"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

agosto 09, 2014

SOS BRASIL CARCOMIDO 2 ! Empresas sabiam de fraudes de doleiro, diz contadora de Youssef

A contadora do doleiro Alberto Youssef, Meire Bonfim da Silva Poza, disse em depoimento à Polícia Federal obtido pela Folha que as empresas que pagavam por serviços de consultoria de firmas do doleiro sabiam que estavam contratando uma fraude.

A consultoria era a maneira formal que as empresas encontravam para repassar dinheiro a políticos e servidores, segundo acusação da PF na Operação Lava Jato.
O depoimento é considerado pela polícia como uma das principais provas contra as empreiteiras que estão sendo investigadas sob suspeita de superfaturarem contratos já prevendo retirar a propina do valor adicional. 

Ela citou o caso da Mendes Júnior, integrante de um consórcio que fez obras na refinaria da Petrobras em Paulínia (SP), pelas quais recebeu pouco mais de R$ 1 bilhão. A empreiteira pagou R$ 3,8 milhões à GFD Investimentos, empresa de fachada do doleiro que oferecia consultorias.

O Ministério Público Federal considera que os R$ 3,8 milhões ficaram com Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, e com o doleiro. A contadora relatou à PF que chegou a alertar um executivo que trabalhava com Youssef sobre a impossibilidade de a GFD emitir nota fiscal por uma consultoria de "gestão empresarial", para a qual ela não tinha especialistas nem porte para prestar. 

O executivo, chamado João Procópio de Almeida Prado, teria respondido, segundo ela:
"A Mendes Júnior vai providenciar tudo".
Ela disse que a Sanko Sider, a OAS, a Galvão Engenharia e a Unipar contratavam empresas de Youssef que só existiam no papel. A Sanko, maior fornecedora de tubos para a Petrobras, pagou R$ 24,1 milhões a uma empresa de fachada do doleiro.

Além da GFD, a contadora citou outras quatro empresas de Youssef que não existiam de fato:
MO Consultoria, a Empreiteira Ridigez, a RCI Software e Hardware e a RP Montagens Industriais.  Ela confessou que passou notas de sua empresa, a Arbor Consultoria, para clientes do doleiro. Contou que um empréstimo de R$ 4 milhões que aparece em nome de sua empresa junto ao Banco Máxima foi feito para Youssef. 


A contadora disse que Enivaldo Quadrado, sócio da corretora Bônus Banval, era o diretor-financeiro do doleiro. Quadrado foi condenado pelo STF no mensalão por ter usado a corretora para repassar recursos para o PP. Mendes Júnior, OAS, Galvão e Unipar afirmam desconhecer o depoimento. A Sanko diz que a contadora não é testemunha em inquérito em que é investigada e que os serviços de Youssef que contratou foram prestados.

MARIO CESAR CARVALHO/DE SÃO PAULO
Folha

SOS BRASIL CARCOMIDO ! O CANALHA CACHACEIRO PARLAPATÃO ABJETO AGREGOU NA REPÚBLICA UMA SÚCIA : Ex-diretor controlava 1.832 contas da Petrobras

O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa — que foi preso na Operação Lava-Jato da Polícia Federal e é um dos principais alvos das CPIs da Petrobras — controlava nada menos que 1.832 contas bancárias da companhia, segundo documento do Banco Central obtido pelo GLOBO. 
O dado revela o poder de Costa, que ficou no cargo de maio de 2004 a abril de 2012.

De acordo com o documento, contas da companhia continuaram vinculadas a Costa mesmo após sua exoneração do cargo. Em algumas contas, ele aparece até hoje no BC como responsável. A Petrobras informou que o estatuto prevê a representação da empresa pelos diretores, e que os bancos informaram à estatal que Costa não constaria mais nos registros bancários.

Mais de 90% das contas correntes que eram geridas por Costa são do Banco do Brasil. São 1.726 registros no maior banco público do país. Centenas delas só tiveram o vínculo retirado no sistema do BC no dia da deflagração da Operação Lava-Jato da Polícia Federal, em 17 de março deste ano.

