"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

julho 07, 2013

O HOMEM DE 2015 E O brasil maravilha "PUTÊNCIA" DOS FARSANTES : Crise de Eike põe mais dúvida sobre o Brasil no exterior. "Ambos tinham muito potencial, mas não estão entregando o prometido".


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A derrocada dos negócios do empresário Eike Batista virou para investidores e analistas americanos de mercado um exemplo dos problemas da economia brasileira: 
"Ambos tinham muito potencial, mas não estão entregando o prometido".

A maioria dos ouvidos pela reportagem destaca que há vários casos de sucesso no mundo corporativo brasileiro para compensar a queda do mundo X, mas há temores de que medidas populistas sejam tomadas pelo governo. Para eles, a euforia sobre o país e sobre Eike já é passado.

"A queda das ações e dos títulos do Eike foi acelerada pela onda de protestos. Ninguém imagina agora que o governo possa resgatá-lo. Seria muito impopular ajudar um bilionário neste momento", disse o analista do banco JPMorgan Daniel Sensel.

"Eike prometeu muito e não conseguiu entregar. Suas empresas têm muita dívida. O investidor se deu conta de que elas jamais seriam tão grandes como se esperava." 


Um grande investidor americano, com presença no Brasil e na China, chamou Eike de "Donald Trump brasileiro". Pedindo que não tivesse o nome revelado, como vários investidores entrevistados, recordou que Eike deu longa entrevista há dois anos ao programa de TV "60 Minutes".
Em uma extensa reportagem especial sobre o Brasil, Eike fala que "os americanos precisam acordar para o Brasil, vocês ainda acham que nossa capital é Buenos Aires". O investidor diz que Eike, desde então, parecia arrogante e um grande vendedor, mas demorou para provar que obtinha resultados.
Editoria de Arte/Folhapress
DÚVIDAS

Refletindo a incerteza do investidor estrangeiro sobre o país, muitos faziam perguntas ao repórter antes de dar opinião. Questionavam se a onda de protestos duraria muito mais, a permanência do ministro Guido Mantega (Fazenda) no cargo e até se haveria outros "Eikes".

Para Robert Lafranco, editor do índice de bilionários da agência Bloomberg, "a queda de Eike é tão chocante quanto se amanhã Amancio Ortega [dono da rede espanhola de moda Zara] perdesse sua fortuna".

"O petróleo que ele prometeu não veio, os preços do ouro e do ferro estão caindo. Ele já foi vendedor de seguros, tem lábia, mas agora os credores correm atrás."


IMPACTO NO PAÍS

Para os analistas, quem conhece bem o Brasil sabe que Eike deveria ter um impacto "pequeno" sobre a imagem do país. Para quem conhece menos, porém, a impressão pode piorar.

"Intervenções de Dilma nas companhias elétricas ou a queda do real têm muito mais impacto na imagem do país que Eike", diz Sensel.

"Ou se Dilma adotar medidas populistas que impactem o desempenho das empresas ou aumentem a regulação de certos setores."

Um relatório do Crédit Suisse aponta para esse pessimismo sobre o país. A projeção de alta do PIB neste ano foi recortada de 3% para 2%.

Os analistas do banco citam várias "dinâmicas desfavoráveis", como redução de investimentos dada à instabilidade do país, a desvalorização do real aumentando a pressão sobre a inflação e a desaceleração na China. Eles também apostam na queda de confiança entre consumidores e empresários.
 
Editoria de Arte/Folhapress
*RAUL JUSTE LORES" DE WASHINGTON 

Mais : 

LEMBRAM DA FANFARRICE PETRALHA : O CACHACEIRO NOS ENSINOU O CAMINHO? POIS É! O "QUERIDINHO" FÁTUO SEGUIU À RISCA O RASTO : Bolha da OGX foi inflada por 55 anúncios de descobertas de petróleo, grande parte deles anunciando descobertas em um mesmo poço

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Em uma campanha exploratória impressionante a OGX protagonizou, em dois anos e meio - de outubro de 2009 a maio de 2012 -, 55 anúncios de descoberta de petróleo ou declarações de comercialidade (jargão que indica, no setor de petróleo, que uma área pesquisada vai virar um campo produtor). 


A cada comunicado promissor, o mercado reagia imediatamente e a empresa acompanhava os saltos no gráfico de suas ações.

