"Um povo livre sabe que é responsável pelos atos do seu governo. A vida pública de uma nação não é um simples espelho do povo. Deve ser o fórum de sua autoeducação política. Um povo que pretenda ser livre não pode jamais permanecer complacente face a erros e falhas. Impõe-se a recíproca autoeducação de governantes e governados. Em meio a todas as mudanças, mantém-se uma constante: a obrigação de criar e conservar uma vida penetrada de liberdade política."

Karl Jaspers

janeiro 15, 2013

brasil maravilha sem "MARQUETINGUE" ! Preço da cesta básica sobe acima da inflação em 2012


O valor da cesta básica em São Paulo teve alta de 8,64% em 2012 ante 2011, indica pesquisa da Fundação Procon-SP divulgada nesta terça-feira, 15. A variação ficou acima do índice oficial de preços, o IPCA, que fechou o ano com alta de 5,84%

De acordo com o levantamento, o preço médio do grupo de 31 produtos que compõem a cesta aumentou de R$ 347,26, em 27 de dezembro de 2011, para R$ 377,26, em 28 de dezembro de 2012.

Entre os três grupos de produtos que compõem a cesta, alimentação teve o maior aumento de preços no período, 9,22%. Higiene pessoal subiu 8,78% e limpeza cresceu 3,59%.

Dos 31 produtos que compõem a cesta, 24 apresentaram alta e sete tiveram os preços reduzidos ao longo do ano. As maiores altas foram da batata (62,42%), cebola (59,76%), 
arroz (43,73%), 
alho (42,18%) e feijão carioquinha (27,66%).

 As maiores quedas foram da carne de primeira (-11,05%), 
açúcar refinado (-9,84%),
carne de segunda sem osso (-3,83%), 
água sanitária cândida (-3,13%) e biscoito maisena (-2,26%).

Dezembro

Na comparação entre dezembro e novembro do ano passado, o preço da cesta aumentou 1,34%. De acordo com o levantamento, o preço médio do grupo de produtos que compõem a cesta era de R$ 372,27 no dia 30 de novembro (data base) e passou para R$ 377,26 em 27 de dezembro.

O grupo que registrou o maior aumento foi limpeza, com variação positiva de 2,57% no período. Higiene pessoal e alimentação tiveram altas de 1,27% e 1,21%, respectivamente. Dos 31 produtos pesquisados, 23 apresentaram alta, sete diminuíram de preço e um permaneceu estável.

Entre os produtos que registraram as maiores altas estão macarrão com ovos (7,69%), 
feijão carioquinha (7,42%), 
batata (6,25%), 
cebola (6,07%) e frango resfriado (4,38%). 

As maiores baixas ficaram com carne de segunda sem osso (-3,66%),
 alho (-2,83%), 
papel higiênico fino branco (-2,16%), 
carne de primeira (-1,27%) e óleo de soja (-1,16%).

Cochilando com a inflação

A estabilização da moeda é uma das maiores conquistas da história recente do país, que, ao longo de décadas, conviveu com a chaga da hiperinflação. Infelizmente, nos últimos anos, e na contramão de todo o resto do mundo, o Brasil voltou a flertar perigosamente com o descontrole de preços. 

A experiência ensina: 
com a inflação não se brinca.

Nos últimos dez anos, a inflação brasileira só não superou o centro da meta estipulada pelo Comitê de Política Monetária em três ocasiões: 
2006, 2007 e 2009. 
Em todos os demais exercícios, inclusive o de 2012, os preços subiram acima do planejado - desde 2005, a meta anual é de 4,5%.

No ano passado, o IPCA, que baliza o regime de metas para inflação no país, atingiu 5,84%. A julgar pelas projeções mais recentes, não deve decair deste patamar: segundo a edição do boletim Focus divulgada  ontem pelo Banco Central, o índice deve atingir 5,53% até dezembro. 

Não será surpresa, porém, se a realidade contrariar os prognósticos, para pior.

Para 2014, a previsão também é de novo estouro da meta, com os agentes de mercado trabalhando com a perspectiva de inflação de 5,5% no ano. Se isso se confirmar, Dilma Rousseff terá entrado e saído do governo sem conseguir fazer com que a média geral de preços na economia se comporte de acordo com os objetivos da política oficial.

Isso significa que há, portanto, clara desconfiança dos chamados formadores de preços em relação à consistência da política econômica posta em prática por Brasília. Como a autoridade monetária projeta atingir determinado alvo, mas não se importa quando, de maneira recorrente, erra a mão, sua credibilidade vê-se arranhada.

O quadro inflacionário só não piorou mais porque o governo federal vem adotando uma série de malabarismos para domar os índices. 
Postergou reajustes necessários, como o da gasolina; mudou metodologias de cálculo; atuou arbitrariamente na formação de preços; manipulou tarifas públicas, como as de energia e transportes públicos, como mostra a Folha de S.Paulo hoje.

Sem estes moderadores, a situação já estaria bem mais preocupante.

