso: uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

Tal medida apenas exigiu o uso da "denominação genérica", determinando que as embalagens exibissem o nome dos princípios ativos dos medicamentos e que os profissionais do SUS aviassem suas receitas mencionando-os.

Não há uma vírgula no decreto que estabeleça o "medicamento genérico", porque simplesmente ele não existia na época e o texto passa longe de prever a sua criação.

Medicamento genérico só surge no Brasil em 1999 com a lei de Serra e FHC. Medicamento genérico, para ser medicamento genérico, tem de cumprir exigências rigorosíssimas, estipuladas na lei de FHC e Serra, com base nas melhores práticas vigentes em todo o mundo.

(...)

Papel aceita tudo e a proposta de lei dos genéricos poderia ter sido só mais uma boa intenção soterrada na avalanche da burocracia, bloqueada por uma parede de resistências.

Mas não.

Os genéricos saltaram da letra de forma à viva realidade por uma razão: o empenho decidido de Serra em torná-los realidade.

(...)

Passados dez anos desde que o primeiro medicamento chegou às gôndolas das farmácias, 90% das doenças já podem ser tratadas com genéricos no país.
Hoje, de cada cinco unidades vendidas, uma é genérica - um resultado positivo, mas ainda distante do que se verifica em mercados maduros como o dos EUA, da Alemanha ou da Inglaterra, onde ocupam o triplo disso.


E por que os genéricos não cresceram ainda mais?
Porque eles foram simplesmente boicotados pela gestão Lula.

O crescimento contínuo das vendas nos últimos anos deveu-se tão-somente ao interesse dos laboratórios, que perceberam que, depois da lei de Serra e FHC, o mercado brasileiro caminha irremediavelmente para os medicamentos genéricos.

Onde os genéricos são mais necessários é justamente onde ainda são menos consumidos. Se no Brasil como um todo eles beiram 20% de participação, no Nordeste a fatia é de pouco mais de 11%.

Com campanhas públicas, mais pessoas sabem que podem dispor de alternativas mais baratas para cuidar da saúde e mais pessoas adotam os genéricos.

Mas o governo do PT recusou-se a levar mais informação à população.

O Brasil é o único país da América Latina que conta com genéricos. Os demais têm, no máximo, similares vendidos com denominação genérica, sem quaisquer garantias de que são tão eficazes quanto os patenteados.

A experiência é tão exitosa que vários organismos internacionais já demonstraram que querem disseminar a experiência brasileira pelo mundo.

Experiência que começou em fevereiro de 1999, com José Serra.

Nem um dia antes.


agosto 02, 2010

STF ABRE INQUÉRITO CONTRA RENAN. UMA PIADA ANTIGA E SEM GRAÇA.


Iara Lemos Do G1

O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu um inquérito por improbidade administrativa e tráfico de influências contra o senador Renan Calheiros (PMDB-AL).

O inquérito foi aberto por um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

O caso está sob responsabilidade da ministra Cármem Lúcia, que recebeu o material no dia 26 de julho. O G1 entrou em contato com a assessoria do senador e aguarda retorno.

O inquérito tem cinco volumes, com 1.131 páginas.

Segundo a PGR, em agosto de 2009 uma série de documentos com denúncias contra o senador chegou até a procuradoria. Depois de analisar os documentos, o procurador-geral da república, Roberto Gurgel, pediu a abertura do inquérito ao Supremo.

O pedido foi feito no dia 19 de julho deste ano.

A PGR, contudo, não divulgou o despacho de Gurgel, que resultou na abertura do inquérito pelo Supremo.
No despacho, constam os detalhes dos supostos crimes os quais senador está sendo acusado.

De acordo com a procuradoria, os crimes que teriam sido cometidos pelo senador são contra a administração em geral.

IBOPE - A DESCAMUFLAGEM DE UMA PESQUISA MANIPULADA, UM EXCELENTE TRABALHO.

