"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

outubro 07, 2014

Oposição Ainda Mais Qualificada

As votações para governadores, senadores e deputados tucanos mostraram a força do PSDB, formando o time que vai ajudar a mudar o Brasil com Aécio Neves 

A oposição ao governo petista saiu das urnas tonificada pelos quase 35 milhões de votos que levaram Aécio Neves à disputa do segundo turno presidencial. Mas não apenas por esta razão. As votações para os Executivos estaduais e para os Legislativos também mostraram a força do PSDB, formando o time de governadores, deputados e senadores que vai ajudar a mudar o Brasil. 

O partido terminou o primeiro round da eleição com a reeleição de dois governadores: Geraldo Alckmin em São Paulo e Beto Richa no Paraná. Ainda disputa mais seis estados na votação que acontecerá daqui a 20 dias: Acre, com Márcio Bittar; Goiás, onde Marconi Perillo tenta a reeleição; Mato Grosso do Sul, com Reinaldo Azambuja; Pará, com Simão Jatene buscando seu segundo mandato; Paraíba, com Cássio Cunha Lima; e Rondônia, com Expedito Junior.

O PSDB também elegeu quatro senadores na eleição de domingo: Alvaro Dias, Antonio Anastasia, José Serra e Tasso Jereissati. Serra obteve em São Paulo a maior votação absoluta, com mais de 11 milhões de votos. Dias conquistou no Paraná a maior votação do país em termos proporcionais: venceu a eleição com 77% da preferência dos paranaenses.

Com isso, a bancada tucana no Senado passará a contar com dez integrantes – dos atuais membros, só um tentou e não conseguiu se reeleger – e é, certamente, a mais qualificada do Congresso, com nada menos que seis ex-governadores.

O desempenho do PSDB na votação para a Câmara dos Deputados foi ainda melhor. O partido terá a terceira maior bancada, com 54 deputados. O resultado representa crescimento de 23% em relação à composição atual, com 44 parlamentares.

Em contrapartida, os partidos com as maiores bancadas (PT e PMDB) perderam cadeiras em comparação com a situação vigente. Os petistas na Câmara encolheram 20% e os peemedebistas, 7%. Junto com o PSDB, um dos poucos partidos que teve avanço expressivo no Congresso foi o PSB de Marina Silva. 

Os tucanos também mantiveram importantes bancadas nas assembleias estaduais. Foram eleitos no último domingo 95 deputados estaduais. O PSDB terá representantes no Legislativo de 25 das 27 unidades da Federação.

Os resultados das urnas premiam a forma coerente com que o PSDB vem agindo tanto no Congresso quanto nos estados que governa. Um partido que está há 12 anos na oposição, resistindo à má política que o PT pratica, demonstra desta forma a força das ideias e das convicções a favor do Brasil. Está, portanto, mais preparado do que nunca para voltar a comandar o país com Aécio Neves.

Este e outros textos analíticos sobre a conjuntura política e econômica estão disponíveis na página do Instituto Teotônio Vilela

ANTES UMA PERGUNTA ! ONDE ESTÁ O CACHACEIRO VIGARISTA? MP-DF dá prazo de 30 dias para Dilma explicar eventual uso dos Correios.


O procurador da República Frederick Lustosa de Mello deu prazo de 30 dias para que a presidente Dilma Rousseff dê explicações sobre denúncia de uso político dos Correios em benefício de sua campanha à reeleição. Uma investigação preliminar foi instaurada pela Procuradoria da República no Distrito Federal, com base em representação do PSDB.



O pedido de apuração se baseou em reportagens do Estado, que revelaram uma "exceção" aberta pelos Correios para entregar 4,8 milhões de panfletos da candidata sem chancela ou estampa digital. O partido também incluiu na representação um vídeo, divulgado pelo jornal, no qual o deputado estadual Durval Ângelo (PT-MG) diz que Dilma só aumentou suas intenções de voto em Minas Gerais porque "tem dedo forte dos petistas dos Correios" atuando na campanha.

O procurador avaliará se há indícios de improbidade administrativa na conduta dos envolvidos no caso. Caso entenda que sim, abrirá inquérito para aprofundar as investigações. Além de Dilma, o procurador também pediu explicações do deputado Durval Ângelo, do presidente dos Correios, Wagner Pinheiro de Oliveira, e dos diretores regionais José Pedro de Amengol Filho (Minas), Divinomar Oliveira da Silva (interior paulista) e Wilson Abadio de Oliveira (Grande São Paulo).