Um levantamento de todas as divulgações feitas pela petroleira de Eike Batista desde sua criação, em 2007, revela que foram mais de 105 comunicados oficiais. Metade deles apontava indícios de petróleo em suas áreas. Grande parte das descobertas referia-se ao mesmo poço perfurado, apenas em estágios diferentes. 

A despeito disso, as ações subiam sempre que um desses "fatos relevantes", como são conhecidos os relatórios oficiais, era enviado à Bolsa de Valores e à Comissão de Valores Mobiliários (CVM, responsável pela fiscalização de mercado).

Agora, o mercado financeiro parece dividido entre alternativas ruins: houve incompetência, ingenuidade ou má gestão? 
"Não é plausível que uma empresa com tantas promessas de sucesso tenha se tornado um fracasso da noite para o dia", diz Ricardo Lacerda, sócio do banco BR Partners.

Alguns comunicados tinham tom eufórico. 
"A OGX é a prova de que vale a pena apostar na competência dos brasileiros e na riqueza e abundância dos nossos recursos naturais. Esses recentes sucessos vão pavimentar o caminho do nosso robusto crescimento e igualdade social. Viva o Brasil!", escreveu Eike em outubro de 2009, no fato relevante enviado à CVM sobre a descoberta no bloco marítimo da Bacia de Campos BM-C-43.

Até junho de 2012, quando teve de revelar o real volume do petróleo que jorrava de sua principal aposta, o campo de Tubarão Azul, na Bacia de Campos - um décimo do que apregoou -, o tom das informações que vinham da OGX era exatamente esse. 

Em janeiro de 2010, poucos meses depois de começar a furar os poços, Eike fez uma previsão mais do que otimista num documento ao mercado: 
"Com os resultados de nossas perfurações até o presente, fomos capazes de revelar uma nova província no sul da Bacia de Campos e quebrar paradigmas (...). Agora nos preparamos para uma nova fase na história da OGX, que buscará atingir a produção de 1,4 milhão de barris por dia em 2019". 

Ou seja, previa, em dez anos, alcançar o resultado que a Petrobrás obteve somente depois de cinco décadas.

Há uma semana, jogou a toalha: 
a produção em Tubarão Azul deve cessar em 2014, dois anos após retirado o primeiro óleo. Outros três campos foram suspensos três meses após a declaração de comercialidade. 
A OGX invalidou as projeções divulgadas anteriormente. 

Segundo fontes, a CVM agora vai olhar para trás e investigar o "conjunto da obra" da OGX. Vai analisar com lupa todos os fatos relevantes, em especial os que continham projeções, para averiguar se foram elaboradas sem diligência ou de forma a confundir o investidor. 

A avaliação poderá respingar não só nos atuais executivos, mas em todo o grupo de estrelas do setor contratado a peso de ouro.

Em abril de 2010, por exemplo, a CVM exigiu da OGX esclarecimentos sobre um volume atípico de movimentação das ações. Nessa época, apenas quatro meses depois de passar a integrar o índice Bovespa, a empresa fizera seis comunicados de "presença de hidrocarbonetos" (indícios de petróleo) nos mesmos dois blocos (BMC-41 e BMC-42) da Bacia de Campos. O BMC-41 deu origem ao prospecto de Waimea, que virou o campo de Tubarão Azul. 

A OGX respondeu que a elevação das negociações poderia ter sido por uma avaliação positiva do banco Credit Suisse ou pelos rumores de que estaria em curso a venda de 20% da empresa. 

Luiz Felipe Carvalho, analista de petróleo do HSBC, diz que a credibilidade da OGX foi corroída por uma série de eventos. 
Em fevereiro de 2011, a OGX informava que Waimea continha óleo pesado, de 20º API, que não está nos melhores padrões de comercialização. 

Mas a vazão seria extraordinária: 
40 mil barris por dia. 
Hoje sabe-se que essa vazão, decrescente, não ultrapassa 5 mil barris diários.

A divulgação de previsões é facultativa, mas segundo as regras da CVM, deve trazer "informações verdadeiras, completas e que não induzam o investidor a erro". "O mais surpreendente é que após ter levantado tanto capital sobraram tão poucos ativos do império X", diz Lacerda, do BR Partners.

A partir de outubro de 2009, quando anunciou sua primeira descoberta, a OGX passou a adotar nos comunicados o aposto: 
 "maior companhia privada brasileira do setor de petróleo e gás natural em termos de área marítima de exploração".

