"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

fevereiro 02, 2013

Tapa na cara, por Marli Gonçalves

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Que semana, que dias horrorosos, quanta tristeza, lamento, dor, vergonha. Ainda olhamos no espelho as nossas faces rubras de tantos os tapas na cara que levamos, tantas as bordoadas. 

Nem sendo religioso e virando o outro lado do rosto. 
Já viraram por nós e o espancaram também

Corrupção, pouco caso, impunidade, leis não cumpridas, falta de ordem, de fiscalização, distribuição de propinas, cegueira generalizada, bandidos elegendo bandidos, fortes esmagando vozes, volta triunfante dos enxotados. 

Aqueles corpos estendidos no chão, queimados sem vela, envenenados em meio à alegria, e a simples menção da cena das centenas de celulares tocando em seus bolsos, procurados que eram naquela madrugada por quem pressentia que não mais os veria ou ouviria, não são coisa para se esquecer. 

E , assim como os sobreviventes e os feridos que ainda conseguirem escapar, lembrarão da terrível noite de Santa Maria para sempre, o resto de seus dias - inclusive porque certamente ainda sofrerão suas consequências - nós também não devíamos esquecer.

Mas esquecemos sempre, e sempre, como se nunca aprendêssemos nem com os nossos erros nem com os erros dos outros. Chega o Carnaval no país do próprio. Salões inseguros novamente estarão cheios de palhaços e colombinas com dedinhos para cima jogando álcool para dentro de si próprios, insanos, dormentes, banalizados e totalmente bananizados.

A serpentina, o confete, a música das bandas e trios elétricos, as piadas sem graça das musiquinhas axé-quentes-sensualizantes já transborda no país que esquece. Esquece de si. De seu papel, de suas possibilidades grandiosas de futuro. 

Tudo para viver um momento, um papel reles, pequenino, momentâneo, que acreditam histórico e infindável, com parceiros mal escolhidos, mal ajambrados. Com as névoas da propaganda maciça.

Não, não queremos luto eterno. Nem somos oposição por prazer. Queremos apenas que sirva para algo a alegria apagada daqueles cérebros que jamais veremos frutificar; assim como queremos, tinhosos que somos, que os feitos e a luta das milhares de pessoas perseguidas ou mortas lutando pela liberdade e democracia tenham valido.

Mas na mesma semana recebemos mais outros muitos tapas na cara. Murros. Descobrimos estupefatos que sempre pisamos todos em solos inseguros quando o pó da estrada baixa, após os cavaleiros passarem em garbo buscando culpados, tomando providências, batendo os cascos. 

Descobrimos, ainda, todos, que o idealismo morreu - vigoram agora os interesses, a divisão, a discórdia, as mentiras, e a desgraça de uma classe média que ainda ousa pensar, tentar reagir, se organizar, mas que dispõe de canetas apenas para abaixo-assinados ou para mostrar a boa marca em eventos sociais. 

Corajosa, mas apenas atrás da tela de um computador, de um pseudônimo; preguiçosa e egoísta demais para ir às ruas bater bumbo.

Isso é para a gente deixar de ser bobo, inocente, acreditar em pasteis de vento, que comemos ainda lambendo o leite derramado. Se festejamos alguma vitória, percebemos logo como elas eram apenas miragens no deserto ético. 

Ainda por cima, todos os dias ouvimos quietos que tripudiem em cima do pouco que achávamos ter conquistado, e eles o fazem de forma bruta, deselegante, terrivelmente avassaladora inclusive em nossas relações sociais - se não pensa como eles inimigo é. 

Criam exércitos de zumbis, usam robôs eletrônicos, amealham a ignorância, semeiam a discórdia, implodem ou manipulam os fatos, e quanto mais velhos vão ficando mais distantes estarão do que chamo de atingir o bom senso, como diria Tim Maia em seu Universo Racional. 
 São guerrilhas desinteligentes e obtusas.

Não consigo ver passar esse rio em nossas vidas sem me chatear. Não tenho mais preferência de margem para pescar - nem direita, nem esquerda. Até porque não há nada mais antigo e burro do que definir o mundo assim de forma tão maniqueísta. Prefiro apenas navegar com meu barquinho.

Já pensei diferente, não esqueço não - e a margem esquerda sempre foi a minha predileta, porque tudo o que eu queria e almejava para mim e para o meu país estava lá.

Agora não está mais, quase nada de bom está ali - até ao contrário, infelizmente.

Do meu morrinho de observação vejo reunidas ali só umas pessoas muito chatas e transformadas, além de um monte de piranhas famintas pelo poder, dinheiro e alguma carne nova para triturar.

São Paulo, 2013, o ano que começou com o ferro e o fogo

Marli Gonçalves é jornalista - - Anda difícil escrever, ser voz ou dar voz à razão. Agora, ainda por cima, andam querendo destruir e desacreditar a imprensa. Não conseguirão. A gente sempre vai usar o jornal para embrulhar o peixe, incluindo essas piranhas que ora ocupam a margem esquerda. Nossos cães ainda ladrarão muito e farão xixi em cima das fotos deles, sempre flagrados em suas falcatruas.
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E-mails:

Olha só:

Toda semana escrevo artigos, que também são crônicas, que também são nossos desabafos, e que vêm sendo publicados em todo o país, de Norte a Sul. Isso muito me envaidece, porque é uma atividade voluntária que exerço pelo prazer de escrever e, quem sabe, um dia, possa interessar alguém que a financie. No momento, não é o caso - não consigo viver disso sem vocês, leitores.