O ofício endereçado a Dilma ainda precisa ser analisado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que decidirá se vai remetê-lo ou não para a presidente. No entanto, é praxe o envio com pedido de explicações. Até esta terça-feira, 7, o documento ainda estava na procuradoria da República do DF e não havia chegado ao gabinete de Janot.

O PSDB acusa a campanha da presidente Dilma de infringir os artigos 332 e 377 do Código Eleitoral, que caracterizam como crime impedir o exercício de propaganda política - o candidato da oposição, Aécio Neves (PSDB), afirma que os Correios não entregaram panfletos de sua campanha em Minas. 

A legislação citada pelo partido também prevê como crime o uso de empresas públicas para beneficiar partido ou organização de caráter político." A pena é detenção até seis meses e pagamento de 30 a 60 dias-multa.


Erich Decat e Andreza Matais - O Estado de S. Paulo

Basta de PT ( P artido dos T orpes) . Dilma foi a terceira pior presidente em termos de crescimento econômico. Só perdeu para Floriano Peixoto e Fernando Collor

Estamos vivendo um momento histórico. 
A eleição presidencial de 2014 decidirá a sorte do Brasil por 12 anos. Como é sabido, o projeto petista é se perpetuar no poder. Segundo imaginam os marginais do poder — feliz expressão cunhada pelo ministro Celso de Mello quando do julgamento do mensalão —, a vitória de Dilma Rousseff abrirá caminho para que Lula volte em 2018 e, claro, com a perspectiva de permanecer por mais 8 anos no poder. 

Em um eventual segundo governo Dilma, o presidente de fato será Lula. Esperto como é, o nosso Pedro Malasartes da política vai preparar o terreno para voltar, como um Dom Sebastião do século XXI, mesmo que parecendo mais um personagem de samba-enredo ao estilo daquele imortalizado por Sérgio Porto.

Diferentemente de 2006 e 2010, o PT está fragilizado. Dilma é a candidata que segue para tentar a reeleição com a menor votação obtida no primeiro turno desde a eleição de 1994. Seu criador foi derrotado fragorosamente em São Paulo, principal colégio eleitoral do país. Imaginou que elegeria mais um poste. 

Não só o eleitorado disse não, como não reelegeu o performático e inepto senador Eduardo Suplicy, e a bancada petista na Assembleia Legislativa perdeu oito deputados e seis na Câmara dos Deputados. 
A resistência e a recuperação de Aécio Neves foram épicas. Em certo momento da campanha, parecia que o jogo eleitoral estava decidido. Marina Silva tinha disparado e venceria — segundo as malfadadas pesquisas. Ele manteve a calma até quando um dos seus coordenadores de campanha estava querendo saltar para o barco da ex-senadora.

E, neste instante, a ação das lideranças paulistas do PSDB foi decisiva. 
Geraldo Alckmin poderia ter lavado as mãos e fritado Aécio. 
Mas não o fez, assim como José Serra, o senador mais votado do país com 11 milhões de votos. Foi em São Paulo que começou a reação democrática que o levou ao segundo turno com uma vitória consagradora no estado onde nasceu o PT. 
Esta campanha eleitoral tem desafiado os analistas. 
As interpretações tradicionais foram desmoralizadas. 
A determinação econômica — tal qual como no marxismo — acabou não se sustentando. É recorrente a referência à campanha americana de 1992 de Bill Clinton e a expressão “é a economia, estúpido”. 


Com a economia crescendo próximo a zero, como explicar que Dilma liderou a votação no primeiro turno? Se as alianças regionais são indispensáveis, como explicar a votação de Marina? E o tal efeito bumerangue quando um candidato ataca o outro e acaba caindo nas intenções de voto? Como explicar que Dilma caluniou Marina durante três semanas, destruiu a adversária e obteve um crescimento nas pesquisas? 


Se Lula é o réu oculto do mensalão, o que dizer do doleiro petista Alberto Youssef? Imagine o leitor quando o depoimento — já aceito pela Justiça Federal — for divulgado ou vazar? De acordo com o ministro Teori Zavascki, o envolvimento de altas figuras da República faz com que o processo tenha de ir para o STF. E, basta lembrar, segundo o doleiro, que só ele lavou R$ 1 bilhão de corrupção da Refinaria Abreu e Lima.

Basta supor o que foi desviado da Petrobras, de outras empresas e bancos estatais e dos ministérios para entender o significado dos 12 anos de petismo no poder. É o maior saque de recursos públicos da História do Brasil.  Nesta conjuntura, Aécio tem de estar preparado para um enorme bombardeio de calúnias que irá receber. Marina Silva aprendeu na prática o que é o PT.
 Em uma quinzena foi alvo de um volume nunca visto de mentiras numa campanha presidencial que acabou destruindo a sua candidatura. Não soube responder porque, apesar de ter saído do PT, o PT ainda não tinha saído dela. Ingenuamente, imaginou que tudo aquilo poderia ser resolvido biblicamente, simplesmente virando a face para outra agressão. Constatou que o PT tem como princípio destruir reputações. E ela foi mais uma vítima desta terrível máquina. 