Perplexidade. 
A queda da OGX provocou perplexidade e dividiu opiniões. 

No BNDES, um dos principais financiadores de Eike, há quem acredite que o empresário pode ter sido ludibriado, como a maior parte do mercado. "Atuar alavancado cobra seu preço: o preço é que os 'planos de negócio' sejam consistentes, caso contrário...", disse a fonte.
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Para alguns, o fato de Eike ter mantido as ações das companhias X pode dificultar uma punição. "Ele está morrendo com o mico-preto na mão", disse um executivo do alto escalão de uma multinacional.

Irany Tereza e Mariana Durão - O Estado de S.Paulo

brasil maravilha DOS IMPOSTORES E FARSANTES SEM "MARQUETINGUE" ! Mercado de trabalho perde o fôlego . Indicadores já começam a dar sinais de que a taxa média de desemprego deve se estabilizar, após três anos de queda, ou até voltar a subir


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Depois de três anos seguidos de queda no desemprego, a perspectiva para este ano é que a taxa média se estabilize no nível de 2012 ou até volte a subir. 


Vários indicadores do mercado de trabalho já dão sinais de perda de dinamismo e o modelo econômico baseado no consumo começa a ter impacto na ocupação. A taxa média de desemprego de 2012 foi de 5,5% da População Economicamente Ativa (PEA), a mais baixa dos últimos anos.

"A fase de boom do mercado de trabalho ficou para trás. Aquela situação espantosa de 2012, com o emprego aquecido e a economia fraca pode estar passando por um ponto de inflexão", afirma o economista da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), Eduardo Zylberstajn.

Ele notou alterações recentes no comportamento de dois indicadores que podem indicar mudanças importantes no mercado de trabalho. O primeiro é o Índice de Pressão Salarial, calculado pela Fipe, com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Esse indicador mede a relação entre o salário médio de admissão e o salário médio de desligamento.

Em janeiro de 2013, essa relação era de 97%. 
Ou seja, o salário de admissão era apenas 2,8% menor do que o salário médio de desligamento, refletindo a dificuldade de recrutar mão de obra. Mas desde fevereiro, observa Zylberstajn, essa relação vem caindo e em maio foi de 93%. Significa que o salário de admissão é 6,6% menor do que o de demissão. O economista ressalta que a relação é ainda muito elevada, mas essa queda pode ser um indício de mudança.

Zylberstajn também destaca outro indicador que pode estar sinalizando uma transição, que é a fatia de trabalhadores que pediram demissão em relação ao total de demitidos. Esse índice espelha o ímpeto do trabalhador de pedir a conta porque acredita que vai conseguir um emprego melhor.

Em dezembro de 2007, esse indicador acumulado em 12 meses estava em 21%, fechou dezembro do ano passado em 29,1% e desde então permanece estável e com tendência de queda. "O ímpeto do trabalhador que vai conseguir um emprego melhor está perdendo força", diz o economista.

Moderação.
 "O momento é de moderação do mercado de trabalho", afirma o economista da LCA Consultores, Fábio Romão. Ele pondera que ainda não dá para afirmar que o mercado de trabalho esteja "virando" porque a taxa de desemprego ainda é historicamente muito baixa. Mas a perspectiva é de que a taxa se mantenha neste ano no mesmo nível da de 2013, com risco de alguma elevação. "É sinal de que algo diferente está acontecendo no mercado de trabalho."

Romão sustenta essa análise com o resultado de alguns indicadores. 
O primeiro é a ocupação, que cresceu apenas 0,1% em maio ante o mesmo mês de 2013. Essa foi a menor variação anual desde outubro de 2009, quando ocorreu a crise. No ano passado, o estoque de trabalhadores ocupados aumentou, em média, 2,1%.

"A ocupação despencou", diz o economista da LCA. Ele atribui esse resultado ao processo de retenção de mão de obra que houve em 2012 na expectativa de que ocorresse uma recuperação. A dificuldade de encontrar trabalhadores qualificados somada ao alto custo de demitir mitigou as contratações no início deste ano. 

Romão acrescenta que houve menor variação dos rendimentos em termos reais. O crescimento real da renda em maio foi de 1,4% em relação ao ano passado. Na média de 2012, o rendimento real tinha aumentado 4,1%. 