Se você recebe por e-mail é porque está inscrito em nosso mailing, ou porque é jornalista e a gente já teve algum contato. Ou, ainda, está recebendo de outra pessoa - são milhares de repasses, que agradeço muito - que gostou e achou que você deveria ler também.


Tenho um blog, Marli Gonçalves, divertido e informante ao mesmo tempo, no http://marligo.wordpress.com. 
Estou no Facebook. 
E no Twitter @Marligo

Está tudo dominado, Coluna Carlos Brickmann



Henrique Alves, do PMDB potiguar, é o deputado que, entre outras coisas, pagava reportagens a seu favor com dinheiro público - reportagens que, aliás, saíam no jornal de sua propriedade. Amanhã é o dia em que, se tudo correr normalmente, Henrique Alves assume a presidência da Câmara dos Deputados.

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, acusa a imprensa de perseguir seu partido. Como é que soubemos de suas acusações? 
Pela imprensa. 
Qual a origem profissional de Falcão? 
A imprensa. 

Aliás, foi diretor de uma importante revista de negócios, capitalista da primeira à última página, Exame, da Editora Abril - que, veja só o caro leitor, virou símbolo do mal desde que Rui Falcão saiu de lá. 

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o aumento da gasolina "não vai atrapalhar ninguém". Para ele, por exemplo, não atrapalha nada: 
só anda de carro oficial, tão econômico que há anos não sabe o que é pagar a gasolina.

Mantega é aquele ministro que todos os anos prevê inflação baixa e alto crescimento do PIB. Até acerta: 
só que costuma trocar os números de um e de outro.

José Dirceu, ex-ministro-chefe da Casa Civil, condenado à prisão em regime fechado no processo do Mensalão, diz que não se calará, mesmo que numa cela de segurança máxima. Terá também aqueles celulares fantásticos, daqueles que oferecem o melhor serviço disponível no país, aqueles que ninguém bloqueia?

Mas o noticiário ainda nos oferta algumas surpresas. 
Como aquela foto tirada em Cuba (http://www.granma.cu) em que Lula aparece lendo um livro.

O último tango

Pelo jeito, a grande função de Mantega é amaciar as más notícias.

O Chic Chopp

O Encontro Nacional de Novos Prefeitos e Prefeitas reuniu 17 mil pessoas em Brasília, para se informar sobre verbas federais. Foi movimentadíssimo, nas reuniões e fora delas. Um dos participantes mais notáveis foi o vice-prefeito de Águas de Lindoia, SP, Edu da Chic Chopp, do PSD.

Edu da Chic Chopp foi para Brasília no carro oficial da Prefeitura; lá, buscando conhecer os meandros da capital, usou o carro oficial, dirigido pelo motorista oficial, para circular em casas noturnas. 

No setor hoteleiro, por cerca de meia hora, conversou com uma senhora parada na calçada (pedia informações, conforme disse, a respeito de lugares onde pudesse comer alguma coisa). A senhora, gentil, o acompanhou a um bar e depois a uma boate.

Quanto ao lanche que buscava, saiu caro. 
Mas comeu, sim.

Quem são os pais?

Quem deve dar orientar seus filhos: a família ou o Governo? O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, PSDB, vetou um projeto de lei que visava proibir a propaganda de alimentos e bebidas "pobres em nutrientes", a pretexto de proteger crianças e adolescentes. 

Alckmin vetou o projeto por ser inconstitucional, já que esse tipo de legislação tem de ser obrigatoriamente federal.  E, fora isso, tem toda a razão ao vetar o projeto: 
quem é que decide quais os alimentos e bebidas que podem ser consumidos?

Este colunista, ao longo dos anos, já soube que o leite era o rei dos alimentos; depois, o leite passou a ser contestado, porque se dizia que o homem era o único mamífero a consumi-lo após a desmama (o que é falso: dê leite a um gato e ele vai adorar); hoje leite voltou a fazer bem. 

O ovo era essencial e devia ser consumido todos os dias; depois passou a ser meio prejudicial e a recomendação era comê-lo até três vezes por semana; depois, uma vez por semana. 

Hoje, ovo é bom de novo. 
Arroz com feijão era ruim, hoje é saudável. 
Suco de laranja era o máximo, hoje engorda tanto quanto refrigerante. 
A batata, tão demonizada, salvou a Europa da fome.

Sapo de fora

Mas a questão é que quem deve educar os filhos, também do ponto de vista alimentar, é a família, orientada por especialistas em quem confie, não gente que nem nos conhece e que gosta de palpitar.

E nunca se deve esquecer outra coisa: 
qual o valor, em termos mensaleiros, de uma autorização para fazer propaganda?

De onde vem

O autor do projeto de lei vetado pelo governador é o presidente nacional do PT, deputado Rui Falcão - aliás, um feroz crítico da imprensa que não apoie o Governo, e que ficaria enfraquecida ao perder publicidade.
Coincidência, claro.

A função da Justiça

O Judiciário está abarrotado de processos? 
Pelo jeito, não: pois uma questão referente ao uniforme dos jogadores do Vasco da Gama foi levada à Justiça, aceita e julgada. De acordo com a Justiça, o Vasco não pode jogar com seu terceiro uniforme, azul, "porque o estatuto do clube veta o uso de qualquer cor diferente das do escudo". 

Os clubes criaram uniformes alternativos, em cores não usuais, para facilitar a venda de camisas; e os utilizam vez por outra (o Corinthians, por exemplo, tem um terceiro uniforme roxo, e já usou um grená, em homenagem ao Torino, time italiano dizimado por um acidente aéreo). 

O Vasco diz que o uniforme azul já lhe rendeu R$ 1 milhão em vendas. 
Mas terá de abandoná-lo.