Costa foi preso três dias depois, pela suspeita de que tentava destruir provas. 
A PF identificou depósitos de empresas fornecedoras da Petrobras, principalmente com contratos para a construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, para empresas controladas pelo ex-diretor ou pelo doleiro Alberto Yousseff. Costa foi também presidente do conselho de administração da refinaria.

As contas no Banco do Brasil que só deixaram de ser controladas por Costa no dia da operação da PF estão localizadas em dez agências diferentes nos seguintes estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Sergipe, Bahia, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Norte, além do Distrito Federal. O mesmo ocorreu nos bancos BNP Paribas e Santander.

O levantamento indica que algumas contas da Petrobras continuam até hoje nos dados do Banco Central tendo Paulo Roberto como responsável, representante ou procurador. Isso ocorre nos bancos Bradesco, Itaú e Santander. Nos dois primeiros, os registros localizados são de agências do Rio, enquanto no terceiro a agência fica na capital paulista. 


Centenas de outras contas, a maioria do Banco do Brasil, só foram desvinculadas de Costa em 2013, mais de um ano depois da saída dele da Diretoria de Abastecimento. Além dos bancos citados, Costa aparece como administrador nos registros de Sudameris e Real, que foram incorporados posteriormente por Santander, BTG Pactual e Votorantim.

O documento do BC não informa o volume de recursos movimentado por Costa nem a data das movimentações. A listagem serviu como base para a quebra de sigilo bancário. No caso da CPI Mista da Petrobras, o pedido foi de quebra de sigilo de todas as contas operadas por ele desde 2005. Por isso, a comissão deve ter acesso à movimentação dessas contas.

A Petrobras afirmou, em nota, que o estatuto da empresa estabelece que dois diretores, em conjunto, têm poderes para representá-la. Disse ter recebido informações dos bancos mencionados de que Costa não figura mais como representante desde sua saída da empresa, em 2012. A estatal sustentou ainda não haver registro de movimentações feitas por ele.
“O estatuto da Petrobras estabelece que dois diretores em conjunto têm poderes para representar a empresa. Contudo, os bancos citados confirmaram que o ex-diretor Paulo Roberto Costa não consta como representante da Petrobras desde a sua saída da diretoria da empresa. As contas relacionadas pertencem à Petrobras. Entretanto, nos nossos controles e nos dos referidos bancos não há registro de qualquer movimentação realizada pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa”, informou a companhia, por escrito.

O Globo

agosto 08, 2014

ASSENHOREADA POR CRETINOS E CANALHAS : Alvo de mais escândalos, Petrobras registra queda de 20% em seu lucro


A Petrobras anunciou nesta sexta-feira um lucro de 4,96 bilhões de reais no segundo trimestre, queda de 20% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado veio muito abaixo das estimativas de bancos de investimentos obtidas pela Reuters, que apontavam para lucro líquido de 7,04 bilhões de reais. 

Em relação ao primeiro trimestre deste ano, quando o lucro foi de 5,393 bilhões de reais, houve queda de 8%. No semestre, a empresa lucrou 10,35 bilhões de reais, queda de 25% em relação ao mesmo período do ano passado.

Assim como no primeiro trimestre, o anúncio acontece em meio a uma série de escândalos nos quais a empresa está envolvida. Conforme revelou VEJA, a estatal e o governo orquestraram um verdadeiro teatro para manipular a CPI da Petrobras, coletando as perguntas dos parlamentares e treinando os executivos sabatinados para respondê-las, deturpando a função investigativa da Comissão. 

Além disso, o Tribunal de Contas da União (TCU) culpou os diretores da Petrobras pelas perdas acumuladas com a compra da refinaria de Pasadena, no Texas, e determinou a indisponibilidade de seus bens para que haja ressarcimento ao estado. O TCU também tentou incluir a presidente Graça Foster no rol de culpados, mas foi impedido pelo Advogado Geral da União, Luís Inácio Adams. 

