"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

março 26, 2013

EM REPÚBLICA TORPE A HIPOCRISIA, A MENTIRA, A IGNORÂNCIA E FALTA DE VERGONHA TEM CARA E : Ruínas em construção




O Minha Casa, Minha Vida já serviu a todo tipo de marketing e de mandracarias contábeis oficiais. Agora, o programa está se revelando um engodo também nas moradias que entrega. 
Transformar o sonho da casa própria no pesadelo de viver em más condições é uma das maiores crueldades que um governante pode cometer.

Há poucos dias, as imagens de prédios recém-erguidos em Niterói tomados por rachaduras e estruturalmente comprometidos, exibidas pelo Jornal Nacional, chocou o país. Eles deveriam abrigar famílias que perderam tudo na tragédia do Morro do Bumba, ocorrida há três anos naquela cidade fluminense. Em ruínas, nesta semana as construções vieram abaixo.

O episódio, contudo, está longe de ser um caso isolado, como mostra
O Globo em sua edição de hoje. Vários conjuntos recém-construídos como parte do Minha Casa, Minha Vida para abrigar famílias removidas de áreas de risco estão sendo inundados, apresentam vícios de construção e riscos à segurança dos moradores.
 

As 389 casas dos condomínios Santa Helena e Santa Lúcia, em Duque de Caxias, foram tomadas pela água na semana passada, fazendo com que muitos moradores perdessem tudo.

Já em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, as 2,7 mil moradias de oito condomínios da Estrada dos Palmares têm problemas de infiltração, postes ameaçando cair, corrimões enferrujados e soltos - tudo isso apenas um ano após a conclusão da obra.

A má qualidade das casas que o governo federal tem entregado para as famílias beneficiadas pelo Minha Casa, Minha Vida é visível.

Como os recursos destinados a cada unidade são insuficientes, especialmente nos grandes centros urbanos, as empreiteiras se esmeram em comprimir os custos de construção e cortar o que for possível.

Acabam erguendo castelos de areia.


Também não existe uma estrutura clar de fiscalização das obras, já que a Caixa Econômica Federal, responsável pelo financiamento do programa, ocupa-se em acompanhar apenas os cronogramas físico-financeiros das construções, enquanto as prefeituras não se mostram preparadas para identificar problemas, de acordo com o jornal. 

Na realidade, o programa Minha Casa, Minha Vida é uma caixa preta. 
Sua contabilidade é enganosa: 
nos números oficiais, o governo federal se limita a divulgar o total de unidades contratadas, mas raramente informa quantas foram efetivamente construídas e entregues.

Por razões legais, uma das raras ocasiões em que os números do programa podem ser mais bem conhecidos é na "Mensagem ao Congresso Nacional", enviada pela Presidência da República ao Parlamento no início de cada ano legislativo.

Na mensagem deste ano, à página 280, está informado que, no total, 1,05 milhão de moradias foram entregues. Parece bom, mas o diabo é o que acontece no segmento destinado a famílias com renda mais baixa. Os brasileiros que mais precisam são justamente os que menos obtêm auxílio federal.

Considerando-se as duas fases do programa, o governo federal prometeu construir 1,6 milhão de unidades habitacionais voltadas a este grupo. 
Mas, até dezembro de 2012, somente 290 mil moradias haviam sido entregues para as famílias com renda até R$ 1,6 mil. 

Ou seja, passados quase quatro anos, apenas 18% das residências para famílias mais pobres foram efetivamente construídas e habitadas. Vê-se agora em quais condições... Nas faixas mais altas, a proporção de imóveis entregues em relação ao prometido - a meta do programa é construir 2,4 milhões de moradias no total - é mais alta. 
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O Minha Casa, Minha Vida é uma boa ideia que o governo federal tem se mostrado capaz de desvirtuar. Como peça de marketing, é imbatível. 

E tem sido usado até como muleta para fazer as contas públicas pararem em pé, quando seus empréstimos e financiamentos são computados como investimentos para inflar os anêmicos balanços oficiais.