O arsenal petista de dossiês contra Aécio já está pronto. Os aloprados não têm princípios, simplesmente cumprem ordens. Sabem que não sobrevivem longe da máquina de Estado. Contarão com o apoio entusiástico de artistas, intelectuais e jornalistas. Todos eles fracassados e que imputam sua insignificância a uma conspiração das elites. E são milhares espalhados por todo o Brasil.

Teremos o mais violento segundo turno de uma eleição presidencial. O que Marina sofreu, Aécio sofrerá em dobro. Basta sinalizar que ameaça o projeto criminoso de poder do petismo. O senador tucano vai encontrar pelo caminho várias armadilhas. A maior delas é no campo econômico. O governo do PT gestou uma grave crise. Dilma foi a terceira pior presidente da história do Brasil republicano em termos de crescimento econômico. 

Só perdeu para Floriano Peixoto — que teve no seu triênio presidencial duas guerras civis — e Fernando Collor — que recebeu a verdadeira herança maldita: uma inflação anual de quatro dígitos. O PT deve imputar a Aécio uma agenda econômica impopular que enfrente radicalmente as mazelas criadas pelo petismo. Daí a necessidade imperiosa de o candidato oposicionista deixar claro — muito claro — que quem fala sobre como será o seu governo é ele — somente ele.



Aécio Neves tem todas as condições para vencer a eleição mais difícil da nossa história. Se Tancredo Neves foi o instrumento para que o Brasil se livrasse de 21 anos de arbítrio, o neto poderá ser aquele que livrará o país do projeto criminoso de poder representado pelo PT. E poderemos, finalmente, virar esta triste página da nossa história.


Marco Antonio Villa é historiador
Basta de PT

outubro 06, 2014

Uma Vitória Histórica


A vitória de Aécio Neves une os brasileiros em favor do Brasil para derrotar Dilma, o PT, a corrupção, a inflação e a recessão, e fazer o país voltar a ter orgulho de si próprio

Aécio Neves foi escolhido ontem pelos eleitores brasileiros para ser o adversário de Dilma Rousseff no segundo turno da eleição para presidente da República. Os resultados comprovam a arrancada histórica da candidatura do PSDB nos últimos dias e indicam que a onda que levará o tucano à vitória em 26 de outubro chegou com força total.

Aécio obteve 34.897.211 votos, ou o equivalente a 33,55% dos válidos. Superou com larga margem a candidatura de Marina Silva, que terminou a eleição em terceiro lugar com pouco mais de 22 milhões de votos ou 21,3% dos válidos.

Os resultados mostram firme avanço do PSDB na preferência do eleitorado brasileiro. Em praticamente todos os aspectos, o desempenho de Aécio foi superior ao do candidato tucano de quatro anos atrás, José Serra, eleito ontem senador por São Paulo.

Aécio foi vitorioso no Distrito Federal e em nove estados, dois a mais que em 2010. Proporcionalmente, a maior votação foi obtida em Santa Catarina, onde o tucano alcançou 52,9% dos votos. Aécio também foi primeiro colocado em 1.761 municípios, 331 a mais que em 2010.

Dilma Rousseff, a petista a ser batida daqui a três semanas, vem em trajetória descendente, depois de quatro anos de seu (des)governo. Seu percentual de votos caiu de 47% em 2010 para 41,59% agora. É a pior marca obtida por quem lidera um primeiro turno desde a eleição presidencial de 1989.

Dilma terminou a primeira rodada à frente em 15 estados, desempenho também pior que o de quatro anos atrás, quando vencera em 18. Desta vez, ela perdeu a dianteira em Goiás e Espírito Santo para Aécio e em Pernambuco para Marina.

PSDB e PT se enfrentaram nas seis últimas eleições. Os tucanos venceram duas vezes, em primeiro turno, com Fernando Henrique Cardoso. Petistas se saíam melhor três vezes, sempre com necessidade de passar por uma segunda votação. Agora é a hora de vencer Dilma e empatar a disputa histórica.

Aécio já antecipou ontem as linhas de sua campanha nesta etapa final: a união dos brasileiros em favor do Brasil. Ele deixou claro que pretende juntar todas as forças que se contrapõem ao PT para derrotar Dilma, a corrupção, a inflação e a recessão. O petismo, por sua vez, acena com os fantasmas de sempre, que já não metem medo em ninguém.