IBOPE: o ABC de uma pesquisa manipulada para Dilma Rousseff

Para entender uma pesquisa eleitoral não basta olhar o índice geral que é anunciado pelo instituto. Quando este afirma que o candidato A tem X% e candidato B tem Y% não quer dizer nada. Compreender a verdadeira intenção de uma pesquisa é pesquisar todos os elementos que o instituto pesquisou.

Só assim é possível saber se a pesquisa é verdadeira ou manipulada. E manipulada não quer dizer falsa ou mentirosa. Quer dizer que o instituto de pesquisa criou cenários favoráveis para um resultado que beneficiasse quem está por trás de tudo.

Tenho dito que as pesquisas eleitorais deixaram de ser uma aferição da preferência do eleitorado para ser um instrumento de marketing do candidato. Coisa que deveria ser proibida, da forma como está, pelo TSE. Ele tem que regulamentar as pesquisas com instrumentos que inibam o seu uso eleitoral. Da forma como é hoje, qualquer institutozinho faz a pesquisa de acordo com o interesse de um candidato.

E isso, é um crime, pois acaba se tornando uma propaganda subliminar. A massa de eleitores é sensível a ir com "maria vai com as outras". Tem gente que vota em candidato que, supostamente, está à frente nas pesquisas para "não perder o seu voto". O Ibope sabe disso. O PT sabe disso. Agora, parece que o PSDB não sabe disso. Pelo menos, pela declaração do senador Sérgio Guerra, presidente do PSDB:
- Não vamos brigar com números.

Excelentíssimo senhor senador, tem que brigrar sim. O PSDB tem que ter no seu comitê especialistas em pesquisas analisando e rebatendo pesquisas manipuladas como esta do Ibope e como outras que ficaram sem resposta do PSDB. A cada pesquisa dessas há uma verdadeira avalanche de informações petistas plantadas na mídia e o PSDB não pode simplesmente dizer que "não briga com números".

Ele tem que brigar e provar o contrário.
Ou faz isso ou vamos assistir as urnas confirmarem as pesquisas manipuladas.

Isso é uma guerra, senador. Uma guerra de marketing e ganha que souber usar melhor os instrumentos disponíveis. E para isso, o PSDB não precisa fazer dossiês ou faltar com a ética. Precisa saber usar a inteligência.

Por exemplo, a idéia da Rede Mobiliza é excelente. Agora, não adianta esse tal de "desafio do dia" com tarefas para alunos. Eu me inscrevi lá e ficam mandando e-mails para mim com tarefas para adolescentes. É brincadeira. Por que a Rede Mobiliza não cadastra as centenas de blogs que estão na rede e fazem um trabalho voluntário pró Serra? Cadastra e linka todos eles no site da Rede Mobiliza.

Passa a municiar com informações verdadeiras os seus editores. Envia vídeos, fotos, recados do Serra e inúmeras outras ações que hoje são feitas de forma descoordenadas. Se somarmos a audiência de todos esses blogs teremos um poder de comunicação que nem o Ibope é capaz de auferir.

E por falar em Ibope, vamos analisar a sua última pesquisa porque eu já estou conversando demais. Então vamos lá. Vamos mostrar o ABC da manipulação dessa pesquisa do Ibope registrada no TSE sob o número 20809/2010 com 2506 entrevistas em 174 municípios de todo o País entre os dias 26 e 29 de julho, uma semana depois da pesquisa da DataFolha.

Foram entrevistados eleitores de 25 Estados e mais o Distrito Federal. O Amapá ficou de fora. Não foi explicada a razão.
Antes, é preciso entender quais estratégias que essa pesquisa objetiva. No nosso entendimento, são quatro:

01 -
Acabar com o mito de que Serra é imbatível em São Paulo e no Sudeste;

02 -
Provocar desentendimentos entre Serra e Aécio; ofuscar a liderança de Aécio no Estado de Minas como puxador de votos para Serra e para o seu candidato a governador;

03 -
Eudeusar Lula como Jesus Cristo do Nordeste, como capaz de transferir para Dilma uma votação jamais vista na história desse país, com base na idéia que se faz de que no Nordeste só tem "Zé Mané";

04 -
Desestimular o PSDB a continuar a mostrar os podres do PT como ligação com as Farc, dossiês e quebra de sigilo. O que eles chamam de tática do medo.
É possível ler e ouvir comentários que defendem essas estratégias. A mídia está recheida mais do que biscoito de chocolate. A idéia é martelar a cabeça do incauto para tentar conquistar o seu voto.