E por que a questão não foi discutida internamente no Vasco, em vez de contribuir para congestionar a Justiça? 
Boa pergunta.

Plataformas da Petrobas colidem durante temporal no RS

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O temporal que atingiu a região sul do Rio Grande do Sul na manhã deste sábado causou transtornos no polo naval de Rio Grande. A plataforma P-58, da Petrobras, desprendeu-se e chegou a ficar à deriva no Estaleiro Quip, próximo ao Porto Novo. Ela se chocou contra o navio-plataforma P-63, também da petroleira, que está atracado desde a última quinta-feira a poucos metros, no mesmo cais.

Segundo a Quip, o vento forte quebrou as amarras da P-58, que foi em direção à P-63, onde houve o choque. As amarras da segunda, porém, mantiveram-se firmes, o que impediu que fossem em direção ao canal.
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A empresa afirmou que não houve feridos no acidente e que, na primeira análise, não foi constatado qualquer dano às embarcações.

Rebocadores atuam no local para reposicionar a P-58, plataforma de 330 metros de comprimento por 56 metros de largura.

De acordo com a Praticagem da Barra, Rio Grande foi atingida com rajadas de vento superiores aos 100km/h.

P-63 irá para a Bacia de Campos

O navio-plataforma P-63, da Petrobras, atracou no cais do Estaleiro Quip, na quinta-feira. Depois de pronta, a P-63, com capacidade para processar 140 mil barris/dia, irá para o campo de Papa-Terra, na área do pós-sal da Bacia de Campos, operado pela Petrobras em parceria com a Chevron.

A previsão da Petrobras é que as atividades de construção terminem no primeiro semestre deste ano. Os serviços de integração consistem em instalar e interligar ao FPSO os módulos que irão compor o navio. Esta é uma das últimas etapas de construção da unidade, cujo casco foi convertido no estaleiro Cosco, na China, em um FPSO, plataforma que produz, armazena e transfere petróleo. 

O GLOBO 

QUEBRA 1,99 E A Trapaça tarifária-eleitoral

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Mais do que simplesmente usar outra vez de maneira inescrupulosa os mecanismos da contabilidade criativa - de que vem lançando mão com frequência cada vez maior para tentar encobrir sua inapetência política para limitar seus gastos às receitas que legitimamente tem auferido -, o que o governo do PT fez para anunciar a redução das tarifas de energia elétrica foi enganar o consumidor e comprometer programas de administrações futuras.

Por meio de complexa manobra contábil-financeira, legal, mas ardilosa, o subsídio implícito na redução tarifária - estimado em R$ 8,46 bilhões em 2013 e em valor semelhante em 2014 - não será fornecido diretamente pelo Tesouro Nacional, o que deixa a impressão enganosa de que não terá custos fiscais, mas implicará o comprometimento antecipado de receitas futuras. 

Os benefícios que a presidente Dilma Rousseff oferece no presente, para alcançar popularidade que lhe assegure boa posição na disputa eleitoral de 2014, somente serão pagos depois que ela deixar o poder - mesmo que seja reeleita.

Ninguém é contra a redução das tarifas de energia elétrica. Mas, para alcançar esse objetivo, o governo agiu atabalhoadamente e impôs ao setor um programa de renovação de concessões que implicou a redução compulsória das tarifas. 

Dadas as exigência econômico-financeiras implícitas nas regras para renovar suas concessões, que vencem a partir de 2015, empresas controladas por governos estaduais desistiram da renovação.

Sem a participação dessas empresas, não seria alcançada a redução tarifária média de 16,2% para consumidores residenciais e de até 28% para a indústria nas condições anunciadas pela presidente em setembro do ano passado, quando se conheceram as normas para a renovação das concessões que vencem nos próximos anos. 

Com as empresas estaduais, a parte da redução tarifária que caberia ao Tesouro foi estimada em R$ 3,3 bilhões.

A política energética do governo vem sendo severamente criticada, por causa da frequência dos apagões. O atraso na definição de grandes obras de geração hidrelétrica, o descompasso entre essas obras, quando executadas, e as de transmissão de energia - que gera situações absurdas como a de uma usina entrar em operação e não poder despachar a energia gerada porque as obras dos linhões estão atrasadas - e, em consequência, o maior uso da geração termoelétrica para compensar a perda de capacidade das hidrelétricas em razão do baixo nível de suas represas igualmente alimentaram as críticas.

Trata-se de um setor pelo qual a presidente tem interesse especial, pois, antes de chefiar a Casa Civil, foi ministra de Minas e Energia na gestão Lula.

Em resposta às críticas cada vez mais fortes, e estimuladas pela redução da capacidade das hidrelétricas em razão da estiagem do ano passado e pelas dificuldades para o cumprimento da promessa de redução de tarifas, a presidente anunciou, num rompante característico de seu modo de agir quando irritada, redução ainda maior do que a prometida, mesmo em condições mais difíceis. 

A queda será de 18% para as residências e de até 32% para as indústrias.

Como tem feito com o superávit primário, também neste caso o governo Dilma utilizou manobras contábeis. A Itaipu Binacional tem uma dívida com a União, contraída para a construção da usina. Essa dívida vem sendo paga em parcelas anuais, de cerca de R$ 4 bilhões, e vence em 2023. O que o governo fez foi antecipar o pagamento de parcelas, por meio da venda desses créditos ao BNDES. 

O dinheiro recebido é transferido para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que subsidia a tarifa.