Um dos maiores impactos na queda do lucro da empresa veio da área de Abastecimento, cujo prejuízo ficou em 3,883 bilhões de reais no segundo trimestre — 55% maior na comparação com o mesmo período do ano passado, informou a companhia nesta sexta-feira. A área é a principal prejudicada pela política do governo de controlar os reajustes do preço da gasolina, impondo perdas à estatal.
Em comunicado, a presidente Graça Foster afirmou que os reajustes devem ser feitos o quanto antes para melhorar o nível de endividamento da empresa. "Em paralelo aos aumentos de produção e redução de custos, buscamos a convergência dos preços de derivados no Brasil com os preços internacionais", disse. O ministro Guido Mantega sinalizou, no início da semana, que haverá reajuste ainda este ano.

Veja.com

" uma farsa de cabo a rabo: onde ela toca dá choque; aquilo que promete não faz; o que ela começa não termina. Já deu, né?"



O modelo criado por Dilma Rousseff para o setor elétrico está fazendo água. 
Ou melhor, está produzindo escuridão. O tarifaço, com alta acentuada nas contas de luz, não está despontando no horizonte; na verdade, ele já está acontecendo. A tentativa de baixar tarifas na marra fracassou.

O modelo em vigor vem sendo gestado desde que Dilma era ministra de Minas e Energia. Foi lapidado quando ela ocupou a chefia da Casa Civil e recebeu a cereja do bolo quando, já como presidente, em setembro de 2012, ela convocou rede nacional de rádio e TV para anunciar “a mais forte redução de tarifa elétrica já vista neste país”.

Desde então o que se viu foi a antessala do caos. 
O governo vem torrando bilhões de reais para compensar perdas de concessionárias, as empresas do setor simplesmente pararam de investir, a Eletrobrás está praticamente falida e as tarifas já começaram a voltar a níveis mais altos do que estavam quando a MP 579 foi editada.

Ontem, o governo anunciou novo empréstimo para as distribuidoras de energia. São mais R$ 6,6 bilhões, que se somam aos R$ 11,2 bilhões fechados em abril. Do valor da nova operação, bancos públicos bancarão 68%. Dos R$ 17,8 bilhões de socorro até agora, BNDES, Banco do Brasil e Caixa arcarão com 60%.

O segundo empréstimo chega apenas quatro meses após o primeiro, e depois de o governo ter reiteradamente afirmado que a operação de abril fora definitiva e suficiente para livrar as empresas do naufrágio. Nada que a gestão petista diz ou faz resiste por muito tempo.

Além dos empréstimos, desde 2013 até dezembro próximo o Tesouro terá posto mais R$ 21 bilhões no setor para cobrir custos das concessionárias com a compra da energia mais cara das térmicas e no mercado à vista – R$ 816 por MWh, ante R$ 182 dois anos atrás.

Mas o custo dos desequilíbrios causados ao setor desde a edição da MP 579 são bem maiores. A PSR, mais respeitada consultoria do setor, já estimou que a fatura irá chegar a R$ 56 bilhões. Só para comparar, equivale ao dobro do que o Brasil gastou nos preparativos para a Copa.

A candidata-presidente nega que haverá tarifaço se ela for reeleita. Até que enfim tem razão: os reajustes-monstro já estão acontecendo. Nesta semana, a Aneel anunciou aumentos de até 35% nas tarifas de concessionárias. Na média, os aumentos estão em 25% neste ano. Vale recordar: em 2012, a redução média foi de 16%.

Dilma se considera uma especialista em energia. 
Também é apresentada como gerente das mais eficientes.
Na realidade, a candidata-presidente é uma farsa de cabo a rabo: 
onde ela toca dá choque; 
aquilo que promete não faz; 
o que ela começa não termina. 
Já deu, né?