Quando Dilma assumiu o poder, a inflação vinha em escalada, alimentada pelos deslavados gastos da gestão Lula para excitar a economia e produzir ambiente favorável à eleição da petista. O primeiro remédio adotado pela presidente foi aumentar os juros, para, em seguida, cortá-los a machadadas - redução, diga-se, elogiável.

Mas os preços mal se alteraram: 
altos estavam, altos continuaram.

É corrente entre petistas a tese de que uma inflação mais alta é aceitável a fim de estimular a economia. A formulação é uma das mais furadas da teoria econômica e a experiência da atual gestão está aí para comprovar: 
embora o nível geral de preços tenha se mantido em alta no país, o crescimento econômico mergulhou à pior média em 20 anos, de 1,8% anual.

Com isso, o Brasil de Dilma tornou-se uma jabuticaba mundial: cresce pouco, mas convive com uma inflação alta demais para os padrões globais.

Alguns exemplos: 
a Rússia tem uma inflação relativamente próxima à nossa, porém cresceu 2,9% até o terceiro trimestre; 
a China fechou 2012 com inflação de 2,5% e crescimento de 7,4%; 
a Índia terá inflação de 7,24% com expansão de 5,3%; 
e os EUA devem fechar o ano próximo a 2%, com crescimento de 3,1%, conforme levantamento do economista Jason Vieira.

A inflação é uma das manifestações mais salientes da política econômica desequilibrada que a gestão petista põe em prática no país. O mais lamentável é que são justamente os mais pobres os que mais sofrem com a carestia e com o descontrole de preços. 

Preservar a estabilidade da moeda - uma conquista lograda pelos presidentes Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso - é um valor do qual a sociedade brasileira não abre mão. O governo Dilma não pode cochilar.

Fonte: Instituto Teotônio Vilela
Cochilando com a inflação

E NA REPÚBLICA DE TORPE$ : A AUTOMUTILAÇÃO(DA$ NULIDADE$) DO CONGRE$$O



A proximidade da renovação das Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, na abertura do ano legislativo a se iniciar em fevereiro, põe em foco - mais uma vez - a esqualidez do Congresso Nacional, que deveria ser a principal instituição política da República.

Expõe também os deploráveis usos e costumes dos seus prováveis dirigentes na segunda metade da atual legislatura, decerto compartilhados por sabe-se lá quantos de seus pares. O definhamento do Congresso, diga-se desde logo, não resulta de terem sido as suas funções úsurpadas pelos dois outros Poderes, o Executivo e o Judiciário.

O Legislativo só tem a si próprio a culpar pela sua consolidada desimportância e a degradação incessante de sua imagem. A instituição parlamentar renunciou, por livre e espontânea vontade, à posição que lhe cabia ocupar na vida política brasileira.

Os seus integrantes de há muito deixaram de ser os formuladores da agenda nacional e os interlocutores por excelência da sociedade, nas suas agruras e aspirações. Possuídos pelo varejo dos seus cálculos de conveniência, prontos a trocar a sua pri-mogenitura na família institucional do País pelos pratos de lentilhas saídos da cozinha do Planalto, deputados e senadores formam uma versão mumificada do vibrante corpo legislativo que deu ao País a Carta de 1988 - avalie-se como se queira o produto de seu trabalho.

Nas democracias autênticas, o Parlamento deve fiscalizar os atos do governo, legislar e debater as questões nacionais. No Brasil, o Congresso não faz nada disso. O seu papel fiscalizador ele mesmo desmoralizou com as suas CPIs de fancaria, criadas a partir de interesses partidários, conduzidas com escandaloso facciosismo pela maioria de turno e encerradas sob acordos espúrios para salvar a pele dos suspeitos de lá e de cá.

Quanto às leis, ora as leis. Se os congressistas se permitem terminar um período dito legislativo sem votar nem ao menos o Orçamento da União para o ano vindouro o projeto mais importante que incumbe ao Parlamento a cada exercício , que dirá de tudo o mais? Propostas de autoria própria nascem, em geral, para constar.

As excelências preferem contrabandear para dentro das medidas provisórias (MPs) do Executivo cláusulas que convêm às clientelas patrocinadoras de suas campanhas -e que não guardam a menor relação com o objeto da MP. O governo, por sua vez, aceita a farsa. De todo modo, se vetar partes do projeto de conversão afinal aprovado, a vida segue - mais de 3 mil vetos, muitos já encanecidos, aguardam apreciação parlamentar.

O debate dos grandes assuntos, por fini, foi abandonado.
O sistema de funcionamento das duas Casas do Congresso desencoraja, na prática, os pronunciamentos e réplicas que mereceríam ocupar o horário nobre de uma sessão. Em conseqüência, o plenário se tornou irrelevante para a imjprensa.

Ao mesmo tempo, Câmara e Senado criaram monumentais aparatos multiniídia de comunicação, que servem para os seus membros, reduzidos muitos à çDndição de vereadores federais, mostrarem serviço às bases e pteparairefti a sua reeleição. A regra não escrita é simples os representantes do povo pervertem em privilégios as prerrogativas que se conferiram a pretexto de atender os seus representados.