O objetivo mais importante do Minha Casa, Minha Vida deveria ser transformar o sonho da casa própria de milhões de brasileiros em realidade. 
Mas, pelos exemplos que começam a pipocar pelo país, esta é mais uma promessa do governo do PT que está desmoronando. 
 O partido dos mensaleiros transformou-se em especialista em obras em construção que já são ruína.

Fonte: Instituto Teotônio Vilela
 Ruínas em construção

Intenção de consumo das famílias tem 3ª queda consecutiva e recua 2,5% em março


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Seis dos sete indicadores utilizados para medir a ICF apresentaram queda em relação ao mesmo mês do ano passado. O único item que apresentou alta foi a perspectiva de consumo, que aumentou 0,1%. Já os itens que tiveram reduções mais acentuadas foram a intenção de compra a prazo (-5,1%) e a perspectiva profissional (-4,8%).

De acordo com a CNC, a queda da intenção de consumo das famílias brasileiras pode ser explicada pela manutenção de níveis ainda elevados no endividamento das famílias e mais incerteza em relação ao mercado de trabalho, entre outros fatores.

“A gente percebe o cenário de uma economia andando mais lenta. Isso faz as famílias se sentirem menos otimistas em relação a seus empregos. Não que o mercado de trabalho esteja ruim, ele ainda está em um cenário extremamente favorável, mas há um impacto em relação ao otimismo das famílias. 
Além disso, no ano passado, nesse mesmo período, a gente teve medidas de estímulo fiscal, com a redução do IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados] da linha branca e dos veículos. Neste ano, não temos mais isso. Também há um processo inflacionário mais pesado”, disse o economista da CNC Bruno Fernandes.

Entre as regiões, a Sul foi a única que apresentou aumento na intenção de consumo (5,9%). Já a Sudeste foi a que teve a maior queda (-5,9%). Entre as faixas de renda, as famílias com renda superior a dez salários mínimos tiveram uma queda maior da intenção (-4,8%), enquanto aquelas com renda até dez salários tiveram uma redução de 2,4%.


Agência Brasil 

E NO brasil maravilha dos FARSANTES E GERENTONA FALSÁRIA 1,99 ... IPC-S sobe em cinco de sete capitais na 3ª semana de março, diz FGV

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A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) subiu em cinco de sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) na terceira semana de março, em comparação com a segunda semana.

O indicador, divulgado nesta terça-feira (26), 
avançou em São Paulo (de 0,40% para 0,54%), 
no Rio de Janeiro (de 0,48% para 0,74%), 
em Porto Alegre (de 0,92% para 1,10%), 
em Belo Horizonte (de 0,49% para 0,63%) 
e em Salvador (de 0,64% para 0,86%).

O IPC-S registrou variações mais baixas em Recife (de 1% para 0,89%) e em Brasília (de 0,97% para 0,95%).

Na média das sete capitais, o IPC-S subiu 0,78% na terceira semana do mês, ante 0,65% na segunda.

BRASIL REAL NO DE(s)CÊNIO DOS FARSANTES E FALSÁRIOS NA DESTRUIÇÃO DA MAIOR EMPRESA DO BRASIL : Petrobras perderá R$ 505 mi com refinaria, afirma TCU

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Análise das obras de construção da Refinaria Abreu e Lima (PE), da Petrobras, revelou que a estatal terá prejuízo de pelo menos R$ 505 milhões com os quatro principais contratos do projeto, que somam R$ 10,8 bilhões.

A conclusão é do TCU (Tribunal de Contas da União).

Entre os problemas nos contratos estão custos de mão de obra, material e despesas administrativas acima das referências do governo.

Nos últimos dois anos, o TCU tentou sem sucesso bloquear os pagamentos do governo para as obras devido à suspeita de sobrepreço.

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Nos quatro contratos com empreiteiras, entre 48% e 78% dos pagamentos já foram efetuados.

O tribunal entendeu que, devido ao adiantado estágio da obra, não há motivo para manter o pedido de bloqueio de verbas. A estratégia agora, de acordo com o relator do processo, ministro Benjamin Zymler, será abrir ações de cobrança para recuperar o que teria sido pago a mais.

A Petrobras ainda pode recorrer. A empresa foi procurada pela reportagem e informou que não vai comentar.