"Entre janeiro e abril, todos os setores tiveram desempenho ruim, mas a indústria era um contraponto", diz Romão. Em maio, no entanto, observa o economista, o resultado foi diferente e a indústria teve desempenho ruim. "Isso preocupa porque a indústria é mais reativa: é o primeiro setor que reage quando há mudanças, tanto para cima como para baixo", afirma ele.

Negociações.
 O coordenador de relações sindicais do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), José Silvestre, concorda com Romão: 
"É possível que tenhamos neste ano uma taxa de desemprego maior". Mas ele ressalta que não faz projeções para esse indicador. 

De toda forma, Silvestre constatou que o mercado de trabalho está perdendo fôlego e cita como um indicador desse movimento o porcentual menor de categorias que conseguiram reajustes salariais acima da inflação no primeiro trimestre deste ano, o último dado disponível.

Entre janeiro e março, 87% das categorias obtiveram dissídios acima da inflação e o índice médio de reajuste foi de 1,4%. No primeiro trimestre do ano passado, foram 94,6% das categorias que estavam
nessa condição e o índice era de 1,96%.
"Muitos sinais erráticos da economia devem ter impacto nas negociações salariais", diz o economista. Ele acredita que a tendência do primeiro trimestre seja mantida.

MÁRCIA DE CHIARA - O Estado de S.Paulo

julho 06, 2013

ONDE TEM PETEBRAS DO (P) artido (T) orpe TEM : TRAMÓIA /TRAMBIQUE/TRAPAÇA/GESTÃO(1,99)/MÁ FÉ... Contabilidade criativa (?)



A Secretaria de Comércio Exterior divulgou na semana passada o saldo comercial com um superávit de 2,4 bilhões de dólares em junho, o maior do ano — um resultado vistoso para o período que o pais vive.

Segundo a Secex, o Brasil exportou no mês passado 21,2 bilhões de dólares. Tal resultado, contudo, é fruto de um artifício. Para alcançá-lo, o governo enfiou no item “exportação de manufaturados” a venda de uma plataforma para extração de petróleo, a P-63, por 1,6
bilhão de reais.

A plataforma teria sido exportada pela Petrobras para a subsidiária da
estatal no Panamá — isso de acordo com a Secex. Só que a plataforma nunca saiu do Brasil.

No dia 18 de junho, a P-63 partiu de um estaleiro em Rio Grande (RS) em direção à Macaé (RJ). Ainda está em mares brasileiros e começará a operar na Bacia de Campos em setembro.

Foi, portanto, uma exportação feita apenas no papel. Assim, um superávit de 784 milhões de dólares engordou artificialmente para 2,4bilhões de dólares.

Segundo a Petrobras, a operação é legal, amparada por um regime aduaneiro especial. O.k., mas foi usada como técnica de ilusionismo para
lustrar o saldo da balança comercial.

(Atualização, às 14h28. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e
Comércio Exterior enviou o seguinte complemento, que em nenhum momento desmente a nota acima: “Esta operação foi realizada ao amparo do regime do REPETRO – Regime aduaneiro especial de exportação e de importação de bens destinados às atividades de pesquisa e lavra das jazidas de petróleo e de gás.A apuração estatística da referida operação na exportação brasileira está em concordância com as recomendações das Nações Unidas de metodologia e produção estatística de comércio exterior, da qual o Brasil é signatário. A instituição do REPETRO tem por objetivo conferir maior competitividade à indústria nacional no fornecimento de equipamentos/montagem para a exploração e produção de petróleo e gás natural, o que permitirá também o domínio da tecnologia nesse importante segmento econômico e a geração de emprego e renda no país”) 

Por Lauro Jardim/Veja.com : Contabilidad criativa

ENQUANTO ISSO II ... NO brasil da "MAIS PREPARADA" SEGUNDO UM CACHACEIRO PARLAPATÃO : Protestos, dólar e inflação já afetam projeções para PIB de 2014


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A desvalorização do real, o risco de inflação mais alta e o efeito das recentes manifestações sociais têm levado alguns economistas a prever um cenário econômico pior em 2014 do que neste ano.

Em média, o mercado ainda projeta crescimento de 3% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2014, acima da taxa de 2,4% esperada para 2013.

Mas um número crescente de instituições começa a vislumbrar que dias piores virão antes que a economia comece a se recuperar, embora essa visão não seja consensual.  Editoria de Arte/Folhapress
 
O Itaú Unibanco, a consultoria MB Associados e a corretora Nomura já esperam expansão mais fraca em 2014.