O eleitor brasileiro deu ontem recado claro que não aceita mais conviver com o descalabro atual. O povo quer mudança, expressa nos quase 55% dos eleitores que optaram por Aécio e Marina na votação deste domingo. A união destas forças irá levar o Brasil de volta ao bom caminho, irá restituir aos brasileiros o orgulho pelo país.


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outubro 05, 2014

PARA REGISTRO ! A hora da razão


Depois de quatro anos de Dilma Rousseff, o Brasil está pior, sob todos os aspectos. 

A economia empacou e flerta com a recessão; o modelo de crescimento baseado no estímulo ao consumo dá sinais claros de esgotamento; o emprego desce, limitado às faixas salariais inferiores, e a inflação sobe, atropelando o teto da meta; o equilíbrio fiscal depende cada vez mais da contabilidade criativa; o Itamaraty foi sucateado e a diplomacia brasileira, colocada a serviço da visão de mundo petista; a corrupção se alastra no aparelho estatal, dando a impressão de que só não existe onde não é procurada; a insatisfação popular se amplia e aprofunda diante da incapacidade do governo de entregar aos cidadãos com um mínimo de qualidade os serviços pelos quais todos pagam.

A gestão Dilma é o que se pode chamar de fracasso retumbante. Um vexame que só não é maior do que a empáfia com que a candidata à reeleição vende na tribuna da ONU e na propaganda eleitoral o embuste de um país paradisíaco resgatado do subdesenvolvimento e da injustiça social por 12 anos de façanhas lulopetistas.

De quatro em quatro anos, porém, o sistema democrático nos dá a oportunidade de corrigir os rumos da gestão da coisa pública. É hoje o dia. Mais uma vez, as urnas eleitorais se abrem, oferecendo aos brasileiros a possibilidade de concretizar o desejo de mudança expresso nas manifestações de rua e claramente captado pelas pesquisas de opinião.

É preciso que o eleitor tenha claro, no entanto, o exato significado de mudança neste momento delicado da vida nacional. Mudar, hoje, significa apear do poder um partido que, ao arrepio de suas convicções originais, se concentrou em programas de governo sob medida para a viabilização de um projeto de perpetuação no poder, não se pejando de fazer, para isso, toda sorte de concessão às forças políticas mais corruptas e retrógradas do País que, antes suas inimigas, foram promovidas a "base aliada".

Não basta, porém, apear o PT et caterva do poder. É necessário saber como preencher o enorme vazio deixado pelo irresponsável pragmatismo populista de Lula e pela estonteante incompetência de Dilma Rousseff. E as possibilidades de concretização da alternância se resumem a duas candidaturas: Marina Silva, do PSB, e Aécio Neves, do PSDB.

A ex-ministra do Meio Ambiente, que se tem colocado claramente em oposição às pretensões reeleitorais de Dilma, experimentou um forte crescimento de sua candidatura logo após o trágico desaparecimento do ex-governador Eduardo Campos. Essa tendência refluiu, mas ainda hoje ela se apresenta como forte aspirante à disputa do segundo turno. 

O fato de Marina ter militado por duas décadas no PT, do qual se retirou movida por divergências programáticas, sugere que ela conhece muito bem aqueles que hoje combate e sabe, portanto, o que prejudica e compromete o País. Mas, ao mesmo tempo, algumas características de temperamento e as circunstâncias políticas que envolvem sua candidatura a transformam numa incógnita. E de incertezas o País está farto.

Aécio Neves, por sua vez, representa um grupo político que, com a idealização e execução do Plano Real, 20 anos atrás, demonstrou capacidade e competência para resgatar a economia brasileira do fundo do poço e assentar as bases para o desenvolvimento que permitiu os avanços sociais e econômicos do governo Lula. E os muito bem-sucedidos governos do PSDB nos dois maiores Estados da federação, São Paulo e Minas Gerais, neste com o próprio Aécio, são respeitável aval à candidatura tucana.

Eleito, Aécio Neves estará aglutinando um bloco de parlamentares, técnicos e homens de pensamento e ação, capazes de remover da administração pública e da política os vícios nelas implantados pelo lulopetismo - e capazes, também, de colocar o Brasil novamente no rumo do crescimento sustentado e responsável.

Para que isso aconteça - para que o Brasil possa de novo ser um país onde as esperanças de um presente estável e de um futuro promissor de fato se realizem -, cada brasileiro que deseja o retorno à administração pública dos valores da honestidade, da correção, do compromisso com a coisa pública e com a eficiência, deverá votar bem. Será uma escolha entre o atraso escandaloso dos "coronéis" e a modernidade.