Este e outros textos analíticos sobre a conjuntura política e econômica estão disponíveis na página do Instituto Teotônio Vilela
O Tarifaço de Dilma já Começou

COM O VELHACO CACHACEIRO E A INCOMPETENTA FANTOCHE DESAVERGONHADA : Doze anos sem rumo


Com a indústria incapaz de competir, batida em todos os mercados e sem perspectiva de melhor desempenho a curto prazo, a Associação Brasileira de Comércio Exterior (AEB) iniciou, nesta quinta-feira, mais um encontro nacional de exportadores, com o problema dos custos como tema central. "O Brasil não é um país caro, mas está um país caro", disse o presidente da associação, José Augusto de Castro. Os grandes entraves, segundo ele, são a carga tributária, a burocracia excessiva e a infraestrutura deficiente e sem integração.

De modo mais amplo, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Mauro Borges, apontou o aumento da produtividade como o principal desafio. O Brasil é prejudicado, segundo ele, por dois "grandes déficits estruturais", o de capital físico e o de capital humano. Para enfrentar os dois problemas, faltou dizer, será preciso abandonar e inverter os critérios da política econômica mantida há mais de uma década pelo grupo instalado no poder.

O ministro, obviamente, evitou essa conclusão. 
Como a presidente Dilma Rousseff, ele parece esquecer de um interessante detalhe histórico: os petistas chegaram ao governo federal em janeiro de 2003. Estão completando, portanto, 12 anos de gestão. Mas ele prefere falar de períodos muito mais longos e confrontar os padrões atuais de planejamento com os dos anos 70, quando os militares governavam.

"Perdemos a capacidade de planejar o País, de fazer projetos de qualidade, projetos macro de infraestrutura." É verdade, e a baixa qualidade dos projetos tem sido denunciada pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Mas outros membros do governo costumam falar como se o seu partido houvesse restaurado os padrões de planejamento.

O ministro mencionou também o envelhecimento do parque fabril:
em média, o equipamento tem 17 anos de uso. No caso dos competidores, essa média, acrescentou, fica entre 7 e 8 anos. Mas a idade do equipamento e as deficiências da infraestrutura denunciam um problema contornado sem maior discussão pelo ministro: o baixo nível de investimento público e privado. Empresários e governo terão sempre investido tão pouco nos últimos 4o anos?

Os números oficiais são desconfortáveis para o governo. 
No primeiro trimestre de 2000, o investimento em capital fixo equivaleu a 19% do Produto Interno Bruto (PIB). A relação caiu para 18,2% e 16,7% nos dois anos seguintes. Estava em 16,1% no começo de 2004, quando o PT completava um ano de governo. Subiu nos anos seguintes, com algumas oscilações, e só chegou a 19,2% - pouco acima, portanto, do nível do começo do ano 2000 - no trimestre inicial de 2010. Estava em 19,5% quando a presidente Dilma Rousseff iniciou seu mandato. A partir daí, despencou até 17,7% nos primeiros três meses deste ano.

Os governos petistas foram, portanto, incapazes, durante a maior parte do tempo, de manter a taxa de investimento registrada no fim do século passado. Ultrapassaram esse nível por um período brevíssimo e continuam muito longe da meta anunciada várias vezes pelo ministro da Fazenda, de 24% do PIB.

Mesmo esse pífio investimento tem dependido de capital estrangeiro. 
A taxa de poupança bruta despencou de 17% do PIB no começo da gestão da presidente Dilma Rousseff para 12,7% entre janeiro e março deste ano. Isso se explica, principalmente, pelo uso irresponsável de recursos públicos. O desempenho também ruim da indústria de máquinas e equipamentos combina perfeitamente com o baixo nível da formação geral de capital fixo.

O poder de competição da indústria acompanhou a deterioração do ambiente de negócios. Com muita improvisação e nenhuma estratégia digna efetiva, o governo abusou do protecionismo e da distribuição de benefícios a setores selecionados, sem realmente cuidar do potencial de crescimento do País.
 Em 2000, as vendas de manufaturados representaram 59,07% da exportação total. Corresponderam a 54,71% em 2002. 
No ano passado, ficaram em 38,44%. No primeiro semestre deste ano, em 34,45%.

Serão números estranhos para o ministro?