A consultoria Tendências está revisando os números, mas também vê o risco de desaceleração da atividade.

"Todos os fatores que determinam a demanda futura estão piorando. Bolsa em queda, juros em alta, fluxo de capitais caindo e por aí vai", afirma Tony Volpon, diretor da Nomura.

Uma análise da Nomura sobre o impacto de indicadores financeiros para a economia aponta risco de contração do PIB no fim deste ano.
Para Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados, a incerteza em relação à política econômica e a deterioração fiscal afetaram as expectativas do setor produtivo e do mercado financeiro.

Segundo ele, além desses fatores, a alta de juros para combater a inflação e a forte oscilação da taxa de câmbio fazem com que "um cenário ruim em 2014 seja inevitável".

CENÁRIO EXTERNO

A perspectiva de que os juros nos EUA podem subir antes que o esperado tem levado investidores a transferirem recursos de países emergentes para ativos americanos.

Em relatório recente, o Itaú Unibanco ressaltou que, em meio a esse processo de realocação, o real tem se desvalorizado mais do que as moedas de outros emergentes.

Segundo o banco, o baixo crescimento do PIB brasileiro e a incerteza sobre a política econômica podem explicar a depreciação mais acentuada do real. Para a instituição, isso pode fazer com que a moeda se aprecie menos quando o mercado se acalmar.

O economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito, discorda da avaliação de que a economia tende a piorar em 2014.

Perfeito, que acertou o o resultado fraco do PIB no primeiro trimestre de 2013, acredita que o pessimismo em relação à economia brasileira está exagerado. 

 
"Acho que essa onda de pessimismo vai acabar sendo revista e isso tende a trazer uma recuperação do investimento", afirma. Para 2014, ele prevê alta de 3,5% do PIB, ante 2,1% neste ano.

ÉRICA FRAGA DE SÃO PAULO

ENQUANTO ISSO... NO brasil da "MAIS PREPARADA" SEGUNDO UM CACHACEIRO PARLAPATÃO : "o mercado já começa a perceber que foi longe demais vendendo o Brasil". - Análise: Inflação coroa um mês a ser esquecido e reforça pessimismo

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Junho é para esquecer.
Mal tinha terminado maio e um fantasma já havia se instalado no coração dos investidores internacionais: o provável fim do "quantitative easing" (recompra de títulos da dívida pelo Federal Reserve) nos EUA iria sinalizar um processo de liquidação de ativos em patamares de igual magnitude ao de sua valorização.

Investidores com o dedo no gatilho venderam tudo o que podiam para fazer caixa.

Por aqui, junho começou com PIBinho e o Banco Central subindo a Selic acima do esperado, sinalizando que iria limpar na marra excessos fiscais da base monetária.

Pouco depois a agência de avaliação de risco Standard & Poor's rebaixa o outlook para o Brasil, tornando oficioso o desconforto generalizado entre investidores.

Isso sem contar que, em junho, o Brasil viu a maior série de protestos populares da sua história, que, apesar de positiva, acabou contribuindo para gerar incertezas.
O IPCA divulgado ontem é a cereja desse bolo indigesto. 
Apesar de a variação mensal ter vindo abaixo do projetado, em 0,26% (nossa projeção era 0,3%), o acumulado em 12 meses estourou a meta, ficando em 6,7%.
O resultado é ruim e reforça uma série de pessimismos a respeito do país que tende a persistir.
Apesar de ter vindo acima do telhado de vidro do Banco Central, o IPCA não foi de todo mau. Em primeiro lugar, o grupo alimentação praticamente zerou em junho, ficando em apenas 0,04%, ante 0,31% no mês anterior.

Esse grupo disparou em tempos recentes num movimento típico de choque de oferta contra o qual a Selic pode fazer muito pouco.

O tomate, vilão dessa salada de índices que temos no Brasil, caiu em maio 10,31% e, em junho, mais 7,21%. Mesmo assim, sobe no ano 43,8% e, em 12 meses, 63,41%. Como a Selic não é dança da chuva, a autoridade monetária ficou de mãos atadas.

Esse resultado do IPCA tende a confirmar que o Copom vai manter o ritmo de aperto em 0,50 ponto percentual na reunião da próxima semana. Lembremos que a dispersão (percentual de itens que sobem de preço) está sob controle (45,75% em junho, ante 47,12% em maio) e que, já a partir de julho, o acumulado em 12 meses do IPCA vai começar a cair, segundo as projeções medianas do mercado. 
Em agosto, deve voltar para baixo do teto da meta (6,5%).