O Estado de São Paulo

outubro 04, 2014

A HORA E A VEZ PARA RESGATAR O BRASIL DECENTE : É PRECISO MUDAR. PELO VOTO


Não basta ajoelhar, tem de rezar.
 Não basta se alfabetizar, tem de ler até o fim. 
Não basta ler, tem de analisar. 
Não basta analisar, tem de lembrar. Não basta papaguear slogans, tem de criticar. Não basta crer em marketing, tem de construir um pensamento crítico. Não basta votar, tem de cobrar.

Falta educação política ao eleitor brasileiro. 
Faltam consciência, razão, atitude. 
O programa partidário na televisão, que de gratuito não tem nada, é uma idiossincrasia de país subdesenvolvido. Beneficia quem está por cima. É nocivo, antidemocrático e enganador por dar mais tempo na televisão a qualquer partido que esteja no poder. É um bombardeio de telenovelas eleitorais com efeitos especiais e personagens montados.

Às vésperas do voto de 5 de outubro, o eleitor no Brasil parece suscetível à influência das máquinas partidárias, das mentiras e da hipocrisia de candidatos a todos os cargos. É só observar as tendências do mapa nacional eleitoral, com as múmias e os ladrões, vivinhos e populares.

Penso no eleitor maria-vai-com-as-outras, que prefere não se informar direito, por preguiça, desinteresse ou apego a uma sociedade virtual de rapidinhas mentais, em que se curte ou se demole um texto sem passar do primeiro parágrafo. Dedinho para cima, dedinho para baixo. Adeus às sutilezas, elas só fazem perder tempo. Em vez de ler, posso postar o prato de comida de ontem, as travessuras do cachorro, a descrição detalhada de uma cirurgia, compartilhar textos e vídeos falsos, posso ofender quem discorda ou apedrejar o próximo. Poderia dizer que entendo. Mas não compreendo.

Quando vejo que falsidades sem vergonha rendem votos, penso no voto de cabresto. Não falo do povão nem de classes desfavorecidas. Mas da ignorância – do verbo “ignorar”. Quem ignora é facilmente manipulável pelo marketing sem escrúpulo, não importa a classe social ou o tempo de estudo. É assustador o nível de desinformação dos eleitores brasileiros, especialmente dos mais jovens.

O país que vai às urnas para eleger presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual é o mesmo que explodiu nas ruas há um ano. Foram protestos, pacíficos e incendiários, contra a roubalheira institucionalizada nos últimos anos, a farra dos desvios de verba pública, a tragédia do transporte, saúde, segurança e educação, a insatisfação com indicadores sociais e econômicos, a volta da inflação, a alta do custo de vida, as alianças espúrias com corruptos.

Será que é o mesmo Brasil? 


Escândalos como o da Petrobras derrubam presidentes em países com consciência política. No Japão, alguns governantes e executivos se suicidam quando são flagrados num roubo dessa magnitude. Aqui no Brasil, não faz nem cócegas. Dilma Rousseff, no debate de quinta-feira, disse que “todo mundo comete corrupção”. Eu não cometo corrupção. Você comete? Ouvimos esse discurso há três mandatos do PT, o mesmo partido que desfraldou a bandeira da ética na política.

Não adianta desmascarar os elogios de Dilma a Paulo Roberto Costa, o ex-diretor da Petrobras, bandido e atual delator. Todo mundo sabe agora que ele renunciou em 2012 coberto de agradecimentos de Dilma, em ata, “pelos relevantes serviços prestados à companhia no desempenho de suas funções”. Bota relevância nisso.

Por enquanto, Paulo Roberto Costa virou um pária em casa, com tornozeleira eletrônica. Vamos lavar a jato toda a sujeira, afinal ele devolverá quase US$ 26 milhões em contas bancárias no exterior. E lancha, terreno, Range Rover. 

Dilma convence o eleitor de que foi ela quem pressionou o Ministério Público e a Polícia Federal a investigar? Daqui a alguns anos, Paulo Roberto se candidata a deputado. O marketing é fácil: o que rouba mas delata, o que rouba mas se arrepende, o que poupa os amigos mais poderosos. Ou então escreve um livro best-seller Como roubei durante oito anos a Petrobras e o Brasil do PT sem que ninguém soubesse.

Não é só pelos 20 centavos. Não é só pela Petrobras. 

Qualquer um, se vive um dia normal de classe C, se anda de ônibus superlotado, se vai à emergência de um hospital, se tenta abrir um negócio sem despachante, se vai ao supermercado semanalmente, se esconde celular com medo de ser morto, se procura uma creche que não cobre preços extorsivos, se matricula o filho na escola e compra o material, se vai à farmácia, se precisa cuidar dos pais doentes, se convive com os atuais níveis de poluição e péssimo manuseio do lixo, se assiste ao aparelhamento do Poder, sabe hoje que é preciso mudar. Pelo voto.