Trata-se de uma antecipação de receitas. 
Na década de 1990, esse tipo de operação levou à quebra dos bancos estaduais, entre os quais o Banespa, e à desorganização das finanças dos Estados, só recompostas por meio de ampla renegociação de suas dívidas e, posteriormente, pela edição da Lei de Responsabilidade Fiscal. 

Imaginava-se que essa prática não mais fizesse parte do arsenal de espertezas dos gestores de dinheiro público.

O Estado de S.Paulo

E NA REPÚBLICA DE TORPES E brasil marvilha DOS FALSÁRIOS... Ministério Público deve investigar compra de refinaria pela Petrobras


O Ministério Público Federal (MPF) deve abrir uma investigação criminal para apurar irregularidades no processo de aquisição, pela Petrobras, da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), em 2006, com base em indícios levantados por procuradores do MPF que atuam no Tribunal de Contas da União (TCU). Desde a compra da refinaria, a petrolífera investiu US$ 1,18 bilhão nesse negócio, apesar de ela não processar um só barril de petróleo brasileiro e de a estatal não conseguir obter um retorno significativo do investimento feito.

Em novembro, os procuradores solicitaram à Petrobras esclarecimentos sobre o processo de aquisição. Após um pedido da Petrobras de prorrogação de prazo para resposta, que foi aceito pelo órgão de controle, a estatal entregou cerca de 700 páginas com documentos, dos quais boa parte já foi analisada. Segundo uma fonte que teve acesso ao conteúdo entregue pela empresa ao TCU, durante o recesso de fim de ano, até agora não apareceram argumentos convincentes para justificar o investimento, tanto do ponto de vista financeiro quanto pelo aspecto estratégico.

Há várias decisões questionáveis, que podem levar o MPF a abrir um procedimento para verificar se há ocorrência de crime. Pode até pedir auxílio à Polícia Federal, uma vez que havia uma pessoa ligada à Petrobras que fazia parte da empresa belga (Astra Oil, de quem a estatal brasileira foi sócia na refinaria) disse a fonte.

O negócio teve início em janeiro de 2005, quando a Astra adquiriu a refinaria de Pasadena por US$ 42,5 milhões. Naquele mesmo ano, começaram as negociações entre a Astra e a Petrobras, que resultaram, em 2006, na venda, para a empresa brasileira, de 50% da refinaria e de seu estoque de óleo por US$ 360 milhões.

Estatal finalizou a compra em junho do ano passado

Depois da descoberta do pré-sal, os interesses das duas companhias entraram em conflito, e o contrato firmado entre elas exigia a aquisição total do negócio pela Petrobras em caso de desentendimento. A Petrobras pagou ao todo US$ 820 milhões para se livrar da disputa e assumir completamente a refinaria em junho do ano passado.

Além do TCU, políticos de oposição também se manifestaram contra a negociação da Petrobras. O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) chegou a enviar representação diretamente à Procuradoria Geral da República (PGR) para que fosse instaurada investigação penal e cível sobre o negócio. O pedido aponta potencial prejuízo de R$ 1 bilhão para a estatal e tem base na lei 8.429/92, que prevê sanções para desvios de conduta de agentes públicos.

Há um ato de gestão potencialmente lesivo ao erário afirmou uma fonte a par dos documentos apresentados pela Petrobras ao TCU.

Procurada, a Petrobras informou ao GLOBO que, em 2006, a compra era estrategicamente interessante, e que o negócio estava alinhado ao Planejamento Estratégico da Petrobras, à época, no que se referia ao incremento da capacidade de refino de petróleo no exterior.

Segundo a estatal, todas as aquisições de refinarias no exterior cumpriam com o mesmo objetivo estratégico (...): processamento de excedentes de petróleos pesados brasileiros, diversificação dos riscos empresariais e atuação comercial em novos mercados de modo integrado com as atividades da companhia no Brasil e em outros mercados.

Empresa não revela instituição que avaliou valor da refinaria

De acordo com a estatal, depois da confirmação dos reservatórios do pré-sal, quando a expectativa de crescimento da produção petrolífera se concentrou em descobertas de óleos cada vez mais pesados diferentes do tipo refinado em Pasadena , a importância da refinaria nos EUA ficou menor dentro da estatal.

A empresa disse ainda que o valor de aquisição estava alinhado às transações do refino à época, conforme avaliação (fairness opinion) de instituição financeira de renome internacional. Indagada sobre qual entidade fez esse parecer, a Petrobras negou-se a responder, por julgar que a divulgação destes dados representa vantagem competitiva a outros agentes econômicos. O mesmo argumento foi usado para evitar comentário sobre a documentação enviada ao TCU.

A Petrobras ressalta que, durante as negociações com a Astra, empenhou seus melhores esforços na defesa dos seus interesses e dos seus acionistas, obtendo, dessa forma, redução significativa no montante originalmente pleiteado pela Astra, que superava em muito o valor final da sentença arbitral.


Danilo Fariello/O Globo

fevereiro 01, 2013

SEM CADEIA DE RÁDIO E TV ! A GERENTONA FALSÁRIA(quebra 1,99)DESDE QUE ABOLETOU NO "PUDê" SÓ BATE RECORDES NEGATIVOS : Balança comercial tem o maior saldo negativo em 20 anos.


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No mês de janeiro, a diferença entre as importações e as exportações foi negativa em US$ 4,035 bilhões
 
A balança comercial brasileira registrou em janeiro o pior saldo mensal em 20 anos. O resultado - diferença entre exportações e importações - ficou saldo negativo de US$ 4,035 bilhões. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), no período, as exportações somaram US$ 15,968 bilhões e as importações, US$ 20,003 bilhões. 