Os economistas estão refazendo suas contas e revisando para pior todas as variáveis, mas o fazem no pior mês do ano.

Se há um risco agora, é o de o governo ser mais amigável com o mercado, não o contrário, e mesmo o mercado já começa a perceber que foi longe demais vendendo o Brasil.
 
ANDRÉ PERFEITO/ESPECIAL PARA A FOLHA 
ANDRÉ PERFEITO é economista-chefe da Gradual Investimentos

RELAXEM ! EM 2015 ELE PAGA E VOCÊS VÃO RECUPERAR. CONFIEM "NU HOMI", ELE É GÊNIO : Perda de bancos com Grupo X ocorrerá no 2º semestre . Bradesco é o banco que mais pode sofrer pressão nos lucros por causa da exposição às empresas de Eike Batista

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Possíveis perdas dos bancos privados de capital aberto no Brasil com as empresas X poderiam ocorrer, num pior cenário, no segundo semestre deste ano e se estender por um ou dois trimestres, conforme relatório do UBS Investment Research.

"Entre os bancos sob nossa cobertura, o Bradesco é o mais exposto para as empresas X e com um maior potencial de pressão nos lucros", avaliam os analistas Philip Finch, Frederic de Mariz e Mariana Taddeo, em documento enviado ao mercado.

Conforme cálculos dos analistas do UBS, os bancos Bradesco e Itaú têm exposição de pouco mais de R$ 1 bilhão ao risco "X", enquanto no Santander Brasil o valor chega a R$ 250 milhões. Eles entendem que esses valores são subestimados, uma vez que não consideram o endividamento do Grupo EBX, que não tem ações listadas em bolsa, e demais instrumentos de dívidas das empresas X, como a emissão de debêntures.

Mas, também acreditam que a informação que circula no mercado de que a exposição, tanto para Bradesco quanto para Itaú, é de R$ 5 bilhões, está superestimada. Eles avaliaram ainda o tamanho do impacto nos resultados dos bancos em 2013 em caso de calote do grupo X.

No Bradesco, o impacto nas provisões para devedores duvidosos, as chamadas PDDs, em 2013 poderia ser de aumento de 7,8% no caso de a exposição ser de R$ 1 bilhão, podendo chegar a um incremento de 39,1% considerando o pior cenário, de exposição de R$ 5 bilhões. 

 Aline Bronzati, da Agência Estado
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

julho 05, 2013

A esperteza comeu a dona


O plebiscito e a constituinte estão mortos.
Menos para o PT e para Dilma Rousseff. 

 
A presidente da República e seu partido insistem nas propostas por excesso de esperteza:
querem exibir boa vontade com a voz das ruas e culpar o Congresso pelo insucesso. Só que, quando é muita, a esperteza come o dono – neste caso, a dona.

A presidente está gastando tempo precioso numa pantomima.
Todos, inclusive ela, já sabem que não há como fazer plebiscito a tempo de vigorar já na eleição de 2014, mas Dilma persevera na proposta.
É sua maneira de tentar desviar o foco das insatisfações da cidadania e transferir a pressão para o Congresso.

A impossibilidade de realizar a consulta popular no exíguo prazo até 5 de outubro foi discutida ontem de manhã pelo vice-presidente da República, ministros e líderes da base aliada.


O consenso foi tamanho que tanto Michel Temer quanto José Eduardo Cardozo manifestaram à imprensa a dificuldade de cumprir o cronograma. Depois, tiveram que recuar.  
Seguindo sua estratégia esperta, Dilma dobrou a aposta à tarde. Durante cerimônia na Bahia, ela insistiu em defender a manifestação imediata dos brasileiros em relação à reforma política.

No mesmo momento, o PT divulgava nota batendo na mesma tecla:
quer não apenas plebiscito, mas também constituinte – meramente para defender teses que só interessam ao partido, como o financiamento público de campanhas e o voto em lista fechada.

Tanto a presidente quanto os petistas estão carecas de saber que, por uma questão matemática, o plebiscito não sai a tempo de vigorar nas eleições gerais do ano que vem. Mas querem posar de defensores da manifestação popular, jogando para o Congresso a pecha de fechar-se ao clamor das ruas.


Julgam-se muito espertos.