Os primeiros indícios de prejuízo nos contratos da Abreu e Lima apareceram em 2008. Em 2010, o TCU apontou que os contratos tinham sobrepreço de R$ 1,3 bilhão (14% do total).

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 A estatal pediu revisão do cálculo. Após dois anos de análise, a nova auditoria do TCU, aprovada pelos ministros na quarta passada, já considera os últimos argumentos da Petrobras.

Com o recurso, a estatal conseguiu reduzir o sobrepreço em parte dos itens. Mas o valor total do prejuízo ainda vai subir e pode chegar a R$ 1,1 bilhão. Isso porque, num item específico do contrato, que trata da remuneração pelo risco, o TCU já disse entender que há sobrepreço, mas ainda fará nova análise para estimar o valor exato.

RISCO
Pela norma seguida pela Petrobras na aquisição de equipamentos de grande porte, a estatal paga o preço em vigor no momento da entrega mesmo que tenha subido em relação ao da licitação.

Com isso, no entendimento inicial do TCU, não haveria risco para a contratada e não seria necessário aplicar uma taxa de risco de 20% sobre cada item, como previsto. Essa despesa soma cerca de R$ 600 milhões.

O TCU depois reviu seu entendimento com base nos argumentos da empresa e numa análise do modelo de referência internacional e passou a aceitar que as contratadas têm um pequeno risco na operação.

O TCU pretende recalcular, junto com a Petrobras, um novo patamar para remunerar esse risco específico. A partir de então, será definido o valor final do sobrepreço.


Editoria de Arte/Folhapress

Colaborou BRENO COSTA, de Brasília

março 25, 2013

VERSO REVERSO III ! BRASIL REAL : Pesquisas que apontam aprovação de Dilma não podem ter “sucesso” da economia como explicação


Mal contado  
– O universo das pesquisas de opinião no Brasil enfrenta uma forte lufada de descrédito. Diante de uma população que beira os 200 milhões de habitantes, os institutos de pesquisa conseguem apontar um cenário político depois de entrevistar pouco mais de 2 mil pessoas, o que representa 0,001% do contingente populacional. 
  
De acordo com o Datafolha, que ouviu 2.653 pessoas nos últimos dias 21 e 22 de março, 51% dos brasileiros acreditam na melhor da situação econômica do País nos próximos meses.

 
No contraponto, os boletins semanais do Banco Central não mostram esse cenário de otimismo, que é periodicamente previsto pelos economistas das cem maiores instituições financeiras que atuam no Brasil.

O ufanismo cresce quando a pergunta é sobre a situação financeira individual. Segundo a pesquisa, 68% dos entrevistados apostam na melhora da própria situação financeira nos próximos meses. No âmbito do desemprego, 31% temem o aumento do problema que assusta as famílias.

A reportagem do ucho.info saiu às ruas paulistanas na sexta-feira (22) e no sábado (23) e a extensa maioria das pessoas consultadas está preocupada com a crise econômica, que não arrefece com as medidas pontuais e inócuas adotadas pelo governo da presidente Dilma Rousseff.

Durante as consultas, pessoas dos mais distintos níveis social, econômico e intelectual foram quase uníssonas ao externar preocupação com a alta generalizada dos preços dos alimentos, mesmo depois da espalhafatosa desoneração tributária dos produtos que compõem a cesta básica.

Como noticiamos na última semana, empresários do setor de alimentos já começam a jogar a toalha. Um dos interlocutores do editor do site afirmou que o Brasil não tem jeito e que a solução é fechar a empresa e mudar-se para o exterior. Opinião idêntica tem a caixa de uma loja de produtos alimentícios, para quem o País perdeu o rumo. 

 
O dono do negócio, um comerciante que sempre se destacou por sua habilidade nos negócios, está desanimado.

No setor de confecções, que tem se valido cada vez mais dos produtos importados, um disputado representante comercial que atende grandes marcas disse ao editor que o primeiro semestre já está perdido.

A mesma situação domina outros segmentos da economia. Na mais rica e importante cidade brasileira, São Paulo, a região que registra o maior índice de poder aquisitivo por metro quadrado em todo o País, os Jardins, a crise também chegou para ficar. 