Não há perigo de melhorar.

O favorito para presidir a Câmara é o atual líder do PMDB, Henrique Alves, na Casa há 42 anos. O Ministério Público o açusà de enriquecimento ilícito. Êmáoo2, a sua ex-mulher informou què ele tinha US$ 15 milhões em contás não declaradas no exterior. Naqüele ano, o seu patrimônio dèdarado èra de R$ 1,2 milhão. Em 2010, somou R$ 5,5 milhões. Segundo a Fôlha de S.Paulo, dinheiro de emendas parlamentares de sua autoria e de um órgão federal por ele controlado betieficiou a empresa de um de seus.âssessores.

já o Senado voltará a ser presidido pelo também peemedebista Renan Calheiros. 2007, acusado de ter despesas pessoais pagas pelo lobista. de uma empreiteira, renunciou ao cargo para escapar (por pouco) à cassação do mandato. Há inquérito sobre o caso no Supremo Tribunal Federal, onde Calheiros é alvo de mais díms investigações. No Congresso, em suma, tudo que pode dar errado dá errado.

O Estado de S. Paulo

E PRO BRASIL REAL... ÓÓÓ "PROSCEÍIIS" ! Inflação faz brasileiro cortar até alimentos


O governo terá que contar com a sorte para que a inflação não fure o teto da meta deste ano, de 6,5%. A maioria dos economistas espera um primeiro trimestre de preços sob pressão, principalmente os dos alimentos. 

E como ninguém acredita que o Banco Central mexerá na taxa básica de juros (Selic) tão cedo — o indicador deverá permanecer em 7,25% em 2013 — para não prejudicar a retomada do crescimento, qualquer evento extraordinário pode provocar uma disparada no custo de vida. 

Na avaliação da economista Tatiana Pinheiro, do Banco Santander, a inflação deste ano ficará em ao menos 6%. Para ela, não haverá alívio no valor dos alimentos a curto prazo, sobretudo porque tudo dependerá de um fator imponderável, o clima, que afetará, além dos produtos agrícolas, o frágil sistema de eletricidade do país. 

Para piorar, a maior seca dos últimos 50 anos nos Estados Unidos continua a fazer estragos. Ou seja, há a possibilidade de eventos externos e domésticos elevarem os preços dos alimentos para muito além do desejável. O que Tatiana vê nas projeções dos gráficos do computador, a dona de casa Maria Eunice Oliveira, 32 anos, já está sentido no orçamento doméstico. 

Com renda familiar mensal de R$ 700 e nove bocas para alimentar, manter o mínimo de bem-estar da família tem sido uma tarefa difícil, tamanha é a carestia nos supermercados. 

“Tivemos que diminuir a quantidade das compras, porque não temos como pagar tudo. Hoje, com R$ 300, R$ 400, não dá mais para levar nem o necessário. E olha que isso é quase a metade de tudo o que ganhamos”, reclamou. Além do marido, Edilson Santos de Oliveira, 42, que é caseiro, dos três filhos e do irmão, Jail Gonçalves de Brito, 44, que está desempregado, Eunice alimenta cunhadas e sobrinhos, que vêm de longe para trabalhar e estudar. 

“Está muito difícil dar o que comer para todo mundo. A cada semana que vou ao supermercado, tudo está mais caro”, assinalou. Apenas para comprar um pacote de cinco quilos de arroz, um quilo de feijão, um litro de leite, um quilo de tomate, uma lata de óleo e um quilo da carne mais barata, precisa desembolsar mais de R$ 50. O problema é que esses produtos duram, no máximo, quatro dias, assim mesmo, com muito racionamento. 

Repasses

Responsável pelo mercado Dona de Casa, no Paranoá, Morais Alves disse que a alta de preços está assustando a todos. “Os alimentos já chegam às distribuidoras com preços bem elevados. Os reajustes vêm desde o meio do ano passado. Está impossível para nós não repassar os aumentos para a clientela”, frisou. 

A faxineira Maria José Rodrigues, 51, notou os reajustes. Ela contou que gasta a maior parte do salário no supermercado, com comida. “Nos últimos meses, só levo para casa o básico”, ressaltou. Além das despesas com alimentação, Maria sente o aumento dos medicamentos. 

“De uns três meses para cá, deu para ver uma diferença de até R$30 em alguns remédios. Às vezes, abro mão de cuidar da minha saúde para não deixar de comer”, afirmou. A situação não é muito diferente na casa da comerciante Irani Oliveira da Silva, 42. “Estou cortando uma série de produtos da minha lista de supermercado. Tomate, por exemplo, não compro mais, pois está custando até R$ 9 o quilo. Iogurte e suco, só das marcas mais baratas. 

Tudo ficou muito caro de uns três meses para cá: 
óleo, arroz, carne, feijão. Ela lembrou que, há um ano, gastava cerca de R$ 350 com a compra mensal de alimentos. Hoje, desembolsa, no mínimo, R$ 700. Diante desse quadro, está difícil para os consumidores entenderem a tranquilidade do governo quando se refere à inflação.