O Estado de S.Paulo

ELES SEGUEM "MUDANDO"(PARA PIOR) O BRASIL ! SEM O MARQUETINGUE DOS CANALHAS E FALÁCIAS DA "BICHINHA PALANQUEIRA" DO CACHACEIRO : Emprego industrial cai 3,1% em junho, a 33º queda consecutiva


O emprego na indústria recuou 0,5% na passagem de maio para junho, na série livre de influências sazonais, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Na comparação com junho do ano passado, o emprego industrial apontou uma queda de 3,1%, o 33º resultado negativo nesta base e o mais intenso desde novembro de 2009 (-3,7%). O emprego na indústria acumula queda de 2,3% no ano e retração de 1,9% em 12 meses. 

O emprego na indústria registrou queda de 0,9% no segundo trimestre de 2014 em relação ao período imediatamente anterior. Em relação ao segundo trimestre do ano passado, o recuo foi de 2,7%.

Também foram verificadas perdas no número de horas pagas e no valor da folha de pagamento real na passagem do primeiro para o segundo trimestre. Na série com ajuste sazonal, o número de horas pagas entre abril e junho foi 1,2% menor do que nos três primeiros meses do ano, enquanto o valor da folha de pagamento mostrou retração de 0,2% na mesma base.

No confronto do segundo trimestre em relação a igual período de 2013, o número de horas pagas caiu 3,6%. Já o valor da folha de pagamento real mostrou alta de 0,6%, na mesma base de comparação, informou o IBGE. 

Horas pagas. 
O número de horas pagas pela indústria, descontadas as influências sazonais, caiu 1,2% em junho ante maio. Em comparação com junho do ano passado, o indicador recuou 4,2%, a 13ª taxa negativa nesse tipo de confronto e a mais intensa desde outubro de 2009 (-5,3%).

No ano, o indicador relativo ao número de horas pagas pela indústria acumula queda de 2,9%. Em 12 meses, a retração é de 2,3%.


Comparando o resultado de junho com igual mês de 2013, o IBGE revelou que as taxas foram negativas em todos os 14 locais pesquisados e em 16 dos 18 ramos pesquisados. 

Em termos setoriais, as principais influências negativas partiram do setor de 
meios de transporte (-8,6%), 
máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-10,6%), 
máquinas e equipamentos (-5,8%), 
produtos de metal (-6,9%), 
calçados e couro (-8,6%), 
alimentos e bebidas (-1,6%), 
produtos têxteis (-7,5%), 
vestuário (-4,2%) 
e outros produtos da indústria de transformação (-3,8%), 
todas na comparação com junho de 2013. 

Já os impactos positivos vieram de minerais não-metálicos (0,9%) e de produtos químicos (0,7%). 

Folha de pagamento. 
O valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria caiu 2,4% em junho ante maio, segundo o indicador ajustado sazonalmente. No ano até junho, o indicador ainda registra avanço de 1,3%, enquanto em 12 meses a alta é de 0,7%. 

Em comparação a junho de 2013, a folha de pagamento na indústria em junho deste ano recuou 0,3%, interrompendo uma sequência de cinco meses de alta nesta base. Nesse tipo de comparação, foram registradas quedas em 6 dos 14 locais pesquisados, com destaque para Minas Gerais, onde o recuo de 5,5% no valor real da folha de pagamento foi pressionado pela queda no setor de meios de transporte (-31,1%), devido à base elevada em junho do ano passado.

Ainda na comparação ante igual mês do ano passado, o IBGE destacou que o valor da folha de pagamento real da indústria caiu em 14 dos 18 setores investigados, com destaque para meios de transporte (-2,9%), 
produtos de metal (-5,1%), 
máquinas e equipamentos (-2,6%), 
máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-4,3%), 
papel e gráfica (-3,3%) 
e calçados e couro (-4,6%).

Idiana Tomazelli - Agência Estado

agosto 07, 2014

BRASIL REAL : Na Antessala do Desemprego



O péssimo desempenho registrado atualmente pela indústria automobilística ilustra o tamanho da crise em que a economia brasileira está mergulhada. Também descortina no horizonte o fantasma das demissões. Podemos estar na antessala do aumento do desemprego.