As compras internacionais foram recordes para meses de janeiro.

Na quarta semana, o déficit foi de US$ 1,058 bilhão, com exportações de US$ 3,556 bilhões e importações de US$ 4,614 bilhões. Na quinta semana de janeiro, o saldo também foi negativo, em US$ 276 milhões. 

As vendas externas somaram US$ 2,919 bilhões e as importações, US$ 3,195 bilhões.

A secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Tatiana Prazeres, disse que o déficit comercial em janeiro é "importante" e "expressivo" em termos absolutos, já que é o pior resultado mensal da série histórica iniciada em 1993. 

No entanto, destacou que, em termos relativos representa uma queda em relação a outros déficits mensais.

"Este déficit é expressivo, mas este número absoluto precisa ser contextualizado quando se analisa o comércio exterior no seu conjunto. O comércio exterior brasileiro cresceu muito nos últimos anos", afirmou.

Tatiana destacou que o déficit de janeiro representa 25,3% do valor exportado no mês. O último pior déficit havia sido em dezembro de 1996, de US$ 1,787 bilhão. Este valor, no entanto, representava 47,2% das vendas externas naquele mês. 

"Em dezembro de 1996, o déficit representava metade de tudo que o Brasil exportou. O de janeiro representa um quarto do que o Brasil exportou no mês", ressaltou.

Exportações

A média diária das exportações no primeiro mês do ano foi de US$ 725,8 milhões, segundo maior resultado para meses de janeiro. No entanto, tiveram uma redução de 1,1%, em comparação a igual período do ano passado. O resultado foi favorecido pelas exportações de semimanufaturados, que atingiram o valor recorde de US$ 2,668 bilhões, um crescimento de 6,6% em relação ao mesmo mês do ano passado. Já a vendas externas de manufaturados no mês passado somaram US$ 6,261 bilhões, com alta de 1%.

Por outro lado, os produtos básicos explicam a queda das exportações em janeiro. Eles totalizaram US$ 6,546 bilhões, um recuo de 5,9% em relação a janeiro de 2012. As principais quedas foram de petróleo em bruto, café em grão, farelo de soja, fumo em folhas, carne de frango e minério de cobre.

Nos manufaturados, cresceram, principalmente, os embarques de etanol, suco de laranja congelado, açúcar refinado e automóveis de passageiros. Nos semimanufaturados, a alta foi puxada por ferro fundido, açúcar em bruto, alumínio em bruto, catodos de cobre e couros e pele.

Importações

As importações tiveram média diária de US$ 909,2 milhões em janeiro, alta de 14,6% em relação a igual mês de 2012. Bens de capital (máquinas) foram responsáveis pelo aumento de 14,6% na comparação com o mesmo mês de 2012. As importações de matérias-primas e intermediários aumentaram 7,9% e de combustíveis e lubrificantes, 55,7%. As importações de bens de consumo, por outro lado, tiveram queda de 2,1% em janeiro na comparação com o mesmo período de 2012.

No período, a corrente de comércio alcançou a cifra recorde para meses de janeiro, de US$ 35,971 bilhões, aumento de 7,1%, pela média diária (US$ 1,635 bilhão), em relação a janeiro de 2012. 

Renata Veríssimo, da Agência Estado

Morte ao mensageiro




O PT não desiste de calar quem não lhe diz amém. Nesta semana, seu presidente e suas principais lideranças voltaram a se lançar em campanhas para afrontar os meios de comunicação, silenciar críticos e impor censura à imprensa. Quando a notícia é ruim, a ordem é alvejar o mensageiro.

Além dos veículos de comunicação, os alvos prediletos dos petistas são órgãos e autoridades responsáveis por zelar pela moralidade e por fiscalizar a atuação do poder público. O PT tem horror a limites. A aversão aumenta toda vez em que o partido é flagrado em novas e cada vez mais cabeludas falcatruas.

Na mira petista, os preferidos são o Ministério Público; a Justiça em todas as suas instâncias, mas especialmente o Supremo Tribunal Federal (STF); o Tribunal de Contas da União e, para terminar, qualquer tipo de lei que constranja planos de governo - como a de licitações, hoje já devidamente trucidada pelo novo regime diferenciado de contratações públicas.

Os próceres petistas enxergam nestas instituições, caras a qualquer país sério e maduro, focos de oposição ao seu projeto de poder. Quando se sentem incomodados por elas, incitam a militância partidária e aparelhos correlatos, como a CUT e a UNE, a ir para as ruas protestar - é verdade que com efeitos quase sempre nulos...

A condenação daqueles que lideravam o partido à época em que ascendeu ao poder pela prática dos crimes do mensalão inflamou ainda mais a ira desta gente. "Desmascarar a farsa" do julgamento levado a cabo pelo STF tornou-se seu mantra e José Dirceu, condenado a 10 anos e 10 meses de cadeia por corrupção ativa e formação de quadrilha, o messias deste evangelho herético.

Neste sentido, bastou o procurador-geral da República anunciar que dará encaminhamento às denúncias contra Lula feitas no fim do ano passado por Marcos Valério, para a companheirada voltar a pôr os dentes à mostra. Insurge-se contra a suspeita de que o dinheiro do esquema corrupto serviu também para pagar despesas pessoais do ex-presidente.

José Dirceu foi conclamar os seus para uma "cruzada nacional" para questionar o julgamento e combater o que chamou de "campanha da direita e da mídia contra o projeto político do PT". Para quem viveu em Cuba, onde uma crítica do regime castrista gramou 20 tentativas para conseguir autorização para sair do país, tem tudo a ver.