 
Na Alameda Lorena, paralela à badalada Oscar Freire e que integra o quadrilátero do poder financeiro e das marcas internacionais, muitos são os pontos comerciais que estão para alugar. Até meses atrás, abrigavam negócios conhecidos e antigos.

Administradoras de cartões de credito estão preocupadas com o alto índice de inadimplência e a decisão errada dos clientes que optaram pelo crédito rotativo, cujas taxas de juro são estratosféricas e impagáveis.

A economia brasileira cambaleia à beira do precipício e não tem qualquer condição de respaldar os resultados das recentes pesquisas de opinião sobre o governo da neopetista Dilma. Por outro lado, o Datafolha é um instituto respeitado e confiável. Há algo muito mais errado no mundo das pesquisas do que imagina a vã filosofia.


Por enquanto ainda é possível pagar a corrida do táxi até o aeroporto de Guarulhos, que é uma das soluções mais próximas e rápidas para quem mora na Grande São Paulo.

O PT, que continua caminhando com o salto alto da soberba, conseguiu a proeza de arruinar a economia brasileira em apenas uma década. Como disse certa feita o messiânico e fugitivo Lula, “nunca antes na história deste país”.


VERSO REVERSO II ! BRASIL REAL : Preços de habitação sobem mais, e IPC-S avança em março, diz FGV


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O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) acelerou para 0,78% na terceira quadrissemana de março, ante 0,63% na segunda semana do mês, conforme divulgou nesta segunda-feira (25) a Fundação Getulio Vargas (FGV).

O indicador de inflação é apurado em sete capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, Recife e Brasília.

Seis das oito classes de despesa componentes do índice registraram variações mais altas.

De acordo com a FGV, a principal contribuição partiu do grupo habitação (0,04% para 0,65%), puxado pelo item tarifa de eletricidade residencial, que passou de deflação de 4,99% para queda de 0,20%.

Também registraram taxas mais altas os grupos alimentação (1,39% para 1,42%), saúde e cuidados pessoais (0,53% para 0,59%), vestuário (0,51% para 0,68%), comunicação (0,40% para 0,48%) e educação, leitura e recreação (0,31% para 0,32%).

Nessas classes de despesa, as principais influências partiram dos itens: frutas (2,20% para 3,85%), medicamentos em geral (0,14% para 0,44%), roupas (0,58% para 0,71%), pacote de telefonia fixa e internet (0,63% para 1,40%) e show musical (3,02% para 3,13%), respectivamente.

Em contrapartida, registraram variações mais baixas os grupos: transportes (0,78% para 0,60%) e despesas diversas (0,26% para 0,19%). Neles, os destaques partiram dos itens: gasolina (2,88% para 1,83%) e cigarros (0,07% para zero), nesta ordem.
Do Valor Online

VERSO E REVERSO ! BRASIL REAL SEM "MARQUETINGUE" DAS "PESQUISAS" DOS FALSÁRIOS : Confiança do consumidor recua em março pelo 6o mês seguido--FGV



O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) recuou 2,0 por cento em março na comparação com fevereiro, ao passar de 116,2 pontos para 113,9 pontos, registrando a sexta queda consecutiva, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta segunda-feira.

O resultado representa o menor nível desde março de 2010, quando o índice havia alcançado 111,6 pontos.

De acordo com a FGV, o Índice da Situação Atual (ISA) caiu 3,4 por cento, passando de 128,9 pontos em fevereiro para 124,5 pontos em março. Já o Índice de Expectativas recuou 1,5 por cento, de 109,6 pontos para 108,0 pontos no período.

"A comparação dos níveis deste indicadores com as respectivas médias históricas mostra que o consumidor brasileiro encontra-se hoje pouco satisfeito com a situação atual e neutro (nem otimista nem pessimista) em relação ao futuro próximo", disse a FGV em comunicado.

Segundo a FGV, nos três meses anteriores a março a percepção de piora da situação econômica geral era o principal fator a contribuir para as quedas do ICC. Agora, os quesitos que medem o grau de satisfação com a situação financeira das famílias foram os principais responsáveis pelo resultado.