RUTH DE AQUINO
Época

outubro 03, 2014

A Hora e a Vez de Aécio Neves

A força que empurra Aécio para o 2° turno está chegando na melhor hora: 
a da decisão. Sua energia deve se propagar com ainda mais força e levá-lo à vitória em 26 de outubro 



Os eleitores brasileiros vão às urnas no próximo domingo. É o momento maior da democracia. É a hora de eleger quem vai comandar o país pelos próximos quatro anos e também de escolher nossos representantes no Legislativo. Chegou a vez de mudarmos o rumo da história.



Aécio Neves chega ao pleito de domingo empatado com Marina Silva na disputa pela presidência da República. A diferença entre os dois, que era de 20 pontos na primeira semana de setembro, é hoje de apenas três, segundo pesquisa do Datafolha publicada ontem. Ou seja, estatisticamente deixou de existir.



A distância entre os dois caiu em praticamente todas as regiões. Em alguns estratos de renda, como os acima de cinco salários mínimos, o candidato tucano já lidera a corrida presidencial. Parece claro que, à medida que foi ficando evidente que Aécio é quem tem condições de derrotar o PT, votos que em algum momento chegaram a ir para Marina voltaram para ele.



Nas simulações de segundo turno contra Dilma Rousseff, Aécio e Marina alcançam agora a mesma pontuação. No entanto, além de estar em forte ascensão, o tucano tem maior potencial de crescimento, mostra o Datafolha.



Segundo as simulações do instituto, Aécio tem 41% de intenções de voto e 27% de eleitores potenciais numa segunda rodada. No caso de Marina, o percentual potencial é menor. Nesta métrica, Aécio também supera a adversária do PT: na soma entre intenções e potencial, Aécio pode atingir 68% no segundo turno; Dilma poderia chegar a até 59%.



Esta é uma eleição cheia de reviravoltas. Uma eleição que muitos, talvez apressadamente demais, deram como resolvida muito tempo antes de o eleitor efetivamente começar a pensar em decidir seu voto - apenas 15 dias atrás, o Ibope ainda mostrava 47% dos entrevistados com "pouco" ou "nenhum" interesse nas eleições.



Aécio sempre disse acreditar que chegaria o momento da "onda da razão", numa eleição repleta de maremotos. O movimento que empurra o tucano para o segundo turno está chegando na melhor hora: a da decisão. Sua energia tende a se propagar com mais força ainda no segundo turno, levando Aécio à vitória em 26 de outubro.



O que sempre foi e continua perene é o sentimento pela mudança que orienta a vontade dos brasileiros nesta disputa. E aos poucos o eleitor foi vendo que quem tem as melhores condições para levar adiante a onda da mudança é o candidato do PSDB. No domingo, é chegada a hora e a vez de fazer valer as razões e as emoções que levam Aécio Neves a ser o futuro presidente que o Brasil quer ter.


PAU QUE NASCE TORTO NÃO ENDIREITA ! ENQUANTO ISSO NA REPÚBLICA DOS TORPES VELHACOS E VIGARISTAS... Revelações vão “chocar o país”, diz Youssef


Durante muito tempo, o doleiro Alberto Youssef e o engenheiro Paulo Roberto Costa formaram uma dupla de sucesso nos subterrâneos do governo. Enquanto Paulo Roberto usava suas poderosas ligações com os altos escalões do poder e o cargo na diretoria de Abastecimento da Petrobras para desviar milhões dos cofres da estatal, Youssef encarregava-se de gerenciar a bilionária máquina de arrecadação que era usada para abastecer uma trinca de partidos e corromper políticos importantes. Paulo Roberto era o articulador, o cérebro da organização. Youssef, o caixa, o banco. Um apontava os caminhos para assaltar a estatal.

 O outro era o encarregado dos malabarismos contábeis para fazer o dinheiro chegar aos destinatários da maneira mais segura possível, sem deixar rastros. Em março deste ano, quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Lava-Jato, que tinha o objetivo de desarticular um esquema de lavagem de dinheiro, a dupla caiu na rede. O que ninguém imaginava — nem mesmo os policiais — é que, a partir das informações dadas pelos dois criminosos, uma monumental engrenagem de corrupção, talvez a maior de todos os tempos, começaria a ruir.