Mas a verdade é que o Congresso não se nega a fazer as mudanças necessárias no sistema político. Numa resposta rápida aos protestos, prepara-se para dar fim ao voto secreto e demonstra disposição para implementar outras alterações, como a adoção do voto distrital.

O Congresso tampouco se nega a submeter o assunto a consulta popular. A população pode muito bem se manifestar se quer ou não manter o que os parlamentares aprovaram por meio de um referendo.

Ontem, na Bahia, a presidente afirmou que não é "daquelas que acreditam que o povo é incapaz de entender [o plebiscito] porque as perguntas são complicadas”. Vale-se, novamente de esperteza.


A questão não é se as perguntas são ou não complicadas, mas que as respostas, complexas e multifacetadas, não cabem no binário "sim” ou "não” que caracteriza as decisões plebiscitárias.

Não dá para fazer um plebiscito – cujo custo é estimado em R$ 2 bilhões – agora, de afogadilho, pretensamente para "responder” as ruas, mas sem condições de valer nas eleições de 2014, frustrando as expectativas populares.

É ainda menos lícito concentrar todas as energias do país, incluindo-se governo, instituições e Parlamento, em algo que, definitivamente, não é essencial na pauta dos brasileiros. Enquanto Dilma queima pestanas com plebiscito sobre voto em lista fechada e outras excentricidades, a inflação escala e chega a 6,7% nos últimos 12 meses, implodindo o teto da meta, como informou o
IBGE há pouco.

Não adianta a presidente insistir na sua tese ladina de desviar atenções enquanto o bate-cabeças que impera em seu governo mostra-se cada vez mais sonoro e os problemas reais da população se avolumam. Ninguém mais se entende e ninguém mais parece muito disposto a seguir as ordens da chefe.


Acontece que, agora, mais que nunca, ficou claro que a ações de Dilma Rousseff sempre se orientaram pela esperteza.
De tanta, acabou engolindo a dona.


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Retomada de bola - Eu pensava 'pré-sal, Copa do Mundo, Olimpíadas, Jornada Mundial da Juventude e papa brasileiro?!' Seria uma congestão de patriotismo. Não, por favor. Melhor um argentino

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Deixei de ganhar uma bolada em março. Enquanto se especulava sobre quem seria o sucessor de Bento XVI, eu torcia, quase rezava, por um papa argentino.

Tivesse mais fé, e pecasse apostando, embolsaria o fruto de minhas preces. Nada contra os cardeais brasileiros — tenho certeza de que eles seriam, e eventualmente serão, ótimos papas — e sim contra o ufanismo que os botava nas alturas, barbadas no conclave.

Os jornais brasileiros só faltavam dizer que a chaminé do Vaticano iria inovar e soltaria fumaça verde e amarela quando os cardeais reunidos na Capela Sistina vissem a luz e elegessem um patrício nosso. Eu pensava “pré-sal, Copa do Mundo, Olimpíadas, Jornada Mundial da Juventude e papa brasileiro?!” Seria uma congestão de patriotismo do tipo nunca-antes-na-história-deste-país. Não, por favor.

Melhor um argentino.

O simpaticíssimo Jorge Mario Bergoglio, o papa Francisco, saiu melhor que a encomenda. Um amigo tuitou que era a primeira vez que via as palavras “argentino” e “humilde” na mesma frase. Modéstia dele, que é argentino. Acho que você sabe que brasileiro é ridicularizado no resto da América Latina pela megalomania.

Tudo aqui é o maior, o melhor, do mundo, da galáxia, “Obina joga mais do que Eto’o” levado a sério.

Dá para imaginar, portanto, a divisão dos meus sentimentos na Copa das Confederações, ainda mais na hora em que os gastos públicos com o futebol são mui justamente questionados nas ruas. Menos mal — na verdade, ótimo — que claro já estava que a galera não ia mais se deixar enganar pelo quique da bola.

Como diria o pensador Luciano do Valle, “uma coisa é uma coisa e outra coisa, é outra coisa”. Tetra das Confederações? Beleza. Continuamos querendo prestação de contas, saúde, educação e transporte. Queremos ser tratados como cidadãos, não como meros torcedores.

No pontapé inicial da competição, eu declarava no botequim que estava indeciso entre a Itália, por razões familiares, e o Uruguai, por razões clubísticas. Na final, porém, a Patroa já estava me castrando no sofá: “Você está torcendo pelo Brasil!” Méritos de Felipão, que em pouco tempo montou uma equipe de marcação feroz e contra-ataque rápido.