O indicador de satisfação com a situação financeira atual da família recuou 2,8 por cento em março, passando de 113,5 para 110,3 pontos, o menor nível desde março de 2010 (108,1).

A proporção de consumidores avaliando a situação como boa diminuiu de 25,1 por cento para 23,1 por cento, enquanto a dos que a julgam ruim aumentou de 11,6 por cento para 12,8 por cento.

Para os próximos meses, o indicador que mede o grau de otimismo em relação à situação financeira nos seis meses seguintes recuou 2,9 por cento.

A parcela de consumidores que projetam melhora diminuiu de 42,3 por cento para 39,0 por cento, enquanto que a dos que preveem piora aumentou de 4,4 por cento para 5,1 por cento.

Apesar desse resultado, o consumo das famílias, em meio ao baixo desemprego e salários em alta, vem evitando uma performance ainda mais complicada da economia brasileira, que no ano passado cresceu 0,9 por cento.

O início deste ano já mostra alguns indicadores melhores, como as vendas no comércio varejista, que cresceram 0,6 por cento em janeiro ante dezembro, segundo o IBGE.

Por Camila Moreira/Reuters

E NA REPÚBLICA ASSENHOREADA PELOS CANALHAS E TORPES "GERENCIADA" PELA FALSÁRIA 1,99 FAXINEIRA DOS CRÉDULOS ÚTEIS: Dois anos após Dilma demitir ministros suspeitos, processos estão parados :

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Quase dois anos após iniciada a faxina ministerial da presidente Dilma Rousseff — que disse à época não tolerar malfeitos —, todos os ministros defenestrados continuam respondendo a ações na Justiça. 

Mesmo na Controladoria-Geral da União (CGU), encarregada de pinçar os responsáveis e identificar falhas administrativas e operacionais a serem corrigidas, os procedimentos ainda caminham a passos lentos: somente três estão em fase final. 

Além disso, grupos políticos degolados na faxina estão retornando ao governo. 

Carlos Lupi, por exemplo, já garantiu a vaga de Manoel Dias no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e o próximo pode ser um indicado de Alfredo Nascimento, interlocutor do PR pela retomada dos Transportes.

Na lista dos sete ex-ministros que deixaram o cargo após denúncias de corrupção, dois protagonizam inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) — Alfredo Nascimento e Pedro Novais, que têm foro privilegiado por serem parlamentares. 

Outro caso, de Orlando Silva, tramita no Superior Tribunal de Justiça. 

Já as acusações contra os ex-ministros Antonio Palocci (Casa Civil), Wagner Rossi (Agricultura) e Carlos Lupi (Trabalho) foram remetidas a tribunais em primeira instância. 

As denúncias contra Mário Negromonte nem sequer viraram inquérito e ainda estão sendo investigadas pela Procuradoria Geral da União. 

Em comum, o fato de que nenhum deles foi condenado em definitivo e que não houve devolução de recursos supostamente desviados nem a aplicação de multas aos envolvidos.

Juliana Braga/ Correio

GUVERNÁ PRA QUÊ, SE EU NUNCA SUBE O QUE FAZÊ. MIÓ MERMO É VIAJÁ : 'Turismo' DA GERENTONA DE NADA E COISA NENHUMA, A "PREPOSTA" DO CACHACEIRO em viagens custou R$ 433 mil em 2 anos


Escalas em viagens internacionais da presidente Dilma Rousseff em que ela não teve compromissos oficiais e, em alguns casos, realizou passeios turísticos custaram R$ 433 mil aos cofres públicos. O valor inclui despesas apenas com hospedagem e diárias em visitas a Atenas (Grécia), Praga (República Checa) e Granada (Espanha), que ocorreram durante escalas de viagens de Dilma e sua comitiva à Ásia.

Dados do Ministério de Relações Exteriores obtidos pela BBC Brasil por meio da Lei de Acesso à Informação revelam ainda que as 35 viagens presidenciais em 2011 e 2012 custaram R$ 11,6 milhões. Desse montante, R$ 7,8 milhões se referem a gastos com hospedagem e R$ 3,8 milhões a despesas com diárias, item que inclui alimentação e transporte. 

Os valores incluem também gastos com a preparação das viagens.