Observe também que no ínicio da semana que antecedeu a divulgação dessa pesquisa do Ibope, saiu uma outra afirmando que "a influência de Lula nos votos para governador e Senador, era pouca ou nenhuma". Isso já foi preparando terreno para desvincular a pesquisa de Presidente das pesquisas para Governador e Senador.

São produtos diferentes. São cheques diferentes. Com isso tentam uma justificativa daquelas que não justificam para Geraldo Alckmin ter 50% das intenções de votos no Estado de São Paulo e Serra não ter apresentado nenhuma evolução e com isso tentar justificar nos demais Estados.
Veja o gráfico abaixo com os dados por região, sendo que Centro-Oeste e Norte estão juntas. Não vamos detalhar agora, pois mais na frente entramos nos detalhes.
Esse gráfico seguinte mostra o percentual dos Estados. São quatro Estados e o Distrito Federal. O Ibope não forneceu os dados dos outros 24. Por que? Aham!
Uma pesquisa de um instituto como o Ibope custa uma verdadeira fortuna. Então, internamente ele tem vários elementos para, se for o caso, uma briga judicial. Embora, sejam argumentos frágeis, mas ele tem.

Eles se tornam frágeis depois que um "cri-cri" como eu pesquisa as 174 cidades e mais o DF que o Ibope supostamente visitou. Divulgar que é bom mesmo, eles não divulgam. Por que a do DataFolha foi a mais aberta? Porque é a mais consistente.
O Ibope montou o seu cenário para favorecer a candidata do PT. Pelos dados apresentados a seguir, você vai comprovar o ABC da manipulação dessa pesquisa do Ibope. Não estou afirmando que ela seja falsa. Pode até ser. Estou afirmando com todas as letras que ela foi MANIPULADA em favor da candidata do PT.

O cenário que o Ibope montou é o mesmo de uma pesquisa realizada no Maracanã, junto a torcida do Flamengo, e o entrevistador pergunta ao torcedor por qual time ele torce. Guardadas as devidas proporções o cenário da pesquisa do Ibope para presidente foi o mesmo.

Nos mapas apresentados a seguir, nos pesquisamos a qual partido político pertencem as cidades de cada região visitadas pelo Ibope. Apresentamos as prefeturas comandadas pelo PSDB e partidos coligados, e as comandadas pelo PT e partidos coligados.
Vamos então aos mapas por região.
Veja agora o da Região Norte. O Estado no Amapá ficou fora da pesquisa. Não foi divulgado o porque.

O eleitorado vai aumentando e as manipulações também. Observe este cenário da Região Nordeste criado pelo Ibope para favorecer a candidata de Jesus.
Com 196 cidades comandadas pelo PSDB, foram visitdas apenas 8 e 4 de partidos coligados. Contra 6 do PT e 27 de partidos coligados a ele.

E não pára por aí. Na Região Sudeste, para quebrar a espinha dorsal da vantagem de Serra, o cenário foi mais gritante. De 383 cidades comandadas pelo PSDB foram visitadas apenas 14 e 6 de partidos coligados. Contra 21 do PT e 33 de partidos coligados.

E para fechar esse belíssimo cenário criado pelo Ibope, a Região Sul não ficou por menos. Com 94 prefeituras comandadas pelo PSDB, apenas 2 cidades foram visitadas e nenhuma de partido coligado. Foram visitadas 5 do PT e 21 de partidos coligados.