VEJA revelou que Paulo Roberto Costa, o primeiro a assinar o acordo de delação com a Justiça, entregou às autoridades o nome de mais de trinta políticos envolvidos no esquema de corrupção na Petrobras, entre eles três governadores, seis senadores, um ministro de Estado e pelo menos 25 deputados federais, além de Antonio Palocci, o coordenador da campanha presidencial de Dilma Rousseff em 2010, que pediu 2 milhões de reais ao esquema. 

O ex-diretor forneceu o nome dos corruptos que se locupletavam do dinheiro desviado e das empreiteiras que contribuíam com a arrecadação da propina — um golpe já considerado letal na estrutura da organização criminosa. Se as revelações do ex-diretor — muitas ainda desconhecidas — já provocaram um cataclismo, o que está por vir promete um efeito ainda mais devastador. Alberto Youssef, o caixa, decidiu seguir o parceiro e contar o que sabe. E, nas palavras do próprio doleiro, o que ele sabe “vai chocar o país”.

Além de confirmar que o dinheiro desviado da Petrobras era usado para sustentar três dos principais partidos da base aliada — PT, PMDB e PP —, Youssef se colocou à disposição para fechar o elo da cadeia de corrupção, fornecendo as contas no exterior, as datas de remessa e os valores repassados a políticos e autoridades que ele tinha como clientes. Youssef disse às autoridades que, durante o tempo em que operou o banco da quadrilha, por quase uma década, tomou o cuidado de esconder em um local seguro documentos que mostram a origem e o destino das cifras bilionárias que movimentou.

É o que ele garante ser a verdadeira contabilidade do crime — um inventário que está escondido em um cofre ainda longe do alcance das autoridades brasileiras. O acervo é tão completo que incluiria até os bilhetes das viagens que demonstrariam o que os investigadores já apelidaram de “money delivery”, o dinheiro entregue em domicílio.

Robson Bonin
VEJA.com

A HORA É AGORA ! PRECISAMOS RESGATAR O BRASIL REAL E DECENTE. NO brasil maravilha DA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA : Aparelhos atuam nas eleições e na corrupção


Usam-se fundos de pensão de estatais em altas negociatas, mas não se ouvem reclamações das vítimas, talvez por uma estranha solidariedade ideológica

Prestes a completar 12 anos de Planalto, o PT, ou facções dele, vê-se envolvido em alguns casos emblemáticos de uma característica relevante desse longo período no poder, a montagem de aparelhos do partido na máquina pública.



A invejável disciplina e empenho petistas na defesa da visão de mundo do partido se reflete no exercício do perigoso princípio de que “os fins justificam os meios”. Com este pano de fundo é que foi engendrado o mensalão, abastecido com dinheiro público desviado sem pudores para comprar apoio político-parlamentar ao primeiro governo Lula.



Os últimos meses têm sido férteis em casos nada abonadores derivados da atuação de aparelhos petistas. O que operou desde o primeiro governo Lula na Petrobras, num conluio entre sindicalistas, políticos e empreiteiros, apenas começa a ser conhecido com vazamentos de partes de longos depoimentos prestados sob acordo de delação premiada pelo ex-diretor da empresa Paulo Roberto Costa.

O doleiro desse e outros esquemas, Alberto Youssef, fez o mesmo acordo com a Justiça e deve contribuir com informações também esclarecedoras deste que talvez seja o maior escândalo, em cifras, dos últimos tempos.

Soube-se há pouco da atuação enviesada dos Correios, em Minas, para privilegiar as candidaturas de Dilma e de Fernando Pimentel, esta ao governo do estado, na distribuição de peças de propaganda eleitoral.

Desvendada pelo jornal “O Estado de S.Paulo”, a história também é exemplar da atuação de aparelhos petistas, cujo resultado é a “privatização” dessas estatais por interesses partidários. E como a eleição presidencial tem sido a mais dura enfrentada pelo PT desde a vitória de Lula em 2002, todo este aparato de militantes instalados dentro da máquina do Estado — funcionários concursados ou não — trabalha nestes dias com empenho extra. Há muita coisa em jogo nas urnas — além do poder em si, empregos e dinheiro.

Na mesma linha dos golpes dados na Petrobras, há o uso criminoso de fundos de pensão de funcionários de empresas públicas, em altas negociatas, diante do silêncio do braço sindical petista e, por tabela, dos funcionários.

O próprio Youssef e o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, são citados em investigações sobre malfeitos com dinheiro da Petros, fundo dos empregados da Petrobras, e Postalis, não por acaso o fundo dos Correios. Há várias operações de que resultam prejuízos para os fundos e, claro, lucros para os operadores.