Mas o mais raivoso, como de hábito, é Rui Falcão, jornalista e deputado que preside o PT. Numa reunião da bancada petista na Câmara, ele voltou a atacar os meios de comunicação e o MP e a defender o controle da imprensa. Disse que este é "um dos objetivos do partido".

"São esses a quem nomeei aqui que tentam interditar a política no Brasil, ao mesmo tempo, desqualificando a política. Quando desqualifica­mos a política, a gente abre cam­po para aventuras golpistas. A gente abre campo para experiên­cias que no passado levaram ao nazismo e ao fascismo", filosofou o presidente do PT.

O que Falcão chama de "desqualificação" da política é tudo aquilo que não se alinha com o que os petistas pregam. Mas se não fosse a atuação vigilante da imprensa, a postura investigativa dos meios de comunicação, o rigor das apurações levadas a cabo pela Justiça e a fiscalização dos órgãos de controle, o país já teria sido engolido pela sanha totalizante do PT.

O Brasil já não é lá o paraíso da livre manifestação. Entre 179 países, é o que tem apenas a 108ª melhor situação em termos de liberdade de imprensa - há dois anos, estava em 58° lugar no
ranking, elaborado pela ONG Repórteres sem Fronteiras. Imagine como seria com censura pesada pendendo sobre a cabeça da mídia, como quer o PT.

O sonho de consumo dos petistas é impor aos meios de comunicação uma truculenta legislação de regulação e controle. Desde a ascensão de Lula, tem sido assim. Felizmente, a julgar pelo que publica hoje
O Estado de S.Paulo, parece que o assunto não encanta a presidente Dilma Rousseff. 
Melhor assim.

Fonte: Instituto Teotônio Vilela
Morte ao mensageiro

GERENTONA FALSÁRIA(QUEBRA 1,99) E A política econômica da reeleição

 
A política econômica de 2013 estará pautada pela corrida contra o tempo em que agora está empenhada a presidente, tendo em conta que, em 15 meses, se verá na cabeceira da pista da reeleição. 

Dilma Rousseff sabe que, como o desempenho da economia na primeira metade do mandato foi altamente decepcionante, seu grande desafio é conseguir mostrar, em tempo hábil, melhora substancial desse desempenho. Para poder visualizar o fio condutor da política econômica em 2013, é preciso entender com clareza o cálculo político envolvido nesse desafio.

Dilma Rousseff sabe que a reeleição depende de avaliações favoráveis de sua performance em dois foros distintos. A avaliação mais óbvia, claro, é a que deverá ser feita pelo eleitorado em outubro de 2014. Mas, bem antes disso, a presidente terá de obter avaliação favorável dentro do próprio PT e junto à base aliada.

O desempenho da economia nos últimos dois anos disseminou desalento com o projeto da reeleição. Certos segmentos do PT, e da própria base aliada, já não escondem sua preocupação com os riscos que poderiam estar envolvidos na tentativa de reeleger a presidente.

Sobram evidências de que boa parte do senso de urgência que se observa no governo, quanto à melhora de desempenho da economia, decorre da necessidade de convencer o PT de que a reeleição é um projeto menos arriscado do que agora pode parecer.

Analistas políticos sugeriram que o tom de comício que marcou o pronunciamento oficial da presidente, para anunciar a redução de tarifas de energia elétrica, teria sido mais voltado para o público interno do PT do que para o País como um todo.

Chegou até a ser noticiado ("Valor", 24/1), que a presidente se viu obrigada a esclarecer a um interlocutor no Planalto:
"Meu mandato é de oito anos."

No pronunciamento oficial, Dilma Rousseff afirmou em tom de desafio que é "a presidente que corta juros, reduz tarifa e protege as pessoas". O que ainda lhe falta é poder alardear também que é a presidente que faz o País crescer. Sem isso, vai ser difícil convencer o PT de que a reeleição é a solução natural. 

Perceber que esse é o grande desafio que a presidente tem pela frente é a chave para entender o que deverá nortear a condução da política econômica de 2013.

De acordo com a Pesquisa Focus, do Banco Central, a expectativa hoje dominante é a de que a taxa de crescimento do PIB em 2013 seja de 3,1%, que, à primeira vista, parece bastante razoável. Mas o que talvez não esteja sendo devidamente percebido é que uma expansão da economia da ordem de 3% neste ano parece muito aquém do que Dilma Rousseff precisa mostrar para convencer o PT de que não vai precisar de um plano B para 2014.

E mais aquém ainda do que seria necessário para dissuadir a fragmentação da base aliada e permitir à presidente disputar a reeleição com tranquilidade.

É improvável que uma expansão de 3% possa vir a ser apresentada como evidência convincente de quebra do regime de crescimento entravado de 2011-12. Com esse desempenho em 2013, a taxa anual média de crescimento do PIB no primeiro triênio do mandato será de apenas 2,2%.

Essa constatação leva a uma conclusão inescapável. Tudo indica que o Planalto terá grande resistência a trabalhar com uma meta de crescimento do PIB da ordem de 3% em 2013. Tendo em conta o cálculo político que deverá pautar a condução da política econômica nos próximos meses, o governo estará fortemente tentado a apostar todas as suas fichas na tentativa de assegurar uma taxa de crescimento do PIB bem mais alta em 2013.

Não obstante todas as advertências - agora, até mesmo do Banco Central - de que, dadas as restrições do lado da oferta, tal aposta poderá ter consequências funestas, tudo indica que o governo está pronto para partir para o tudo ou nada, numa grande escalada de estímulo à demanda.