A seguir, a conclusão desse cenário fantástico que o Ibope criou para manipular a pesquisa em favor da candidata do PT.
A partir desse cenário totalmente favorável à candidata do PT, passamos para a segunda fase para detectar onde os números foram alterados em quadros comparativos à pesquisa do DataFolha. Inicialmente, por regiões. Lembrando que a Região Norte está somando com a Região Centro-Oeste.

Aqui eles foram bonzinhos e tiraram uns votinhos da Dilma (193.438), talvez com dor de consciência da lambança feita nas demais regiões.
Na Região Nordeste a coisa foi feia. Em uma semana a Dilma teve um aumento de 100%. Foram mais de 4 milhões de votos que ela ganhou em uma semana. Essa mulher é o maior fenômeno eleitoral de todas as galáxias dos mais longínquos pontos do Universo.

E o fato se torna mais grandioso, a partir da constatação de que ela nunca, até este momento, teve um único voto na vida.
É chamar todos nós de "Zé Mané", ó meu!
E segue o Ibope divagando no seu majestoso cenário criado para a candidata do PT. Na Região Sudeste, eles tentaram dar no Serra um sôco daqueles que o Maguila levou, acho que foi contra o Tyson. O Ibope sumiu, escafedeu, com mais de 4 milhões de votos do Serra e não satisfeitos deram ao fenômeno eleitoral - Dilma - mais de um milhão de votos.

Nem David Corpperfield é capaz de tamanho feito. Isto ocorreu num espaço de uma semana. Nesse ritmo, até o dia 3 de outubro eles raspam o restinho que deixaram. Veja o mapa com os detalhes:
Na Região Sul, a consciência voltou a doer e eles tiraram 200 mil votinhos da Dilma, o fenômeno, e deram ao Serra. Como quem diz:
- E não reclama não, pô!
Na seqüência, apresentamos detalhes comparativos entre a pesquisa DataFolha x Ibope, de quatro Estados e mais o Distrito Federal. Infelizmente, o instituto não divulgou os dados de outros Estados. Faz parte do jogo para dificultar o entendimento do cenário criado. Quanto menos informações, mais dificil de ler nas entrelinhas.

O jogo é feito pela turma do PT na mídia reforçando aquelas estrátégias que comentamos no ínicio do post.
Seguem os detalhes do Estado de São Paulo. Foi mantido o índice de 44% de Serra, mas o fenômeno ganhou mais de 900 mil votos.
No Estado de Minas, Dilma, o fenômeno, voltou a surpreender e conquistou quase dois milhões de votos dos mineiros comandados pelo seu maior líder dos tempos da redemocratização Aécio Neves.

Essa mulher é fantástica. Fez tudo isso em apenas uma semana. Extraordinário. Veja:
Os cariocas e fluminenses não sabem. Mas em uma semana Dilma, o fenômeno conquistou mais de um milhão de votos seus e aumentou para mais de 2 milhões a diferença para Serra. Detalhe: em uma semana.
Em Pernambuco, terra de Jesus, o fenômeno também não deixou por menos. Numa perfomance extaordinária embolsou mais 2 milhões de votos.
No Distrito Federal, nem sei porque divulgaram, mas é aquela história do trôco. O garçom vem com a conta e o freguês fala:
- Conta? Eu estou esperando o meu trôco.

É isso.
É desta forma que se manipula uma pesquisa. É fácil. Só precisa de um cenário bem feito para qualquer justificativa. Bons matemáticos e muita imaginação.

Espero que cada um de vocês visitantes do blog ajude a divulgar essas informações para que a verdade seja restabelecida.

Estão tentando enfiar goela abaixo uma candidata que não tem nem de longe o mesmo curriculo do seu oponente, José Serra.

Nesse jogo, para eles, vale tudo. Até o presidente da república que, constitucionalmente, é o guardião das leis, para promover a sua candidata, despreza-as e ridiculariza o poder judiciário. Um fato tão lamentável que temos dificuldade de explicar aos nossos filhos o péssimo exemplo que ele dá.