Pelos dados oficiais, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 5,84%, com os alimentos subindo quase o dobro. Segundo o Banco Central, apesar de pressionados no primeiro trimestre deste ano, os preços vão ceder ao longo de 2013, fechando em 4,7%. 

“Sinceramente, não acredito nesses números. Para mim, a inflação real é a que encontro nas gôndolas do supermercado. E ela está muito alta, subindo todos os meses”, disse o marceneiro José Antunes, 34. 

O economista Eduardo Velho, da Planner Corretora, reconhece o       descontentamento dos consumidores. E avisou que, com a carestia dos alimentos e a alta dos preços dos serviços e da educação, a inflação ficará, nos próximos meses, bem acima do centro da meta, de 4,5%, perseguida pelo Banco Central. Nas suas contas, somente na primeira quinzena de janeiro, o reajuste médio dos alimentos foi superior a 2,5%.

 Não à toa, Sílvio Campos Neto, economista da Consultoria Tendências, mostra preocupação com os fatores de risco que podem elevar o IPCA nos próximos meses.

Além da retomada do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), para 3,2% no ano, haverá reajustes nas tarifas de ônibus urbanos e nos combustíveis, e o retorno do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de carros e eletrodomésticos, que estavam zerados. “O sinal é de alerta”, disse. 


Sofrimento para idosos
Os produtos de consumo básicos pesaram mais no bolso dos idosos. Segundo o Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3I), as famílias constituídas por pessoas com idade superior a 60 anos enfrentaram alta de 5,84% em 2012, taxa maior do que a inflação dos demais brasileiros (5,74%). Somente no quarto trimestre do ano passado, o indicador medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) computou aumento de 1,59%, puxado pelos gastos com transporte, vestuário, habitação, saúde, educação e recreação.


Segundo o vice-presidente da Confederação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil (Cobap), Moacir Meireles, entre os aposentados, o que mais pesa no bolso são os gastos com alimentação e medicamentos. “O segurado da Previdência Social não tem condições de bancar o lazer, vive para comer e comprar remédios, e ainda fica devendo todo mês. Infelizmente, quanto mais idade, mais despesas”, afirmou.

VÂNIA CRISTINO e PRISCILLA OLIVEIRA Correio Braziliense 

brasil SEGUE "MUDANDO" : Déficit comercial do Brasil com países ricos é recorde, um buraco de cerca de US$ 14,7 bilhões.

O Brasil teve, em 2012, seu pior saldo comercial com os países ricos em mais de um quarto de século. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, além de informações de governos estrangeiros, apontam que o déficit comercial do Brasil com as potências do G-7 atingiu um recorde no ano passado, somando um buraco de cerca de US$ 14,7 bilhões.

Pela documentação do governo brasileiro, o resultado não encontra equivalente desde 1989, pelo menos. Balanças comerciais da Alemanha, Reino Unido e França apontam que o déficit não chega a esse valor desde 1987. O G-7 reúne as maiores economias industrializadas do mundo - EUA, Reino Unido, França, Canadá, Alemanha, Itália e Japão. Se politicamente o grupo perdeu força diante da emergência da China e dos demais Brics, comercialmente esses países ainda dominam cerca de 50% do comércio mundial.

Com o conjunto de países ricos - o que inclui as 30 economias da OCDE -, o déficit chegou a US$ 12,9 bilhões, numa corrente de comércio de US$ 209 bilhões.

No ano, as vendas brasileiras à Europa caíram 7%, ante um aumento das exportações do bloco ao mercado nacional de 2%. O resultado foi a queda do superávit do Brasil com a região, passando de um saldo positivo de US$ 10,8 bilhões em 2007 para apenas US$ 1,1 bilhão em 2012. 
 
JAMIL CHADE, CORRESPONDENTE
 As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

janeiro 14, 2013

SETOR ENERGÉTICO : "uma voz técnica e independente" - Risco de racionamento é real e pode estar subestimado

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Em meio a notícias sobre uma possível crise no setor energético, uma voz técnica e independente fez semana passada um alerta ao mesmo tempo elucidativo e assustador: 
a reserva de energia do país está superestimada. 

O autor da advertência não é um aventureiro ou um parlamentar da oposição ao governo, mas Mário Veiga, uma das maiores autoridades do setor elétrico nacional, especialista que goza, inclusive, da confiança da presidente Dilma Rousseff.

Em entrevista reveladora ao Valor, Veiga afirmou que, ao contrário do que afirmam as autoridades, há, sim, risco de o governo decretar racionamento de energia neste ano. Ele estima esse risco em 9%, diz que só se vai saber ao certo em maio, mas avisa que seu cálculo pode estar subestimado. A situação é mais séria do que parece.

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE), estatal criada pelo governo Lula para fazer o planejamento estratégico do setor, calculou que, em 2012, havia folga de 2.500 MW médios na oferta de energia no Brasil. Trata-se de um volume considerável, equivalente a mais da metade da energia a ser gerada pela usina de Belo Monte, em construção no rio Xingu.