No balanço dos riscos envolvidos, a presidente, na situação difícil em que se encontra, tem razões para se deixar convencer de que os benefícios esperados da aposta superam os custos por larga margem.

Rogério Furquim Werneck   O Globo
A política econômica da reeleição

E NA REPÚBLICA DOS TORPES E FALSÁRIOS... "GUVERNU ADIA" DESPESA PARA ENGODAR CONTAS


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O governo adicionou mais um item ao seu kit de maquiagem do resultado das contas públicas de 2012.

Além de sacar recursos do Fundo Soberano, receber antecipadamente dividendos das estatais e inflar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o Tesouro Nacional empurrou cerca de R$ 5 bilhões em despesas de dezembro para janeiro.

Dessa forma, reduziu os gastos e engordou o saldo do ano. Técnicos da Fazenda admitem que houve um "remaneja-mento" de despesas, mas não informaram o valor. O cálculo de R$ 5 bilhões foi feito pelo economista-chefe da corretora Convenção Tullet Prebon, Fernando Montero.

O economista chegou a essa conclusão analisando o comportamento dos gastos ao longo de 2012. Ele verificou que, em comparação ao ano anterior, as despesas vinham crescendo a um ritmo de 6,9% até novembro, mas deram uma freada em dezembro, fechando o ano com uma alta de 5,4%.

Isso é justo o contrário do que ocorre tradicionalmente. Normalmente os gastos, principalmente os de investimento, dão um pulo em dezembro. Montero esperava uma expansão real de 7% nas despesas em 2012.

Outras despesas.

Analisando mais a fundo os principais componentes do gasto, ele verificou que as despesas com pessoal subiram 3,8%, os gastos com a previdência subiram 12,5%, puxados pelo aumento do salário mínimo. A contração das despesas ocorreu em dezembro e ficou concentrada nas chamadas "outras despesas de custeio e capital".

Elas incluem investimentos e compra de material de escritório, por exemplo, que não seguem um calendário rígido como o dos salários e aposentadorias.

Por isso, são os alvos preferenciais dos economistas do governo quando é necessário fazer cortes e outros ajustes nas contas públicas. Pelos cálculos do economista, as "outras despesas de capital", na qual se incluem os investimentos, vinham crescendo a um ritmo de 22,8% de janeiro a novembro, ante igual período de 2011.

Porém, em dezembro foi registrada uma queda de 42,5%. Já as "outras despesas de custeio", que acumularam crescimento de 17,3% de janeiro a novembro, desaceleraram para 7,5% em dezembro. Essas despesas deverão aparecer na contabilidade oficial em janeiro.

"É prováve] que haja um surto, com grande conteúdo de investimentos, no primeiro mês do ano", disse Montero. Recorrente. Não é a primeira vez que isso acontece. Em dezembro de 2010, um grupo grande de despesas foi empurrado para janeiro de 2011, de forma que o governo atingiu a meta fiscal "cheia", sem abatimentos do PAG.

Mesmo lançando mão de todas as manobras disponíveis, o secretário do Tesouro, Arno Augustin, apresentou na última terça-feira um resultado para 2012 inferior ao de 2011, medido como proporção do Produto Interno Bruto (PIB).

As contas do governo central (Tesouro, Previdência e Banco Central) encerraram o ano com um saldo de R$ 88,5 bilhões, equivalente a 2,01% do PIB, ante 2,26% do PIB no ano anterior.

Lu Aiko Otta/O Estado de S. Paulo
Governo ‘adia’ despesa para melhorar contas 

E NA CASA DAS NULIDADES... "ESSE É O SILÊNCIO DOS COVARDES" - " QUEM ANDA NO TRILHO É TREM DE FERRO E A LIBERDADE É PASSAGEIRO".(PEDRO TAQUES)

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12h39 - Senador Pedro Taques (PDT-MT):

“Essa candidatura é daqueles que nunca tiveram voz nesta casa. É dos 300 mil brasileiros que assinaram petição eletrônica.” Falará agora o senador Renan Calheiros (PMDB-AP).

12h36 - Senador Pedro Taques (PDT-MT): 

“Existem voltas esperadas. (…) Mas existem voltas que criam receios. Receios de continuísmo, de letargia, de erros. Sou o anti-candidato, aquele que perderá. (…) Eu não temo o próprio passado e, portanto, não temo pelo meu futuro.”

12h31 - Senador Pedro Taques (PDT-MT): 

“Tantas vezes é entre os derrotados que o espírito humano se mostra mais elevado”, diz lembrando personalidades da História brasileira, como Tiradentes e Ulysses Guimarães. “Eu quero ser presidente da casa da Federação. Quero que a sociedade brasileira observe que as coisas podem ser diferentes. Que o passado não precisa necessariamente voltar. Que o Senado não é um ‘puxadinho’ do Executivo. Somos senadores da República, não leva e trazes do Poder Executivo.”
12h26 - Senador Pedro Taques (PDT-MT): 

“É como um perdedor que ocupo hoje essa tribuna. Sou o titular da perda anunciada, do que não acontecerá”, diz no início do seu discurso. “Quero poder dizer que combati um bom combate.”
 
Randolfe Rodrigues critica uso privado de bens públicos
 
“O grande inimigo da República é o uso privado da coisa pública; é a apropriação da coisa pública como se bem pessoal seu fosse”. Assim, o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) iniciou seu pronunciamento, nesta sexta-feira (1º), em defesa da candidatura do senador Pedro Taques (PDT-MT) à presidência do Senado Federal.