Se você me pergunta se eu voto em Serra, eu respondo que voto no Brasil que no momento atende pelo nome de José Serra. Ele eleito e deixando de cumprir os seus compromissos, terá em mim o mesmo adversário ferrenho.

Vamos construir um país que os nossos filhos e netos possam se orgulhar.
Podemos fazer isso com o nosso voto. Chega de balela, chega de discurso furado. Para encerrar, pergunto:

- Qual a grande obra do governo Lula em oito anos?
Quem souber a resposta post, por favor.

Clique aqui para acessar os dados do Ibope com as cidades relacionadas para visitas.

BALANÇA COML. SUPERÁVIT ACUMULADO/ANO DE US$ 9 bilhões, 45% ABAIXO DO MESMO PERÍODO DE 2009.


A balança comercial brasileira fechou o mês de julho com superávit de US$ 1,358 bilhão, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (02) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).

No ano, de janeiro a julho, o superávit é de US$ 9,237 bilhões. Neste período, as exportações somaram US$ 106,861 bilhões e as importações, US$ 97,624 bilhões.

O saldo comercial está 45% abaixo do verificado nos sete primeiros meses de 2009, quando o resultado foi de US$ 16,818 bilhões.

As exportações totais estão 27% maiores do que no mesmo intervalo do ano passado, variação inferior à das importações, que cresceram 45,1% nessa comparação.

Na última semana do mês de julho (do dia 26 ao 31), porém, a balança comercial registrou déficit de US$ 127 milhões.

Este saldo é resultado de exportações no valor de US$ 3,795 bilhões menos as importações de US$ 3,922 bilhões.

Em janeiro, a balança comercial acumulou déficit de US$ 176 milhões e, em fevereiro, voltou ao azul, com saldo de US$ 388 milhões.

Em março, as contas registraram superávit de US$ 668 bilhões e, em abril, de US$ 1,279 bilhão.
O superávit comercial somou US$ 3,443 bilhões em maio, US$ 2,277 bilhões em junho, e, agora, US$ 1,358 bilhão em julho.

(Com informações do Valor Online e Agência Estado)

POR DENTRO DOS PARTIDOS.

Larissa Leite Correio Braziliense

Classificados como “pessoas jurídicas de direito privado” e formados por membros que, na teoria, compartilham ideias e interesses, os partidos políticos são, muitas vezes, procurados por motivos não ideológicos, como o tempo que dispõem para a propaganda partidária gratuita, o Fundo Partidário, ou mesmo a presença de um “puxador de votos”.


Atualmente, existem 27 legendas registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Essa quantidade de agremiações só existe em função da Constituição Federal de 1988, que adotou o pluripartidarismo como condição básica da prática democrática — entre 1966 e 1979, haviam apenas duas siglas:
a Aliança Renovadora Nacional (Arena) e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB).


Além da Carta Magna, a Lei nº 9.096, de 19 de setembro de 1995, foi fundamental para a atual forma de organização das legendas.
Chamada de Lei dos Partidos Políticos, a norma disciplinou toda a atividade partidária, reforçando a autonomia prevista pela Constituição e permitindo que o próprio partido estabelecesse regras internas.


Conheça as normas e as características gerais que regulam e permeiam a criação, a organização, o funcionamento e a extinção dos partidos políticos no Brasil.


O número
468.890
Número de assinaturas de eleitores necessárias, atualmente, para a criação de um partido político.

MILITANTE SÓ É ESPECIALISTA EM CAUSA PRÓPRIA.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhexD2csutYd7uyXtzVrcMrIXDlqcAiYZclfhsgJ0QwqDa7viLsr8oZsRRdrw2xhEDqgIT78mJsCAaenBDvz9VieI7B_znVE2bBy3znUXolLUzCAZDmmlNTkMM-w4bizgupAmV3s2lw_aq-/s400/abortoPT.jpg

Bem-vindo Reinaldo, você faz falta, muita :

(...)