Mário Veiga acredita que essa folga não existe. Ele e sua equipe usaram a metodologia do governo e concluíram que, no fim de novembro, os reservatórios das hidrelétricas estavam, em média, com 55% de armazenamento. No entanto, ao observar depois a operação real dos mesmos, eles constataram que os reservatórios alcançaram nível médio de apenas 33%.

Veiga está analisando as possíveis razões para esse descasamento entre modelo e realidade. Já chegou a algumas conclusões. Uma delas é que as hidrelétricas estão operando com elevado nível de ineficiência (11%). Usinas estão operando com equipamentos descalibrados e os reservatórios sofrem as consequências do assoreamento dos rios. 

O especialista aponta um problema institucional para lidar com essas questões: 
o Operador Nacional do Sistema (ONS) não tem autoridade para fiscalizar as usinas e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) não possui técnicos que entendam tanto do sistema quanto os do ONS.

Uma outra deficiência é o gargalo existente hoje no setor de transmissão - nos últimos anos, o país aumentou a capacidade instalada de geração, mas os projetos de transmissão estão atrasados graças a dificuldades com o licenciamento ambiental.

Há outras explicações para a perda de eficiência, como o fato de a usina de Itaipu, a maior do país, enviar menos energia para o sistema durante períodos de chuva no Paraná, alegadamente por questões de segurança, e a queda da vazão de água no Nordeste, provocada por um possível uso excessivo do rio São Francisco em projetos de irrigação.

Um dado impressiona. 

O ano de 2012 começou com o maior nível de armazenamento de água dos últimos 12 anos. Ocorre que, apesar de ter chovido o equivalente a 87% da média histórica, os reservatórios chegaram ao fim do ano com o pior nível de armazenamento desde o período anterior ao racionamento de 2001. 

Ninguém sabe explicar ao certo por que os reservatórios esvaziaram tão rapidamente e isso, claro, preocupa.  Se o fenômeno se repetir em 2013, a probabilidade de racionamento poderá ser ainda maior.

Valor Econômico 

E no brasil maravilha... "Por que um casal recém-casado precisa de um fogão de seis bocas?". BANCOS REVEEM A OFERTA DE CRÉDITO À BAIXA RENDA


Você emprestaria dinheiro para um desconhecido? 
A resposta não é tão óbvia assim. 

De meados de 2005 até o fim de 2012, segundo dados do Banco Central, passaram a fazer parte do sistema financeiro brasileiro 42,5 milhões de novos clientes, um dos processos mais velozes de bancarização de que se tem notícia no mundo. 
 
Foi uma multidão de "ilustres desconhecidos", com demandas reprimidas de consumo e que viu sua renda se multiplicar no espaço de poucos anos, que tomou de assalto os bancos do país. Uma multidão que chegou querendo crédito.

Agora, com a bancarização acontecendo mais lentamente, sobrou no balanço das instituições financeiras a conta desse processo: a inadimplência. Em maior ou menor grau, os bancos estão tendo que reformular os modelos de concessão de crédito ou a estratégia de atuação com as classes de menor renda, recém-chegadas ao sistema bancário.

Até uma das "regras de ouro" da concessão de crédito no país, que prevê um teto informal de até 30% de comprometimento da renda mensal do tomador com dívidas precisou ser revista.

"Há alguns anos, não havia histórico ou o comportamento desse cliente. Agora começamos a separar o joio do trigo", afirma Octavio de Lazari Junior, diretor da área de empréstimos e financiamento do Bradesco. O índice de inadimplência do banco na pessoa física encerrou o terceiro trimestre em 6,2%. "Não tinha outro jeito. Era algo pelo qual tínhamos que passar."

Com mil agências abertas só em 2011, o Bradesco tem na população de baixa renda um público-chave para a concessão de crédito. "É um percentual importantíssimo da população economicamente ativa", afirma Lazari. "Ele pode ser baixa renda hoje, mas há ainda uma janela fantástica de boom demográfico no país para os próximos anos."

O banco foi um dos primeiros a perceber que, na baixa renda, a monitoração do gasto mensal com dívida do cliente precisa ser mais estrita. Enquanto tradicionalmente estima-se de 25% a 30% do orçamento mensal comprometido com dívida como um percentual adequado, para o cliente de baixa renda o "número mágico" é algo entre 10% a 12%, afirma Lazari. Passado esse nível, a oferta de crédito é feita com muito mais cautela.

"A inadimplência ainda elevada no Brasil deve ser traduzida como um "custo social", decorrente da própria velocidade do processo de inclusão bancária", escreveu o diretor do departamento de pesquisas e estudos econômico do Bradesco, Octavio de Barros, em relatório aos clientes do banco. 
"Estamos assistindo a um processo de "desbancarização temporária" de segmentos que ainda não estavam preparados em termos de renda para ingressar no mercado de crédito", escreveu ainda.

A inadimplência da pessoa física fechou novembro em 7,8%, apenas 0,1 ponto abaixo da máxima histórica, segundo dados do Banco Central. O índice está praticamente estável nesse percentual desde maio. Já as concessões de crédito à pessoa física acumuladas em 2012 avançaram 8,2% na comparação com 2011.