Se a política econômica adotada pelo governo Dilma Rousseff prestasse, as montadoras deveriam ser o último setor a enfrentar problemas. Foram o segmento mais contemplado com medidas de desoneração tributária nos últimos anos. Vê-se que as iniciativas de Brasília não passaram de remendos.

Desde 2006 as fábricas de automóveis não produziam tão pouco num mês de julho. No ano, a queda acumulada supera 17%. No mesmo período, as exportações caíram 35% e as vendas, quase 9%, só devendo começar a se recuperar no fim de 2015, segundo O Globo. Se isso não é crise, o que mais poder ser?

O setor automotivo fornece uma amostra das dificuldades da indústria brasileira como um todo. A queda na produção de veículos é responsável por 75% de toda a retração industrial no acumulado deste ano até junho, registra a Folha de S.Paulo.

O lado mais perverso da moeda é o desemprego. Só as montadoras cortaram 7 mil vagas neste ano, o que equivale a 4,2% do total. Apenas em junho, a indústria como um todo fechou 28 mil postos.

Além de milhares de vagas fechadas, a indústria tem recorrido à suspensão temporária de contratos de trabalho. Os chamados layoffs, que podem perdurar até cinco meses, têm se tornado cada vez mais comuns. O passo seguinte são as demissões.

Entre janeiro e julho deste ano, 12 mil trabalhadores entraram em regime de layoff, segundo O Globo. Neste particular, a situação só não é pior que a vivida em 2009, quando o país amargava a pior fase da crise global detonada no ano anterior.

O governo, porém, insiste que não há nada de errado com a economia, com a indústria em particular, nem com suas políticas erráticas. Para o petismo, a crise é externa, jamais causada por razões internas.

O problema não é apenas o diagnóstico errado. O governo nega que sejam necessárias correções de rumo na condução de sua política econômica, como fez Dilma ao participar de sabatina na CNI na semana passada. Sem admitir erros, não há como corrigi-los.

As dificuldades que vão se alastrando expõem os limites dos pacotes de estímulos fabricados aos borbotões em Brasília nos últimos anos. Foram gambiarras, paliativos, algo que, define bem o dicionário Houaiss, serve apenas para “atenuar um mal e protelar uma crise”. Pelo jeito, o efeito passou e a dor agora pode vir mais forte.

Este e outros textos analíticos sobre a conjuntura política e econômica estão disponíveis na página do Instituto Teotônio Vilela

agosto 06, 2014

Brasil registra saída de US$ 1,8 bilhão em julho . Conta ficou no vermelho devido à queda nos investimentos vindos do exterior

O fluxo cambial, que consiste na entrada e saída de moeda estrangeira do país, fechou julho com saldo negativo de 1,79 bilhão de dólares — o segundo pior do ano. Segundo dados do Banco Central, o resultado só não ficou ainda mais negativo porque houve entrada de recursos via balança comercial nos últimos dias do mês. Somente entre os dias 28 e 31 do mês passado, o fluxo cambial ficou positivo em 2,89 bilhões de dólares, informou o Banco Central nesta quarta-feira. 

Na última semana, o saldo fechou positivo em 2,95 bilhões de dólares, considerando também o superávit de 62 milhões de dólares do dia 1º de agosto, sexta-feira. O resultado, assim, compensou, em parte, o saldo negativo, de 4,5 bilhões de dólares, acumulado até o dia 25 de julho.

O desempenho de julho veio da conta financeira (por onde passam os investimentos estrangeiros, entre outros), com déficit de 3,41 bilhões de dólares, o maior rombo no ano. Já a conta comercial fechou julho com saldo positivo de 1,62 bilhão de dólares. 

No ano - No acumulado do ano, informou o BC, o fluxo cambial estava positivo em 2,42 bilhões de dólares até sexta-feira. O BC informou também que os bancos tinham posição cambial vendida de 15,64 bilhões de dólares em julho, ante 13,75 bilhões de dólares em junho.