É evidente que se trata de um discurso em favor da legalização do aborto. Ocorre que a fala da antropóloga é um queijo suíço, que só convence os incautos:

1 - Qual é a cientificidade de sua amostragem?

2 - Qual é o tamanho da amostra?:


3 - Quer dizer que “todo o Brasil urbano são as capitais e as grandes cidades”? Quem disse? Segundo qual ciência?


4 - Todas as mulheres do campo são analfabetas?


5 - Se a antropóloga confessa que o Brasil rural ficou fora da “pesquisa”, então é mentira que uma em cada cinco mulheres já fez aborto. Como posso afirmar isso? Ora, é ela quem afirma quando confessa que sua amostra não representa o Brasil.


6 - Se o mal enxergado pela intelectual da voz pausada é o impacto na saúde pública, seria menor tal impacto no caso da legalização? Um aborto legal dispensa a curetagem ou a sucção?


7 - O que a doutora Débora entende por “mulher típica brasileira”? Ainda que fosse verdadeiro o chute de que uma em cada cinco mulheres entre 18 e 30 anos já fez aborto, isso significaria, então, 20% do total.
Com a devida vênia, doutora, a “mulher típica” é aquela dos 80% que não fizeram, certo? Por mais que a senhora tente transformar o aborto numa banalidade como “me passa o açúcar”, ele continua, até na sua pesquisa, uma exceção.


Defender a morte de um feto é difícil, reconheça-se. Por isso essa gente gosta tanto de estatísticas e números. Um dado fornecido por uma pesquisa do pesquisa do Instituto do Coração, da USP, foi considerado espantoso pelo Fantástico:
“Entre 1995 e 2007, a curetagem depois do procedimento de aborto foi a cirurgia mais realizada pelo SUS: 3,1 milhões de registros”.

Querem ver como, às vezes, falta ao editor ou puxar as orelhas dos repórteres ou usar calculadora que faça apenas as quatro operações (já nem digo ler o conjunto da obra em busca de incongruências)?

3,1 milhões de curetagens em 13 anos dão uma média de 238.461 procedimentos por ano.

Atenção!

Perguntem a especialistas da área e eles lhes dirão: 25% das gestações resultam em abortos espontâneos.

Nascem, por ano, no Brasil, mais ou menos 2,8 milhões de crianças.

Vamos supor, meus caros, só para efeitos de pensamento, que não houvesse um só aborto provocado no Brasil: aqueles 2,8 milhões seriam apenas 75% das gestações — ao todo, elas somariam 3,73 milhões.

REITERO:

VAMOS FAZER DE CONTA QUE NÃO EXISTEM ABORTOS PROVOCADOS. Ora, só os abortos espontâneos chegariam, então, a 930 mil por ano.

Como INEXISTE NOTIFICAÇÃO NOS HOSPITAIS PARA DISTINGUIR CURETAGEM DECORRENTE DE ABORTO ESPONTÂNEO DE CURETAGEM DECORRENTE DE ABORTO PROVOCADO, chega-se à conclusão de que os quase 240 mil procedimentos são um número “espantoso”, sim, Fantástico:

ESPANTOSAMENTE BAIXO!

Se encontrarem furo lógico aí, cartas para o blog!

O número significa ainda mais — e mais grave: o SUS não tem, então, estrutura para atender nem mesmo os casos de abortos espontâneos. Imaginem o que poderia acontecer, então, com um aumento da demanda em caso de legalização.

As pessoas defendam o que bem entenderem. Faço o mesmo. Não gosto é que tentem me iludir com estatísticas furadas, que não resistem a uma conta de dividir e a uma regra de três.

O que me incomoda na defesa da legalização do aborto é que se tenta compensar a penúria ética da tese com números.

E números, lamento, podem auxiliar na criação de uma moral, mas não a substituem.

Ora, tenham a coragem, então, de defender o aborto como “um direito” e ponto final! Pode ser horrível, mas é, ao menos, intelectualmente mais honesto.

E sem essa de chamar militante de “especialista”.

Militante só é especialista da própria causa.