Boa parte das estratégias adotadas pelos bancos para a baixa renda diz respeito a aumentar a precisão dos modelos estatísticos de concessão de crédito para esse público. Esses modelos usam diferentes informações do cliente (consultas a bancos de dados negativos, ao Banco Central, endereço de residência etc), combinado com o histórico de outras operações semelhantes da instituição, para tentar antecipar a chance de o candidato a devedor não pagar. Com base nesse resultado - e no apetite de risco da instituição - sai a aprovação do crédito.

A arte no meio dessa matemática toda está em calibrar corretamente quais são as informações que o banco coleta e os pesos que o modelo atribui a cada uma delas. Isso explica, por exemplo, o esforço do Banco do Brasil em fazer com que os clientes pessoa física tragam seu salário para o banco, acenando com juros menores.

"Hoje nossa operação é muito focada em correntista. Não operamos no "mar aberto", com clientes que não conhecemos", afirma Marcelo Labuto, diretor de empréstimos e financiamentos do BB. "Os proventos que o cliente traz para o banco enriquecem minha percepção dele e de sua capacidade de pagamento". As dívidas com atraso acima de 90 dias representam 2,17% da carteira do banco, incluindo pessoa física e jurídica.

Para Labuto, além da bancarização, clientes que já tinham algum relacionamento bancário também passaram a tomar financiamentos. "Isso pode ter trazido um efeito estrutural para a inadimplência do sistema, mas não acho que é motivo para sérias preocupações."

No caso do Santander, melhorias nos modelos de concessão vêm sendo feitas desde 2008, mas ganharam um reforço extra no ano passado, quando a inadimplência da instituição começou a piorar. Oscar Herrero, vice-presidente de risco do Santander Brasil, destaca dois esforços feitos pela instituição nessa linha: 
primeiro, uma ampliação da equipe de matemáticos e estatísticos que trabalham na operação de varejo, embora não detalhe a magnitude desse crescimento.

Segundo, o banco passou a atualizar mais frequentemente os modelos de concessão de crédito à pessoa física. As atualizações hoje são trimestrais em todos os modelos, sendo que antes alguns ajustes eram feito só semestral ou anualmente. Na linha do que tem feito o BB, o Santander também vem dando prioridade à captura de clientes no ponto de trabalho, onde as informações disponíveis sobre o perfil do tomador são mais amplas.

O Itaú Unibanco fez mudanças na sua estratégia de captura de clientes. Desde o fim de 2010, o banco vem desmontando as parcerias que tinha com varejistas para oferecimento de produtos e serviços financeiros. Foram cerca de 300 acordos encerrados, entre eles Lojas Americanas e a rede de supermercados Sonda. A mudança, segundo pessoas próximas do banco, tem relação com o "perfil" do cliente trazido por essas parcerias e afetou alguns dos principais canais de contato do banco com a baixa renda. 
Procurado, o banco não se pronunciou.

Rodrigo Del Claro, presidente da Crivo TransUnion, empresa que desenvolve modelos de crédito para bancos e financeiras, diz que, na ausência de um histórico tradicional, há uma série de outras informações que ajudam numa modelagem mais acurada. "O gasto na conta de luz tem uma correlação altíssima para predizer a inadimplência", afirma.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, combinados com o endereço do cliente e até mesmo sua zona eleitoral também ajudam a compor um quadro mais preciso, diz Del Claro.

Na Losango, promotora de vendas do HSBC que opera financiamentos em parcerias com o varejo, o problema não era tanto o modelo de concessão em si, mas sim a coleta de informações do tomador feita no ponto de venda. A promotora reverteu a piora na qualidade do crédito no começo do ano passado intensificando o treinamento de quem concede o crédito na ponta. "
É isso que explica porque lojas com perfis semelhantes tinham inadimplência tão distinta", afirma Hilgo Gonçalves. "É uma questão de conhecer o cliente e ver se o produto que ele financia está adequado ao seu perfil. Por que um casal recém-casado precisa de um fogão de seis bocas?"

Felipe Marques | De São Paulo Valor Econômico

brasil maravilha LOJINHA DE 1,99 : Balança comercial tem déficit de R$ 878 milhões na 2ª semana de janeiro. No acumulado das duas primeiras semanas do mês, o déficit é de US$ 978 milhões


A balança comercial brasileira registrou déficit de US$ 878 milhões na segunda semana de janeiro, entre os dias 7 e 13, informou nesta segunda-feira o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). 

O resultado vem da diferença entre exportações de US$ 4,027 bilhões e importações de US$ 4,905 bilhões no período. No acumulado das duas primeiras semanas de janeiro, o déficit é de US$ 978 milhões.

Na primeira semana, o déficit era de US$ 100 milhões.No acumulado das duas primeiras semanas, as exportações somaram US$ 6,27 bilhões. A média diária foi de US$ 784,6 milhões, um aumento de 6,9% com relação à média de janeiro de 2012. No que diz respeito às importações, que somaram US$ 7,25 bilhões nas duas primeiras semanas, a média foi de US$ 906,9 milhões por dia útil, aumento de 14,3% com relação à média do mesmo mês de 2011.