No jargão do mercado financeiro, estar "comprado" significa aposta de que as cotações do dólar podem subir. Ao ter a moeda em caixa, é possível lucrar com uma eventual alta das cotações. Estar "vendido" neste mercado, por outro lado, representa expectativa de queda do preço da moeda.
Veja.com
(Com agência Reuters)

Democracia e mercado - "Por sorte, porém, posso dizer o que penso, sem temer patrão subserviente ou governo imperial. "

Tempos atrás o consultor político James Carville (autor da estratégia "é a economia, estúpido!", que elegeu Bill Clinton em 1992) afirmou o seguinte: "Eu imaginava que, se houvesse reencarnação, eu quereria voltar como presidente, ou papa (...). Mas agora quero voltar como o mercado de títulos. Você consegue intimidar todo mundo".

A declaração bem-humorada é precisa para motivar a discussão sobre a relação ainda mal compreendida entre mercado e democracia, como exemplificado há pouco pelo caso Santander.

De maneira geral me parece que os mais familiarizados com temas econômicos e financeiros não viram grande problema na atitude do banco (depois renegada) de mandar a seus clientes análise apontando um dado corriqueiro:
 uma relação negativa entre o desempenho da presidente nas pesquisas de intenção de voto e o mercado acionário. Concretamente, ações se valorizam quando a presidente cai nas pesquisas e vice-versa.

Vista pela ótica dos mais afeitos à política do que economia ou finanças, a análise não foi percebida dessa forma, mas sim como um estímulo à especulação.

A verdade, porém, é que mercados financeiros tendem a reagir muito rápido a qualquer informação nova. Preços de ações, moedas, títulos etc. refletem promessas de pagamento futuro com maior ou menor grau de certeza.

Títulos públicos oferecem um fluxo conhecido de juros, mas o verdadeiro valor desse fluxo só será sabido depois de conhecida a inflação do período. O preço das ações reflete as expectativas de lucros das empresas, por definição ignorados no momento de aquisição do papel.

As atitudes de qualquer governo afetam essas expectativas. Um melhor controle da inflação, por exemplo, aumenta a atratividade (portanto os preços) dos títulos públicos, reduzindo taxas de juros de prazo mais longo.

Já perspectivas de políticas que reduzam lucros de um determinado segmento, por exemplo, reduzindo tarifas de importação de produtos estrangeiros similares, devem derrubar os preços das companhias que nele operam.

Note-se que em ambos os exemplos acima o governo adotaria políticas que muito provavelmente elevariam o bem-estar da população como um todo (ainda que a distribuição desses ganhos seja tema bem mais complexo), mas no primeiro caso com repercussões positivas para o mercado de títulos, enquanto no segundo o impacto seria negativo para o mercado acionário, ao menos para empresas do setor em questão.

Colocado de outra forma, o mercado financeiro julga políticas governamentais o tempo inteiro, mas por uma métrica bastante bem definida, a saber, os efeitos dessas políticas sobre os preços de ativos.

Não é seu papel avaliar se tais medidas elevam ou reduzem o bem-estar, muito menos como tais efeitos são sentidos por cada segmento da população. Quem o faz são os eleitores, em frequência bem distinta do mercado (no caso do Brasil, uma vez a cada quatro anos; não várias vezes ao longo de um dia de transações).

No caso Santander, essa distinção foi perdida. A análise não era um julgamento sobre as medidas do governo pela ótica do bem-estar, portanto com um viés político-eleitoral; mas sim, como vimos, pela perspectiva do comportamento dos preços de ativos.


Da mesma forma, a confusão aparece no caso da consultoria Empiricus, cuja análise sobre perspectiva de mercados foi censurada com se fosse propaganda partidária.

Isso dito, minha avaliação é que a continuidade da atual política econômica terá efeitos negativos tanto sobre o bem-estar (crescimento baixo, inflação alta) como sobre o preços de ativos, em particular no mercado de ações, em que prevalecem empresas controladas pelo governo, cujos resultados têm sido prejudicados por políticas equivocadas, como controles de preços, em razão da incapacidade de lidar com a inflação.