Randolfe lembrou ter apresentando inicialmente sua candidatura como forma de reagir ao “falso consenso” e com a prática patrimonialista, herdada, segundo ele, da política portuguesa, de fazer uso privado de bens públicos. A renúncia à candidatura, explicou o senador, aconteceu para apoiar Pedro Taques, em sua avaliação um dos senadores com valor republicano.

Na opinião de Randolfe, o Legislativo não tem cumprido adequadamente as funções constitucionais de representar, legislar e fiscalizar. Para ele, as decisões tomadas pelos parlamentares não representa o pensamento da sociedade e a função de legislar também não está sendo bem desempenhada, uma vez que, por exemplo, mais de três mil vetos presidenciais continuam sem votação.

Ainda em sua avaliação, a atribuição de fiscalizar não é exercida de forma adequada pelo Legislativo. Para exemplificar, ele citou o resultado da Comissão Parlamentar de Inquérito Mista do Cachoeira, que decidiu encaminhar ao Ministério Público a continuidade da investigação.

Em sua opinião, Pedro Taques manterá a altivez, soberania e independência ao presidir o Senado. Randolfe assegurou que a agenda a ser cumprida por Taques não será “refém de nenhum poder, mas uma agenda que pertença ao Brasil”.


Simon faz apelo a Renan para que desista da candidatura à presidência da Casa

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) pediu ao senador Renan Calheiros (PMDB-AL) para não concorrer à presidência da Casa. Simon evitou fazer críticas ao candidato, mas disse que, em razão da denúncia do Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, não seria bom para o Senado passar novamente pelo que passou em 2007, quando Renan teve de renunciar ao cargo de presidente da Casa.
 
- Seria o caso de se suspender essa reunião, seria o caso de se debater de alguma maneira. Mas esse confronto de o Senado se reunir e eleger para presidente um ilustre senador que está sendo processado pelo Procurador-Geral da República perante o presidente do Supremo Tribunal Federal. Ele se elege hoje e, quarta-feira ou quinta-feira, o presidente do Supremo aceita a representação e inicia-se um processo lá – afirmou o senador.

Alvaro Dias pede "novos rumos" para o Senado 
  O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) defendeu nesta sexta-feira (1º) "novos rumos" para o Senado, em busca do respeito da sociedade brasileira. Em discurso na reunião preparatória que escolhe o novo presidente da Casa, o parlamentar do PSDB disse confiar plenamente na "postura ética" do senador Pedro Taques (PDT-MT), que disputa o comando do senador com o senador Renan Calheiros (PMDB-AL).

Ao se declarar incomodado com o desgaste do Legislativo nos últimos tempos, Alvaro Dias acusou o Executivo de preferir ver o Congresso Nacional transformado em uma "usina de escândalos", na tentativa de minimizar as irregularidades que, segundo ele, ocorrem no governo.

O senador leu algumas bandeiras do PSDB em defesa da soberania e da independência do Legislativo, que constam de carta do bancada do partido ao candidato Pedro Taques. Uma delas é a gestão junto à Câmara dos Deputados para que vote a proposta de emenda à Constituição que fixa novo rito para a tramitação das medidas provisórias, já aprovada pelo Senado.


Lídice vê falta de diálogo na candidatura do PMDB

A senadora Lídice da Mata (PSB-BA) reconheceu nesta sexta-feira (1º) a praxe de o partido com a maior bancada indicar o presidente do Senado, mas lamentou o que considerou "falta de diálogo" no encaminhamento da candidatura do PMDB.

Primeira oradora a discursar na reunião preparatória que vai escolher o presidente da Casa neste biênio, a parlamentar disse que os socialistas não compartilham a ideia de uma eleição sem debate e sem propostas públicas sobre a condução do Senado.

Depois de afirmar que a sociedade brasileira está insatisfeita com os políticos, Lídice da Mata pediu que a Casa corresponda às expectativas da sociedade. Segundo ela, os brasileiros esperam uma candidatura à presidência do Senado construída de forma clara e transparente, "num amplo e convergente debate".

A senadora disse que, cumprindo "o desejo da sociedade", seu partido apoia a candidatura do senador Pedro Taques (PDT-MT), que disputa o comando do Senado com o candidato do PMDB, senador Renan Calheiros (AL).

Pedro Taques é a renovação que o Brasil espera do Senado, diz Cristovam  
 
Ao afirmar que o Brasil espera por uma renovação do Senado e do Congresso Nacional, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) afirmou que isso ocorrerá com a eleição de Pedro Taques (PDT-MT) para a Presidência da Casa.

Em discurso nesta sexta-feira (1º), durante sessão destinada a eleger o presidente do Senado, Cristovam se disse convicto que Taques é “o nome para levar a Casa à renovação”, por ter uma visão de futuro, “sem os vícios dos que estão aqui há mais tempo”.

– Também por sua convicção e compromisso de lutar pela ética em todos os lugares por onde passou e por seu compromisso com a transparência. O senador Pedro Taques representa a possibilidade de renovação que o Brasil anseia e precisa, que nós precisamos, para que possamos caminhar orgulhosamente, como senadores da República.

Ao se dirigir ao presidente do Senado, José Sarney, no início de seu discurso, Cristovam afirmou que, como presidente da República, Sarney ajudou a melhorar a imagem do Brasil.

– Da mesma maneira que reconhecemos isso, é preciso reconhecer que hoje a imagem do Senado não está melhor que há dois anos. Nesses dois anos, uma sucessão de submissões nossas ao Poder Executivo e uma quantidade de erros que exigiram a intervenção do Poder Judiciário, além da omissões diante de grandes problemas nacionais, leva ao sentimento de que nossa casa não está melhor que dois anos atrás, e olha que dois anos atrás já não era uma boa imagem.


 Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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