No ano passado, o superávit da balança comercial ficou em US$ 19,43 bilhões, o pior resultado em 10 anos. Em 2011, ele havia totalizado US$ 29,79 bilhões.

POBRE BRASIL ASSENHOREADO! NUNCA ANTES NA HIST.... REPÚBLICA TORPE, POLITICALHA,CANALHICES,"INTIMIDADES", CORRUPÇÕES GENERALIZADAS... TSE gasta R$ 3,8 mi em hora extra em um mês e paga a servidor até R$ 64 mil.


Dados inéditos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre os salários de seus funcionários demonstram um descontrole no pagamento de horas extras no período eleitoral de 2012. Só em novembro, segundo dados obtidos pelo Estado, o gasto com esses adicionais foi de cerca de R$ 3,8 milhões para pagamento dos 567 funcionários que alegam ter dado expediente fora de hora.

 Entre setembro e novembro, essas horas extras totalizaram R$ 9,5 milhões.

Somados aos salários, os valores adicionais permitiram a esse grupo de funcionários receber, no fim de novembro, mais do que os próprios ministros. Apuração feita pelo Estado indica que, naquele mês, 161 servidores do TSE receberam de R$ 26.778,81 a R$ 64.036,74. 

Uma averiguação preliminar foi aberta por ordem da presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia. Por enquanto, dois assessores próximos à presidente deixaram seus cargos. Há registros de funcionários que tiveram de devolver parte do dinheiro recebido como hora extra. Outros casos estão sob análise.

No topo da pirâmide dos beneficiados pelas horas extras estão 50 pessoas que, só naquele mês, receberam juntas R$ 907,8 mil - um acréscimo médio aos salários de R$ 18,1 mil mensais. Quando se observam apenas os 10 mais bem remunerados, essa média sobe a R$ 23,8 mil.

Os valores foram praticamente os mesmos em outubro. 
Há casos em que o servidor contabilizou R$ 29 mil de horas extras num único mês. Embora em alguns casos tenham ocorrido pagamentos eventuais (férias, por exemplo), os valores, de modo geral, crescem sobretudo por causa das horas extras. Superam com folga o teto máximo salarial estabelecido pela Constituição para os Três Poderes, de R$ 26.723,13 - o equivalente ao ganho de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). 

Esse era o valor máximo no ano passado. Agora, subiu para R$ 28.059,29.

Afastados. 

Há relatos não oficiais sobre servidores que iam ao tribunal no fim de semana de bermuda e camiseta só para registrar o ponto da hora extra. Voltavam no fim do dia para nova marcação. No TSE, o registro é feito por meio do método biométrico, com a digital do funcionário.

Para fazer o cálculo da hora extra, o salário do servidor deve ser dividido por 175 e acrescido de 50% se for dia útil e sábado - ou 100% em domingo ou feriado. Ou seja, um funcionário que recebe um salário de R$ 5 mil terá uma hora extra de R$ 42,8 nos dias úteis e R$ 57 nos fins de semana. Para esse servidor conseguir dobrar o salário são necessárias 116 horas extras em dias úteis num mês - ou 88 horas extras aos domingos e feriados.

Descontrole. 

O pagamento de horas extras a funcionários do TSE é autorizado no período eleitoral, que compreende os meses de julho a dezembro. Mas a partir de 2012, por ordem da cúpula da Corte, além de o trabalho extra ter de ser autorizado previamente pelo superior, quem recebeu o adicional teve de justificar posteriormente em relatório detalhado.

Esse descontrole nos pagamentos de horas extras e penduricalhos diversos é generalizado no serviço público federal. Cada departamento, autarquia, fundação, ministério, tribunal - e até mesmo o Congresso Federal - tem um sistema remuneratório particular.

A entrada em vigor da Lei de Acesso à Informação, em maio de 2012, ajudou a desvendar um pouco as anomalias nas folhas salariais do funcionalismo. 

No caso do TSE, depois de o Estado requerer, as informações e os dados com os nomes e valores recebidos foram postos à disposição na internet no endereço:  
www.tse.jus.br/transparencia/remuneracoes-e-beneficios.

MARIÂNGELA GALLUCCI /BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo

JUSTIÇA SEJA FEITA! "ELA" TÁ MUDANDO O brasil. BRASIL REAL : Projeção de inflação em 2013 sobe pela segunda semana consecutiva


A projeção de inflação medida pelo IPCA para 2013 subiu pela segunda semana consecutiva, de 5,49% para 5,53%, de acordo com a pesquisa Focus divulgada na manhã desta segunda-feira pelo Banco Central. Há quatro semanas, a estimativa estava em 5,42%. Para 2014, a projeção segue em 5,50% há nove semanas.

A projeção de alta da inflação para os próximos 12 meses subiu de 5,52% para 5,53%, conforme a projeção suavizada para o IPCA. Há quatro semanas, estava em 5,46%. Nas estimativas do grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções, o chamado Top 5 da pesquisa Focus, a previsão para o IPCA em 2013 no cenário de médio prazo subiu de 5,52% para 5,73%.