A viagem sem compromissos oficiais de Dilma mais cara, ao custo de R$ 244 mil, foi para Atenas, em abril de 2011. A presidente e sua comitiva passaram uma noite na capital grega antes de prosseguir para a China.

Na ocasião, ela visitou o Partenon, um dos principais pontos turísticos do país, e fez visita de cortesia ao então premiê George Papandreou. Interpelada por jornalistas, ela se recusou a responder perguntas, dizendo estar "a passeio".

Na volta da viagem à China, Dilma parou em Praga. A escala, que durou duas horas, custou R$ 75 mil. Em março de 2012, a presidente voltou a fazer escala prolongada em viagem à Ásia.

Antes de ir à Índia para uma cúpula dos Brics, ela passou por Granada, cidade turística no sul da Espanha. Acompanhada pelos ministros Aloízio Mercadante (Educação) e Antonio Patriota (Relações Exteriores), Dilma visitou a Alhambra, complexo de palácios de arquitetura mourisca considerado patrimônio da humanidade pela Unesco.

A viagem, que durou cerca de sete horas, custou R$ 89 mil. Os gastos da comitiva que acompanhou o ministro de Relações Exteriores somaram outros R$ 24,5 mil.

Marrocos e Jordânia

A primeira lista que o Itamaraty enviou à BBC Brasil com gastos de todas as viagens presidenciais continha ainda despesas em Marrakech (Marrocos) e Amã (Jordânia), ocorridas entre março e abril de 2012, mesmo período da viagem de Dilma à Índia.

Após a Presidência ser avisada da reportagem, o ministério enviou nova tabela, excluindo as despesas nas duas cidades. O órgão não explicou a mudança. A presidente, no entanto, não visitou os dois países.

Em nota, a assessoria da Presidência disse que as visitas da presidente a Atenas, Praga e Granada foram "escalas obrigatórias de caráter técnico", programadas conforme os limites de autonomia do avião presidencial. O órgão não respondeu que critérios nortearam a composição da comitiva presidencial nessas viagens nem por que Dilma foi acompanhada por ministros em passeios turísticos.

Segundo a assessoria de Dilma, as escalas não foram incluídas na agenda oficial porque apenas o local de partida e o destino final das viagens presidenciais são registrados. O órgão afirma ainda que a presença da presidente em qualquer ponto do Brasil ou do exterior, independentemente do tempo de permanência, "deve ser precedida por equipes com profissionais responsáveis por garantir sua segurança e o atendimento das necessidades da comitiva, o que explica a ocorrência de despesas com essas equipes técnicas".

Na semana passada, os gastos da viagem de Dilma a Roma para a posse do papa Francisco geraram críticas e pedidos de explicação entre opositores. A visita, que custou R$ 324 mil, durou três dias.

Outras viagens presidenciais tiveram custos muito mais elevados. Em dezembro de 2011, uma visita de Dilma a Paris que também durou três dias custou R$ 1,23 milhão. A presidente se hospedou com sua comitiva no hotel Bristol, um dos mais luxuosos da capital francesa.

A viagem de Dilma a Londres durante as Olimpíadas, em julho de 2012, custou R$ 1,08 milhão. Em setembro de 2011, uma visita a Nova York durante a Assembleia Geral da ONU custou R$ 917 mil, gasto ligeiramente superior a visita à mesma cidade no ano passado (R$ 884 mil).


Em suas viagens, Dilma tem optado por pernoitar em hotéis, evitando se hospedar nas casas de embaixadores brasileiros. A viagem mais barata da presidente, em junho de 2011, foi para Assunção, capital paraguaia. A visita, durante cúpula do Mercosul, durou um dia e custou R$ 84 mil.

março 24, 2013

POVO LENIENTE E CRÉDULO É MASSA DE "MANOBRA" DE CANALHAS. NA CA$A DOS "FAMINTO$" VELHACO$ E NULIDADE$ : Câmara gasta o que economizou


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Três semanas após ter anunciado a moralizadora redução do pagamento de 14.º e 15.º salários para deputados federais, a Mesa Diretora da Câmara encaminhou a seu plenário projetos que criam a Corregedoria Autônoma e o Centro de Estudos e Debates Estratégicos e mais 59 cargos.