Pode-se não gostar do estilo de jogo, mas ela sobrou no torneio. Fred, os cabeças de área, a zaga, Júlio César e, afinal, Neymar foram muito bem com a amarelinha.

Também nunca me agradou o tal tique-taque espanhol, aquele joguinho de passes curtos e intermináveis. Parecia-me um amante que exagerasse nas preliminares e na hora de meter — a bola, a bola — para dentro já tivesse se desinteressado do esporte e fizesse o gol só para cumprir tabela.

A estreiteza dos placares espanhóis atesta a falta de apetite da seleção que, um dia, numa galáxia distante, foi conhecida como “a Fúria”.
Na verdade, o tal tique-taque espanhol me parece uma versão emasculada do estilo de jogo do Barcelona, este sim vistoso e matador.

A diferença, mais uma vez, está num argentino:

Messi e sua vocação para (muitos) gols. Oxalá Neymar aprenda com o camisa 10 do Barça que pega mal cair em toda e qualquer disputa de bola. A encenação que ele fez pouco antes de ser substituído contra o Uruguai recordou-me aquele boato sobre o fim do Bolsa Família. Lembra?

Em maio, o governo rolou no gramado segurando o tornozelo, acusou a oposição de sabotagem e, no final das contas, tinha apenas tropeçado nas próprias pernas burocráticas. Hoje não se fala mais disso.

Bem, o Brasil merecidamente ganhou. Contudo, fiel a meus princípios, acho que esta é a pior coisa que poderia ter-nos acontecido com vistas ao ano que vem. Não por nenhum tabu do tipo “seleção que leva as Confederações fracassa na Copa seguinte” e sim porque voltarão a bater forte os tambores do ufanismo, no peito da “pachecada”, dos publicitários, dos jornalistas e, claro, dos políticos.

Estes, aliás, são craques em acreditar no marketing que pagam para criarem em torno deles mesmos. Não fosse assim não teriam sido pegos pelas manifestações com as cuecas na mão.

Dia desses, li algo bonito e interessante em “Marx estava certo”, do crítico cultural inglês Terry Eagleton, traduzido para a Nova Fronteira por Regina Lyra:

“Theodor Adorno certa vez observou que os pensadores pessimistas (ele tinha em mente Freud, e não Marx) servem melhor à causa da emancipação humana do que os imaturamente otimistas, pois dão testemunho de uma injustiça que grita por redenção e que poderíamos, de outro jeito, esquecer. Ao nos recordar de quão ruins são as coisas, eles nos impelem a consertá-las. Eles nos impelem a dispensar o ópio.”

A indignação do último mês só pode ser “extraordinariamente otimista quanto ao futuro” — algo que Eagleton diz de Marx — porque é “extraordinariamente pessimista quanto ao passado”.

O Brasil está mais maduro, ainda que certas pessoas em Brasília façam beicinho porque os jovens marcaram por pressão e retomaram a bola.
Arthur Dapieve
 

PARA REGISTRO ! A “Segunda Independência da Bahia” – “Ooô, o PT roubou/ o PT roubou/ o PT rouboooouu-ouuuu”

Os baianos comemoram no dia 2 de julho o que lá se chama “Independência da Bahia” — ou, conforme consta no projeto de lei que instituiu o feriado, a “consolidação da Independência do Brasil no Estado da Bahia”.

É uma referência à data de 2 de julho de 1823, quando se trava no estado uma das mais duras batalhas entre as forças portuguesas e os defensores da independência. Afinal, depois do “grito”, as pessoas não foram para casa cuidar das galinhas. Houve confrontos em vários pontos do país, inclusive depois de 1823. Na Bahia, há desfile cívico e festa.

Pois bem. Na terça-feira, aconteceu o que vocês verão abaixo. Um, por assim dizer, “destacamento” do PT decidiu passar pela massa com a sua própria versão do refrão “O campeão voltou” — que se ouviu no Maracanã na final da Copa das Confederações. Vocês sabem, né? Se deixar, o PT aparelha festa de aniversário, de batizado, reunião de condomínio, jogo de dominó…

A massa recusou a cantoria e abafou os petistas com uma outra versão: “Oooo, o PT roubou/ o PT roubou/ o PT rouboooouu-ouuuu”. Vejam. Volto em seguida.

Continua :