 Para 2014, a previsão dos cinco analistas passou de 5,25% para 5,85%. Há um mês, o grupo apostava em altas de 5,57% e de 5,25% para cada ano, respectivamente.

Entre todos os analistas ouvidos pelo BC, a mediana das estimativas para o IPCA em janeiro de 2013 subiu de 0,75% para 0,78%, acima do 0,69% previsto há um mês. Para fevereiro de 2013, passou de 0,41% para 0,45%. Há quatro semanas, estava em 0,43%.

PIB

A previsão de crescimento da economia brasileira em 2013 recuou de 3,26% para 3,20% na pesquisa Focus. Para 2014, a estimativa de expansão caiu de 3,75% para 3,60%. Há quatro semanas, as projeções eram, respectivamente, de 3,40% e 3,81%.

A projeção para o desempenho do setor industrial em 2013 passou de 3,00% para 3,24%. Para 2014, economistas preveem avanço industrial de 3,90%, acima da projeção de 3,75% da pesquisa anterior. Um mês antes, a Focus apontava estimativa de expansão de 3,70% para 2013 e de 3,75% em 2014 para o setor.

Analistas mantiveram ainda a previsão para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB em 2013 em 34%. Para 2014, a projeção segue em 33%. Há quatro semanas, as projeções eram as mesmas para esses dois anos.

Selic

Os economistas mantiveram a previsão de que a taxa básica de juros (Selic) seguirá inalterada na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) desta semana, em 7,25% ao ano.

Esperam ainda que os juros encerrem 2013 no patamar atual, de 7,25% ao ano. Para o fim de 2014, a mediana das projeções segue em 8,25% ao ano há três semanas. Quatro semanas antes, estava em 8,50%.

A projeção para Selic média em 2013 segue em 7,25% ao ano. Para 2014, recuou de 8,38% para 8,35% ao ano, ante 8,50% há quatro semanas.

Câmbio

A projeção para a taxa de câmbio no final de 2013 recuou nas estimativas dos analistas consultados na última pesquisa Focus. Para o fim deste ano, a mediana das projeções passou de R$ 2,08, mesmo valor projetado quatro semanas antes, para R$ 2,07. Para o fim de 2014, segue em R$ 2,05.

Na mesma pesquisa, o mercado financeiro reduziu a previsão de taxa média de câmbio de R$ 2,07 para R$ 2,06 em 2013. Para 2014, caiu de R$ 2,05 para R$ 2,04. Há um mês, a pesquisa apontava que a expectativa de dólar médio estava em R$ 2,08 neste ano e R$ 2,03 no próximo.

A mediana das projeções para o câmbio dos analistas do Top 5 médio prazo para o fechamento de 2013 caiu de R$ 2,12 para R$ 2,06. Para 2014, recuou de R$ 2,10 para 2,07.

IGP-DI

A projeção para o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) em 2013 subiu de 5,37% para 5,39%.

Para o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), que corrige a maioria dos contratos de aluguel, a expectativa passou de 5,31% para 5,35%. Quatro semanas atrás, o mercado previa altas de 5,27% para o IGP-DI e de 5,29% para o IGP-M.

Para 2014, a projeção para o IGP-DI segue em 5% há 23 semanas. Para o IGP-M, segue há 13 semanas também em 5%.

A pesquisa também mostrou que a previsão para o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em 2013 caiu de 4,88% para 4,86%. Há um mês, a expectativa dos analistas era de alta de 4,95% para o índice que mede a inflação ao consumidor em São Paulo. Para 2014, segue em 5% há cinco semanas.

Economistas elevaram ainda a estimativa para o aumento do conjunto dos preços administrados - as tarifas públicas - para 2013 de 3,30% para 3,34%. Para 2014, a projeção caiu de 4,50% para 4,35%. Há quatro semanas, as projeções eram de, respectivamente, 3,50% e 4,50%.

Déficit

O mercado financeiro elevou a previsão de déficit em transações correntes em 2013. Pesquisa semanal Focus mostra que a mediana das expectativas de saldo negativo na conta corrente este ano subiu de US$ 62,10 bilhões para US$ 63,05 bilhões. Há um mês, estava em US$ 65,00 bilhões. Para 2014, a previsão de déficit nas contas externas segue em US$ 70 bilhões há 18 semanas.

Na mesma pesquisa, economistas elevaram a estimativa de superávit comercial em 2013 de US$ 15,00 bilhões para US$ 15,43 bilhões. Quatro semanas antes, estava em US$ 15,60 bilhões. Para 2014, segue em US$ 15,00 bilhões. Há quatro semanas, essa estimativa estava em US$ 16,00 bilhões.

A pesquisa mostrou ainda que as estimativas para o ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED), aquele voltado ao setor produtivo, foi mantida em US$ 60,00 bilhões para 2013 e para 2014, mesmos valores de quatro semanas atrás.

EDUARDO CUCOLO