Em 26 de fevereiro passado, ainda sob o impacto da eleição com margem folgada, dos presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara, Henrique Eduardo Alves, ambos do PMDB e sob suspeitas de irregularidades incompatíveis com os cargos, a Casa aprovou, em votação simbólica, projeto do Senado que reduz o pagamento do 14.º e 15.º salários dos parlamentares. 

No fundo, a solução encontrada foi uma satisfação à opinião pública, mas também um passa-moleque, pois o texto aprovado não acabou definitivamente com o benefício e manteve o pagamento tanto no primeiro quanto no último ano de cada legislatura. 

Ainda assim, ao final da votação, o presidente da Câmara usou o Twitter para festejar o resultado: 
"Parabéns a este Plenário, que resgata a altivez e a dignidade do Parlamento brasileiro".

A oposição também exagerou na comemoração. 

"O pagamento do 14.º e 15.º salários é uma vergonha nacional, é inaceitável. Será o fim imediato desse privilégio", festejou o líder do PSDB, Carlos Sampaio (SP), que pressionou por essa aprovação. 

Apenas um deputado protestou contra o fim do benefício - o ex-governador mineiro Newton Cardoso, do PMDB. 
"Estão votando com medo da imprensa, é uma deslealdade com deputados que precisam (do dinheiro)", disse.

Os projetos que criaram os novos órgãos e funções comissionadas representarão um impacto de R$ 7 milhões este ano e de R$ 8,9 milhões em 2014. O reajuste dos valores do chamado "cotão", verba que cobre gastos dos 513 deputados federais com passagens aéreas, telefone e correios, entre outros benefícios, definido pela assessoria técnica da Câmara, será de 12,7%. 

Hoje, a Casa gasta R$ 170 milhões por ano com o generoso "cotão". 

Com a decisão de repor a inflação a partir de abril, a despesa aumentará para R$ 38 mil por deputado, o que implica um adicional de despesa de R$ 22,6 milhões. Somente a soma desse aumento com a remuneração do novo trem da alegria chegará a R$ 29,6 milhões, mais do que o dobro dos R$ 12,6 milhões de economia prometida com a redução dos 14.º e 15.º salários.

As decisões da Mesa Diretora só entrarão em vigor depois da aprovação do plenário, mas ninguém em sã consciência espera que os deputados, que engoliram a seco a redução dos dois salários extras anuais, as desautorizem. Afinal, foram os líderes de bancadas que pressionaram Henrique Alves para reajustar o "cotão". 

Em contrapartida, será reduzido o que se paga de horas extras aos funcionários. 

Em 2012, a Câmara gastou R$ 47,1 milhões em horas extras noturnas e a intenção manifesta da atual direção é reduzir esse gasto à metade. Hoje os funcionários assinam a presença em folha e o ponto biométrico, ora usado apenas para o controle das horas extras noturnas, passará a ter uso generalizado após adotadas as medidas.

Os novos cargos contemplarão, principalmente, a liderança do PSD, partido criado em 2011 pelo ex-prefeito paulistano Gilberto Kassab, que importou deputados de outros partidos, especialmente o DEM, e ficará com 20 cargos de natureza especial (CNEs) e 10 funções comissionadas (FCs). 

Há dois anos o PSD já tinha ficado com 66 cargos e funções para sua liderança, mas Henrique Alves cumpriu o acordo que previa a criação de outros mais. 
A presidência da recém-criada Corregedoria Autônoma também está reservada para o PSD: 
será ocupada pelo amazonense Átila Lins. 

O Centro de Debates foi o prêmio de consolação dado ao deputado Inocêncio Oliveira (PR-PE), em troca de sua desistência de concorrer ao cargo de presidente da Casa, que já ocupara antes, para apoiar a candidatura vitoriosa de Henrique Alves. 

Ante as evidências de que o economizado em fevereiro passou a ser gasto em março e de que barganhas são "honradas" à custa do erário, conclui-se que a Câmara segue fiel à versão distorcida do lema atribuído a São Francisco, que deu nome ao novo papa: 
"É dando que se recebe".

O Estado de S.Paulo