Pouco ou nada se sabe de reclamações contra esses virtuais assaltos aos fundos. Talvez o silêncio se explique por alguma estranha solidariedade ideológica. Na Petrobras, há quem não critique a gestão no mínimo temerária de José Sérgio Gabrielli, em cuja administração Paulo Roberto fez a festa, por considerá-lo um “nacionalista”. Mais uma vez, fins justificam meios.


VIGARICE/CANALHICE/PATIFARIA ! QUESTÃO DE ÍNDOLE : Aparelhamento sem pudor

Os Correios já foram uma das estatais mais admiradas, pela qualidade e capilaridade dos seus serviços. Era um símbolo inequívoco da unidade do País, aproximando a sua população, do Oiapoque ao Chuí. Mas o aparelhamento promovido pelo PT na última década desfez esse símbolo e a cada dia reescreve a história da estatal, transformando-a num mero cabo eleitoral. 

O episódio mais recente dessa triste história é um vídeo obtido com exclusividade pelo Estado, no qual o deputado estadual mineiro Durval Ângelo (PT) expressa satisfação e orgulho pelos bons serviços prestados pelos Correios à campanha petista em Minas Gerais, pelo apoio tanto à candidata à reeleição Dilma Rousseff como ao candidato a governador Fernando Pimentel.

O conhecido aparelhamento da administração pública promovido pelo PT recebeu nova prova - histórica -, agora em vídeo. Uma prova que não pode ser negada nem contestada. O vídeo em questão é similar aos vídeos - infelizmente, bastante conhecidos dos brasileiros - que flagram um corrupto recebendo, por exemplo, uma mala de dinheiro. No caso dos Correios, é a prova incontestável do uso de uma empresa estatal - que deveria servir ao público - em benefício de um partido.

Na reunião gravada, tudo é dito abertamente, sem qualquer escrúpulo, sem qualquer pudor. Diz o deputado petista: 
"Se hoje nós temos a capilaridade da campanha do (Fernando) Pimentel e da Dilma em toda Minas Gerais, isso é graças a essa equipe dos Correios".

Para que não pairasse dúvida do grau de importância da reunião, o próprio presidente dos Correios, Wagner Pinheiro, está lá presente, como testemunha do aparelhamento. Da mesma forma que um presidente de uma empresa privada ouve dos seus gerentes os bons resultados operacionais da empresa, Wagner Pinheiro ouve de Durval Ângelo os bons resultados da ação dos Correios em prol das campanhas de Dilma e de Fernando Pimentel no Estado de Minas Gerais. 

"Se hoje nós estamos com 40% em Minas Gerais, tem dedo forte dos petistas dos Correios", diz Durval, acintosamente.

Diante da revelação feita pelo Estado, o presidente dos Correios emitiu uma nota na qual afirma que "os Correios não estão contribuindo com a campanha de qualquer candidato". Justifica-se dizendo que "a reunião não ocorreu durante o expediente e a empresa não custeou despesas relacionadas a ela". É como dizer que um deputado não recebeu propina como deputado porque não era no seu horário de trabalho.

No vídeo, o deputado pede a Pinheiro que faça a direção nacional do PT saber dos bons serviços prestados pela estatal. "Queremos que você leve à direção nacional do PT, que eu também faço parte do diretório, mas também à direção nacional da campanha da Dilma a grande contribuição que os Correios estão fazendo". O vídeo explicita assim não apenas o aparelhamento, mas como é feita a coordenação do aparelhamento e como o PT não brinca no poder.

Instala-se e cobra resultados - e os camaradas têm grande zelo em mostrar os resultados obtidos. Que não fique nas sombras o empenho deles no aparelhamento.

Durval não podia ser mais explícito: 
"No dia da reunião que tivemos no hotel (da qual participou Pimentel), o Helvécio Magalhães (coordenador da campanha do petista) falou: vou me reunir com a equipe ainda esta semana e liberar a infraestrutura. E se hoje nós temos a capilaridade da campanha do Pimentel e da Dilma em toda Minas Gerais, isso é graças a essa equipe dos Correios". Diante da repercussão do caso, Durval explicou que "liberar a infraestrutura" era uma referência a funcionários petistas dos Correios que pediam férias para fazer campanha. 

O vídeo mostra o contrário: 
o uso da máquina pública, e não do tempo livre privado, para fazer campanha.

O que se vê no vídeo é uma espécie de sentimento do dever cumprido. 
Mas o parlamentar petista alerta: aquilo ainda não era uma prestação de contas completa. Esta virá após a eleição de Dilma e Pimentel, na qual - pelas suas palavras - a estatal está fortemente empenhada. 
É o aparelhamento sem pudor e sem escrúpulos.

O Estado de São Paulo