Por sorte, porém, posso dizer o que penso, sem temer patrão subserviente ou governo imperial.


Alexandre Schwartsman
Folha

FASTIO OU VERGONHA DE SER O QUE É? Mesmo com O ABJETO PARLAPATÃO, Padilha não consegue atrair atenção de metalúrgicos em fábrica do ABC

Nem mesmo jogando em casa, com seu principal astro em campo e com o apoio de uma massa organizada de mais de 300 militantes e apoiadores, o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha (PT), candidato a governador, conseguiu atrair a atenção dos eleitores. Na tarde desta terça-feira, ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o petista fez campanha na porta de uma montadora em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, Grande São Paulo, e não conseguiu a adesão dos cerca de quatro mil metalúrgicos que saíam de um turno de trabalho. 

 Entre os petistas o desânimo é visível. 
O prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, criticou a baixa arrecadação da campanha do ex-ministro.

Não é de hoje que o desempenho de Padilha preocupa os petistas. Em junho, lideranças da legenda já temiam pelo baixo desempenho do candidato escolhido por Lula para disputar a sucessão estadual. A análise do PT é que se ele continuar mal em São Paulo, a presidente Dilma Rousseff (PT) terá mais dificuldade para reverter o quadro de rejeição no estado, que ultrapassou os 40% nas últimas pesquisas. 

Os petistas estão debruçados sobre as últimas pesquisas eleitorais, como o Ibope divulgado no dia 30 de julho, que deu 5% para Padilha e mostra Dilma em queda no estado.

Na programação oficial do ato político, militantes estariam desde as 14h na porta da unidade da Ford de São Bernardo, às margens da Rodovia Anchieta, fazendo panfletagem. Às 16h, Padilha e Lula chegaram a porta da fábrica, onde aguardariam a saída dos trabalhadores prevista para o mesmo horário. 

Em seguida, discursariam.A organização saía como planejado até que um problema no carro de som obrigou Lula e Padilha a desistirem de ficar em cima do veículo, e os obrigou a ir para dentro da fábrica fazer o corpo a corpo com os trabalhadores. 

Durante o ato, o som foi restabelecido, mas voltou a falhar. Apesar da presença da principal estrela do PT, os trabalhadores não esperaram para o discurso final e foram embora da fábrica antes que o ex-ministro e Lula discursassem.

Organizadores minimizaram a debandada justificando que os trabalhadores estavam cansados e foram embora para não perder as conduções que os aguardavam. Acostumado a comandar multidões nos anos 1970 e 1980 na portas das montadoras do ABC Paulista, Lula criticou:

— Da próxima vez temos que pedir ao sindicato que convoquem uma assembleia para os trabalhadores ficarem. E arrumar um carro de som melhor também. Eles não estavam conseguindo nos ouvir — disse Lula, que não quis falar com a imprensa, e completou:
— Falam que eu gosto de um poste. Vou dar luz a este poste — disse o ex-presidente, em referência à Padilha.

Uma das táticas adotadas pelo PT para tentar tirar da inércia a campanha de Padilha é intensificar a presença do ex-presidente Lula na sua campanha e "reconquistar" os votos da base sindical da legenda. O PT conta com prefeituras importantes no chamado cinturão vermelho da Grande São Paulo: São Bernardo do Campo, Santo André, Mauá, Osasco e Guarulhos, com mais de três milhões de eleitores.


Militantes de Padilha abandonam placas e cavaletes antes de evento de ex-ministro com Lula no ABC

Ainda derrapando nas pesquisas, o ex-ministro da Saúde e candidato ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha (PT), estará nesta terça-feira na porta da montadora da Ford, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, Grande São Paulo, ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Duas horas antes do evento, a campanha abandonou placas e cavaletes com a imagem dos petistas e da presidente Dilma Rousseff (PT) pelas ruas da região desrespeitando a legislação eleitoral, que determina a presença de um militante tomando conta de cada placa.
RENATO ONOFRE
O Globo